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Archive for the ‘A Vida no Mapa’ Category

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Desde o dia 4 de Março que Vénus iniciou o seu movimento retrógrado em Carneiro, e assim irá permanecer até ao dia 15 de Abril (nessa altura já em Peixes). Qualquer significador astrológico pode ser um desafio, tudo depende da perspectiva e do ângulo em que cada um se encontra. Mas a posição de Vénus em Carneiro é sem dúvida um desafio sob qualquer ângulo ou ponto de vista. No signo do seu exilio (e em movimento retrógrado), a motivação para a paz, harmonia, satisfação, obtenção de prazer, estabilidade, segurança, tem (quase que) obrigatoriamente que começar a partir da experiência do oposto (Vénus está o signo exactamente oposto ao da sua regência, Balança). É como se tivéssemos que começar pelo fim… passar pela guerra para querer a paz, passar pela agitação e tumulto para encontrar a tranquilidade… E durante esta fase (em Carneiro e em movimento retrógrado) tudo o que construímos de valor para nós e para as nossas relações, parecem viver momentos de verdadeiro retrocesso, como se estivéssemos a voltar atrás no tempo, aos padrões que habitualmente tínhamos ao nível pessoal e relacional, aqueles padrões que julgávamos já ter resolvido e ultrapassado, e somos forçados a começar pelo fim em que ficámos (é mais ou menos isto). O Amor assemelha-se mais a um campo de batalha, temos a sensação que as pontes que criámos estão a ruir, e apercebe-mo-nos quão frágeis ainda somos. Queremos o Amor e atrapalha-mo-nos por entre a irritação, a zanga, por entre a fúria que emerge a cada necessidade de afirmação individual, e torna-se difícil encontrar um ponto de equilíbrio entre as partes. Como se uma delas tivesse que quebrar, que ceder pela força. Reagimos impulsivamente ao prazer e à falta dele. Cada um de nós luta pela sua razão, e o que antes tinha a sua boa dose de paz e tranquilidade passa a ser uma acumulação de intolerâncias, irritabilidades que nos fazem agredir o outro como se estivéssemos numa guerra em defesa pelo que é nosso e para nós tem importância. De um momento para o outro a importância das nossas vontades sobrepõem-se à da relação e guerreamos por muito pouco.

No fundo aquilo que se torna importante reflectir recai sobre quanto de nós está verdadeiramente em relação com o outro. Vemos o nosso par como ele é na realidade ou procuramos nesse par apenas o reflexo da nossa auto-imagem (a mais bela, claro). Se for este o caso o outro ainda é visto como uma fonte de gratificação pessoal, de auto-validação, de reforço da nossa auto-estima e um catalisador para o exercício das nossas vontades pessoais. Como certamente estaremos a ter a oportunidade de experienciar, são estes exemplos de padrões relacionais e auto-imagem que deveremos Rever (entre muitos outros que sejam adequados à vossa realidade). Antes de reagirmos impulsivamente a qualquer avaliação negativa com excesso de afirmação pessoal, pode ajudar ter em mente que a irritabilidade e a intolerância para com o outro é senão uma irritabilidade e intolerância para connosco mesmos, uma forma de evitar olhar para o que em nós ainda não gostamos e nos repudia. Resta-nos ter a coragem de enfrentar esta luta individual e rever o que em nós precisa de ser reconstruído antes que a Ponte caia por força da estupidez…

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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LEMONDE FR

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Mais do que uma abordagem astrológica ao tema do momento (até porque o momento em causa está inserido e enquadrado num processo e num cenário muito mais complexo e profundo do que só o momento mas do qual o momento faz parte), é muito importante que consigamos filtrar, compreender os actuais acontecimentos e os que estão para vir (porque a vida está sempre a acontecer) centrados e incondicionalmente fixados no ponto que tudo vê, observa, mas não se perde em extremismos. Em astrologia dizemos simbolicamente que isto representa o centro da mandala astrológica a apartir do qual podemos observar a periferia da cintura do Zodiaco sem resvalar para a força centrifuga produzida por essa mesma cintura periférica… perdidos nessa força andamos à roda sem chegar a lado nenhum e andamos literalmente tontos sem conseguir parar para sentir e compreender as forças externas com as quais interagimos.

E na periferia muito se passa… Temos essencialmente Saturno em Sagitário em T-Square com Vénus, Neptuno, Júpiter e Lua. Marte assume igualmente destaque e importância no desenrolar dos acontecimentos.

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atentado bruxelas

A tensão entre Saturno, Neptuno e Júpiter já foi explorada e analisada desde Dezembro de 2014 – saiba mais em webinar Saturno em Sagitário. A sua compreensão é fundamental para enquadrar os acontecimentos actuais.

Existem posteriormente dois posicionamentos que requerem particular atenção, o da Lua e de Marte. A Lua aparece como peça importante deste cocktail explosivo porque, apesar de estar associada à integração das experiências, inserida numa configuração deste tipo estimula a instintividade e a confusão. Porque ela trabalha as emoções do colectivo, ela absorve as energias inconscientes das massas  dando-lhes a forma correspondente, reflectindo tão somente (outra caracteristica lunar que tão bem conhecemos) a natureza ainda instintiva do ser humano. Em astrologia, existem planetas que funcionam como grandes potenciadores das mudanças e outros que funcionam como activadores de determinados acontecimentos pontuais que favorecem a manifestação dessas propostas cósmicas. Por isso, os trânsitos da Lua marcam gatilhos para que o cenário determinado pelos planetas lentos e sociais possa ocorrer, trazendo a coesão necessária à manifestação das energias. E como não são trigonos (mas antes muitas quadraturas) traz “coesão” (função associada às qualidades lunares ligadas à capacidade de “dar forma”) à manifestação do conflicto…

E há tão poucos dias, praticamente algumas horas, celebrámos externa e internamente o inicio da Primavera, o Equinócio da Primavera que tão simbolicamente é retratado pela entrada do Sol no signo de Carneiro… No mapa deste momento, este mesmo Marte que rege o Sol está tão “perigosamente” colocado, aproximando-se progressivamente do T-Square entre Saturno, Neptuno e Júpiter. Isto sugere que a tensão entre estes 3 últimos planetas (considerado um “processo” que perdura para além dos timings que definem os aspectos exactos entre cada um) será ainda (mais) activada por Marte. Marte é igualmente um desses activadores, ou melhor “gatilhos”. Ele impulsiona e faz disparar a energia. E que “gatilhos” e “disparos” tivemos com estes atentados… Apesar de não estar tão próximo do T-Square como a Lua, como já pudemos ver, Marte fez quadratura à Lua (no grau 4) poucas horas antes, no dia 21 às 03:00 am. E como vimos, o efeito, a energia, circula e transfere-se, fazendo com que a tensão entre a Lua e Marte fosse transportada pela Lua para o T-Square quando esta toca Júpiter (que está em quadratura exacta com Saturno) permitindo a manifestação da tensão com Marte através do T-Square. A quadratura entre a Lua e Marte pode resultar na manifestação dos impulsos mais básicos de sobrevivência, mesmo que Marte esteja em Sagitário. Eu apenas acredito (Sagitário) que sem isto não posso mesmo (sobre)viver… E enquanto acredito nesta deformação de justiça e de verdade, outros, que são na Verdade meus Irmãos, morrem sem sequer ter conseguido compreender porquê, sem sequer terem dado conta do “gatilho”. É o nível de Consciência que dita a capacidade de lidar com o conflicto. E já tivemos a oportunidade de perceber que a Humanidade ainda tem muito que trabalhar para compreender o que significa Consciência.

Astrologicamente este mês de março já avisinhava energias igneas muito fortes associadas à igualmente forte presença do elemento água – leia aqui Março Astrológico. Este Marte em Sagitário ainda é o que luta em prol de uma causa egocentrica que frequentemente chamamos de “fanatismo”.

Por isso mesmo não podemos, ou melhor, não devemos, reagir instintivamente a uma interpretação isolada deste acontecimento. Ele é mais um gatilho que activa a crise de valores de que padece a nossa sociedade actual. Onde todos somos vitimas e co-responsáveis. Vitimas da nossa ignorância e falta de Amor, Responsáveis pela externalização de energia periférica que nos coloca a todos em confusão, amargura e promove (mais) equivocos. Esta falta de Amor e profunda crise de Valor que causa tantos “atentados” à nossa humanidade… Em Bruxelas, na Siria, no Iraque, na França, …, podemos continuar a nossa lista de atentados porque (infelizmente) ainda são muitos… Por todo o mundo e em toda a parte… São agravados por um conjunto de respostas reactivas que não são nada mais que falta de Consciência…

Este inicio de novo ciclo de Consciência (porque é esse o verdadeiro simbolismo da Primavera) deixa sementes bem violentas e conflictantes, que exigem uma compreensão maior dos factos para que possamos caminhar para uma verdadeira resolução do problema. Se estivermos identificados com cada um dos referidos posicionamentos planetários teremos muita dificuldade em encontrar a Solução, ou pelo menos a Compreensão. Esse ponto Central de que falámos e que nos retira da força centrifuga onde os acontecimentos externos se manifestam consegue-se única e exclusivamente através da Consciência Amorosa que tudo compreende mas não é passiva. Amor não é Passividade… Amor é apenas… Consciência.

Que Deus nos ajude e tenha Misericórdia pela nossa ignorância.

Se é que alguma coisa se pode dizer… Mais há a fazer, internamente, no fundo do nosso Ser… Descobri-lO, encontrá-lO. Aquele que fala baixinho… Não grita, não manda bombas, aquele que apenas e tudo É…

OM…

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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- Mestre Omraam Mikhael Aivanhov –

“Numa família pobre, nascerá uma bela criança. De um país balcânico (Macedónia) essa águia virá, E no país do Galo (França) habitará. Do seu nome parecido com o meu (Mikael), o mundo se lembrará. A sua voz imensa, a multidão o escutará, E depois de grandes tribulações, Uma nova Era começará”…

Profecia de Mikael de Nostradamus sobre o Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov (Bulgária; 1900 – 1986)

A razão pela qual, humildemente, me propus a escrever sobre o mapa do Mestre Omraam foi porque me senti fascinada por ver a manifestação dos Arquétipos na sua vida. Raramente conseguimos ver a expressão daquilo que cada um dos signos e planetas representam na sua Essência e Dignidade, aquilo que de mais alto definem como meta a alcançar por todos nós ao longo das nossas vidas. Mas a sua expressão esteve presente na vida deste Mestre nascido homem. Uma prova viva dos Arquétipos… As Ideias expressas pela Mente de Deus fluem pela Obra do Mestre Omraam.

Um Mestre que surge com pensamentos e Verdades Universais exactamente no início desta a que chamamos a Era de Aquário. Uma Era em que a evolução da Humanidade deverá fluir pelo desenvolvimento da Inteligência Cósmica. O Mestre nascido homem desencarnou aos 86 anos completando assim um ciclo de Úrano e 3 ciclos de Saturno. Um Aquariano com Lua, Mercúrio, FC e o regente do Asc também em Aquário. Não há como negar a forte presença de Saturno e Úrano no mapa natal daquele que deu à Humanidade as fórmulas alquímicas que permitem a entrada na Era de Aquário. Uma visão clara do que significa viver em plena harmonia com o Senhor dos Anéis (a minha alcunha carinhosa para o sério Saturno!) e o Pai dos Arquétipos (Úrano). Um Pai Universal, um verdadeiro Aquariano.

Por isso, é com toda a humildade que mapeio a sua carta astrológica associando-a ao pouco que sei da sua imensa Vida…

 - mapa natal Mestre Omraam Mikhael Aivanhov –

Não sou fã de textos que procuram descrever fisionomias e aparências físicas a partir das energias associadas ao signo ascendente, mas, confesso que neste caso, a energia que no meu entender emana através do semblante e postura do Mestre Omraam é Saturno/Capricórnio. De facto não é para menos com o regente do Ascendente (Marte e Plutão) em Aquário a depender de um Saturno em domicílio. Plutão está em Gémeos, mas disposto por um Mercúrio em Aquário – e voltamos a Saturno em Capricórnio. Bom, depois temos FC e um Stellium em Aquário, bem como os Luminares no mesmo signo – mais Saturno! Em Capricórnio!

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«O Mestre Omraam Mikhael Aivanhov (1900-1986), filósofo e pedagogo francês de origem búlgara (…)» (transcrição da contracapa das suas obras)

Quando lemos um breve resumo da sua biografia o mestre Omraam é apresentado como filósofo e pedagogo, perfil que tão bem assenta no Stellium em Sagitário com Júpiter em domicílio (sextil a Mercúrio) e por isso mesmo ainda mais forte na sua simbologia. Outra particularidade é o eixo evolutivo Cauda/Cabeça do Dragão em Gémeos/Sagitário, Plutão e Neptuno em Gémeos na casa VIII conjunto ao NS e ainda pelo T-Square mutável com Apex em Vénus.

Entre muitos dos livros publicados sobre os seus discursos existe um que me suscita especial apreço e, para mim, é uma pérola da sua obra, os Poderes do Pensamento. Que melhor título pode expressar a inesgotável bagagem representada pelo nódulo sul em Gémeos na casa VIII com Plutão em conjunção – o Poder (Plutão conjunto a NS na casa VIII) do Pensamento (NS em Gémeos – e Mercúrio trígono a Plutão).

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«O Poder do Pensamento é real, tanto para o lado negativo como para o lado positivo, por isso, há que utilizá-lo para o lado positivo (…). Todas as pessoas pensam, mas como? Vão a uma estrumeira, começam a remexer e sai de lá um odor nauseabundo (…) remexem no estrume e fica tudo empestado. (…) É no domínio interior que as pessoas são mais vulneráveis, e pouco a pouco essa fragilidade acaba por se manifestar também exteriormente.» (excerto da obra “Poderes do Pensamento”)

Como já foi referido, este é um mapa em que a energia de Aquário é muito forte. O signo de Aquário é conhecido como o “Aguadeiro”, aquele que dá de beber ao mundo. Mas a sede do mundo não é de água, é de conhecimento. Um conhecimento que limpa as águas e liberta o homem. As águas aqui entendidas como o campo astral onde estamos polarizados com a dimensão dos nossos desejos e apegados à sua satisfação. No livro «Doze trabalhos de Hércules» de Alice Bailey, no seu 11º trabalho, Hércules tinha como tarefa limpar os Estábulos de Augias para que a Água corre-se limpa novamente.

«Quando Hércules se aproximou do reino onde Augias governava, um terrível mau cheiro que o faz quase desmaiar, feriu suas narinas. (…) soube que durante anos o Rei Augias jamais fizera limpar o excremento que o seu gado deixava nos estábulos reais. Os pastos estavam tão adubados que mais nenhuma colheita crescia. Em consequência, o cheiro nauseabundo varria o país, devastando vidas humanas. (…) Ele fez com que Alfeu e Peneu derivassem as suas águas através dos estábulos do rei Augias cheias de esterco. As torrentes assim aumentadas e aceleradas limparam a imundice por tanto tempo acumulada. O reino foi limpo de toda a sua fétida treva (…)» (excerto do Doze Trabalho de Hércules, por Alice Bailey)

No meu entendimento, as águas a que este 11º trabalho se refere são as águas de Escorpião, o signo de água que antecede Aquário. No Zodíaco estes dois signos estão em quadratura natural realçando a dificuldade em atingir a Liberdade enquanto não se trabalham as sombras em nós. Liberdade é obtida através da circulação das águas que garante a sua oxigenação e limpeza. É a capacidade de distanciamento do mundo astral que permite vigiar todos os impulsos baseados nos nossos desejos, é esta purificação celular, que permite a nossa religação à memória da Alma. A expressão destes 2 arquétipos Escorpião/Aquário, tudo o que representam, parece ser um marco fundamental do trabalho do Mestre Omraam.

Muitos outros significadores reforçam a simbologia entre o arquétipo Escorpião/Aquário. Mercúrio encontra-se em Aquário, signo da sua exaltação – Mercúrio é regente do NS em Gémeos na Casa VIII (energia de Escorpião). Em forte representação deste Arquétipo temos igualmente, e sem dúvida alguma, um Ascendente em Escorpião com o regente igualmente em Aquário – Marte – e Plutão em Gémeos (voltamos novamente a Mercúrio em Aquário). Ele detém um conhecimento profundo das profundezas do ser Humano. Mas não se detém nas sombras do Escorpião, usa antes o potencial deste signo para expressar a energia de 4º raio associada a este eixo – a Harmonia através do Conflicto. O conflicto manifesta-se quando existem desvios entre aquilo que a Alma e a personalidade desejam. Os conflictos manifestam-se exteriormente, nos mais variados contextos da nossa Vida, porque é aí que se tornam visíveis para nós e podem ser integrados na Consciência. É o (sub)mundo de Hades… e assim como na mitologia, em que Perséfone ascendia à superfície durante 6 meses (e com ela tínhamos a Primavera e o Verão) e os restantes 6 descia ao submundo (o Outono e o Inverno), também em nós o mito ressoa. É iigualmente apenas quando trazemos à superfície o que de mais profundo e oculto existe em nós que nos podemos tornar férteis, livres e esplendorosos. Ele referia inclusivamente que deveríamos usar todo este “excremento” como adubo! O Mestre utiliza esta visão tão profunda para ajudar a transmutar e alquimizar as energias que nos prendem à escuridão, para sabiamente aplicar a Lei da Circulação e assim, libertar-nos através de um pensamento discriminativo, Consciente, e “vigilante” como tantas vezes referia nas suas palestras.

Mercúrio é associado mitologicamente ao Mensageiro dos Deuses e parece-me que não teria frase mais adequada se quisesse definir a Vida do Mestre Omraam, um Mensageiro dos Deuses. A cauda do Dragão representa a acumulação de energias que a Alma tem feito ao longo de todas as suas encarnações. Com isto significa que trazemos associada à simbologia da cauda a sua Luz e a sua Sombra – por casa e signo. É óbvio que trata-se do mapa de um Mestre e por isso a transmutação da sombra em Luz é evidente. A Gémeos temos associada a mente analítica, a mente inferior, as faculdades de comunicação, de interrogação, de aprendizagem, de curiosidade, de desenvolvimento intelectual, a necessidade de saber, de ver em dualidade, de ver os dois lados da moeda. Gémeos, per si, é a ausência de qualidade relativamente à informação disponível (é a informação pela informação), é a ausência de identificação que permite o múltiplo interesse nos mais variados assuntos e actividades e, ainda assim, é esta faculdade que lhe garante a eximia versatilidade e flexibilidade perante os mais diversos estímulos e circunstâncias. Na casa VIII, falamos de uma mente mergulhada numa dimensão profunda, psíquica, emocional e intensa. Fala da necessidade de analisar, interrogar, estudar, aprender sobre a natureza oculta do ser humano, o lado sombra, a mente que tem conhecimento das correntes psíquicas e emocionais que dominam o ser humano. É Ar em mundo de Água, é a mente a ter que entrar no mundo subjectivo e inconsciente, é a análise da psique… é óbvio que a mente pode ficar mergulhada na escuridão, presa nos recônditos mais sombrios da natureza humana, ou mesmo presa em falsas espiritualidades, apodrecida por sentimentos sombrios e obsessivos. Pela positiva corresponde à capacidade de vigiar e analisar todas essas correntes conflictantes que colorem a personalidade, é colocar Mercúrio ao serviço de Marte e Plutão trazendo mensagens profundas e reveladoras de, pelos processos de crise e perda que levam à transformação, transmutar essa mesma natureza inferior. É oxigenar (Mercúrio) águas paradas (Escorpião). Como transformar escassez em abundância (Casa VIII / Casa II). O seu mapa revela de facto uma forte relação entre Mercúrio e Plutão (Plutão em Gémeos, Mercúrio – seu dispositor – trígono a Plutão, nodo norte em Gémeos na Casa VIII) e que fala exactamente desta mente profunda com capacidade de induzir à transformação. De facto toda a sua obra fala que, com uma boa disciplina mental e vigilância (qualidades presentes na relação entre Saturno e Mercúrio no seu mapa) sobre os seus pensamentos, sentimentos e desejos, o homem conseguiria mudar a qualidade da sua Vida. O seu profundo conhecimento sobre os meandros da mente permitiu-lhe saber e trabalhar a mente dos homens. Ele falava sobre o poder da mente para o bem e para o mal. Falava frequentemente de como os homens insistem em chafurdar a sua mente em águas paradas. Reforçava imagens típicas do Aguadeiro – aquele cujas águas estavam limpas – referia que os homens deveriam imaginar que eram uma nascente, sempre limpa:

«Escutai uma nascentezinha; ela diz-vos: “Sede semelhantes a mim, sede vivos, jorrantes, senão tornar-vos-eis semelhantes aos pântanos.” Sim, há que ouvi-la, porque se a vossa nascente interior secar, produzir-se-ão em vós fermentações. E, quando há fermentações, já sabeis o que se passa: começam a pulular os mosquitos, as moscas, toda a espécie de animalejos,; mesmo que tenteis acabar com eles, nada conseguireis, pois eles não param de se reproduzir. (…) as pessoas não entenderam que no seu intelecto, na sua alma, deveriam ter colocado em primeiro lugar o que existe de mais puro e de mais divino – a nascente – para que esta nascente, ao correr, purifique tudo neles e faça crescer todas as suas sementes divinas.» (excerto da obra “Os Segredos do livro da Natureza”)

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Talvez toda esta simbologia, à partida difícil de integrar, no seu caso fosse facilmente canalizada pelo trígono entre os planetas em Aquário na Casa IV e Plutão em Gémeos na Casa VIII (uma ligação fluida entre estes dois mundos, Aquário/Escorpião, que facilita o dom da purificação das Águas. Com o signo de Gémeos à mistura temos o Mensageiro dos Deuses a fazer a ponte entre os 2).

Neste sentido, e associando a sua Vida à simbologia desta cauda do dragão, o Mestre Omraam sempre falou sobre a dualidade no mundo invisível, da existência das forças do bem e do mal, da existência da sombra e da luz, e da importância de cada uma destas dimensões no caminho evolutivo do homem. A energia de Gémeos conferia-lhe uma perspectiva ampla sobre variados assuntos, uma colecção vasta de conhecimento e informação ao qual ele soube associar Significado (Sagitário). A Gestalt do seu mapa é um See-Saw ou Hour-Glass (Ampulheta), cujo potencial é exactamente a capacidade da pessoa estar e entender os 2 lados da Vida e conseguir sintetizar as duas perspectivas num entendimento único (a união das polaridades – apenas conseguido através da mente superior, Júpiter, e da Intuição, Úrano). Bom, e poderíamos explorar ainda mais esta Gestalt no seu mapa mas terei que definir alguns limites para que isto seja mais uma “breve” exploração do seu mapa e não um “livro de bolso” sobre o mapa natal do Mestre Omraam… Numa das obras sobre as suas palestras, “Os Segredos do livro da Natureza”, ele refere que teve imensos trabalhos e ofícios e até aí ele tirou o significado maior, percebeu que «o que está em baixo é como o que está em cima»;

«Lembro-me de que, quando eu era novo, por volta dos 13 ou 14 anos, me dava gozo de experimentar toda a espécie de ofícios. Evidentemente, eles não duravam muito tempo (alguns dias ou semanas): (…) e foi assim que me tornei alfaiate! Sim, mas não por muito tempo, apenas um dia, pois, sinceramente, não me agradou, adormeci! (…) mas continuo a fazer a minha própria roupa. (…) Mas há sobretudo um oficio que deixou em mim muitas marcas. (…) e agora gostaria de tirar uma lição deste trabalho junto do ferreiro (…). Toda a gente sabe que, para forjar o ferro, é necessário pô-lo no fogo e esperar que ele se torne vermelho e depois incandescente. (…) como é que a chama pode comunicar ao ferro o seu calor e mesmo a sua luz? (…) o ferro torna-se exactamente como o fogo, luminoso, radioso, abrasador (…). O homem também é comparável ao metal, ao ferro, e só um contacto com o fogo pode torna-lo radiante, brilhante e caloroso.» (excerto da obra “Os Segredos do livro da Natureza”)

Mercúrio sextil Júpiter conferem-lhe esta habilidade de colocar o seu dom ao serviço da Verdade, o Mensageiro dos Deuses ligado à Mente Superior (regentes da cauda e cabeça do dragão – a capacidade de fazer um bom uso das ferramentas desenvolvidas e acumuladas em encarnações anteriores na proposta de evolução da sua vida actual).

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«Desde tempos imemoriais que o homem é considerado como um resumo do Universo. Nos tempos antigos, ele era representado como a chave capaz de abrir as portas do Palácio do Grande Rei, porque tudo o que existe no Universo, enquanto matéria e energia, se encontra, em menor grau, no homem. É por isso que se chama ao Universo “macrocosmos” (grande mundo) e ao homem microcosmos (pequeno mundo); e Deus é o nome do Espirito sublime que criou o grande mundo e o pequeno mundo, que os vivifica e mantém a sua existência. Este microscosmos que é o homem, para viver e se desenvolver é obrigado a permanecer em contacto, em ligação permanente, com o macrocosmos, a natureza; ele deve fazer trocas ininterruptas com ela e é a estas trocas que se chama “vida”. (…) Se estas trocas são entravadas, surgem a doença e a morte.» (excerto da obra “Os Segredos do livro da Natureza”)

O ensinamento do Mestre passou sempre por ajudar o homem a entender e a compreender como funcionava a Natureza e o mundo físico e enfatizava que, ao compreender isso, o homem entenderia o Significado da Vida, que conseguiríamos reconhecer um vector de funcionamento comum entre o macrocosmos e o microcosmos (nós), veríamos Deus representado na matéria. O Mestre teve sempre a capacidade de traduzir a Verdade em formas concretas, em fazê-la visível e compreensível para nós no munda da matéria. Estes ensinamentos foram estendidos inclusivamente ao modo como nos alimentos e como tratamos do nosso corpo físico (tudo isto é o arquétipo de Touro e da Casa II, área de vida tão enfatizada no seu mapa). Para ver o Espirito (Sagitário) na matéria (Casa II – Terra) bastava contemplar a Natureza, perceber e entender através deste livro vivo como é que as energias funcionam e operam em nós. O seu ensinamento foi no sentido de trazer ao homem Filosofias e Verdades (Sagitário) que lhe devolvessem a Paz e Harmonia na relação consigo próprio e com a Vida à sua volta (novamente o arquétipo do Touro representado na casa II). Transmitir-lhe valores que o orientassem, que o ligassem ao Espirito, à mente Superior. Esta cabeça do dragão em Sagitário na casa II é o “olho iluminado do Touro”. Evoluir por Sagitário é aprender a fazer Silêncio. A silenciar a mente (Mercúrio, Gémeos, o seu NS). Existe inclusivamente uma obra publicada sobre as suas palestras intitulada “A Via do Silêncio”. Com Sagitário na Casa II quer dizer que precisamos de fazer Zeus sair do Olimpo e descer ao reino de Deméter – Gaia, Terra. É o elemento Fogo a abrir casas de Terra (ou, no caso do Sagitário, interceptado na Casa II). Com esta concentração de planetas na Casa II, da qual fazem parte um Júpiter em domicílio e o nodo norte, mostra que a Via do ensino é evidente, e que, qualquer que fosse o tema, ele pretendia ensinar ao homem como melhor viver a sua vida na Terra, como obter Paz e como reconhecer a Divindade (Fogo) no plano físico (Terra). Ver o que é e o que Significa a Verdadeira Qualidade de Vida. Entender as Leis Universais (Sagitário e Júpiter) expressas no mundo físico (Casa II). Tudo isto, mais o Apex do T-Square em Peixes com resolução por Virgem na Casa XI:

«Eu quero propor-vos um sistema filosófico que se aplique a toda a gente, para que todos possam trabalhar, ganhar dinheiro, casar, ter uma família, mas, ao mesmo tempo, ter uma luz, uma disciplina, um método. A questão está em aperfeiçoar ao mesmo tempo, o lado espiritual e o lado material. (…) É necessário estar no mundo e, ao mesmo tempo, viver uma vida celeste.» (excerto da obra “Poderes do Pensamento”)

A prática de meditação, oração e o ritual de visualização e contemplação do Sol como representante máximo do Divino na Terra (e é interessante ver Leão no MC, casa de terra, casa de Saturno).

O eixo Escorpião/Touro (o seu Asc/Dsc) fala, como já foi anteriormente referido, sobre a necessidade de Harmonizar através do Conflicto. Portanto, conhecer as forças do desejo, que polarizam o homem com o mundo exterior e o afastam da vida da sua Alma, permite entender as forças conflictantes em si mesmo que impedem o seu casamento com a Alma. Um trabalho que tão eximiamente desempenhou em si mesmo e cujo conhecimento procurou transmitir aos homens. Vénus em Peixes, Apex do T-Square mutável, apontam exactamente para a orientação da sua obra ser no sentido de conduzir o homem para a obtenção de paz e harmonia com a Vida através da Unificação com o mundo Divino, Espiritual. A Vénus como representante do Touro é a forma dissolvida no mundo invisível (Peixes), é o dom de Construir no mundo Invisível;

«Para obterdes resultados no plano material, deveis começar por construir uma base sólida, resistente, ao passo que, para obterdes resultados no plano espiritual deveis, antes de mais, ter um tecto seguro, senão até a base cairá. Isto porque, no domínio interior, espiritual, está tudo invertido, é como se a base se encontrasse em cima e não em baixo. Deveis pois de construir as coisas na vossa cabeça antes de tentardes fazê-las descer ao plano físico; e como é necessário imenso tempo para fazer descer estas construções espirituais ao plano físico, deveis trabalhar durante longos anos para que, um dia, elas possam materializar-se.» (excerto da obra “Os Segredos do livro da Natureza”)

Como regente da Balança representa o verdadeiro casamento que o homem pode fazer, o casamento com a Divindade (reforçado com Balança na Casa XII). Se cada um de nós se unisse com o princípio Divino em si, deixaria de querer reduzir o Divino à dimensão dos seus desejos pessoais projectando esta carência e equivoco nos objectos que possui e pessoas com quem se relaciona. Ir buscar qualquer tipo de “complemento” ao que nos falta… Pouparia muitas (des)ilusões… Ao invés disso teria a capacidade de projectar sobre esses objectos e pessoas Amor Incondicional, Divino, de Partilhar Abundância. Este é, para mim, o verdadeiro propósito (assim muito resumido) da exaltação da Vénus em Peixes. Este T-Square pede igualmente a síntese de tudo o que as diferentes religiões ensinam com o conhecimento cientifico. Ele dissolve as barreiras, dogmas e cepticismos em ambas as áreas de conhecimento, unindo o mundo espiritual ao mundo da lógica e da racionalidade, a fé com a ciência, o símbolo com a racionalidade. Com esta fé objectiva – a Ciência Iniciática – conseguiu servir um grupo de homens e mulheres que procuravam o Caminho da Paz. Com o Apex em Vénus em Peixes na Casa V a resolução do T-Square é pelo grau 15 de Virgem na Casa XI:

(significado do grau Sabiano): UM REFINADO LENÇO RENDADO, OBJETO FAMILIAR HERDADO DE VALORES ANCESTRAIS. IDÉIA BÁSICA: quintessência das façanhas bem realizadas. O poder das raízes produz belas flores. O neófito que age com determinação, coragem e discriminação, ao mesmo tempo em que segue “as pegadas” dos seus predecessores, recebe um prémio simbólico da Irmandade, pronta a recebê-lo quando ele tiver provado plenamente seu valor no campo de batalha em que enfrenta seu próprio passado, que tenta atravessar-se em seu caminho. A Amada mística passa às suas mãos aquilo que ela bordou para ele com fios espirituais. Este é o último estágio da trigésima terceira sequência, que também encerra a décima primeira cena, “Caracterização”. Essa cena iniciou-se com a revelação, num retrato, dos traços salientes do rosto de um homem. Ela termina com símbolos que demonstram a validade última dos muitos esforços das gerações de homens no sentido de construir uma bela e significativa CULTURA. O Homem de Cultura é, no mais profundo e melhor sentido do termo, o Aristocrata. É o florescimento de uma linha de ancestrais que aceitaram a responsabilidade por um grupo ou comunidade. Da mesma maneira, o verdadeiro “discípulo” é a flor que coroa uma longa série de encarnações.

Saturno em Capricórnio na Casa III oposto a Neptuno em Gémeos na Casa VIII aponta igualmente para o “casamento” entre estas duas dimensões, o mundo real, da matéria e o mundo subtil, Espiritual. Mas também, como já foi referido anteriormente, a estrutura necessária para que não nos percamos em intoxicações mentais e ilusões psíquicas sobre o que é espiritualidade, mediunidade, e todos os equívocos relativos à realidade do mundo invisível. Simultaneamente, ajudar-nos a desenvolver a tal estrutura mental que nos permite conferir suporte a toda a dimensão invisível. Sem uma mente disciplinada, forte, segura, é muito fácil perdermo-nos em equívocos psíquicos. Ele sempre referia que é preciso saber construir no mundo espiritual e também no mundo físico. Não pode haver dissociação! Sem isso, a encarnação (Saturno) perde sentido…

™ « O Ensinamento da FBU…

Através de mais de 5000 conferências, Omraam Mikhaël Aïvanhov explora a natureza humana no seu meio ambiente, às escalas individual, familiar, social e planetária. Aquele a quem nós chamamos Mestre – assim designado na aceção oriental do termo, pelo seu autodomínio e  talento pedagógico -, diz-nos : “O que eu desejo, através deste ensinamento, é dar-vos noções sobre a vida, sobre vós próprios, como estais construídos, que relações tendes com todo o universo e quais as trocas que deveis fazer entre vós e o universo que é a Vida.”

O objetivo prioritário do Mestre é ajudar o ser humano a reencontrar a sua dimensão espiritual (que se chama a sua natureza superior ou divina), a aperfeiçoar-se, a reforçar-se, a abrir o seu coração ao mundo onde vive. Omraam Mikhaël Aïvanhov esclarece: “Esforcei-me, acima de tudo, em esclarecer um tema: as duas naturezas do ser humano, a sua natureza superior e a sua natureza inferior, porque isso é a chave que permite resolver todos os problemas.“

Mas o trabalho interior, individual, inscreve-se numa perspetiva mais larga e universal: permite adquirir a consciência de que todos nós somos cidadãos do cosmos, membros da grande família humana – a fraternidade universal -, filhos e filhas de um mesmo criador. Para além disso, o ensinamento do Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov convida-nos a participar na realização da Idade de Ouro sobre a Terra.» (transcrição da página oficial da Fraternidade Branca Universal – http://www.fbu-portugal.pt)

 

Nesta citação vejo todos os significadores astrológicos já descritos sobre o seu mapa. Estão todos aqui representados. No entanto, o FC e o Stellium em Aquário são, para mim, representativos desta Organização à qual deu vida.

Com Aquário no FC temos a proposta de enraizar o mais fundo de nós mesmos, a nossa matriz emocional, psíquica, num conceito muito Universal do que significa unir Ligação com Desapego, Pessoal com Impessoal, Família com Fraternidade. É trazer enraizado no meu mundo psíquico uma forte noção de Fraternidade, Irmandade, Igualdade, Liberdade, Inteligência Cósmica e como, através desta fonte de Água Limpa, dar de beber à minha Família Universal (Aquário – o Aguadeiro em casa de Caranguejo…). Isso, para mim, é o maior e mais profundo significado de Aquário (Ar, Saturno, Úrano) na Casa IV (Água, Caranguejo, Lua). É abraçar a Humanidade como minha Família e sentir-me em Família com a Humanidade. É trazer o mundo inteiro para comer à minha mesa, para, irmãmente partilhar daquilo que tenho para alimentar. É acolher sem olhar a quem, é conter sem prender. É Ar em casa de Água, uma linda e arrepiante relação entre o Ar mais frio e impessoal do Zodíaco com a Água mais Familiar, sensível e pessoal (no seu caso, ainda com Lua em Aquário na Casa IV – reforça o significado do FC). Sem esta compreensão/consciência, a Alma terá tendência a viver desapegada de si própria, e a personalidade à procura de fixar o seu cordão umbilical em pleno Ar… impossível de agarrar… sentindo-se sem raízes e sem… ninguém. Quando pode “ter” todos, sem no fundo ter que se tornar refém da sua carência e subjectividade.

Este foi um Mestre nascido homem que criou uma Família Universal – a Fraternidade Branca Universal. FC em Aquário disposto por Saturno na Casa III e Úrano em Sagitário, reforçando que o alimento a dar a essa família Universal, era Saber e Conhecimento (mais Mercúrio na Casa IV). A relação de Saturno com Mercúrio é muito forte – temos Capricórnio na Casa III, Saturno na Casa III em domicílio, Virgem na Casa XI e Mercúrio em Aquário. No seio desta família Universal eram partilhados conhecimentos com estrutura, dirigidos para o homem que se quer libertar (Úrano) e iniciar o Caminho do Discípulo (Saturno). A Idade do Ouro (Saturno, tão forte no seu mapa…). Ele recorria a um conhecimento antigo, tradicional, referia frequentemente os escritos bíblicos e o seu discurso era assertivo, disciplinador e duro quando necessário. Saturno rege o plano mental (Mercúrio), por isso, esta relação entre os 2 é fantástica no mapa deste Mestre nascido homem cuja vida foi dedicada a dar aos homens uma estrutura de conhecimento que os orienta no Caminho da Iniciação e da Libertação. Um verdadeiro Sábio, um verdadeiro Saturno. O seu posicionamento em domicílio é fundamental para a força e disciplina necessárias ao percurso que se propôs a percorrer na sua Vida. Em parte uma Vida solitária, de muita autodisciplina e aperfeiçoamento. A outra parte, é Aquário no FC (com o regente do MC também em Aquário), uma Vida rodeado de gente e para “a gente”. Um Mestre nascido homem, cuja vocação de Vida foi ser um foco de Luz para a Humanidade, um líder para o homem que está na descoberta do seu processo de Individuação, na sua descoberta de como se tornar uma Divindade (Leão no MC). Uma Humanidade dissociada do mundo invisível e perdida e limitada pelos equívocos do mundo visível (Saturno oposto da Neptuno).

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Meu Deus!!! Eu vou ter que terminar por aqui… Fica ainda tanto por dizer desta relíquia astrológica. Obviamente não falei de tudo… mas o que a minha Alma se propôs a escrever foi alcançado. E ela está satisfeita 🙂 . Que outras Almas mais possam acrescentar acerca desta relação com os astros e a Vida deste Mestre nascido homem… Sim, agradeço achegas, acrescentos, referências e comentários. Certo é que, analisar o seu mapa natal se reaprendem certos conceitos, se reacendem Verdades e intuem-se outras ainda adormecidas. É uma viagem enriquecedora poder contemplar os arquétipos na sua Vida.

Grata estou pelo facto da minha Vida se ter cruzado com a Sua. Não através da matéria porque nunca estive na sua presença física, mas através do seu património Espiritual.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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caranguejo

(This article has an english version at the end)

Todos temos indiscutivelmente o signo de Caranguejo no nosso mapa natal, temos uma Lua e um Fundo do Céu (FC). Independentemente de sermos mais ou menos “caranguejolas” todos temos uma história familiar, um passado, uma imagem de mãe, enfim, um conjunto de memórias indexadas a uma interpretação subjectiva (nossa) que, ao longo da nossa vida nos induz a comportamentos a partir dos quais vamos buscar a nossa fonte de conforto, de segurança, e que, em última instância (mesmo que isso nos faça sofrer) aquilo que estamos habituados a “comer”. Bichos de hábitos – Somos nós! – automatizados e embrutecidos pela nossa inconsciência funcional até que a vida nos vai confrontando com as memórias, com os padrões, com os falsos mecanismos de proteção e (tão frequentemente) de fraco alimento.

A energia com que, corajosamente, irrompemos para a Vida é marcada pelo signo que está na cúspide do Ascendente (vulgarmente designado apenas de Asc). Ele define exactamente as energias e as circunstâncias que marcam o momento em que nos relacionamos com o mundo fora do útero materno. Essa energia do Asc marca a minha relação com o mundo, como fui recebido e como o percepcionei no momento da minha encarnação. Ao longo da Vida essa é a energia que irei usar para filtrar a realidade, para me afirmar, para construir a minha imagem e descobrir um sentido imediato de Identidade.

Alguém que nasce com Asc em Caranguejo tem a Lua como segunda pele (ou talvez melhor, está sem pele, “pelado”, com a sensação que a sua privacidade está a ser vista pelo mundo inteiro). Isto significa que está fortemente influenciado pela história e ambiente familiar, pela forma como percepcionou a sua mãe, pelas suas emoções e sensibilidade. Desde que nascemos a Lua faz, em cerca de 29 dias (o tempo que leva a dar uma volta completa ao Zodíaco), aspecto com todos os pontos do nosso mapa natal. Ela imprime, memoriza, e reforça padrões de resposta ao ambiente que nos rodeia, tornando-nos assim gigantescas bases de dados emocionais, que não são senão a nossa percepção (muito pessoal e pequenina) da realidade. Sem um esforço consciente para entender as dinâmicas emocionais que interferem na forma como percepciona o mundo e como age com o mundo, torna-se dificil para o Asc Caranguejo, desenvolver um verdadeiro sentido de Identidade sem que este seja a extensão da sua própria mãe (ou passado). A pessoa fica dominada pela sua máscara, sujeita às respostas automáticas que o hábito a capacitou. Posso viver a minha vida em função das lentes da minha mãe, que é como quem diz, repetir o padrão absorvido. O Asc em Caranguejo tem como propósito desenvolver um contacto consciente com a sua vida interior em tudo o que faz, inicia e recebe do exterior.  Precisa aprender a entender e a discernir que sentimentos é que o comandam e impulsionam. Funciona como satélite da sua história familiar, das suas inseguranças, daquilo que absorveu “geneticamente”, influenciado pela sombra do passado? ou funciona como alguém emocionalmente maduro com capacidade de integrar as suas memórias e construir um presente mais rico e gerador de Vida? Deixar de ser satélite de tudo o que contribui para o vazio emocional e sim desenvolver uma estrutura interior sólida a partir da qual possa escoar o dom de nutrir e de cuidar, de lidar com o mundo a partir da Intuição e não a partir do instinto.

Mapa natal da Angelina Jolie

Angelina Jolie natal chart

A influência da energia de Caranguejo no mapa da Angelina Jolie é evidente (aplicando-se tudo o que foi dito anteriormente) e define uma mulher com uma forte imagem feminina com a ajuda da Vénus conjunta ao Asc. Muito superficialmente (porque muito mais pode ser dito sobre o mesmo) este mapa mostra uma mulher de coragem, sem medo de se expor pelo que acredita (com Lua, Marte e Júpiter em Carneiro conjunto ao MC). No entanto, é possível perceber a existência de uma natureza impulsiva e direccionada para a acção, um desenvolvido sentido de instinto de sobrevivência (Planetas em Carneiro em oposição a Plutão). Obviamente que isto a capacita, igualmente, de enveredar e envolver-se na defesa de fortes causas humanitárias, expondo-se a contextos de submundo e sensibilizando-se pela causa dos desajustados e alienados socialmente (Quiron em Carneiro na Casa X em aspecto com Úrano e Vénus). Alguém com uma mente forte, poderosa e dinâmica (rectângulo místico – fogo / ar) que pode, no entanto, ficar presa nas suas concepções e conceitos mentais (Plutão na III; Mercúrio e Sol em Gémeos oposto a Neptuno em Sagitário).

O mapa seguinte mostra os trânsitos e progressões ao seu mapa natal no dia da dupla mastectomia. Encontrei alguns pontos importantes. Nesse dia a Lua  em trânsito fazia interessantes aspectos (exactos) aos seus planetas natais:

(1/fev/2013)

  • Lua entra na Casa IV (17º Balança)

(2/fev/2013 – dia da dupla mastectomia)

  • Lua em trânsito(em Balança) quadratura a Venus natal (em Caranguejo)
  • Lua em trânsito (em Balança) conjunção a Urano Natal
  • Lua em trânsito (em Balança) quadratura ao Asc (Caranguejo)
  • Lua em trânsito ingressa em Escorpião

Outras ocorrências planetárias relevantes para o momento:

  • Neptuno em trânsito (em Peixes) pela casa VIII oposição a Lua progredida (em Virgem) e Vénus progredida (em Virgem) na Casa II
  • Plutão em trânsito (em Capricórnio) na Casa VI quadratura a Marte natal (em Carneiro – regente da Lua natal)
  • Saturno transita a Casa IV (em Escorpião)

Mapa natal, Progressões e Trânsitos para o dia 2 Fevereiro 2013

tri-wheel chart Angelina Jolie

A Lua tem múltiplo significado e impacto neste mapa:

  • É regente do Asc (Caranguejo)
  • Dispõe a Vénus natal (posicionada em Caranguejo e regente do FC)
  • Ao nível físico rege os seios e o útero (assim como o Caranguejo)

Os estudos de genética apontavam para 87% de probabilidades de cancro da mama. Mas talvez tenham sido as memórias, o passado, o karma biológico, que determinaram a mutilação aos 37 anos de idade.

“A minha mãe lutou contra o cancro durante quase uma década e morreu aos 56. Aguentou o suficiente para conhecer os primeiros dos seus netos e para lhes pegar ao colo. Mas os meus outros filhos nunca terão a oportunidade de a conhecer e de sentir quão amável e graciosa ela era (…) Posso dizer aos meus filhos que não precisam de ter medo de me perder para o cancro da mama.”

Com tanta influencia lunar terá o passado assombrado suficientemente o presente para condicionar a opção de escolhas conscientes? Foi decididamente uma viagem ao passado, às memórias, aos medos e inseguranças. Algo que a confrontou com o medo da morte, com o medo que o seu destino seja igual ao da mãe, e que influenciou fortemente a tomada de decisões radicais que lhe trouxessem um (subjectivo) senso de ruptura com o passado como forma (fisica) de se libertar da sua história familiar.

Que “medos” são reais nesta história? Os da própria ou o “dos filhos”? Medo do karma biológico, medo do “destino” marcado geneticamente… Activação do mecanismo de sobrevivência? Quanto do passado Sou Eu?

Independentemente da opinião pessoal, moral, que cada um tenha acerca do caso (que será irrelevante 🙂 ), é sem dúvida um período de confrontação com o passado, com as raízes. Uma descida aos tabus e complexos existenciais

Curar-se, libertar-se do passado, do instinto… Ganhar maturidade emocional… Cortar psiquicamente o cordão umbilical…

Escusado será dizer que com Lua natal conjunta ao MC o impacto social deste tipo de iniciativa será tremendo.

As escolhas que fazemos ao longo da vida estão sempre certas. Elas são o que precisamos para ganhar Consciência.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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(English version)

The Sign of Cancer – Biological Karma?

caranguejoUndoubtedly we all have the Sign of Cancer in our natal chart, we all have a Moon and an IC. Regardless of being more or less a “Cancer type of person” we all have a family history, a past background, a mother image, a set of memories indexed to a subjective interpretation (our) that, throughout our lives induces us to behaviors, from which we get our source of comfort, security, and ultimately (even if it makes us suffer) what we are used to “eat”. Creatures of habits – That’s us! –  behaving in a functional unawareness until life goes on confronting us with our memories, with our behavioral patterns, with our false protection mechanisms of poor nourishment.

The energy through which we, courageously, breakout for Life is marked by the sign that is on the cusp of the Ascendant (commonly referred to by Asc). This defines exactly the energies and circumstances that mark the instance when we relate to the world outside the mother’s womb. It sets my relation towards the world, how I was welcomed and my personal perception at the time of my incarnation. Throughout life, this is the energy I will make use of in order to filter reality, to assert myself, to build my self-image and to discover an immediate sense of Identity.

Someone who is born with Cancer rising has the Moon as its second skin (or even better, is skinless, “nude naked”, feeling his privacy is being watched by the entire world). This means the individual is highly influenced by his history and family circumstances, by the way he perceived his mother, by his emotions and sensibility. From birth, the Moon makes, in about 29 days (the time it takes to make a full turn around the Zodiac), aspect to all points of our natal chart. She imprints, memorizes, and reinforces response mechanism patterns to our surrounding environment, turning us into gigantic emotional data bases, which are nothing more than our perception (very personal and tiny) of reality. Without a conscious effort to understand the emotional dynamics that interfere with the way he perceives and acts with the world it becomes difficult, for the Cancer Asc, to develop a true sense of identity rather than being an extension of his mother (or his past). The person can become dominated by the mask, subject to automatic, habitual responses and live life through the mother’s lens, by repeating the absorbed pattern behaviour. The Cancer rising person has the purpose to develop a conscious contact with his inner life in everything he does, initiates and receives from the exterior. He needs to learn to understand and to discriminate which feelings command and impel him. Does he operate as a satellite of his family history, of his insecurities, of what he has “genetically” absorbed, influenced by his past shadow? Or, does he operate as someone emotionally mature, with the ability to integrate his memories and build a present that is richer and Life generating? If he stops living as a satellite of everything that contributes to the emotional void, but instead, develops a solid inner structure through which the Cancer Asc can draw the gift of nourishment and cohesion, then he can deal with the world and circumstances through Intuition instead of instinct.

Angelina Jolie’s natal chart

Angelina Jolie natal chart

The Cancer influence on Angelina’s chart is obvious (with everything said before applying) defining a woman with a very feminine image with a help of Venus rising. Very quickly (because much more can be said about it) this chart also reveals a courageous woman with no fear to expose herself for what she believes (Moon, Mars and Jupiter in Aires conjunct MC). Nevertheless this also points to an impulsive and on the go orientation, a sense of survival instinct (opposite Pluto). Obviously this also enables her to enter and defend strong humanitarian causes, exposing herself to the underground world and to identify herself with the misfits in society (Chiron’s positioning). A person with a strong, powerful and dynamic mind (mystic rectangle – fire / air) that can, nevertheless, be trapped in her assumptions and mental drawings.

The next chart shows the transits and progressions to her natal chart on the day of her double mastectomy. I have found some interesting points. On that day, transiting Moon was making some exact aspects to her natal planets and angles.

(feb 1, 2013)

  • Moon enters 4th house (17º Libra)

(feb 2, 2013 – the mastectomy day)

  • Transiting Moon (Libra) squares natal Venus (Cancer)
  • Transiting Moon (Libra) conjunct to natal Urano (Libra)
  • Transiting Moon (Libra) squares Asc (Cancer)
  • Moon enters Scorpio

Other relevant celestial happenings contributing for the moment:

  • Transiting Neptune (Pisces) in the 8th house opposite to progressed Moon (Virgo) and progressed Venus (Virgo) in 2nd house
  • Transiting Pluto (Capricorn) in the 6th house squares natal Mars (in Aires – disposer of natal Moon)
  • Saturn transits 4th house (in Scorpio)

Natal, Progressed and Transit chart for the February 2nd, 2013

tri-wheel chart Angelina Jolie

The Moon has a multiple meaning and impact in this chart:

  • Is the chart ruler – Asc (Cancer)
  • Disposes natal Venus (placed in Cancer and natural ruler of FC)
  • Physically the Moon rules the breasts and the uterus (and so does Cancer)

For Angelina Jolie genetic studies pointed to 87% chance of breast cancer. But maybe it was the memories, the past, the biological karma, which determined her decision to have the procedure at the age of 37.

“My mother fought cancer during almost a decade and died at the age of 56. She lived long enough to know and to hold her first grandchildren. But my other children won’t ever have the chance to know her and to feel how lovely and sweet she was (…) I can say to my children they don’t need to face the fear of losing me to breast cancer.”

With so much lunar influence has the past haunted Angelina’s present and conditioned and influenced her conscious choices? It was definitely a journey to the past, to the memories, to her fears and insecurities. This was something that has confronted her with the fear of death, with the fear that hers would be her mother’s destiny. This has strongly influenced her radical decisions and brought her a (subjective) sense of rupture with the past as a (physical) way of freeing herself from her family history.

What fears are real in this story? The one’s from Angelina or the fears “manifested by her children”? Fear of biological karma, fear of the pre-determined genetic “destiny”? Activation of the survival mechanism? How much of the past Is Me?

Regardless personal or moral opinion each and every one of us might have (which will be irrelevant 🙂 ), this is undundoubtedly a time for Angelina to confront the past, with her roots. It’s a descent into the existential taboos and complex’s.

To be healed, liberated from the past, from instinct… to gain emotional maturity… to psychologically cut the umbilical cord…

Needless to say, with natal Moon conjunct her MC, the social impact of this type of initiative will be tremendous.

The choices we make throughout life are always the right ones. They are what we need to develop our consciousness.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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