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Archive for the ‘2017’ Category

O estudo da astrologia sempre deu extrema importância aos ciclos representados pelas estações do ano porque estas espelham os ciclos de desenvolvimento do Homem. No hemisfério Norte o signo de Capricórnio, o último da tríade da Terra regido por Saturno, corresponde ao inicio do Inverno, à fase em que tudo o que tinha que crescer atinge o seu pico. Com os frutos colhidos, a Terra amadurecida recolhe-se para avaliar as consequências do ciclo que terminou, para se renovar e garantir um novo futuro. A energia move-se do exterior para o interior, do “dia” para a “noite”, investindo não na imagem externa, mas no trabalho oculto que pretende renovar os recursos e proteger a semente que se encontra no escuro e Silêncio da Terra até ao inicio do novo ciclo na Primavera (simbolizado pelo signo de Carneiro e Equinócio da Primavera). O Solstício de Inverno deste ano, ocorre no dia 21 de Dezembro às 16:28 (Portugal), o momento exacto em que o Sol ingressa no signo de Capricórnio. Astronomicamente este é o momento em que se regista a noite mais longa do ano. Ao dia, principio solar, foi atribuída a energia Yang, de extroversão; à noite, principio lunar, a energia Yin, de introversão. Por analogia, o Solstício de Inverno remete para uma energia que favorece os processos de recolhimento, e de trabalho interno. Infelizmente associa-se frequentemente a energia Yin a uma condição de passividade, mas isso depende do ponto de vista, da nossa capacidade de observação, pois do ponto de vista interno, dentro da nossa “casa” muita é a actividade gerada no seu interior. O mesmo acontece na Natureza. Quando plantamos uma semente no solo, à superfície nada acontece. Aparentemente não há vida porque nada se vê, deduzimos que naquele local não há actividade. Mas no interior do solo, no escuro e Silêncio da Terra, o solo e a semente reciclam-se e desenvolvem-se silenciosamente até à Primavera.

Do ponto de vista astrológico, este solstício tem a particularidade de Saturno estar em Capricórnio, que ingressa neste signo exactamente no dia anterior, a 20 de Dezembro. O Sol está exactamente conjunto a Saturno, que se encontra em domicilio, intensificando a simbologia associada ao Solstício.

Por norma, comemoramos estes dias e eventos de forma isolada, como se os seus princípios não tivessem continuidade no tempo, resumindo-se a celebração ao dia da sua ocorrência (neste caso o dia 21). Mas talvez seja útil pensar nos processos desencadeados pelo dia e não apenas no momento isolado. Talvez possamos pensar que este será um ciclo de maiores exigências e maiores necessidades de trabalho. Precisamos de amadurecer através das dificuldades e dotar as nossas sementes com a responsabilidade para enfrentar os inúmeros e difíceis testes que o Tempo nos irá trazer. Uma renovação e trabalho interno marcados pelas consequências de um passado que se faz, mais do nunca, real. Consciência de profunda culminação, que significa o mesmo que dizer, que desta “fruta” não sai nem mais uma gota de sumo… Para transformar o peso em Sabedoria temos obrigatoriamente que incluir e integrar as experiências de uma vida e aceitar trabalhar nas condições deste “Inverno” tão rigoroso. Rigor terá que ser a nossa prioridade para gerir prioridades. A tristeza ou tendências mais depressivas durante estas fases menos “solares” deve-se à dificuldade em vivermos connosco mesmos, na nossa “casa”, onde muitas vezes tão pouca Luz tem. Sentimo-nos um pouco mais apagados, desejosos que o Sol astronómico brilhe tão intensamente no Inverno como no Verão… se assim for nem damos conta que Ele por cá passou. E isso é literalmente um desperdício. Esta é uma oportunidade para amadurecermos e prepararmos conscientemente as condições do nosso “solo”, não desperdiçando energias, enriquecendo a Terra de que somos feitos. Desenvolver Consciência acerca dos nossos Limites e Limitações, e com tudo isto o autoconhecimento que nos permite medir a largura das paredes (Saturno) com que construímos a nossa “casa” e qual a quantidade de Luz e Calor (Sol) que conseguimos gerar no seu interior. Independentemente do tempo que se faz lá fora, trata-se de compreender o Tempo que se sente cá dentro. Remetemos a Consciência (Sol) para o local onde devemos de focar a nossa verdadeira necessidade de Sucesso (Saturno), no interior de nós mesmos;

«O homem que é verdadeiramente sério deve começar por si mesmo, ele deve ser calmamente consciente de todos os seus pensamentos, sentimentos e acções. Aqui novamente, não se trata de uma questão de tempo. Não existe um fim para o auto-conhecimento. O auto-conhecimento acontece a cada momento, é um processo, e por isso mesmo existe uma felicidade criativa que é gerada a cada momento.» Jiddu Krishnamurti

Em simultâneo com o Solstício de Inverno festejamos o Natal, que não é senão uma simbologia ao Despertar da semente, aquela que faz crescer em nós a Árvore da Vida. Nesta que é a altura em que as noites são mais longas que o dia, é exactamente a época em que acendemos as Luzes que iluminam a nossa Árvore, e fazem brilhar a nossa Estrela. A energia concentra-se dentro de “casa” já que lá fora o frio força-nos a recolher e a celebrar aquilo que realmente tem importância.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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DESABROCHAR DA FLOR DE LOTUS

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PARTE 2

Úrano pelo signo de Carneiro

12 de Março de 2011 a 15 de Maio de 2018

Nenhuma das circunstâncias de crise em que vivemos agora começou agora. Por isso considerei importante voltamos um pouco atrás no tempo para nos relembrarmos da altura em que tudo, o que considerávamos garantido, começou a mudar. Estávamos em 2008 e Plutão ingressava em Capricórnio. Esta é a fase que coincide com a grande crise económica de 2008, em que assistimos à queda do sector imobiliário e bancário. A partir desta data nada parecia certo. Deixámos de ter o mesmo conceito de “estabilidade”, qualquer um poderia perder o seu emprego (até então) estável e o conceito de “carreira” foi literalmente “congelado” ou destruído. Foi o início do fim de inúmeros hábitos, padrões, planos de vida e certezas absolutas. Um tempo depois, em 2011, Úrano ingressa em Carneiro. Aqui estávamos nós, ainda a lutar para sobreviver, a lutar para evitar o inevitável, ainda em choque e, em simultâneo, a ser convocados para uma mudança radical, que iria levar o seu tempo, mas que já nessa altura alertava para a urgência de Despertar. Olhávamos para o passado, para a única coisa que conhecíamos tentando reanimá-lo por entre a destruição inevitável, ao mesmo tempo que uma nova vida, um novo Futuro se fazia manifestar naquele Presente momento em que os planos que tínhamos até então não nos salvavam e apenas nos conduziam a becos sem saída.

E tudo isto foi extraordinariamente intenso pelo facto de Úrano em Carneiro ter estado em quadratura com Plutão em Capricórnio entre Junho de 2012 e Março de 2015. Capricórnio é o signo em que, simbolicamente, as ideias projectadas e iniciadas em Carneiro (que anatomicamente rege a Cabeça), assumem a sua culminação. E quando “algo” atinge o seu culminar, atinge igualmente o seu fim. Foi o culminar de uma forma de vida, pessoal e colectiva. Capricórnio é sem dúvida um signo de consciência colectiva, na medida em que, no seu ideal, remete para a forma concreta como cada um de nós pretende contribuir para a sociedade. A prioridade é sempre o bem colectivo e, porque tal representa um enorme Poder, ponderamos sempre as consequências e o impacto que os nossos actos e decisões têm sobre os outros. Por isso mesmo, a um nível mundano, Capricórnio está associado aos cargos políticos, porque supostamente, esses (os políticos) detêm o poder que deveria de ser usado para zelar pelo interesse comum, tomando decisões que beneficiem o seu colectivo (povo, nação, humanidade). Principalmente durante esta fase da quadratura de Úrano em Carneiro com Plutão em Capricórnio, foi evidente a inexistência desta “boa intenção colectiva”. Testemunhámos a queda de um sistema, social, económico e politico, podre e corrupto pelo seu abuso de poder… tínhamos que reconhecer que era tempo de mudar. Emerge a necessidade de tomar Consciência à escala global de que estamos, literalmente, a “rebentar pelas costuras”. Chegámos ao máximo possível (culminámos) para este nível de Consciência, precisamos de rever prioridades e começarmos a dirigir a nossa necessidade de “Sucesso” para outras preocupações. Romper com imagens individuais e colectivas acerca das nossas ambições e mudar completamente “aquilo que queremos ser quando formos grandes”. Para obtermos resultados diferentes, para sermos melhor sucedidos na nossa vida, não podemos de forma nenhuma continuar com os mesmos métodos e objectivos. Há que começar de novo, e isso não significa que a solução é ir viver para Marte porque iriamos fazê-lo transportando connosco os mesmos “problemas”… Deparámo-nos durante estes trânsitos de Úrano (e em especial durante o período da quadratura com Plutão em Capricórnio) com questões muito mais essenciais e “primordiais”, Questionávamos “como salvar o nosso planeta” para que possamos, antes de algum dia “ser grandes”, garantir que temos condições para simplesmente existir. Afinal, trata-se de começar de novo, pelo início… Com Plutão as coisas são literalmente uma questão de vida ou morte, o que significa que, para continuarmos a viver (literalmente) é preciso transmutar muitos dos nossos hábitos e padrões, muitas das nossas imagens de sucesso e, completamente, muitas das formas em que mantemos a nossa Existência enquanto habitantes no Planeta Terra, os nossos “planos de vida”. Algo tão extraordinariamente difícil quando olhamos para a humanidade como uma consciência única e colectiva que tem milhares de história e de experiência acumuladas. Um reset violentíssimo, uma desaprendizagem intensa. Talvez muitos de nós só agora se tenham apercebido desta realidade porque Júpiter encontra-se em trânsito pelo signo de Escorpião, e isso significa que agora temos mesmo que Ver (Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 1 Júpiter em Escorpião). Talvez nunca tenhamos pensado que a nossa geração tivesse que lidar com A Vida do Planeta (literalmente). Tudo isso fazia parte dos filmes de ficção científica que retratavam finais apocalípticos apenas para daqui a muitas centenas de anos. Algo lamentável, realmente, e muito real. É para já, e é urgente, à boa maneira de Úrano. Acontece agora. Sim, há limites para tudo, nós incluídos… Mas como é hábito dizer, nunca é tarde demais para mudar… e, mesmo que tudo isto pudesse ter sido evitado, se calhar não podia, não podíamos, não saberíamos…

Na astrologia esotérica, o signo de Carneiro permite a manifestação da energia de 1º raio – Vontade e Poder. É o berço das Grandes Ideias, onde todo o Nascimento acontece e, por isso, um signo de Manifestação. Nesta astrologia mais contemporânea, marcada pela influência de Alice Bailey, Dane Rudhyar e Alan Leo, percebemos que a história dos ciclos astrológicos e as suas Manifestações estão sempre a par e passo com a Consciência do Homem. Há momentos em que estamos preparados para receber a influência de uma determinada energia, através de um planeta ou de uma Hierarquia (principio inteligente cósmico que está fora do nosso sistema solar). Para compreendermos a importância do que pretendo explicar, precisamos de saber que em astrologia existem três níveis de regência; exotérica, esotérica e hierárquica. As nossas manifestações energéticas são ainda essencialmente no plano exotérico, correspondente ao da personalidade, o mundo da matéria e das formas, apesar de já se fazer sentir a necessidade de expressão ao nível da Alma (ou esotérico). As nossas respostas à energia e as intenções do planeta com relação ao último nível de regência (hierárquico) têm sido quase totalmente inconscientes porque não existe a maturidade para as integrar. A Humanidade tem vivido num estado de surdez e miopia profundos, do qual tenho esperança, já estarmos a começar a sair. Úrano é regente Hierárquico de Carneiro, e apesar da dificuldade em reagirmos conscientemente ao poder das Hierarquias, a energia que chega ao nosso planeta através deste planeta é extraordinária. Talvez estejamos a conseguir Despertar para as suas intenções e isso é uma excelente Oportunidade no desenvolvimento espiritual da Humanidade. Na sua mais alta expressão, este princípio de Úrano, permite a Libertação do Homem para que possa começar um novo caminho energético, de Consciência. E não começar (ilusoriamente) de novo, mantendo a consciência de velhos padrões em busca de mudar apenas as formas. Esta Libertação através do seu regente hierárquico (Úrano) permite que a mente, regida por Mercúrio (regente esotérico de Carneiro), consiga captar as ideias do Plano Divino. Através do seu regente exotérico, Marte, lutamos por esse novo ideal, canalizamos a energia para nos dedicarmos e sermos devotos a um novo objectivo (Marte canaliza energia de 6º raio – Devoção e Idealismo), utilizando a personalidade para abrir e lutar por estes novos caminhos.

Tudo isto que nos foi acontecendo desde Março de 2011 foi, É, um grande Despertar através de Úrano no signo de Carneiro. Muitos de nós despertaram de forma traumática, principalmente para quem tem nos seus mapas natais planetas nos signos cardeais – Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio. E outros gradualmente, abraçando a mudança como uma grande oportunidade. Porque, na verdade, é mesmo disso que se trata, de uma nova OportUnidade. É para todos, sem excepção… E toda a nova oportunidade precisa de um Plano, Aquele por onde começámos a falar no início deste artigo. E este artigo serve para recordar o que há muito tempo já começou, fazer a ponte entre o extremo a que chegámos (Júpiter em Escorpião) e o que precisamos de Construir daqui para a frente (Úrano em Touro).

O trabalho de Úrano em Carneiro permite a Manifestação da Relação entre Espirito e Matéria (a energia de 7º raio canalizada por Úrano), e como em qualquer relação, o conflito emerge. Úrano em Carneiro trouxe a necessidade de relação e a sua manifestação, ao passo que Júpiter em Escorpião (e também em Balança) pretende mostrar—nos exactamente os conflictos que ainda vivemos e que, por sua vez, dificultam a Relação. Este é um tempo difícil mas igualmente um tempo com excelentes oportunidades de mudança na vida espiritual da Humanidade. Por isso é tão necessário voltar atrás para compreender onde começou, isto que vivemos agora com Júpiter em Escorpião. Porque qualquer reorientação que decidirmos tomar terá que ser no sentido de permitir que a Relaçao entre Espírito e matéria se Manifeste. Desde 2008 que tudo com o qual nos relacionávamos e não permitia a entrada de uma nova Consciência, teve que ruir e colapsar. Será um “Nascimento” (Úrano em Carneiro) difícil já que teremos que o fazer através da “Cinzas” (Júpiter em Escorpião). Os planos que tínhamos foram destruídos e pouco do passado transita connosco para o Futuro, a não ser a Sabedoria que nos permite não cometer os mesmos erros.

A pouco tempo de Úrano ingressar em Touro perguntem-se: Qual o Novo Plano para as v(n)ossas Vidas?

«Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 3 Úrano pelo signo de Touro» será publicado brevemente.

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DESABROCHAR DA FLOR DE LOTUS

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PARTE 1

Júpiter em Escorpião

10 de Outubro de 2017 a 8 de Novembro de 2018

Como tenho sempre reforçado ao longo do meu trabalho, toda a manifestação da energia de um planeta através de um signo está dependente do nível de Consciência, individual ou colectivo, através do qual é filtrada. Por isso insisto que este artigo (e os seguintes) pretende reflectir quer as energias presentes no estado actual da consciência da Humanidade quer o potencial a ser alcançado pelo colectivo e que algumas pessoas, de forma individual, já são capazes de expressar.

Começamos por reflectir como tanto o homem e o Planeta Terra são essencialmente constituídos por Água. Somos cerca de 70% água. Em astrologia, este elemento está associado ao corpo emocional, e por conseguinte, às imagens e impressões subjectivas que memorizamos das experiências. Quando pensamos nos processos de desenvolvimento do homem, o nível mais difícil de sofrer verdadeiras alterações corresponde ao corpo emocional. As emoções, os nossos sentimentos, as nossas memórias são a parte que oferecem maior resistência à mudança. Podemos mudar as nossas atitudes, até o nosso pensamento, no entanto, podemos ainda nutrir sentimentos contraditórios ao que fazemos ou pensamos. Memorizamos as impressões subjectivas das experiências e somos altamente (senão totalmente) influenciados por essas memórias.

«A Memória, da forma como a estamos a interpretar, não é simplesmente uma faculdade mental, como é tão frequentemente assumido, mas é essencialmente um poder criativo. Ela é basicamente um aspecto do pensamento e – em conjunto com a imaginação – um agente criativo»

(Esoteric Astrology, Alice Bailey).

Júpiter transita em Escorpião de 10 de Outubro de 2017 a 8 de Novembro de 2018. Escorpião é um signo de Água, mas cujo teor emocional é bastante mais denso que o signo de Caranguejo. As águas de Escorpião são consideravelmente mais densas e muito mais “cabeludas”. Aqui é necessário um esforço acrescido para compreender as motivações e os impulsos que estão ocultos à nossa Consciência e que precisam de ser reconhecidos para que possamos reorientar a nossa vida e apontar para um horizonte que não seja uma repetição do passado.

Júpiter é um planeta que está associado a crescimento. Os seus trânsitos são uma bússola que apresenta o Caminho que a Humanidade deverá escolher para Crescer. No entanto, como somos extremamente míopes, e para nos beneficiar, ele actua por ampliação. Pelas qualidades de ampliação ele permite aumentar a nossa capacidade de visão quer no que respeita à necessidade de compreender o estado em que nos encontramos, quer no que respeita à necessidade de ver mais e melhor para além disso permitindo-nos usufruir das qualidades e benefícios do signo em que transita. A fama do “Grande Benéfico” deve-se ao facto de que os trânsitos de Júpiter permitem as oportunidades que vão trazer benefícios ao nosso processo de desenvolvimento. É a capacidade de visionar um novo Caminho, que há sempre uma escolha melhor do que a nossa “memória” permite vislumbrar. Mas a intenção deste “melhor”, ainda que possa trazer benefícios mundanos, é sempre o de ampliar a nossa relação e conhecimento com a dimensão espiritual do nosso Ser. No entanto, do ponto de vista mundano, em que a natureza instintiva é dominante, o princípio de Júpiter é frequentemente usado para servir os desejos de expansão da personalidade, para favorecer o crescimento e ambições individuais. O homem não desenvolvido (sempre na perspectiva espiritual), procura exclusivamente a obtenção dos benefícios mundanos, a bem aventurança individual. A este nível, Júpiter em Escorpião, está a ser regido pelos princípios exotéricos de Marte e Plutão. Tendo em consideração as qualidades de expansão de Júpiter, e as qualidades de intensidade e profundidade do signo de Escorpião, presumo que nos esperem (ainda) tempos de extremos, principalmente porque a vida da humanidade tem sido essencialmente uma vida de excessos… nesta perspectiva, em Escorpião, o trânsito de Júpiter poderá representar a ampliação da insatisfação e completa cegueira existencial, um tempo de extrema violência e destruição.

Mas apesar desta possibilidade, com Júpiter podemos sempre ter um acréscimo de Fé que permite a esperança que somos capazes de Mudar, e em Escorpião, de mudar de forma extrema. A mudança de que precisamos, individual e colectiva, requer uma profunda alteração no nosso sistema de crenças, no que conseguimos Acreditar sermos capazes para construir um mundo melhor, em conseguirmos Acreditar no potencial que existe se transformarmos a nossa visão para o Futuro. As orientações do nosso sistema de crenças deverão facilitar a resolução dos conflictos e crises individuais e colectivas, bem como permitir o reposicionamento ou a reorientação do homem com relação à razão e sentido da sua própria existência.

Se compreendermos a natureza de Júpiter como a capacidade de Intuir e escolher o novo Caminho a Seguir, este posicionamento em Escorpião parece-me bastante importante, como se nos encontrássemos numa encruzilhada existencial, já que as escolhas a tomar daqui para a frente residem na destruição e morte, ou na Iluminação e consequente reorientação (nossa e por conseguinte, da Humanidade). Enquanto Júpiter ainda se encontra em Escorpião, e apesar de nunca efectuarem aspecto entre si, Úrano ingressa em Touro a 15 de Maio de 2018, permitindo uma activação importantíssima do eixo Touro/Escorpião. De acordo com os ensinamentos esotéricos, Touro é o signo onde o Homem atinge a Iluminação. Durante a permanência neste signo, Úrano permite a Libertação das formas que nos condicionam, a que podemos chamar “desejos”, e Despertar para a vida da Alma. O próprio Buda está associado ao signo de Touro (e porque em astrologia devemos sempre pensar em eixos, o signo de Escorpião). Buda, que significa aquele que está “Desperto”, é a personificação do estado de Iluminação a que se refere a astrologia esotérica com relação a este signo como “O Olho Iluminado do Touro”, aquele que consegue Ver para além de Maya (Escorpião). Esta Iluminação, que é uma consequência do processo de “Despertar”, prende-se com a capacidade de compreender “a verdadeira natureza dos fenómenos” de que nos ensina o Budismo, e que consiste exactamente no entendimento de que todos os fenómenos são impermanentes. Esta consciência permite uma vida plena, livre dos condicionamentos mentais que estão na origem da insatisfação e do sofrimento. No seu potencial, Júpiter em Escorpião representa esta capacidade de compreender o significado de impermanência que está igualmente associada à Lei da Circulação. É compreendermos que tanto do que construímos, nasce, cresce e morre, e ainda assim ficarmos contentes com isso porque conseguimos ver nisso uma oportunidade.  Permite-nos a capacidade de Ver para além do cenário de destruição que está presente nos nossos tempos actuais, na nossa vida pessoal e colectiva (já não dá para pensar de outra forma), a capacidade de avançar sem negligenciar as perdas, os problemas, os conflictos para que possamos Descobrir o Caminho para a Cura. Ampliar o nosso conhecimento com relação a ferramentas de cura e limpeza que sejam Benéficas, e até explorar algumas que antes seriam consideradas tabu. E porque Júpiter é esperança, sabemos que nada se perde, tudo se Trans-forma, mesmo o que parece já não ter utilidade e seria apenas lixo.

Para uma sociedade que se construiu com base em valores essencialmente materialistas, a passagem de Júpiter pelo signo de Escorpião e a activação do eixo Touro/Escorpião com o ingresso de Úrano marcam mais um fim para esta consciência individual e colectiva, bem como a necessidade de reconhecer que, sem Vermos o carácter destrutivo desta forma de estar, ela será, na verdade, o nosso fim. Permite o recomeço e a reconstrução de uma nova sociedade, radicalmente fundada em novos valores. E para podermos ganhar mais, Júpiter em Escorpião ensina que, antes que essa nova realidade colectiva possa acontecer, muito teremos ainda que aprender a perder, mesmo ao nível material. Esta oportunidade de reorientação, redirecionamento que Júpiter proporciona, em Escorpião, implica a passagem por profundos testes e crises antes de passar do teste à Vitória. Preve-se um período de profunda luta, uma luta que pretende eliminar formas de vida obsoletas, onde uns irão lutar para não morrer e onde outros já anseiam por uma nova vida. Por isso é fundamental reconhecermos a nossa natureza destrutiva, lidar com ela de forma honesta para podermos deixar o passado no seu lugar e ambicionar um futuro diferente. Compreender pelo que vale a pena morrer, extrair oportunidades do que necessariamente teremos que perder caso pretendamos continuar a existir, e exercer um correcto uso do Poder. Este novo caminho por entre as cinzas, permite-nos descobrir novos recursos, ocultos para o estado de consciência em que nos encontrávamos antes de “Despertar”. Talvez seja a fase de explorar as últimas gotas daquilo a que poderia chamar a “era do petróleo”, até ao ingresso de Úrano em Touro. É a capacidade de voar mais alto, acima da nossa natureza destrutiva. A este nível Júpiter está a ser regido pelos princípios esotéricos de Marte e (talvez) hierárquicos de Mercúrio.

Durante o seu trânsito pelo signo de Escorpião, Júpiter estabelece contactos bastante favoráveis com Neptuno e Quiron em Peixes e Plutão em Capricórnio. Apesar do seu movimento não ser lento quando comparado com os planetas transpessoais, e dos seus contactos durarem poucos dias, grandes podem ser as suas oportunidades por entre as crises, principalmente porque, neste caso, Júpiter rege Neptuno e Quiron em Peixes, e Plutão rege Júpiter em trânsito.  Estamos disponíveis para não rejeitar aquilo que é o lado negativo da nossa existência e ver, na dor e no sofrimento, oportunidades para as grandes transformações que visionamos serem absolutamente necessárias. Aquilo que era Verdade e fazia Sentido antes, é obsoleto agora. Estamos disponíveis para realizar os Sacrifícios necessários neste novo Caminho, um Caminho de reorientação do inconsciente colectivo, de maior União não importa o credo, a filosofia ou religião. Metemos o dedo na ferida e sabemos exactamente porque dói. Sabemos onde não temos poder e isso facilita e aumenta a vontade de transformar, regenerar, deixar ir, e acreditar profundamente que nada é impossível. E na esfera do impossível podemos Acreditar no aparecimento de Leis menos materialistas, mais inclusivas e compassivas, e que mais possa ser colocado sob a sua protecção. E como se trata de tanta água, em que acrescem os contactos com Neptuno e Quiron em Peixes, muito da nossa cura passará pela limpeza do nosso corpo emocional e, literalmente, dos nossos mares e oceanos, assim como daí poderão surgir novas oportunidades ainda não exploradas.

Do meu ponto de vista, isto significa que, estes próximos anos (talvez até 2025) podem ser de extrema importância no que respeita às possibilidades de Iluminação por parte da Humanidade, um verdadeiro ponto de viragem, com grandes transformações e descobertas, um período de Despertar, de desabrochar da Flor de Lótus. A simbologia desta última está igualmente associada a Buda e ao trabalho desenvolvido sobre a influência de Júpiter em Escorpião e Úrano em Touro. Na Índia, a flor de Lótus simboliza o crescimento espiritual. A sua simbologia começa nas raízes, já que toda a beleza e harmonia que a flor representa à superfície, está dependente e teve origem nas raízes que crescem na obscuridade da água (frequentemente lodosas e turvas). Apesar da pureza e da beleza da flor, ela nunca poderá viver sem as suas raízes… Até que Úrano ingresse em Touro, Júpiter em Escorpião permite-nos desenvolver um trabalho importantíssimo de reconhecimento dos problemas em que vive a Humanidade, um período em que teremos que nos focar nas águas turvas em que se encontram as nossas raízes até que possamos fazer desabrochar a nossa Flor de Lótus.

«Todos vós ansiais pela Luz, pela Libertação daquilo que vos prende. Mas a forma como muitos procuram essa Liberdade é no exterior, através do conhecimento intelectual por exemplo, e isso não será eficaz. A única forma para alcançar a Liberdade é entrar em nós mesmo. Dessa forma teremos que passar por um túnel de escuridão e emergir do outro lado. Onde brilha a luz da verdadeira independência. Apenas após reconhecermos a nossa responsabilidade pela escuridão à medida que percorremos o túnel — uma experiência em nada agradável — poderemos alcançar essa Luz. Enquanto não encontrarmos as imagens que nos condicionam estaremos presos e a reactivar o drama dos nossos erros. Não teremos consciência desses erros e iremos repeti—los continuamente, e isso irá conduzir—nos ao mesmo tipo de realidade.»

(Eva Pierrakos, Pathwork palestra 41)

Que esta temporada de Júpiter em Escorpião seja a nossa viagem pelo Túnel, a exploração das nossas minas de Ouro, a nossa viagem desde a Raiz até à Flor, desde a escuridão até à Luz.

“Júpiter em Escorpião” constitui a Parte 1 do “Desabrochar da Flor de Lótus”, pelo que mais será  desenvolvido com relação à simbologia e propostas de desenvolvimento relativos ao ingresso de Úrano em Touro, signo onde permanece até ao dia 7 de Julho de 2025.

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LUA NOVA – 26º35’ de Balança

Quincuncio quiron em peixes (26º00’) | oposição Úrano em Carneiro (26º33’)

Vivemos uma fase verdadeira desafiante, quer ao nível nacional quer ao nível mundial. E estes novos tempos exigem de nós formas mais criativas de existirmos.

Esta Lua Nova que ocorre no dia 19 de Outubro, surge no tempo certo, perfeitamente alinhada com as circunstâncias, para que possamos desenvolver em nós uma real consciência de Relação. Não vou abordar o tema desta lunação do ponto de vista pessoal, ainda que cada um, individualmente, deva trabalhar as suas intenções na sua realidade pessoal. Para mim é inevitável, e talvez mesmo mais importante, que a análise deste novo ciclo de lunação recaia essencialmente sobre o flagelo que nos tem acompanhado nestes últimos dias.

Enquanto Humanidade, consciência colectiva, estamos viciados em padrões relacionais obsoletos pelas razões óbvias e evidentes. Na melhor das hipóteses poderíamos até pensar em formas de beneficio mutuo baseados na simbiose, mas mesmo essas, como a maior parte de nós as tem vivido, baseiam-se numa troca sustentada no interesse individual e egocêntrico. Infelizmente, e de uma forma geral, vigora por toda o mundo o parasitismo. Usamos os recursos do nosso hospedeiro até que o mesmo sucumba. Mas logo aqui deparamo-nos com um problema, é que Marte ainda não “está pronto” e ao ritmo a que consumimos o nosso hospedeiro, não me parece que tenhamos tempo de “mudar de casa”.

Na análise astrológica do mês de Setembro deste ano referia-me desta forma com relação ao movimento retrógrado de Plutão em Capricórnio:

«Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. (…) Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre…  Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. (…) Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado… (…)»

(www.ascendentt.wordpress.com)

E em “Março Astrológico 2017”:

«Desde 2016, ano em que começou a desfazer-se a quadratura entre Plutão em Capricórnio e Úrano em Carneiro, que começámos progressivamente a desviar o focus da nossa atenção para outras análises. No entanto, mesmo que assim seja, não se desfazem os simbolismos da sua passagem por Capricórnio, e talvez seja importante não esquecer que aquilo que aparentemente é uma guerra entre hábitos culturais, religiosos ou filosóficos, esconde motivos muito mais profundos. Uma das qualidades de Plutão, é ajudar-nos a perceber que as coisas são sempre mais do que aquilo que aparentam à superfície. Os conflictos do mundo assentam essencialmente sobre a morte e falência de um sistema económico que teima em subsistir e prevalecer a qualquer custo. »

(www.ascendentt.wordpress.com)

E nada disto me soa a uma relação de Amor. Passámos muito tempo, tempo demais, a desenvolver competências que nos favorecessem individualmente sem nunca pensar no impacto que isso teria no mundo à nossa volta e, por conseguinte, em nós mesmos porque, tudo o que vai sempre volta. E nesta ignorância vivencial fomos construindo, ou talvez melhor destruindo, a relação com o mundo à nossa volta.

Ensina a Sabedoria antiga que o exterior é um reflexo de nós mesmos. Se aprofundarmos a interpretação deste principio, percebemos que o “objecto” com o qual nos relacionamos, como sejam as outras pessoas, os animais, os oceanos, as árvores, a Terra, são senão… nós mesmos. Então tudo o que fazemos a esse “objecto” fazemos a nós mesmos. Balança, um signo regido por Vénus, remete para a necessidade de desenvolver esta consciência de Relação, de Correspondência. Que desarmonização interna acontece em nós que se reflecte e se tem repercutido na desarmonia externa? Como o flagelo externo reflecte tanto do flagelo interno. Mas tudo funciona em espelho, por correspondência, por isso devemos de fazer um esforço, individual e colectivo, para reconhecer o que precisa de mudar para que as nossas relações com o exterior reflictam melhorias.

«Nós não podemos viver sem fazer trocas com o mundo que nos rodeia. A começar pela respiração e pela nutrição, toda a nossa vida é feita de trocas; os orgãos dos sentidos (o tato, o paladar, o olfato, a audição e a visão) foram-nos dados pela Natureza para podermos fazer trocas com a Criação e com as criaturas. E a nossa vida afectiva e intelectual consiste igualmente em encontros e trocas: por palavras, por sentimentos, por pensamentos, estamos sempre a tecer uma rede de relações que é a base da vida familiar e social. Se os humanos ainda não retiram muitas bençãos dessas trocas é porque, muitas vezes, não ultrapassam o nível do instinto, do inconsciente. As plantas e os animais também respiram e se alimentam, os animais também têm orgãos dos sentidos e, por vezes, até melhor desenvolvidos do que no homem, e têm igualmente uma vida familiar e social. Cabe aos humanos tornarem mais profundas, mais ricas, todas as trocas que fazem com a Natureza e os seres com quem se relacionam.»

(Omraam Mikhael Aivanhov)

Como regente de Touro Vénus representa a construção da harmonia e do estado de paz pessoal através desta Consciência Divina para que, através da Balança possamos construir as pontes de levam essa paz ao resto do mundo. Em conjunto com Saturno, regente hierárquico de Balança, Vénus é a essência que permite a construção do Antakarana, em sânscrito a ponte do arco iris, situado ao nível do chakra do Coração. É neste Centro que a substância mental é utilizada para construir uma ponte entre a personalidade e a Alma através da energia do Amor.

Vénus representa o principio energético do 5º raio do Conhecimento Concreto e da Ciência. Esta é a energia que permite compreender a Relação entre o que está em cima e o que está em baixo, procurando activamente estabelecer uma ponte e união entre estes dois princípios dentro de nós, até que espírito e matéria estejam em perfeita harmonia e equilíbrio.  É a compreensão de que “a matéria é o espírito na sua forma de manifestação mais densa e o espírito é a matéria na sua manifestação mais subtil”. E isto torna urgente mudar a forma como olhamos para a Terra e tudo o que nos envolve no plano da matéria.

Na sua forma mais elevada de Consciência, trabalhamos a energia deste signo através de Úrano, que é regente esotérico de Balança e canaliza através deste signo os princípios energéticos do 7º raio da Magia ou Ordem Cerimonial. Representa a Vontade de manifestação da natureza Divina e, através da pontes que construímos, trazer a Paz, a Beleza , a Harmonia através da consciência do que significam “correctas relações humanas” de que nos fala o mestre Djwhal Khul.  É a capacidade de restabelecer Ordem a partir da compreensão  destes princípios.

Esta Lua Nova em Balança estabelece relação com Quíron em Peixes e Úrano em Carneiro. O quincuncio com Quiron em Peixes, remete para a necessidade de despertarmos para a dor e sofrimento que, silenciosamente, se foi construindo ao longo desta relação. A única forma de nos curarmos (pelo bem da relação e de nós mesmos) é compreender e integrar a origem da ferida. A origem da nossa desconexão, do nosso desinteresse da nossa falta de empatia que nos conduziu a abandonar, ou rejeitar, o compromisso que temos para com a vida. Oportunidade para nos reconhecermos na dor e sofrimento dos que tanto perderam, humanos e não humanos, e que isso fortaleça as pontes entre nós numa verdadeira vontade de apoio e entre-ajuda.

A oposição a Úrano em Carneiro torna urgente a “demissão” da parte (interna e externa) que não honra o compromisso. Queremos mais, melhor, Diferente…

Que esta Lua Nova em Balança sirva para meditarmos e invocarmos esta consciência de Relação em nós e em toda a Humanidade. Que permita a tomada de consciência da correspondência entre as mudanças que ocorrem no mundo e as mudanças que precisam de ocorrer em nós. Que possamos perceber onde e como perdemos a Ligação para que possamos  reaprender a viver uma Relação de Amor com a Terra para que possamos restabelecer a Relação “com o que está em cima”. Restabelecer a Ligação amorosa, de respeito para que possamos construir novas e mais pontes que nos conectem em empatia e para que possamos unir esforços e intenções, assumir compromissos justos que visem um real e mutuo beneficio.

Tudo isto para que a Magia aconteça e se quebre o feitiço que nos mantém adormecidos…

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Começamos a análise deste mês fazendo uma retrospectiva de algumas referências em meses anteriores. O mês de Setembro foi extremamente desafiante do ponto de vista colectivo, e na análise astrológica desse mês referia-me desta forma com relação ao movimento retrógrado de Plutão em Capricórnio:

«Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. (…) Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre… Durante este período parece que Re-gredimos a estados de Consciência mais básicos, quer coletivamente quer individualmente. Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. (…) Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado… (…)»

(www.ascendentt.wordpress.com)

 

E se voltarmos um pouco mais atrás no tempo, podemos ler o seguinte acerca de Úrano retrógrado em Carneiro na análise do mês de Agosto:

«Úrano em Carneiro inicia movimento retrógrado no dia 3 de Agosto passando a directo apenas a 2 de Janeiro de 2018 (por essa altura já Saturno ingressou em Capricórnio a 20 de Dezembro de 2017). Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade.  Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em Democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum.  Como sabemos tudo depende do nosso nível de Consciência, a manifestação do que é bom e mau…. (…)» 

(www.ascendentt.wordpress.com)

 

O motivo pelo qual retrocedo no tempo antes de iniciar a análise para o mês de Outubro deve-se ao facto de que, desde o dia 3 de Agosto até ao dia 20 de Setembro, Quíron, Úrano, Neptuno e Plutão estiveram em movimento retrógrado em simultâneo. Úrano, Neptuno e Plutão estão fora da nossa esfera de acção ou poder pessoal porque eles representam os princípios primordiais, o fluxo energético da inteligência do Universo que transcende (por isso são Trans-pessoais) as pequenas vontades dos homens. A sua função é actualizar o compasso do Homem perante o compasso do Universo. O movimento retrógrado destes 3 planetas em simultâneo força-nos a submergir e a Re-ver de forma extra-ordinária o nível de desconexão, ilusão e abuso de poder com que temos vivido as nossas vidas.   Estes planetas regem princípios e energias que afectam toda a Humanidade e por esse motivo o impacto produzido pelo movimento retrógrado sobre a Consciência Colectiva é muito intenso. Quíron remexe nas feridas provocadas pela Ilusão de separatividade. Aquilo que sentimos como um aparente retrocesso nas nossas vidas é apenas fase de um processo que pretende a entrada de novas formas de viver da Vida na Terra.  Nunca antes, na memória da nossa curta existência, vivenciámos tantos terramotos, furacões e tempestades  em simultâneo em tão curto espaço de tempo. Ou vivemos tempos que nos fazem duvidar das mudanças que julgávamos já ter conquistado como Liberdade e Democracia. O impacto de Quíron e Neptuno retrógrado, e em especial pelo contacto que efectuaram com a Lua Cheia em Peixes (no dia 6 de Setembro) e com a Lua Nova em Virgem (no dia 20 de Setembro), acrescentam uma espécie de impotência perante a “força mais ou menos destrutiva das circunstâncias”. Sentimo-nos talvez feridos e até abandonados pela “providência Divina” sem encontrar sentido ou explicação para tamanha, e repentina, Destruição. Pela dificuldade e mesmo impossibilidade em controlar e evitar a força das circunstâncias, sentimo-nos vitimas do caos em se encontram as nossas vidas.

No mês de Outubro, dos três planetas transpessoais, apenas Plutão retoma o movimento directo (desde o dia 28 de Setembro). Estão fortes as energias de Balança trazendo a oportunidade de harmonização, equilíbrio e ponderação, a um cenário energético que tem sido de extremos conflicto e instabilidade. O exemplo dos acontecimentos colectivos, em especial os vividos através da Catalunha, remetem para a última oposição entre Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro e para a tensão provocada pelo movimento retrógrado de Úrano e Plutão.  O Sol em Balança faz quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 8 e 12, sextil Saturno em Sagitário de 15 a 19 e oposição a Úrano em Carneiro de 18 a 22.  Ingressa em Escorpião no dia 23 de Outubro e entre o dia 24 e 29 encontra-se com Júpiter. A energia que o Sol irradia sobre a Terra através do signo de Balança pretende que despertemos para a necessidade de tomarmos consciência das forças opostas que ainda existem em nós, e por conseguinte, na Humanidade. Ao conseguirmos estabelecer um centro entre estas forças teremos a capacidade de estabelecer entre elas relação e, por conseguinte, desenvolver o processo de síntese que leva, após o seu ingresso em Escorpião, à capacidade de resolução do conflicto que significa a transformação das partes que não contribuem para o desenvolvimento pessoal e colectivo. Até que essa consciência seja alcançada, medimos forças e desequilibramos os pratos da Balança. Devemos transpor para a nossa vida pessoal esta reflexão. Os aspectos difíceis ao Sol tornam o processo muito mais intenso, violento e instável.

Mercúrio transita pelo signo de Balança até ao dia 17 de Outubro. A mente está focada na necessidade de analisar os dois lados das circunstâncias com o objectivo de compreender o que tem mais peso perante aquilo que estamos a viver. Pensamos em formas de relacionar princípios, pessoas e circunstâncias, em compreender como podemos organizar a vida de forma a reequilibrar todas as partes e em estabelecer pontes entre factos e ideias que se aparentam isolados. Em Balança faz conjunção ao Sol entre o dia 6 e 11 de Outubro, quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 8 e 10, sextil a Saturno em Sagitário de 11 a 14, e oposição a Úrano em Carneiro de 14 a 16. Encontramos bastantes desafios à necessidade de resolver conflictos através do diálogo, mas a verdade é que torna-se importante analisar o caminho que estamos a percorrer para poder pesar bem as perdas e os ganhos antes de podermos introduzir mudanças. Esta forma de pensamento facilita a resolução dos problemas e obstáculos e a partilha de ideias e o diálogo permitem ultrapassar barreiras apenas porque não conseguíamos “ver” o outro lado da questão. Mercúrio ingressa em Escorpião no dia 17 de Outubro e faz conjunção a Júpiter entre o dia 17 e 19, trígono a Neptuno em Peixes entre 23 e 26 de Outubro e sextil a Plutão em Capricórnio entre o dia 27 e 30. Mercúrio tem bastante afinidade com o signo de Escorpião, já que representa a energia de 4º raio de Harmonia através do Conflicto e é regente hierárquico deste signo.  Durante este trânsito, e pelos aspectos que realiza, temos a oportunidade de ter grandes benefícios resultantes da partilha de ideias. Teremos que estar disponíveis para pensar de forma honesta acerca das nossas intenções e motivações, para que possamos objectivar os nossos conflictos internos que dificultam a harmonização individual e que se reflectem na realidade de cada um. Precisamos de abordar e aprofundar assuntos que, apesar de intensos e difíceis são fundamentais para a resolução dos problemas. Teremos que olhar para temas e assuntos que até agora teriam sido evitados pelo desconforto que produzem.

Vénus em Virgem faz trígono a Plutão em Capricórnio entre o dia 2 e 5, quadratura a Saturno em Sagitário entre o dia 7 e 10 de Outubro e quincôncio a Úrano em Carneiro de 10 a 13. Do ponto de vista da personalidade este é considerado um posicionamento difícil para Vénus (em queda). Isto deve-se essencialmente à natureza separativa da mente inferior dificultando a intenção do principio venusiano que é a união através do amor. Traduzido para a nossa realidade, podemos viver períodos de maior dificuldade em conseguirmos o entendimento pela forma separativa e discriminativa como pensamos. Desta forma todo o detalhe ou imperfeição torna-se num grande problema, um verdadeiro peso do qual não nos conseguimos libertar apenas porque estamos a valorizar apenas parte do problema. Ou podemos aproveitar a oportunidade para servir mais que ser servido e para aperfeiçoar a forma como nos relacionamos com os outros e para procurar compreender em que estado de “saúde” se encontra a nossa democracia. Procuramos construir algo que seja verdadeiramente útil e possa resolver mais do que complicar. Os recursos parecem que não esticam, pelo contrario, estão bastante limitados, mas também aqui temos a oportunidade de reavaliar a natureza do nosso desejo, de que forma aquilo que valorizamos contribui para o nosso aperfeiçoamento ou apenas a expressão de um capricho. Depois de ingressar em Balança no dia 14 de Outubro Vénus faz quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 27 e 29. Desejamos Paz, e como desejamos… este posicionamento de Vénus, em domicilio, remete para a força energética que exerce perante a necessidade de nos respeitarmos e de construirmos pontes que nos coloquem em “correctas relações humanas”. Tudo isto parece tão difícil perante o poder destrutivo de determinados governos e estruturas sociais. Precisamos de novas formas de acordo e parceria mesmo que isso signifique um conflicto com outro tipo de interesses. Teremos igualmente que perceber o que estamos dispostos a perder para nos libertarmos de algum peso e podermos atingir o equilíbrio que desejamos.

Antes de ingressar em Balança no dia 22 de Outubro, Marte em Virgem faz trígono a Plutão em Capricórnio de 1 a 5 de Outubro, A quadratura a Saturno em Sagitário de 8 a 15 e o quincôncio a Úrano em Carneiro de 14 a 20 de Outubro mostra uma dificuldade em agir perante a pressão por parte das circunstâncias. Redução na liberdade de acção exigindo ponderação e uma forma mais inteligente na forma como lutamos pelos nossos objectivos.

Júpiter ingressa em Escorpião no dia 10 de Outubro onde vai permanecer até ao dia 8 de Novembro de 2018. Se pensarmos nas suas qualidades como planeta das oportunidades, inicia-se um período de extra-ordinária renovação. O tema de Júpiter em Escorpião será desenvolvido pela altura do seu ingresso.

Bom trabalho para Outubro.

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Lua Cheia a 13º53′ no signo de Peixes

Tivemos duas luas novas em Leão, 2 ciclos acompanhados por eclipse lunar e solar, colocando grande ênfase no desenvolvimento individual , na consolidação da nossa Identidade, através de crises existenciais que podem ter permitido a revelação do que esta Identidade representa.

Passamos de uma energia Yang para uma de Recolhimento, uma transição intensa tendo em conta a concentração de energia que tivemos no signo de Leão desde o ciclo anterior. Esta “nova” Identidade, pelo menos nova na nossa Consciência, pode agora (começar) germinar em Virgem (signo regido por Mercúrio). Virgem representa a Mãe, aquele que recebe e nutre a semente do Cristo, a que podemos chamar de Consciência da Alma que é Amor-Sabedoria. A astrologia esotérica refere que Sol e Mercúrio são um só. Astronomicamente Mercúrio não se afasta do Sol mais que 48º, no máximo uma semi—quadratura, estando sempre muito próximos um do outro. Esta simbologia estabelece uma relação muito estreita entre a mente e o desenvolvimento da Consciência. Conforme nos ensina a astrologia esotérica através de Alice Bailey, Mercúrio no primeiro estágio de desenvolvimento pretende mediar entre a vida da personalidade e da Alma de forma a conduzir-nos à “Harmonia através do Conflicto” (energia de 4º raio representada por Mercúrio) entre estes dois níveis de Consciência. Quando o individuo se permitiu a Humildade para aceitar submeter-se à vida da Alma, então Mercúrio não é mais um mediador mas sim o verdadeiro “mensageiro dos deuses” permitindo a capacidade de entrar na matéria sem se desconectar da Consciência da Alma. E isto mostra como é tanto o Trabalho (uma verdadeira qualidade do signo de Virgem) que ainda temos pela frente.

Talvez esta Lua Cheia passe ainda, e primeiramente, por conseguir reconhecer e descriminar que sentimentos ainda deturpam o melhor de nós mesmos, e que conflictos ainda impedem esta união entre a Alma e a personalidade. O que pretendemos com o Sol em Virgem é iluminar a inteligência discriminativa que permite sintetizar a experiência individual e apurar os aspectos (da personalidade) que precisam de ser trabalhados para que o sentimento de unificação seja real. Tomarmos Consciência do que em nós precisa de ser renunciado e sacrificado de forma a nos libertarmos desses apegos e ilusões.

 Talvez este possa ser um momento (como tantos que a vida, felizmente, nos presenteia) para definirmos alguma ordem perante o caos e confusão em que se encontra a Humanidade e, porque dela fazemos parte e somos várias partes de um todo assim nos ensina o signo de Virgem com a sua consciência discriminativa, perante o caos e confusão em que cada um de nós se encontra.

Tendo em conta que saímos de energias tão fortes de Leão (como já foi referido), que o Sol em Virgem possa permitir à Humanidade a humildade, a objectividade e a introspecção critica, de auto-análise que possibilite a redução de excessos de protagonismo e de exibições de poder. É a força desta Consciência que permite trabalhar a hipersensibilidade da Lua em Peixes que sozinha permite todo o tipo de ilusões e equívocos. Trabalhamos, com os pés assentes na Terra, para que essa semente de Amor-Sabedoria possa crescer. Como podemos fazer algo de verdadeiramente útil com aquilo que sentimos ter de especial em nós e como isso se reflecte na forma como cuidamos e trabalhamos da dor e do sofrimento, nosso e do outro.

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Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. Em termos colectivos, é como se voltássemos atrás no tempo no que respeita a forma como usamos o poder, como ainda somos dominados por aspectos mais sombrios da nossa personalidade quando se trata de alcançarmos as nossas ambições e preservar a nossa imagem ou status social em detrimento do bem colectivo. Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre… Durante este período parece que Re-gredimos a estados de Consciência mais básicos, quer coletivamente quer individualmente. Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. A temática de Plutão em Capricórnio parece estar esquecida perante a passagem do tempo, desgastada e substituída ou amenizada pelo ingresso dos outros planetas em signos diferentes. Mas é importante relembrar, de tempos a tempos, que a temática de Saturno está cá para durar, já que irá ingressar em Capricórnio (signo de sua regência) a 20 de Dezembro deste ano e Plutão ainda estará em Capricórnio até 2025. Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado…

Mas vamos manter-nos, por enquanto, no mês de Setembro deste ano de 2017. Ainda retrógrado em Leão, Mercúrio faz conjunção a Marte de 1 a 5 de Setembro e trígono a Úrano em Carneiro entre o dia 1 e 10. Este é um período que potencia o verdadeiro “idiota” em nós, em que a reflexão interna permite o emergir de novas ideias e formas de pensar e compreender a realidade de forma mais criativa e pensarmos no que realmente nos define e como lidamos com a realidade. O movimento retrógrado de Mercúrio pelo signo de Leão força-nos a Re-pensar acerca destas imagens mentais e como podemos Re-criar a realidade no nosso pensamento. Como nos projectamos ao nível da comunicação, os nossos reveses e dificuldades, o que pensamos acerca de conceitos como liderança e afirmação da nossa vontade ou poder pessoal. Ao iniciar o movimento directo a 5 de Setembro a 28º26’ de Leão, Mercúrio traz consigo os problemas e as soluções que foram possíveis encontrar durante a fase retrógrada. Ingressa em Virgem a 10 de Setembro onde faz conjunção a Marte de 15 a 19, oposição a Neptuno em Peixes de 19 a 21, trígono a Plutão em Capricórnio de 21 a 23, quadratura a Saturno em Sagitário de 24 a 26 e quincôncio a Úrano em Carneiro de 28 a 30. Já novamente em domicílio e com os contactos que estabelece, a mente procura organizar as ideias, e em pensar em formas concretas de as tornar uma realidade. Pretende-se que trabalhemos a nossa capacidade de autoanálise e em novas ferramentas que permitam colocar em prática as ideias mais criativas bem como aprofundar e aperfeiçoar o que inicialmente foi apenas uma ideia ajustando-a à realidade das circunstâncias. Teremos que lidar com bloqueios aos nossos esquemas mentais, com as dificuldades e limitações que surgem entre a nossa capacidade de interpretar os factos e a realidade e a nossa necessidade de expansão. Dar mais tempo para amadurecer ideias, pensar em novas formas de resolver os problemas, trabalhar a nossa capacidade de comunicação mantendo em mente os detalhes e os pormenores mais práticos sem perder de vista o ideal que desejamos alcançar. Temos a oportunidade de usar o pensamento para pensar em novas formas de Servir, quer na nossa esfera pessoal quer colectiva. Será uma boa oportunidade para que a mente colectiva possa pensar em novas ideias para resolver os problemas actuais da Humanidade, como são o caso dos conflictos internacionais, é(t)nicos e do caos ambiental em que se encontra o planeta Terra porque ainda são muitos os que continuam a viver a ilusão de que os problemas não existem.

Vénus em Leão faz trígono a Saturno em Sagitário de 11 a 14, sextil a Júpiter em Balança de 13 a 18 e trígono a Úrano em Carneiro de 16 a 18. Teremos boas oportunidades para consolidar investimentos, expandir parcerias e construir novas formas de expressão. Período de maior abertura relacional. Ingressa em Virgem no dia 20 de Setembro e inicia a oposição a Neptuno em Peixes entre o dia 28 e 30. Oportunidade para separar e a discriminar o que verdadeiramente tem valor para nós, sem deslumbramentos ou luxos excessivos, procurando resolver as nossas expectativas relacionais. Na prática o que trazemos para as relações e como trabalhamos as nossas parcerias. Importa-nos a simplicidade e precisamos de perceber que são as pequenas coisas que importam e têm valor.

Marte ingressa em Virgem a 5 de Setembro e faz oposição a Neptuno em Peixes de 22 a 27 de Setembro. Talvez seja importante abrandar o modo como “disparamos” energia e agir de forma mais objectiva e precisa. Menos espectáculo nas atitudes que tomamos e mais humildade nos processos de tomada de decisão.

Durante este mês transitamos de fortes energias em Leão, para passar para uma energia mais realista e menos dramática. Passámos por uma forte ampliação de poder pessoal que, em alguns casos, resultou em períodos de forte desenvolvimento criativo e, para outros, um período para grandes equívocos e crises de identidade com uma excessiva necessidade de afirmação pessoal e deturpação do que significa autoridade. É urgente deixarmo-nos de excessos de importância individual para trabalharmos a nossa capacidade de autoanálise de forma a tornar real o melhor de nós mesmos. E este é sem dúvida um mês de Trabalho, com todos os planetas pessoais a ingressarem e a transitarem pelo signo de Virgem, incluindo o domicílio de Mercúrio e o ciclo de lunação no eixo Virgem / Peixes. Sol em Virgem faz oposição a Neptuno em Peixes de 3 a 7 de Setembro, trígono a Plutão em Capricórnio de 9 a 11, quadratura a Saturno em Sagitário de 12 a 16 e quincôncio a Úrano em Carneiro de 18 a 22. Somos forçados a lidar com as nossas imperfeições, reflectidas através da realidade que nos circunda e das nossas relações, ao mesmo tempo que trabalhamos para cuidar do “estado de saúde” em que se encontram as nossas vidas. Precisamos simultaneamente de fortalecer a nossa consciência de serviço para podermos questionar de forma objectiva de que forma contribuímos para o bem comum, se aquilo que somos serve o colectivo sem que isso fira o nosso orgulho. Escolher bem onde vale a pena gastar energia com plena consciência dos limites e limitações à expressão da nossa vontade. Parece-me que estaremos mais focados na resolução de problemas, na “lavagem de roupa suja”, até ao seu ingresso em Balança, a 22 de Setembro.

De 20 a 30 de Setembro Júpiter faz a última oposição a Úrano em Carneiro antes de ingressar em Escorpião no dia 10 de Outubro. Durante esta fase, e após as várias oposições entre ambos, criámos o desapego suficiente ao nosso sistema de crenças para que seja agora mais claro compreender que caminho queremos fazer. Com o que é que nos queremos comprometer, que parecerias desejamos expandir e reflectem esta nossa necessidade de mudança. Colectivamente (e apesar disto parecer um pouco fatalista relevem a limitação do discurso) esgotámos as oportunidades de rever e mudar a forma como expressamos a nossa necessidade de Liberdade e compreendermos que essa Liberdade está dependente da capacidade de respeitar as Leis que nos colocam em correctas relações humanas. A capacidade de expandir o nosso entendimento sobre a Lei da Correspondência irá permitir compreender que todas as mudanças que pretendemos implementar terão reflexo em tudo o que nos rodeia porque estamos em permanente estado de relação. Portanto esta é a fase para o “entendimento final” entre diplomatas e radicais, optarmos pelo caminho da diplomacia e do diálogo de forma a encontrar um entendimento e um ponto comum de ligação e respeitar acima de tudo a paz e a harmonia entre cada um, ou romper definitivamente com estes princípios.

Bom trabalho para Setembro.

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