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Archive for the ‘Conferência “Astrologia e Consciência”’ Category

DESABROCHAR DA FLOR DE LOTUS

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PARTE 3 

Úrano pelo Signo de Touro

15 de Maio de 2018 a 7 de Julho de 2025

«Desde 2008 que tudo aquilo com o qual nos relacionávamos e não permitia a entrada de uma nova Consciência, teve que ruir e colapsar. Será um “Nascimento” (Úrano em Carneiro) difícil já que teremos que o fazer através das “Cinzas” (Júpiter em Escorpião). Os Planos que tínhamos foram destruídos e pouco do passado transita connosco para o Futuro, a não ser a Sabedoria que nos permite não cometer os mesmos erros. A pouco tempo de Úrano ingressar em Touro perguntem-se: Qual o Novo Plano para as v(n)ossas Vidas?»

Termina desta forma o último artigo do Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 2 Úrano pelo Signo de Carneiro.

Com Úrano a ingressar o signo de Touro, a energia movimenta-se no sentido de encontrarmos formas diferentes de Construir o Plano.

Vamos atentar um pouco à história. Úrano esteve em Touro pela última vez entre 1934 e 1942. Estávamos no período da 2ª Grande Guerra, mais longa que a 1ª, e com maiores impactos ao nível económico e financeiro. Este foi igualmente o período imediatamente seguinte ao crash da bolsa e que se estendeu ao longo da década de 30, um período de profunda instabilidade financeira e económica. “E Tudo o Vento Levou” foi o filme da época (1939), com Hattie McDaniel a ser premiada com o óscar de melhor actriz secundária em 1940. O filme era um testemunho sobre a forma traumática e repentina com que uma família abastada do Sul perdia toda a sua riqueza e era forçada a uma mudança radical no seu paradigma de valores. De um momento para o outro perdiam-se propriedades, posses, segurança e estabilidade. A cor da pele da actriz que foi premiada marca igualmente a diferença, já que na altura isso seria um atentado aos valores da sociedade e que rompia completa e absolutamente com a normose da sua actualidade.

Hattie McDaniel foi a primeira pessoa de cor negra com uma autorização especial para comparecer ao evento, já que tal era proibido na altura (a não ser a permissão da entrada como servente). A mudança que produziu nos valores de base da sociedade do seu tempo não tinha preço… para além do filme ter sido reconhecido por impulsionar mudanças na forma como os afro-americanos eram retratados nos filmes, assistia-se à valorização de uma pessoa não pela sua forma física, ou aparência, mas pelas suas competências e talento, a desafiar a sociedade e o mundo a ver para além do que os sentidos permitem. Muito mais poderá ser acrescentado, para quem queira aprofundar a pesquisa, acerca da passagem de Úrano pelo signo de Touro por esta altura.

A simbologia astrológica encontra as suas formas de expressão na esfera mundana, mas certezas acerca das manifestações que o trânsito de Úrano em Touro irá produzir, são muito poucas. Podemos divagar sobre o tema, até intuir possibilidades. É verdade que o ponto evolutivo em que se encontra o estadio de consciência da Humanidade permite-nos pensar em determinados temas e formas de expressão desta energia. Os temas serão provavelmente os mesmos, assumindo formas diferentes… Também nós, no tempo actual em que nos encontramos – século XXI, experienciámos uma crise global no sistema económico e financeiro, com o crash da banca e do sector imobiliário – com todas as consequências que isso teve na “carteira” de cada um, e que teve inicio em 2008 aquando da passagem de Plutão em Capricórnio, Úrano em Carneiro em 2011, e intensificada pela quadratura entre ambos,

«(…) E tudo isto foi extraordinariamente intenso pelo facto de Úrano em Carneiro ter estado em quadratura com Plutão em Capricórnio entre Junho de 2012 e Março de 2015

(Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 2 Úrano pelo Signo de Carneiro)

 Conforme vimos, ao longo da história, a passagem de Úrano pelo signo de Touro tem evidenciado períodos de importantes mudanças no sector económico e financeiro, já que Touro é o primeiro signo de Terra e a sua simbologia está associada ao Construtor e aos Recursos.

Construímos a nossa Vida com base nos recursos de que dispomos. As mudanças ao nível dos recursos forçam-nos a ter que repensar tudo aquilo que construímos e que não tem mais solidez para permanecer. Mudamos os nossos “recursos”, mudamos as nossas “construções” no mundo (individual e colectivo). A este nível, na esfera mundana e diária, algo que me parece evidente e inevitável, é que iremos sem dúvida experienciar mudanças no paradigma e no conceito de Posse. O que significa “ter posse” sobre algo, ou “ser-se rico” nos tempos que se seguem? O dinheiro representa o nosso suporte material por excelência, e é de uma forma geral o nosso principal recurso de base para viver a vida do ponto de vista terreno. As mudanças na nossa relação com o dinheiro forçam-nos a mudar aquilo em que desejamos investir e construir. Repensamos no que realmente tem valor. Tudo para que possamos desenvolver o Desapego (Úrano) das formas, dos objectos, das posses (simbolicamente, podemos esperar mudanças na forma como usamos e movimentos o dinheiro, incluindo a sua forma física ou, porque se trata de Úrano, um aumento do seu formato virtual). Touro é o primeiro signo da tríade de Terra, elemento composto igualmente por, Virgem e Capricórnio. Em Touro desenvolvemos as competências, acumulamos os recursos, desenvolvemos a paciência e a calma necessárias para, em Virgem, trabalhar a matéria e os materiais que estão à nossa disposição de forma a dar-lhes uma finalidade prática, organizamos os recursos para que sejam úteis, eficazes e eficientes. Portanto não acumulamos o que não é produtivo. Ao passarmos simbolicamente para a Consciência de Capricórnio, temos a capacidade de utilizar todos esses recursos para aperfeiçoar a sociedade em que vivemos, hierarquizamos as prioridades do que é necessário trabalhar e mais importante construir e, sobretudo, termos na nossa Consciência a noção de Responsabilidade para que todos esses Recursos sejam utilizados de forma eficiente, com o objectivo de Servir a Todos, e que possamos finalmente Desejar Construir um mundo melhor. “Estou aqui, tenho estas competências, recursos (Touro), quero trabalhar (Virgem), como posso contribuir (Capricórnio)?”. Este “mundo melhor”, traz-nos à memória a tão conhecida Idade do Ouro, uma época de Cronos, Saturno (Capricórnio), de completa abundância, de ausência de desperdícios, uma sociedade equilibrada e rica pela forma responsável com que faziam uso dos recursos que tinham à sua disposição. Para que esta nova sociedade possa ser Construída, é necessário começar pelo principio, pelos valores que estão nas suas fundações, Touro.

Na sociedade dos nossos tempos o petróleo (ou “Ouro Negro”), senão a principal fonte de riqueza à escala global, é sem dúvida o recurso que (ainda) domina as nossas formas de vida, os nossos hábitos, padrões e que tanto tem estimulado o nosso instinto de sobrevivência, de tal forma que estamos dispostos a (literalmente) matar para não o perder. Em astrologia, o petróleo está simbolicamente associado a Plutão, regente do signo de Escorpião. Representa os recursos que estão abaixo da superfície e que, usados de forma negligente, têm um impacto extremamente destrutivo. A própria natureza do petróleo é escorpiónica. Conhecido maioritariamente como um “recurso fóssil”, o próprio nome é sugestivo da sua origem, um recurso proveniente, em parte, de matéria orgânica decomposta e depositada a níveis profundos. A exploração deste recurso tem-se demonstrado destrutiva. Literalmente por oposição, o signo de Touro (oposto a Escorpião) representa tudo o que está à superfície. Nesta linha de raciocínio, ao nível colectivo, faz sentido para mim, pensar que teremos que tornar reais e “materializar” os novos Recursos (alguns descobertos por altura da passagem de Úrano em Carneiro) mais limpos que o Petróleo, que permitam a construção de uma nova sociedade. Podemos experimentar uma completa Revolução tecnológica no tema Ecologia, permitindo-nos criar formas mais pacíficas e harmoniosas de viver, de limpar a Terra do lixo acumulado, do desgaste de recursos, e torná-la mais fértil (literal e simbolicamente). Aqui, de forma literal, Úrano em Touro apela a novas formas de lidar com os recursos da Terra. É aqui que teremos que evoluir na prática no que diz respeito a esta nova forma de viver, até porque, com o seu ingresso no signo dos recursos, precisamos urgentemente de compreender que a Terra chegou a uma “ruptura de stock”…

Conforme já foi referido, todos estes conceitos com relação ao signo de Touro propõem uma profunda mudança individual que vai muito para além das alterações físicas e materiais, com relação ao que valorizamos na vida, ao que é que para nós tem e atribuímos importância, ou conforme nos ensina o velho provérbio popular, “vão-se os anéis, ficam os dedos”. Simbolicamente, e a um nível mais profundo, torna-se urgente renovar os nossos recursos internos, as nossas competências individuais, para que possamos construir O novo Caminho. A Libertação da necessidade de Desejar, que produz apego e posse, e que a filosofia Budista tanto enfatiza como requisito fundamental para o reencontro com a Felicidade e a Pacificação internas. A Humanidade deseja sem “disso” precisar. Apelo a mudanças radicais e rápidas na nossa relação com a Terra, Libertação da nossa noção de “posse”, abrir mão disso que julgamos possuir e que acumulámos a mais, excedendo o consumo para além do que na verdade precisávamos. E à medida que nos libertamos do que temos a mais, sentimos maior Gratidão e prazer em viver.

Todos os processos de Úrano são a antítese da nossa natureza humana. Úrano é exactamente o descondicionamento, a ausência de padrões instituídos, o desaprender constante da vida, o desapego das formas para que a Consciência não fique presa e possa expandir-se na sua real vastidão. Somos muito mais que o limite da nossa pele e do que aquilo que nos permitem os 5 sentidos. A natureza humana é na sua essência o oposto de Úrano, somos um “bicho d’hábitos”. Por isso, a influência de Úrano sobre a Humanidade faz-se sentir frequentemente, e de um modo geral, de forma traumática pela resistência natural do homem em Mudar. Algumas mudanças são já urgentes e parece que uma boa parte da Humanidade está receptiva para receber “alegremente” os ventos da mudança.

O facto de Saturno transitar pelo signo de Capricórnio e realizar conjunção a Plutão (no mesmo signo) pressupõem urgência nesta real necessidade de transformação. Na minha pespectiva, este encontro entre Saturno e Plutão marca o deadline para a sociedade em que vivemos. A primeira conjunção exacta ocorre a 12 de Janeiro de 2020 e marca a contagem final, a hora a que podemos falar em “fim do tempo” para um “novo tempo”.

Mas para muitas das necessidades de Úrano a serem integradas, ainda o sentimos como uma tempestade. Um efeito proporcional à nossa resistência à mudança e à necessidade instintiva de preservação (uma das qualidades de Touro). Frequentemente esta necessidade de preservação é baseada no medo e na ilusão existencial. Vivemos na ilusão de que deixaremos de existir sem “aquilo” que queremos preservar, que muitas das vezes é exactamente “aquilo” que nos irá destruir. Positivamente esta qualidade permite que aquilo que era apenas uma Idéia (em Carneiro), se torne uma realidade. É a qualidade que permite materializar uma aspiração. Pela Negativa, é a necessidade de preservar determinadas formas de vida, impulsionada pelo desejo, com a ilusão de que assim estaremos seguros e confortáveis. Onde há apego, não existe espaço para a mudança.

Esta Consciência entre Espirito e Matéria é desenvolvida no signo de Touro, através do seu regente exotérico Vénus, que canaliza a energia de 5º raio da Ciência ou do Conhecimento Concreto. Enquanto Humanidade, esta dessacralização da Terra tem conduzido à profanação dos seus Recursos. Simbolicamente, o elemento Terra corresponde ao Templo que construímos para viver a vida, para exercer uma actividade (mais ou menos) Sagrada. E com Sagrado não me refiro a religioso, mas antes a algo elevado, mais ligado à nossa Natureza mais Profunda. Quanto mais Sagrada forem as nossas intenções, mais belos e harmoniosos os nossos Templos e todos os materiais que utilizarmos nas nossas “construções”. Para isto acontecer tem que existir primeiro uma Libertação para podermos passar do desejo ao Amor / Aspiração.

Gosto sempre de relembrar que tudo tem relação entre si e uma sequência. Tudo são processos e não acontecimentos isolados. As decisões tomadas aquando de Úrano em Carneiro (e sabemos que não só…) serão fundamentais para que todos os processos despertados durante a passagem de Úrano por Touro possam encontrar formas concretas de expressão. Para quem não Despertou antes do ingresso de Úrano em Touro, à espera que a tensão entre Úrano em Carneiro e Plutão em Capricórnio passasse, sabe, no fundo no fundo, que perdeu uma grande OportUnidade de tornar todo o processo de Mudança muito mais fácil e pacífico… Acreditamos que “nunca é demasiado tarde para mudar”.

A passagem de Úrano pelo signo de Touro será síncrona com o trânsito de Saturno em Capricórnio até ao dia 17 de Dezembro de 2020 e com o trânsito de Plutão em Capricórnio até ao dia 19 de Novembro de 2024 trazendo grande enfase ao desenvolvimento da Consciência com relação ao elemento Terra. Este tema será desenvolvido no próximo artigo «Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 4 Trânsitos de Úrano pelo Signo de Touro».

Siga aqui os próximos artigos, ou através da página do facebook.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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O estudo da astrologia sempre deu extrema importância aos ciclos representados pelas estações do ano porque estas espelham os ciclos de desenvolvimento do Homem. No hemisfério Norte o signo de Capricórnio, o último da tríade da Terra regido por Saturno, corresponde ao inicio do Inverno, à fase em que tudo o que tinha que crescer atinge o seu pico. Com os frutos colhidos, a Terra amadurecida recolhe-se para avaliar as consequências do ciclo que terminou, para se renovar e garantir um novo futuro. A energia move-se do exterior para o interior, do “dia” para a “noite”, investindo não na imagem externa, mas no trabalho oculto que pretende renovar os recursos e proteger a semente que se encontra no escuro e Silêncio da Terra até ao inicio do novo ciclo na Primavera (simbolizado pelo signo de Carneiro e Equinócio da Primavera). O Solstício de Inverno deste ano, ocorre no dia 21 de Dezembro às 16:28 (Portugal), o momento exacto em que o Sol ingressa no signo de Capricórnio. Astronomicamente este é o momento em que se regista a noite mais longa do ano. Ao dia, principio solar, foi atribuída a energia Yang, de extroversão; à noite, principio lunar, a energia Yin, de introversão. Por analogia, o Solstício de Inverno remete para uma energia que favorece os processos de recolhimento, e de trabalho interno. Infelizmente associa-se frequentemente a energia Yin a uma condição de passividade, mas isso depende do ponto de vista, da nossa capacidade de observação, pois do ponto de vista interno, dentro da nossa “casa” muita é a actividade gerada no seu interior. O mesmo acontece na Natureza. Quando plantamos uma semente no solo, à superfície nada acontece. Aparentemente não há vida porque nada se vê, deduzimos que naquele local não há actividade. Mas no interior do solo, no escuro e Silêncio da Terra, o solo e a semente reciclam-se e desenvolvem-se silenciosamente até à Primavera.

Do ponto de vista astrológico, este solstício tem a particularidade de Saturno estar em Capricórnio, que ingressa neste signo exactamente no dia anterior, a 20 de Dezembro. O Sol está exactamente conjunto a Saturno, que se encontra em domicilio, intensificando a simbologia associada ao Solstício.

Por norma, comemoramos estes dias e eventos de forma isolada, como se os seus princípios não tivessem continuidade no tempo, resumindo-se a celebração ao dia da sua ocorrência (neste caso o dia 21). Mas talvez seja útil pensar nos processos desencadeados pelo dia e não apenas no momento isolado. Talvez possamos pensar que este será um ciclo de maiores exigências e maiores necessidades de trabalho. Precisamos de amadurecer através das dificuldades e dotar as nossas sementes com a responsabilidade para enfrentar os inúmeros e difíceis testes que o Tempo nos irá trazer. Uma renovação e trabalho interno marcados pelas consequências de um passado que se faz, mais do nunca, real. Consciência de profunda culminação, que significa o mesmo que dizer, que desta “fruta” não sai nem mais uma gota de sumo… Para transformar o peso em Sabedoria temos obrigatoriamente que incluir e integrar as experiências de uma vida e aceitar trabalhar nas condições deste “Inverno” tão rigoroso. Rigor terá que ser a nossa prioridade para gerir prioridades. A tristeza ou tendências mais depressivas durante estas fases menos “solares” deve-se à dificuldade em vivermos connosco mesmos, na nossa “casa”, onde muitas vezes tão pouca Luz tem. Sentimo-nos um pouco mais apagados, desejosos que o Sol astronómico brilhe tão intensamente no Inverno como no Verão… se assim for nem damos conta que Ele por cá passou. E isso é literalmente um desperdício. Esta é uma oportunidade para amadurecermos e prepararmos conscientemente as condições do nosso “solo”, não desperdiçando energias, enriquecendo a Terra de que somos feitos. Desenvolver Consciência acerca dos nossos Limites e Limitações, e com tudo isto o autoconhecimento que nos permite medir a largura das paredes (Saturno) com que construímos a nossa “casa” e qual a quantidade de Luz e Calor (Sol) que conseguimos gerar no seu interior. Independentemente do tempo que se faz lá fora, trata-se de compreender o Tempo que se sente cá dentro. Remetemos a Consciência (Sol) para o local onde devemos de focar a nossa verdadeira necessidade de Sucesso (Saturno), no interior de nós mesmos;

«O homem que é verdadeiramente sério deve começar por si mesmo, ele deve ser calmamente consciente de todos os seus pensamentos, sentimentos e acções. Aqui novamente, não se trata de uma questão de tempo. Não existe um fim para o auto-conhecimento. O auto-conhecimento acontece a cada momento, é um processo, e por isso mesmo existe uma felicidade criativa que é gerada a cada momento.» Jiddu Krishnamurti

Em simultâneo com o Solstício de Inverno festejamos o Natal, que não é senão uma simbologia ao Despertar da semente, aquela que faz crescer em nós a Árvore da Vida. Nesta que é a altura em que as noites são mais longas que o dia, é exactamente a época em que acendemos as Luzes que iluminam a nossa Árvore, e fazem brilhar a nossa Estrela. A energia concentra-se dentro de “casa” já que lá fora o frio força-nos a recolher e a celebrar aquilo que realmente tem importância.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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