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Archive for the ‘StarChannel’ Category

Lua Nova a 5º20′ Balança

28 de Setembro de 2019

 

“A vossa vida quotidiana é feita de trocas com o mundo exterior, mas preocupai-vos sobretudo com o vosso mundo interior, pois é com ele que tendes de lidar continuamente. Não estais sempre a olhar, a escutar, a tocar ou a saborear alguma coisa no exterior de vós, mas estais sempre convosco, com os vossos pensamentos, os vossos sentimentos, os vossos desejos: eles nunca param. A questão está apenas em saber o que deveis fazer com eles. Enquanto a vossa atenção e as vossas expectativas se dirigirem sobretudo para o mundo exterior, tereis deceções. Durante um certo tempo, talvez consigais imaginar que tendes alguma coisa, mas, pouco depois, sereis obrigados a constatar que não tendes nada, tudo vos escapou. Procurais a felicidade, o amor, um sentido para a vossa vida? É em vós que primeiro deveis procurá-los.”

Omraam Mikhaël Aïvanhov

O signo da Balança remete a nossa consciência para fora de nós mesmos, para que façamos uma ponte amorosa entre nós e o outro. E isto que parece óbvio e relativamente fácil de compreender é, na verdade, muito difícil de viver na prática. Uma dificuldade que se deve essencialmente a uma fraca capacidade de auto-análise (uma qualidade do signo anterior, Virgem), e que conduz a nossa personalidade à construcção de relações essencialmente egoístas, e à projecção de um sentimento que confundimos com amor e que é, no fundo e na verdade, a nossa necessidade de auto-gratificação. E isto não quer dizer que não existam bons momentos nesta troca e partilha, até mesmo períodos de iluminação em que reconhecemos no outro a sua Alma, e até a nossa, e tudo parece tão fluído e harmonioso.

A Balança demarca a segunda metade do Zodíaco, tendo uma correspondência directa com o 4º chacra, que por sua vez demarca o ponto médio dos 7 chacras principais. Em conjunto com Saturno (exaltado neste signo e seu regente hierárquico), desenvolver a consciência do que Vénus e o signo da Balança representam permite a ampliação da energia e vibração deste centro energético a partir do qual se constrói o Antakarana (sânscrito para Ponte do Arco-Íris). Quando conseguimos construir a nossa ponte interna, entre a Alma e a personalidade, estabelecendo uma comunicação qualitativa e inteligente entre ambas as partes, começa a ser possível a manifestação de um estado de harmonia interior. É apenas a partir desse momento em que o compromisso se estabelece, que cada um de nós, individualmente, tem a capacidade de construir as “correctas relações humanas” que nos ensina o mestre Djwhal Khul. Progressivamente, e à medida que aumenta a qualidade da nossa relação interior, assim essa qualidade se irá reflectir no mundo cá fora. E é através deste Reflexo, desta interacção amorosa, que vamos equilibrando aquilo que internamente ainda se encontra em conflicto e carece de harmonia. E porque esta consciência amorosa é naturalmente expansiva, reflectimos sob a forma como nos relacionamos com a vida à nossa volta, com todos os seres, com a Terra. Ao desenvolvermos a real e honesta (qualidades de Leão) capacidade de auto-analise (qualidades de Virgem), temos a possibilidade de elevar a qualidade da energia presente nas nossas trocas com o mundo exterior.

O quicuncio exacto desta Lua Nova com Úrano em Touro remete para a necessidade de perceber que a construção dessa tão desejada paz e harmonia não é possível com base nos mesmos recursos. Aquilo que valorizamos precisa de sofrer uma mudança para que a qualidade da nossa vida e das nossas relações possa mudar. A influência de Úrano, pela positiva, pode passar pela a ruptura de um estado relacional interno e externo (os nossos relacionamentos) rompendo com o equilíbrio estabelecido para que um novo estado de consciência e trabalho de harmonização e pacificação possa ser desenvolvido. Apesar do quincuncio, existe uma grande afinidade entre a energia de Vénus e Úrano pela regência da Balança (exo e esotérica respectivamente), sendo esta uma boa oportunidade para permitir dar mais um passo no sentido da Ordem. O quincuncio, do ponto de vista da personalidade, apenas torna o processo um pouco mais difícil. Não sabemos bem como fazer esse descondicionamento de determinadas formas com as quais nos habituámos a relacionar e como reconstruir o espaço vazio que ficará desocupado, que recursos mobilizar para fortalecer a Ponte.

A conjunção exacta entre Saturno e Plutão em Capricórnio ocorre em Janeiro de 2020 e sabemos que vivemos numa corrida contra o tempo. Mesmo que não saibamos atribuir um nome astrológico a esta necessidade de transformação, sentimo-lo coletivamente. Sabemos, e temos mais do que provas, que estamos em estado critico no que respeita à nossa relação com a Terra. Adoecemos enquanto humanidade e mergulhámos num profundo estado de desarmonia.

«Toda a doença é originada pela ausência de harmonia – uma desarmonia a ser encontrada entre o aspecto forma e a Vida. Aquilo que permite a união entre a forma e a Vida, ou antes, aquilo que resulta dessa união, chamamos de Alma. (…) A doença surge onde existe um desalinhamento entre estes vários aspectos, a Alma e a forma, a Vida e a sua expressão, a realidade subjectiva e objectiva. Consequentemente Espírito e matéria não estão livremente relacionados um com o outro.»

Alice Bailey, in Esoteric Healing

Que as propostas desta Lua Nova em Balança possam ser ampliadas para lá das nossas pequenas relações amorosas aquelas que desejamos que nos tragam prazer, alegria, bem-estar e felicidade. Vale a pena reflectir em que parte das nossas vidas quebrámos a relação com a nossa Alma, e podemos começar por observar que partes da nossa vida estão em desarmonia. Ao assumir responsabilidade por esse reflexo, trabalhamos sobre os nossos medos e bloqueios internos. Ao conseguirmos estabelecer relação com essa parte de nós é depois fundamental aceder ao domínio da Alma para que o compromisso de trabalho seja fortalecido.

Em termos colectivos, que a vibração desta Lua Nova possa elevar a consciência do Homem ao Coração (4º chacra) para que uma ponte seja construída e fortalecida com o Coração da Terra, e o equilíbrio e a Ordem sejam gradualmente restabelecidos entre todos os Seres.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Cheia a 27º39’ de Escorpião

18 de Maio de 2019

No dia de hoje, pelas 22:00, a Lua enche-se no signo de Escorpião. Esta é uma lunação igualmente importante por ser um acontecimento dedicado à celebração do nascimento e Iluminação de Buda. O processo de Iluminação é uma vitória da Alma sobre a personalidade, um processo que vivemos através do simbolismo do eixo Touro/Escorpião. Este eixo que canaliza a energia do 4º Raio – Harmonia através do Conflicto – promove a tensão necessária para que possamos tomar consciência da crise interna em que ainda vivemos e facilitar a destruição da ilusão da vida sem a morte. É em Escorpião que, através de Marte e Plutão, no seu melhor, somos devotos a uma luta cuja finalidade é trazer ao de cima o que estava oculto à nossa consciência. E quando isso acontece, faz-se Luz e é então que se abre o olho iluminado do Touro. A intensidade da luta é proporcional à resistência da personalidade em aceitar o processo de transformação. É em Touro que aprendemos a dar Valor à energia que foi finalmente libertada das suas formas em Escorpião, a apreciar a sua qualidade e onde, através de Vulcano (regente esotérico), forjamos novos recursos para construir novas formas de viver, mais belas e harmoniosas.

Esta fase do ciclo é importante no sentido de tomarmos consciência dos padrões que ainda nos mantém num estado de tensão e conflicto interno. Se estivemos dedicados ao processo de desenvolver a nossa consciência desde o início até aqui, por esta altura estamos já preparados para sentir o que é que temos de deixar morrer para que o processo de Construção (Touro) possa continuar. Compreendemos que há compromissos que estão obsoletos e sem vitalidade e estamos disponíveis para perder essas formas porque, neste estado de consciência, sabemos que o que vem a seguir tem muito mais Valor para o nosso desenvolvimento e crescimento. Temos a capacidade de reconhecer o que é que conseguimos construir a partir das cinzas

Esta fase torna-se importante para reconhecer padrões internos destrutivos que precisam de ser processados de modo a libertar a energia que se encontra condicionada. Estes sentimentos, memórias, ou qualquer impressão subjectiva  que tenhamos guardado das nossas experiencias passadas, drenam a nossa energia e esgotam os nossos recursos. Ao mantermo-nos neste registo estamos a escolher alimentar o conflicto. O potencial desta Lua Cheia em Escorpião é que este pode ser um momento em que se faz Luz na nossa consciência sobre o que, até agora, permanecia oculto. Ainda assim, dependendo do nosso condicionamento psíquico, esta pode ser uma fase muito intensa emocionalmente porque, na dificuldade em construir um sentido de permanência, deixamo-nos seduzir pela ilusão de que há algo fora de nós que nos quer destruir. Temos maior dificuldade em compreender que aquilo que destrói a nossa paz é, na verdade, nós mesmos. Nesta lunação, Marte em Caranguejo e a Lua em Escorpião encontram—se em recepção mútua tornando a relação entre os dois princípios energéticos muito forte. Esta relação pode favorecer uma luta inglória que apenas tem como objectivo validar o seu pequeno sentir, ou favorecer a atitude incisiva que lidera e abre o caminho no sentido de cortar com o mal pela raíz.

O sentido da permanência que é construído em Touro refere-se a um centro imutável a partir do qual travamos todas as batalhas. Na verdade, aquilo que não nos mata, torna-nos mais fortes… Essa força é construída a partir deste Centro imutável que se manifesta quando despertamos do mundo da ilusão em que nos encontrávamos e passamos a ser capazes de ver a vida como ela é na realidade. Afinal Touro, é um signo de Terra, realista… Já Despertos passamos a celebrar a Iluminação que se gera na nossa Consciência a cada momento de crise.

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Lua Nova a 14º11’ de Touro

4 de Maio de 2019 | 23:45

 Touro é um signo com polaridade Yin. Isto significa muito mais que apenas características de personalidade como um lado mais introvertido ou passivo, menos interventivo na realidade externa. No entanto, procuramos satisfazer as suas necessidades através do prazer externo, da busca de abundância material e da acumulação de bens e recursos que nos tragam prazer e um sentimento de segurança existencial (pelo menos neste plano). Mas a sua qualidade Yin, remete para o interior de nós mesmos, relembrando que o trabalho de construir beleza e harmonia no mundo cá fora começa por compreender quais os recursos internos que temos à nossa disposição antes que possamos meter mãos à obra.

Através desta energia, Touro pretende trazer para a realidade terrena, ideias nascidas no plano da Alma, um processo simbolicamente desencadeado pelo signo de Carneiro. Recordo o que reflectimos com relação ao ciclo de lunação anterior:

“(…) podemos aprofundar a nossa consciência relativamente a esta Lua Nova, e trabalhar com o princípio que dá origem à acção, o pensamento. Carneiro é regido exotericamente por Marte, mas esotericamente por Mercúrio. Quando nos movimentamos neste sentido, podemos fazer deste ciclo de lunação uma oportunidade para usar o poder da acção para sair do estado de tensão em que nos encontramos, agir a partir de nova forma de pensar até que possamos conquistar o verdadeiro estado de ordem e harmonia que tanto desejamos.  (…) «a energia segue o pensamento» (…)”

(Lua Nova em Carneiro, 5 de Abril de 2019)

O chamado “constructor do zodíaco” é provido de uma inteligência particular, que raramente é astrologicamente reconhecida. É Regido exotericamente por Vénus, um planeta que canaliza a energia de 5º Raio – Ciência ou Mente Concreta. A intenção deste Raio é expressar Amor através do intelecto. Através da sua consciência o individuo aprende a compreender a intenção e o plano Divino através da Natureza, da ciência, do mundo físico e concreto. A partir deste ponto na consciência, tudo é Luz, mesmo a matéria mais densa… Este é o estado da Iluminação, ou o Olho Iluminado do Touro (em referência a Alice Bailey). O signo de Touro canaliza a energia de 4º Raio – Harmonia através do Conflicto – sendo que a sua intenção é materializar, fazer descer ao plano da matéria, a beleza e harmonia que resultam de um estado de Paz interno (signo Yin) e que é facilitado através da energia de 5º Raio (Vénus).

Este ciclo da Lua Nova em Touro, transporta consigo a energia de Úrano no mesmo signo. Entre a fase da Lua Cheia em Balança e a Lua Nova em Touro, a Lua e o Sol fizerem conjunção a Úrano. Isto traz para a consciência desta lunação uma energia antagónica para a personalidade, o desapego (para compreender a simbologia de Úrano em Touro, e enquadrar a energia numa perspectiva tanto pessoal como colectiva, consultar o artigo – https://ascendentt.wordpress.com/2018/01/17/2371/).  Aquilo que é importante mudar torna-se mais importante do que o prazer (Touro) que as experiências nos proporcionavam.

“Esta Lua Cheia em Balança representa um pico na expressão energética que este conflicto assume (ainda) nas nossas vidas. Podemos escolher disponibilizar milhões em recursos para reconstruir e reedificar as estruturas obsoletas da nossa vida, ou optar por aproveitar a intensidade do momento para recuperar em nós a sabedoria do passado e seguir em frente. A Lua em Balança pretende reflectir o que ainda precisa de ser harmonizado em nós com relação a este passado, para que possamos focar a nossa Vontade na construção de um novo caminho.”

(Lua Cheia em Balança, 19 de Abril de 2019) 

Dentro deste novo caminho que desejamos trilhar (consciência facilitada através da lunação anterior, Carneiro), olhemos para dentro e procuremos internamente quais os recursos que desejamos mobilizar para que possamos atrair aquilo que tanto desejamos e, principalmente, qual a qualidade desse desejo.

Esta é uma fase com qualidades práticas, por isso seremos convidados a lidar com a realidade das circunstâncias quando procuramos trazer a energia do plano da mente para o plano da matéria. No seu melhor ajuda-nos a perceber que para que o novo caminho se possa concretizar aquilo que valorizamos precisa de sofrer grandes mudanças. Ao colaborarmos com esta energia de desapego, a construção do novo caminho pode ser mais rápida do que esperávamos. A mudança realiza-se no sentido de tornar a nossa existência mais Pacifica e Harmoniosa, e por isso mesmo, aproveitando a energia de Úrano, é necessário libertarmo-nos do excesso que acumulámos ao longo do tempo, uma acumulação que nos tornou mais lentos e estagnados. Construir esta estabilidade interna permite-nos desenvolver uma abundância de recursos que fortalecem as nossas raízes e expandem a nossa consciência.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Cheia a 29º de Balança

19 de Abril de 2019 | 12:15 pm

Hoje é dia de Balanço

Este primeiro ciclo de lunação do ano astrológico teve a particularidade de ocorrer num contexto em que, como Humanidade, passamos por mais uma conjunção cíclica entre Saturno e Plutão. Esta conjunção, que se torna exacta em Janeiro de 2020, é ampliada em significado e em intensidade pelo domicilio de Saturno e pela conjunção ao Nodo Sul (igualmente em Capricórnio). Em termos muito genéricos, o encontro entre estes dois pesos pesados pretende produzir um efeito destrutivo e simultaneamente regenerador. O ciclo ocorre a cada 35 anos (média) e representa um período critico no desenvolvimento da consciência de cada um de nós. De certa maneira, todas as formas de que a consciência faz uso para se expressar e expandir têm o seu tempo contado.

Esta relação entre Saturno e Plutão está fortemente associada ao incêndio da catedral de Notre-Dame. Neste dia, o Sol em Carneiro estava em quadratura com Plutão em Capricórnio, absorvendo a energia do conflicto para este ciclo da Lua Nova.

Longe de interpretações moralistas ou religiosas, interessa-me realçar o simbolismo de Saturno e do signo de Capricórnio como representantes de uma energia Patriarcal (neste caso simbólizada pela estrutura da Igreja); e a Lua e o signo de Caranguejo como um dos simbolos representantes da qualidade Matriarcal (neste caso Notre Dame, a Nossa Senhora). O interesse neste evento em particular assenta na destruição simbólica da energia Patriarcal, e das estruturas de poder que conservámos nas nossas vidas ao longo do tempo, estruturas que se tornam opressoras e limitadoras. Estas estruturas assumem poder na nossa psique (e nas circunstâncias externas) através da energia que se condensou e cristalizou, baseada em repetidas validações dos resultados obtidos com as experiências ao longo do tempo.

Esta Lua Cheia em Balança representa um pico na expressão energética que este conflicto assume (ainda) nas nossas vidas. Podemos escolher disponibilizar milhões em recursos para reconstruir e reedificar as estruturas obsoletas da nossa vida, ou optar por aproveitar a intensidade do momento para recuperar em nós a sabedoria do passado e seguir em frente. A Lua em Balança pretende reflectir o que ainda precisa de ser harmonizado em nós com relação a este passado, para que possamos focar a nossa Vontade na construção de um novo caminho. Como incluir na reconstrução do nosso “culto existencial” o aspecto feminino que existe em todos nós e que marca a nossa natureza mais sensível, empática, inclusiva, universal. Pode tratar-se de uma oportunidade para tomarmos consciência da forma como movimentamos o poder no sentido de nos harmonizarmos com o mundo à nossa volta, de aplicar a vontade de cuidar e proteger o melhor que temos na vida, uma Vida que tem sido ao longo dos tempos, oprimida e sufocada. Que a Vida em nós possa reconhecer a Vida em cada um, e que cada um se possa reconhecer como uma parte da nossa Mãe Terra, a Notre-Dame, que tem sido tão atacada e destruída. Voltarmos a sentir para não perdermos esse Património de forma irreversível. Tomar consciência que a partir de um determinado limite (Saturno) não existirão milhões que a consigam recuperar…

A um nível pessoal precisamos de compreender que o que fica é a qualidade do caminho que fazemos. Para abrir um novo espaço na nossa Consciência, há padrões relacionais que carecem de urgência para serem quebrados. Reflectimos sobre aquilo de que realmente precisamos para nos sentirmos verdadeiramente em Paz. O quicuncio à Vénus, como regente desta Lua em Balança, apela a um esforço acrescido na compreensão deste sentimento de Paz. Por muito que queiramos, há coisas, pessoas e circunstâncias, que não conseguimos salvar. Implica uma compreensão de sacrificio de quem tem consciência de que há coisas que simplesmente têm que ficar para trás. A dureza (ou em alguns casos a violência) das circunstâncias podem trazer-nos uma sensação de dor e sofrimento que nos podem fazer sentir, em certa medida, vitimas das circunstâncias. Transcender este sentimento de frustração passa por sabermos desenvolver o desapego com relação às estruturas e formas que durante muito tempo assumiram uma posição de poder na nossa vida, e que acreditamos serem a nossa salvação. Passa por aprender a confiar de que o futuro é sempre mais que o passado.

Talvez diria que hoje será um dia muito importante para Balanço.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Nova a 15º17’ de Carneiro

5 de Abril de 2019 

Qualquer que seja a fase do nosso desenvolvimento, o ciclo de Lunação representa sempre um processo de tomada de Consciência (uma qualidade da Alma que emerge em consequência da resolução dos nossos conflictos internos, o “drama” da nossa vida), em que o Sol pretende cumprir sempre o princípio energético simbolizado pelo signo de Leão.

Do ponto de vista da personalidade, a relação entre o Sol e a Lua ao longo de um ciclo completo de, sensivelmente, 28 dias, representa o processo de tomada de consciência e integração de padrões de comportamento. Nesta perspectiva estamos a remeter a nossa reflexão para a simbologia da Lua como regente exotérico do signo de Caranguejo. Aqui estamos ainda no caminho de compreender as obstruções internas que impedem a manifestação daquilo que somos essência-lmente mas que, por força da nossa subjectividade individual, não tem espaço para se manifestar. As várias fases permitem o reconhecimento dos conflictos internos e permitem a oportunidade para iluminação à medida que vamos reagindo às circunstâncias.

Do ponto de vista da Alma, o ciclo de Lunação pressupõe um amadurecimento com relação ao estado descrito anteriormente, representando o processo consciente que resulta da relação entre energia e matéria, que permite a capacidade de trazer coesão e fazer algo útil e prático com a energia criativa. Pressupõe um trabalho activo e menos reactivo ao longo do ciclo. Nesta perspectiva, estamos a remeter a nossa reflexão para a simbologia da Lua como regente esotérico do signo de Virgem. Aqui estamos mais presentes no caminho de síntese de nós mesmos.

Durante o ciclo, a Lua pode estar a ser experienciada de forma diferente, ainda presa a Caranguejo, ou já mais livre e integrada através de Virgem. A primeira reage às circunstâncias baseada na impressão subjectiva (construída com base em memórias), a segunda trabalha com a experiência para dela tirar o melhor proveito, no sentido do autoaperfeiçoamento.

 

O significado da Lua Nova está ligada ao início, assim como o princípio associado ao signo de Carneiro, o que torna a simbologia desta lunação ainda mais intensa.  Este é um ciclo que pretende desenvolver a consciência do que na nossa vida precisa de “nascer”. Estamos, por isso mesmo, mais sensíveis ao poder dos nossos impulsos. Algo mais quer manifestar-se e isso impele-nos a agir e a sair de um qualquer estado de indefinição.

Somos convidados a desenvolver a coragem para começar de novo, a coragem para experimentar a vida com uma nova receptividade, nova com relação aos mecanismos padronizados de resposta. Isto pressupõe aceitar que algo chegou ao fim do seu ciclo e uma nova energia, uma nova vida terá que nascer no lugar do que não pode mais ter continuidade. Esse “nascimento” corresponde, no seu melhor, a uma energia mais refinada (não esquecer que o ciclo de lunação anterior foi de Peixes), a que podemos chamar de vida da Alma. A Alma procura abrir caminho por entre as formas e obstáculos para poder manifestar-se, mais e mais, na vida do individuo.

Mas podemos aprofundar a nossa consciência relativamente a esta Lua Nova, e trabalhar com o princípio que dá origem à acção, o pensamento. Carneiro é regido exotericamente por Marte, mas esotericamente por Mercúrio. Quando nos movimentamos neste sentido, podemos fazer deste ciclo de lunação uma oportunidade para usar o poder da acção para sair do estado de tensão em que nos encontramos, agir a partir de nova forma de pensar até que possamos conquistar o verdadeiro estado de ordem e harmonia que tanto desejamos. Isso implica tomar consciência sobre o verdadeiro objectivo das nossas lutas e batalhas. Partindo literalmente do princípio de que «a energia segue o pensamento», percebemos que ao compreender a nossa forma de pensar compreendemos como elas influenciam e condicionam as nossas atitudes. Percebemos que algo começou bem antes do impulso de agir… temos a oportunidade de compreender que a qualidade dos nossos pensamentos representa a qualidade das nossas iniciativas. Aqui, o nosso impulso, assertividade, entusiasmo, iniciativa, surgem no sentido de promover uma manifestação mais honesta do que podemos Ser.

Esta relação entre a acção e o pensamento está enfatizada durante este ciclo já que Marte ingressou recentemente em gémeos (onde permanece durante todo a fase de lunação), e Mercúrio ingressa no signo de Carneiro (a 17 de Abril), estabelecendo aquilo que em astrologia se designa por recepção mútua entre estes dois planetas. É um ciclo que permite uma maior sensibilidade às ideias que surgem no campo fértil do pensamento e que marcam a nossa atitude perante a vida.

É a vida a permitir que, a cada novo ciclo, possamos nascer para uma nova consciência. Resta-nos saber qual o Poder e a Vontade que nos move.

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Lua Nova a 17º Virgem

9 de Setembro

À data em que ocorre esta Lua Nova, todos os planetas, à excepção de Quiron em Carneiro, estarão a transitar signos de Terra e Água. Todos os transpessoais mantém o seu movimento retrógrado e Saturno terá passado a directo no dia 6 de Setembro.

As energias direccionam a atenção da nossa Consciência para temas mais concretos e exigem uma forte reflexão para o que precisa de ser transmutado. Estamos mais sensíveis à realidade material, com necessidade de objectividade e pragmatismo, bem como aos processos internos, essencialmente subjectivos, que são determinantes e influenciam toda a nossa realidade manifesta.

Este eixo Virgem Peixes, corresponde à energia do 2º raio – Amor / Sabedoria – e do 6º raio – Devoção ou Idealismo. Trabalhar a energia do signo de Virgem através desta Lua Nova permite-nos a humildade para os processos de aperfeiçoamento individual que servem para nos preparar como veículos de expressão de verdadeira cura e serviço. Esta humildade permite-nos ultrapassar o orgulho e a hipersensibilidade de nos analisarmos ao detalhe e perceber como ainda temos tanto para evoluir. Se temos vivido um falso sentido de amor incondicional, devotos a um ideal que a poucos serve a não ser o meu próprio ego e necessidade de idolatração de algo que me faça escapar do que é desagradável, então esta é a altura ideal de sermos realistas e trabalharmos no sentido de purgar a nossa consciência dos mecanismos de auto-sabotagem a este processo de aperfeiçoamento e humildade. A oposição desta Lua Nova a Neptuno em Peixes intensifica este processo de Consciência permitindo o confronto com a desordem e o caos interno sobre o qual construímos a nossa vida.

Por outro lado, porque falamos sempre em termos de potencial, temos aqui a oportunidade para materializar aquilo a que a astrologia esotérica chama de “Consciência Crística”. Organizamos as formas e a matéria para que possa germinar e crescer uma semente de algo inspirador e, com verdadeira humildade, podermos desenvolver um trabalho que possa ser útil e servir ao nosso desenvolvimento bem como de outros.

O trígono a Plutão em Capricórnio é uma excelente oportunidade para efectuar as reformas necessárias para que a matéria se organize nesse sentido.

É com frequência que refiro, ou gosto de relembrar, que o elemento Terra é frequentemente reduzido às circunstâncias materiais da nossa vida mundana e que o seu valor e potencial é facilmente negligenciado. A Terra corresponde ao estado mais denso da energia. Ela é a consequência das nossa crenças, ideias e sentimentos. Por isso desenvolver esta Consciência através do elemento Terra é igualmente uma oportunidade para validarmos as nossas verdades, intenções e emoções. Permite-nos o tempo certo para tomarmos consciência das nossas “realidades” que foram construídas e edificadas com base nas nossas escolhas. Separamos o trigo do joio para que a ordem se possa manifestar.

Com esta Lua Nova em Virgem é caso para dizer,

Bom Trabalho.

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Lua Cheia a 4º45′ de Aquário – 27 de Julho de 2018
Eclipse Lunar Total

Esta Lua Cheia que ocorre no dia 27 de Julho é particular pela sua relação com o eixo nodal, Marte, e também Úrano, trazendo fortes exigências ao nível pessoal e colectivo, no que respeita à necessidade de integração desta energia nas nossas consciências. A simbologia de um eclipse implica sempre a necessidade de síntese e transmutação da energia, em que a crise e a perda de algo permite o desenvolvimento da Consciência (para aprofundar a simbologia do que é um eclipse consultar o inicio do artigo; https://ascendentt.wordpress.com/2017/08/19/2237/).

Colectivamente, através do T-Square que Úrano em Touro faz com o eixo nodal, Marte, com a Lua e o Sol em Aquário / Leão, esta é uma oportunidade de compreendermos o momento de impasse em que nos encontramos. Podemos reconhecer a alienação que criamos nas nossas vidas e como isso nos colocou na posição em que nos encontramos actualmente. Podemos aproveitar para reflectir na forma como estamos organizados enquanto sociedade e como nos posicionamos e enquadramos, enquanto indivíduos, com relação à sua noção de ordem e às suas ideologias. Ao mesmo tempo que assistimos com uma sensação de impotência ao flagelo social, ambiental e existencial em que nos encontramos, sabemos que precisamos de mudar os valores sobre os quais construímos a sociedade e o mundo em que vivemos para podermos resgatar o Poder e a força da Vontade para liderarmos um novo caminho. Torna-se importante perceber que Luz emite a nossa Estrela, quanto de nós brilha o melhor de nós mesmos, pelo melhor do mundo. Onde nos perdemos da nossa Consciência, e sentir, onde bate o nosso Coração. Esta Consciência permite-nos olhar para o mundo com Amor e através desse Centro, desenvolver a Sabedoria que apenas esse Amor revela.

«A sociedade é o relacionamento que estabelecemos ou procuramos estabelecer entre nós. então você e eu somos o problema, não o mundo, porque o mundo é a projecção do que somos, e para compreender o mundo precisamos primeiro de nos compreender a nós mesmos. Não conseguimos alterar a situação do mundo sem a alteração de nós mesmos.»
Jiddu Krishnamurti

A Consciência desse Amor pode começar por simplesmente aprender a amar-se a si mesmo e despertar para o contacto individual, para confiar no poder que existe em cada um de nós e que é, na verdade, suficiente para nos fazer acreditar quaisquer que sejam as dificuldades no caminho. Podemos falar desta Lua Cheia como a necessidade de desenvolvermos afirmação pessoal com todas as rupturas (mais ou menos intensas) que acompanham qualquer processo de libertação. Por vezes são momentos como este que nos ajudam a tomar consciência de como ainda vivemos condicionados pelas nossas ideologias, valores essencialmente materialistas, relações “virtuais” e como, através de tudo isto nos encontramos “fragmentados” e nos distanciámos tanto de nós mesmos. E podemos aprofundar ainda mais esta intenção, reflectindo como esta afirmação de nós mesmos pode tornar-se ainda mais autêntica enquanto seres Divinos, capazes de ver concentrados em nós o Poder da Criação (a verdadeira consciência de Leão, com a personalidade – a que chamamos de ego – minimamente integrada nesta Consciência maior).
A descoberta desse Amor (Leão), que é Real e Autêntico, pode e deve ser partilhado com os outros, com o mundo, distribuido através da rede (Aquário) que melhor for apropriada para nós, para a nossa consciência.

O signo de Leão canaliza a energia de 1º raio – Poder e Vontade – e de 5º raio – Conhecimento Concreto ou Ciência. A manifestação desta consciência é feita através do Sol (seu regente) que canaliza a energia do 2º raio – Amor, Sabedoria. Talvez fosse apropriado dizer que, independentemente da forma como cada um de nós poderá manifestar esta consciência da Lua Cheia em Aquário, que a sua intenção é essencialmente a manifestação, concreta, real e autêntica do único Poder que é capaz de Criar a Vida e que é, a própria Vida, a que chamamos de “Amor”. Que é Consciência, que é Sabedoria. Através desta fonte inesgotável de Prana (Leão), estamos disponíveis para distribuir a energia e “dar de beber ao mundo” (Aquário). E isto apenas pode acontecer, quando formos Leais e Honestos, no caminho para a descoberta da Verdade sobre nós próprios.

Que somos, afinal, tão somente e Essência-lmente, o bater do nosso Coração… ❤

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Mercúrio é frequentemente reduzido a um planeta que representa o nosso plano mental, a nossa mente inferior e factual, e esse preconceito com relação a Mercúrio impede a compreensão do verdadeiro potencial  de Consciência que este planeta encerra.

Como representante da energia de 4º raio, Harmonia através do Conflicto, Mercúrio permite-nos analisar a dualidade ainda presente na nossa compreensão do mundo e de nós mesmos, estabelecer a comunicação entre as intenções da Alma e da Personalidade, bem como permitir o diálogo que tem como objectivo a resolução do conflicto entre ambas as dimensões do nosso Ser. Mitologicamente, Mercúrio é representado por Hermes o mensageiro grego que com asas nos seus pés viajava entre mundos, permitindo a circulação de informação entre o Céu e o Inferno, testemunhando o conflicto que ambos os mundos reflectiam e manifestavam sobre a vida na Terra (e sobre o Homem). No mundo físico, na esfera mundana, ele torna-se igualmente essencial na mente do homem que procura entender-se com o seu semelhante, alimentando ou resolvendo os conflictos que emergem entre as pequenas vontades dos homens. Na melhor das suas hipóteses, na mente do homem que está espiritualmente receptivo, Mercúrio pode favorecer a captação das mensagens dos planos mais subtis e funcionar como verdadeiro mensageiro dos deuses estabelecendo a comunicação entre as ideias criativas e o mundo da matéria, aquele que permite a informação e o entendimento que conduz à Harmonia. É a purificação dos corpos inferiores do homem  que permite que a função de Mercúrio seja uma de harmonização e não de produção de conficto por intermédio dos pensamentos. Esta ferramenta de purificação é-nos dada , em parte, através da sua acção no signo de Virgem, a mente usada como veículo de auto-análise e aperfeiçoamento individual.

Sendo regente esotérico de Carneiro, Mercúrio relaciona-se com a Lei, “A Energia segue o Pensamento“. Toda a energia manifestada teve primeiro origem no nosso pensamento, tudo é energia em níveis de densidade diferentes, matéria é igual a Luz no seu estado condensado. Daí que ao mudar o pensamento, mudamos as formas em que construímos na nossa vida.

Através do signo de Carneiro fluem as energias de 1º raio, Vontade ou Poder, e de 7º raio, Ordem Cerimonial. A intenção deste signo é abrir Caminho para que as intenções Divinas possam descer à Matéria, um Caminho que pretende ser a manifestação da Ordem.

Termos a capacidade de expressar as intenções de Mercúrio em Carneiro significa que, ao nível da personalidade, existe em nós um controlo do impulso egocêntrico, e predomina a mente criativa que pretende aplicar o Poder da Vontade para que as grandes ideias possam descer à matéria (os chifres voltados para baixo) e possam beneficiar o colectivo.

Torna-se fundamental compreender esta simbologia de Mercúrio antes de falarmos sobre as intenções, dificuldades e oportunidades presentes através do seu movimento retrógrado pelo signo de Carneiro porque, como bem sabemos, tudo são potencialidades.

Foram já igualmente desenvolvidas algumas considerações acerca da simbologia do movimento retrógrado, que podem ser Re-vistas no artigo Abril Astrológico 2017.

Este movimento de Mercúrio em Carneiro parece ser uma excelente oportunidade para actualizar as energias que desejamos ver manifestas. Enquanto que Marte (regente deste Mercúrio) transita por Capricórnio e força-nos a agir de forma realista, e a lidar com todas as dificuldades sem fuga possível, a nossa mente (Mercúrio) procura por entre o pensamento activo por algo novo que nos permita libertar do passado. Na verdade, durante este movimento retrógrado parece estar “retida” a Re-flectir em novas ideias e em analisar aquilo que, talvez, tenha corrido menos bem com relação aos nossos objectivos profissionais, relações de autoridade, e às nossas ambições materiais. Esta relação entre Marte e Mercúrio acentua a simbologia da energia, acrescentando à comunicação tanto a determinação como um impulso que é de conflicto, ou mesmo de agressividade. Para melhor integrar este movimento de Mercúrio retrógrado em Carneiro, consultar o artigo acerca do ingresso de Marte em Capricórnio.

Temos a oportunidade para repensamos na forma como usamos a nossa força individual, que batalhas temos estado a travar, quais as lutas que alimentamos e porquê? Repensamos a Origem de todas as formas presentes na nossa vida. Podemos rever quanto dos nossos pensamentos geram novos caminhos ou promovem o individualismo e semeiam o conflicto.  Assuntos do passado regressam ao presente permitindo re-iniciar antigas ideias, bem como rever atitudes e comportamentos. Torna-se importante Re-analisar as nossas ambições, força de afirmação pessoal, desejo de controle e impulsos de raiva se desejamos verdadeiramente compreender os conflictos que daí emergem, bem como Re-flectir acerca da nossa coragem para tomar determinadas decisões através de uma mente ampla, honesta e forte.

De 3 a 7 de AbrilMercúrio retrógrado a 8º de Carneiro faz quadratura a Saturno a 8º de Capricórnio. Este contacto acentua as características inerentes ao movimento retrógrado. As dificuldades bloqueiam a materialização das nossas ideias e pensamentos forçando-nos a rever as nossas barreiras mentais e intelectuais, bem como as nossas defesas comunicacionais. Somos estimulados a repensar acerca de velhos problemas revendo as nossas limitações acerca da capacidade de pensar sobre os conflictos. Quão prisioneiros somos da nossa intelectualização? Rever a forma como analisamos esses mesmos problemas e repensar quão livre e inocente é a nossa mente. Para alguns casos, talvez se trate de dar tempo ao tempo para amadurecer as ideias, não forçar a tomada de decisões baseada no impulso de afirmação pessoal sem antes dedicar tempo suficiente a analisar os problemas de forma responsável. De uma forma geral, existe uma conotação negativa associada ao movimento retrógrado, bem como aos contactos dificieis de Saturno. A verdade é que toda e qualquer limitação, reveses, entorpecimento, bloqueio, atraso que se faça sentir na nossa vida mundana, corresponde a um reflexo de processos internos que precisam, exactamente, de ser Re-vistos. A desordem externa vai exigir mais de nós, no sentido em que teremos que fazer um Re-set e aprender a começar de novo com relação a determinados aspectos da nossa vida.

Apesar de todos estarmos sobre a influência destes trânsitos de Mercúrio, podemos dizer que os mesmos afectam particularmente as pessoas que têm energias (planetas ou eixos) no signo de Gémeos, Virgem e, no meu entender, em menor grau no eixo mutável. Considero que a forma de controlarmos a volatilidade resultante da energia de Mercúrio está presente na capacidade de conseguirmos manter a análise e a observação dos acontecimentos a partir de um centro inteligente que procura reconhecer os processos e não está focado e identificado apenas com as suas causas. Isto irá ajudar a que o movimento retrógrado seja um de aprofundamento. Que possamos estar correctamente alinhados com o propósito maior destas energias e permitir o aprofundamento do nosso plano mental na vida do espírito para que a nossa comunicação com o plano Divino seja clarificada e Re-estabelecida.

Que este movimento retrógrado de Mercúrio em Carneiro seja um bom Re-gresso à Origem.

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Marte ingressa em Capricórnio no dia 17 de Março onde permanece até 16 de Maio.

Na astrologia esotérica diz-se que o Carneiro culmina no signo de Capricórnio. O impulso amadurece e a força é aplicada com o objectivo de permitir a manifestação da Ordem na Terra. O Carneiro com os chifres para baixo em direcção à Terra, transforma-se eventualmente na Cabra com os chifres apontados para o Céu e onde os dois fundem-se num, o símbolo do Unicórnio. A energia que inicia a manifestação é aplicada para o bem colectivo, e conta com a Disciplina, Rigor e Determinação de um verdadeiro Discipulo e Iniciado. Através da superação das suas batalhas individuais, com a aprendizagem através do esforço, ele está pronto para se transformar num Servidor do Mundo. Até conseguirmos culminar nesta forma de Consciência, teremos que estar disponíveis para passar por muitas transformações pessoais.

Por isso, talvez, seja importante começar por compreender que este trânsito, no seu melhor, promove a disciplina e a coragem para enfrentar as dificuldades e agir com a responsabilidade de quem está determinado a alcançar o melhor de si mesmo. Pretende uma atitude extremamente realista, objectiva, pragmática, com forte sentido de direcção e determinação. Positivamente, se pretendiamos introduzir alguma Ordem nas nossas vidas, podemos alinhar as nossas intenções com este trânsito e fazer o melhor proveito do impulso. Podemos encontrar neste alinhamento o Tempo certo para tomar decisões que permitam a conclusão de projectos, uma oportunidade para concentrar esforços e com coragem enfrentar os testes e desafios na nossa vida, agindo com responsabilidade pelas escolhas que optamos por fazer.

Este movimento planetário tem a particularidade de Saturno encontrar-se em domicilio, dispondo Marte no signo da sua exaltação (Capricórnio) intensificando a sua simbologia e intenções. Durante este movimento, Marte faz conjunção a Saturno entre os dias 29 de Março e 6 de Abril (entre os 6 e os 11 graus, sendo o aspecto exacto a 2 de Abril) e a Plutão entre os dias 22 e 30 de Abril (entre os 19 e os 23 graus, sendo o aspecto exacto a 26 de Abril). Saturno “encosta-nos” à parede permitindo pouco espaço para fugir às responsabilidades. Se estivermos disponíveis para integrar os princípios atrás descritos temos aqui a oportunidade de agir de forma honesta face às circunstâncias, lidando com os problemas na linha da frente e, à passagem de Plutão absorver a força e o poder para implementar as reformas necessárias. No mínimo, apercebemo-nos dos limites da nossa força individual e quanto da nossa energia pessoal e dos nossos objectivos individuais carece de alguma dose de consciência colectiva e social.

Pela negativa, ao nível da personalidade, este ingresso de Marte em Capricórnio é a intensificação das lutas pela ambição material, pela conquista de Poder e necessidade de controle. Tradicionalmente considerado um signo frio, sem a energia do Amor, este movimento de Marte pode permitir a manifestação das energias mais básicas do ser humano, através de atitudes calculistas, implacáveis e destrutivas no uso do poder para obter benefícios pessoais e defender o seu território.

Enquadrado no mapa natal de cada um, as áreas de vida onde o trânsito acontece vão representar as experiências e circunstâncias que permitem a manifestação da energia e através das quais seremos convidados a aplicar os princípios descritos. Para quem tem planetas ou eixos nos signos de Carneiro, Caranguejo, Balança (signos cardeais), principalmente nos graus referidos anteriormente, os contactos de Marte (bem como a sua conjunção com Saturno e Plutão) vão produzir desafios e conflictos que pretendem rever as nossas metas pessoais e tendências individualistas; os nossos apegos e inseguranças que nos mantém presos ao passado e ligado ao que nos é familiar; bem como as nossas relações e parcerias que dificultam ou impedem a tomada de decisões mais maduras e independentes. Para quem tem planetas em signos de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) estes trânsitos podem ser especialmente favoráveis para a implementação e consolidação de técnicas de trabalho, para liderar ou assumir responsabilidades profissionais e sociais, estruturar e consolidar competências, e tomar decisões importantes com relação à necessidade de investir recursos.

Brevemente o artigo com o movimento retrógrado de Mercúrio pelo signo de Carneiro.

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DESABROCHAR DA FLOR DE LOTUS

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PARTE 3 

Úrano pelo Signo de Touro

15 de Maio de 2018 a 7 de Julho de 2025

«Desde 2008 que tudo aquilo com o qual nos relacionávamos e não permitia a entrada de uma nova Consciência, teve que ruir e colapsar. Será um “Nascimento” (Úrano em Carneiro) difícil já que teremos que o fazer através das “Cinzas” (Júpiter em Escorpião). Os Planos que tínhamos foram destruídos e pouco do passado transita connosco para o Futuro, a não ser a Sabedoria que nos permite não cometer os mesmos erros. A pouco tempo de Úrano ingressar em Touro perguntem-se: Qual o Novo Plano para as v(n)ossas Vidas?»

Termina desta forma o último artigo do Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 2 Úrano pelo Signo de Carneiro.

Com Úrano a ingressar o signo de Touro, a energia movimenta-se no sentido de encontrarmos formas diferentes de Construir o Plano.

Vamos atentar um pouco à história. Úrano esteve em Touro pela última vez entre 1934 e 1942. Estávamos no período da 2ª Grande Guerra, mais longa que a 1ª, e com maiores impactos ao nível económico e financeiro. Este foi igualmente o período imediatamente seguinte ao crash da bolsa e que se estendeu ao longo da década de 30, um período de profunda instabilidade financeira e económica. “E Tudo o Vento Levou” foi o filme da época (1939), com Hattie McDaniel a ser premiada com o óscar de melhor actriz secundária em 1940. O filme era um testemunho sobre a forma traumática e repentina com que uma família abastada do Sul perdia toda a sua riqueza e era forçada a uma mudança radical no seu paradigma de valores. De um momento para o outro perdiam-se propriedades, posses, segurança e estabilidade. A cor da pele da actriz que foi premiada marca igualmente a diferença, já que na altura isso seria um atentado aos valores da sociedade e que rompia completa e absolutamente com a normose da sua actualidade.

Hattie McDaniel foi a primeira pessoa de cor negra com uma autorização especial para comparecer ao evento, já que tal era proibido na altura (a não ser a permissão da entrada como servente). A mudança que produziu nos valores de base da sociedade do seu tempo não tinha preço… para além do filme ter sido reconhecido por impulsionar mudanças na forma como os afro-americanos eram retratados nos filmes, assistia-se à valorização de uma pessoa não pela sua forma física, ou aparência, mas pelas suas competências e talento, a desafiar a sociedade e o mundo a ver para além do que os sentidos permitem. Muito mais poderá ser acrescentado, para quem queira aprofundar a pesquisa, acerca da passagem de Úrano pelo signo de Touro por esta altura.

A simbologia astrológica encontra as suas formas de expressão na esfera mundana, mas certezas acerca das manifestações que o trânsito de Úrano em Touro irá produzir, são muito poucas. Podemos divagar sobre o tema, até intuir possibilidades. É verdade que o ponto evolutivo em que se encontra o estadio de consciência da Humanidade permite-nos pensar em determinados temas e formas de expressão desta energia. Os temas serão provavelmente os mesmos, assumindo formas diferentes… Também nós, no tempo actual em que nos encontramos – século XXI, experienciámos uma crise global no sistema económico e financeiro, com o crash da banca e do sector imobiliário – com todas as consequências que isso teve na “carteira” de cada um, e que teve inicio em 2008 aquando da passagem de Plutão em Capricórnio, Úrano em Carneiro em 2011, e intensificada pela quadratura entre ambos,

«(…) E tudo isto foi extraordinariamente intenso pelo facto de Úrano em Carneiro ter estado em quadratura com Plutão em Capricórnio entre Junho de 2012 e Março de 2015

(Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 2 Úrano pelo Signo de Carneiro)

 Conforme vimos, ao longo da história, a passagem de Úrano pelo signo de Touro tem evidenciado períodos de importantes mudanças no sector económico e financeiro, já que Touro é o primeiro signo de Terra e a sua simbologia está associada ao Construtor e aos Recursos.

Construímos a nossa Vida com base nos recursos de que dispomos. As mudanças ao nível dos recursos forçam-nos a ter que repensar tudo aquilo que construímos e que não tem mais solidez para permanecer. Mudamos os nossos “recursos”, mudamos as nossas “construções” no mundo (individual e colectivo). A este nível, na esfera mundana e diária, algo que me parece evidente e inevitável, é que iremos sem dúvida experienciar mudanças no paradigma e no conceito de Posse. O que significa “ter posse” sobre algo, ou “ser-se rico” nos tempos que se seguem? O dinheiro representa o nosso suporte material por excelência, e é de uma forma geral o nosso principal recurso de base para viver a vida do ponto de vista terreno. As mudanças na nossa relação com o dinheiro forçam-nos a mudar aquilo em que desejamos investir e construir. Repensamos no que realmente tem valor. Tudo para que possamos desenvolver o Desapego (Úrano) das formas, dos objectos, das posses (simbolicamente, podemos esperar mudanças na forma como usamos e movimentos o dinheiro, incluindo a sua forma física ou, porque se trata de Úrano, um aumento do seu formato virtual). Touro é o primeiro signo da tríade de Terra, elemento composto igualmente por, Virgem e Capricórnio. Em Touro desenvolvemos as competências, acumulamos os recursos, desenvolvemos a paciência e a calma necessárias para, em Virgem, trabalhar a matéria e os materiais que estão à nossa disposição de forma a dar-lhes uma finalidade prática, organizamos os recursos para que sejam úteis, eficazes e eficientes. Portanto não acumulamos o que não é produtivo. Ao passarmos simbolicamente para a Consciência de Capricórnio, temos a capacidade de utilizar todos esses recursos para aperfeiçoar a sociedade em que vivemos, hierarquizamos as prioridades do que é necessário trabalhar e mais importante construir e, sobretudo, termos na nossa Consciência a noção de Responsabilidade para que todos esses Recursos sejam utilizados de forma eficiente, com o objectivo de Servir a Todos, e que possamos finalmente Desejar Construir um mundo melhor. “Estou aqui, tenho estas competências, recursos (Touro), quero trabalhar (Virgem), como posso contribuir (Capricórnio)?”. Este “mundo melhor”, traz-nos à memória a tão conhecida Idade do Ouro, uma época de Cronos, Saturno (Capricórnio), de completa abundância, de ausência de desperdícios, uma sociedade equilibrada e rica pela forma responsável com que faziam uso dos recursos que tinham à sua disposição. Para que esta nova sociedade possa ser Construída, é necessário começar pelo principio, pelos valores que estão nas suas fundações, Touro.

Na sociedade dos nossos tempos o petróleo (ou “Ouro Negro”), senão a principal fonte de riqueza à escala global, é sem dúvida o recurso que (ainda) domina as nossas formas de vida, os nossos hábitos, padrões e que tanto tem estimulado o nosso instinto de sobrevivência, de tal forma que estamos dispostos a (literalmente) matar para não o perder. Em astrologia, o petróleo está simbolicamente associado a Plutão, regente do signo de Escorpião. Representa os recursos que estão abaixo da superfície e que, usados de forma negligente, têm um impacto extremamente destrutivo. A própria natureza do petróleo é escorpiónica. Conhecido maioritariamente como um “recurso fóssil”, o próprio nome é sugestivo da sua origem, um recurso proveniente, em parte, de matéria orgânica decomposta e depositada a níveis profundos. A exploração deste recurso tem-se demonstrado destrutiva. Literalmente por oposição, o signo de Touro (oposto a Escorpião) representa tudo o que está à superfície. Nesta linha de raciocínio, ao nível colectivo, faz sentido para mim, pensar que teremos que tornar reais e “materializar” os novos Recursos (alguns descobertos por altura da passagem de Úrano em Carneiro) mais limpos que o Petróleo, que permitam a construção de uma nova sociedade. Podemos experimentar uma completa Revolução tecnológica no tema Ecologia, permitindo-nos criar formas mais pacíficas e harmoniosas de viver, de limpar a Terra do lixo acumulado, do desgaste de recursos, e torná-la mais fértil (literal e simbolicamente). Aqui, de forma literal, Úrano em Touro apela a novas formas de lidar com os recursos da Terra. É aqui que teremos que evoluir na prática no que diz respeito a esta nova forma de viver, até porque, com o seu ingresso no signo dos recursos, precisamos urgentemente de compreender que a Terra chegou a uma “ruptura de stock”…

Conforme já foi referido, todos estes conceitos com relação ao signo de Touro propõem uma profunda mudança individual que vai muito para além das alterações físicas e materiais, com relação ao que valorizamos na vida, ao que é que para nós tem e atribuímos importância, ou conforme nos ensina o velho provérbio popular, “vão-se os anéis, ficam os dedos”. Simbolicamente, e a um nível mais profundo, torna-se urgente renovar os nossos recursos internos, as nossas competências individuais, para que possamos construir O novo Caminho. A Libertação da necessidade de Desejar, que produz apego e posse, e que a filosofia Budista tanto enfatiza como requisito fundamental para o reencontro com a Felicidade e a Pacificação internas. A Humanidade deseja sem “disso” precisar. Apelo a mudanças radicais e rápidas na nossa relação com a Terra, Libertação da nossa noção de “posse”, abrir mão disso que julgamos possuir e que acumulámos a mais, excedendo o consumo para além do que na verdade precisávamos. E à medida que nos libertamos do que temos a mais, sentimos maior Gratidão e prazer em viver.

Todos os processos de Úrano são a antítese da nossa natureza humana. Úrano é exactamente o descondicionamento, a ausência de padrões instituídos, o desaprender constante da vida, o desapego das formas para que a Consciência não fique presa e possa expandir-se na sua real vastidão. Somos muito mais que o limite da nossa pele e do que aquilo que nos permitem os 5 sentidos. A natureza humana é na sua essência o oposto de Úrano, somos um “bicho d’hábitos”. Por isso, a influência de Úrano sobre a Humanidade faz-se sentir frequentemente, e de um modo geral, de forma traumática pela resistência natural do homem em Mudar. Algumas mudanças são já urgentes e parece que uma boa parte da Humanidade está receptiva para receber “alegremente” os ventos da mudança.

O facto de Saturno transitar pelo signo de Capricórnio e realizar conjunção a Plutão (no mesmo signo) pressupõem urgência nesta real necessidade de transformação. Na minha pespectiva, este encontro entre Saturno e Plutão marca o deadline para a sociedade em que vivemos. A primeira conjunção exacta ocorre a 12 de Janeiro de 2020 e marca a contagem final, a hora a que podemos falar em “fim do tempo” para um “novo tempo”.

Mas para muitas das necessidades de Úrano a serem integradas, ainda o sentimos como uma tempestade. Um efeito proporcional à nossa resistência à mudança e à necessidade instintiva de preservação (uma das qualidades de Touro). Frequentemente esta necessidade de preservação é baseada no medo e na ilusão existencial. Vivemos na ilusão de que deixaremos de existir sem “aquilo” que queremos preservar, que muitas das vezes é exactamente “aquilo” que nos irá destruir. Positivamente esta qualidade permite que aquilo que era apenas uma Idéia (em Carneiro), se torne uma realidade. É a qualidade que permite materializar uma aspiração. Pela Negativa, é a necessidade de preservar determinadas formas de vida, impulsionada pelo desejo, com a ilusão de que assim estaremos seguros e confortáveis. Onde há apego, não existe espaço para a mudança.

Esta Consciência entre Espirito e Matéria é desenvolvida no signo de Touro, através do seu regente exotérico Vénus, que canaliza a energia de 5º raio da Ciência ou do Conhecimento Concreto. Enquanto Humanidade, esta dessacralização da Terra tem conduzido à profanação dos seus Recursos. Simbolicamente, o elemento Terra corresponde ao Templo que construímos para viver a vida, para exercer uma actividade (mais ou menos) Sagrada. E com Sagrado não me refiro a religioso, mas antes a algo elevado, mais ligado à nossa Natureza mais Profunda. Quanto mais Sagrada forem as nossas intenções, mais belos e harmoniosos os nossos Templos e todos os materiais que utilizarmos nas nossas “construções”. Para isto acontecer tem que existir primeiro uma Libertação para podermos passar do desejo ao Amor / Aspiração.

Gosto sempre de relembrar que tudo tem relação entre si e uma sequência. Tudo são processos e não acontecimentos isolados. As decisões tomadas aquando de Úrano em Carneiro (e sabemos que não só…) serão fundamentais para que todos os processos despertados durante a passagem de Úrano por Touro possam encontrar formas concretas de expressão. Para quem não Despertou antes do ingresso de Úrano em Touro, à espera que a tensão entre Úrano em Carneiro e Plutão em Capricórnio passasse, sabe, no fundo no fundo, que perdeu uma grande OportUnidade de tornar todo o processo de Mudança muito mais fácil e pacífico… Acreditamos que “nunca é demasiado tarde para mudar”.

A passagem de Úrano pelo signo de Touro será síncrona com o trânsito de Saturno em Capricórnio até ao dia 17 de Dezembro de 2020 e com o trânsito de Plutão em Capricórnio até ao dia 19 de Novembro de 2024 trazendo grande enfase ao desenvolvimento da Consciência com relação ao elemento Terra. Este tema será desenvolvido no próximo artigo «Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 4 Trânsitos de Úrano pelo Signo de Touro».

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O estudo da astrologia sempre deu extrema importância aos ciclos representados pelas estações do ano porque estas espelham os ciclos de desenvolvimento do Homem. No hemisfério Norte o signo de Capricórnio, o último da tríade da Terra regido por Saturno, corresponde ao inicio do Inverno, à fase em que tudo o que tinha que crescer atinge o seu pico. Com os frutos colhidos, a Terra amadurecida recolhe-se para avaliar as consequências do ciclo que terminou, para se renovar e garantir um novo futuro. A energia move-se do exterior para o interior, do “dia” para a “noite”, investindo não na imagem externa, mas no trabalho oculto que pretende renovar os recursos e proteger a semente que se encontra no escuro e Silêncio da Terra até ao inicio do novo ciclo na Primavera (simbolizado pelo signo de Carneiro e Equinócio da Primavera). O Solstício de Inverno deste ano, ocorre no dia 21 de Dezembro às 16:28 (Portugal), o momento exacto em que o Sol ingressa no signo de Capricórnio. Astronomicamente este é o momento em que se regista a noite mais longa do ano. Ao dia, principio solar, foi atribuída a energia Yang, de extroversão; à noite, principio lunar, a energia Yin, de introversão. Por analogia, o Solstício de Inverno remete para uma energia que favorece os processos de recolhimento, e de trabalho interno. Infelizmente associa-se frequentemente a energia Yin a uma condição de passividade, mas isso depende do ponto de vista, da nossa capacidade de observação, pois do ponto de vista interno, dentro da nossa “casa” muita é a actividade gerada no seu interior. O mesmo acontece na Natureza. Quando plantamos uma semente no solo, à superfície nada acontece. Aparentemente não há vida porque nada se vê, deduzimos que naquele local não há actividade. Mas no interior do solo, no escuro e Silêncio da Terra, o solo e a semente reciclam-se e desenvolvem-se silenciosamente até à Primavera.

Do ponto de vista astrológico, este solstício tem a particularidade de Saturno estar em Capricórnio, que ingressa neste signo exactamente no dia anterior, a 20 de Dezembro. O Sol está exactamente conjunto a Saturno, que se encontra em domicilio, intensificando a simbologia associada ao Solstício.

Por norma, comemoramos estes dias e eventos de forma isolada, como se os seus princípios não tivessem continuidade no tempo, resumindo-se a celebração ao dia da sua ocorrência (neste caso o dia 21). Mas talvez seja útil pensar nos processos desencadeados pelo dia e não apenas no momento isolado. Talvez possamos pensar que este será um ciclo de maiores exigências e maiores necessidades de trabalho. Precisamos de amadurecer através das dificuldades e dotar as nossas sementes com a responsabilidade para enfrentar os inúmeros e difíceis testes que o Tempo nos irá trazer. Uma renovação e trabalho interno marcados pelas consequências de um passado que se faz, mais do nunca, real. Consciência de profunda culminação, que significa o mesmo que dizer, que desta “fruta” não sai nem mais uma gota de sumo… Para transformar o peso em Sabedoria temos obrigatoriamente que incluir e integrar as experiências de uma vida e aceitar trabalhar nas condições deste “Inverno” tão rigoroso. Rigor terá que ser a nossa prioridade para gerir prioridades. A tristeza ou tendências mais depressivas durante estas fases menos “solares” deve-se à dificuldade em vivermos connosco mesmos, na nossa “casa”, onde muitas vezes tão pouca Luz tem. Sentimo-nos um pouco mais apagados, desejosos que o Sol astronómico brilhe tão intensamente no Inverno como no Verão… se assim for nem damos conta que Ele por cá passou. E isso é literalmente um desperdício. Esta é uma oportunidade para amadurecermos e prepararmos conscientemente as condições do nosso “solo”, não desperdiçando energias, enriquecendo a Terra de que somos feitos. Desenvolver Consciência acerca dos nossos Limites e Limitações, e com tudo isto o autoconhecimento que nos permite medir a largura das paredes (Saturno) com que construímos a nossa “casa” e qual a quantidade de Luz e Calor (Sol) que conseguimos gerar no seu interior. Independentemente do tempo que se faz lá fora, trata-se de compreender o Tempo que se sente cá dentro. Remetemos a Consciência (Sol) para o local onde devemos de focar a nossa verdadeira necessidade de Sucesso (Saturno), no interior de nós mesmos;

«O homem que é verdadeiramente sério deve começar por si mesmo, ele deve ser calmamente consciente de todos os seus pensamentos, sentimentos e acções. Aqui novamente, não se trata de uma questão de tempo. Não existe um fim para o auto-conhecimento. O auto-conhecimento acontece a cada momento, é um processo, e por isso mesmo existe uma felicidade criativa que é gerada a cada momento.» Jiddu Krishnamurti

Em simultâneo com o Solstício de Inverno festejamos o Natal, que não é senão uma simbologia ao Despertar da semente, aquela que faz crescer em nós a Árvore da Vida. Nesta que é a altura em que as noites são mais longas que o dia, é exactamente a época em que acendemos as Luzes que iluminam a nossa Árvore, e fazem brilhar a nossa Estrela. A energia concentra-se dentro de “casa” já que lá fora o frio força-nos a recolher e a celebrar aquilo que realmente tem importância.

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DESABROCHAR DA FLOR DE LOTUS

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PARTE 2

Úrano pelo signo de Carneiro

12 de Março de 2011 a 15 de Maio de 2018

Nenhuma das circunstâncias de crise em que vivemos agora começou agora. Por isso considerei importante voltamos um pouco atrás no tempo para nos relembrarmos da altura em que tudo, o que considerávamos garantido, começou a mudar. Estávamos em 2008 e Plutão ingressava em Capricórnio. Esta é a fase que coincide com a grande crise económica de 2008, em que assistimos à queda do sector imobiliário e bancário. A partir desta data nada parecia certo. Deixámos de ter o mesmo conceito de “estabilidade”, qualquer um poderia perder o seu emprego (até então) estável e o conceito de “carreira” foi literalmente “congelado” ou destruído. Foi o início do fim de inúmeros hábitos, padrões, planos de vida e certezas absolutas. Um tempo depois, em 2011, Úrano ingressa em Carneiro. Aqui estávamos nós, ainda a lutar para sobreviver, a lutar para evitar o inevitável, ainda em choque e, em simultâneo, a ser convocados para uma mudança radical, que iria levar o seu tempo, mas que já nessa altura alertava para a urgência de Despertar. Olhávamos para o passado, para a única coisa que conhecíamos tentando reanimá-lo por entre a destruição inevitável, ao mesmo tempo que uma nova vida, um novo Futuro se fazia manifestar naquele Presente momento em que os planos que tínhamos até então não nos salvavam e apenas nos conduziam a becos sem saída.

E tudo isto foi extraordinariamente intenso pelo facto de Úrano em Carneiro ter estado em quadratura com Plutão em Capricórnio entre Junho de 2012 e Março de 2015. Capricórnio é o signo em que, simbolicamente, as ideias projectadas e iniciadas em Carneiro (que anatomicamente rege a Cabeça), assumem a sua culminação. E quando “algo” atinge o seu culminar, atinge igualmente o seu fim. Foi o culminar de uma forma de vida, pessoal e colectiva. Capricórnio é sem dúvida um signo de consciência colectiva, na medida em que, no seu ideal, remete para a forma concreta como cada um de nós pretende contribuir para a sociedade. A prioridade é sempre o bem colectivo e, porque tal representa um enorme Poder, ponderamos sempre as consequências e o impacto que os nossos actos e decisões têm sobre os outros. Por isso mesmo, a um nível mundano, Capricórnio está associado aos cargos políticos, porque supostamente, esses (os políticos) detêm o poder que deveria de ser usado para zelar pelo interesse comum, tomando decisões que beneficiem o seu colectivo (povo, nação, humanidade). Principalmente durante esta fase da quadratura de Úrano em Carneiro com Plutão em Capricórnio, foi evidente a inexistência desta “boa intenção colectiva”. Testemunhámos a queda de um sistema, social, económico e politico, podre e corrupto pelo seu abuso de poder… tínhamos que reconhecer que era tempo de mudar. Emerge a necessidade de tomar Consciência à escala global de que estamos, literalmente, a “rebentar pelas costuras”. Chegámos ao máximo possível (culminámos) para este nível de Consciência, precisamos de rever prioridades e começarmos a dirigir a nossa necessidade de “Sucesso” para outras preocupações. Romper com imagens individuais e colectivas acerca das nossas ambições e mudar completamente “aquilo que queremos ser quando formos grandes”. Para obtermos resultados diferentes, para sermos melhor sucedidos na nossa vida, não podemos de forma nenhuma continuar com os mesmos métodos e objectivos. Há que começar de novo, e isso não significa que a solução é ir viver para Marte porque iriamos fazê-lo transportando connosco os mesmos “problemas”… Deparámo-nos durante estes trânsitos de Úrano (e em especial durante o período da quadratura com Plutão em Capricórnio) com questões muito mais essenciais e “primordiais”, Questionávamos “como salvar o nosso planeta” para que possamos, antes de algum dia “ser grandes”, garantir que temos condições para simplesmente existir. Afinal, trata-se de começar de novo, pelo início… Com Plutão as coisas são literalmente uma questão de vida ou morte, o que significa que, para continuarmos a viver (literalmente) é preciso transmutar muitos dos nossos hábitos e padrões, muitas das nossas imagens de sucesso e, completamente, muitas das formas em que mantemos a nossa Existência enquanto habitantes no Planeta Terra, os nossos “planos de vida”. Algo tão extraordinariamente difícil quando olhamos para a humanidade como uma consciência única e colectiva que tem milhares de história e de experiência acumuladas. Um reset violentíssimo, uma desaprendizagem intensa. Talvez muitos de nós só agora se tenham apercebido desta realidade porque Júpiter encontra-se em trânsito pelo signo de Escorpião, e isso significa que agora temos mesmo que Ver (Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 1 Júpiter em Escorpião). Talvez nunca tenhamos pensado que a nossa geração tivesse que lidar com A Vida do Planeta (literalmente). Tudo isso fazia parte dos filmes de ficção científica que retratavam finais apocalípticos apenas para daqui a muitas centenas de anos. Algo lamentável, realmente, e muito real. É para já, e é urgente, à boa maneira de Úrano. Acontece agora. Sim, há limites para tudo, nós incluídos… Mas como é hábito dizer, nunca é tarde demais para mudar… e, mesmo que tudo isto pudesse ter sido evitado, se calhar não podia, não podíamos, não saberíamos…

Na astrologia esotérica, o signo de Carneiro permite a manifestação da energia de 1º raio – Vontade e Poder. É o berço das Grandes Ideias, onde todo o Nascimento acontece e, por isso, um signo de Manifestação. Nesta astrologia mais contemporânea, marcada pela influência de Alice Bailey, Dane Rudhyar e Alan Leo, percebemos que a história dos ciclos astrológicos e as suas Manifestações estão sempre a par e passo com a Consciência do Homem. Há momentos em que estamos preparados para receber a influência de uma determinada energia, através de um planeta ou de uma Hierarquia (principio inteligente cósmico que está fora do nosso sistema solar). Para compreendermos a importância do que pretendo explicar, precisamos de saber que em astrologia existem três níveis de regência; exotérica, esotérica e hierárquica. As nossas manifestações energéticas são ainda essencialmente no plano exotérico, correspondente ao da personalidade, o mundo da matéria e das formas, apesar de já se fazer sentir a necessidade de expressão ao nível da Alma (ou esotérico). As nossas respostas à energia e as intenções do planeta com relação ao último nível de regência (hierárquico) têm sido quase totalmente inconscientes porque não existe a maturidade para as integrar. A Humanidade tem vivido num estado de surdez e miopia profundos, do qual tenho esperança, já estarmos a começar a sair. Úrano é regente Hierárquico de Carneiro, e apesar da dificuldade em reagirmos conscientemente ao poder das Hierarquias, a energia que chega ao nosso planeta através deste planeta é extraordinária. Talvez estejamos a conseguir Despertar para as suas intenções e isso é uma excelente Oportunidade no desenvolvimento espiritual da Humanidade. Na sua mais alta expressão, este princípio de Úrano, permite a Libertação do Homem para que possa começar um novo caminho energético, de Consciência. E não começar (ilusoriamente) de novo, mantendo a consciência de velhos padrões em busca de mudar apenas as formas. Esta Libertação através do seu regente hierárquico (Úrano) permite que a mente, regida por Mercúrio (regente esotérico de Carneiro), consiga captar as ideias do Plano Divino. Através do seu regente exotérico, Marte, lutamos por esse novo ideal, canalizamos a energia para nos dedicarmos e sermos devotos a um novo objectivo (Marte canaliza energia de 6º raio – Devoção e Idealismo), utilizando a personalidade para abrir e lutar por estes novos caminhos.

Tudo isto que nos foi acontecendo desde Março de 2011 foi, É, um grande Despertar através de Úrano no signo de Carneiro. Muitos de nós despertaram de forma traumática, principalmente para quem tem nos seus mapas natais planetas nos signos cardeais – Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio. E outros gradualmente, abraçando a mudança como uma grande oportunidade. Porque, na verdade, é mesmo disso que se trata, de uma nova OportUnidade. É para todos, sem excepção… E toda a nova oportunidade precisa de um Plano, Aquele por onde começámos a falar no início deste artigo. E este artigo serve para recordar o que há muito tempo já começou, fazer a ponte entre o extremo a que chegámos (Júpiter em Escorpião) e o que precisamos de Construir daqui para a frente (Úrano em Touro).

O trabalho de Úrano em Carneiro permite a Manifestação da Relação entre Espirito e Matéria (a energia de 7º raio canalizada por Úrano), e como em qualquer relação, o conflito emerge. Úrano em Carneiro trouxe a necessidade de relação e a sua manifestação, ao passo que Júpiter em Escorpião (e também em Balança) pretende mostrar—nos exactamente os conflictos que ainda vivemos e que, por sua vez, dificultam a Relação. Este é um tempo difícil mas igualmente um tempo com excelentes oportunidades de mudança na vida espiritual da Humanidade. Por isso é tão necessário voltar atrás para compreender onde começou, isto que vivemos agora com Júpiter em Escorpião. Porque qualquer reorientação que decidirmos tomar terá que ser no sentido de permitir que a Relaçao entre Espírito e matéria se Manifeste. Desde 2008 que tudo com o qual nos relacionávamos e não permitia a entrada de uma nova Consciência, teve que ruir e colapsar. Será um “Nascimento” (Úrano em Carneiro) difícil já que teremos que o fazer através da “Cinzas” (Júpiter em Escorpião). Os planos que tínhamos foram destruídos e pouco do passado transita connosco para o Futuro, a não ser a Sabedoria que nos permite não cometer os mesmos erros.

A pouco tempo de Úrano ingressar em Touro perguntem-se: Qual o Novo Plano para as v(n)ossas Vidas?

«Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 3 Úrano pelo signo de Touro» será publicado brevemente.

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DESABROCHAR DA FLOR DE LOTUS

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PARTE 1

Júpiter em Escorpião

10 de Outubro de 2017 a 8 de Novembro de 2018

Como tenho sempre reforçado ao longo do meu trabalho, toda a manifestação da energia de um planeta através de um signo está dependente do nível de Consciência, individual ou colectivo, através do qual é filtrada. Por isso insisto que este artigo (e os seguintes) pretende reflectir quer as energias presentes no estado actual da consciência da Humanidade quer o potencial a ser alcançado pelo colectivo e que algumas pessoas, de forma individual, já são capazes de expressar.

Começamos por reflectir como tanto o homem e o Planeta Terra são essencialmente constituídos por Água. Somos cerca de 70% água. Em astrologia, este elemento está associado ao corpo emocional, e por conseguinte, às imagens e impressões subjectivas que memorizamos das experiências. Quando pensamos nos processos de desenvolvimento do homem, o nível mais difícil de sofrer verdadeiras alterações corresponde ao corpo emocional. As emoções, os nossos sentimentos, as nossas memórias são a parte que oferecem maior resistência à mudança. Podemos mudar as nossas atitudes, até o nosso pensamento, no entanto, podemos ainda nutrir sentimentos contraditórios ao que fazemos ou pensamos. Memorizamos as impressões subjectivas das experiências e somos altamente (senão totalmente) influenciados por essas memórias.

«A Memória, da forma como a estamos a interpretar, não é simplesmente uma faculdade mental, como é tão frequentemente assumido, mas é essencialmente um poder criativo. Ela é basicamente um aspecto do pensamento e – em conjunto com a imaginação – um agente criativo»

(Esoteric Astrology, Alice Bailey).

Júpiter transita em Escorpião de 10 de Outubro de 2017 a 8 de Novembro de 2018. Escorpião é um signo de Água, mas cujo teor emocional é bastante mais denso que o signo de Caranguejo. As águas de Escorpião são consideravelmente mais densas e muito mais “cabeludas”. Aqui é necessário um esforço acrescido para compreender as motivações e os impulsos que estão ocultos à nossa Consciência e que precisam de ser reconhecidos para que possamos reorientar a nossa vida e apontar para um horizonte que não seja uma repetição do passado.

Júpiter é um planeta que está associado a crescimento. Os seus trânsitos são uma bússola que apresenta o Caminho que a Humanidade deverá escolher para Crescer. No entanto, como somos extremamente míopes, e para nos beneficiar, ele actua por ampliação. Pelas qualidades de ampliação ele permite aumentar a nossa capacidade de visão quer no que respeita à necessidade de compreender o estado em que nos encontramos, quer no que respeita à necessidade de ver mais e melhor para além disso permitindo-nos usufruir das qualidades e benefícios do signo em que transita. A fama do “Grande Benéfico” deve-se ao facto de que os trânsitos de Júpiter permitem as oportunidades que vão trazer benefícios ao nosso processo de desenvolvimento. É a capacidade de visionar um novo Caminho, que há sempre uma escolha melhor do que a nossa “memória” permite vislumbrar. Mas a intenção deste “melhor”, ainda que possa trazer benefícios mundanos, é sempre o de ampliar a nossa relação e conhecimento com a dimensão espiritual do nosso Ser. No entanto, do ponto de vista mundano, em que a natureza instintiva é dominante, o princípio de Júpiter é frequentemente usado para servir os desejos de expansão da personalidade, para favorecer o crescimento e ambições individuais. O homem não desenvolvido (sempre na perspectiva espiritual), procura exclusivamente a obtenção dos benefícios mundanos, a bem aventurança individual. A este nível, Júpiter em Escorpião, está a ser regido pelos princípios exotéricos de Marte e Plutão. Tendo em consideração as qualidades de expansão de Júpiter, e as qualidades de intensidade e profundidade do signo de Escorpião, presumo que nos esperem (ainda) tempos de extremos, principalmente porque a vida da humanidade tem sido essencialmente uma vida de excessos… nesta perspectiva, em Escorpião, o trânsito de Júpiter poderá representar a ampliação da insatisfação e completa cegueira existencial, um tempo de extrema violência e destruição.

Mas apesar desta possibilidade, com Júpiter podemos sempre ter um acréscimo de Fé que permite a esperança que somos capazes de Mudar, e em Escorpião, de mudar de forma extrema. A mudança de que precisamos, individual e colectiva, requer uma profunda alteração no nosso sistema de crenças, no que conseguimos Acreditar sermos capazes para construir um mundo melhor, em conseguirmos Acreditar no potencial que existe se transformarmos a nossa visão para o Futuro. As orientações do nosso sistema de crenças deverão facilitar a resolução dos conflictos e crises individuais e colectivas, bem como permitir o reposicionamento ou a reorientação do homem com relação à razão e sentido da sua própria existência.

Se compreendermos a natureza de Júpiter como a capacidade de Intuir e escolher o novo Caminho a Seguir, este posicionamento em Escorpião parece-me bastante importante, como se nos encontrássemos numa encruzilhada existencial, já que as escolhas a tomar daqui para a frente residem na destruição e morte, ou na Iluminação e consequente reorientação (nossa e por conseguinte, da Humanidade). Enquanto Júpiter ainda se encontra em Escorpião, e apesar de nunca efectuarem aspecto entre si, Úrano ingressa em Touro a 15 de Maio de 2018, permitindo uma activação importantíssima do eixo Touro/Escorpião. De acordo com os ensinamentos esotéricos, Touro é o signo onde o Homem atinge a Iluminação. Durante a permanência neste signo, Úrano permite a Libertação das formas que nos condicionam, a que podemos chamar “desejos”, e Despertar para a vida da Alma. O próprio Buda está associado ao signo de Touro (e porque em astrologia devemos sempre pensar em eixos, o signo de Escorpião). Buda, que significa aquele que está “Desperto”, é a personificação do estado de Iluminação a que se refere a astrologia esotérica com relação a este signo como “O Olho Iluminado do Touro”, aquele que consegue Ver para além de Maya (Escorpião). Esta Iluminação, que é uma consequência do processo de “Despertar”, prende-se com a capacidade de compreender “a verdadeira natureza dos fenómenos” de que nos ensina o Budismo, e que consiste exactamente no entendimento de que todos os fenómenos são impermanentes. Esta consciência permite uma vida plena, livre dos condicionamentos mentais que estão na origem da insatisfação e do sofrimento. No seu potencial, Júpiter em Escorpião representa esta capacidade de compreender o significado de impermanência que está igualmente associada à Lei da Circulação. É compreendermos que tanto do que construímos, nasce, cresce e morre, e ainda assim ficarmos contentes com isso porque conseguimos ver nisso uma oportunidade.  Permite-nos a capacidade de Ver para além do cenário de destruição que está presente nos nossos tempos actuais, na nossa vida pessoal e colectiva (já não dá para pensar de outra forma), a capacidade de avançar sem negligenciar as perdas, os problemas, os conflictos para que possamos Descobrir o Caminho para a Cura. Ampliar o nosso conhecimento com relação a ferramentas de cura e limpeza que sejam Benéficas, e até explorar algumas que antes seriam consideradas tabu. E porque Júpiter é esperança, sabemos que nada se perde, tudo se Trans-forma, mesmo o que parece já não ter utilidade e seria apenas lixo.

Para uma sociedade que se construiu com base em valores essencialmente materialistas, a passagem de Júpiter pelo signo de Escorpião e a activação do eixo Touro/Escorpião com o ingresso de Úrano marcam mais um fim para esta consciência individual e colectiva, bem como a necessidade de reconhecer que, sem Vermos o carácter destrutivo desta forma de estar, ela será, na verdade, o nosso fim. Permite o recomeço e a reconstrução de uma nova sociedade, radicalmente fundada em novos valores. E para podermos ganhar mais, Júpiter em Escorpião ensina que, antes que essa nova realidade colectiva possa acontecer, muito teremos ainda que aprender a perder, mesmo ao nível material. Esta oportunidade de reorientação, redirecionamento que Júpiter proporciona, em Escorpião, implica a passagem por profundos testes e crises antes de passar do teste à Vitória. Preve-se um período de profunda luta, uma luta que pretende eliminar formas de vida obsoletas, onde uns irão lutar para não morrer e onde outros já anseiam por uma nova vida. Por isso é fundamental reconhecermos a nossa natureza destrutiva, lidar com ela de forma honesta para podermos deixar o passado no seu lugar e ambicionar um futuro diferente. Compreender pelo que vale a pena morrer, extrair oportunidades do que necessariamente teremos que perder caso pretendamos continuar a existir, e exercer um correcto uso do Poder. Este novo caminho por entre as cinzas, permite-nos descobrir novos recursos, ocultos para o estado de consciência em que nos encontrávamos antes de “Despertar”. Talvez seja a fase de explorar as últimas gotas daquilo a que poderia chamar a “era do petróleo”, até ao ingresso de Úrano em Touro. É a capacidade de voar mais alto, acima da nossa natureza destrutiva. A este nível Júpiter está a ser regido pelos princípios esotéricos de Marte e (talvez) hierárquicos de Mercúrio.

Durante o seu trânsito pelo signo de Escorpião, Júpiter estabelece contactos bastante favoráveis com Neptuno e Quiron em Peixes e Plutão em Capricórnio. Apesar do seu movimento não ser lento quando comparado com os planetas transpessoais, e dos seus contactos durarem poucos dias, grandes podem ser as suas oportunidades por entre as crises, principalmente porque, neste caso, Júpiter rege Neptuno e Quiron em Peixes, e Plutão rege Júpiter em trânsito.  Estamos disponíveis para não rejeitar aquilo que é o lado negativo da nossa existência e ver, na dor e no sofrimento, oportunidades para as grandes transformações que visionamos serem absolutamente necessárias. Aquilo que era Verdade e fazia Sentido antes, é obsoleto agora. Estamos disponíveis para realizar os Sacrifícios necessários neste novo Caminho, um Caminho de reorientação do inconsciente colectivo, de maior União não importa o credo, a filosofia ou religião. Metemos o dedo na ferida e sabemos exactamente porque dói. Sabemos onde não temos poder e isso facilita e aumenta a vontade de transformar, regenerar, deixar ir, e acreditar profundamente que nada é impossível. E na esfera do impossível podemos Acreditar no aparecimento de Leis menos materialistas, mais inclusivas e compassivas, e que mais possa ser colocado sob a sua protecção. E como se trata de tanta água, em que acrescem os contactos com Neptuno e Quiron em Peixes, muito da nossa cura passará pela limpeza do nosso corpo emocional e, literalmente, dos nossos mares e oceanos, assim como daí poderão surgir novas oportunidades ainda não exploradas.

Do meu ponto de vista, isto significa que, estes próximos anos (talvez até 2025) podem ser de extrema importância no que respeita às possibilidades de Iluminação por parte da Humanidade, um verdadeiro ponto de viragem, com grandes transformações e descobertas, um período de Despertar, de desabrochar da Flor de Lótus. A simbologia desta última está igualmente associada a Buda e ao trabalho desenvolvido sobre a influência de Júpiter em Escorpião e Úrano em Touro. Na Índia, a flor de Lótus simboliza o crescimento espiritual. A sua simbologia começa nas raízes, já que toda a beleza e harmonia que a flor representa à superfície, está dependente e teve origem nas raízes que crescem na obscuridade da água (frequentemente lodosas e turvas). Apesar da pureza e da beleza da flor, ela nunca poderá viver sem as suas raízes… Até que Úrano ingresse em Touro, Júpiter em Escorpião permite-nos desenvolver um trabalho importantíssimo de reconhecimento dos problemas em que vive a Humanidade, um período em que teremos que nos focar nas águas turvas em que se encontram as nossas raízes até que possamos fazer desabrochar a nossa Flor de Lótus.

«Todos vós ansiais pela Luz, pela Libertação daquilo que vos prende. Mas a forma como muitos procuram essa Liberdade é no exterior, através do conhecimento intelectual por exemplo, e isso não será eficaz. A única forma para alcançar a Liberdade é entrar em nós mesmo. Dessa forma teremos que passar por um túnel de escuridão e emergir do outro lado. Onde brilha a luz da verdadeira independência. Apenas após reconhecermos a nossa responsabilidade pela escuridão à medida que percorremos o túnel — uma experiência em nada agradável — poderemos alcançar essa Luz. Enquanto não encontrarmos as imagens que nos condicionam estaremos presos e a reactivar o drama dos nossos erros. Não teremos consciência desses erros e iremos repeti—los continuamente, e isso irá conduzir—nos ao mesmo tipo de realidade.»

(Eva Pierrakos, Pathwork palestra 41)

Que esta temporada de Júpiter em Escorpião seja a nossa viagem pelo Túnel, a exploração das nossas minas de Ouro, a nossa viagem desde a Raiz até à Flor, desde a escuridão até à Luz.

“Júpiter em Escorpião” constitui a Parte 1 do “Desabrochar da Flor de Lótus”, pelo que mais será  desenvolvido com relação à simbologia e propostas de desenvolvimento relativos ao ingresso de Úrano em Touro, signo onde permanece até ao dia 7 de Julho de 2025.

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LUA NOVA – 26º35’ de Balança

Quincuncio quiron em peixes (26º00’) | oposição Úrano em Carneiro (26º33’)

Vivemos uma fase verdadeira desafiante, quer ao nível nacional quer ao nível mundial. E estes novos tempos exigem de nós formas mais criativas de existirmos.

Esta Lua Nova que ocorre no dia 19 de Outubro, surge no tempo certo, perfeitamente alinhada com as circunstâncias, para que possamos desenvolver em nós uma real consciência de Relação. Não vou abordar o tema desta lunação do ponto de vista pessoal, ainda que cada um, individualmente, deva trabalhar as suas intenções na sua realidade pessoal. Para mim é inevitável, e talvez mesmo mais importante, que a análise deste novo ciclo de lunação recaia essencialmente sobre o flagelo que nos tem acompanhado nestes últimos dias.

Enquanto Humanidade, consciência colectiva, estamos viciados em padrões relacionais obsoletos pelas razões óbvias e evidentes. Na melhor das hipóteses poderíamos até pensar em formas de beneficio mutuo baseados na simbiose, mas mesmo essas, como a maior parte de nós as tem vivido, baseiam-se numa troca sustentada no interesse individual e egocêntrico. Infelizmente, e de uma forma geral, vigora por toda o mundo o parasitismo. Usamos os recursos do nosso hospedeiro até que o mesmo sucumba. Mas logo aqui deparamo-nos com um problema, é que Marte ainda não “está pronto” e ao ritmo a que consumimos o nosso hospedeiro, não me parece que tenhamos tempo de “mudar de casa”.

Na análise astrológica do mês de Setembro deste ano referia-me desta forma com relação ao movimento retrógrado de Plutão em Capricórnio:

«Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. (…) Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre…  Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. (…) Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado… (…)»

(www.ascendentt.wordpress.com)

E em “Março Astrológico 2017”:

«Desde 2016, ano em que começou a desfazer-se a quadratura entre Plutão em Capricórnio e Úrano em Carneiro, que começámos progressivamente a desviar o focus da nossa atenção para outras análises. No entanto, mesmo que assim seja, não se desfazem os simbolismos da sua passagem por Capricórnio, e talvez seja importante não esquecer que aquilo que aparentemente é uma guerra entre hábitos culturais, religiosos ou filosóficos, esconde motivos muito mais profundos. Uma das qualidades de Plutão, é ajudar-nos a perceber que as coisas são sempre mais do que aquilo que aparentam à superfície. Os conflictos do mundo assentam essencialmente sobre a morte e falência de um sistema económico que teima em subsistir e prevalecer a qualquer custo. »

(www.ascendentt.wordpress.com)

E nada disto me soa a uma relação de Amor. Passámos muito tempo, tempo demais, a desenvolver competências que nos favorecessem individualmente sem nunca pensar no impacto que isso teria no mundo à nossa volta e, por conseguinte, em nós mesmos porque, tudo o que vai sempre volta. E nesta ignorância vivencial fomos construindo, ou talvez melhor destruindo, a relação com o mundo à nossa volta.

Ensina a Sabedoria antiga que o exterior é um reflexo de nós mesmos. Se aprofundarmos a interpretação deste principio, percebemos que o “objecto” com o qual nos relacionamos, como sejam as outras pessoas, os animais, os oceanos, as árvores, a Terra, são senão… nós mesmos. Então tudo o que fazemos a esse “objecto” fazemos a nós mesmos. Balança, um signo regido por Vénus, remete para a necessidade de desenvolver esta consciência de Relação, de Correspondência. Que desarmonização interna acontece em nós que se reflecte e se tem repercutido na desarmonia externa? Como o flagelo externo reflecte tanto do flagelo interno. Mas tudo funciona em espelho, por correspondência, por isso devemos de fazer um esforço, individual e colectivo, para reconhecer o que precisa de mudar para que as nossas relações com o exterior reflictam melhorias.

«Nós não podemos viver sem fazer trocas com o mundo que nos rodeia. A começar pela respiração e pela nutrição, toda a nossa vida é feita de trocas; os orgãos dos sentidos (o tato, o paladar, o olfato, a audição e a visão) foram-nos dados pela Natureza para podermos fazer trocas com a Criação e com as criaturas. E a nossa vida afectiva e intelectual consiste igualmente em encontros e trocas: por palavras, por sentimentos, por pensamentos, estamos sempre a tecer uma rede de relações que é a base da vida familiar e social. Se os humanos ainda não retiram muitas bençãos dessas trocas é porque, muitas vezes, não ultrapassam o nível do instinto, do inconsciente. As plantas e os animais também respiram e se alimentam, os animais também têm orgãos dos sentidos e, por vezes, até melhor desenvolvidos do que no homem, e têm igualmente uma vida familiar e social. Cabe aos humanos tornarem mais profundas, mais ricas, todas as trocas que fazem com a Natureza e os seres com quem se relacionam.»

(Omraam Mikhael Aivanhov)

Como regente de Touro Vénus representa a construção da harmonia e do estado de paz pessoal através desta Consciência Divina para que, através da Balança possamos construir as pontes de levam essa paz ao resto do mundo. Em conjunto com Saturno, regente hierárquico de Balança, Vénus é a essência que permite a construção do Antakarana, em sânscrito a ponte do arco iris, situado ao nível do chakra do Coração. É neste Centro que a substância mental é utilizada para construir uma ponte entre a personalidade e a Alma através da energia do Amor.

Vénus representa o principio energético do 5º raio do Conhecimento Concreto e da Ciência. Esta é a energia que permite compreender a Relação entre o que está em cima e o que está em baixo, procurando activamente estabelecer uma ponte e união entre estes dois princípios dentro de nós, até que espírito e matéria estejam em perfeita harmonia e equilíbrio.  É a compreensão de que “a matéria é o espírito na sua forma de manifestação mais densa e o espírito é a matéria na sua manifestação mais subtil”. E isto torna urgente mudar a forma como olhamos para a Terra e tudo o que nos envolve no plano da matéria.

Na sua forma mais elevada de Consciência, trabalhamos a energia deste signo através de Úrano, que é regente esotérico de Balança e canaliza através deste signo os princípios energéticos do 7º raio da Magia ou Ordem Cerimonial. Representa a Vontade de manifestação da natureza Divina e, através da pontes que construímos, trazer a Paz, a Beleza , a Harmonia através da consciência do que significam “correctas relações humanas” de que nos fala o mestre Djwhal Khul.  É a capacidade de restabelecer Ordem a partir da compreensão  destes princípios.

Esta Lua Nova em Balança estabelece relação com Quíron em Peixes e Úrano em Carneiro. O quincuncio com Quiron em Peixes, remete para a necessidade de despertarmos para a dor e sofrimento que, silenciosamente, se foi construindo ao longo desta relação. A única forma de nos curarmos (pelo bem da relação e de nós mesmos) é compreender e integrar a origem da ferida. A origem da nossa desconexão, do nosso desinteresse da nossa falta de empatia que nos conduziu a abandonar, ou rejeitar, o compromisso que temos para com a vida. Oportunidade para nos reconhecermos na dor e sofrimento dos que tanto perderam, humanos e não humanos, e que isso fortaleça as pontes entre nós numa verdadeira vontade de apoio e entre-ajuda.

A oposição a Úrano em Carneiro torna urgente a “demissão” da parte (interna e externa) que não honra o compromisso. Queremos mais, melhor, Diferente…

Que esta Lua Nova em Balança sirva para meditarmos e invocarmos esta consciência de Relação em nós e em toda a Humanidade. Que permita a tomada de consciência da correspondência entre as mudanças que ocorrem no mundo e as mudanças que precisam de ocorrer em nós. Que possamos perceber onde e como perdemos a Ligação para que possamos  reaprender a viver uma Relação de Amor com a Terra para que possamos restabelecer a Relação “com o que está em cima”. Restabelecer a Ligação amorosa, de respeito para que possamos construir novas e mais pontes que nos conectem em empatia e para que possamos unir esforços e intenções, assumir compromissos justos que visem um real e mutuo beneficio.

Tudo isto para que a Magia aconteça e se quebre o feitiço que nos mantém adormecidos…

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Começamos a análise deste mês fazendo uma retrospectiva de algumas referências em meses anteriores. O mês de Setembro foi extremamente desafiante do ponto de vista colectivo, e na análise astrológica desse mês referia-me desta forma com relação ao movimento retrógrado de Plutão em Capricórnio:

«Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. (…) Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre… Durante este período parece que Re-gredimos a estados de Consciência mais básicos, quer coletivamente quer individualmente. Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. (…) Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado… (…)»

(www.ascendentt.wordpress.com)

 

E se voltarmos um pouco mais atrás no tempo, podemos ler o seguinte acerca de Úrano retrógrado em Carneiro na análise do mês de Agosto:

«Úrano em Carneiro inicia movimento retrógrado no dia 3 de Agosto passando a directo apenas a 2 de Janeiro de 2018 (por essa altura já Saturno ingressou em Capricórnio a 20 de Dezembro de 2017). Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade.  Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em Democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum.  Como sabemos tudo depende do nosso nível de Consciência, a manifestação do que é bom e mau…. (…)» 

(www.ascendentt.wordpress.com)

 

O motivo pelo qual retrocedo no tempo antes de iniciar a análise para o mês de Outubro deve-se ao facto de que, desde o dia 3 de Agosto até ao dia 20 de Setembro, Quíron, Úrano, Neptuno e Plutão estiveram em movimento retrógrado em simultâneo. Úrano, Neptuno e Plutão estão fora da nossa esfera de acção ou poder pessoal porque eles representam os princípios primordiais, o fluxo energético da inteligência do Universo que transcende (por isso são Trans-pessoais) as pequenas vontades dos homens. A sua função é actualizar o compasso do Homem perante o compasso do Universo. O movimento retrógrado destes 3 planetas em simultâneo força-nos a submergir e a Re-ver de forma extra-ordinária o nível de desconexão, ilusão e abuso de poder com que temos vivido as nossas vidas.   Estes planetas regem princípios e energias que afectam toda a Humanidade e por esse motivo o impacto produzido pelo movimento retrógrado sobre a Consciência Colectiva é muito intenso. Quíron remexe nas feridas provocadas pela Ilusão de separatividade. Aquilo que sentimos como um aparente retrocesso nas nossas vidas é apenas fase de um processo que pretende a entrada de novas formas de viver da Vida na Terra.  Nunca antes, na memória da nossa curta existência, vivenciámos tantos terramotos, furacões e tempestades  em simultâneo em tão curto espaço de tempo. Ou vivemos tempos que nos fazem duvidar das mudanças que julgávamos já ter conquistado como Liberdade e Democracia. O impacto de Quíron e Neptuno retrógrado, e em especial pelo contacto que efectuaram com a Lua Cheia em Peixes (no dia 6 de Setembro) e com a Lua Nova em Virgem (no dia 20 de Setembro), acrescentam uma espécie de impotência perante a “força mais ou menos destrutiva das circunstâncias”. Sentimo-nos talvez feridos e até abandonados pela “providência Divina” sem encontrar sentido ou explicação para tamanha, e repentina, Destruição. Pela dificuldade e mesmo impossibilidade em controlar e evitar a força das circunstâncias, sentimo-nos vitimas do caos em se encontram as nossas vidas.

No mês de Outubro, dos três planetas transpessoais, apenas Plutão retoma o movimento directo (desde o dia 28 de Setembro). Estão fortes as energias de Balança trazendo a oportunidade de harmonização, equilíbrio e ponderação, a um cenário energético que tem sido de extremos conflicto e instabilidade. O exemplo dos acontecimentos colectivos, em especial os vividos através da Catalunha, remetem para a última oposição entre Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro e para a tensão provocada pelo movimento retrógrado de Úrano e Plutão.  O Sol em Balança faz quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 8 e 12, sextil Saturno em Sagitário de 15 a 19 e oposição a Úrano em Carneiro de 18 a 22.  Ingressa em Escorpião no dia 23 de Outubro e entre o dia 24 e 29 encontra-se com Júpiter. A energia que o Sol irradia sobre a Terra através do signo de Balança pretende que despertemos para a necessidade de tomarmos consciência das forças opostas que ainda existem em nós, e por conseguinte, na Humanidade. Ao conseguirmos estabelecer um centro entre estas forças teremos a capacidade de estabelecer entre elas relação e, por conseguinte, desenvolver o processo de síntese que leva, após o seu ingresso em Escorpião, à capacidade de resolução do conflicto que significa a transformação das partes que não contribuem para o desenvolvimento pessoal e colectivo. Até que essa consciência seja alcançada, medimos forças e desequilibramos os pratos da Balança. Devemos transpor para a nossa vida pessoal esta reflexão. Os aspectos difíceis ao Sol tornam o processo muito mais intenso, violento e instável.

Mercúrio transita pelo signo de Balança até ao dia 17 de Outubro. A mente está focada na necessidade de analisar os dois lados das circunstâncias com o objectivo de compreender o que tem mais peso perante aquilo que estamos a viver. Pensamos em formas de relacionar princípios, pessoas e circunstâncias, em compreender como podemos organizar a vida de forma a reequilibrar todas as partes e em estabelecer pontes entre factos e ideias que se aparentam isolados. Em Balança faz conjunção ao Sol entre o dia 6 e 11 de Outubro, quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 8 e 10, sextil a Saturno em Sagitário de 11 a 14, e oposição a Úrano em Carneiro de 14 a 16. Encontramos bastantes desafios à necessidade de resolver conflictos através do diálogo, mas a verdade é que torna-se importante analisar o caminho que estamos a percorrer para poder pesar bem as perdas e os ganhos antes de podermos introduzir mudanças. Esta forma de pensamento facilita a resolução dos problemas e obstáculos e a partilha de ideias e o diálogo permitem ultrapassar barreiras apenas porque não conseguíamos “ver” o outro lado da questão. Mercúrio ingressa em Escorpião no dia 17 de Outubro e faz conjunção a Júpiter entre o dia 17 e 19, trígono a Neptuno em Peixes entre 23 e 26 de Outubro e sextil a Plutão em Capricórnio entre o dia 27 e 30. Mercúrio tem bastante afinidade com o signo de Escorpião, já que representa a energia de 4º raio de Harmonia através do Conflicto e é regente hierárquico deste signo.  Durante este trânsito, e pelos aspectos que realiza, temos a oportunidade de ter grandes benefícios resultantes da partilha de ideias. Teremos que estar disponíveis para pensar de forma honesta acerca das nossas intenções e motivações, para que possamos objectivar os nossos conflictos internos que dificultam a harmonização individual e que se reflectem na realidade de cada um. Precisamos de abordar e aprofundar assuntos que, apesar de intensos e difíceis são fundamentais para a resolução dos problemas. Teremos que olhar para temas e assuntos que até agora teriam sido evitados pelo desconforto que produzem.

Vénus em Virgem faz trígono a Plutão em Capricórnio entre o dia 2 e 5, quadratura a Saturno em Sagitário entre o dia 7 e 10 de Outubro e quincôncio a Úrano em Carneiro de 10 a 13. Do ponto de vista da personalidade este é considerado um posicionamento difícil para Vénus (em queda). Isto deve-se essencialmente à natureza separativa da mente inferior dificultando a intenção do principio venusiano que é a união através do amor. Traduzido para a nossa realidade, podemos viver períodos de maior dificuldade em conseguirmos o entendimento pela forma separativa e discriminativa como pensamos. Desta forma todo o detalhe ou imperfeição torna-se num grande problema, um verdadeiro peso do qual não nos conseguimos libertar apenas porque estamos a valorizar apenas parte do problema. Ou podemos aproveitar a oportunidade para servir mais que ser servido e para aperfeiçoar a forma como nos relacionamos com os outros e para procurar compreender em que estado de “saúde” se encontra a nossa democracia. Procuramos construir algo que seja verdadeiramente útil e possa resolver mais do que complicar. Os recursos parecem que não esticam, pelo contrario, estão bastante limitados, mas também aqui temos a oportunidade de reavaliar a natureza do nosso desejo, de que forma aquilo que valorizamos contribui para o nosso aperfeiçoamento ou apenas a expressão de um capricho. Depois de ingressar em Balança no dia 14 de Outubro Vénus faz quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 27 e 29. Desejamos Paz, e como desejamos… este posicionamento de Vénus, em domicilio, remete para a força energética que exerce perante a necessidade de nos respeitarmos e de construirmos pontes que nos coloquem em “correctas relações humanas”. Tudo isto parece tão difícil perante o poder destrutivo de determinados governos e estruturas sociais. Precisamos de novas formas de acordo e parceria mesmo que isso signifique um conflicto com outro tipo de interesses. Teremos igualmente que perceber o que estamos dispostos a perder para nos libertarmos de algum peso e podermos atingir o equilíbrio que desejamos.

Antes de ingressar em Balança no dia 22 de Outubro, Marte em Virgem faz trígono a Plutão em Capricórnio de 1 a 5 de Outubro, A quadratura a Saturno em Sagitário de 8 a 15 e o quincôncio a Úrano em Carneiro de 14 a 20 de Outubro mostra uma dificuldade em agir perante a pressão por parte das circunstâncias. Redução na liberdade de acção exigindo ponderação e uma forma mais inteligente na forma como lutamos pelos nossos objectivos.

Júpiter ingressa em Escorpião no dia 10 de Outubro onde vai permanecer até ao dia 8 de Novembro de 2018. Se pensarmos nas suas qualidades como planeta das oportunidades, inicia-se um período de extra-ordinária renovação. O tema de Júpiter em Escorpião será desenvolvido pela altura do seu ingresso.

Bom trabalho para Outubro.

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Lua Cheia a 13º53′ no signo de Peixes

Tivemos duas luas novas em Leão, 2 ciclos acompanhados por eclipse lunar e solar, colocando grande ênfase no desenvolvimento individual , na consolidação da nossa Identidade, através de crises existenciais que podem ter permitido a revelação do que esta Identidade representa.

Passamos de uma energia Yang para uma de Recolhimento, uma transição intensa tendo em conta a concentração de energia que tivemos no signo de Leão desde o ciclo anterior. Esta “nova” Identidade, pelo menos nova na nossa Consciência, pode agora (começar) germinar em Virgem (signo regido por Mercúrio). Virgem representa a Mãe, aquele que recebe e nutre a semente do Cristo, a que podemos chamar de Consciência da Alma que é Amor-Sabedoria. A astrologia esotérica refere que Sol e Mercúrio são um só. Astronomicamente Mercúrio não se afasta do Sol mais que 48º, no máximo uma semi—quadratura, estando sempre muito próximos um do outro. Esta simbologia estabelece uma relação muito estreita entre a mente e o desenvolvimento da Consciência. Conforme nos ensina a astrologia esotérica através de Alice Bailey, Mercúrio no primeiro estágio de desenvolvimento pretende mediar entre a vida da personalidade e da Alma de forma a conduzir-nos à “Harmonia através do Conflicto” (energia de 4º raio representada por Mercúrio) entre estes dois níveis de Consciência. Quando o individuo se permitiu a Humildade para aceitar submeter-se à vida da Alma, então Mercúrio não é mais um mediador mas sim o verdadeiro “mensageiro dos deuses” permitindo a capacidade de entrar na matéria sem se desconectar da Consciência da Alma. E isto mostra como é tanto o Trabalho (uma verdadeira qualidade do signo de Virgem) que ainda temos pela frente.

Talvez esta Lua Cheia passe ainda, e primeiramente, por conseguir reconhecer e descriminar que sentimentos ainda deturpam o melhor de nós mesmos, e que conflictos ainda impedem esta união entre a Alma e a personalidade. O que pretendemos com o Sol em Virgem é iluminar a inteligência discriminativa que permite sintetizar a experiência individual e apurar os aspectos (da personalidade) que precisam de ser trabalhados para que o sentimento de unificação seja real. Tomarmos Consciência do que em nós precisa de ser renunciado e sacrificado de forma a nos libertarmos desses apegos e ilusões.

 Talvez este possa ser um momento (como tantos que a vida, felizmente, nos presenteia) para definirmos alguma ordem perante o caos e confusão em que se encontra a Humanidade e, porque dela fazemos parte e somos várias partes de um todo assim nos ensina o signo de Virgem com a sua consciência discriminativa, perante o caos e confusão em que cada um de nós se encontra.

Tendo em conta que saímos de energias tão fortes de Leão (como já foi referido), que o Sol em Virgem possa permitir à Humanidade a humildade, a objectividade e a introspecção critica, de auto-análise que possibilite a redução de excessos de protagonismo e de exibições de poder. É a força desta Consciência que permite trabalhar a hipersensibilidade da Lua em Peixes que sozinha permite todo o tipo de ilusões e equívocos. Trabalhamos, com os pés assentes na Terra, para que essa semente de Amor-Sabedoria possa crescer. Como podemos fazer algo de verdadeiramente útil com aquilo que sentimos ter de especial em nós e como isso se reflecte na forma como cuidamos e trabalhamos da dor e do sofrimento, nosso e do outro.

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Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. Em termos colectivos, é como se voltássemos atrás no tempo no que respeita a forma como usamos o poder, como ainda somos dominados por aspectos mais sombrios da nossa personalidade quando se trata de alcançarmos as nossas ambições e preservar a nossa imagem ou status social em detrimento do bem colectivo. Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre… Durante este período parece que Re-gredimos a estados de Consciência mais básicos, quer coletivamente quer individualmente. Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. A temática de Plutão em Capricórnio parece estar esquecida perante a passagem do tempo, desgastada e substituída ou amenizada pelo ingresso dos outros planetas em signos diferentes. Mas é importante relembrar, de tempos a tempos, que a temática de Saturno está cá para durar, já que irá ingressar em Capricórnio (signo de sua regência) a 20 de Dezembro deste ano e Plutão ainda estará em Capricórnio até 2025. Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado…

Mas vamos manter-nos, por enquanto, no mês de Setembro deste ano de 2017. Ainda retrógrado em Leão, Mercúrio faz conjunção a Marte de 1 a 5 de Setembro e trígono a Úrano em Carneiro entre o dia 1 e 10. Este é um período que potencia o verdadeiro “idiota” em nós, em que a reflexão interna permite o emergir de novas ideias e formas de pensar e compreender a realidade de forma mais criativa e pensarmos no que realmente nos define e como lidamos com a realidade. O movimento retrógrado de Mercúrio pelo signo de Leão força-nos a Re-pensar acerca destas imagens mentais e como podemos Re-criar a realidade no nosso pensamento. Como nos projectamos ao nível da comunicação, os nossos reveses e dificuldades, o que pensamos acerca de conceitos como liderança e afirmação da nossa vontade ou poder pessoal. Ao iniciar o movimento directo a 5 de Setembro a 28º26’ de Leão, Mercúrio traz consigo os problemas e as soluções que foram possíveis encontrar durante a fase retrógrada. Ingressa em Virgem a 10 de Setembro onde faz conjunção a Marte de 15 a 19, oposição a Neptuno em Peixes de 19 a 21, trígono a Plutão em Capricórnio de 21 a 23, quadratura a Saturno em Sagitário de 24 a 26 e quincôncio a Úrano em Carneiro de 28 a 30. Já novamente em domicílio e com os contactos que estabelece, a mente procura organizar as ideias, e em pensar em formas concretas de as tornar uma realidade. Pretende-se que trabalhemos a nossa capacidade de autoanálise e em novas ferramentas que permitam colocar em prática as ideias mais criativas bem como aprofundar e aperfeiçoar o que inicialmente foi apenas uma ideia ajustando-a à realidade das circunstâncias. Teremos que lidar com bloqueios aos nossos esquemas mentais, com as dificuldades e limitações que surgem entre a nossa capacidade de interpretar os factos e a realidade e a nossa necessidade de expansão. Dar mais tempo para amadurecer ideias, pensar em novas formas de resolver os problemas, trabalhar a nossa capacidade de comunicação mantendo em mente os detalhes e os pormenores mais práticos sem perder de vista o ideal que desejamos alcançar. Temos a oportunidade de usar o pensamento para pensar em novas formas de Servir, quer na nossa esfera pessoal quer colectiva. Será uma boa oportunidade para que a mente colectiva possa pensar em novas ideias para resolver os problemas actuais da Humanidade, como são o caso dos conflictos internacionais, é(t)nicos e do caos ambiental em que se encontra o planeta Terra porque ainda são muitos os que continuam a viver a ilusão de que os problemas não existem.

Vénus em Leão faz trígono a Saturno em Sagitário de 11 a 14, sextil a Júpiter em Balança de 13 a 18 e trígono a Úrano em Carneiro de 16 a 18. Teremos boas oportunidades para consolidar investimentos, expandir parcerias e construir novas formas de expressão. Período de maior abertura relacional. Ingressa em Virgem no dia 20 de Setembro e inicia a oposição a Neptuno em Peixes entre o dia 28 e 30. Oportunidade para separar e a discriminar o que verdadeiramente tem valor para nós, sem deslumbramentos ou luxos excessivos, procurando resolver as nossas expectativas relacionais. Na prática o que trazemos para as relações e como trabalhamos as nossas parcerias. Importa-nos a simplicidade e precisamos de perceber que são as pequenas coisas que importam e têm valor.

Marte ingressa em Virgem a 5 de Setembro e faz oposição a Neptuno em Peixes de 22 a 27 de Setembro. Talvez seja importante abrandar o modo como “disparamos” energia e agir de forma mais objectiva e precisa. Menos espectáculo nas atitudes que tomamos e mais humildade nos processos de tomada de decisão.

Durante este mês transitamos de fortes energias em Leão, para passar para uma energia mais realista e menos dramática. Passámos por uma forte ampliação de poder pessoal que, em alguns casos, resultou em períodos de forte desenvolvimento criativo e, para outros, um período para grandes equívocos e crises de identidade com uma excessiva necessidade de afirmação pessoal e deturpação do que significa autoridade. É urgente deixarmo-nos de excessos de importância individual para trabalharmos a nossa capacidade de autoanálise de forma a tornar real o melhor de nós mesmos. E este é sem dúvida um mês de Trabalho, com todos os planetas pessoais a ingressarem e a transitarem pelo signo de Virgem, incluindo o domicílio de Mercúrio e o ciclo de lunação no eixo Virgem / Peixes. Sol em Virgem faz oposição a Neptuno em Peixes de 3 a 7 de Setembro, trígono a Plutão em Capricórnio de 9 a 11, quadratura a Saturno em Sagitário de 12 a 16 e quincôncio a Úrano em Carneiro de 18 a 22. Somos forçados a lidar com as nossas imperfeições, reflectidas através da realidade que nos circunda e das nossas relações, ao mesmo tempo que trabalhamos para cuidar do “estado de saúde” em que se encontram as nossas vidas. Precisamos simultaneamente de fortalecer a nossa consciência de serviço para podermos questionar de forma objectiva de que forma contribuímos para o bem comum, se aquilo que somos serve o colectivo sem que isso fira o nosso orgulho. Escolher bem onde vale a pena gastar energia com plena consciência dos limites e limitações à expressão da nossa vontade. Parece-me que estaremos mais focados na resolução de problemas, na “lavagem de roupa suja”, até ao seu ingresso em Balança, a 22 de Setembro.

De 20 a 30 de Setembro Júpiter faz a última oposição a Úrano em Carneiro antes de ingressar em Escorpião no dia 10 de Outubro. Durante esta fase, e após as várias oposições entre ambos, criámos o desapego suficiente ao nosso sistema de crenças para que seja agora mais claro compreender que caminho queremos fazer. Com o que é que nos queremos comprometer, que parecerias desejamos expandir e reflectem esta nossa necessidade de mudança. Colectivamente (e apesar disto parecer um pouco fatalista relevem a limitação do discurso) esgotámos as oportunidades de rever e mudar a forma como expressamos a nossa necessidade de Liberdade e compreendermos que essa Liberdade está dependente da capacidade de respeitar as Leis que nos colocam em correctas relações humanas. A capacidade de expandir o nosso entendimento sobre a Lei da Correspondência irá permitir compreender que todas as mudanças que pretendemos implementar terão reflexo em tudo o que nos rodeia porque estamos em permanente estado de relação. Portanto esta é a fase para o “entendimento final” entre diplomatas e radicais, optarmos pelo caminho da diplomacia e do diálogo de forma a encontrar um entendimento e um ponto comum de ligação e respeitar acima de tudo a paz e a harmonia entre cada um, ou romper definitivamente com estes princípios.

Bom trabalho para Setembro.

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Lua Nova em Leão (28º53’) 

Eclipse Solar Total

O eclipse solar que ocorre no dia 21 deste mês a 28º53’ do signo de Leão tem dado que falar. Deixo-vos a minha reflexão. Começamos por compreender o que significa um eclipse Solar. Em termos astronómicos, significa sempre que o Sol encontra-se conjunto à Lua quando visto a partir da Terra. Mas durante o eclipse há a particularidade de existir um alinhamento entre o plano orbital da Lua com relação à Terra e desta com o Sol, de tal maneira que, da Terra, ficamos privados de ver o Sol. A Lua fica posicionada entre a Terra e o Sol (no meio) de tal forma que o Sol eclipsa-se… No que respeita à leitura e interpretação destes eventos, desde a antiguidade, os eclipses estão sempre associados a perdas. Como reside em nós, enquanto seres humanos, o medo de perder (faz parte do instinto de sobrevivência preservar as formas de vida que julgamos essenciais para nós) é fácil compreender porque os eclipses estão (ainda hoje) conotados como algo de negativo e preocupante. Os eclipses correspondem a sínteses do processo que existe entre o efeito do sol e da lua na humanidade, aquilo a que podemos chamar de aquisição de consciência e libertação de hábitos e padrões de comportamento. Periodicamente, ciclicamente, há como que uma actualização entre a experiência e o propósito, entre forma e energia. E como em qualquer processo de síntese, há necessariamente perdas e transformações, a passagem de algo isolado para algo composto, a que podemos chamar de Consciência. De acordo com a filosofia, síntese corresponde a uma composição ou reunião das diversas partes de um todo em algo único; Unificação.

Portanto seja pela ciência, pela filosofia ou pela astrologia, integrar o principio de um eclipse é ter a capacidade de encontrar uma síntese entre aquilo que é a nossa Força e Vontade e aquilo que ainda nos enfraquece e fragiliza, e passarmos desses elementos isolados e presentes em nós para o todo, das causas para as consequências. Como somos essencialmente infantis pensamos ou temos muito receio de lidar com as consequências, que neste caso podemos associar às manifestações negativas que a Humanidade atribui aos eclipses. Porque, verdade seja dita, ninguém é perfeito… e à semelhança do que acontece astronomicamente, quando estes três astros se alinham, todo o nosso “desalinhamento” com a Consciência espiritual, através das nossas escolhas e atitudes, tornam-se reais e evidentes. Eclipsa-se o que “não é real” do ponto de vista do desenvolvimento espiritual, o que não contribui para o processo de Unificação, de síntese.

Podemos ler o seguinte, com relação ao eclipse solar total do dia 21, no artigo da Visão do dia 7 de Agosto:

«Apesar de não existir nenhuma evidência de que o evento produza impacto em nós, ao nível físico, não se pode dizer o mesmo no campo psicológico. E não é de agora. A diferença é que os sacrifícios humanos que se faziam nestas alturas entraram em desuso nas sociedades ditas civilizadas. Os avanços científicos contribuíram para isso. Porém, não obscurecem completamente os medos e as fantasias sobre o que ainda é desconhecido e, como tal, matéria prima para ficção e muito agito, especialmente se tiver o rótulo – ou o título – de “total”.»

O medo ou a apreciação negativa que acompanham os eclipses deve-se ao facto de que a nossa noção de existência está ainda essencialmente associada ao plano físico e ao que é cientificamente provado. Queremos provar com os mesmos instrumentos de análise fenómenos que acontecem em planos diferentes. E esta noção de existência, este paradigma existencial, é um tema essencial quando se trata de reflectirmos acerca de, não um mas dois (este acompanhado por um eclipse), ciclos de lunação em Leão, um signo que está associado a Identidade, à noção de existência individual. Qual a nossa Consciência Existencial?

Desejavelmente queremos evoluir do medo para a consciência, com a capacidade de compreender que as possíveis manifestações negativas do eclipse estão associados, são síncronos e proporcionais com a nossa realidade interna. Teremos que passar da necessidade de meramente compreender o impacto físico e psicológico para a necessidade de compreender o impacto que este (e qualquer outro evento astrológico) tenha no nosso desenvolvimento espiritual. Caso contrário não evoluímos assim tanto na nossa sociedade dita civilizada. É verdade que hoje em dia não fazemos os mesmos sacrifícios humanos de antigamente, mas era importante perceber que Sacrifícios continuam a ser fundamentais, mesmo nos tempos de hoje. De tempos a tempos a nossa vida passa por processos de síntese voluntárias ou involuntárias até que passemos, simbolicamente, da Lua para o Sol. E isto, é um acto Heróico, que exige grandes Sacrifícios para que consigamos emergir triunfantes sobre a nossa natureza inferior, lunar. Seguindo a simbologia da terminologia, no eclipse solar aquilo que se eclipsa é a consciência que tínhamos até então acerca de nós próprios e das circunstâncias. Somos de certa forma forçados a abordar os problemas e a vida através de um novo entendimento. E porque neste caso é a Lua que bloqueia a energia do Sol, trata-se de compreendermos que aspectos da nossa psique bloqueiam a Luz da Consciência. Podemos abordar este eclipse como a necessidade de compreender o que ainda nos domina ao nível instintivo e remove vitalidade. Por isso nos eclipses solares, quando a influencia lunar é mais forte no individuo, o bloqueio da energia vital é muito forte estando associado a um enfraquecimento da força vital. Uma vez que o eclipse solar é uma conjunção entre o Sol e a Lua com as particularidades já descritas anteriormente, trata-se de um inicio de ciclo em que para que possamos realmente começar há que primeiro perder… Somos forçados a lidar com a força do passado, com as partes de nós que por norma não temos consciência para que possamos existir de outra forma, mais autêntica. Uma vez que este eclipse solar foi precedido por um eclipse lunar (no dia 7 de agosto em aquário – ler o artigo Lua Cheia em Aquário), tivemos a oportunidade para libertar padrões e velhas formas de Ser para agora começar de novo, com uma nova Consciência.

Relembrando, os eclipses sintetizam as energias que operam no individuo e no colectivo entre aquilo que são os seus instintos e natureza inferior, e aquilo que é Consciência adquirida, Luz e Iluminação, para que o processo possa ser continuamente reavaliado e o homem possa evoluir a partir do ponto em que se encontra. Os efeitos negativos ou positivos de um eclipse são nada mais que as manifestações dessa síntese individual e colectiva.

Ao nível pessoal, cada um deve procurar reflectir acerca destas necessidades. Numa análise mais focada no seu mapa cada um pode procurar em que eixo de casas ocorre o eclipse e se existe contacto por conjunção, oposição ou quadratura com planetas natais ou eixos do mapa (isso intensifica o efeito). Os planetas que recebem o eclipse manifestam a energia ainda instintiva porque é a energia do Sol que se eclipsa. São-nos revelados padrões e reacções que ainda nos fazem perder o controlo consciente da energia representada pelo signo e planeta que recebe o eclipse. Nessa temática somos convidados a começar de novo na forma como integramos os seus princípios. Emergem os problemas que interferem na correcta aplicação da energia, e com isso emerge igualmente um grande potencial revelador e de transformação.

Recomendo a consulta do artigo publicado em Julho acerca de primeira Lua Nova em Leão deste ano que ocorreu no dia 23 desse mês, para aprofundar e acrescentar significado a esta simbologia.

 

 A reflexão acerca do eclipse solar em Leão através do mapa de Donald Trump

E é tão tentador falar acerca da relação que este eclipse (e mesmo o anterior) tem com o mapa de Donald Trump que acredito que poucos sejam os astrólogos que não tivessem efectuado alguma análise ou reflexão acerca do assunto.

Os eclipses são eventos que provocam grande impacto na evolução da Humanidade, por isso trabalham a energia colectiva de forma significativa com vista a produzir perdas e transformações que permitam uma “limpeza” energética. Tendo em conta que as responsabilidades de Donald Trump para com o colectivo são enormes, é natural que a análise do seu mapa individual com relação a este evento tenha um interesse colectivo, mesmo que disso o próprio não tenha (nem nós tenhamos) consciência.

O eclipse solar total ocorre na Casa XII e faz conjunção ao Asc a 29º52’ de Leão e a Marte a 26º47’ em Leão (na XII). Isto aponta para a necessidade de transformação no que respeita à suas atitudes e iniciativas, a falta de Consciência com relação aos seus impulsos e atitudes egocêntricas. Como se se “eclipsasse” essa capacidade de agir e a energia deixasse de fluir. Quando pretendemos fazer uma síntese entre as motivações da personalidade e da Alma, as atitudes, a forma como definimos os nossos objectivos e aquilo pelo qual lutamos, eclipsa-se o que não É. Se o que temos que perder for muito, então, nesse caso, perdemos energia, capacidade de decisão, de iniciativa, autonomia. Agir como se fossemos uma ilha, por impulso ao que é apenas importante para nós, como se tudo fosse um atentado ao nosso orgulho, de forma dramática e sem capacidade de compreender as consequências que isso terá para os outros, é bem diferente de agir com amor-sabedoria (a energia de 2º raio do signo de Leão através do Sol) liderando o colectivo no caminho da Luz, servindo como exemplo. Como Marte na XII o individuo não consciente julga estar permanentemente a combater “inimigos ocultos” que são senão a manifestação do seu próprio inconsciente profundamente negado e de difícil acesso à Consciência. Como lidar de forma diferente perante assuntos que transcendem a sua esfera de controle e que forçam o próprio a refrear decisões que ao invés de beneficiar o colectivo prejudicam-no. Pelo facto de ser uma conjunção trata-se sempre de um contacto forte, mas este assume maior importância porque, para além do eclipse ter impacto sobre os eixos do seu mapa (conjunção ao Asc/Dsc, quadratura ao FC/MC), Marte em Leão rege o FC em Escorpião. O facto do eclipse ter impacto em todos os eixos do seu mapa revela a intensidade que o processo tem em toda a estrutura do seu ser (mesmo que isso não seja do conhecimento público). O FC remete para os contextos familiares (pessoais), e para as fundações psicológicas e emocionais do individuo, mas é igualmente representante da família enquanto pátria, nação.

Marte rege igualmente a casa IX em Carneiro interferindo com a sua imagem internacional, com a sua capacidade de afirmação perante o resto do mundo, perante as leis e a justiça.

Em simultâneo, Saturno em transito a 21º de Sagitário na casa IV faz conjunção exacta à sua Lua natal em Sagitário e oposição (1º orbe) ao seu Nodo Norte e ao Sol em Gémeos, ambos na casa X, sendo que o Sol é regente do mapa e de Marte em Leão que recebe a conjunção do eclipse. Under pressure… Saturno remete para a necessidade de amadurecimento e uma actualização no tempo no que se refere aos seus apegos e fanatismos religiosos, étnicos ou filosóficos, e a um sentimento de engrandecimento excessivo. Como a Lua representa as “massas”, a passagem de Saturno pode representar as limitações individuais em conseguir gerir os problemas da sua “casa” (país), a uma maior pressão por parte do povo sendo forçado a compreender os seus próprios limites e limitações individuais no que respeita à capacidade de diálogo e de verdadeira vontade de contribuir para o bem do colectivo (Sol e Nodo Norte em Gémeos na Casa X). Portanto Saturno acrescenta à simbologia de Marte com relação ao FC.

Plutão em transito a 17º de Capricórnio na casa V faz quadratura exacta a Júpiter em Balança na casa II e quincuncio a Úrano em Gémeos na casa X. A quadratura a Júpiter intensifica os processos de Plutão na V já que Júpiter é regente da Casa V (que abre com Sagitário). Isto intensifica os conflictos étnicos e religiosos de que já tanto nos habituou, mas traz igualmente ao de cima o lado mais negativo da sua visão materialista presente na expansão das relações que trazem apenas vantagens economicistas e exige profunda transformação desses princípios sob pena de se destruir (e ao resto do mundo). Pede uma reestruturação com relação à sua noção de justiça e diplomacia.

(muito mais há a explorar acerca destes trânsitos pelo que, quem assim desejar, poderá contribuir para a ampliação da sua análise).

Por se tratar do Sol que se eclipsa, em Leão, torna-se essencial perder excessos de zelo pelo nosso “pequeno eu” e permitirmo-nos sentir para lá do nosso orgulho e excesso de importância individual. Tendo em conta a energia manifestada pela pessoa em análise, é necessário um grande acto de heroísmo (Leão) admitir e reflectir sobre tantos padrões comportamentais, aceitar perder tanto de si para poder começar de novo. E será que o mesmo não se passará em cada um de nós?

É muito importante não perdermos enquadramento com relação a estes acontecimentos astrológicos, e compreendê-los como ligados entre si, a compor partes de uma mesma sinfonia. Este (e o anterior) eclipse, intensificam as energias deste mês de Agosto uma vez que remete para a necessidade de Existirmos de forma mais Honesta e conseguirmos contribuir para um mundo melhor. Um dos principais eventos astrológicos deste mês de Agosto é o inicio do movimento retrógrado de Úrano a 3 de Agosto. Uma vez que Úrano rege o principio oposto e complementar de Leão (por ser regente de Aquário), e à semelhança da análise para a Lua Nova em Leão do dia 23 de Julho, o movimento retrógrado de Úrano tem grande influência neste temática do eclipse (consultar “Agosto Astrológico”). Durante a análise dos trânsitos planetários reflectiamos desta forma com relação ao movimento de Úrano:

«Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade. Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum. (…) Influencia esta temática a energia de Marte em Leão durante este mês de Agosto uma vez que é regente de Úrano retrógrado em Carneiro. O posicionamento de Marte remete para a forma como lutamos por essa Liberdade, o que nos motiva, favorece e condiciona a nossa afirmação pessoal. Mas também o que precisa de ser descondicionado. (…) A temática da liderança é algo que será certamente bastante importante na vida de Donald Trump e em especial no exercício de funções como presidente dos Estados Unidos da América (cujo mapa natal tem Ascendente em Leão). O movimento retrógrado pode forçar a revisão de assuntos do passado que lançavam dúvidas com relação à clareza e legitimidade do seu processo de eleição, questionando novamente o seu direito a ser líder das ideologias democráticas do seu país e o impacto que têm sobre o resto do mundo.» (https://ascendentt.wordpress.com/2017/08/02/2214/).

Com o movimento retrógrado parece que voltámos ao passado conforme pudemos constatar através dos acontecimentos em Charlottesville (no dia 12 de Agosto), com manifestações de racismo e com princípios ideológicos “retrógrados”. Somos forçados a Re-mexer em assuntos aparentemente controlados e sanados. O movimento retrógrado permite-nos perceber o que ainda não está resolvido numa sociedade supostamente democrática, num mundo supostamente Livre.

Mais do que sermos apenas espectadores das suas “Trampas”, estes eventos e acontecimentos são apenas um exemplo (entre tantos) da necessidade de reflectir, enquanto Humanidade, no nosso sentido de Liberdade e onde, em cada um de nós, existe um “movimento retrógrado” nesse sentido. Esta relação entre Úrano e Sol, Aquário e Leão, tornam este eclipse (e o anterior com a Lua Cheia em Aquário) tão importante com relação à necessidade de melhorarmos significativamente enquanto indivíduos ao mesmo tempo que nos vamos indignando enquanto sociedade… enquanto indivíduos… que vamos conseguindo sintetizar estas duas realidades e Unificar aquilo que somos com aquilo que (ainda) não somos… enquanto indivíduos… enquanto sociedade…

Que se eclipsem as pequenas vontades dos homens, e que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra (A Grande Invocação)

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Lua Cheia com eclipse lunar parcial

7 de Agosto de 2017 | 15º de Aquário

Começo esta reflexão por esta idéia: somos um bicho d’hábitos! Meu Deus, e como somos… por isso temos que passar permanentemente por processos de Desaprendizagem. Desaprender automatismos, desaprender, desaprender, desaprender, até que… não existe mais nada… e tudo Existe. A isso chama-se vulgarmente, e de forma tão repetitiva hoje em dia que até já se tornou um hábito!, de Consciência. Ou, em astrologia, significa passar da Lua para o Sol. E diariamente andamos nesta “dança e contradança” com o ciclo de lunação. E para que despertemos deste automatismo existencial, inclusivamente no que respeita à leitura destes textos, é importante relembrar que aquilo que mais importa, a única aliás, é que tudo isto que aqui se escreve e lê apenas serve se for para ajudar a Desaprender e a Construir um pouco mais de Consciência.

E quando temos uma lua cheia com eclipse lunar, desaprender é essencial…

Com este pico de ciclo lunar em Leão, reflectimos acerca das formas de viver a vida na nossa mente que necessitam de ser transmutadas para que o nosso Coração possa abrir. Sentir onde nos encontramos divididos e fragmentados, onde sentimos que a vida foge, corre e como nos sentimos neste mundo. A força dos eclipses permite o aprofundamento de padrões e energias das quais frequentemente não temos Consciência. Este ciclo é particularmente forte tendo em conta que Úrano (regente da Lua em Aquário) encontra-se retrógrado (consultar “Agosto Astrológico 2017“). Na análise da lua nova deste ciclo (ler o texto integral aqui) referia o seguinte:

«E é, quando essa Autenticidade é real, que existe em nós um brilho natural que tudo ilumina. Esse Brilho é o da Luz da Consciência que representa, no fundo, Amor. Ao lançarmos Luz sobre o nosso lado lunar (o processo desenvolvido no signo anterior), a todas as partes que ainda necessitam do nosso cuidado, estamos a desenvolver Consciência. Sabemos que, para sabermos quem Somos, precisamos dessa Honestidade e desse Amor porque ao longo do processo de nos auto-descobrirmos iremos com certeza ver em nós aspectos dos quais não temos assim tanto orgulho. Com esta Vontade de ir além dos padrões e instintos estamos a Criar novas formas de Ser. Que lugar extraordinário o mundo seria (para além do que já é, claro) se cada um de nós fosse Leal e Honesto neste processo. Estaríamos na presença da verdadeira sociedade Aquariana, representada pelo signo oposto e complementar a Leão – Aquário – que representa o Servidor do Mundo.»

Esta Lua Cheia em Aquário com eclipse lunar parcial é o momento em que podemos reflectir de forma mais objectiva, com maior clareza, sobre a nossa necessidade de Honestidade sobre a oposição entre aquilo que verdadeiramente desejamos Ser e aquilo que ainda sentimos desviar-nos dessa Consciência. Como Sou e como isso se reflecte perante os outros. São processos intensos e extremamente transformadores pelo potencial de revelação. Reflectimos fortemente acerca do passado e de como projectámos para o futuro. E principalmente como esse futuro parece já não ser tão actual perante a nossa Vontade presente.
Portanto, temos uma lua cheia acompanhada de um eclipse lunar parcial e com Úrano retrógrado. Trata-se de uma forte reviravolta existencial, critica na vida de muitos, principalmente nos que possuem planetas e eixos do mapa até 2º de orbe do eclipse nos signos de Touro, Leão, Escorpião e Aquário. Teremos que lidar com fortes paradigmas existenciais (individuais e colectivos) que não reflectem a Liberdade de Expressão Individual e, fundamentalmente, não reflectem o que de melhor existe nos nossos Corações. Trata-se, de uma forma geral, de questionarmos os nossos padrões e automatismos enquanto sociedade, e como nos sentimos reflectidos por essa identidade colectiva. Honestamente, se alguma “coisa” no sistema tem que eclipsar este é o momento ideal… Com esta energia podemos fazer a ponte entre a nossa Criatividade e formas mais Livres de servir os outros e o colectivo, de contribuir para um grupo, sistema ou associação que melhor reflicta esta nova Consciência. Onde e de que forma temos que acordar e parar de seguir um caminho adormecido e sem verdadeiro futuro… Trata-se de pôr fim a formas de pensar fora de tempo, com as quais não existe mais Identificação e, principalmente, não existe Amor. Desaprender, para Ser sem hábitos, e só assim poder Ligar-me a tudo o resto, de forma diferente, mais Autentica, Real.
 

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Úrano em Carneiro inicia movimento retrógrado no dia 3 de Agosto passando a directo apenas a 2 de Janeiro de 2018 (por essa altura já Saturno ingressou em Capricórnio a 20 de Dezembro de 2017). Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade.  Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano  representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum.  Como sabemos tudo depende do nosso nível de Consciência, a manifestação do que é bom e mau… Tendo em consideração a qualidade destas energias de Carneiro e Úrano, o movimento retrógrado requer  uma grande dose de força de carácter para lidar com algo que foi naturalmente feito para agir a alta velocidade e tem agora que retroceder a energia que o motiva. Influencia esta temática a energia de Marte em Leão durante este mês de Agosto uma vez que é regente de Úrano retrógrado em Carneiro. O posicionamento de Marte remete para a forma como lutamos por essa Liberdade, o que nos motiva, favorece e condiciona a nossa afirmação pessoal.  Mas também o que precisa de ser descondicionado. Rever a nossa capacidade de liderança. A temática da liderança é algo que será certamente bastante importante na vida de Donald Trump e em especial no exercício de funções como presidente dos Estados Unidos da América (cujo mapa natal tem Ascendente em Leão). O movimento retrógrado pode forçar a revisão de assuntos do passado que lançavam dúvidas com relação à clareza e legitimidade do seu processo de eleição, questionando novamente o seu direito a ser líder das ideologias democráticas do seu país e o impacto que têm sobre o resto do mundo. E este exemplo pode ser estendido a outros líderes e sistemas sociais. Como cada um destes indivíduos (Leão) contribuem para a mudança que o mundo quer e precisa, para a sociedade da nova era (Úrano). O ciclo de lunação em que nos encontramos é leonino, e durante este mês de Agosto, no dia 7, teremos a Lua Cheia a 15º25’ de Aquário (Úrano) com eclipse lunar parcial, e teremos novamente, no dia 21 de Agosto, uma Lua Nova a 28º53’ de Leão (a segunda) mas esta regista igualmente um eclipse solar total. Esta Lua Nova faz conjunção ao Ascendente de Donald Trump, a 29º57 de Leão e a Marte a 26º46’ também de Leão. Todas estas energias em Leão (pelos motivos já referidos no artigo da lua nova do dia 23 de Junho) trazem especial enfoque à nossa resposta, enquanto sociedade, dos e aos líderes de todo o mundo. Os temas sobre este ciclo lunar que ocorre no mês de Agosto serão desenvolvidos e aprofundados aquando da sua ocorrência. E durante este mês, Marte em Leão faz quincôncio a Neptuno em Peixes entre o dia 7 e 13, quincôncio a Plutão em Capricórnio de 13 a 19 de Agosto. O Sol antecipa os aspectos de Marte efectuando os mesmos contactos em períodos diferentes. Em Leão, o Sol faz conjunção Marte de 1 a 4 de Agosto (na sequência da Lua Nova do dia 23), quincôncio a Neptuno em Peixes entre o dia 4 e 8, quincôncio a Plutão em Capricórnio de 8 a 12 de Agosto. Em astrologia, estes aspectos formam uma configuração a que se dá o nome de YOD e requer um grande e que requer grande esforço por parte da nossa Consciência para integrar os ajustes necessários entre a nossa necessidade de agir, a nossa determinação e necessidade de afirmação pessoal, e a sensação de falta de “consistência” das circunstâncias. Pela negativa este pode ser um período de grande confusão e tensão, com particular desgaste energético e desvitalização, por ilusões da força e poder individual. É como se tivéssemos primeiro que tomar Consciência de como nos posicionamos como indivíduos perante o colectivo, como esse mesmo colectivo nos afecta, condiciona e molda para depois agirmos da melhor maneira (mais Solar, consciente), contribuindo da melhor forma, a que podemos, sem ilusões, escapismos ou subterfúgios.

Júpiter mantém-se ainda no signo de Balança até Outubro deste ano, dia 10, data em que ingressa em Escorpião. Em Agosto faz quadratura a Plutão em Capricórnio na primeira metade do mês, até ao dia 16 (e para isso talvez seja útil reler o artigo “Março Astrológico” e “Abril Astrológico” em que esta temática foi amplamente explicada) e sextil a Saturno em Sagitário na segunda metade (a partir do dia 16 até ao dia 31). Tendo em conta que Júpiter já efectuou estes aspectos ao longo da sua passagem por Balança (desde Setembro do ano passado), desejavelmente tivemos mais que oportunidade para tomar consciência do que precisa de urgência em ser transmutado com relação à forma como orientamos a nossa vida, os valores que regem a sociedade para que seja mais justa e clara nos seus princípios. E sinceramente a quadratura a Plutão em Capricórnio acrescenta tensão à temática associada ao movimento retrógrado de Úrano, eclipses, ciclo de lunação e ao posicionamento de Marte em Leão. O sextil a Saturno é a oportunidade para reestruturarmos e consolidarmos mudanças com relação a estes temas, já que, ao fim de 4 meses e meio (desde o dia 6 de Abril), Saturno a 21º de Sagitário, passa a movimento directo no dia 25 de Agosto.

Mercúrio inicia movimento retrógrado no dia 13 de Agosto a 11º de Virgem, passando a movimento directo no dia 5 de Setembro a 28º de Leão. É um período para rever como organizamos a nossa vida, para repensar como a mente interpreta e avalia a realidade, porque no fundo todo o entorpecimento, atrasos e reveses do movimento retrógrado de Mercúrio (principalmente em Virgem, o seu domicilio) pretende essencialmente e na sua génese colocar-nos frente a frente com as nossas maquetes mentais e suas limitações. Podemos (e devemos) aproveitar, porque Tudo são oportunidades, para aprofundar detalhes e pensar, a partir de uma nova perspectiva, sobre o que é necessário refazer de forma a aperfeiçoar o nosso modo de pensar e, por conseguinte, a nossa vida.

Na notícia publicada pelo Diário de Notícias podemos ler:

«Hoje, 2 de agosto, a humanidade esgota os recursos do planeta disponíveis para este ano e começa a consumir a crédito. Pode parecer só mais uma data, mas desde que estas contas começaram a ser feitas, em 1970, este é o ano em que se atinge mais cedo o esgotamento dos recursos, para além do que a natureza pode repor, diz a organização internacional Global Footprint Network, que faz as estimativas.

É, portanto, um novo recorde, mas não será o último, se a tendência de antecipação da data, que se tem mantido contínua e persistente desde há quase cinco décadas, não sofrer nenhuma alteração de fundo. Este ano, por exemplo, a data cai seis dias mais cedo em relação ao ano passado, em que o último dia do ano para o planeta chegou a 8 de agosto, ou ainda 11 dias mais cedo do que em 2015, em que essa marca foi atingida a 13 de agosto – e assim sucessivamente. Só nos últimos 10 anos houve uma antecipação em 54 dias desta marca de insustentabilidade para a Terra.»

E porque falar de movimento retrógrado é remeter para “trás”, talvez faça sentido reler o artigo publicado em Agosto do ano passado que pretendia fazer uma análise e reflexão acerca destas mesmas temáticas de Mercúrio retrógrado (igualmente) em Virgem – “Reorganizar para Renascer por entre as cinzas. Durante o mês de Agosto, Mercúrio faz apenas contacto com Vénus em Caranguejo, em sextil, entre o dia 8 e 12. Talvez possamos pensar em formas mais harmoniosas de viver, mais construtivas e equilibradas. Pensar e ter Gratidão, fazendo uso prático dos recursos que verdadeiramente necessitamos, apenas isso.

O Sol faz sextil a Júpiter em Balança entre o dia 7 e 13, trígono a Saturno em Sagitário entre o dia 12 e 16 e trígono a Úrano em Carneiro de 19 a 23 de Agosto. Marte em Leão repete os mesmos contactos a Júpiter entre o dia 16 e 25 e a Saturno entre o dia 19 e 26. Permite um período de maior clareza e agir no sentido de reequilibrar o nosso modo de viver utilizando soluções mais criativas e responsáveis.

Antes de ingressar em Leão, a 26 de Agosto, Vénus em Caranguejo faz trígono a Neptuno em Peixes de 10 a 14, oposição Plutão em Capricórnio de 13 a 17, quadratura a Júpiter em Balança entre o dia 16 e 19, quincôncio a Saturno em Sagitário de 17 a 21 e quadratura a Úrano em Carneiro entre o dia 23 e 27 de Agosto. Parece ser um período extremamente exigente e desafiante para a integração dos princípios de Vénus. Período de maior instabilidade financeira, com necessidade de rever investimentos, parcerias e contratos. Somos testados com relação ao que realmente tem valor para nós, o que requer o nosso cuidado e procurar dar valor às pequenas coisas. Passamos por um período de maior sensibilidade relacional e como nos relacionamos com aquilo que nos é mais familiar e pessoal. Recuperarmos onde perdemos a nossa Humanidade. Quais os nossos recursos emocionais e que pontes fazemos entre o passado e a nossa necessidade de mudança e reestruturação.

Bom trabalho para Agosto

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Lua Nova 

23 de julho de 2017 | 00º44’ Leão

Frequentemente lemos ou ouvimos, que viver a energia de Leão (e através do Sol, seu regente) significa sermos, por exemplo, autênticos. E de um modo geral, a forma como a maioria de nós experiencia este sentido de autenticidade, passa pela exacerbação daquelas características da personalidade que nos fazem sentir especiais, importantes e que procuramos proteger porque é isso que nos define. Muitas delas, algumas negativas no impacto que têm sobre a nossa vida, são motivo de extremo orgulho. E enquanto nos identificamos com estes traços de personalidade, muitos deles estruturados em profundas carências mal resolvidas, projectamos o nosso pequeno “rei na barriga” sobre o mundo e sobre os outros, lançamos o melhor de nós mas também as nossas “fúrias” partindo do principio que, assim sim, estamos a ser autênticos. Nessa ilusão, a da personalidade, vivemos um autêntico egocentrismo, a fazer das “tripas” (lua — 2° chakra) o lugar do “Coração” (representado pelo Sol, regente do signo de Leão).

 

Do ponto de vista do desenvolvimento da Consciência, enquadrado na dimensão espiritual do Homem, procurar Ser verdadeiramente Autêntico, pressupõe vencer algumas dessas pequenas batalhas pessoais e por isso dispensa a necessidade de um excesso de afirmação pessoal. Sem máscaras e artifícios para consigo mesmo, livre de orgulho, de ferida narcísica, “síndromes de rei”, assim, simplesmente, Autênticos. E isto de se Ser Autêntico requer Lealdade, Honestidade, Reconhecimento, todas estas qualidades frequentemente atribuídas ao signo de Leão. O que me parece por vezes ser difícil compreender na interpretação deste signo é que todas estas qualidades referem-se essencialmente a este processo individual, pessoal e intransmissível de nos descobrirmos por completo, e não simplesmente atributos de personalidade que os outros podem apreciar. Compreender a energia de Leão, pressupõe igualmente integrar o principio da Lealdade para desenvolvermos o nosso próprio trabalho de aperfeiçoamento (o signo seguinte – Virgem), sem rejeitar mas antes Reconhecendo com Honestidade onde ainda somos frágeis e vulneráveis (o signo anterior, Caranguejo) para abraçar tudo o que em nós existe e desta forma Criar algo mais Autêntico. Sentir onde “quebrámos a ligação” para que possamos resgatar a nossa Identidade (ler artigo acerca da Lua Nova em Caranguejo do dia 24 de Junho de 2017). A Autenticidade que procuramos em Leão vem da Identificação com a presença espiritual que existe (em grande parte) adormecida em nós. Essa Lealdade e Honestidade são fundamentais para que não desistamos das lutas que temos que travar ao longo dos desafios e experiências da nossa vida. O processo de sabermos quem Somos é uma jornada Heróica, que requer muito da nossa Vontade e capacidade de Liderança. E é, quando essa Autenticidade é real, que existe em nós um brilho natural que tudo ilumina. Esse Brilho é o da Luz da Consciência que representa, no fundo, Amor. Ao lançarmos Luz sobre o nosso lado lunar (o processo desenvolvido no signo anterior), a todas as partes que ainda necessitam do nosso cuidado, estamos a desenvolver Consciência. Sabemos que, para sabermos quem Somos, precisamos dessa Honestidade e desse Amor porque ao longo do processo de nos auto-descobrirmos iremos com certeza ver em nós aspectos dos quais não temos assim tanto orgulho. Com esta Vontade de ir além dos padrões e instintos estamos a Criar novas formas de Ser. Que lugar extraordinário o mundo seria (para além do que já é, claro) se cada um de nós fosse Leal e Honesto neste processo. Estaríamos na presença da verdadeira sociedade Aquariana, representada pelo signo oposto e complementar a Leão – Aquário – que representa o Servidor do Mundo.

Podemos aproveitar esta Lua Nova em Leão para despertar a semente que vai liderar cada um de nós para este processo de Reconhecimento. Onde precisamos de ser Honestos e Leais, onde precisamos de trazer e fazer Luz para que nos possamos ver e Ser por inteiro. O que requer a nossa força e Poder pessoal para que possamos assumir a Liderança que sentimos faltar, para recuperar ou fortalecer a nossa Alegria de Viver. Recordo que podemos e devemos ampliar as nossas intenções para a esfera colectiva. Podemos desejar que a Humanidade desperte para esta energia Criativa e consiga ver como continua a repetir a história dos seus antepassados. Infelizmente, ainda continuamos a resolver grande parte dos problemas da mesma maneira, como há séculos, seguindo lideres autoritários e narcísicos, que reflectem senão a nossa covardia individual em Sermos por inteiro. Temos Poder para viver de forma diferente! É preciso a Vontade para que isso aconteça e a Honestidade para vermos onde continuamos a errar… Porque me identifico com estes pensamentos, crenças, opiniões, sentimentos, desejos, vontades, inseguranças, ambições, ….????….???? O que me define? Quem Sou Eu? Quem somos nós? Façam a vocês mesmos as perguntas certas para o vosso próprio processo de se auto-descobrirem e permitam-se o Silêncio para deixar as respostas surgirem. E tenham Honestidade nesse Reconhecimento.

Este e o anterior ciclo de lunação são fortes e intensos. A lua Cheia em Capricórnio (referente ao ciclo de caranguejo) fez conjunção a Plutão no dia 9 de julho e a Lua Nova em Leão que acontece no dia 23 de julho faz conjunção a Marte. Esta é uma relação importante uma vez que o Sol encontra a sua exaltação em Carneiro, signo regido por Marte. Esta afinidade entre os dois planetas promove a Coragem para nos assumirmos por completo, para iniciar um novo caminho de auto-descoberta e desenvolvimento pessoal. Pela negativa esta energia pode intensificar a afirmação pessoal excessiva e egocêntrica que pretende apenas servir o seu desejo e ambição pessoal (o 3º chakra em hiper funcionamento sem a abertura do chakra do coração). Uma vez que o signo de Leão está associado a Liderança, esta é uma energia particularmente ressonante com os líderes de todo o mundo. Foquemos por isso a nossa energia nas intenções para este novo ciclo de lunação de forma a desejar que a Luz desça à Terra.

 

«Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma Luz na escuridão da mera existência.» (Carl Gustav Jung)

 

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Começamos a análise do mês de Julho relembrando a análise astrológica para o mês de Junho, onde podemos ler:

«Em Caranguejo, Mercúrio, remete as nossas preocupações e pensamento para os assuntos familiares, para a organização da nossa “casa”. (…) À escala colectiva, Caranguejo está associado à pátria e à nação. É importante cuidar e olhar para a nossa realidade interna de forma a organizar a nossa “casa”.»

Foi sem dúvida um mês de emoções fortes (Caranguejo) em que vivemos uma tragédia que destrui a casa e a vida pessoal (Caranguejo) de tantos e nos fez pensar porque é que todos os anos cometemos os mesmos erros com relação à nossa “casa” colectiva, o nosso país. Todos os anos teimamos em des-cuidar. Estávamos longe de imaginar que estas energias pudessem assumir estas formas concretas de manifestação.  Em contra-partida tivemos igualmente a oportunidade de perceber como temos Alma de cuidadores

Mas estas energias que nos ligam à pátria e à nação continuam fortes durante o mês de Julho. Queremos pertencer a algo, acreditamos que pertencemos a um lugar específico, nosso, a que chamamos casa. Começamos pela nossa casa “pessoal”, e podemos expandir essa Consciência até ao nosso País. O nosso povo, a nossa nação. E apesar de tudo, esta ainda é uma noção limitada de Família. É esta limitação que motivam tantas guerras e conflictos. Queremos preservar o que “é nosso”… E porque sim, é necessário Cuidar, devemos perguntar-nos o que é que queremos verdadeiramente preservar…

Sol mantém-se em Caranguejo até ao dia 22 de Julho, data em que ingressa no signo de Leão. Até transitar de signo faz quadratura a Júpiter em Balança trígono a Neptuno entre o dia 4 e 9 de Julho.  De 8 a 13 de Julho Sol em Caranguejo faz oposição a Plutão em Capricórnio. Durante este período, ocorre a 9 de Julho Lua Cheia em Capricórnio. A Lua faz conjunção a Plutão e transporta consigo neste fase do ciclo a simbologia do seu princípio (mais será desenvolvido aquando da Lua Cheia). Os desafios continuam, sendo que do dia 13 ao dia 17 o Sol faz quincuncio a Saturno ainda retrógrado em Sagitário quadratura a Úrano entre os dias 19 e 23Marte acompanha alguns dos trânsitos do Sol pelo signo de Caranguejo, em datas diferentes. Este é o signo em que Marte está em queda, dificultando a maturidade no uso da força individual. Amplia o instinto territorial e de defesa pelo ataque. Durante este posicionamento, Marte faz oposição a Plutão em Capricórnio de 1 a 6 de Julho, quincuncio a Saturno entre o dia 7 e 12 e quadratura a Úrano entre os dias 15 e 21. Estes são períodos susceptíveis a fortes conflictos. À escala global, porque o planeta é a nossa Família, confesso que estas energias podem ser preocupantes pela tensão que se criam entre si, e são coincidentes com a Cimeira dos G20 que acontece este dia 7 e 8 de Julho. Uma espécie de bomba reactiva, impulsiva, com dificuldade em compreender a consequência dos próprios actos e o impacto que isso terá no mundo. Tudo para “preservar” o que é nosso… Dificuldade de diálogo e de diplomacia que potencia excessos de autoridade. É importante compreendermos o que podemos fazer pela nossa casa universal, tomarmos consciência de como a gestão da casa de cada um afecta o resto do mundo, e conseguir encontrar um ponto de equilíbrio entre cada necessidade, tendo capacidade de autoanálise sem interpretar tudo de forma “pessoal”. Ainda na análise astrológica do mês de Junho foi feita referência a estas energias em Caranguejo,

«Mas se o excesso de sensibilidade faz com fechemos as nossas portas ao resto do mundo, estas energias podem expressar-se de forma separativa, conduzindo o pensamento a defender os interesses pessoais e nacionais em detrimento do bem colectivo. Isto potencia a activação de manifestações contra e em oposição às estruturas sociais, podendo ser um período de mais reboliço nas temáticas internacionais.»

Mercúrio ingressa em Leão a 6 de JulhoAinda no signo de Caranguejode 4 a 6 de Julho faz quadratura a Úrano em Carneiro. A tensão entre Mercúrio e Úrano apela à necessidade de pensar com o coração para poder efectuar mudanças conscientes, mas está igualmente presente a dificuldade entre produzir mudanças reais com ideias do passado ou querer espaço e liberdade sem pensar realmente no que é necessário fazer para que a mudança ocorra não só externamente mas internamente.  em Leão, faz sextil Vénus em Gémeos entre o dia 6 e 10, sêxtil Júpiter em Balança de 13 a 16 de Julho, trígono a Saturno em Sagitário de 18 a 21 e trígono a Úrano em Carneiro do dia 23 a 26. Sabemos que todos estes aspectos entre planetas estão interligados e dependentes da qualidade do trabalho realizado em cada um deles. Os efeitos deste ingresso de Mercúrio em Leão estão dependentes da passagem pelo signo de Caranguejo (no mínimo). Na melhor das hipóteses é a oportunidade de pensarmos de forma original e criativa, permitindo a expressão de uma comunicação mais autêntica e generosa, que contribua para a expansão do bem de todos, que expanda as nossas relações, que favoreça alianças e compromissos justos. Se pelo contrário, não nos libertámos da ideia do “clã” e pensamos apenas na nossa “fome de comer”, este pode ser o momento em que pensamos literalmente ainda como se tivéssemos “o rei (leão) na barriga (caranguejo) ”.

25 de Julho Mercúrio ingressa no signo de Virgem. Em domicílio, Mercúrio potencia a capacidade de análise e de organização. É uma fase de operacionalizar as novas ideias e lidar com os aspectos práticos necessários às mudanças. Pensarmos de forma objectiva, pragmática e com maior atenção nos detalhes.

No dia 5 de Julho Vénus ingressa no signo de Gémeos. Durante este trânsito, faz quadratura a Neptuno em Peixes de 16 a 20, entre o dia 17 e 21 faz trígono a Júpiter em Balança (regido por Vénus), oposição a Saturno em Sagitário de 23 a 27 de Julho e sextil Úrano em Carneiro a partir do dia 28 até ao final de Julho. Traz a proposta de dinamizar as relações de permitir flexibilidade com relação ao que esperamos dos outros de forma a valorizar mais o diálogo que o preconceito. O risco deste aspecto é a forte dispersão que pode atrasar a capacidade de estruturar o entendimento entre todas as partes e a dificuldade inicial em definir limites e hierarquizar prioridades para a distribuição dos nossos recursos.

Vénus ingressa em Caranguejo a 31 de Julho.

Já em Leão, entre os dias 22 e 31, o Sol encontra-se com Marte, no grau 1 deste signo, sendo este o período em que ocorre a Lua Nova em Leão (23 de Julho). Este novo ciclo de lunação transporta consigo a simbologia e os princípios de Marte. Este será um tema desenvolvido por altura da Lua Nova.

 

Bom trabalho para Julho.

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Lua Nova

24 Junho 2017 | 2º47’ Caranguejo

A Consciência de Caranguejo é a de acordar, de despertar para a necessidade de Ligação. Primeiro signo de Água, elemento cuja principal qualidade é Unir, Ligar, trazer Coesão entre todas as partes soltas e fragmentadas (função do signo anterior, Gémeos, em que desenvolvemos a percepção da dualidade presente na vida da personalidade), é a qualidade que permite despertar a Alma em todas as formas. Estas qualidades (e quando falamos de “qualidade” implica viver o signo pelo potencial arquetípico) são fundamentais para que a Vida nasça… E por toda esta simbologia, Caranguejo – a Lua – está igualmente associado à função materna. Aquela que cuida, nutre, sustém, suporta, ampara, recebe, acolhe, ama, nos liga à vida. A um nível macro cósmico, falamos de Akasha, a Mãe que dá forma à Vida.

Desenvolver esta energia permite-nos descobrir onde, como e porquê nos des-Ligámos e como podemos voltar a estabelecer a Ligação. E isso, esse elo quebrado, é algo de muito pessoal… outra qualidade deste signo.

 Na análise astrológica deste mês de Junho escrevíamos o seguinte com relação ao ingresso de Mercúrio em Caranguejo:

«Em Caranguejo, Mercúrio, remete as nossas preocupações e pensamento para os assuntos familiares, para a organização da nossa “casa”. (…) À escala colectiva, Caranguejo está associado à pátria e à nação. É importante cuidar e olhar para a nossa realidade interna de forma a organizar a nossa “casa”.»

(em “Junho Astrológico 2017” | www.ascendentt.wordpress.com)

 

Esta Lua Nova vem Caranguejo inter-relaciona-se e a sua simbologia é reforçada com o ingresso de Mercúrio neste signo. Remeter a Consciência para a nossa “casa” interna é fundamental para que possamos compreender a Origem das nossas próprias motivações, e de desenvolver Consciência acerca do impacto interno que as circunstâncias externas (o ciclo anterior, Gémeos) tiveram (ou ainda têm) sobre nós. Como nos sentimos? A(l)mados ou DesA(l)mados? Por se tratar de um signo Yin, com esta Lua Nova em Caranguejo, recolhemo-nos para tomar Consciência da nossa fragilidade, onde reside a nossa vulnerabilidade, onde falhámos em cuidar e onde ainda precisamos de Crescer. Analisar e desenvolvermos Consciência do que verdadeiramente nos falta para podermos cuidar dessas partes de nós que estão frágeis e carecem da nossa atenção. Qual o nosso nível de infantilização, onde permanecemos em estado de dependência, carentes e inseguros. Ampliarmos a nossa Receptividade à vida para que possamos acolher todas as “frentes”, trazer coesão a todas as partes que nos “habitam”, e assim, arrumar a “nossa casa” (individual e colectiva, real e simbólica). Esta sensibilidade ao que verdadeiramente necessitamos permite-nos nutrir e alimentar a nossa “criança interior” para que essas partes de nós que pararam no tempo possam crescer e amadurecer, ao mesmo tempo que inicia em nós o movimento crescente de querer cuidar mais que ser cuidado.

É mais uma oportunidade para tomar Consciência do que nos faz “sentir em casa”, onde está a nossa “verdadeira casa”, e, enquanto habitamos o planeta Terra, que tipo de relação temos com a nossa “casa universal”. E isto faz-me fazer referência às propostas de trabalho com o ingresso de Vénus em Touro durante este mês de Junho e que são síncronas com as necessidades desta Lua Nova:

«A partir do dia 6 de Junho Vénus ingressa em Touro (…). Apela ao nosso Amor pela Vida, pela Terra, à Gratidão pelo que podemos usufruir, que, por incrível que pareça precisamos Dela para viver, e que as preocupações ambientais são algo bastante real e concreto.»

(em “Junho Astrológico 2017” | http://www.ascendentt.wordpress.com)

 

Este ciclo lunar que inicia em Caranguejo espera-se muito forte e intenso. Por razões óbvias, porque ele precede uma tragédia “nacional” que nos chocou, e ainda nos choca, os incêndios que tanto vitimizaram e destruíram. O segundo motivo, astrológico, é que a Lua Cheia em Capricórnio, referente a este ciclo, faz conjunção a Plutão em Capricórnio. A Lua Cheia em Capricórnio (o pico deste processo) irá forçar-nos a assumir as consequências por toda e qualquer des-responsabilização (tema a ser desenvolvido por altura desta Lua Cheia que ocorre a 9 de Julho).

Que as intenções desta Lua Nova possam ser igualmente focalizadas para a Consciência Maternal que existe em cada um de nós, para que saibamos cuidar mais que ser cuidados, para que nos possamos Ligar a esta Consciência, para nos sentirmos como uma Família, para bem do nosso Planeta.

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O ciclo de lunação é um processo fundamental de alinhamento entre a Terra e as energias arquetípicas de cada signo para que as mesmas sejam integradas na Consciência da Humanidade. E estas oportunidades acontecem com frequência, todos os meses. A Lua Cheia a 18º53 do signo de Sagitário do dia 9 de Junho tem uma relação especial com os desafios que temos vivido através do trânsito planetário que se faz sentir pelos signos mutáveis (Gémeos, Virgem, Sagitário e Peixes), principalmente desde o ingresso de Saturno em Sagitário a Dezembro de 2014. A uma escala mais colectiva, esses desafios têm chegado até nós através dos conflictos internacionais, das relações entre líderes, dos conflictos é(n)ticos e culturais que tanto nos têm forçado a pensar na forma como definimos os limites que separam cada nação (e por conseguinte pensarmos no que nos une). Em pequenos passinhos, esperamos que se dê uma abertura de Consciência que permita objectivar um novo Caminho a seguir.

A energia mutável durante esta lunação é muito forte. Para além do que foi referido inicialmente, Mercúrio em trânsito encontra-se actualmente no signo de Gémeos (até ao dia 21 deste mês). Por estar em domicílio a sua expressão torna-se mais forte e podemos beneficiar do que melhor esta Lua Cheia pode oferecer. Mercúrio, por ser representante do princípio de 4º raio, tem como função permitir a circulação de informação por entre a dualidade das circunstâncias de forma a termos a abertura mental para trazer a resolução dos nossos conflictos existenciais. Amplia a nossa capacidade de diálogo, de conversação, de negociação. Mas para isso precisamos de objectivar a nossa ligação a crenças e dogmas. Com o Sol em Gémeos tomamos Consciência de como chegámos a este ponto, em que a nossa memória e subjectividade existencial nos colou a tantos princípios que impedem ou dificultam a nossa capacidade de Pensar. Pensar porque é que acreditamos e nos deixamos guiar por determinados valores. Reflectir sobre o que é sabedoria ou pura “estupidez” sem deixar que a nossa susceptibilidade interfira na análise. E esta curiosidade natural, esta vontade de questionar a forma como vivemos a vida permite ampliar a nossa Consciência. A mutabilidade desta Lunação apela à nossa “ginástica mental” de forma a aceitar que a “nossa verdade” é ainda muito “relativa” e tem (quase) sempre um lado lunar… Repito que Isto é tão importante nos tempos de hoje porque, apesar de toda a evolução da humanidade, continuamos muito infantis, a opormo-nos e impor-nos uns aos outros guiados pelas mesmas deformações filosóficas que há 1000 anos atrás (cálculos grosseiros).

«Eu acredito que a única verdadeira religião consiste em ter um Bom Coração» (Dalai Lama)

Com esta Lua Cheia em Sagitário é importante reflectir acerca das actualizações necessárias ou urgentes à forma como vemos a vida e as dúvidas que emergem desta tomada de Consciência. Atingimos nesta fase o pico deste processo e por isso mesmo podemos objectivar melhor em que medida aquilo que pensamos é oposto áquilo em que acreditamos ou acreditávamos. Tomar decisões que possam reflectir-se em formas mais justas e honestas de ver e viver a vida.

Esta Lua Cheia é síncrona com as eleições desta quinta-feira no Reino Unido. Vamos a votos?

«Os britânicos vão a votos esta quinta-feira para decidir a formação do próximo Governo, que terá entre mãos as negociações com a Europa para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE): o Brexit. São, por isso, eleições de grande importância em que, inesperadamente, reina a incerteza sobre o resultado final.» (fonte: Renascença)

A relação (ampla) a Neptuno traz alguma confusão aos que ficam e aos que saem, ou mesmo alguma indefinição perante as circunstâncias. A saída do Reino Unido da União Europeia acaba por trazer muitas dúvidas e alguma desorientação tendo em conta ao que acreditávamos estar instituído, mas força-nos a ver o outro lado da moeda, o que de novo tem forçosamente que emergir de forma a reorientarmos e reflectirmos sobre a Ordem (ou des-Ordem) desta União. Pensar na “União” com outros olhos… A uma escala individual, façamos a mesma reflexão.

 

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Junho Astrológico 2017

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Desde a última análise mensal sobre os trânsitos planetários (Abril), a força do movimento retrógrado encontrou o seu efeito por estes lados, e não foi possível deixar-vos as reflexões referentes ao mês de Maio. Foi um tempo de muito trabalho e de alguns Reveses que forçaram a esta breve ausência.

Durante este mês Júpiter Retrógrado em Balança passa a movimento Directo a 9 de Junho. Foram cerca de 4 meses, mais propriamente desde o dia 6 de Fevereiro, que Júpiter esteve nesta condição. Júpiter é um planeta cujos princípios estão fortemente associados às qualidades de Expansão. A simbologia astrológica pode ter vários níveis de interpretação. Podemos associar o princípio da Expansão de Júpiter à realidade permitida pelos nossos 5 sentidos com todos os excessos que essa busca representa, mas aquilo que é fundamental compreender na sua simbologia é a Expansão de Consciência. Tornarmo-nos Grandes, Maiores, que aquilo que os nossos 5 sentidos nos permitem ser. Talvez a intenção principal, ao passar a movimento Directo, é trazer para a nossa Consciência o que nos desvia (ou desviou) desta necessidade de Expansão e Orientarmo-nos no sentido de vivermos cada vez mais em “correctas relações humanas” (mestre Djwhal Khul). Esta é a Lei da Correspondência, de Causa-Efeito trazida até nós pela energia do signo da Balança. Ao longo da sua passagem por este signo, e principalmente da relação que tem feito com Úrano em Carneiro e Plutão em Capricórnio, temos presenciado e vivido um verdadeiro “terrorismo” mundial no que respeita aos “atentados” a esta Lei fundamental, cuja compreensão é essencial para que possamos viver em plena Harmonia com a Vida. Os aspectos de tensão (falamos essencialmente de quadraturas e oposições) exprimem as dificuldades inerentes à integração dos seus princípios; a quebra de Leis que possibilitam o equilíbrio entre as pessoas, países e o mundo inteiro; uma anarquia existencial que traz ao de cima o “complexo de Zeus”; a prepotência presente na ilusão de que podemos expandir (até onde os 5 sentidos permitem) sozinhos, sem ter noção dos próprios limites, a prepotência que promove os excessos políticos que destroem o bem colectivo, a Humanidade como um todo. Mas tudo funciona em “espelho”, por “correspondência” (Balança) por isso por tudo devemos assumir responsabilidade, devemos de fazer um esforço para reconhecer alguma necessidade de aperfeiçoamento individual para que as nossas relações com ou outros reflictam melhorias. Porque muito sobre este tema foi já desenvolvido em análises anteriores, era importante Relembrar o que foi referido acerca da sua simbologia e dos seus princípios (consultar as reflexões desde Fevereiro Astrológico).

A partir do dia 6 de Junho Vénus ingressa em Touro. Esta alteração na condição de Vénus, de exílio para domicílio, permite a construção e a busca de estabilidade depois da “tempestade” enquanto transitou pelo signo de Carneiro (e em movimento retrógrado). Como regente do signo da Balança, esta condição de Vénus teve (e ainda tem) profunda influência na temática de Júpiter, contribuindo para o clima de instabilidade sentido na vida pessoal de cada um e das relações internacionais. Relacionamo-nos de espada em punho, reagindo a cada “ataque”, atacando… (ler “Vénus Retrograda em Carneiro e as pontes em risco de ruir“). O furacão passou, tudo tinha que acontecer rápido e à velocidade da luz, período em que tínhamos que nos libertar (depressa e bem) dos recursos que tínhamos a mais, em que tivemos a oportunidade de dinamizar as nossas relações, parcerias e contractos, enfim, começar de novo. No início deste mês, Vénus ainda em Carneiro faz trígono a Saturno e conjunção a Úrano (de 1 a 4, e de 2 a 6, respectivamente) trazendo a fluidez energética para concluir estes processos. E como depois da tempestade vem sempre a bonança, este posicionamento da Vénus traz maior foco à concentração de energia para dar forma e construir o que nasceu com a “tempestade”. Que possamos beneficiar da paciência que tão escassa parece ter sido aquando da sua passagem por Carneiro. Apela ao nosso Amor pela Vida, pela Terra, à Gratidão pelo que podemos usufruir, que, por incrível que pareça precisamos dela para viver, e que as preocupações ambientais são algo bastante real e concreto. Entre o dia 18 e 21 Vénus em Touro faz quincôncio a Júpiter em Balança e a Saturno em Sagitário entre o dia 27 e 30. Baseado em que valores edificámos a sociedade dos nossos tempos e que recursos temos à nossa disposição para construir um novo Caminho e como lidamos com as dificuldades apresentadas pelas circunstâncias? Durante este período a concretização das nossas vontades e desejos encontra igualmente limitações que requerem a necessidade de ajustes. Entre 19 e 22 de Junho, e entre 22 e 26, Venus faz sextil a Neptuno e trigono a Plutão respectivamente. Por entre as dificuldades, termos a capacidade de tirar o melhor proveito das circunstâncias, optimizar recursos e fortalecer a nossa auto—confiança.

Por outro lado, Saturno em Sagitário mantém o seu movimento Retrógrado durante este mês, passando a Directo apenas no dia 25 de Agosto (como já foi referido na análise anterior – Abril Astrológico – e em Saturno Retrógrado em Sagitário – no Sapo LifeStyle).

Mercúrio ingressa em Gémeos a 6 de Junho mantendo-se neste signo até ao dia 21, momento em que transita para o signo de Caranguejo em simultâneo com o Sol (em conjunção de 20 a 23 de Junho). Enquanto em domicílio, Mercúrio reforça o que foi activado no dia 25 de Maio com a Lua Nova em Gémeos (Ler artigo aqui). Durante esta passagem Sol e Mercúrio em Gémeos, efectuam trígono a Júpiter em Balança (de 2 a 6 e de 13 a 15), oposição a Saturno em Sagitário (de 13 a 18 e de 18 a 20), sextil a Úrano em Carneiro (de 16 a 21 e de 19 a 21) e quadratura a Neptuno em Peixes (de 3 a 7 e de 13 a 15).
Discussões não vão faltar. Desejavelmente estas energias pelo signo de gémeos potenciam a capacidade de diálogo de forma a conversar sobre os problemas e permitirmo—nos pensar fora da “caixinha”. A quadratura a Neptuno acrescenta alguma confusão e desilusão pelas expectativas criadas à volta da realidade.
Mercúrio e Sol ao ingressarem em Caranguejo, fazem um apelo à nossa capacidade de sermos sensíveis ao invés de apenas abordarmos os problemas e as questões do ponto de vista mental. Um pouco mais de sensibilidade e de consciência emocional. Como “colamos” todos os factos e opiniões? Como nos sentimos? A partir desta data os signos yin são mais presentes apelando a uma inversão da energia, mais receptivos.
Em Caranguejo, Mercúrio, remete as nossas preocupações e pensamento para os assuntos familiares, para a organização da nossa “casa”. Já no final do mês, de 29 a 30, faz ainda oposição a Plutão em Capricórnio. Marte ingressa em Caranguejo a 4 de Junho e acompanha o movimento de Mercúrio, encontrando-se ambos em conjunção entre o dia 27 e 30, e ambos efectuam quadratura a Júpiter em Balança de 22 a 28 de Junho. À escala colectiva, Caranguejo está associado à pátria e à nação. É importante cuidar e olhar para a nossa realidade interna de forma a organizar a nossa “casa”. Mas se o excesso de sensibilidade faz com fechemos as nossas portas ao resto do mundo, estas energias podem expressar-se de forma separativa, conduzindo o pensamento a defender os interesses pessoais e nacionais em detrimento do bem colectivo.
Isto potencia a activação de manifestações contra e em oposição às estruturas sociais, podendo ser um período de mais reboliço nas temáticas internacionais.

Bom trabalho para Junho

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Lua Nova Gémeos

4º47’ | 25 Maio 2017 | 21:46

O que mais desejamos, ao longo da nossa existência, é conseguir compreender a vida e o mundo. E ao longo desse processo passamos por muitas fases. Chegamos a achar que já sabemos tudo, temos inúmeras opiniões sobre o funcionamento da vida e sobre nós mesmos, e passamos por outras fases em que a nossa perceção mental da vida e das circunstâncias são senão uma série de equívocos e falhas de interpretação. E vivemos basicamente nesta Dualidade… até que se faça Luz! E Ela acaba sempre por surgir…

Na análise da última Lua Cheia em Escorpião (correspondente ao ciclo anterior da Lua Nova em Touro), refletimos sobre o seguinte:

«Tudo o que tem um início tem igualmente um fim.» (Buddha) 

São as duas faces que compõem a mesma moeda, a cara e a coroa. Apenas podemos viver se conseguirmos conviver com a nossa (ainda) dualidade existencial, uma circulação energética entre a vida e a morte, entre a inspiração e a expiração… Se eliminarmos uma destas correntes deixaremos de Respirar. Ambos os processos permitem o transporte, o aporte, e as trocas de recursos extremamente importantes para a vida do nosso corpo.

Em sintonização com esta Lua Nova em Gémeos, façamos um esforço Consciente para despertar esta semente dentro de nós. Aqui podemos despertar a compreensão do que foi descrito no processo anterior (ler Lua Cheia em Escorpião) e activar a inteligência mental favorecida por Mercúrio (planeta de 4º raio, a Harmonia através do Conflicto) para conseguirmos comunicar com todas as partes de nós, e da nossa vida, que ainda estão em conflicto. A Lua Cheia em Escorpião favoreceu o reconhecimento desses conflictos internos que bloqueiam a nossa capacidade de nos sentirmos em Paz e Harmonia. Durante esta Lua Nova em Gémeos podemos esforçar—nos para estabelecer uma comunicação entre essa dualidade interna e procurar movimentar os nossos “recursos” (a Consciência do ciclo anterior) de forma a transferimos a energia para onde há a necessidade. Objectivamos a realidade (Touro) e mantemos a capacidade de compreender o que ela encerra de oculto (Escorpião), perceber e, principalmente, ter a curiosidade de querer saber aquilo que existe por detrás da realidade aparente ou visível. Oportunidade para estabelecermos comunicação entre a “Bela e o Monstro” e, resolvido o conflicto entre os dois, possamos comunicar com a nossa Alma e trazer mais qualidade às mensagens que pretendemos transmitir e receber.

Se refletirmos acerca dos conflictos que decorreram no mundo desde que ocorreu esta Lua Cheia em Escorpião (10 de Maio 2017), grande é a necessidade de Iluminar a mente dos Homens para que desperte nas suas Consciências a necessidade de comunicarem entre si de forma a resolverem os conflictos e as guerras entre a humanidade. Compreender o que tanto temos em comum, e o que tanto ainda nos separa… esta é uma oportunidade para olharmos para a vida e para as circunstâncias com um novo olhar, o que melhor se assemelha ao de uma criança, sem preconceitos e simplesmente disponível para “vermo—nos” uns aos outros pela primeira vez…

Na nossa vida “real”, a energia desta lua nova favorece a interacção com o ambiente que nos rodeia e a capacidade de olharmos para os factos e circunstâncias da nossa vida através destes princípios. Onde devemos olhar para a nossa vida com o olhar de uma criança, o que precisa de uma nova aprendizagem, da nossa mente observadora, onde precisamos de “transportar” recursos e em que áreas precisamos de ativar a comunicação permitindo assim que a energia circule. Apercebemo—nos como conseguimos Criar novas realidades através desta “ginástica mental”.

Talvez faça sentido dizer que esta Lua Nova em Gémeos é a necessidade de desenvolver esta Consciência sobre como Respiramos na nossa vida e sobre como fazemos a gestão das trocas energéticas entre nós e o mundo para que a vida circule, para que o prana circule. Esta Consciência das “trocas” em Gémeos é o inicio de um processo que atinge o seu culminar no sigo da Balança (regido por Vénus que por sua vez rege Gémeos esotericamente).

Bom início de ciclo

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Lua Cheia em Escorpião – 20º24′

No Ciclo referente a esta Lua nova em Touro do dia 26 de Abril, focámos especial atenção na temática dos recursos e, principalmente, sobre a necessidade de desenvolver Consciência acerca da nossa relação com a matéria, e como o sentimento de Abundância está intimamente relacionado com a nossa capacidade de nos sentirmos em Gratidão pelo simples facto de existirmos. Como esse sentimento de Paz expande a quantidade de “recursos” que se colocam à nossa disposição para construirmos uma vida mais harmoniosa e estável. A oposição do Sol em Touro com a Lua em Escorpião permite-nos aprofundar este processo porque esta é a fase em que iluminamos os “buracos” existentes na nossa vida, onde ainda precisamos de levar Luz, e é o momento em que temos a oportunidade de reconhecer aquilo que ainda destrói a Paz e estabilidade do nosso corpo físico, emocional e mental. Esta lua cheia está associada ao festival de Wesak, à comemoração do nascimento, iluminação e morte do Buda. A iluminação é um estado de Consciência que apenas é possível de ser obtido quando superamos as batalhas internas que nos privam da vida da Alma e da união com o Espírito. Superamos os conflictos entre a Alma e a personalidade, e nesse momento morremos para um estado de Consciência e renascemos para outro mais refinado, até que tenhamos atingido a Libertação e termine o processo de encarnação. O eixo Touro-Escorpião representa esse portal para o caminho da Iluminação, em que o ser encontra a Paz absoluta através da capacidade de se envolver profundamente no reconhecimento e cura dos “vícios” da sua dimensão inferior, e encontra a tão desejada “Harmonia através do Conflicto”.

«Tudo o que tem um início tem igualmente um fim. Constrói a tua Paz com base nesse princípio e tudo estará bem.» Buddha

Igualmente com esta Lua que se enche em Escorpião no dia 10 de Maio chegámos ao pico deste ciclo em que, simbólica e literalmente, fazemos “contas à vida”. Teremos que chegar a um acordo entre aquilo que é a nossa Vontade, as nossas intenções iniciais, e aquilo que, ao longo deste ciclo se foi revelando como impossível de ser “construído”. Clarifica-se o que vale e o que não vale, e por essa ordem de “valor”, temos maior clareza para decidir onde escolhemos investir os nossos recursos, tomamos consciência do que aquilo que temos em nossa posse nos permite (ou não) construir e onde, por isso mesmo, ainda reside insatisfação e se torna tão necessário tomar Consciência sobre o efeito negativo que isso ainda tem sobre a nossa vida.

Esta Lua Cheia tem a particularidade de fazer contacto com Plutão em Capricórnio, e tem estreita relação com este ciclo por ser regente do signo de Escorpião. A fluidez do contacto (trígono ao Sol e sextil à Lua) facilita a tomada de decisão com relação ao que tem sido abordado, de tomar decisões sobre aqueles aspectos da nossa vida que precisam de reformas imediatas. Nesta fase talvez seja mais fácil ver (qualidade da Lua Cheia) exactamente para onde precisamos de conduzir os nossos recursos de forma a conseguirmos atrair melhor qualidade de vida, e onde podemos ter maior sensibilidade para compreender, por entre as escolhas que teremos que fazer, o que ganhamos e o que perdemos. Permite-nos igualmente tirar o melhor proveito dos recursos que temos à nossa disposição, e inclusivamente descobrir outros que nos eram “ocultos”.

Sem esta Consciência taurina minimamente desenvolvida (consultar Lua Nova em Touro), este pode ser um período emocionalmente profundo em que, na ausência de Consciência, a vida decida por nós, e acabemos por atrair circunstâncias que pretendem destruir o nosso apego excessivo ao mundo dos sentidos, e à Identificação “possessiva” com o que consideramos conforto e segurança, para que possamos reconhecer as ilusões que construímos sobre nós próprios.

O que este, e todos os acontecimentos astrológicos, permitem, é um alinhamento entre o Homem e as energias cósmicas para que o Homem possa ter a oportunidade de as receber na sua Consciência.

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Ao contrário do signo de Carneiro, Touro tem os chifres voltados para o céu. Touro pretende sacralizar os impulsos e iniciativas (Carneiro). Ele representa a receptividade à inspiração divina que procura encontrar uma forma concreta de manifestação. Saibamos nós compreender o significado “O que está em baixo é o reflexo do que está em cima”, e teremos a capacidade de compreender que todas as formas presentes no plano da terra são o suporte de níveis de Consciência, e para que a evolução da Consciência encontre novos suportes de manifestação, as formas terão necessariamente que circular e sofrer mudanças para estados progressivamente mais refinados, mais belos e harmoniosos assim a nossa Consciência o permita. Este simbolismo não é assim tão hermético. Nós somos o melhor exemplo para compreender esse significado. A nossa Alma habita na Terra numa determinada forma, o nosso corpo. Esse corpo foi “construído” com materiais e recursos especificos, que são determinados em função da Consciência que o habita. Cumprida a sua função na Terra, a Alma separa-se do corpo quando termina o propósito para a sua existência neste plano. Esta compreensão que a vida não está presa na matéria, apenas a utiliza como veículo de expressão, permite passarmos da necessidade de possuir para a satisfação de apenas usufruir dos recursos que temos à nossa disposição neste plano.

Esta Lua Nova em Touro (6º27’) pode ser um período em que procuramos atrair essa inspiração divina que nos ajuda a compreender a (nossa) vida na terra e a construir realidades progressivamente mais próximas do plano divino. Tomo Consciência do que desejo e do que consigo atrair pelo simples facto de estar grato. Experimentem nesta Lua Nova, em Silêncio, em meditação, repetir com Vontade, Verdade e Sentimento: Gratidão Gratidão Gratidão pela Vida. Repitam esta frase até sentirem que são o que dizem, Gratos. No lugar da insatisfação cresce a Gratidão e começamos a viver um sentimento de Amor que traz Paz, Harmonia, Segurança e Estabilidade. É este Amor que gera esta energia interna de nos sentirmos em Abundância. Gratidão gera poder e abundância internamente… este é o verdadeiro “segredo”. A realidade externa será um reflexo deste estado de Ser.

Queremos agora que o que eram essencialmente iniciativas comecem a ganhar forma e que as sementes comecem a vir à superfície. Sabemos que no ciclo natural da vida, nem todas as sementes vingam. Nem todas encontram as condições necessárias para se fortalecerem, os recursos e a segurança que garantam um crescimento forte e próspero. Pretende-se agora que comecemos a ganhar consciência dos aspectos práticos e dos recursos que temos à nossa disposição para dar forma a todos estes “impulsos” (Carneiro), e perceber, por entre todas as nossas intenções de iniciar um novo caminho quais as que mais valorizamos e, por isso mesmo, escolhemos “investir”. Sendo Touro o signo do Construtor (na sua essência, da realidade do Céu na Terra), com esta Lua Nova em Touro somos convidados a construir a Paz interna que nos permite sentir em Gratidão com e pela vida, Gratidão pelo simples facto de existirmos (Carneiro). Vénus, regente exotérico de Touro, encontra a sua regência esotérica em Gémeos, representando na integra o principio “A energia segue o pensamento”. Isto significa que a realidade começa primeiro no pensamento. Através dele geramos o poder de atrair as realidades da nossa vida. Mudamos o pensamento, mudamos a nossa realidade e a do mundo. Por isso, em tempos actualmente tão difíceis, podemos expandir as intenções desta semente para a Consciência da Humanidade através do nosso pensamento. Que possam ser plantadas sementes de Amor onde antes existia ódio, para que o Homem possa harmonizar-se e construir um pouco mais de Paz em si mesmo e no mundo. Que a Terra e os seus recursos sejam respeitados para que todos possam usufruir da sua abundância ao invés de ficarem na posse de tão poucos.
Cada um de nós em pontos diferentes do planeta, cada um de nós abençoados pelo mesmo céu.

«Não existe nenhum caminho para a Paz. A Paz é o Caminho.»

(Mahatma Ghandi)

Em Gratidão ❤

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21º33’ de Balança | 11 de Abril | quadratura Plutão em Capricórnio

Tem existido sem dúvida uma grande activação energética no sentido de comerçarmos de novo. Independentemente dos “começos” de cada um, o que a lua nova em Carneiro do dia 28 de Março nos propõem é, pelo menos e no mínimo, uma actualização dos nossos objectivos de vida e em que ponto se encontra a nossa força de viver, o nosso entusiasmo pela vida e o (im)pulso da nossa Vontade. E este é o período em que reflectimos sobre em que fase estamos nesse processo. Se tomarmos em consideração o movimento planetário durante este mês de Abril (em “Abril Astrológico 2017”), esta Lua Cheia pretende trazer muito do passado para o presente antes de podermos realmente pensar em consolidar os nossos objectivos. Teremos muitos planetas retrógrados e isto pode acrescentar uma sensação de frustração pela forma antagónica como sentimos e como a realidade se apresenta. Esta Lua Cheia pretende que tomemos Consciência onde nos encontramos ainda emocionalmente divididos, onde ainda existem dúvidas com relação ao caminho que pretendemos seguir e, neste caso, teremos mesmo que procurar escolher com Coragem de forma a conseguirmos sentir alguma Paz dentro de nós. Simultaneamente poderemos tomar Consciência que assumir a nossa própria força e vontade não nos afasta dos outros, pelo contrário, permite-nos atrair relações mais gratificantes e em maior sincronicidade com esta nossa nova parte de Ser.

Este é um culminar de ciclo que traz intensidade e profunda oportunidade de transformação igualmente pela quadratura a Plutão a 19º do signo de Capricórnio. Durante esta Lua Cheia a tomada de Consciência de tudo isto inclui a compreensão das responsabilidades que assumimos ao longo do tempo e o peso que representam no momento presente, inclui a necessidade de assumir os medos ocultos que podem minar e destruir estes novos objectivos e os impulsos de agir no sentido da mudança. Este será o nosso fim, ou o fim do que ainda nos mantém no impasse… Onde ainda sentimos que devemos “agradar” à custa do nosso próprio desagrado. Como nos sentimos com os outros e como nos reconhecemos sozinhos. E neste processo de nos reconhecermos “sozinhos” não significa propriamente ausência de Relação, ou de ligação aos outros / com os outros. Este culminar de ciclo implica ter a Coragem de saber onde nós nos encontramos para permitir um melhor encontro com os outros. Tendo em conta os conflictos mundiais, esta Lua Cheia em Balança representa uma excelente oportunidade para refletirmos como o mundo inteiro carece de Amor, para sentirmos como temos destruído este sentimento de Paz e Harmonia, e como é urgente começar de novo. Logo a seguir a esta data, o Sol fará uma conjunção a Úrano (de 12 a 16 de Abril) a trazer uma energia extra de forma a tornar a mudança uma realidade. Recomendo a leitura de “Abril Astrológico 2017” para uma melhor integração desta lunação.

A casa onde acontece a Lua Cheia revela as circunstâncias, os assuntos e as áreas de vida em que seremos convidados a tomar Consciência desta temática. A casa onde se encontra Plutão em Capricórnio corresponde à área de vida, e às circunstância de lançam “a bomba” que pretende quebrar a harmonia e acender o conflicto entre estas necessidades opostas.

Esta será uma Lua Cheia emocionalmente intensa e “explosiva”, pelo que teremos que redobrar a nossa Coragem e Tolerância.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Durante este mês de abril teremos muitos planetas em movimento retrógrado, alguns mantém este estado – Vénus e Júpiter – e outros iniciam – Mercúrio, Saturno e Plutão. E talvez seja importante reflectirmos sobre esta temática do “movimento retrógrado”, já que tão facilmente retira a paz de muitos e gera tanta apreensão a tantos mais. Como canta Ney Matogrosso “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”; portanto… não é por aí… mas talvez ajude compreender a mais valia presente no movimento retrógrado e “enfrentar o bicho de frente”. Em reflexão:

O movimento Directo está relacionado com o movimento de cronos, é a facilidade em exteriorizar a energia, em aplicá-la nos assuntos da vida mundana que estão directamente associados com a energia do arquétipo ou da função em causa. A aprendizagem ocorre na mesma mas os conteúdos das experiências estão, de certa forma, mais facilmente “manobráveis” e a sua simbologia é trabalhada através do exterior.

O movimento Retrógrado pretende fazer-nos regressar àquela parte da experiência que ficou incompreendida e armazenada algures no nosso inconsciente. É um movimento que pretende trabalhar a simbologia do arquétipo através do interior, pretende Remexer em conteúdo mais subjectivo que objectivo. Ele Transcende o mundo de Cronos (Saturno).

Poderíamos colocar as coisas desta maneira, o movimento directo mostra-nos um dos lados da vida, aquela que acontece fora, e o movimento retrogrado o outro lado, aquela que acontece dentro, os processos internos que estão na origem da vida “real”. Portanto, esta que acontece dentro é a que marca o que acontece fora. E se durante o movimento retrógrado tudo corre mal fora, ou menos bem, é porque alguma coisa tem que ser Revista dentro… Já a grande Lei do TAO nos diz: “tudo o que existe no Universo é uma manifestação de energia”.

Na verdade, passamos mais tempo focados na qualidade do que se passa em “Directo”, no exterior, na manifestação da energia e menos na sua Origem. Infelizmente é nesta ilusão de realidade que temos maior tendência a nos preocupar e valorizar em demasia procurando “fugir” ou “fingir” que o tempo em que os planetas estão retrógrados não existe e que eles irão passar depressa, basta conseguir contornar os prováveis infortúnios que possam ocorrer no mundo físico. Parece que passamos mais tempo a querer fugir deste volte-face, que é o mesmo que dizer, a querer fugir de nós mesmos, e a arranjar mil e uma maneiras para escapar ao nosso Re-flexo…e talvez seja à conta disto, exactamente, que precisamos de Re-encarnar inúmeras vezes para que possamos Rever as experiências das quais escolhemos fugir. E sem nos apercebermos, ou disso termos Consciência, mantemos a nossa Alma em movimento Retrógrado para Ruminar o que foi “mal digerido” em tantas encarnações. Revemos, Re-aprendemos para que, finalmente, um dia, passemos De-finitivamente, a Directo…

Como mensagem final antes de passarmos para a análise dos trânsitos deste mês: Não fugir dos Retrógrados (até porque pensar que isso é possível é uma ilusão). Permaneceremos divididos… Isto requer um esforço consciente para não nos fixarmos no medo (mais ligeiro ou profundo) da instabilidade externa que possa ocorrer durante o seu movimento. É bom termos a oportunidade de poder Ver com outra perspectiva, uma mais profunda e Real. O que deixou de “funcionar” externamente terá que ter explicação interna. Conseguir entender isso é aprender a compreender a vida a partir de dentro. Quando regressarem ao movimento Directo já teremos connosco a riqueza e a compreensão obtida durante o movimento Retrógrado para que, aí sim, possamos agir de forma mais Consciente no mundo de Cronos.

O movimento Retrogrado e Directo é o movimento Dentro e Fora, Yin e Yang, a forma dual através da qual chegamos à Unidade, os dois lados da mesma moeda…

E passando à realidade dos acontecimentos… Vénus estará retrograda em Carneiro até ao dia 3 deste mês, data em que ingressa em Peixes onde inicia movimento directo no dia 15 de abril e volta a entrar em Carneiro no dia 28 deste mesmo mês. Júpiter mantém igualmente o movimento retrógrado e apenas retoma o movimento directo a 9 de Junho no grau 13 de Balança. A simbologia de ambos foi já amplamente desenvolvida nos seguintes artigos: “Vénus retrógrada em Carneiro e as Pontes (Vénus) em risco de ruir, e em “Fevereiro Astrológico”.

A quadratura entre Júpiter retrógrado em Balança e Plutão em Capricórnio mantém-se até ao dia 17 deste mês. O que talvez esperávamos de Júpiter em Balança tem sido um tanto ao quanto destruído e desestabilizado por Plutão e Úrano. As crises e os conflictos que ainda se fazem sentir (pessoais e colectivos) parecem não permitir uma expressão tão evidente daquele que é tão bem conhecido como o “grande benéfico” e até nos custa a acreditar que a tão desejada Paz seja uma realidade nos dias de hoje. Custa-nos acreditar num mundo mais equilibrado, justo, em correctas relações humanas, quando tanto mal ainda “explode” pelos sete cantos do mundo. A verdade (Júpiter) é que não se “fazem omeletes sem ovos”… E como Júpiter quer que tenhamos apenas a verdade, verdadinha, o que ainda estamos a provar são as “maçãs envenenadas” que durante tanto tempo teimámos em cultivar. Vamos tentar compreender através deste exemplo: Úrano em Carneiro quer uma nova sementeira, de qualidade diferente da que tínhamos até agora para que possamos colher novos frutos. Mas deixámos crescer tantas macieiras em terreno envenenado que até que consigamos regenerar os nossos recursos para acolher a nova sementeira vai levar algum tempo… Plutão em Capricórnio trata de garantir que, apesar das longas raízes, nenhuma das “macieiras envenenadas” ficará de pé… é que nem uma… E isto, aos olhos da nossa personalidade, tem um custo imensurável… preocupa-nos quanto vamos perder, quer do que já investimos em macieiras quer do que ainda iriamos receber e por isso ainda somos movidos pelo instinto de defender aquilo que, do ponto de vista espiritual, tem os dias contados. E muita energia, muita Vida, tem sido perdida nessa luta. E é aqui que Júpiter em Balança surge para nos ajudar. Primeiro há que Acreditar que tudo acontece é para o nosso bem. Pesamos bem nas nossas “Balanças” tudo o que conseguimos colher até agora, aproveitamos os frutos regenerados e tomamos consciência dos restantes que temos que deixar ir. Acima de tudo, para que possamos seguir um novo caminho daqui para a frente, é fundamental compreendermos o Significado de tudo o que “cai” e “revolve” na nossa vida. Júpiter em Balança indica que toda a reestruturação a ser feita ao nível dos nossos recursos e estruturas de vida (pessoais e colectivas) precisa de incluir os seus princípios. A quadratura com Plutão mostra que a sua integração não se dá de forma fácil e harmoniosa. Ainda existe muita macieira em terreno envenenado e até que toda essa energia seja desocupada mantém-se o conflicto com a vontade de termos uma vida mais equilibrada, um mundo diferente, um mundo mais justo e harmonioso (uma dificuldade que temos tão amplamente visto e vivido através desta guerra – Plutão – diplomática e internacional – Júpiter, um verdadeiro atentado ao que consideramos justo e correcto). Talvez seja importante uma boa dose de Honestidade para que possam identificar as vossas “maçãs envenenadas” porque a Boa-venturança tem um preço, o da Verdade (recomendo a consulta de “Março Astrológico” sobre Júpiter / Plutão).

Saturno em Sagitário inicia movimento retrógrado no dia 6 de Abril a 27º48’ mantendo-se assim até ao dia 25 de Agosto. Revemos as escolhas que fizemos ao longo do tempo, bem como falhas e erros a que não demos a devida atenção. Reavaliamos as nossas responsabilidades na vida e qual o impacto interno que as nossas ambições produzem. Para mais sobre esta simbologia, consultar o artigo: http://lifestyle.sapo.pt/astral/astrologia/artigos/saturno-retrogrado-em-sagitario-e-esta-lua-cheia-pela-paz.

Mercúrio ingressa em Touro ainda a 31 de Março e passa a movimento retrógrado no grau 4º51’ no dia 9 de abril. A nossa mente passa a estar mais focada nos recursos e em conseguir descriminar aquilo que para nós tem mais valor. Em movimento retrógrado revemos os planos que mentalmente tínhamos definido e ajustamos à realidade prática. Reavaliamos os recursos que temos à nossa disposição e somos convidados a re-analisar os investimentos que pretendemos fazer. Reflectimos sobre a nossa estabilidade e como as questões materiais influenciam a nossa capacidade de nos sentirmos em paz e em segurança. Assuntos passados, aparentemente já resolvidos, sobre esta temática podem regressar à mesa. Tentamos fixar a nossa atenção em determinada ideia ou pensamento, mas o posicionamento actual da Vénus retrógrada em Carneiro não facilita a estabilidade pretendida. Pensamos em como reconstruir a nossa realidade actual tendo em conta a incerteza das circunstâncias, e todos os reveses no plano material servem para testar a nossa paciência e a nossa capacidade de manter a mente objectiva e focada no que realmente tem valor. Antes de passar a directo no dia 3 de Maio, Mercúrio ingressa em Carneiro a 20 de abril. Durante este período faz trígono a Saturno em Sagitário – grau 27 – (de 21 a 29 de Abril) e trígono a Úrano – grau 25 – (de 24 a 30 de Abril). Teremos durante esta fase a oportunidade de repensar os nossos objectivos e por onde pretendemos começar. Trazendo consigo a reflexão durante o movimento retrógrado por Touro, teremos maior facilidade em descriminar melhor os nossos impulsos para que possamos investir no que verdadeiramente importa e tem valor. Deste processo de auto-análise e introspecção, podem surgir ideias muito mais produtivas, com maior probabilidade de sucesso e de contribuir para a mudança.

Marte em Touro faz quincúncio a Saturno em Sagitário entre o dia 15 e 21 de Abril (27º) e durante este período sentiremos de forma mais intensa a nossa dificuldade em ajustar os nossos impulsos no sentido de lutar por algo sólido e concreto e a necessidade de abrandar e lidar com os limites e constrangimentos das circunstâncias. O nível de frustração sentida durante este período reflecte o desajuste entre as nossas estruturas filosóficas ou legais e aquilo que pretendemos fazer. Peço desculpa pela expressão usada mas, insistirmos em bater com a cabeça na parede enquanto nos recusamos a ver a parede, de nada valerá o investimento. Cautela sem perder a energia para avançar, amadurecer os impulsos usando as dificuldades para aprender e conseguirmos agir de forma mais determinada sem desperdiçar a energia em falsas teimosias até porque tudo tem limites…

Plutão fica retrógrado a 19º24’ de Capricórnio no dia 20 de Abril. Este movimento vai forçar-nos a reflectir sobre o que verdadeiramente boicota a nossa mudança e desenvolvimento pessoal. Revolvemos nos tabus que edificámos sobre nós próprios, como isso contribuiu para a construção da nossa estrutura psicológica e emocional e como, a partir desses medos mais profundos, construímos as nossas imagens idealizadas. Qual o poder que as estruturas mais conservadoras têm sobre nós e como tudo isto retirou e nos privou do nosso próprio poder. Como lidamos com as nossas falhas individuais e como nos tornámos obcecados em construir uma espécie de sucesso que não corresponde à realidade interna.

Antes de ingressar em Touro a 19 de Abril, o Sol ainda em Carneiro faz oposição a Júpiter em Balança de 5 a 9 de Abril (18º), quadratura a Plutão em Capricórnio do dia 7 a 11 (19º), conjunção a Úrano de 12 a 16 de Abril (24º), trígono a Saturno em Sagitário do dia 14 ao dia 19 (27º). Este é um período de grande revolução e oportunidade para consolidar novos projectos. Temos a oportunidade de assumir novos papéis ou responsabilidades que nos ajudem a crescer e a desenvolver a nossa criatividade. Este é o momento em que as circunstâncias parecem favorecer a tomada de Consciência das mudanças que precisamos fazer, bem como a energia e a vontade em assumir essa escolha. Quero escolher algo que traga uma mudança positiva na minha vida e que se reflicta nos meus princípios relacionais, que possa revolucionar a forma como me expresso e permitir ir ao encontro das tão desejadas “correctas relações humanas”. Esta tomada de Consciência pretende trazer maior verdade às minhas relações e parcerias, as que fazem sentido (ou não) no meu novo caminho. Desejamos por um Herói (Sol) que possa lutar contra o sistema e combater a paz podre que se faz tão visível por este mundo fora (e quiçá nas nossas vidas pessoais) e que está presente na inércia em tomar decisões radicais que terminem com tanta hipocrisia.

Bom trabalho para Abril!

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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