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Archive for the ‘Reflexões’ Category

Este texto é em memória do que até aqui aconteceu desde a tragédia dos incêndios que tanto destruiu no nosso país. Um reconhecimento…

Somos um país de Peixes com Ascendente em Caranguejo. Corre em nós Alma e Espirito de cuidadores, acolhedores, compassivos com a dor e sofrimento alheio. É verdade, por vezes (ou muitas vezes) somos ainda muito infantis, à espera de um qualquer Dom Sebastião, escapando à necessidade de agir e assumir responsabilidades através de um frequente “vai-se andando” ou “o que é que se há-de fazer? é a vida…”. E ao mesmo tempo que somos assim, “molinhos”, existe em nós o outro lado da moeda, uma Alma de mão cheia, de Consciência e identificação colectiva, que sem pensar duas vezes, num instante se predispõem ao sacrifício de si mesmo em prol do outro, para o aliviar, para o acolher, para o confortar, para o fazer sentir que não está só. Essa é a nossa força, e assim somos um exemplo de compaixão e amor para o mundo inteiro. E tudo isto é tão natural para nós, tão simples e genuíno.

É extremamente interessante perceber como as qualidades e energias de um povo / nação são estimuladas aquando de determinados eventos astrológicos. E estas características individuais da nossa nação, do nosso povo, com Ascendente em Caranguejo e Sol em Peixes, entraram em ressonância com este novo ciclo de Lua Nova em Caranguejo que iniciou a 24 de Junho de 2017. Personificámos esta energia de cuidadores, enaltecemos a nossa Alma perante as dificuldades, vestimos a camisola e demos a “nossa camisola” a quem mais precisava.

Desde que começou o novo ciclo da Lua Nova em Caranguejo, que recolhemos recursos para nos (re)construirmos. Uma sincronicidade com a energia de Vénus em Touro. Na análise mensal referente ao mês de Junho (em “Junho Astrológico”) e no artigo da “Lua Nova em Caranguejo” explorei com maior enfase esta simbologia (consultar os links para aprofundar as propostas deste ciclo).

Neptuno em trânsito pelo signo de Peixes aproxima-se progressivamente do nosso Sol natal. Talvez se aproxime um tempo de nos assumirmos na nossa condição de cuidadores do mundo. De acordo com o mapa definido por Fernando Pessoa, o regente do nosso ascendente em Caranguejo (Lua) está no signo de Leão, estabelecendo uma forte relação com este posicionamento do Sol (por sua vez regente da Lua). Sairmos da tendência para a vitimização para um Coração que brilha altruisticamente, e começarmos a cantar um “Fado” diferente…

 

«Valeu a pena? Tudo vale a pena, Se a alma não é pequena.»

Fernando Pessoa

 

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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A relação entre Saturno e Neptuno é muito mais do que aqui me propus a escrever mas a minha dissertação sobre estes dois magníficos arquétipos pretende expressar a minha reflexão interna e que desejo poder partilhar com quem se interesse pela sua leitura. Actualmente a quadratura entre ambos (assim se designa em astrologia a relação de 90º entre os dois) provoca internamente e na vida de cada um de nós uma tensão que as palavras deste texto pretendem fazer reflectir. Cronologicamente esta relação dá-se durante todo este mês de Junho e prolonga-se até Outubro deste ano. A um nível profundo eles representam parte do drama da condição existencial humana que, de tempos a tempos, assolam a nossa Consciência; Qual o sentido da vida? Será que existe algo mais para além da realidade terrena? Contas feitas, de que vale tanto esforço se no fim desta vida nada do que construímos neste mundo segue “viagem” connosco? Para quem tem estes dois planetas em relação no seu mapa natal (ou seja, desde que nascem) então tensão é um dos grandes desafios a ultrapassar e a integrar durante todo o tempo da encarnação e o “drama” faz-se sentir e está presente nas suas vidas de modo quase que ininterrupto…

A quadratura de Saturno com Neptuno mostra a dificuldade em percebermos que cada um de nós tem a sua própria montanha para escalar e que o caminho a percorrer é “pessoal e intransmissível”. São desnecessárias lamentações e vitimizações, mas antes a compreensão (ou Consciência) de que cada pequena circunstância da nossa vida terrena está enquadrada num Plano Maior, e cujos desígnios transcendem a nossa pequena compreensão ou a satisfação das nossas pequenas vontades. A nós compete-nos apenas o esforço por aprender com as experiências e por mudar o que está ao nosso alcance através da responsabilização pelo que o Universo nos devolve. Isto permite-nos refinar progressivamente a montanha que pretendemos e podemos escalar e cujo terreno vai sendo mais ou menos acidentado em função das escolhas que fazemos ao longo da(s) nossa(s) vida(s). E para que isto seja possível é preciso uma boa dose de Fé, não a que está no domínio da mente (porque essa absorvemos primeiro através de Sagitário), mas a que está no domínio da Alma (a Água de Peixes e do qual Neptuno é regente em conjunto com Júpiter). É esta Fé que reside na nossa Alma e que está entranhada nas nossas células que permite uma aceitação incondicional do que a vida nos traz de “bom” e de “mau” porque o Universo nunca se engana no “destinatário” a quem devolve “Correspondência” – até lhe atribuímos um nome, a Lei da Correspondência…

Com Neptuno é importante acreditar que nada do que nos acontece é por acaso e por isso mesmo temos que nos render ao que ainda não conseguimos compreender.

Com Saturno precisamos de desenvolver o esforço necessário para construir o caminho que espelhe essa realidade Divina. Conseguir viver “assim na Terra como no Céu” é o verdadeiro Sucesso a alcançar, é a última Montanha a escalar.

A compreensão destes 2 princípios permite transcender a visão materialista da vida, e não ver os acontecimentos e responsabilidades terrenas como um fim em si mesmo mas antes como um meio para atingir um fim, a Consciência Divina, para despertarmos do sono prolongado de que padece a nossa Alma quando aprisionada e limitada nas ilusões da personalidade. E quando assim é, dá-se a Libertação. O contrário disto é continuar a confundir castelos de areia com montanhas. Qualquer pequeno ribeiro que por ali passe dissolve a ilusão…

No fim (de cada encarnação) o que importa são os nossos esforços para viver a vida de forma justa e em respeito com as Leis Universais. Não importa se subimos ao topo da montanha mais alta, ou daquela que a Sociedade define como “sucesso”, se para lá chegarmos hipotecámos a nossa Dignidade. O que importa é se fomos bem-sucedidos no percurso que a nossa Alma veio percorrer, porque o que conta verdadeiramente é a qualidade do Caminho que percorremos (um dos grandes motivos pelo qual, em astrologia, Saturno está exaltado em Balança). São as dificuldades que nos fortalecem, é a Consciência do seu propósito que as transforma em Sabedoria.

Durante uns meses (sempre que estes dois planetas se encontram em trânsito) ou durante a vida inteira, seja qual for o percurso de cada um de nós, por entre risos e choros, “o que contam são os nossos Esforços” (Saturno), aqueles que permitem superar as nossas Limitações (Saturno) ao despertar do Cristo Interno (Neptuno).

“Em todas as iniciativas que tomamos, no domínio material ou no domínio espiritual, só os nossos esforços contam. O Céu nunca considera os sucessos, só considera os esforços. Em relação ao sucesso, é Ele que decide, pois tudo aquilo que nós fazemos se inscreve num conjunto e deve servir os seus planos, estar em sintonia com eles; e pode acontecer, precisamente, que não esteja previsto que os nossos projectos se realizem tal como nós os desejamos! Só os esforços nos pertencem; relativamente ao sucesso, são Outros que decidem. Deixai, pois, os seres do alto decidirem acerca do momento em que os vossos esforços serão coroados de êxito. Aconteça o que acontecer, deveis dizer para vós mesmos: «Por enquanto, é verdade, o meu trabalho não dá muitos resultados visíveis, tangíveis, mas, na realidade, eu sei que hoje ele já está a dar frutos.» Mesmo que eles não sejam visíveis, há sempre resultados nos Corações e nas Almas. Nada fica inerte ou estagnado. “

Omraam Mikhaël Aïvanhov

 

(recomenda-se a consulta de “Junho astrológico” para enquadrar este texto na temática do mês e ampliar a sua simbologia).

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peças de puzzle

Imaginemos o seguinte

As relações humanas são como que um puzzle, e cada um de nós corresponde a uma pequena peça desse puzzle. Como bem sabemos, nunca existem peças iguais (quanto mais podemos dizer que algumas são parecidas e ainda assim isso está dependente da nossa interpretação subjectiva sobre o outro). Agora, imaginemos que forçamos uma das peças (ou seja, uma pessoa) do puzzle que estamos a fazer (da relação que temos) a encaixar no espaço que não é dela. Ou vice-versa, sermos nós a tentar encaixar num espaço que não é o nosso. Só para conseguir montar o puzzle! Teriamos, ao fim de algum tempo, peças desencaixadas, tortas, magoadas e fora do sitio certo, o que produziria um puzzle sem sentido, com uma imagem muito mal definida e com maior probabilidade de se desmontar ao fim de pouco tempo (e como sabemos, tantas são as relações que assim se mantém por uma vida inteira).

Assim se passa quando nos relacionamos a partir da nossa necessidade de transformar o outro em algo que nos agradaria muito ou permitir-mo-nos ser “dominados” pelo outro de forma a encaixar no que ele ou ela pretende para sermos “amados”, apreciados e necessários. Depois de percebermos que a beleza está na diferença existente entre cada uma das peças do puzzle (e isso inclui apreciar a nossa própria beleza), aprendemos a aceitar que cada um ocupa o seu lugar, e que é essa consciência que nos permite estar ligados numa rede de harmonia e com capacidade de uma interação mais abrangente que forma, finalmente, um lindo puzzle (Balança trígono a Aquário – a beleza de sermos diferentes).

Todos, sem excepção, e obviamente uns mais que outros, temos desafios relacionais que nos fazem sentir desconfortáveis, zangados e em conflicto com o outro. E isso (porque as relações são um espelho) representa tão somente o reflexo do conflicto que existe em nós mesmos (Carneiro/Balança). Se a isto adicionarmos as nossas necessidades de segurança, que se não forem conscientizadas são no mínimo reprimidas, temos o julgamento egóico daquilo que consideramos ser o certo e o errado no comportamento humano para que as “relações deem certo” (Caranguejo/Capricórnio)!

E isto não é só porque Marte está em Balança, Úrano em Carneiro, Júpiter em Caranguejo e Plutão em Capricórnio.

 Mas já que estão, vale a pena pensar nisto?

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Republica“O pensamento e a ciência são republicanos, porque o génio criador vive de liberdade e só a República pode ser verdadeiramente livre […]. A República é, no Estado, liberdade […]; na indústria, produção; no trabalho, segurança; na nação, força e independência. Para todos, riqueza; para todos, igualdade; para todos, luz” Antero de Quental

A República Portuguesa preconizava ideais de Liberdade, uma mudança radical na sociedade e na sua estrutura de governo. A imagem da República Portuguesa foi inspirada no modelo genérico da Liberdade de Eugéne Delacroix, utilizado aquando da revolução francesa. No dia em que é proclamada a República em Portugal, Úrano estava em Capricórnio (5 de Outubro de 1910).

Actualmente, neste dia 5 de Outubro de 2013, é Plutão que está em Capricórnio. E em conflito com a Liberdade (quadratura a Úrano). Pergunte-mo-nos o que é que está em conflicto com a nossa Liberdade? Não a liberdade, mas a Liberdade!

Nos dias de hoje já não se trata somente de uma destituição governamental e de uma mudança da estrutura Social e Política, uma chuva ácida de partidos que corrói a bandeira e orgulho nacionais (Plutão em Capricórnio), mas sim uma mudança ao nível Individual (Úrano em Carneiro). Até porque a Sociedade é formada por Indivíduos. Para que seja visível uma reforma colectiva é preciso primeiro que esta comece no Individuo. Já não se trata de “Por favor, D. Sebastião, regressa de Alcácer-Quibir e vem nos governar!!”, Mas entender como cada um de nós se governa a si próprio. Com Úrano em Carneiro temos a Liberdade para começar tudo de novo, talvez com uma sensação que pouco ou nada do passado nos acompanha. Uma sensação de bagagem vazia. E simultaneamente a oportunidade de construirmos um futuro diferente e mais Livre. E ainda, talvez, um medo de começarmos um Caminho novo para o qual ainda não existem mapas nem estações de serviço. Uma Viagem em que apenas nos temos a nós como bagagem…

A nossa República foi proclamada a 5 de Outubro. Podemos dizer que a República é do Signo da Balança… Úrano, regente Esotérico da Balança, está actualmente em Carneiro, e Úrano rege Hierarquicamente o Carneiro.

Muito confuso?

Regente exotérico de um signo – energia que se expressa via personalidade.

Regente esotérico de um signo – energia que se expressa via Alma.

Regente hierárquico de um signo – energia que se expressa via Espírito.

Se isto se tratasse de um jogo estaríamos a falar do nível 1, do nível 2 e do nível 3. E a regra do jogo é que nunca se passa para o nível seguinte sem que o anterior tenha sido integrado. O prémio, no fim do Jogo, é a Liberdade! E assim como num jogo, em que perdemos muitas vidas, também retornamos as vezes que forem necessárias para que o objectivo seja cumprido. Aprender a Amar.

Signo da Balança… O signo da aprendizagem do Amor, a única energia que permite a Justiça, a Harmonia, o Equilibro, a Liberdade. A Rosa, o símbolo do Amor… Todas as Rosas têm espinhos. Não há Liberdade sem conseguirmos lidar com os Espinhos da nossa Rosa. Úrano, regente Esotérico da Balança, está actualmente em Carneiro, o signo oposto à Rosa… mas Úrano rege Hierarquicamente o Carneiro. Então é como se, para conseguirmos atingir a Rosa, primeiro temos que Saber passar pelos seus Espinhos. Mas se usarmos a via da força, a impulsividade, a raiva, a zanga (a energia do Carneiro vivido ao nível da personalidade) é provável que nos “amandemos” à Rosa sem pensar e fiquemos presos nos Espinhos, nos nossos Espinhos. E não vale a pena pensar que se os ignorarmos eles desaparecem…

Úrano em Carneiro é a união do Espírito com a Personalidade, é unir a Vontade com o impulso para a Acção, é unir a Mente Cósmica com o poder da Criação. Porque a Vida começa em Carneiro, e apenas o Espírito tem o poder da Criação.

Viva a Liberdade! Não será mais uma ovação, mas um estilo de Vida. Porque a única forma de comemorar a Liberdade é Ser-se a Liberdade (aceitando-se os espinhos e com ou sem feriado nacional 😉 ).

Implantação da RepúblicaComemoração da República

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A Face Oculta da Lua

lua_face_oculta_apollo16_nasa_apod © photo – NASA’s property

Vista da Terra a Lua exibe sempre a mesma face. Isto acontece porque as suas órbitas são síncronas (a translação e rotação possuem o mesmo tempo de duração). Recentemente a NASA conseguiu filmar esta face oculta da Lua.

A face que está oculta é iluminada durante a fase de lunação correspondente à Lua Nova, durante a qual, o Sol absorve a Lua em toda a sua Luz e esta é semeada com a promessa da Consciência.

A Lua representa o recipiente, o vazio que tentamos preencher e por isso ela identifica-se com a Alma porque só Ela pode preencher o Vazio. Na Lua Nova, o recipiente que se esvaziou na Viagem alberga a Semente para uma nova forma de Vida. É então na Lua Cheia que essa promessa é refletida sobre a Terra para que o Homem possa Ver isso que em si desconhece, projetando sobre a Terra aquilo que o Sol lhe passou durante a Lua Nova. O recipiente, agora Cheio, de Luz e Consciência, a Essência manifestada na Forma.

Curiosamente é esta face oculta que mais relevo apresenta à superfície pela intensidade energética do Sol durante a sua conjunção com a Lua. As “sementes” a que o Homem conseguiu aceder com a ajuda da (Cons)ciência. E assim vamos conhecendo um pouco mais de nós… Com este avanço na (Cons)ciência vamos conquistando “terreno Lunar”. Simbolicamente o Universo permite-nos aceder a uma nova etapa de transformação para nos tornarmos mais completos, mais Unos, mais Esféricos.

 http://www.nasa.gov/mission_pages/grail/news/grail20120201.html

 É também interessante perceber que a Lua tem vindo progressivamente, a perder diâmetro. A distância entre a sua superfície e o centro é cada vez menor (http://www.nasa.gov/mission_pages/LRO/news/shrinking-moon.html).

© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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