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Archive for the ‘2016’ Category

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Esta lua cheia no grau 23 de Carneiro tem a particularidade de fazer conjunção a Úrano, o que faz da sua expressão energética uma caixinha de oportunidades. Para além disso Plutão encontra-se no ponto médio entre estes 3 corpos celestes em oposição representando o foco sobre o qual se concentra este conflicto. (consultar Outubro Astrológico para ler mais acerca deste trânsito).

Este é o culminar de um ciclo em que literalmente reflectimos sobre o que a nossa Consciência nos mostra acerca do impacto que as nossas decisões e motivações pessoais têm sobre os outros e sobre tudo e todos com os quais nos relacionamos (começando por nós mesmos). Esta tomada de Consciência implica uma profunda necessidade de desapego, de libertação, de reconhecimento real, profundo acerca de todos os padrões inconscientes que ainda condicionam o nosso compromisso consciente com a vida. Ocorre uma necessidade visceral por esta liberdade, sem dúvida, mas ela tem necessariamente que reflectir (afinal trata-se de uma Lua Cheia) o propósito de Criar única e exclusivamente um estado de harmonia interna que terá objectivamente reflexos no exterior e nas nossas relações. Afinal é sobre isso que o eixo Carneiro / Balança nos pretende fazer reflectir, que a vida é tão, e somente, um Reflexo… Não existe nenhum acto isolado em si mesmo, ele encontra sempre o seu par no exterior. Todas as nossas iniciativas atraem energia correspondente que por sua vez definem a qualidade das pontes e do caminho que vamos construindo.

Com esta Consciência de que a vida é uma “casa de espelhos”, conseguimos no culminar da experiência, estar receptivos às mudanças que internamente teremos que abraçar para que o verdadeiro casamento (aquele que ocorre entre a Alma e a personalidade) seja cada vez mais uma realidade. Rompem-se necessariamente todos os “casamentos” onde não mais existe o Amor, onde não encontramos mais forma de evoluir e progredir no nosso desenvolvimento, porque no fundo nos “des-Alm-amos”, porque essencialmente “A” projectámos no outro a quem chamámos de “Alma gémea”. Este é o momento certo para que se “fale agora ou se cale para sempre”. E, com esta Lua Cheia, “para sempre” é algo que nos apercebemos que não existe, e está longe de representar a estabilidade, paz, harmonia e equilíbrio que por tanto almejamos. E porque temos Úrano e Plutão envolvidos neste “matrimónio” a coisa “ou vai ou racha”.

A sugestão (porque nunca se trata mais, do que somente isso) é aceitar, literalmente, o Desafio. Não procurar possuir mas sim usufruir do que a vida nos traz por correspondência connosco mesmo. Romper com todos os cordões umbilicais que ainda projectamos em todas as nossas relações, sem que para isso tenhamos que fingir uma falsa liberdade, porque essa mantém-se separada de nós mesmos… por medo. Amar sem apego, porque apenas o Desapego, aquele que é verdadeiramente sentido e não somente pensado, nos permite ter Gratidão pelo que da vida recebemos, em “espelho”, por Correspondência, e nos faz querer partilhar os frutos das nossas conquistas com os outros sem nunca nos sentirmos “dividos” mas antes “multiplicados”. Não nos esqueçamos de que todas as Balanças precisam de ser calibradas de tempos-a-tempos porque o nosso ponto de Equilíbrio entre a dualidade da vida e das circunstâncias, entre o que gosto e não gosto, dá prazer e não dá prazer, varia e está directamente associado ao nosso nível de Consciência. Por isso, talvez este seja o culminar de uma etapa das nossas vidas em que é necessária alguma forma de Coragem para gerar as mudanças urgentes à libertação de peso que acumulámos em cada prato da Balança e assim vivermos numa relação mais Autêntica connosco mesmos e com a vida. Sair da indecisão para reencontrar a verdadeira Paz, Harmonia e Equilíbrio que tanto desejamos. Esta Lua Cheia em Carneiro propõe que arrisquemos abraçar estes sentimentos mais revolucionários sem no entanto nos podermos dissociar da voz da Consciência que nos diz que; depois de definirmos as nossas metas o que importa não é se as conseguimos alcançar a qualquer custo, mas antes a qualidade do caminho que construímos até lá.

Úrano é regente hierárquico de Carneiro, e quando conseguimos alinhar a nossa Alma com esta intenção tão elevada, tudo o que sentimos que devemos fazer, todas as nossas metas, objectivos e motivações pessoais servem única e exclusivamente para que a Paz se faça sentir em nós e em todos os cantos do Mundo. Estas são as verdadeiras sementes da abundância, aquelas que encerram em si mesmas a Consciência de que tudo o que desejo de prosperidade para mim que seja multiplicado para o outro. Estas intenções teriam o efeito de potencial regenerador e alquímico expresso através de Plutão em Capricórnio como ponto médio onde esta oposição encontra o seu foco.

Bom trabalho para esta Lua Cheia.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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“Não há bem que para sempre dure, nem mal que nunca se acabe”. Começo desta forma porque uma das principais mudanças que ocorre durante este mês de Outubro é o enfraquecimento da quadratura entre Saturno em Sagitário e Neptuno em Peixes. As únicas “contas” a fazer, é que aquilo que verdadeiramente conta, fica e é mensurável, são os nossos Esforços. Como nos esforçámos para corrigir os nossos erros, falhas, para ultrapassar os nossos medos, superar obstáculos, e que aprendizagem ficou de tanto Sacrifício. Sei bem que por muitas vezes faço referência, e repito, esta necessidade de compreendermos a importância que têm os nossos esforços porque, é apenas através deles que seremos bem-sucedidos por entre os insucessos (recomendo a leitura do artigo “O que contam são os nossos Esforços”). Os trânsitos planetários marcam pequenas partes de processos que são longos. Marcam períodos concretos na nossa vida, mas a aprendizagem resultante das experiências que proporcionam durante esses períodos transcende os timings dos trânsitos. E por essa razão, mais do que nos preocuparmos em lançar foguetes porque finalmente vamo-nos ver livres da quadratura Saturno/Neptuno (até porque isso seria uma ilusão), trata-se de nos esforçarmos (novamente) por integrar na nossa Consciência os ensinamentos que proporcionaram.

Conforme tínhamos visto, já durante o mês de Setembro, verifica-se uma redução da mutabilidade e uma maior concentração de planetas em signos cardeais e fixos (nomeadamente Balança, Escorpião e Capricórnio). A energia cardeal estimula a iniciativa e o foco da energia passa a estar direccionado para as motivações que estão na base de novas decisões. Por isso passamos de uma energia mais dispersa, para outra mais objectiva e motivacional.

Esta alteração afecta igualmente o posicionamento de Saturno em Sagitário e Neptuno em Peixes (ambos em signos mutáveis) uma vez que temos Júpiter, regente de ambos os planetas, a transitar desde o dia 9 de setembro pelo signo da Balança.  Ao longo de muitos meses, à medida que ingressavam em Gémeos e Virgem, os planetas pessoais activaram de forma muito intensa a tensão vivida entre Saturno e Neptuno, e muitos de nós sentiram na pele o esforço que isto representou, a desordem e a confusão nas suas vidas.

O último planeta a transitar por Virgem é Mercúrio. Após um longo período em domicilio, por onde transitou retrógrado até ao dia 22 de Setembro, ingressa em Balança a 7 de Outubro onde permanece até ao dia 24. Até ao dia 22 teremos 3 planetas em Balança – Mercúrio, Sol e Júpiter – a trazerem-nos a oportunidade de nos abrirmos aos outros, e de, através do encontro empático com a vida, respirar um pouco de paz e harmonia. Durante o posicionamento em Virgem preocupámo-nos em trabalhar falhas, em procurar encontrar alguma ordem por entre o caos, em desenvolver métodos e ferramentas que ajudassem a aprimorar e a aperfeiçoar o nosso modo de viver, a optimizar e a rentabilizar os nossos recursos dentro das limitações que (mesmo sem disso termos consciência) criámos nas nossas próprias vidas. Com a passagem por Balança pensamos agora em procurar algum equilíbrio, em compreender o que para nós tem valor, queremos e podemos partilhar com os outros. Entrar no pensamento qualificado, aquele que permite atribuir valor às experiências que atraímos e apreciar a beleza existente na vida. Procuramos partilhar os frutos do nosso trabalho e procuramos gerar, através do nosso pensamento, a força de atração que nos permite fazer pontes com o ambiente que nos rodeia. Estamos mentalmente mais despertos para pensarmos em espelho, com maior atenção à qualidade das nossas palavras, da nossa comunicação porque a qualidade de tudo isto terá reflexos em tudo com o qual estabelecemos relação. Mercúrio faz conjunção a Júpiter de 10 a 13 de Outubro, ampliando o nosso entendimento sobre os dois lados da balança, que em muito beneficiaremos se conseguirmos negociar e receber as opiniões e inputs dos outros. Talvez tenhamos que pensar além-fronteiras, de pensarmos de forma justa e equilibrada, e encontrarmos um denominador comum através do qual nos possamos entender mutuamente, por entre crenças, dogmas e orientações filosóficas. A partir do dia 18 de Outubro Vénus ingressa em Sagitário estabelecendo uma Recepção Mútua com Júpiter em Balança com o qual faz sextil entre o dia 24 e 29. Esta é uma relação que intensifica os benefícios que podem advir das parcerias e da partilha, permite igualmente expandir aquilo que damos e recebemos nas nossas relações, acreditar na nossa sorte e aventurarmo-nos e explorarmos a nossa fé no outro. Simultaneamente Vénus faz quadratura a Neptuno em Peixes, trazendo uma dificuldade em avaliar e distinguir de forma clara e objectiva as verdadeiras intenções implícitas em ambas as partes. Logo a seguir Vénus faz conjunção a Saturno (de 29 a 1 de Novembro) e caímos na real, apercebemo-nos que com os benefícios vêm as responsabilidades, e tomamos noção que existem limites ao que desejamos obter através do outro.

Mas esta procura por encontrar um pouco de equilíbrio ente as exigências e os benefícios terá muitos desafios ao longo do mês de Outubro. Esta Consciência e formas de pensar mais diplomáticas e sinérgicas entram em conflicto com a necessidade de romper radicalmente com qualquer tipo de limitação e restrição, e teremos que usar muito da nossa capacidade de análise e diálogo para ponderar e conseguir colocar em cada prato da balança aquilo que queremos manter e aquilo que teremos, inevitavelmente, de perder (Sol e Mercúrio em Balança fazem oposição a Úrano em Carneiro de 13 a 17 e de 19 a 21, respectivamente, e quadratura a Plutão em Capricórnio de 5 a 9 e de 15 a 17, respectivamente). Seremos forçados a decidir que compromissos queremos assumir e que parcerias queremos quebrar. Plutão em Capricórnio será o Apex deste T-square entre a oposição que Úrano em Carneiro faz com o Sol em Balança no dia 15, e com Mercúrio em Balança no dia 20. Isto quer dizer que estará exactamente no ponto médio da oposição nestas 2 datas. Nele ir-se-á concentrar a dificuldade entre romper radicalmente através da guerra, ou ponderar e negociar os interesses de ambas as partes de forma diplomática. Na pior das hipóteses abdicamos de ceder em alguma parte, mantendo uma obsessão cega por garantir o controle das circunstâncias, destruindo qualquer hipótese do acordo que permite a introdução de pequenas mudanças que sejam mais justas e equilibradas. Pela positiva, é a energia por excelência da “reforma”, a que permite aprofundar o melhor que pode existir quando pomos mais que uma cabeça a pensar e libertamo-nos do medo que essas mudanças podem provocar, até porque “duas cabeças pensam melhor que uma”. Se estivermos dispostos a isso, vemos que afinal não morremos por sair da nossa rigidez autoritária, e assim permitimo-nos pensar no lugar do outro partilhando as nossas ideias e, em conjunto, encontrarmos formas alternativas para resolver os problemas. Afinal, “é a conversar que a gente se entende”. Só assim teremos o verdadeiro poder de reestruturar as nossas prioridades na vida e hierarquizar o que precisa de mudança urgente.

Marte continua a transitar pelo signo de Capricórnio contribuindo para a tensão e o conflicto atrás descritos. Durante esta passagem faz conjunção a Plutão de 17 a 23 e quadratura a Úrano de 27 a 21. Procuramos agir para manter a autoridade e, na dificuldade em integrar a tensão, existe algo de implacável e austero na forma como o podemos fazer. Motivados pelo medo, agimos criando os obstáculos necessários à asfixia da boa vontade, impondo a ordem por meio da força e da violência.

O ciclo de lunação deste mês ocorre igualmente neste eixo cardeal com a Lua Nova do dia 1 de Outubro a 8º de Balança a fazer conjunção a Júpiter, e a Lua Cheia do dia 16 de Outubro a 23º de Carneiro a fazer conjunção a Úrano. Esta última acrescenta impacto a toda a tensão descrita anteriormente, sendo aqui que o conflicto atinge o seu pico e a tomada de Consciência é urgente.

A partir de 24 de Outubro, já o Sol e Mercúrio se encontram em Escorpião, e transitam conjuntos até ao final do mês. Aqui é altura para pensar nas “maçãs podres” que ainda contaminam a fruta do nosso pomar. Mas também permite-nos pensar em formas mais profundas de resolver os conflictos, em comunicar o que verdadeiramente nos preocupa e aflige a nossa Consciência. Desejavelmente temos a oportunidade de tomar Consciência das Mensagens que emergem, vindas do nosso inconsciente. Mas sobre este trânsito mais será desenvolvido em Novembro.

Entretanto, bom trabalho para Outubro.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Durante o mês de Setembro, ainda se mantém a quadratura entre Saturno em Sagitário e Neptuno em Peixes (afectando essencialmente os que possuem planetas e ângulos do mapa entre os graus 8 e 13 dos signos mutáveis). Durante a sua passagem pelo signo de Virgem, é o Sol quem vai activar esta tensão durante os primeiros 5 dias do mês, com a particularidade de formar um eclipse Solar no dia 1 de Setembro a 9º. Este eclipse, faz quadratura com Saturno em Sagitário e oposição a Neptuno em Peixes, o que o torna especialmente importante. Força-nos a rever ainda mais todos os padrões que atrasam o desenvolvimento da nossa Consciência. Implica sempre perda, destruição, libertação de velhos hábitos e, principalmente, da imagem que tínhamos da Vida e de nós mesmos. Mas pelos aspectos tensos a Saturno e a Neptuno, a expressão deste eclipse transporta consigo uma elevada carga que poderá ter expressões muito profundas a um nível pessoal e colectivo. As ilusões e medos fanáticos terão como que, ser canalizados através deste ponto, a 9º de Virgem para que a “imagem que tínhamos da Vida e de nós mesmos” se eclipse e possamos organizar a vida a partir de outro ponto. Mas por ser uma tensão, antes que isso seja possível, muito do que considerávamos ser ordem na nossa vida terá que sofrer uma desordem. Isto ajuda-nos a trazer focus para as coisas mais pequenas da vida, para as questões mais simples e práticas. Eclipsam-se esquemas mentais para que a mente se liberte das imagens que ilusoriamente criou sobre o que seria um mundo “perfeito”.

Ao contrário do que aconteceu em Agosto, o mês de Setembro apresenta uma grande presença de planetas em Ar com Júpiter (a partir do dia 9), Vénus (até ao dia 23) e o Sol (a partir do dia 22) a transitarem por Balança. O Ar traz-nos as qualidades de inter-relacionar, comunicar, objectivar, racionalizar, colocar tudo em relação para que possamos compreender e trazer compreensão. Uma vez que a Vénus se encontra no seu domicílio, as suas qualidades ficam mais ampliadas assim como a necessidade de diplomacia, de partilhar esforços, recursos, de formar alianças, de pacificar, harmonizar, de nos encontrarmos através de um denominador comum que depende essencialmente da capacidade de compreendermos o lado do outro. Durante este mês, Vénus em Balança faz quadratura a Plutão entre os dias 10 e 15, e posteriormente oposição a Úrano entre os dias 17 e 20. Mas no dia 18, Plutão estará equidistante ente os dois, formando o mid-point entre Vénus e Úrano (podemos simbolicamente associar ao que em astrologia definimos como sendo o Apex do T-Square). Isto pode significar que, durante este período, o conflicto entre a necessidade de efectivar as mudanças que nos tragam maior Liberdade e a necessidade de construir paz e harmonia pode converter-se numa mistura explosiva, através da qual emergem os mais estranhos esqueletos que tínhamos fechados a sete chaves no armário. Mas em astrologia também aprendemos que é através do Apex (neste caso o mid-point em Plutão), que se resolve o conflicto. Então o segredo não está em usar o poder para obter liberdade ou para forçar a paz e a harmonia, mas antes aprender a aplicar as qualidades de Plutão para que tanto a Vénus como Úrano se possam expressar em equilíbrio. Esta será portanto uma fase em que teremos que aprender a assumir o único poder possível, aquele que emerge do nosso Centro quando aceitamos o que em nós ainda nos assusta, amedronta, pelo qual ainda vivemos obcecados, para que possamos transmutar. Fazemos essa transmutação através da capacidade de deixar morrer todas as estruturas sobre as quais edificámos a nossa segurança, e cujos alicerces não têm como resistir à força do Tempo… Ao fazermos isso sentir-nos-emos um pouco mais renovados e verdadeiramente livres para novos caminhos e novas relações (ou pelo menos para renovar as que já existem). Vamos ter 2 sextis como que a “balizar” esta tensão entre Vénus, Úrano e Plutão, um antes e outro após. O sextil de Vénus com Saturno em Sagitário de 5 a 9, traz excelentes oportunidades para estruturar e hierarquizar (eximia qualidade de Saturno) as nossas prioridades, o que para nós tem maior valor, aquilo que colocaríamos no topo da nossa lista, estabelecermos as parcerias que mais se adequam à nossa estrutura de crenças, e assumir os compromissos necessários (e mais sérios) que acrescentam solidez à nossa necessidade de expansão e das nossas relações. Isto irá permitir entrar com maior solidez no processo de libertação e transformação inicialmente descrito. Por outro lado, o sextil entre Vénus e Marte em Sagitário de 16 a 23 de Setembro já ocorre mais à posteriori e em simultâneo com o trígono entre Marte e Úrano (em Carneiro) de 14 a 21 de Setembro. Durante este período temos a oportunidade de ver estas novas parcerias, relações, contractos, partilhas a ganharem pernas e a andarem.

Entretanto, Júpiter, conforme já foi mencionado, abandona o signo de Virgem por onde transitou durante 1 ano, e ingressa no signo de Balança a 9 de Setembro. Esta é uma mudança muito importante porque Júpiter é regente de Saturno e Neptuno, com os quais manteve uma relação muito tensa e difícil durante o período em que esteve em Virgem. Isto sugere que muito da resolução e dos temas afectados por este conflicto entre Saturno e Neptuno passam agora pela compreensão e integração dos princípios associados ao signo da Balança. A 9 de Setembro ele sai do seu exilio e ingressa num signo cujas qualidades facilitam a expressão dos seus princípios. E durante esta passagem por Balança, aquele que é vulgarmente conhecido como o “Grande Benéfico” é “recebido por Vénus (o “pequeno benéfico”) e está em condição de nos ajudar a explorar grandes oportunidades para encontrarmos um maior equilíbrio na nossa vida, para estabelecermos novas ou melhores trocas e compromissos, para compreendermos como encontrar e desenvolver uma verdadeira Harmonia entre as energias que habitam em cada um de nós para que as manifestações do mundo externo possam Espelhar esse estado interno (e o efeito “Espelho” é uma das maiores dádivas do signo de Balança). Esse estado interno foi (supostamente) desenvolvido em Virgem… Por isso Júpiter é o Grande Benéfico “qb”… os Benefícios vêm com o Trabalho desenvolvido.  Compreendermos que nada do que atraímos para a nossa vida acontece por acaso ou foi um erro do destino, até porque a Justiça é “cega e surda”. Mas este é um tema que irá ser explorado durante um ano porque Júpiter permanece em Balança até 10 de Outubro de 2017, data em que ingressa em Escorpião. Mais sobre as propostas que o trânsito de Júpiter nos trazem pelo signo de Balança será publicado num artigo mais detalhado durante a primeira semana de Setembro.

Mercúrio permanece em Virgem durante todo o mês, mas inicia movimento directo a partir do dia 22 de Setembro (consultar artigo publicado em Agosto sobre Mercúrio retrógrado – Reorganizar para Renascer por entre as cinzas). Após esta data torna-se mais natural trazer para o dia-a-dia as ideias reformuladas durante este período de modo a optimizar o nosso dia-a-dia e formas de aperfeiçoar as nossas ferramentas de trabalho e de melhor podermos prestar Serviço. Até lé, permanecemos, com Mercúrio em domicílio, mais focados no detalhe, a pensarmos de forma mais “pequena” para que possamos atentar aos pormenores que na nossa vida ainda precisam de ser trabalhados. De 1 a 5, de 12 a 14, e de 16 a 27 de Setembro, Mercúrio encontra-se com Júpiter, Sol e faz trígono a Plutão (respectivamente) permitindo a abertura da mente e a tomada de Consciência destes processos e em explorar formas de sermos mais produtivos. É uma fase de maior actividade e enfoque de energia na capacidade de análise e (literalmente) no regresso ao trabalho. Estas qualidades, bem aplicadas, facilitam as transformações necessárias para reestruturar a vida (nem que seja em pequenos detalhes).

A partir do dia 22 de Setembro começamos a ver uma redução de energias nos signos mutáveis (apesar da quadratura entre Saturno e Neptuno ainda se manter até Outubro, e Mercúrio ainda transitar Virgem). O Sol ingressa em Balança a 22 de Setembro e Marte em Capricórnio no dia 27 de Setembro. Passamos progressivamente para energias menos dispersas, que potenciam a iniciativa, mais direccionadas para metas e objectivos. O ingresso do Sol marca o Equinócio de Outono, o momento do ano em que a noite e o dia voltam a ter a mesma duração, em que se Equilibram os polos Yin e Yang. O Sol é esta Consciência de Totalidade através da compreensão da Relação entre todas as partes. Marte traz a necessidade de agir em função de objectivos mais concretos e reais, de tomar iniciativas mais responsáveis, de lutar por sucesso e por conquistar algo através dos nossos esforços. Passamos de uma energia de agir em liberdade, para uma de maior restrição. A relação que Marte irá efectuar com os restantes planetas irá determinar a qualidade destas batalhas (a explorar para o mês de Outubro). Entretanto, Vénus ingressa em Escorpião a 23 de Setembro, tornando esta relação tudo menos ligeira. Aprofundam-se e intensificam-se as partilhas, as parcerias, os contractos, e com isto apercebemo-nos dos conflictos que ainda transportamos em nós e projectamos para os outros. E é aqui que percebemos a nossa necessidade de domínio para que a “paz” se mantenha ou sentimos que somos dominados. Escorpião é o signo onde Vénus encontra o seu exilio, o que significa que “não há bela sem senão”… Onde anteriormente tudo eram rosas, começam a surgir os espinhos e é fundamental perceber que, ambos compõem a flor. Se os ignorarmos seremos feridos (ou podemos ferir), e se apenas nos focarmos nos espinhos iremos perder o desabrochar da rosa. Com a Vénus em Escorpião percebemos que é unindo recursos que conseguimos formar um ramalhete… O ingresso quase que simultâneo do Sol em Balança permite esta Consciência entre todas as partes…

 

Bom trabalho para Setembro

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Agosto foi um mês com energias essencialmente em Fogo e em Terra, com ausência de planetas em Ar e apenas Neptuno e Quíron em signo do elemento Água. O Fogo e a Terra vibram em níveis de energia muito diferentes e opostos na sua subtileza. Mas esta diferença nas suas formas de expressão não reduz a importância de um em detrimento do outro, até porque “Tudo o que existe no Universo é uma manifestação de Energia” (Lei do TAO). O Fogo simboliza a energia criativa, elemento de activação, é um princípio alquímico. O elemento Terra é apenas e tão somente a última forma de expressão desta energia criativa, a sua manifestação num elemento mais denso, onde se consegue a sua condensação e materialização. O fogo, por ser a Origem de tudo, a Consciência, é a energia que nunca se perde, apenas muda de forma, porque ele representa este principio criativo por excelência. Por isso, de tempos a tempos, as formas morrem para que níveis mais subtis e criativos de expressão possam surgir… em novas formas. Assim como acontece com a libertação da nossa Alma aquando da morte do nosso corpo físico e regressa ao Espirito (Fogo). E isto assemelha-se ao processo de Renascimento representado pela Phóenix. O Fogo que consome o “corpo” (a forma), que se transforma em cinzas para daí renascer em uma nova forma de vida. Quando não conseguimos estabelecer uma relação equilibrada entre estes dois planos, podemos ficar demasiado presos às formas e limitados às suas expressões no plano físico, e que se manifesta vulgarmente pelo medo da perda ou medo da morte (o elemento Terra), criando resistência a este processo de transmutação. Ou então, demasiado irrealistas, com uma dispersão de energia sem capacidade de contenção. Quando a nossa relação com estes dois princípios acontece de forma desequilibrada, transitamos de um oposto para o outro de forma extremista, ora demasiado contidos, ora demasiado ígneos, com dificuldade em introduzir mudanças progressivas nas nossas “formas” de vida. E se voltarmos à análise astrológica, este foi sem dúvida um mês com fortes quadraturas entre Virgem (Terra) e Sagitário (Fogo), mas com a particularidade de que, por altura do início deste “Inferno na terra” que foram os incêndios, Marte já transitava este último signo de fogo (ingresso a 2 de Agosto) e, como já foi referido, abundavam as energias nestes 2 elementos. Como regente do signo de Escorpião, Marte representa o princípio que activa o processo de destruição das formas, enquanto que Plutão (co—regente de Escorpião) assume a função de regeneração necessária ao processo de renascimento. Quando vivemos estas energias a partir do Coração, em Amor, estes são verdadeiros processos alquímicos que permitem uma enorme libertação de energia e que catapultam o indivíduo para níveis mais refinados de Consciência. Quando vivemos estas energias a partir do plexo solar ou da nossa natureza inferior, tanto as energias de Marte como de Plutão, tornam—se destrutivas e muito frequentemente expressas através das cíclicas crises vividas pela Humanidade. Aí temos o fogo que queima ao invés do fogo que vivifica. Ambos libertam energia, no entanto, o primeiro propaga-se de forma descontrolada, o segundo consome apenas as impurezas de forma a eliminá-las e a purificar a matéria. Ao transitar por Sagitário, um signo de Fogo, Marte activa este processo através deste elemento, e que simbolicamente podemos associar ao fogo físico (extremamente expansivo e com dificuldades de ser circunscrito). Neptuno em Peixes em aspecto difícil com os planetas que transitam estes dois signos (Virgem e Sagitário) acrescenta o caos, o desespero e a confusão (temática que tem vindo a ser desenvolvida em outros artigos desde que Neptuno e Saturno formaram quadratura entre si), sendo muito difícil definir limites a esta expressão ígnea e de conseguir uma actuação atempada e organizada. Este caos e estas confusões neptunianas representam as emoções, o elemento Água, onde se depositam todos os desejos da nossa personalidade e do colectivo, os mais e os menos refinados. São esses desejos e emoções que alimentam o nosso “Fogo” (a nossa vontade), e que será aquele vivifica e cria ou aquele que incendeia e destrói. Sem dúvida que este foi um mês durante o qual o Fogo lavrou a Terra, e apenas me proponho a rever estes acontecimentos para que deles possamos retirar algum valor acrescentado através da sua interpretação astrológica, sem apenas os considerar infortúnios de um Verão quente e consequência de poucas medidas de prevenção. Um grande azar com muitos danos, alguns deles, irreparáveis. O que se pretende com esta leitura astrológica é compreendermos a Lei da Correspondência… Estas correspondências reflectem toda a condição humana, os seus desejos, anseios e bloqueios, que se expressa através de todas estas circunstâncias, porque mesmo que não tenhamos sido directamente afectados por elas, a dor e o sofrimento produzido através delas pretende uma reflexão por parte de toda a humanidade acerca destas temáticas. E isto não significa que não sejam tomadas medidas e apuradas responsabilidades, mas podemos ir um pouco mais além na compreensão dos acontecimentos.

É tão importante falar sobre tudo isto antes de avançar para a interpretação sobre o movimento retrógrado de Mercúrio em Virgem porque as suas simbologias estão profundamente relacionadas. Depois de tantos estragos e destruição resultantes do Fogo que consumiu a Terra (de forma real e simbólica para todos nós) contabilizam-se as perdas, analisam-se os danos causados e procura-se Re-ver as falhas, Re-analisar detalhes (e ao detalhe), vamos Re-pescar os antigos planos de trabalho para Re-pensar naquele aspecto ou pormenor, compreender uma forma de nos Re-organizarmos para aperfeiçoar o nosso “modus operandi”. Mas este (Virgem) é um signo Yin, por isso mesmo que apliquemos a sua energia sobre o ambiente externo, ele remete para a vida interior, para a vigilância dos nossos processos internos de modo a objectivar as imperfeições da nossa personalidade e trabalharmos sobre a melhor forma de aperfeiçoar o sistema. Assim como as nossas florestas necessitam de Vigilância, de cuidado e de limpeza, também nós necessitamos de vigiar, cuidar e limpar o nosso “terreno” interno. O Fogo de que falámos, a energia de activação e criação, é alimentado pelos nossos recursos internos (atitudes, emoções e pensamentos). A limpeza (purificação) do nosso terreno interno traduz a qualidade dos nossos recursos, que por sua vez vai determinar o carácter destrutivo ou reconstrutivo, do nosso “Fogo”. Este é o verdadeiro significado de “Trabalho” associado ao signo de Virgem.

Ainda assim, obviamente que este é um trabalho que terá necessariamente reflexos no exterior, mas o processo começa internamente. Portanto, com Mercúrio retrógrado, Re-analisamos métodos, e metodologias para evitar desperdícios e gastos desnecessários, quer de tempo quer de recursos. Afinal, Virgem faz parte da Tríade que compõem o elemento Terra, o signo que medeia o processo entre os recursos que temos à nossa disposição (Touro) e o sucesso que através deles, e com eles, conseguimos obter (Capricórnio). Como utilizar esses recursos de forma eficiente, qual a forma de melhor servir através deles e assim conseguir estruturar de modo eficaz a vida (pessoal e colectiva, social). Principalmente depois de tanta perda de recursos (Touro), estas Re-avaliações (Virgem) tornam-se essenciais para hierarquizar prioridades e ultrapassar obstáculos e dificuldades (Capricórnio) A notícia publicada no dia 8 de Agosto desperta-nos igualmente para o desenvolvimento de outras qualidades durante o trânsito de Mercúrio em Virgem, e para Re-pensarmos na nossa relação com o elemento Terra durante o seu movimento retrógrado:
«Em 221 dias, a humanidade esgotou o orçamento ecológico anual que a Terra garante, isto é, a partir de hoje estaremos a consumir mais recursos que aqueles que o planeta consegue renovar num ano. (…) “Emitimos mais dióxido de carbono para a atmosfera do que aquilo que os nossos oceanos e florestas podem absorver. Pescamos e colhemos mais e mais rapidamente do que aquilo que conseguimos reproduzir e fazer reflorescer”. (…) Se a pegada ecológica da humanidade seguisse a tendência australiana nem cinco planetas iguais à Terra seriam suficientes para nos sustentar. Se seguíssemos o exemplo da Índia, ser-nos-ia, contudo, mais do que suficiente um único globo terrestre. Em geral, ao ritmo atualmente adotado, a população mundial exige quase duas Terras» comunicado da Global Footprint Network (CFN)

O signo de Virgem fala igualmente de humildade, que é muito diferente de “pobreza” ou “escassez”, significa tão-somente saber viver com a consciência de usar apenas os recursos de que verdadeiramente necessitamos, sem excessos nem desperdícios. Com referência a Saturno em Sagitário, significa que teremos que perceber que existem limites Reais à nossa necessidade de expansão, e nesse sentido, é imperioso Re-ver a forma como o fazemos. Esta Consciência (Fogo), requer novas formas de viver a vida (Terra). O entorpecimento que o nosso dia-a-dia, as nossas rotinas, o nosso trabalho e agendas possam ter durante o tempo em que Mercúrio transita retrógrado, reflectem o abrandamento necessário para que voltemos atrás e Re-analisemos estes processos. Quer analisemos com referência à nossa micro ou macro realidade, esta é uma oportunidade para Re-vermos a utilização que damos aos nossos recursos, seja qual for a sua natureza, como os estamos (e nos estamos) a consumir. A nossa concepção mental sobre a forma como a vida está e deve ser organizada deve ser objecto de Re-apreciação com apelo ao sentido de crítica construtiva. Re-fazer algo permite sempre aprofundar um pouco mais o que inicalmente tinha sido feito, permite-nos voltar atrás para que não avancemos sobre o mesmo erro ou falha. Por todo o potencial que sempre está implicito na astrologia (e com isto quero dizer na utilização da sua simbologia para compreender as experiências que a vida nos traz) faço questão de relembrar que mais do que pensarmos nas formas de fugir aos incómodos que possam surgir deste movimento Retrógrado (até porque isso é uma ilusão), é pensarmos nas suas potencialidades para que todo o “mal” se converta em “bem”.

Re-pensemos nisto.

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horizonte

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É muito difícil começar a análise deste mês de Agosto sem mencionar as vitórias que Portugal alcançou através das mais diversas modalidades e áreas de conhecimento e relacioná-las brevemente com a sua simbologia representada nos trânsitos de que falámos para o mês de Julho. Referi para o mês de Julho que seria “um mês com enfoque principal no signo de Caranguejo e no elemento Água, pelo menos até ao dia 22”, que “é tempo de sentir”, “de iluminar os recantos da casa de cada um, de cada pátria, de cada nação”, “mantermo-nos coesos internamente, ligados a todas as partes de nós mesmos, unidos”.

Vivemos uma espécie de “orgulho nacional” (Sol em Caranguejo) por descobrirmos que afinal temos pessoas de “valor cá dentro” (Vénus em Caranguejo), nas mais “diversas áreas de conhecimento e modalidades” (Mercúrio em Caranguejo). Vivemos uma espécie de “coragem colectiva” e de que “afinal somos capazes” (trígonos a Marte), uma espécie de “despertar da memória patriótica que une a todos através deste sonho que nos permite ser mais do que pensávamos”, e por momentos relembramos que “em tempos já fomos grandes” e aí mistura-se “o passado, com o presente, com o futuro” numa fé imensa de que “podemos curar o orgulho ferido” (trígonos a Neptuno e Quíron) como se todos os dias da nossa vida fossem vividos sem que por um segundo duvidássemos de que quaisquer que sejam as tempestades provocadas pelos ciclos do Tempo, “Eu construo uma casa iluminada e nela habito”… Condecorámos os nossos “Heróis” e sentimo-nos como que abençoados no meio de todo o Caos pelo qual o mundo (ainda) vive…

E a Água realmente tem destas coisas, junta-se tudo muito bem, unem-se as qualidades de todos os “ingredientes” e no final teremos o “bolo” depois de tudo muito bem misturado e envolvido numa massa uniforme, bem coesa… E por momentos (talvez alguns dias) sentimo-nos “ingredientes” de um mesmo “bolo”, não existem diferenças entre cada um de nós, tanto é presidente, embaixador, jogador, ou “zé-povinho”, dissolvem-se os estratos sociais, as distâncias entre sortudo e desgraçado, as inconstâncias entre alegrias e frustrações. Amamos o nosso país e uns aos outros como já de há tempos não tínhamos memória porque nesta casa iluminada, “para onde quer que a vida me leve, há sempre um espaço onde o Sol brilha, onde me sinto abrigado e onde nunca falta “comida na mesa”, o Amor” (ainda estamos a relembrar as nossas impressões dos trânsitos referentes a Julho, falamos de Caranguejo e há sempre mais uma memória para arrancar do baú). E é verdade, não se pode negar, que tudo isto tocou o mundo, mas aos portugueses tocou de forma muito pessoal, afinal somos um país com Identidade Peixes (Sol) e Ascendente em Caranguejo, assim é a Alma Portuguesa… e é esta memória que na Alma ainda reside (dos portugueses e do mundo) que deve ser despertada, a única que permite a verdadeira União Amorosa que não distingue entre “clubes” e “pátrias” mas que a todos abre as portas da “sua casa iluminada” para abrigar, alimentar, confortar quem quer que dela necessite. Porque passada a febre da glória e das medalhas, voltamos para o mundo real em que ainda existem crimes e atentados à Alma de todos nós. Esquecem-se as diferenças e sentimo-nos mutuamente na verdadeira dor e sofrimento.

Bom, mas da memória já ninguém nos tira a “Glória”, e é tempo de deixar para trás o passado e pensar no que podemos fazer a partir de agora. Passemos ao mês de Agosto.

Durante este mês de Julho ouvi a seguinte declaração do Papa Francisco: «o mundo vive em guerra, mas não é uma “guerra de religião”. Há guerra de interesses, há guerra por dinheiro, há guerra pelos recursos da natureza há guerra pelo domínio dos povos. Nós de todas as religiões queremos a Paz.» E nesta frase vemos novamente a quadratura Neptuno em Peixes com Saturno em Sagitário que se intensifica ao longo deste mês e que, como já foi referido nos relatórios de outros meses, mantém-se até Outubro. Mostra a ilusão que ainda existe por detrás das nossas crenças, de que são os de determinada religião que espalham o terror pela terra. É preciso refinar a forma como vemos e interpretamos as informações e os factos. Há um problema real mas a causa não é tão superficial como aparenta. Só assim conseguiremos agir de forma diferente que no passado e reescrever a história das nossas batalhas. A própria palavra “religião” significa “religar a Deus”, porque a verdadeira intenção de qualquer credo é o Amor. É a índole de cada um de nós que deforma ou activa o princípio de cada religião. É a real fonte das nossas devoções que dá forma ao nosso terço. É tempo de darmos mais uns passinhos no sentido de sairmos da cegueira e da ilusão de acreditarmos que é a religião que faz a guerra… Porque o caos resulta exactamente deste medo que ainda temos dificuldade em objectivar, e que reside numa memória colectiva que remonta à época das Cruzadas (e mais atrás), período durante o qual cometeram-se os mesmos equívocos por meios diferentes. Esta quadratura reflecte igualmente um caos que se instala pela falta de fé, pelo desespero. Ainda julgamos que rendermo-nos à vida significa abdicarmos das nossas responsabilidades (a primeira permite aceitar e dar seguimento ao trabalho para mudar a nossa vida, a segunda corresponde à vitimização que boicota qualquer iniciativa a essa mesma mudança).

E por falar em guerras e batalhas, Marte ingressa em Sagitário no dia 2 de Agosto, depois de um longo período retrógrado e no signo de Escorpião. Esta vai ser uma passagem que requer da Humanidade um esforço acrescido para que o caos não aumente. Será um período de enorme tensão com Marte a fazer quadratura a Vénus (de 5 a 9), conjunção a Saturno (de 19 a 28) e quadratura a Neptuno (de 21 a 30). Em trânsito Marte funciona como “gatilho”, ele activa as energias presentes na tensão entre estes planetas manifestando exactamente a forma pela qual ela é filtrada pela nossa Consciência. É neste último ponto que reside a chave que vai definir a qualidade das energias manifestas (e que tem ligação ao que falámos anteriormente). Ao tocar esta configuração, Marte pretende que tomemos uma decisão sobre o sentido que queremos seguir. Desejavelmente este posicionamento permite-nos a oportunidade de “sair do buraco” e de dar novos voos, de tomar iniciativas mais visionárias para que possamos encontrar um novo rumo dentro da confusão e do caos que está instaurado. Agir de forma a estruturar uma Consciência colectiva de maior União, lutar por uma estrutura social mais inclusiva e consciente das suas ilusões separatistas. Afinal, Marte reingressa em Sagitário após a sua estadia em Escorpião durante o movimento retrógrado. É suposto termos feito a nossa purga e conseguirmos agir de forma mais descondicionada.

Pela negativa, é como se nunca tivéssemos emergido das águas de Escorpião e o risco aqui é transportar todo o equívoco de sobrevivência e filtrá-lo pelo fogo do Sagitário. Torna-se na acção cega guiada pelo fanatismo que ataca tudo o que se opõem às necessidades de domínio e conquista. É entrar em guerra sem termos a noção das consequências e sem conseguir definir os limites para um tipo de devoção tóxica e auto-destrutiva.

Teremos de ser capazes de lutar contra os nossos próprios vícios, desenvolvendo a disciplina que nos permite sacrificar e transcender os desejos da nossa personalidade, que nos prejudicam individualmente e aos outros.

O Sol ainda permanece em Leão até 22 de Agosto, mas Vénus ingressa em Virgem a 5 de Agosto e Mercúrio permanece em domicílio durante todo o mês iniciando movimento retrógrado a partir do dia 30 a 29º de Virgem (tema a ser desenvolvido por essa altura).

Durante a primeira semana de Agosto Sol e Vénus fazem trígono a Saturno, e de 15 a 19 Sol faz trígono a Úrano permitindo uma facilidade em consolidar novas parcerias, projectos pessoais, e estar atento àquela oportunidade para reinventar algo nas nossas relações e em nós mesmos. Assumirmos responsabilidade por simplesmente nos assumirmos na nossa diferença e deixarmo-nos surpreender pelas mudanças que essas decisões possam trazer. Aumento da confiança individual, do poder pessoal e o à vontade para liderar a nossa vida. Trazer Consciência sobre o passado e o que queremos para o futuro, criando uma ponte fluída entre estes dois momentos.

E apesar de Júpiter já se encontrar afastado do T-Square entre Saturno e Neptuno, Vénus e Mercúrio vão transitar estes pontos durante o mês de Agosto. Mercúrio faz quadratura a Saturno de 5 a 8 de Agosto e Vénus entre 12 e 15. Mercúrio faz oposição a Neptuno de 6 a 9 e Vénus de 13 a 17. Vamo-nos ver forçados a objectivar e a organizar a vida apesar da confusão em que tudo se desenrola. Esta será uma energia que restringe e traz constrangimentos à expressão de Marte em Sagitário, obrigando a uma maior análise, ponderação, atenção aos detalhes para aperfeiçoarmos o sistema em que vivemos. Sentiremos o impulso para agir sem coordenadas, à confiança e sem um rumo certo, apenas ávidos por explorar e nos afirmarmos nesse novo caminho que queremos percorrer, mas seremos forçados a lidar com a realidade dos factos. Podemos ver-nos a abrir novas áreas de conhecimento que ampliem a nossa capacidade de trabalho e ao nível colectivo podemos mesmo falar de novas leis que pretendem trazer a ordem ao caos instaurado (desejavelmente). De 19 a 31 de Agosto Mercúrio encontra-se com Júpiter em Virgem, com Vénus entre 27 e 31 e tanto Mercúrio como Vénus fazem trígono a Plutão de 9 a 13 e de 17 a 20 (respectivamente), e estes contactos podem abençoar a nossa capacidade de vermos soluções práticas para optimizar os nossos recursos e para aperfeiçoar as nossas relações pessoais e sociais. Pode igualmente favorecer a verdadeira intenção de prestar serviço aos que mais necessitam, usando a força de Marte em Sagitário para arriscar por novos caminhos (o guerreiro missionário), a energia de Saturno para consolidar essas ideias na estrutura de cada um e na estrutura social, a inspiração de Neptuno para dissolver as diferenças, para percebermos que tudo o que fazemos num ponto tem efeito no mundo inteiro e trabalhar em direcção à União. Pela negativa pode aumentar o sentido de crítica e de separatividade, relacionando-nos com os outros a partir da mente analítica, agindo de forma a construir maiores estruturas de defesa e ataque por devoção aos medos da personalidade, lutando pelas suas crenças e ideologias, promovendo ainda mais o isolamento.

Estas relações planetárias pretendem reforçar a necessidade de deitar por terra as nossas defesas para que possamos colocar-nos em causa e ter a humildade de ver (com recurso a lupa porque Júpiter ainda está lá para expandir os detalhes) onde é que a vida ainda não funciona e porquê! Mas se acreditarmos que somos apenas vítimas da confusão o foco da análise não está ainda direccionado para o sítio certo, porque continuaremos a lutar com inimigos imaginários, porque na realidade não nos apercebemos que ele está dentro de nós e somos nós mesmos disfarçados através das nossas “boas intenções”, certezas, verdades e preconceitos. Ajuda ao desenvolvimento do processo, esquecer o que acreditávamos e pura e simplesmente olhar para o interior de nós mesmos sem julgamentos e atitudes defensivas para que possamos trabalhar sobre as nossas “peças estragadas”.

Vamos experimentar começar de novo…

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É impossível (acredito eu) entrar neste mês de Julho sem nos sentirmos ainda atordoados depois de toda a confusão pela qual (certamente) a maior parte de nós passou. Mas existe Ordem dentro do Caos, a instabilidade antecede sempre um novo ciclo porque para que algo novo se inicie, algo do que já existe precisa de sofrer um processo de “desordem” aparente que tem como propósito desencadear determinados efeitos de mudança num futuro próximo. Não foi por acaso que em “Junho Astrológico” me foquei no simbolismo da energia de “Shiva” e a associei à mutabilidade e às configurações planetárias que marcaram o mês que passou. Recordo que associei a energia de “Shiva” aos ciclos planetários desse mês, aos processos de destruição a que obriga qualquer processo de transição (a energia mutável). E durante este processo “mutável” ou de “digestão”, o Caos é inevitável. Acontecimento que simboliza isto na perfeição foi a saída do Reino Unido da União Europeia e como esta decisão provocou o Caos dentro dum sistema com uma forma aparentemente organizada. Este Caos nunca irá permitir que a “forma” seja a mesma. Ela nunca será… E inevitavelmente algo novo terá que ser criado, uma nova Europa terá que nascer deste elo partido. Mas a própria Teoria do Caos assenta no pressuposto de que há um padrão nessa aparente desordem e que, apesar da sensação aleatória na manifestação dos eventos, nada é feito ao acaso. E a uma escala mais micro quase que aposto que na vida de cada um de nós deu-se aquele elo partido, instalou-se aquele pequeno caos que vai desencadear os processos necessários de transição, reformulação e descondicionamento para um novo ciclo. Na vida de cada um de nós teve que existir igualmente um “referendo” que nos obrigou a escolher o que fica e o que vai, o que ainda é separação em mim ou estado de União.

E é claro que contribuiu, e foi factor principal, para esta temática a quadratura Saturno / Neptuno, a marca por excelência do Caos. Se há coisa que Neptuno adora é trazer Caos a Saturno. Tudo parecia tão certinho, tão em Ordem… mas era tudo uma Ilusão… E o Caos manter-se-á até Outubro deste ano, mas porque temos que avançar para as propostas que o mês de Julho nos oferece recomendo a leitura de “Junho Astrológico” e “O que contam são os nossos Esforços” para relembrar a simbologia da relação entre estes dois arquétipos.

E por falarmos de início, de nascimento, este é um mês com enfoque principal no signo de Caranguejo e no elemento Água, pelo menos até ao dia 22. Mantém-se neste signo Vénus até ao dia 12, Mercúrio até ao dia 14 e o Sol até ao dia 22. E durante este período, à excepção de Úrano em Carneiro e Saturno em Sagitário todos os restantes planetas (sem considerarmos a Lua que percorre todos os signos durante o mês), a energia é essencialmente Yin (mais receptiva e introspectiva). Ao fim de tanta “opinião” e “referendo” é tempo de sentir o que dizem “os inquilinos” internos, de iluminar os recantos da casa de cada um, de cada pátria, de cada nação.

E ao longo deste mês de Julho (até ao dia 20), Vénus, Mercúrio e Sol desenvolvem um grande trígono com Marte em Escorpião e Neptuno e Quíron em Peixes. Um grande trígono é uma configuração entre aspectos que sugere uma comunicação perfeita entre cada uma das partes envolvidas, através do qual as energias fluem sem atrito, sem bloqueios, e onde a circulação é permanente. Em grande parte por este motivo, os trígonos podem ser extraordinariamente passivos e por isso mesmo requerem um maior esforço para deles tirar maior proveito. A Água é (entre muito mais do que aqui vou descrever) o elemento que representa todo o conjunto das nossas emoções, sentimentos e memórias. Com este grande trígono é como se abríssemos as comportas das nossas barragens internas e deixássemos circular todo o tipo de correntes. Podemos ser surpreendidos por tsunamis, pequenos ribeiros, por águas turbulentas ou serenas. O objectivo do grande trígono em elemento água é promover uma comunicação fluída entre todos os nossos estados emocionais, sentimentos e reservatório de memórias, integrá-los na nossa Consciência e manter a vida interior a circular. Mantermo-nos coesos internamente, ligados a todas as partes de nós mesmos, unidos. A água tem igualmente o dom da limpeza e da purificação, mas onde há águas paradas não há vida, apenas um apodrecimento progressivo que leva à degradação. Marte em Escorpião iniciou movimento directo no dia 29 de Junho, trazendo o impulso necessário para colocar as águas em movimento e a força para tomar as iniciativas que pareciam presas. Parece que nos é devolvida a coragem para agir e, mesmo no meio da confusão, conseguir definir mais claramente as metas que queremos alcançar. Mas este avanço pressupõe uma reformulação de intenções, pressupõe a determinação para enfrentar os conflictos que ainda impedem a livre circulação das águas, a coragem para por fim ao que já não contribui para o desenvolvimento da minha Consciência sem que disso possamos continuar a fugir. Afinal, durante o período em que esteve retrógrado a sua intenção era exactamente guiar-nos numa expedição aos recônditos mais sombrios da nossa psique, locais que há muito tempo não viam a luz do Sol e onde depositámos todo o tipo de material indesejado e que provocam incomodo. Tudo isto para reconhecermos a sua existência, o seu poder e como ainda condicionam o nosso desenvolvimento (consultar análises mensais anteriores). Talvez faça sentido para mim dizer que agora o guerreiro em nós sente-se capaz de iniciar as batalhas internas no sentido de produzir as transformações necessárias para que possamos abrir novos caminhos. Marte mantem-se em quincôncio a Úrano até 24 de Julho por isso a ansiedade ainda perdura pela enorme disparidade que existe entre a aceleração dos acontecimentos externos e a necessidade de agir de forma mais profunda e concentrada em determinados pontos da nossa vida. Em alguns momentos sentir-nos-emos como que sacudidos pelas circunstâncias, surpreendidos pela rapidez com tudo acontece, e ao mesmo tempo a sensação de que ainda não conseguimos acompanhar a mudança por haver ainda muito que trabalhar internamente. Se activarmos correctamente o grande trígono de água teremos ao nosso alcance os recursos de que necessitamos para compreender onde é que ainda estamos bloqueados, onde ainda não somos Livres e só assim agir em concordância para atingir esse objectivo. Caso contrário agiremos no sentido contrário, de manter e reforçar as nossas obsessões, agindo de forma anárquica e destrutiva, revoltados com a vida que não é senão um reflexo das nossas escolhas. Ao invés de uma transformação acabaremos por sucumbir no buraco que nós próprios escavámos.

E como é natural, toda esta simbologia tem efeito numa esfera individual, nacional e mundial.

E como há sempre “ordem dentro do caos”, estes planetas em Caranguejo fazem, em simultâneo com o trígono a Marte em Escorpião, sextil a Júpiter em Virgem de 1 a 12 de Julho. É a oportunidade de utilizar estas qualidades já mencionadas para ampliar a auto-análise que permite detectar as falhas internas que estão na origem do “caos”. Todo o “caos” externo reflecte um “caos” interno, nada é feito ao acaso… Olhar para dentro permite redireccionar o foco da análise para o cerne da questão, onde é que internamente ainda sou a reprodução inconsciente de um passado, de medos, de instintos, e de que forma posso reconhecer esse padrão e trabalhar de forma pró-activa para o desmontar e mudar. No entanto, se optarmos por trazer focos às nossas inseguranças e alimentar “sentimentos patrióticos” que provocam o isolamento, vamos com certeza pensar de forma egocêntrica e pessoal, e estas energias contribuirão apenas para expandir ainda mais a energia de separação e discriminação, criticando o mundo inteiro à nossa volta simplesmente porque temos dificuldade em controlar a nossa hipersensibilidade.

Vénus, Mercúrio e Sol fazem progressivamente quadratura a Úrano e oposição a Plutão de 1 a 19 de Julho. É a capacidade de desenvolver a Consciência do que em nós nos habita que vai determinar a qualidade e o aproveitamento que este encontro planetário irá produzir na vida de cada um de nós e no mundo. Porque se “Eu construo uma casa iluminada e nela habito”, eu aceito tudo o que externamente não controlo e é destruído e arrancado durante a tempestade porque, para onde quer que a vida me leve, há sempre um espaço onde o Sol brilha, onde me sinto abrigado e onde nunca falta “comida na mesa”, o Amor. Mas esta “casa iluminada” é construída a partir dos materiais que cada um possui internamente. Por isso uns conseguem construir verdadeiros castelos, verdadeiros palácios, enquanto que outros fogem de si mesmos. Para aqueles que fogem de si mesmos estas tensões com Úrano e Plutão vão destruir e romper com tudo o que para si representa segurança externa e os sentimentos de insegurança, de abandono e de incompreensão serão profundos. Para quem consegue abrigar-se na sua casa interna contempla a tempestade (sem dela fugir) como uma oportunidade para se auto-analisar, para melhorar os seus padrões de relação, de comunicação, para melhor se conhecer, e para formar maior coesão interna que permite a reconstrução da sua “casa”.

A Lua Nova que ocorre no dia 4 de Julho a 12º54’ de Caranguejo reforça o trabalho necessário para o desenvolvimento desta Consciência ao longo do mês (e sobre isto mais será desenvolvido no dia 4 de Julho).

Vénus, Mercúrio e o Sol ingressam em Leão a 12, 14 e 22 (respectivamente) e passamos progressivamente para uma energia de manifestação, de exteriorização, de Criação. A partir do dia 18 até ao fim do mês, Mercúrio e Vénus fazem trígono a Saturno em Sagitário e Úrano em Carneiro e esta é mais uma oportunidade magnífica para por em circulação a energia criativa que expande, abre novos horizontes, amplia e ajuda a consolidar uma forma mais autêntica e descondicionada de comunicação e de relacionação. Maior possibilidade de fazer fluir e estruturar novas ideias, novas formas de pensar, de procurar e atrair relações mais autênticas.

Que durante este mês de Julho consigamos estabelecer alguma Ordem dentro do Caos.

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lua nova em gemeos

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Esta Lua Nova em Gémeos que ocorre no dia 5 de Junho às 03:59 (Portugal), apesar dos contactos que faz durante a sua passagem, está carregada de oportunidade:

(1) activa na perfeição a Cruz Cósmica em signos Mutáveis (esta lua nova completa a configuração entre Saturno, Neptuno e Júpiter)

(2) faz uma conjunção exacta com Vénus (que por sua vez está em recepção mútua com Mercúrio – regente desta Lua Nova)

Como sabemos uma Lua Nova é a união entre o principio Receptivo e o principio Criativo, a Gestação da Consciência. Neste caso especifico ela vai Receber (Lua) a energia do conflicto já conhecido entre Saturno, Neptuno e Júpiter, mas vai também trazer a possibilidade de deixar nesta Semente uma Consciência (Sol) que permita a resolução desse mesmo conflicto. Pelo menos, no minimo, de para lá caminharmos, de conseguirmos ver alguma Luz (Sol) ao fundo do túnel.

Lua Nova em Gémeos…

…semente de Iluminação do plano mental que produz entendimento ente cada um de nós, entre o mundo

…semente de Amor cuja Luz irradia por entre as nossas estruturas mentais

…semente de diálogo que nos coloca em “denomindor comum” com os outros

…semente de novas ideias e pensamentos que podem ajudar a ultrapassar os obstáculos e dificuldades, principalmente aqueles criados pelas nossas crenças e dogmas

…semente de comunicação e entendimento que permite transpor as barreiras filosóficas que provocam separação

…semente “Mensageira” que permite a passagem de informação e a comunicação eficaz entre todas as tensões presentes.

Foquemo-nos nesta última frase. Imaginemos simbolicamente o efeito que pode produzir: Saturno, porque está quadratura a Neptuno (aspecto de 90º), não o consegue compreender. Da posição em que se encontra parte da mensagem que Neptuno pretende transmitir está bloqueada… mas Gémeos consegue viajar entre os 2 lados sem que corra o risco de tomar qualquer partido! E podemos aplicar esta simbologia para as restantes tensões presentes nesta Cruz Cósmica (quadraturas e oposições). Se a Semente deixada for forte, durante o seu crescimento terá a capacidade de “ajudar” os restantes planetas que fazem parte desta configuração a se entenderem…

A qualidade desta semente vai traduzir a qualidade do nosso pensamento e esse pensamento será responsável por trazer alguma resolução ou entendimento do conflicto que ocorre no microcosmos de cada um de nós. Sem estarmos receptivos a estas qualidades, a oportunidade bem pode estar lá que pouco ou nada iremos conseguir aproveitar. Aí sim, viveremos “cruxificados” nesta tensão que o próprio nome faz juz, a semear ideias conflictantes e muito pouco apaziguadoras…

E como poderei eu, durante a formulação das minhas intenções nesta Lua Nova em Gémeos, produzir efeito no resto do mundo? Estamos todos ligados… Nós podemos pedir ou formular intenções para o nosso desenvolvimento pessoal mas é fundamental termos a consciência de que o nosso caminho é como um rio que desagua no Mar… É por isso importante invocar força e poder para o plano mental para que possam daí ser geradas formas de pensamento mais luminosas, para que daí surja aquela “ideia brilhante”! Abençoar a nossa capacidade de diálogo e comunicação para que o que quer que seja que queiramos apresentar ao mundo possa contribuir para a Paz e para a Harmonia de todos. A qualidade do que quero “vender” aos outros e ao mundo vai estar dependente da qualidade dos meus valores pessoais (não esquecer que Touro antecede Gémeos).

Então, temos com esta lunação a benção do planeta Vénus e a formação daquela que é considerada em astrologia uma das mais fortes tensões energéticas – a Cruz Cósmica. Conseguir ver nesta “Cruz” uma Oportunidade é também uma qualidade da energia de Gémeos, ou seja a capacidade de ver que existem sempre 2 lados, o “bom” e “mau” (apesar de que Gémeos não os qualifica, isso já será tarefa de Balança, o segundo signo de Ar. Gémeos certifica-se de que Existem os 2 lados) e que se escolhermos ignorar um deles perdemos a oportunidade de nos tornarmos Unos.

No dia 5 de Junho de 2016: que na Mente dos Homens seja depositada uma Semente de Paz, Amor, Compaixão, Harmonia, Gratidão, Benevolência, Justiça. E que o Homem consiga compreender que ele e o resto do mundo compõem as duas faces da mesma moeda…

Aconselho vivamente a leitura de Junho Astrológico porque esta Lua Nova está inserida na temática deste mês – a Mutabilidade – e por isso mesmo a sua simbologia ganha maior significado.

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