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Lua Nova em Capricórnio | 29 Dezembro 2016 | grau 8 (7º59′) | conjunção Mercúrio retrógrado | sextil Marte e Neptuno.

Gosto sempre de relembrar que estes ciclos de lunação devem ser integrados na simbologia dos ciclos anteriores e dos restantes trânsitos planetários. Se formos um pouco atrás na sequência do Zodíaco podemos compreender melhor que a fase actual acrescenta significado às fases anteriores (signos). Focando-nos no principal objectivo da nossa vida na terra, o auto-aperfeiçoamento, regressemos um pouco até Virgem. Nesta etapa do desenvolvimento da Consciência as principais tarefas consistem em fazermos uma auto-análise e rastreio de todos os aspectos da nossa personalidade; em Balança colocamos em cada prato os aspectos negativos e os aspectos positivos; e em Escorpião enfrentamos esses aspectos negativos e aceitamos a sua transmutação para renascer com nova Identidade em Sagitário, com uma Consciência mais ampliada e com intenção de uma nova busca para esta nova Vida, a da Alma renascida em nós, no espaço em que “morreu” um pouco mais da personalidade. No ciclo anterior, referente à Lua Nova em Sagitário, tivemos a oportunidade de ampliar a nossa visão de, e sobre a vida. Tivemos que redireccionar para expandir, procurar significado por entre as crises para renascer com outra Identidade, uma mais sintonizada com o Sentido que queremos dar à nossa Vida, um período em que fomos convidados a viver a vida em Verdade (com tudo o que isso implica). E Verdade é igualmente algo importante de esclarecer, porque a principal verdade que devemos exigir é aquela que permite conhecer quem (verdadeiramente) somos. Sagitário precede Escorpião, por isso Essa Verdade inclui assumir os aspectos negativos da nossa personalidade e que, por conveniência pessoal, ocultamos da nossa Consciência. E tudo isto obviamente implicou o confronto com os nossos conflictos internos, e a entrega aos processos de transformação que o ciclo de Escorpião proporcionou (recomendo a leitura dos ciclos de lunação anteriores para permitir uma melhor integração desta nova lunação). Por fim, em Capricórnio, propo-mo-nos a fazer realmente o Caminho, aquele que nos leva ao aperfeiçoamento pessoal (Capricórnio faz trígono natural a Virgem).

Esta Lua Nova em Capricórnio traz-nos a oportunidade de testar as nossas teorias e visões. Teremos necessariamente que estar receptivos às limitações que surgem à nossa necessidade de expansão. Em Capricórnio o conhecimento pode ser transformado em sabedoria pela capacidade de darmos tempo ao tempo para reflectir sobre as circunstâncias e como as experiências acrescentam tanto ao nosso auto-conhecimento. É aqui que, ao percorrermos essa nova parte da montanha, na dureza do nosso próprio caminho, teremos que deixar para traz o que eram excessos e fazer as nossas escolhas em função do que a realidade nos impõem.

Este novo ciclo é a oportunidade para cristalizar novas formas de expressão, de introduzir nas nossas estruturas de vida novos conceitos, de ajustar a realidade das nossas vidas aos princípios que queremos seguir. Invocamos as intenções de responsabilidade, disciplina, seriedade para conseguirmos trazer ordem às nossas intenções e validar se aquilo que idealizámos no ciclo anterior se enquadra no sentido que o nosso caminho deve tomar. Por isso exige iniciativas práticas e a capacidade de endurance para lidar com as dificuldades e obstáculos que possam surgir.

Seremos pessoas de verdadeiro sucesso quanto maior for a nossa capacidade de superar os nossos medos, e que são essencialmente a nossa primeira barreira e obstáculo quando pretendemos lidar com a vida em perfeita honestidade. E a noção de Sucesso tem relação intima com A Verdade de que falámos anteriormente. A um nível mais profundo (o chamado desenvolvimento Espiritual), ter sucesso não significa ser melhor, o primeiro, por entre os demais, significa sermos melhores pessoas do que formos ontem, ante-ontem, na semana passada, no ano passado e ademais passado. Significa ter conseguido ultrapassar as nossas imperfeições individuais, aquelas que representam o verdadeiro obstáculo ao nosso Crescimento e Expansão do Amor em nós. E por isso mesmo é aqui, em Capricórnio, que somos forçados a lidar com a realidade das nossas limitações a esta Verdade que é o Amor. É aqui que desenvolvemos a Consciência Social e nos responsabilizamos por tudo o que na nossa vida acontece e é consequência das nossas escolhas, é aqui também que, depois de nos termos aperfeiçoado, desejamos contribuir para construir um mundo melhor. E a vontade por um mundo melhor é algo que devemos igualmente incluir nas nossas intenções neste Lua Nova.

Ao efectuar conjunção com Mercúrio (que iniciou movimento retrógrado no dia 19 de Dezembro) e sextil a Marte e Neptuno as propostas deste novo ciclo transportam consigo a simbologia destes contactos (ler Dezembro Astrológico para ampliar esta interpretação). Acompanha-nos neste novo ciclo, os conflictos comunicacionais e as opiniões que tomamos como certas sobre o funcionamento do mundo. Como precisamos de rever a forma como damos e recebemos informação. Os aspectos favoráveis que Saturno em Sagitário (regente de Capricórnio) estabelece com outros planetas sugerem uma harmonia entre disciplina (Capricórnio/Saturno), mente (Mercúrio) e significado (Sagitário). Representa a possibilidade de aproveitarmos este novo ciclo para não nos aprisionarmos nas ideologias, crenças e juízos de valor que limitam o nosso desenvolvimento, mas antes permitir uma mente que está aberta e atenta às circunstâncias e focada na aprendizagem que pode obter a partir das mesmas. E aprendizagem é aquilo que mais necessitamos nos Tempos de hoje, uma humanidade perdida na contra-informação, no diz que disse, no que prefere acreditar para manter vivos os seus “bichos-papão”, porque só assim olha menos para si própria e vive na ilusão de que o mal do mundo não é da sua conta…

«Disciplina não significa repressão ou controle, nem tão pouco a adaptação a uma ideologia ou modelo. Significa ter uma mente que vê “o que é” e aprende sobre “o que foi”.» 

Jiddu Krishnamurti

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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White king chess piece facing opposition on chess board

No dia 14 de Dezembro atingimos mais um pico neste novo processo de gerar Consciência que iniciou na Lua Nova em Sagitário. Enquadrada nesta temática do mês de Dezembro (consultar Dezembro astrológico), esta Lua Cheia em Gémeos vem permitir o culminar de processos de vida dos quais precisamos de tomar consciência para permitir a entrada das dinâmicas e propostas de mudança que estão fortemente em movimento durante este mês. Apesar de não se relacionar em aspecto exacto com os restantes planetas, esta Lua Cheia permite ainda assim a activação das energias em Ar e Fogo que formam configurações com elevado potencial criativo e activo. A passagem da Lua pelo signo de gémeos permite a formação de um kyte e de um rectângulo místico entre os planetas posicionados nestes elementos.

Idealmente, por este momento, conseguimos já ter desenvolvido em nós uma visão mais clara do caminho que precisamos tomar, e muito da nossa energia foi já investida no sentido de fazer crescer essa intenção nas nossas vidas.  Nesta Lua Cheia, reflectimos sobre a dualidade das nossas emoções e sentimentos quando procuramos dar forma aos processos mentais que dêem suporte a essa nova orientação e busca. Onde precisamos de clarificar a nossa mente, as nossas ideias, o nosso pensamento para que seja possível a expansão da nossa Consciência. Esta Lua Cheia, pelas particularidades já referidas apresenta-se como um excelente período de tomada de decisão no que respeita a algumas “emergências” na nossa vida. As circunstâncias podem apresentar-se com inúmeras possibilidades e é importante estarmos receptivos à nossa capacidade de comunicação, de diálogo, disponíveis para reflectir sobre a forma como ainda nos sentimos divididos e apegados a certas formas de pensamento. Qual a falta de diálogo interno que ainda não nos permite reconhecer toda a verdade sobre os nossos próprios processos de tomada de Consciência. Isto pode produzir uma forte dispersão e ansiedade pela variabilidade dos factos e circunstâncias e que reflecte uma maior sensibilidade às opiniões e maior volatilidade no que se refere aos nossos estados emocionais. Mas ajudará se mantivermos esta receptividade ao mesmo tempo que estamos conscientes dos ideais, dos valores e dos princípios que queremos manter. É esta Consciência sobre a Verdade que queremos para a nossa vida que irá permitir estarmos emocionalmente disponíveis para discutir e considerar outras formas de estar na vida sem perdermos o Norte. Por outro lado, podemos beneficiar de uma maior objectividade emocional para pensarmos sobre a nossa própria concepção da verdade sem cairmos em excessos e fanatismos, permitindo-nos algum ajuste entre a realidade dos factos e as nossas projecções teóricas. É um importante período em que devemos de tomar consciência do que ainda precisa de ser discutido, conversado e analisado, em oposição ao que é realmente verdade e sobre o qual não podem existir dúvidas. Isto é especialmente importante tendo em conta a velocidade com que tudo à nossa volta acontece e sentimos uma dualidade entre a necessidade de seguir a intuição e dar um salto de fé e a necessidade de alimentar algumas ideias antes de tomar alguma decisão.

O facto de Mercúrio se encontrar em Capricórnio exige que esta tomada de Consciência seja traduzida em questões mais práticas e estruturantes da nossa vida, de organização e ordem de importância em função do que consideramos segurança. Tendo em consideração que Mercúrio aproxima-se de Plutão durante esta Lua Cheia  e por isso da quadratura com Júpiter e Úrano, este pode ser um período especialmente difícil ao nível social, pelo conflito entre o que é legal ou não fazer, o que corrompe os direitos da liberdade de expressão, de pensamento e da verdade.

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dezembro-astrologico

Durante todo o mês de Dezembro, Júpiter em Balança está em sextil com Saturno em Sagitário (tema já tratado em Novembro Astrológico), e Saturno em Sagitário em trígono com Úrano em Carneiro. Este último aspecto constitui um bom suporte de fundo para as dinâmicas de exploração e mudança que surgem durante este mês.

Depois da “limpeza” pela qual Vénus passou em Novembro quando se encontrou com Plutão e Úrano, podemos dizer que o mês de Dezembro é bem mais gratificante depois de ingressar em Aquário no dia 7 de Dezembro. Numa breve introdução mais técnica, Marte e Vénus fazem exactamente as mesmas configurações em períodos diferentes (entre 1 a 10 de Dezembro e entre 23 e 27 de Dezembro, respectivamente). Eles activam o sextil entre Júpiter e Saturno e o trígono entre Úrano e Saturno. No caso da Vénus tudo isto torna-se exacto no grau 20, no dia 25 de Dezembro, o que, permitam-me dizer, é um belo presente de Natal. Marte e Vénus fazem sextil a Úrano e Saturno (seus regentes, e Vénus mantém uma “recepção mutua” com Saturno e Marte com Úrano – regem-se mutuamente) e trígono a Júpiter (disposto por Vénus) e com estas relações obtemos 2 configurações planetárias que em astrologia se denomina de “minor grand trine”.


martevenus

 Estas são configurações em signos yang (Ar e Fogo), e por esse motivo extremamente dinâmicas, de grande aceleração, e com forte energia de realização, de impulso para novos projectos, através das quais podemo-nos dar a oportunidade de sermos (pelo menos) um pouco radicais, e esperar pelo inesperado com tudo o que isso representa de impacto na natureza humana (que se caracteriza essencialmente pela tendência para o apego e para o “hábito”). Durante a passagem de Marte podemo-nos sentir mais compelidos a inovar, renovar e mudar, mas com maior capacidade de consolidar essas intenções, no sentido de lutar por algo diferente e conseguir maior liberdade na nossa vida. Com esta configuração temos a coragem, a inspiração, a certeza e a ousadia! Se existem na vida aqueles momentos em que esperamos pela oportunidade de tomar decisões que nos “des-habituem”, e por isso mesmo denominadas de “radicais”, e que nos abram caminho, este é sem dúvida um desses momentos. Aqui podemos beneficiar de uma atitude mais idealista e ideológica perante a vida, onde agimos em função do que acreditamos ser o futuro que idealizamos. Para os que possam ser mais adeptos da estabilidade, da segurança e de um estilo de vida rotineiro e sem grandes sobressaltos, este será sem sombra de dúvidas aquele momento na vida em que somos surpreendidos pelo “furacão” e desejávamos ter conseguido fugir a tempo para nos fechar e abrigar no “bunker” (refiro-me essencialmente, e de uma forma geral, aos que têm energias em signos de água – caranguejo, escorpião e peixes – e terra – touro, virgem e capricórnio). Podemos sempre escolher correr a favor do vento, contra o vento, ou ainda ficar parado e escolher nada fazer. A passagem de Vénus pela configuração activa e movimenta contratos, parcerias, aumenta a possibilidade de nos vermos com pessoas diferentes, de consolidar e renovar a nossa rede de contactos, bem como novas oportunidades de desenvolvimento financeiro. Novas formas de aplicar os nossos recursos, investindo a pensar num futuro melhor. É importante perceber as áreas de vida (no mapa natal de cada um) onde se desenham estas configurações. Essas serão as áreas onde poderemos beneficiar das oportunidades, principalmente se tivermos planetas ou ângulos em relação com estes graus.

Em termos colectivos e mundiais isto pode representar um maior impacto no avanço de medidas relacionadas com os direitos humanos, na luta pela paz naqueles cantos do mundo que tanto carecem dessa igualdade de oportunidades e de viver uma vida em harmonia e em liberdade. Apesar de alguns períodos de oportunidades de sanação dos problemas que continuam a assolar a humanidade, Júpiter, Úrano e Plutão continuam numa relação explosiva e a evidenciar o verdadeiro atentado ao respeito pela vida, a expor de  forma nua e crua a forma como aterrorizamos o mundo com o poder vestido de “boa-vontade” e como usamos a bomba como defensora dos direitos humanos. Verdades escondidas que dificilmente se conseguem manter longe do olhar comum e que provocam uma sensação de revolta e impotência. A transitar ainda pelo signo de Sagitário, o Sol faz sextil a Júpiter de 7 a 12, conjunção Saturno de 8 a 13 e trígono a Úrano de 10 a 14. Continuamos com o acréscimo de vitalidade e com a autoconfiança para escolher expressar livremente a nossa criatividade, mas a trazer igualmente a necessidade de tomarmos Consciência de correctos valores humanos, éticos e morais, e desejosos pela verdade nua e crua.

Mercúrio ingressa em Capricórnio no dia 2 de Dezembro e a energia do pensamento passa a estar mais voltada para as questões práticas. Pensamos em formas de estruturar as nossas ideias, em testar o que antes eram apenas teorias. Pensamos mais atentamente na realidade dos factos e das circunstâncias, de forma mais séria, no sentido de redimensionar a nossa vida e enquadrá-la nos limites das nossas (novas) possibilidades. Durante este período, faz sextil a Neptuno de 9 a 13 e de 25 a 29, e conjunção Plutão de 16 a 22 e estes contactos podem ajudar a compreender melhor e mais profundamente o “onde” e o “quê” nas nossas vidas que podemos e devemos sacrificar para conseguirmos estruturar as novas propostas. No dia 19 inicia movimento retrógrado no grau 15 (permanecendo assim até ao dia 8 de Janeiro de 2017). Durante este período, repensamos nas nossas responsabilidades e como podemos efectivamente optimizar a forma como a nossa vida está organizada. Remetemos novamente para o que foi dito no início deste artigo com relação à harmonia que se forma ao longo deste mês entre os planetas nos signos de fogo e ar, e dos quais faz parte Saturno. Como regente de Capricórnio, onde se encontra Mercúrio, esta condição harmoniosa favorece a resolução dos problemas e a consolidação das intenções para que as mesmas sejam realidade manifesta. Com toda a proposta de expansão, de oportunidades, de mudança que temos durante este mês de Dezembro, esta condição de Mercúrio pode ser sentida de forma antagónica, mas somente se estivermos com o pensamento mais focado nos problemas e não tanto numa forma prática de obter soluções para resolver os problemas e deixar a vida avançar com confiança que o que está para vir será pelo melhor. As circunstâncias à nossa volta acontecem de forma mais rápida do que talvez consigamos dar resposta. O segredo está em deixar fluir e tratar cada coisa a seu Tempo (Saturno). Talvez tenhamos que arriscar avançar para uma nova fase de vida ao mesmo tempo que ainda procuramos resolver assuntos e compromissos do passado. Tempos de vida a acontecer em simultâneo, mas como nos ensinou Einstein, o tempo é relativo. Por isso deixemo-nos movimentar por entre as linhas do Tempo, para trás, para a frente, em linha recta ou curva, sem nos esquecermos que tudo acontece no Tempo certo…

Bom trabalho para Dezembro.

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Começamos um novo ciclo no caminho de desenvolver consciência com a Lua Nova a 7º43’ de Sagitário no dia 29 de Novembro. Tendo em consideração a elevada frequência com que assistimos a estes eventos, antes de avançarmos para algumas reflexões acerca desta lunação, é importante relembrar o que representa esta relação entre a Lua e o Sol. Se tornarmos o ciclo de lunação um evento vulgar ao nosso olhar, corremos o risco de banalizar estas leituras como se se tratassem de receitas, ou bulas, que descrevem os efeitos que devo estar à espera que me aconteçam durante estes períodos. E isto é viver e reagir apenas às circunstâncias (lua) sem sermos beneficiados pela consciência (Sol) que pode ser gerada através das experiências. Sem essa Consciência é provável que apenas esperemos e nada aconteça (porque a nova vida que nasce é interna)… Por isso, para que o potencial implícito nestes ciclos tão frequentes possa ser manifestado, é preciso desenvolver o nosso lado activo do processo (solar) que requer intenção, compreensão e vontade para o trabalho a desenvolver. Para que a vida aconteça, existe um princípio activo e outro passivo (yang e yin), a energia criativa que activa (o Sol) e a energia que recebe o potencial, que alimenta e traz coesão às formas (Lua) que essa intenção criativa pode assumir. Por isso o ciclo de lunação é mais uma oportunidade de gerar (Lua) Consciência (Sol) e não estar à espera que “ela” aconteça. E são ciclos tão frequentes que podemos fazê-lo em pequenas doses, vamos despertando devagarinho para o processo de Iluminarmos (Sol) todas as células dos nossos corpos (Lua), com o poder do Espirito (Sol) vamos libertando as impurezas psíquicas que densificam a nossa vida (Lua). Para que isto possa acontecer é preciso activar os dois princípios, Solar e Lunar, o Espirito e a Matéria. Trata-se de estarmos receptivos e simultaneamente invocarmos o poder da vontade (Sol) para activar e trazer energia à semente que queremos ver germinar durante este novo ciclo, para podermos agir sobre a matéria de forma consciente. O ciclo de Lunação é a nossa oportunidade de fazer magia. Como podemos compreender e desenvolver esta consciência sagitariana (neste caso) através das diversas formas que a nossa vida assume ao longo deste ciclo, através da minha percepção individual e subjectiva das circunstâncias, e como posso moldar a realidade da minha vida através deste princípio.

Então, que princípios devemos semear e alimentar neste novo ciclo de consciência em Sagitário?

Este é um ciclo que remete para a necessidade de desenvolver compreensão sobre as experiências pelas quais passámos no ciclo anterior, o ciclo de Escorpião. Depois de termos estado envolvidos nas nossas próprias batalhas, de termos descido abaixo da superfície, procuramos agora emergir para conseguir obter uma visão mais ampla e alargada das circunstâncias. Saímos um pouco do envolvimento intenso e emocional das experiências para conseguirmos elevar-nos acima do conflicto e procurar uma nova orientação a dar à nossa vida.

Compreender que aquilo que perdemos, terminou, acabou (ou onde a “bomba” explodiu) é agora terra livre, onde podemos explorar uma nova forma de ver a vida, onde podemos trazer significado onde antes existia cegueira, medo, e muita dúvida. Procuramos o poder da fé, da intenção que nos move através da esperança e da crença de que há sempre uma bênção por detrás de cada crise, e isso liberta-nos do medo e da dúvida que nos mantinha “cegos”…

Este novo ciclo permite-nos acreditar que existe luz para lá da escuridão em que vivíamos, permite-nos compreender que existe vida depois da “morte”, que continuamos a viver mas apenas de “outra forma”, e isso devolve-nos uma nova consciência, mais ampliada. E com essa fé procuramos ver a vida e as circunstâncias já sem medo de “morrer”, procuramos agora ver-nos em outras formas de vida. Desejavelmente as crises transformam-se em oportunidades e sentimos que podemos crescer com as experiências. E também por esta razão é igualmente uma oportunidade para semearmos algo de novo no nosso sistema de crenças porque aquilo em que acreditamos é actualizado com as nossas crises. A vida ganha novo valor, novo sentido, novo significado. Procuramos algo que nos inspire, entusiasme e nos faça avançar por terreno desconhecido.

Nesse “novo mundo” (para nós), tomamos consciência das Leis que irão trazem uma nova ordem à nossa vida (ou pequenas partes dela). Esta Lua Nova faz quadratura ao Nodo Norte (8º Virgem) e a Neptuno (9º Peixes), transportando para este ciclo a necessidade de tomar consciência do que, ao nível das nossas crenças, do nosso conhecimento, do nosso entendimento das leis, ainda bloqueia o caminho que temos a tomar. O que é que ainda nos falta compreender, de que forma aquilo em que acreditamos se torna lei e define o “caos” ou a “organização” que damos à nossa vida.

A altura do nosso voo vai depender da leveza da nossa estrutura (física, emocional, mental), a amplitude das nossas asas da força da nossa fé, o alcance da nossa visão da sabedoria que adquirimos através crises.

«a verdade não pode ser trazida para baixo, é o individuo que deve fazer o esforço de ascender até ela»

Jiddu Krishnamurti

Bons voos para este novo ciclo que se inicia em Sagitário.

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Neste dia 14 de novembro, no grau 22 de Touro, chegamos ao culminar de um ciclo que iniciou na Lua Nova de Escorpião do dia 30 de outubro. Este é um ciclo de muita intensidade e que pretende potenciar a nossa consciência para o que precisa de ser renovado, transformado e transmutado. Relembro que esta semente transportava consigo a energia de Mercúrio pela conjunção que se fez no momento da Lua Nova.

Tivemos a oportunidade de ver, por via destas eleições dos Estados Unidos, a manifestação desta conjunção de Mercúrio. Como as opiniões emergiram através do voto de cada americano, o que ainda estava oculto nas intenções da humanidade, e como essas escolhas reflectiram o conflicto interno em que ainda vivemos. Como isso nos chocou e destruiu a nossa ideia do que seriam os resultados finais para a cura da humanidade. Talvez seja ainda necessário compreendermos que (por enquanto) toda a campanha tem sempre oculta uma verdade bem mais cabeluda que a simples mensagem que pretende comunicar e transmitir, que aquilo que pretendemos “vender” não representa por inteiro a verdade “nua e crua” das nossas intenções e interesses, mas é antes de mais um esquema de manipulação que pretende ocultar estas intenções e interesses, para se poder eleger por entre as ilusões dos que votam, sejam eles republicanos ou democratas. E é ainda, também, uma tendência natural do ser humano querer encontrar “bodes” que expiem a sombra da humanidade, e elegemos esses “bodes” sem pensarmos que no fundo eles, de uma forma pessoal, vivem e espelham a consciência colectiva. Mas no meio do rebanho não existem apenas “ovelhas negras”, existem também “lobos com pele de cordeiro”, porque “de boas intenções está o inferno cheio”. Tudo isto ainda é “Maya”, tudo isto ainda é Escorpião vivido através das pequenas vontades da personalidade. Tudo isto é ainda a oportunidade de Consciência do ciclo da Lua Nova iniciado em Escorpião no dia 30 de Outubro…

Este culminar do ciclo de Escorpião é o culminar desta ilusão. Sejamos práticos e procuremos os recursos que estão ao nosso alcance para nos reconstruirmos desta ilusão, para encontrar a paz e a harmonia dentro de nós e ver como as escolhas do colectivo espelham o nosso estado interno, as nossas ilusões internas e pessoais. Ao invés de nos focarmos no “bode expiatório” ou na “ovelha negra”, procuremos encontrar em nós uma forma concreta e real, de trazer paz às nossas vidas. O que de construtivo devemos retirar das crises individuais, o que fica de valor, que novas formas queremos gerar no espaço livre que ficou, em que recursos nos vamos concentrar e alimentar para termos maior qualidade de vida e a paz que tanto almejamos. É tempo de transformar o “estrume” em adubo, de perceber a fertilidade do nosso terreno. Não se trata de rejeitar e expulsar o “bode expiatório” da aldeia, mas antes de o reconhecermos (e a nós) nos seus tabus e, com Amor, reconciliar a “Bela e o Monstro”.

Fazemos um balanço do que perdemos e do que ganhamos, e a um nível mais ligado ao plano da matéria, fazemos “contas à vida”, os recursos que perdemos e os recursos que acumulamos, e quais as batalhas pelas quais consideramos valer a pena lutar para obtermos o que desejamos. Onde e de que forma podemos gerar solidez mantendo esta Consciência do que ainda temos de conseguir abrir mão, de deixar ir o que não nos pertence. Apenas sentirmos Gratidão pelo que temos na vida. Como “Gratidão gera Abundância” (e a Lua exalta-se em Touro), esta qualidade da Alma resolve muita da insatisfação gerada pela personalidade. Com a Vénus (regente de Touro) a poucos dias de fazer conjunção Plutão, quadratura a Úrano e a Júpiter (a partir do dia 23 até ao final do mês – ver Novembro astrológico), é caso para se dizer que “vão-se os anéis e ficam os dedos”.

Afinal, este era um ciclo em que precisávamos de “transportar a Consciência da Harmonia através do Conflicto” (Lua Nova de Escorpião, 30 de Outubro) e é aqui, dia 14 de Novembro, que o Conflicto atinge o máximo da sua expressão. Cabe-nos a tarefa, nesta Lua Cheia em Touro, de encontrar os recursos internos para vencer e terminar esta “batalha” (pelo menos a deste ciclo) e começar a construir a tão desejada Harmonia que desejamos ver no mundo.

“Que a Luz, o Amor e o Poder, restabeleçam o Plano na Terra.”

(A Grande Invocação)

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reconciliation

Durante o mês de Novembro o Sol permanece em Escorpião até ao dia 21, data em que ingressa em Sagitário. Até esta data ele proporciona-nos a fluidez energética com um trígono a Neptuno (de 1 a 4), sextil Plutão (de 5 a 9) e trígono a Quíron (de 11 a 15). Estes aspectos trazem o potencial de cura e transformação através da Consciência dos processos já descritos na Lua Nova em Escorpião (que ocorreu no dia 30 de Outubro – ler mais aqui), e que encontram apoio e contribuem para a Identidade Universal através do sacrifício das pequenas vontades da personalidade que estão na origem das guerras e comportamentos destrutivos. Permite o aprofundamento necessário para transcender as ilusões de separatividade e a oportunidade para reconhecermos os nossos tabus e complexos psíquicos para que seja possível unificarmos todas as partes de nós, o que rejeitamos ou sentíamos que era rejeitado, e desenvolvermos a fé que nos ajuda a navegar, a ultrapassar e a compreender as crises vividas através das perdas. O quincôncio a Úrano em Carneiro (de 11 a 15) remete para a dificuldade em encontrarmos uma forma mais livre de nos expressarmos e, na incapacidade de nos dedicarmos ao processo anterior, o risco de procurarmos essa liberdade através dos equívocos psíquicos que ainda acumulamos. Com isto quero dizer, através de mais luta, guerra e destruição (tanto Escorpião com Carneiro regidos por Marte) porque pretendemos a liberdade não por meio da aceitação dos processos de transformação internos mas através da revolta pela resistência em fazê-lo.

Júpiter continua a avançar pelo signo de Balança e em muito podemos beneficiar das suas qualidades para trazer a presença do Ar que ajuda a clarificar as energias tão fortes e intensas que acabámos de abordar. Júpiter relaciona-se em sêxtil com Saturno em Sagitário de 11 a 30 de Novembro. Esta é uma comunicação bem diferente da que estabeleceram aquando da passagem de Júpiter em Virgem, período durante o qual mantiveram uma tensão (quadratura) que em muito contribuiu para a desaceleração do crescimento pessoal e cujo propósito era promover a compreensão dos nossos próprios limites e (limitações), bloquear a abertura de horizontes e de oportunidades para que fosse possível (antes de nos “lançarmos ao mundo”) uma expansão interna, ao nível do autoconhecimento e do aperfeiçoamento individual. Durante esta tensão Júpiter/Saturno, aqueles que mais se focaram nas dificuldades externas manifestas através desta relação, perderam a oportunidade de crescimento (Júpiter) que estava (e sempre está) implícita em qualquer experiência de vida. Para estes com maior dificuldade em “Acreditar” que é possível sentir Gratidão e ter esperança no futuro perante realidade tão sombria (e compreende-se perfeitamente até porque Júpiter estava em exilio no signo de Virgem…) Júpiter foi provavelmente muito pouco benéfico, e na realidade um verdadeiro “chato” ampliando tão-somente os detalhes enfadonhos e as imperfeições da nossa vida. Resta conseguir compreender que os únicos “benefícios” de que devíamos estar à espera (afinal Júpiter é o Grande benéfico), são tão-somente os frutos dos nossos esforços, trabalho e dedicação. Então, os benefícios conquistam-se e determinam a nossa “sorte” ou “azar”…

Júpiter em Balança vem ampliar a Consciência de nós próprios através da compreensão do que são «correctas relações humanas» (Djwal Khul). Os benefícios que as relações nos “trazem” não são ao nível lunar, das nossas necessidades egocêntricas, mas antes os benefícios que ambos têm como resultado da partilha adulta, madura, responsável, humilde e com real necessidade de aperfeiçoamento (Júpiter esteve em Virgem…). Por isso podemos beneficiar das oportunidades que Júpiter proporciona através das parcerias, relações, sinergias e partilha de esforços para encontrarmos o Caminho (outra função de Júpiter) para este trabalho de aperfeiçoamento. Como regente de Sagitário, o sextil com Saturno torna o contacto ainda mais forte e importante (e ainda podemos acrescentar que Saturno exalta-se em Balança). O sextil é um aspecto de entreajuda e um aspecto que facilita a contribuição mutua entre aquilo que cada função planetária representa. Neste caso, por exemplo, as estruturas legais e os valores morais sobre os quais uma sociedade assenta (Saturno) serão tão mais justas, equilibradas e éticas quanto maior for o respeito e o entendimento do que são «correctas relações humanas» (Júpiter). O respeito pelo próximo, a verdadeira cooperação, os acordos justos e a diplomacia são fundamentais para que as estruturas que construímos sejam fundadas na qualidade das nossas relações com a vida e não no desejo egocêntrico de vencer a todo o custo. Se cada um de nós oferecer um pouco do que de melhor há em si ao invés de procurar ir retirar do outro o que ele tem de melhor para seu beneficio pessoal, estaríamos no caminho certo para construir uma sociedade baseada em «correctas relações humanas». Saturno rege Plutão que ainda permanece em Capricórnio, pelo que este período será importante para que possam ser desenvolvidas leis nacionais e internacionais de interajuda, novos acordos diplomáticos que visem o bem comum e o desenvolvimento de uma sociedade mais preocupada com os “direitos humanos”, leis mais justas e equilibradas e até no que respeita à forma como vemos o “casamento”.

Esta relação entre Júpiter e Saturno marca grande parte do mês (20 dias, de 11 a 30 de Novembro), e funcionará como o grande pano de fundo para o desenvolvimento das restantes temáticas planetárias. Durante este período, Marte ingressa no signo de aquário a 9 de Novembro e faz trígono a Júpiter em Balança no dia 29 e 30 (sendo que este contacto será ampliado em Dezembro com o sextil a Saturno). Aqui teremos a energia de activação que permite a tomada de iniciativas que sejam mais humanitárias com necessidade de lutar pela diferença, pela mudança que traga uma maior Liberdade de acção nas nossas vidas. Podemos sentir-nos menos condicionados e com maior optimismo para lutar pelas ideologias e filosofias de vida que permitam ter esperança por um futuro melhor. Apoiado por Júpiter em Balança, é um bom período para aproveitar as oportunidades que permitem estas iniciativas.

O posicionamento de Vénus em trânsito por Capricórnio a partir do dia 12 traz tensão a esta temática pela quadratura a Júpiter em Balança (disposto por Vénus) e conjunção a Plutão em Capricórnio, ambos de 23 a 28 de Novembro, e por fim quadratura a Úrano em Carneiro de 28 a 30 de Novembro. Isto fala da necessidade de abordarmos os padrões relacionais que ainda bloqueiam a expansão desta boa vontade, de percebermos que valores mais materialistas se sobrepõem, oprimem e bloqueiam a expressão desta boa vontade, da verdade, da honestidade, dos valores éticos e morais. Que interesses pessoais corrompem o Caminho do Bem, do Amor, da Paz, da Harmonia e da Justiça. Mas representa simultaneamente, a necessidade de lidarmos com as dificuldades que emergem das nossas relações, contractos, parcerias bem como dos nossos recursos materiais, e como a atenção a tudo isto pode ser desviada para uma excessiva busca de prazer e bem-estar. O sextil a Neptuno de 18 a 22 de Novembro é a oportunidade de dirigirmos estas intenções para a dissolvição das parcerias que não são em benefício do colectivo.

Mercúrio ingressa em Sagitário a 12 de Novembro e pensamos mais em termos de conceitos e filosofias do que de forma lógica, racional e imparcial e com tendência a tomar os factos pela verdade (posicionamento de exilio). A quadratura a Neptuno de 17 a 20 é uma fase que acrescenta alguma confusão a esta capacidade de raciocínio lógico e que pode trazer grandes equívocos ao nível da comunicação baseado em ideias fanáticas que promovem mais a confusão que o esclarecimento. Mas de 21 a 24 Mercúrio faz sextil a Júpiter, de 22 a 25 faz conjunção a Saturno e de 25 a 28 trígono a Úrano. Depois da “lavagem cerebral” do contacto anterior, durante este período a comunicação está mais voltada mais para a compreensão dos factos e circunstâncias e podemos aproveitar para expandir as nossas ideias e inovar alguns aspectos das nossas rotinas e estruturas mentais de organização, para pensarmos além-fronteiras de forma mais ordenada e estruturada.

Bom trabalho para Novembro.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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lua-nova-30-outubro-2016

«Trick or Treat»…

Iniciamos este novo ciclo de Consciência abaixo da superfície… Se no ciclo anterior (Balança) tratava-se de tomarmos Consciência dos Reflexos e do que atraímos por Correspondência ampliando a nossa Identidade através do que nos devolvem as Relações, com a Lua Nova em Escorpião há que tomar Consciência da Ressonância que o exterior produz internamente e das batalhas com as quais ainda encontra Correspondência.

Com esta Lua Nova, concentramos energia para intensificar e aprofundar estas Relações, tornando-nos mais “íntimos” com a vida despindo-nos de preconceitos e aceitando perder algo de nós mesmos para que da união de “recursos” possamos nos reconhecer por inteiro. E isto implica compreender tudo o que deixámos crescer por debaixo da superfície, o que durante todo este tempo escolhemos alimentar, e com esta Consciência reconhecer em nós o que ainda é destrutivo ou reconstrutivo…

Aproveitamos a oportunidade para dedicar todo um ciclo à necessidade de exorcizar os fantasmas que ainda nos atormentam, mas também para aprofundar o que merece a nossa atenção. Trazer intensidade e poder ao que merece a nossa concentração, e deixar partir o que expirou prazo de validade. É a oportunidade para terminar, por um fim, ao que já não é produtivo e não tem qualidade. Colhemos os frutos do ciclo e aceitamos as perdas. Reciclamos os nossos recursos e transformamos o que está obsoleto em aprendizagem, porque nada se perde, tudo se transforma… Aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes, basta compreendermos que a morte faz parte da vida porque sem ela não se criam os espaços necessários para que uma nova semente possa germinar. Tudo o que nasce para a luz teve antes a sua origem na escuridão. Os melhores tesouros estão escondidos nos locais mais profundos e guardados em segredo, até que sejamos capazes de enfrentar os perigos e as tormentas para lá chegar. E a partir desse momento apercebemo-nos de que, caso nunca nos tivéssemos dado ao trabalho e assumido a coragem (afinal Escorpião também é regido por Marte) de enfrentar as mais duras batalhas para lá chegar, nunca teríamos feito tamanha descoberta e perderíamos tamanha riqueza, o Ouro da Consciência.

A nossa Lua Nova de Escorpião (que os céus nos permitam a intimidade), ao contrário do que aconteceu na Lua Cheia de Carneiro, oferece-nos uma harmoniosa geometria entre Mercúrio e Neptuno. No dia 30 de Outubro, a 7º44’ de Escorpião, esta Lua Nova faz conjunção a Mercúrio e trígono a Neptuno em Peixes.

A conjunção a Mercúrio traz-nos as qualidades de psique-análise, de comunicação e as ferramentas de trabalho para fazer deste início de ciclo a oportunidade para objectivar e tomar consciência das mensagens internas que precisam de ser clarificadas e conscientizadas. Planeta com a energia de 4º raio (a Harmonia através do Conflicto) e regente hierárquico de Escorpião, esta conjunção potencia o processo de desconstrução de todas as formas de pensamento que dominam a realidade de cada um (a “Energia segue o Pensamento”) e que estão na origem da dor e sofrimento da Humanidade. Vivido ao nível da personalidade significa gastarmos as energias deste ciclo a pensar nas inúmeras formas de destruir o que (e quem) nos incomoda, e que impede a realização dos nossos desejos pessoais (vistos como a única forma de garantir a “paz” que precisamos para a nossa vida).

O trígono a Neptuno confere-nos as qualidades de compaixão pelo que de pior possamos ver em nós e no mundo, a fé de que todos os conflictos têm resolução, e que passa em primeiro lugar por reconhecer que “ele” (o conflicto) existe e, no Silêncio da batalha, esperar por “ela” (a resolução). Assim ensinava Krishnamurti:

“Se realmente entendermos o problema a resposta virá dele, porque a resposta não está separada do problema.”

Esta ligação harmoniosa e tão fluida com Neptuno permite-nos transcender a prepotência da personalidade, responsável pela origem dos nossos conflictos (e do mundo), e simplesmente mergulharmos na Consciência colectiva de onde tudo teve a sua Origem, onde todo o caos se dissolve, onde todas as partes se Unificam a cada nova reconstrução… Faz-nos desejar, na mais nobre das suas devoções, a cura de toda a dor e sofrimento de que padece a Humanidade. Uma Humanidade com um comportamento essencialmente escorpiónico (no que se refere à sombra deste signo), que ainda consome os recursos do planeta de forma tão destrutiva e com uma lamentável ilusão de poder e impunidade sobre as circunstâncias.

Precisamos de transportar para este novo ciclo a Consciência da Harmonia através do Conflicto.

Bom trabalho para esta Lua Nova, em véspera de Halloween…

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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