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Archive for the ‘2017’ Category

O estudo da astrologia sempre deu extrema importância aos ciclos representados pelas estações do ano porque estas espelham os ciclos de desenvolvimento do Homem. No hemisfério Norte o signo de Capricórnio, o último da tríade da Terra regido por Saturno, corresponde ao inicio do Inverno, à fase em que tudo o que tinha que crescer atinge o seu pico. Com os frutos colhidos, a Terra amadurecida recolhe-se para avaliar as consequências do ciclo que terminou, para se renovar e garantir um novo futuro. A energia move-se do exterior para o interior, do “dia” para a “noite”, investindo não na imagem externa, mas no trabalho oculto que pretende renovar os recursos e proteger a semente que se encontra no escuro e Silêncio da Terra até ao inicio do novo ciclo na Primavera (simbolizado pelo signo de Carneiro e Equinócio da Primavera). O Solstício de Inverno deste ano, ocorre no dia 21 de Dezembro às 16:28 (Portugal), o momento exacto em que o Sol ingressa no signo de Capricórnio. Astronomicamente este é o momento em que se regista a noite mais longa do ano. Ao dia, principio solar, foi atribuída a energia Yang, de extroversão; à noite, principio lunar, a energia Yin, de introversão. Por analogia, o Solstício de Inverno remete para uma energia que favorece os processos de recolhimento, e de trabalho interno. Infelizmente associa-se frequentemente a energia Yin a uma condição de passividade, mas isso depende do ponto de vista, da nossa capacidade de observação, pois do ponto de vista interno, dentro da nossa “casa” muita é a actividade gerada no seu interior. O mesmo acontece na Natureza. Quando plantamos uma semente no solo, à superfície nada acontece. Aparentemente não há vida porque nada se vê, deduzimos que naquele local não há actividade. Mas no interior do solo, no escuro e Silêncio da Terra, o solo e a semente reciclam-se e desenvolvem-se silenciosamente até à Primavera.

Do ponto de vista astrológico, este solstício tem a particularidade de Saturno estar em Capricórnio, que ingressa neste signo exactamente no dia anterior, a 20 de Dezembro. O Sol está exactamente conjunto a Saturno, que se encontra em domicilio, intensificando a simbologia associada ao Solstício.

Por norma, comemoramos estes dias e eventos de forma isolada, como se os seus princípios não tivessem continuidade no tempo, resumindo-se a celebração ao dia da sua ocorrência (neste caso o dia 21). Mas talvez seja útil pensar nos processos desencadeados pelo dia e não apenas no momento isolado. Talvez possamos pensar que este será um ciclo de maiores exigências e maiores necessidades de trabalho. Precisamos de amadurecer através das dificuldades e dotar as nossas sementes com a responsabilidade para enfrentar os inúmeros e difíceis testes que o Tempo nos irá trazer. Uma renovação e trabalho interno marcados pelas consequências de um passado que se faz, mais do nunca, real. Consciência de profunda culminação, que significa o mesmo que dizer, que desta “fruta” não sai nem mais uma gota de sumo… Para transformar o peso em Sabedoria temos obrigatoriamente que incluir e integrar as experiências de uma vida e aceitar trabalhar nas condições deste “Inverno” tão rigoroso. Rigor terá que ser a nossa prioridade para gerir prioridades. A tristeza ou tendências mais depressivas durante estas fases menos “solares” deve-se à dificuldade em vivermos connosco mesmos, na nossa “casa”, onde muitas vezes tão pouca Luz tem. Sentimo-nos um pouco mais apagados, desejosos que o Sol astronómico brilhe tão intensamente no Inverno como no Verão… se assim for nem damos conta que Ele por cá passou. E isso é literalmente um desperdício. Esta é uma oportunidade para amadurecermos e prepararmos conscientemente as condições do nosso “solo”, não desperdiçando energias, enriquecendo a Terra de que somos feitos. Desenvolver Consciência acerca dos nossos Limites e Limitações, e com tudo isto o autoconhecimento que nos permite medir a largura das paredes (Saturno) com que construímos a nossa “casa” e qual a quantidade de Luz e Calor (Sol) que conseguimos gerar no seu interior. Independentemente do tempo que se faz lá fora, trata-se de compreender o Tempo que se sente cá dentro. Remetemos a Consciência (Sol) para o local onde devemos de focar a nossa verdadeira necessidade de Sucesso (Saturno), no interior de nós mesmos;

«O homem que é verdadeiramente sério deve começar por si mesmo, ele deve ser calmamente consciente de todos os seus pensamentos, sentimentos e acções. Aqui novamente, não se trata de uma questão de tempo. Não existe um fim para o auto-conhecimento. O auto-conhecimento acontece a cada momento, é um processo, e por isso mesmo existe uma felicidade criativa que é gerada a cada momento.» Jiddu Krishnamurti

Em simultâneo com o Solstício de Inverno festejamos o Natal, que não é senão uma simbologia ao Despertar da semente, aquela que faz crescer em nós a Árvore da Vida. Nesta que é a altura em que as noites são mais longas que o dia, é exactamente a época em que acendemos as Luzes que iluminam a nossa Árvore, e fazem brilhar a nossa Estrela. A energia concentra-se dentro de “casa” já que lá fora o frio força-nos a recolher e a celebrar aquilo que realmente tem importância.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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DESABROCHAR DA FLOR DE LOTUS

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PARTE 2

Úrano pelo signo de Carneiro

12 de Março de 2011 a 15 de Maio de 2018

Nenhuma das circunstâncias de crise em que vivemos agora começou agora. Por isso considerei importante voltamos um pouco atrás no tempo para nos relembrarmos da altura em que tudo, o que considerávamos garantido, começou a mudar. Estávamos em 2008 e Plutão ingressava em Capricórnio. Esta é a fase que coincide com a grande crise económica de 2008, em que assistimos à queda do sector imobiliário e bancário. A partir desta data nada parecia certo. Deixámos de ter o mesmo conceito de “estabilidade”, qualquer um poderia perder o seu emprego (até então) estável e o conceito de “carreira” foi literalmente “congelado” ou destruído. Foi o início do fim de inúmeros hábitos, padrões, planos de vida e certezas absolutas. Um tempo depois, em 2011, Úrano ingressa em Carneiro. Aqui estávamos nós, ainda a lutar para sobreviver, a lutar para evitar o inevitável, ainda em choque e, em simultâneo, a ser convocados para uma mudança radical, que iria levar o seu tempo, mas que já nessa altura alertava para a urgência de Despertar. Olhávamos para o passado, para a única coisa que conhecíamos tentando reanimá-lo por entre a destruição inevitável, ao mesmo tempo que uma nova vida, um novo Futuro se fazia manifestar naquele Presente momento em que os planos que tínhamos até então não nos salvavam e apenas nos conduziam a becos sem saída.

E tudo isto foi extraordinariamente intenso pelo facto de Úrano em Carneiro ter estado em quadratura com Plutão em Capricórnio entre Junho de 2012 e Março de 2015. Capricórnio é o signo em que, simbolicamente, as ideias projectadas e iniciadas em Carneiro (que anatomicamente rege a Cabeça), assumem a sua culminação. E quando “algo” atinge o seu culminar, atinge igualmente o seu fim. Foi o culminar de uma forma de vida, pessoal e colectiva. Capricórnio é sem dúvida um signo de consciência colectiva, na medida em que, no seu ideal, remete para a forma concreta como cada um de nós pretende contribuir para a sociedade. A prioridade é sempre o bem colectivo e, porque tal representa um enorme Poder, ponderamos sempre as consequências e o impacto que os nossos actos e decisões têm sobre os outros. Por isso mesmo, a um nível mundano, Capricórnio está associado aos cargos políticos, porque supostamente, esses (os políticos) detêm o poder que deveria de ser usado para zelar pelo interesse comum, tomando decisões que beneficiem o seu colectivo (povo, nação, humanidade). Principalmente durante esta fase da quadratura de Úrano em Carneiro com Plutão em Capricórnio, foi evidente a inexistência desta “boa intenção colectiva”. Testemunhámos a queda de um sistema, social, económico e politico, podre e corrupto pelo seu abuso de poder… tínhamos que reconhecer que era tempo de mudar. Emerge a necessidade de tomar Consciência à escala global de que estamos, literalmente, a “rebentar pelas costuras”. Chegámos ao máximo possível (culminámos) para este nível de Consciência, precisamos de rever prioridades e começarmos a dirigir a nossa necessidade de “Sucesso” para outras preocupações. Romper com imagens individuais e colectivas acerca das nossas ambições e mudar completamente “aquilo que queremos ser quando formos grandes”. Para obtermos resultados diferentes, para sermos melhor sucedidos na nossa vida, não podemos de forma nenhuma continuar com os mesmos métodos e objectivos. Há que começar de novo, e isso não significa que a solução é ir viver para Marte porque iriamos fazê-lo transportando connosco os mesmos “problemas”… Deparámo-nos durante estes trânsitos de Úrano (e em especial durante o período da quadratura com Plutão em Capricórnio) com questões muito mais essenciais e “primordiais”, Questionávamos “como salvar o nosso planeta” para que possamos, antes de algum dia “ser grandes”, garantir que temos condições para simplesmente existir. Afinal, trata-se de começar de novo, pelo início… Com Plutão as coisas são literalmente uma questão de vida ou morte, o que significa que, para continuarmos a viver (literalmente) é preciso transmutar muitos dos nossos hábitos e padrões, muitas das nossas imagens de sucesso e, completamente, muitas das formas em que mantemos a nossa Existência enquanto habitantes no Planeta Terra, os nossos “planos de vida”. Algo tão extraordinariamente difícil quando olhamos para a humanidade como uma consciência única e colectiva que tem milhares de história e de experiência acumuladas. Um reset violentíssimo, uma desaprendizagem intensa. Talvez muitos de nós só agora se tenham apercebido desta realidade porque Júpiter encontra-se em trânsito pelo signo de Escorpião, e isso significa que agora temos mesmo que Ver (Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 1 Júpiter em Escorpião). Talvez nunca tenhamos pensado que a nossa geração tivesse que lidar com A Vida do Planeta (literalmente). Tudo isso fazia parte dos filmes de ficção científica que retratavam finais apocalípticos apenas para daqui a muitas centenas de anos. Algo lamentável, realmente, e muito real. É para já, e é urgente, à boa maneira de Úrano. Acontece agora. Sim, há limites para tudo, nós incluídos… Mas como é hábito dizer, nunca é tarde demais para mudar… e, mesmo que tudo isto pudesse ter sido evitado, se calhar não podia, não podíamos, não saberíamos…

Na astrologia esotérica, o signo de Carneiro permite a manifestação da energia de 1º raio – Vontade e Poder. É o berço das Grandes Ideias, onde todo o Nascimento acontece e, por isso, um signo de Manifestação. Nesta astrologia mais contemporânea, marcada pela influência de Alice Bailey, Dane Rudhyar e Alan Leo, percebemos que a história dos ciclos astrológicos e as suas Manifestações estão sempre a par e passo com a Consciência do Homem. Há momentos em que estamos preparados para receber a influência de uma determinada energia, através de um planeta ou de uma Hierarquia (principio inteligente cósmico que está fora do nosso sistema solar). Para compreendermos a importância do que pretendo explicar, precisamos de saber que em astrologia existem três níveis de regência; exotérica, esotérica e hierárquica. As nossas manifestações energéticas são ainda essencialmente no plano exotérico, correspondente ao da personalidade, o mundo da matéria e das formas, apesar de já se fazer sentir a necessidade de expressão ao nível da Alma (ou esotérico). As nossas respostas à energia e as intenções do planeta com relação ao último nível de regência (hierárquico) têm sido quase totalmente inconscientes porque não existe a maturidade para as integrar. A Humanidade tem vivido num estado de surdez e miopia profundos, do qual tenho esperança, já estarmos a começar a sair. Úrano é regente Hierárquico de Carneiro, e apesar da dificuldade em reagirmos conscientemente ao poder das Hierarquias, a energia que chega ao nosso planeta através deste planeta é extraordinária. Talvez estejamos a conseguir Despertar para as suas intenções e isso é uma excelente Oportunidade no desenvolvimento espiritual da Humanidade. Na sua mais alta expressão, este princípio de Úrano, permite a Libertação do Homem para que possa começar um novo caminho energético, de Consciência. E não começar (ilusoriamente) de novo, mantendo a consciência de velhos padrões em busca de mudar apenas as formas. Esta Libertação através do seu regente hierárquico (Úrano) permite que a mente, regida por Mercúrio (regente esotérico de Carneiro), consiga captar as ideias do Plano Divino. Através do seu regente exotérico, Marte, lutamos por esse novo ideal, canalizamos a energia para nos dedicarmos e sermos devotos a um novo objectivo (Marte canaliza energia de 6º raio – Devoção e Idealismo), utilizando a personalidade para abrir e lutar por estes novos caminhos.

Tudo isto que nos foi acontecendo desde Março de 2011 foi, É, um grande Despertar através de Úrano no signo de Carneiro. Muitos de nós despertaram de forma traumática, principalmente para quem tem nos seus mapas natais planetas nos signos cardeais – Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio. E outros gradualmente, abraçando a mudança como uma grande oportunidade. Porque, na verdade, é mesmo disso que se trata, de uma nova OportUnidade. É para todos, sem excepção… E toda a nova oportunidade precisa de um Plano, Aquele por onde começámos a falar no início deste artigo. E este artigo serve para recordar o que há muito tempo já começou, fazer a ponte entre o extremo a que chegámos (Júpiter em Escorpião) e o que precisamos de Construir daqui para a frente (Úrano em Touro).

O trabalho de Úrano em Carneiro permite a Manifestação da Relação entre Espirito e Matéria (a energia de 7º raio canalizada por Úrano), e como em qualquer relação, o conflito emerge. Úrano em Carneiro trouxe a necessidade de relação e a sua manifestação, ao passo que Júpiter em Escorpião (e também em Balança) pretende mostrar—nos exactamente os conflictos que ainda vivemos e que, por sua vez, dificultam a Relação. Este é um tempo difícil mas igualmente um tempo com excelentes oportunidades de mudança na vida espiritual da Humanidade. Por isso é tão necessário voltar atrás para compreender onde começou, isto que vivemos agora com Júpiter em Escorpião. Porque qualquer reorientação que decidirmos tomar terá que ser no sentido de permitir que a Relaçao entre Espírito e matéria se Manifeste. Desde 2008 que tudo com o qual nos relacionávamos e não permitia a entrada de uma nova Consciência, teve que ruir e colapsar. Será um “Nascimento” (Úrano em Carneiro) difícil já que teremos que o fazer através da “Cinzas” (Júpiter em Escorpião). Os planos que tínhamos foram destruídos e pouco do passado transita connosco para o Futuro, a não ser a Sabedoria que nos permite não cometer os mesmos erros.

A pouco tempo de Úrano ingressar em Touro perguntem-se: Qual o Novo Plano para as v(n)ossas Vidas?

«Desabrochar da Flor de Lótus – Parte 3 Úrano pelo signo de Touro» será publicado brevemente.

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DESABROCHAR DA FLOR DE LOTUS

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PARTE 1

Júpiter em Escorpião

10 de Outubro de 2017 a 8 de Novembro de 2018

Como tenho sempre reforçado ao longo do meu trabalho, toda a manifestação da energia de um planeta através de um signo está dependente do nível de Consciência, individual ou colectivo, através do qual é filtrada. Por isso insisto que este artigo (e os seguintes) pretende reflectir quer as energias presentes no estado actual da consciência da Humanidade quer o potencial a ser alcançado pelo colectivo e que algumas pessoas, de forma individual, já são capazes de expressar.

Começamos por reflectir como tanto o homem e o Planeta Terra são essencialmente constituídos por Água. Somos cerca de 70% água. Em astrologia, este elemento está associado ao corpo emocional, e por conseguinte, às imagens e impressões subjectivas que memorizamos das experiências. Quando pensamos nos processos de desenvolvimento do homem, o nível mais difícil de sofrer verdadeiras alterações corresponde ao corpo emocional. As emoções, os nossos sentimentos, as nossas memórias são a parte que oferecem maior resistência à mudança. Podemos mudar as nossas atitudes, até o nosso pensamento, no entanto, podemos ainda nutrir sentimentos contraditórios ao que fazemos ou pensamos. Memorizamos as impressões subjectivas das experiências e somos altamente (senão totalmente) influenciados por essas memórias.

«A Memória, da forma como a estamos a interpretar, não é simplesmente uma faculdade mental, como é tão frequentemente assumido, mas é essencialmente um poder criativo. Ela é basicamente um aspecto do pensamento e – em conjunto com a imaginação – um agente criativo»

(Esoteric Astrology, Alice Bailey).

Júpiter transita em Escorpião de 10 de Outubro de 2017 a 8 de Novembro de 2018. Escorpião é um signo de Água, mas cujo teor emocional é bastante mais denso que o signo de Caranguejo. As águas de Escorpião são consideravelmente mais densas e muito mais “cabeludas”. Aqui é necessário um esforço acrescido para compreender as motivações e os impulsos que estão ocultos à nossa Consciência e que precisam de ser reconhecidos para que possamos reorientar a nossa vida e apontar para um horizonte que não seja uma repetição do passado.

Júpiter é um planeta que está associado a crescimento. Os seus trânsitos são uma bússola que apresenta o Caminho que a Humanidade deverá escolher para Crescer. No entanto, como somos extremamente míopes, e para nos beneficiar, ele actua por ampliação. Pelas qualidades de ampliação ele permite aumentar a nossa capacidade de visão quer no que respeita à necessidade de compreender o estado em que nos encontramos, quer no que respeita à necessidade de ver mais e melhor para além disso permitindo-nos usufruir das qualidades e benefícios do signo em que transita. A fama do “Grande Benéfico” deve-se ao facto de que os trânsitos de Júpiter permitem as oportunidades que vão trazer benefícios ao nosso processo de desenvolvimento. É a capacidade de visionar um novo Caminho, que há sempre uma escolha melhor do que a nossa “memória” permite vislumbrar. Mas a intenção deste “melhor”, ainda que possa trazer benefícios mundanos, é sempre o de ampliar a nossa relação e conhecimento com a dimensão espiritual do nosso Ser. No entanto, do ponto de vista mundano, em que a natureza instintiva é dominante, o princípio de Júpiter é frequentemente usado para servir os desejos de expansão da personalidade, para favorecer o crescimento e ambições individuais. O homem não desenvolvido (sempre na perspectiva espiritual), procura exclusivamente a obtenção dos benefícios mundanos, a bem aventurança individual. A este nível, Júpiter em Escorpião, está a ser regido pelos princípios exotéricos de Marte e Plutão. Tendo em consideração as qualidades de expansão de Júpiter, e as qualidades de intensidade e profundidade do signo de Escorpião, presumo que nos esperem (ainda) tempos de extremos, principalmente porque a vida da humanidade tem sido essencialmente uma vida de excessos… nesta perspectiva, em Escorpião, o trânsito de Júpiter poderá representar a ampliação da insatisfação e completa cegueira existencial, um tempo de extrema violência e destruição.

Mas apesar desta possibilidade, com Júpiter podemos sempre ter um acréscimo de Fé que permite a esperança que somos capazes de Mudar, e em Escorpião, de mudar de forma extrema. A mudança de que precisamos, individual e colectiva, requer uma profunda alteração no nosso sistema de crenças, no que conseguimos Acreditar sermos capazes para construir um mundo melhor, em conseguirmos Acreditar no potencial que existe se transformarmos a nossa visão para o Futuro. As orientações do nosso sistema de crenças deverão facilitar a resolução dos conflictos e crises individuais e colectivas, bem como permitir o reposicionamento ou a reorientação do homem com relação à razão e sentido da sua própria existência.

Se compreendermos a natureza de Júpiter como a capacidade de Intuir e escolher o novo Caminho a Seguir, este posicionamento em Escorpião parece-me bastante importante, como se nos encontrássemos numa encruzilhada existencial, já que as escolhas a tomar daqui para a frente residem na destruição e morte, ou na Iluminação e consequente reorientação (nossa e por conseguinte, da Humanidade). Enquanto Júpiter ainda se encontra em Escorpião, e apesar de nunca efectuarem aspecto entre si, Úrano ingressa em Touro a 15 de Maio de 2018, permitindo uma activação importantíssima do eixo Touro/Escorpião. De acordo com os ensinamentos esotéricos, Touro é o signo onde o Homem atinge a Iluminação. Durante a permanência neste signo, Úrano permite a Libertação das formas que nos condicionam, a que podemos chamar “desejos”, e Despertar para a vida da Alma. O próprio Buda está associado ao signo de Touro (e porque em astrologia devemos sempre pensar em eixos, o signo de Escorpião). Buda, que significa aquele que está “Desperto”, é a personificação do estado de Iluminação a que se refere a astrologia esotérica com relação a este signo como “O Olho Iluminado do Touro”, aquele que consegue Ver para além de Maya (Escorpião). Esta Iluminação, que é uma consequência do processo de “Despertar”, prende-se com a capacidade de compreender “a verdadeira natureza dos fenómenos” de que nos ensina o Budismo, e que consiste exactamente no entendimento de que todos os fenómenos são impermanentes. Esta consciência permite uma vida plena, livre dos condicionamentos mentais que estão na origem da insatisfação e do sofrimento. No seu potencial, Júpiter em Escorpião representa esta capacidade de compreender o significado de impermanência que está igualmente associada à Lei da Circulação. É compreendermos que tanto do que construímos, nasce, cresce e morre, e ainda assim ficarmos contentes com isso porque conseguimos ver nisso uma oportunidade.  Permite-nos a capacidade de Ver para além do cenário de destruição que está presente nos nossos tempos actuais, na nossa vida pessoal e colectiva (já não dá para pensar de outra forma), a capacidade de avançar sem negligenciar as perdas, os problemas, os conflictos para que possamos Descobrir o Caminho para a Cura. Ampliar o nosso conhecimento com relação a ferramentas de cura e limpeza que sejam Benéficas, e até explorar algumas que antes seriam consideradas tabu. E porque Júpiter é esperança, sabemos que nada se perde, tudo se Trans-forma, mesmo o que parece já não ter utilidade e seria apenas lixo.

Para uma sociedade que se construiu com base em valores essencialmente materialistas, a passagem de Júpiter pelo signo de Escorpião e a activação do eixo Touro/Escorpião com o ingresso de Úrano marcam mais um fim para esta consciência individual e colectiva, bem como a necessidade de reconhecer que, sem Vermos o carácter destrutivo desta forma de estar, ela será, na verdade, o nosso fim. Permite o recomeço e a reconstrução de uma nova sociedade, radicalmente fundada em novos valores. E para podermos ganhar mais, Júpiter em Escorpião ensina que, antes que essa nova realidade colectiva possa acontecer, muito teremos ainda que aprender a perder, mesmo ao nível material. Esta oportunidade de reorientação, redirecionamento que Júpiter proporciona, em Escorpião, implica a passagem por profundos testes e crises antes de passar do teste à Vitória. Preve-se um período de profunda luta, uma luta que pretende eliminar formas de vida obsoletas, onde uns irão lutar para não morrer e onde outros já anseiam por uma nova vida. Por isso é fundamental reconhecermos a nossa natureza destrutiva, lidar com ela de forma honesta para podermos deixar o passado no seu lugar e ambicionar um futuro diferente. Compreender pelo que vale a pena morrer, extrair oportunidades do que necessariamente teremos que perder caso pretendamos continuar a existir, e exercer um correcto uso do Poder. Este novo caminho por entre as cinzas, permite-nos descobrir novos recursos, ocultos para o estado de consciência em que nos encontrávamos antes de “Despertar”. Talvez seja a fase de explorar as últimas gotas daquilo a que poderia chamar a “era do petróleo”, até ao ingresso de Úrano em Touro. É a capacidade de voar mais alto, acima da nossa natureza destrutiva. A este nível Júpiter está a ser regido pelos princípios esotéricos de Marte e (talvez) hierárquicos de Mercúrio.

Durante o seu trânsito pelo signo de Escorpião, Júpiter estabelece contactos bastante favoráveis com Neptuno e Quiron em Peixes e Plutão em Capricórnio. Apesar do seu movimento não ser lento quando comparado com os planetas transpessoais, e dos seus contactos durarem poucos dias, grandes podem ser as suas oportunidades por entre as crises, principalmente porque, neste caso, Júpiter rege Neptuno e Quiron em Peixes, e Plutão rege Júpiter em trânsito.  Estamos disponíveis para não rejeitar aquilo que é o lado negativo da nossa existência e ver, na dor e no sofrimento, oportunidades para as grandes transformações que visionamos serem absolutamente necessárias. Aquilo que era Verdade e fazia Sentido antes, é obsoleto agora. Estamos disponíveis para realizar os Sacrifícios necessários neste novo Caminho, um Caminho de reorientação do inconsciente colectivo, de maior União não importa o credo, a filosofia ou religião. Metemos o dedo na ferida e sabemos exactamente porque dói. Sabemos onde não temos poder e isso facilita e aumenta a vontade de transformar, regenerar, deixar ir, e acreditar profundamente que nada é impossível. E na esfera do impossível podemos Acreditar no aparecimento de Leis menos materialistas, mais inclusivas e compassivas, e que mais possa ser colocado sob a sua protecção. E como se trata de tanta água, em que acrescem os contactos com Neptuno e Quiron em Peixes, muito da nossa cura passará pela limpeza do nosso corpo emocional e, literalmente, dos nossos mares e oceanos, assim como daí poderão surgir novas oportunidades ainda não exploradas.

Do meu ponto de vista, isto significa que, estes próximos anos (talvez até 2025) podem ser de extrema importância no que respeita às possibilidades de Iluminação por parte da Humanidade, um verdadeiro ponto de viragem, com grandes transformações e descobertas, um período de Despertar, de desabrochar da Flor de Lótus. A simbologia desta última está igualmente associada a Buda e ao trabalho desenvolvido sobre a influência de Júpiter em Escorpião e Úrano em Touro. Na Índia, a flor de Lótus simboliza o crescimento espiritual. A sua simbologia começa nas raízes, já que toda a beleza e harmonia que a flor representa à superfície, está dependente e teve origem nas raízes que crescem na obscuridade da água (frequentemente lodosas e turvas). Apesar da pureza e da beleza da flor, ela nunca poderá viver sem as suas raízes… Até que Úrano ingresse em Touro, Júpiter em Escorpião permite-nos desenvolver um trabalho importantíssimo de reconhecimento dos problemas em que vive a Humanidade, um período em que teremos que nos focar nas águas turvas em que se encontram as nossas raízes até que possamos fazer desabrochar a nossa Flor de Lótus.

«Todos vós ansiais pela Luz, pela Libertação daquilo que vos prende. Mas a forma como muitos procuram essa Liberdade é no exterior, através do conhecimento intelectual por exemplo, e isso não será eficaz. A única forma para alcançar a Liberdade é entrar em nós mesmo. Dessa forma teremos que passar por um túnel de escuridão e emergir do outro lado. Onde brilha a luz da verdadeira independência. Apenas após reconhecermos a nossa responsabilidade pela escuridão à medida que percorremos o túnel — uma experiência em nada agradável — poderemos alcançar essa Luz. Enquanto não encontrarmos as imagens que nos condicionam estaremos presos e a reactivar o drama dos nossos erros. Não teremos consciência desses erros e iremos repeti—los continuamente, e isso irá conduzir—nos ao mesmo tipo de realidade.»

(Eva Pierrakos, Pathwork palestra 41)

Que esta temporada de Júpiter em Escorpião seja a nossa viagem pelo Túnel, a exploração das nossas minas de Ouro, a nossa viagem desde a Raiz até à Flor, desde a escuridão até à Luz.

“Júpiter em Escorpião” constitui a Parte 1 do “Desabrochar da Flor de Lótus”, pelo que mais será  desenvolvido com relação à simbologia e propostas de desenvolvimento relativos ao ingresso de Úrano em Touro, signo onde permanece até ao dia 7 de Julho de 2025.

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LUA NOVA – 26º35’ de Balança

Quincuncio quiron em peixes (26º00’) | oposição Úrano em Carneiro (26º33’)

Vivemos uma fase verdadeira desafiante, quer ao nível nacional quer ao nível mundial. E estes novos tempos exigem de nós formas mais criativas de existirmos.

Esta Lua Nova que ocorre no dia 19 de Outubro, surge no tempo certo, perfeitamente alinhada com as circunstâncias, para que possamos desenvolver em nós uma real consciência de Relação. Não vou abordar o tema desta lunação do ponto de vista pessoal, ainda que cada um, individualmente, deva trabalhar as suas intenções na sua realidade pessoal. Para mim é inevitável, e talvez mesmo mais importante, que a análise deste novo ciclo de lunação recaia essencialmente sobre o flagelo que nos tem acompanhado nestes últimos dias.

Enquanto Humanidade, consciência colectiva, estamos viciados em padrões relacionais obsoletos pelas razões óbvias e evidentes. Na melhor das hipóteses poderíamos até pensar em formas de beneficio mutuo baseados na simbiose, mas mesmo essas, como a maior parte de nós as tem vivido, baseiam-se numa troca sustentada no interesse individual e egocêntrico. Infelizmente, e de uma forma geral, vigora por toda o mundo o parasitismo. Usamos os recursos do nosso hospedeiro até que o mesmo sucumba. Mas logo aqui deparamo-nos com um problema, é que Marte ainda não “está pronto” e ao ritmo a que consumimos o nosso hospedeiro, não me parece que tenhamos tempo de “mudar de casa”.

Na análise astrológica do mês de Setembro deste ano referia-me desta forma com relação ao movimento retrógrado de Plutão em Capricórnio:

«Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. (…) Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre…  Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. (…) Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado… (…)»

(www.ascendentt.wordpress.com)

E em “Março Astrológico 2017”:

«Desde 2016, ano em que começou a desfazer-se a quadratura entre Plutão em Capricórnio e Úrano em Carneiro, que começámos progressivamente a desviar o focus da nossa atenção para outras análises. No entanto, mesmo que assim seja, não se desfazem os simbolismos da sua passagem por Capricórnio, e talvez seja importante não esquecer que aquilo que aparentemente é uma guerra entre hábitos culturais, religiosos ou filosóficos, esconde motivos muito mais profundos. Uma das qualidades de Plutão, é ajudar-nos a perceber que as coisas são sempre mais do que aquilo que aparentam à superfície. Os conflictos do mundo assentam essencialmente sobre a morte e falência de um sistema económico que teima em subsistir e prevalecer a qualquer custo. »

(www.ascendentt.wordpress.com)

E nada disto me soa a uma relação de Amor. Passámos muito tempo, tempo demais, a desenvolver competências que nos favorecessem individualmente sem nunca pensar no impacto que isso teria no mundo à nossa volta e, por conseguinte, em nós mesmos porque, tudo o que vai sempre volta. E nesta ignorância vivencial fomos construindo, ou talvez melhor destruindo, a relação com o mundo à nossa volta.

Ensina a Sabedoria antiga que o exterior é um reflexo de nós mesmos. Se aprofundarmos a interpretação deste principio, percebemos que o “objecto” com o qual nos relacionamos, como sejam as outras pessoas, os animais, os oceanos, as árvores, a Terra, são senão… nós mesmos. Então tudo o que fazemos a esse “objecto” fazemos a nós mesmos. Balança, um signo regido por Vénus, remete para a necessidade de desenvolver esta consciência de Relação, de Correspondência. Que desarmonização interna acontece em nós que se reflecte e se tem repercutido na desarmonia externa? Como o flagelo externo reflecte tanto do flagelo interno. Mas tudo funciona em espelho, por correspondência, por isso devemos de fazer um esforço, individual e colectivo, para reconhecer o que precisa de mudar para que as nossas relações com o exterior reflictam melhorias.

«Nós não podemos viver sem fazer trocas com o mundo que nos rodeia. A começar pela respiração e pela nutrição, toda a nossa vida é feita de trocas; os orgãos dos sentidos (o tato, o paladar, o olfato, a audição e a visão) foram-nos dados pela Natureza para podermos fazer trocas com a Criação e com as criaturas. E a nossa vida afectiva e intelectual consiste igualmente em encontros e trocas: por palavras, por sentimentos, por pensamentos, estamos sempre a tecer uma rede de relações que é a base da vida familiar e social. Se os humanos ainda não retiram muitas bençãos dessas trocas é porque, muitas vezes, não ultrapassam o nível do instinto, do inconsciente. As plantas e os animais também respiram e se alimentam, os animais também têm orgãos dos sentidos e, por vezes, até melhor desenvolvidos do que no homem, e têm igualmente uma vida familiar e social. Cabe aos humanos tornarem mais profundas, mais ricas, todas as trocas que fazem com a Natureza e os seres com quem se relacionam.»

(Omraam Mikhael Aivanhov)

Como regente de Touro Vénus representa a construção da harmonia e do estado de paz pessoal através desta Consciência Divina para que, através da Balança possamos construir as pontes de levam essa paz ao resto do mundo. Em conjunto com Saturno, regente hierárquico de Balança, Vénus é a essência que permite a construção do Antakarana, em sânscrito a ponte do arco iris, situado ao nível do chakra do Coração. É neste Centro que a substância mental é utilizada para construir uma ponte entre a personalidade e a Alma através da energia do Amor.

Vénus representa o principio energético do 5º raio do Conhecimento Concreto e da Ciência. Esta é a energia que permite compreender a Relação entre o que está em cima e o que está em baixo, procurando activamente estabelecer uma ponte e união entre estes dois princípios dentro de nós, até que espírito e matéria estejam em perfeita harmonia e equilíbrio.  É a compreensão de que “a matéria é o espírito na sua forma de manifestação mais densa e o espírito é a matéria na sua manifestação mais subtil”. E isto torna urgente mudar a forma como olhamos para a Terra e tudo o que nos envolve no plano da matéria.

Na sua forma mais elevada de Consciência, trabalhamos a energia deste signo através de Úrano, que é regente esotérico de Balança e canaliza através deste signo os princípios energéticos do 7º raio da Magia ou Ordem Cerimonial. Representa a Vontade de manifestação da natureza Divina e, através da pontes que construímos, trazer a Paz, a Beleza , a Harmonia através da consciência do que significam “correctas relações humanas” de que nos fala o mestre Djwhal Khul.  É a capacidade de restabelecer Ordem a partir da compreensão  destes princípios.

Esta Lua Nova em Balança estabelece relação com Quíron em Peixes e Úrano em Carneiro. O quincuncio com Quiron em Peixes, remete para a necessidade de despertarmos para a dor e sofrimento que, silenciosamente, se foi construindo ao longo desta relação. A única forma de nos curarmos (pelo bem da relação e de nós mesmos) é compreender e integrar a origem da ferida. A origem da nossa desconexão, do nosso desinteresse da nossa falta de empatia que nos conduziu a abandonar, ou rejeitar, o compromisso que temos para com a vida. Oportunidade para nos reconhecermos na dor e sofrimento dos que tanto perderam, humanos e não humanos, e que isso fortaleça as pontes entre nós numa verdadeira vontade de apoio e entre-ajuda.

A oposição a Úrano em Carneiro torna urgente a “demissão” da parte (interna e externa) que não honra o compromisso. Queremos mais, melhor, Diferente…

Que esta Lua Nova em Balança sirva para meditarmos e invocarmos esta consciência de Relação em nós e em toda a Humanidade. Que permita a tomada de consciência da correspondência entre as mudanças que ocorrem no mundo e as mudanças que precisam de ocorrer em nós. Que possamos perceber onde e como perdemos a Ligação para que possamos  reaprender a viver uma Relação de Amor com a Terra para que possamos restabelecer a Relação “com o que está em cima”. Restabelecer a Ligação amorosa, de respeito para que possamos construir novas e mais pontes que nos conectem em empatia e para que possamos unir esforços e intenções, assumir compromissos justos que visem um real e mutuo beneficio.

Tudo isto para que a Magia aconteça e se quebre o feitiço que nos mantém adormecidos…

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Começamos a análise deste mês fazendo uma retrospectiva de algumas referências em meses anteriores. O mês de Setembro foi extremamente desafiante do ponto de vista colectivo, e na análise astrológica desse mês referia-me desta forma com relação ao movimento retrógrado de Plutão em Capricórnio:

«Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. (…) Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre… Durante este período parece que Re-gredimos a estados de Consciência mais básicos, quer coletivamente quer individualmente. Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. (…) Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado… (…)»

(www.ascendentt.wordpress.com)

 

E se voltarmos um pouco mais atrás no tempo, podemos ler o seguinte acerca de Úrano retrógrado em Carneiro na análise do mês de Agosto:

«Úrano em Carneiro inicia movimento retrógrado no dia 3 de Agosto passando a directo apenas a 2 de Janeiro de 2018 (por essa altura já Saturno ingressou em Capricórnio a 20 de Dezembro de 2017). Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade.  Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em Democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum.  Como sabemos tudo depende do nosso nível de Consciência, a manifestação do que é bom e mau…. (…)» 

(www.ascendentt.wordpress.com)

 

O motivo pelo qual retrocedo no tempo antes de iniciar a análise para o mês de Outubro deve-se ao facto de que, desde o dia 3 de Agosto até ao dia 20 de Setembro, Quíron, Úrano, Neptuno e Plutão estiveram em movimento retrógrado em simultâneo. Úrano, Neptuno e Plutão estão fora da nossa esfera de acção ou poder pessoal porque eles representam os princípios primordiais, o fluxo energético da inteligência do Universo que transcende (por isso são Trans-pessoais) as pequenas vontades dos homens. A sua função é actualizar o compasso do Homem perante o compasso do Universo. O movimento retrógrado destes 3 planetas em simultâneo força-nos a submergir e a Re-ver de forma extra-ordinária o nível de desconexão, ilusão e abuso de poder com que temos vivido as nossas vidas.   Estes planetas regem princípios e energias que afectam toda a Humanidade e por esse motivo o impacto produzido pelo movimento retrógrado sobre a Consciência Colectiva é muito intenso. Quíron remexe nas feridas provocadas pela Ilusão de separatividade. Aquilo que sentimos como um aparente retrocesso nas nossas vidas é apenas fase de um processo que pretende a entrada de novas formas de viver da Vida na Terra.  Nunca antes, na memória da nossa curta existência, vivenciámos tantos terramotos, furacões e tempestades  em simultâneo em tão curto espaço de tempo. Ou vivemos tempos que nos fazem duvidar das mudanças que julgávamos já ter conquistado como Liberdade e Democracia. O impacto de Quíron e Neptuno retrógrado, e em especial pelo contacto que efectuaram com a Lua Cheia em Peixes (no dia 6 de Setembro) e com a Lua Nova em Virgem (no dia 20 de Setembro), acrescentam uma espécie de impotência perante a “força mais ou menos destrutiva das circunstâncias”. Sentimo-nos talvez feridos e até abandonados pela “providência Divina” sem encontrar sentido ou explicação para tamanha, e repentina, Destruição. Pela dificuldade e mesmo impossibilidade em controlar e evitar a força das circunstâncias, sentimo-nos vitimas do caos em se encontram as nossas vidas.

No mês de Outubro, dos três planetas transpessoais, apenas Plutão retoma o movimento directo (desde o dia 28 de Setembro). Estão fortes as energias de Balança trazendo a oportunidade de harmonização, equilíbrio e ponderação, a um cenário energético que tem sido de extremos conflicto e instabilidade. O exemplo dos acontecimentos colectivos, em especial os vividos através da Catalunha, remetem para a última oposição entre Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro e para a tensão provocada pelo movimento retrógrado de Úrano e Plutão.  O Sol em Balança faz quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 8 e 12, sextil Saturno em Sagitário de 15 a 19 e oposição a Úrano em Carneiro de 18 a 22.  Ingressa em Escorpião no dia 23 de Outubro e entre o dia 24 e 29 encontra-se com Júpiter. A energia que o Sol irradia sobre a Terra através do signo de Balança pretende que despertemos para a necessidade de tomarmos consciência das forças opostas que ainda existem em nós, e por conseguinte, na Humanidade. Ao conseguirmos estabelecer um centro entre estas forças teremos a capacidade de estabelecer entre elas relação e, por conseguinte, desenvolver o processo de síntese que leva, após o seu ingresso em Escorpião, à capacidade de resolução do conflicto que significa a transformação das partes que não contribuem para o desenvolvimento pessoal e colectivo. Até que essa consciência seja alcançada, medimos forças e desequilibramos os pratos da Balança. Devemos transpor para a nossa vida pessoal esta reflexão. Os aspectos difíceis ao Sol tornam o processo muito mais intenso, violento e instável.

Mercúrio transita pelo signo de Balança até ao dia 17 de Outubro. A mente está focada na necessidade de analisar os dois lados das circunstâncias com o objectivo de compreender o que tem mais peso perante aquilo que estamos a viver. Pensamos em formas de relacionar princípios, pessoas e circunstâncias, em compreender como podemos organizar a vida de forma a reequilibrar todas as partes e em estabelecer pontes entre factos e ideias que se aparentam isolados. Em Balança faz conjunção ao Sol entre o dia 6 e 11 de Outubro, quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 8 e 10, sextil a Saturno em Sagitário de 11 a 14, e oposição a Úrano em Carneiro de 14 a 16. Encontramos bastantes desafios à necessidade de resolver conflictos através do diálogo, mas a verdade é que torna-se importante analisar o caminho que estamos a percorrer para poder pesar bem as perdas e os ganhos antes de podermos introduzir mudanças. Esta forma de pensamento facilita a resolução dos problemas e obstáculos e a partilha de ideias e o diálogo permitem ultrapassar barreiras apenas porque não conseguíamos “ver” o outro lado da questão. Mercúrio ingressa em Escorpião no dia 17 de Outubro e faz conjunção a Júpiter entre o dia 17 e 19, trígono a Neptuno em Peixes entre 23 e 26 de Outubro e sextil a Plutão em Capricórnio entre o dia 27 e 30. Mercúrio tem bastante afinidade com o signo de Escorpião, já que representa a energia de 4º raio de Harmonia através do Conflicto e é regente hierárquico deste signo.  Durante este trânsito, e pelos aspectos que realiza, temos a oportunidade de ter grandes benefícios resultantes da partilha de ideias. Teremos que estar disponíveis para pensar de forma honesta acerca das nossas intenções e motivações, para que possamos objectivar os nossos conflictos internos que dificultam a harmonização individual e que se reflectem na realidade de cada um. Precisamos de abordar e aprofundar assuntos que, apesar de intensos e difíceis são fundamentais para a resolução dos problemas. Teremos que olhar para temas e assuntos que até agora teriam sido evitados pelo desconforto que produzem.

Vénus em Virgem faz trígono a Plutão em Capricórnio entre o dia 2 e 5, quadratura a Saturno em Sagitário entre o dia 7 e 10 de Outubro e quincôncio a Úrano em Carneiro de 10 a 13. Do ponto de vista da personalidade este é considerado um posicionamento difícil para Vénus (em queda). Isto deve-se essencialmente à natureza separativa da mente inferior dificultando a intenção do principio venusiano que é a união através do amor. Traduzido para a nossa realidade, podemos viver períodos de maior dificuldade em conseguirmos o entendimento pela forma separativa e discriminativa como pensamos. Desta forma todo o detalhe ou imperfeição torna-se num grande problema, um verdadeiro peso do qual não nos conseguimos libertar apenas porque estamos a valorizar apenas parte do problema. Ou podemos aproveitar a oportunidade para servir mais que ser servido e para aperfeiçoar a forma como nos relacionamos com os outros e para procurar compreender em que estado de “saúde” se encontra a nossa democracia. Procuramos construir algo que seja verdadeiramente útil e possa resolver mais do que complicar. Os recursos parecem que não esticam, pelo contrario, estão bastante limitados, mas também aqui temos a oportunidade de reavaliar a natureza do nosso desejo, de que forma aquilo que valorizamos contribui para o nosso aperfeiçoamento ou apenas a expressão de um capricho. Depois de ingressar em Balança no dia 14 de Outubro Vénus faz quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 27 e 29. Desejamos Paz, e como desejamos… este posicionamento de Vénus, em domicilio, remete para a força energética que exerce perante a necessidade de nos respeitarmos e de construirmos pontes que nos coloquem em “correctas relações humanas”. Tudo isto parece tão difícil perante o poder destrutivo de determinados governos e estruturas sociais. Precisamos de novas formas de acordo e parceria mesmo que isso signifique um conflicto com outro tipo de interesses. Teremos igualmente que perceber o que estamos dispostos a perder para nos libertarmos de algum peso e podermos atingir o equilíbrio que desejamos.

Antes de ingressar em Balança no dia 22 de Outubro, Marte em Virgem faz trígono a Plutão em Capricórnio de 1 a 5 de Outubro, A quadratura a Saturno em Sagitário de 8 a 15 e o quincôncio a Úrano em Carneiro de 14 a 20 de Outubro mostra uma dificuldade em agir perante a pressão por parte das circunstâncias. Redução na liberdade de acção exigindo ponderação e uma forma mais inteligente na forma como lutamos pelos nossos objectivos.

Júpiter ingressa em Escorpião no dia 10 de Outubro onde vai permanecer até ao dia 8 de Novembro de 2018. Se pensarmos nas suas qualidades como planeta das oportunidades, inicia-se um período de extra-ordinária renovação. O tema de Júpiter em Escorpião será desenvolvido pela altura do seu ingresso.

Bom trabalho para Outubro.

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Lua Cheia a 13º53′ no signo de Peixes

Tivemos duas luas novas em Leão, 2 ciclos acompanhados por eclipse lunar e solar, colocando grande ênfase no desenvolvimento individual , na consolidação da nossa Identidade, através de crises existenciais que podem ter permitido a revelação do que esta Identidade representa.

Passamos de uma energia Yang para uma de Recolhimento, uma transição intensa tendo em conta a concentração de energia que tivemos no signo de Leão desde o ciclo anterior. Esta “nova” Identidade, pelo menos nova na nossa Consciência, pode agora (começar) germinar em Virgem (signo regido por Mercúrio). Virgem representa a Mãe, aquele que recebe e nutre a semente do Cristo, a que podemos chamar de Consciência da Alma que é Amor-Sabedoria. A astrologia esotérica refere que Sol e Mercúrio são um só. Astronomicamente Mercúrio não se afasta do Sol mais que 48º, no máximo uma semi—quadratura, estando sempre muito próximos um do outro. Esta simbologia estabelece uma relação muito estreita entre a mente e o desenvolvimento da Consciência. Conforme nos ensina a astrologia esotérica através de Alice Bailey, Mercúrio no primeiro estágio de desenvolvimento pretende mediar entre a vida da personalidade e da Alma de forma a conduzir-nos à “Harmonia através do Conflicto” (energia de 4º raio representada por Mercúrio) entre estes dois níveis de Consciência. Quando o individuo se permitiu a Humildade para aceitar submeter-se à vida da Alma, então Mercúrio não é mais um mediador mas sim o verdadeiro “mensageiro dos deuses” permitindo a capacidade de entrar na matéria sem se desconectar da Consciência da Alma. E isto mostra como é tanto o Trabalho (uma verdadeira qualidade do signo de Virgem) que ainda temos pela frente.

Talvez esta Lua Cheia passe ainda, e primeiramente, por conseguir reconhecer e descriminar que sentimentos ainda deturpam o melhor de nós mesmos, e que conflictos ainda impedem esta união entre a Alma e a personalidade. O que pretendemos com o Sol em Virgem é iluminar a inteligência discriminativa que permite sintetizar a experiência individual e apurar os aspectos (da personalidade) que precisam de ser trabalhados para que o sentimento de unificação seja real. Tomarmos Consciência do que em nós precisa de ser renunciado e sacrificado de forma a nos libertarmos desses apegos e ilusões.

 Talvez este possa ser um momento (como tantos que a vida, felizmente, nos presenteia) para definirmos alguma ordem perante o caos e confusão em que se encontra a Humanidade e, porque dela fazemos parte e somos várias partes de um todo assim nos ensina o signo de Virgem com a sua consciência discriminativa, perante o caos e confusão em que cada um de nós se encontra.

Tendo em conta que saímos de energias tão fortes de Leão (como já foi referido), que o Sol em Virgem possa permitir à Humanidade a humildade, a objectividade e a introspecção critica, de auto-análise que possibilite a redução de excessos de protagonismo e de exibições de poder. É a força desta Consciência que permite trabalhar a hipersensibilidade da Lua em Peixes que sozinha permite todo o tipo de ilusões e equívocos. Trabalhamos, com os pés assentes na Terra, para que essa semente de Amor-Sabedoria possa crescer. Como podemos fazer algo de verdadeiramente útil com aquilo que sentimos ter de especial em nós e como isso se reflecte na forma como cuidamos e trabalhamos da dor e do sofrimento, nosso e do outro.

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Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. Em termos colectivos, é como se voltássemos atrás no tempo no que respeita a forma como usamos o poder, como ainda somos dominados por aspectos mais sombrios da nossa personalidade quando se trata de alcançarmos as nossas ambições e preservar a nossa imagem ou status social em detrimento do bem colectivo. Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre… Durante este período parece que Re-gredimos a estados de Consciência mais básicos, quer coletivamente quer individualmente. Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. A temática de Plutão em Capricórnio parece estar esquecida perante a passagem do tempo, desgastada e substituída ou amenizada pelo ingresso dos outros planetas em signos diferentes. Mas é importante relembrar, de tempos a tempos, que a temática de Saturno está cá para durar, já que irá ingressar em Capricórnio (signo de sua regência) a 20 de Dezembro deste ano e Plutão ainda estará em Capricórnio até 2025. Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado…

Mas vamos manter-nos, por enquanto, no mês de Setembro deste ano de 2017. Ainda retrógrado em Leão, Mercúrio faz conjunção a Marte de 1 a 5 de Setembro e trígono a Úrano em Carneiro entre o dia 1 e 10. Este é um período que potencia o verdadeiro “idiota” em nós, em que a reflexão interna permite o emergir de novas ideias e formas de pensar e compreender a realidade de forma mais criativa e pensarmos no que realmente nos define e como lidamos com a realidade. O movimento retrógrado de Mercúrio pelo signo de Leão força-nos a Re-pensar acerca destas imagens mentais e como podemos Re-criar a realidade no nosso pensamento. Como nos projectamos ao nível da comunicação, os nossos reveses e dificuldades, o que pensamos acerca de conceitos como liderança e afirmação da nossa vontade ou poder pessoal. Ao iniciar o movimento directo a 5 de Setembro a 28º26’ de Leão, Mercúrio traz consigo os problemas e as soluções que foram possíveis encontrar durante a fase retrógrada. Ingressa em Virgem a 10 de Setembro onde faz conjunção a Marte de 15 a 19, oposição a Neptuno em Peixes de 19 a 21, trígono a Plutão em Capricórnio de 21 a 23, quadratura a Saturno em Sagitário de 24 a 26 e quincôncio a Úrano em Carneiro de 28 a 30. Já novamente em domicílio e com os contactos que estabelece, a mente procura organizar as ideias, e em pensar em formas concretas de as tornar uma realidade. Pretende-se que trabalhemos a nossa capacidade de autoanálise e em novas ferramentas que permitam colocar em prática as ideias mais criativas bem como aprofundar e aperfeiçoar o que inicialmente foi apenas uma ideia ajustando-a à realidade das circunstâncias. Teremos que lidar com bloqueios aos nossos esquemas mentais, com as dificuldades e limitações que surgem entre a nossa capacidade de interpretar os factos e a realidade e a nossa necessidade de expansão. Dar mais tempo para amadurecer ideias, pensar em novas formas de resolver os problemas, trabalhar a nossa capacidade de comunicação mantendo em mente os detalhes e os pormenores mais práticos sem perder de vista o ideal que desejamos alcançar. Temos a oportunidade de usar o pensamento para pensar em novas formas de Servir, quer na nossa esfera pessoal quer colectiva. Será uma boa oportunidade para que a mente colectiva possa pensar em novas ideias para resolver os problemas actuais da Humanidade, como são o caso dos conflictos internacionais, é(t)nicos e do caos ambiental em que se encontra o planeta Terra porque ainda são muitos os que continuam a viver a ilusão de que os problemas não existem.

Vénus em Leão faz trígono a Saturno em Sagitário de 11 a 14, sextil a Júpiter em Balança de 13 a 18 e trígono a Úrano em Carneiro de 16 a 18. Teremos boas oportunidades para consolidar investimentos, expandir parcerias e construir novas formas de expressão. Período de maior abertura relacional. Ingressa em Virgem no dia 20 de Setembro e inicia a oposição a Neptuno em Peixes entre o dia 28 e 30. Oportunidade para separar e a discriminar o que verdadeiramente tem valor para nós, sem deslumbramentos ou luxos excessivos, procurando resolver as nossas expectativas relacionais. Na prática o que trazemos para as relações e como trabalhamos as nossas parcerias. Importa-nos a simplicidade e precisamos de perceber que são as pequenas coisas que importam e têm valor.

Marte ingressa em Virgem a 5 de Setembro e faz oposição a Neptuno em Peixes de 22 a 27 de Setembro. Talvez seja importante abrandar o modo como “disparamos” energia e agir de forma mais objectiva e precisa. Menos espectáculo nas atitudes que tomamos e mais humildade nos processos de tomada de decisão.

Durante este mês transitamos de fortes energias em Leão, para passar para uma energia mais realista e menos dramática. Passámos por uma forte ampliação de poder pessoal que, em alguns casos, resultou em períodos de forte desenvolvimento criativo e, para outros, um período para grandes equívocos e crises de identidade com uma excessiva necessidade de afirmação pessoal e deturpação do que significa autoridade. É urgente deixarmo-nos de excessos de importância individual para trabalharmos a nossa capacidade de autoanálise de forma a tornar real o melhor de nós mesmos. E este é sem dúvida um mês de Trabalho, com todos os planetas pessoais a ingressarem e a transitarem pelo signo de Virgem, incluindo o domicílio de Mercúrio e o ciclo de lunação no eixo Virgem / Peixes. Sol em Virgem faz oposição a Neptuno em Peixes de 3 a 7 de Setembro, trígono a Plutão em Capricórnio de 9 a 11, quadratura a Saturno em Sagitário de 12 a 16 e quincôncio a Úrano em Carneiro de 18 a 22. Somos forçados a lidar com as nossas imperfeições, reflectidas através da realidade que nos circunda e das nossas relações, ao mesmo tempo que trabalhamos para cuidar do “estado de saúde” em que se encontram as nossas vidas. Precisamos simultaneamente de fortalecer a nossa consciência de serviço para podermos questionar de forma objectiva de que forma contribuímos para o bem comum, se aquilo que somos serve o colectivo sem que isso fira o nosso orgulho. Escolher bem onde vale a pena gastar energia com plena consciência dos limites e limitações à expressão da nossa vontade. Parece-me que estaremos mais focados na resolução de problemas, na “lavagem de roupa suja”, até ao seu ingresso em Balança, a 22 de Setembro.

De 20 a 30 de Setembro Júpiter faz a última oposição a Úrano em Carneiro antes de ingressar em Escorpião no dia 10 de Outubro. Durante esta fase, e após as várias oposições entre ambos, criámos o desapego suficiente ao nosso sistema de crenças para que seja agora mais claro compreender que caminho queremos fazer. Com o que é que nos queremos comprometer, que parecerias desejamos expandir e reflectem esta nossa necessidade de mudança. Colectivamente (e apesar disto parecer um pouco fatalista relevem a limitação do discurso) esgotámos as oportunidades de rever e mudar a forma como expressamos a nossa necessidade de Liberdade e compreendermos que essa Liberdade está dependente da capacidade de respeitar as Leis que nos colocam em correctas relações humanas. A capacidade de expandir o nosso entendimento sobre a Lei da Correspondência irá permitir compreender que todas as mudanças que pretendemos implementar terão reflexo em tudo o que nos rodeia porque estamos em permanente estado de relação. Portanto esta é a fase para o “entendimento final” entre diplomatas e radicais, optarmos pelo caminho da diplomacia e do diálogo de forma a encontrar um entendimento e um ponto comum de ligação e respeitar acima de tudo a paz e a harmonia entre cada um, ou romper definitivamente com estes princípios.

Bom trabalho para Setembro.

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Lua Nova em Leão (28º53’) 

Eclipse Solar Total

O eclipse solar que ocorre no dia 21 deste mês a 28º53’ do signo de Leão tem dado que falar. Deixo-vos a minha reflexão. Começamos por compreender o que significa um eclipse Solar. Em termos astronómicos, significa sempre que o Sol encontra-se conjunto à Lua quando visto a partir da Terra. Mas durante o eclipse há a particularidade de existir um alinhamento entre o plano orbital da Lua com relação à Terra e desta com o Sol, de tal maneira que, da Terra, ficamos privados de ver o Sol. A Lua fica posicionada entre a Terra e o Sol (no meio) de tal forma que o Sol eclipsa-se… No que respeita à leitura e interpretação destes eventos, desde a antiguidade, os eclipses estão sempre associados a perdas. Como reside em nós, enquanto seres humanos, o medo de perder (faz parte do instinto de sobrevivência preservar as formas de vida que julgamos essenciais para nós) é fácil compreender porque os eclipses estão (ainda hoje) conotados como algo de negativo e preocupante. Os eclipses correspondem a sínteses do processo que existe entre o efeito do sol e da lua na humanidade, aquilo a que podemos chamar de aquisição de consciência e libertação de hábitos e padrões de comportamento. Periodicamente, ciclicamente, há como que uma actualização entre a experiência e o propósito, entre forma e energia. E como em qualquer processo de síntese, há necessariamente perdas e transformações, a passagem de algo isolado para algo composto, a que podemos chamar de Consciência. De acordo com a filosofia, síntese corresponde a uma composição ou reunião das diversas partes de um todo em algo único; Unificação.

Portanto seja pela ciência, pela filosofia ou pela astrologia, integrar o principio de um eclipse é ter a capacidade de encontrar uma síntese entre aquilo que é a nossa Força e Vontade e aquilo que ainda nos enfraquece e fragiliza, e passarmos desses elementos isolados e presentes em nós para o todo, das causas para as consequências. Como somos essencialmente infantis pensamos ou temos muito receio de lidar com as consequências, que neste caso podemos associar às manifestações negativas que a Humanidade atribui aos eclipses. Porque, verdade seja dita, ninguém é perfeito… e à semelhança do que acontece astronomicamente, quando estes três astros se alinham, todo o nosso “desalinhamento” com a Consciência espiritual, através das nossas escolhas e atitudes, tornam-se reais e evidentes. Eclipsa-se o que “não é real” do ponto de vista do desenvolvimento espiritual, o que não contribui para o processo de Unificação, de síntese.

Podemos ler o seguinte, com relação ao eclipse solar total do dia 21, no artigo da Visão do dia 7 de Agosto:

«Apesar de não existir nenhuma evidência de que o evento produza impacto em nós, ao nível físico, não se pode dizer o mesmo no campo psicológico. E não é de agora. A diferença é que os sacrifícios humanos que se faziam nestas alturas entraram em desuso nas sociedades ditas civilizadas. Os avanços científicos contribuíram para isso. Porém, não obscurecem completamente os medos e as fantasias sobre o que ainda é desconhecido e, como tal, matéria prima para ficção e muito agito, especialmente se tiver o rótulo – ou o título – de “total”.»

O medo ou a apreciação negativa que acompanham os eclipses deve-se ao facto de que a nossa noção de existência está ainda essencialmente associada ao plano físico e ao que é cientificamente provado. Queremos provar com os mesmos instrumentos de análise fenómenos que acontecem em planos diferentes. E esta noção de existência, este paradigma existencial, é um tema essencial quando se trata de reflectirmos acerca de, não um mas dois (este acompanhado por um eclipse), ciclos de lunação em Leão, um signo que está associado a Identidade, à noção de existência individual. Qual a nossa Consciência Existencial?

Desejavelmente queremos evoluir do medo para a consciência, com a capacidade de compreender que as possíveis manifestações negativas do eclipse estão associados, são síncronos e proporcionais com a nossa realidade interna. Teremos que passar da necessidade de meramente compreender o impacto físico e psicológico para a necessidade de compreender o impacto que este (e qualquer outro evento astrológico) tenha no nosso desenvolvimento espiritual. Caso contrário não evoluímos assim tanto na nossa sociedade dita civilizada. É verdade que hoje em dia não fazemos os mesmos sacrifícios humanos de antigamente, mas era importante perceber que Sacrifícios continuam a ser fundamentais, mesmo nos tempos de hoje. De tempos a tempos a nossa vida passa por processos de síntese voluntárias ou involuntárias até que passemos, simbolicamente, da Lua para o Sol. E isto, é um acto Heróico, que exige grandes Sacrifícios para que consigamos emergir triunfantes sobre a nossa natureza inferior, lunar. Seguindo a simbologia da terminologia, no eclipse solar aquilo que se eclipsa é a consciência que tínhamos até então acerca de nós próprios e das circunstâncias. Somos de certa forma forçados a abordar os problemas e a vida através de um novo entendimento. E porque neste caso é a Lua que bloqueia a energia do Sol, trata-se de compreendermos que aspectos da nossa psique bloqueiam a Luz da Consciência. Podemos abordar este eclipse como a necessidade de compreender o que ainda nos domina ao nível instintivo e remove vitalidade. Por isso nos eclipses solares, quando a influencia lunar é mais forte no individuo, o bloqueio da energia vital é muito forte estando associado a um enfraquecimento da força vital. Uma vez que o eclipse solar é uma conjunção entre o Sol e a Lua com as particularidades já descritas anteriormente, trata-se de um inicio de ciclo em que para que possamos realmente começar há que primeiro perder… Somos forçados a lidar com a força do passado, com as partes de nós que por norma não temos consciência para que possamos existir de outra forma, mais autêntica. Uma vez que este eclipse solar foi precedido por um eclipse lunar (no dia 7 de agosto em aquário – ler o artigo Lua Cheia em Aquário), tivemos a oportunidade para libertar padrões e velhas formas de Ser para agora começar de novo, com uma nova Consciência.

Relembrando, os eclipses sintetizam as energias que operam no individuo e no colectivo entre aquilo que são os seus instintos e natureza inferior, e aquilo que é Consciência adquirida, Luz e Iluminação, para que o processo possa ser continuamente reavaliado e o homem possa evoluir a partir do ponto em que se encontra. Os efeitos negativos ou positivos de um eclipse são nada mais que as manifestações dessa síntese individual e colectiva.

Ao nível pessoal, cada um deve procurar reflectir acerca destas necessidades. Numa análise mais focada no seu mapa cada um pode procurar em que eixo de casas ocorre o eclipse e se existe contacto por conjunção, oposição ou quadratura com planetas natais ou eixos do mapa (isso intensifica o efeito). Os planetas que recebem o eclipse manifestam a energia ainda instintiva porque é a energia do Sol que se eclipsa. São-nos revelados padrões e reacções que ainda nos fazem perder o controlo consciente da energia representada pelo signo e planeta que recebe o eclipse. Nessa temática somos convidados a começar de novo na forma como integramos os seus princípios. Emergem os problemas que interferem na correcta aplicação da energia, e com isso emerge igualmente um grande potencial revelador e de transformação.

Recomendo a consulta do artigo publicado em Julho acerca de primeira Lua Nova em Leão deste ano que ocorreu no dia 23 desse mês, para aprofundar e acrescentar significado a esta simbologia.

 

 A reflexão acerca do eclipse solar em Leão através do mapa de Donald Trump

E é tão tentador falar acerca da relação que este eclipse (e mesmo o anterior) tem com o mapa de Donald Trump que acredito que poucos sejam os astrólogos que não tivessem efectuado alguma análise ou reflexão acerca do assunto.

Os eclipses são eventos que provocam grande impacto na evolução da Humanidade, por isso trabalham a energia colectiva de forma significativa com vista a produzir perdas e transformações que permitam uma “limpeza” energética. Tendo em conta que as responsabilidades de Donald Trump para com o colectivo são enormes, é natural que a análise do seu mapa individual com relação a este evento tenha um interesse colectivo, mesmo que disso o próprio não tenha (nem nós tenhamos) consciência.

O eclipse solar total ocorre na Casa XII e faz conjunção ao Asc a 29º52’ de Leão e a Marte a 26º47’ em Leão (na XII). Isto aponta para a necessidade de transformação no que respeita à suas atitudes e iniciativas, a falta de Consciência com relação aos seus impulsos e atitudes egocêntricas. Como se se “eclipsasse” essa capacidade de agir e a energia deixasse de fluir. Quando pretendemos fazer uma síntese entre as motivações da personalidade e da Alma, as atitudes, a forma como definimos os nossos objectivos e aquilo pelo qual lutamos, eclipsa-se o que não É. Se o que temos que perder for muito, então, nesse caso, perdemos energia, capacidade de decisão, de iniciativa, autonomia. Agir como se fossemos uma ilha, por impulso ao que é apenas importante para nós, como se tudo fosse um atentado ao nosso orgulho, de forma dramática e sem capacidade de compreender as consequências que isso terá para os outros, é bem diferente de agir com amor-sabedoria (a energia de 2º raio do signo de Leão através do Sol) liderando o colectivo no caminho da Luz, servindo como exemplo. Como Marte na XII o individuo não consciente julga estar permanentemente a combater “inimigos ocultos” que são senão a manifestação do seu próprio inconsciente profundamente negado e de difícil acesso à Consciência. Como lidar de forma diferente perante assuntos que transcendem a sua esfera de controle e que forçam o próprio a refrear decisões que ao invés de beneficiar o colectivo prejudicam-no. Pelo facto de ser uma conjunção trata-se sempre de um contacto forte, mas este assume maior importância porque, para além do eclipse ter impacto sobre os eixos do seu mapa (conjunção ao Asc/Dsc, quadratura ao FC/MC), Marte em Leão rege o FC em Escorpião. O facto do eclipse ter impacto em todos os eixos do seu mapa revela a intensidade que o processo tem em toda a estrutura do seu ser (mesmo que isso não seja do conhecimento público). O FC remete para os contextos familiares (pessoais), e para as fundações psicológicas e emocionais do individuo, mas é igualmente representante da família enquanto pátria, nação.

Marte rege igualmente a casa IX em Carneiro interferindo com a sua imagem internacional, com a sua capacidade de afirmação perante o resto do mundo, perante as leis e a justiça.

Em simultâneo, Saturno em transito a 21º de Sagitário na casa IV faz conjunção exacta à sua Lua natal em Sagitário e oposição (1º orbe) ao seu Nodo Norte e ao Sol em Gémeos, ambos na casa X, sendo que o Sol é regente do mapa e de Marte em Leão que recebe a conjunção do eclipse. Under pressure… Saturno remete para a necessidade de amadurecimento e uma actualização no tempo no que se refere aos seus apegos e fanatismos religiosos, étnicos ou filosóficos, e a um sentimento de engrandecimento excessivo. Como a Lua representa as “massas”, a passagem de Saturno pode representar as limitações individuais em conseguir gerir os problemas da sua “casa” (país), a uma maior pressão por parte do povo sendo forçado a compreender os seus próprios limites e limitações individuais no que respeita à capacidade de diálogo e de verdadeira vontade de contribuir para o bem do colectivo (Sol e Nodo Norte em Gémeos na Casa X). Portanto Saturno acrescenta à simbologia de Marte com relação ao FC.

Plutão em transito a 17º de Capricórnio na casa V faz quadratura exacta a Júpiter em Balança na casa II e quincuncio a Úrano em Gémeos na casa X. A quadratura a Júpiter intensifica os processos de Plutão na V já que Júpiter é regente da Casa V (que abre com Sagitário). Isto intensifica os conflictos étnicos e religiosos de que já tanto nos habituou, mas traz igualmente ao de cima o lado mais negativo da sua visão materialista presente na expansão das relações que trazem apenas vantagens economicistas e exige profunda transformação desses princípios sob pena de se destruir (e ao resto do mundo). Pede uma reestruturação com relação à sua noção de justiça e diplomacia.

(muito mais há a explorar acerca destes trânsitos pelo que, quem assim desejar, poderá contribuir para a ampliação da sua análise).

Por se tratar do Sol que se eclipsa, em Leão, torna-se essencial perder excessos de zelo pelo nosso “pequeno eu” e permitirmo-nos sentir para lá do nosso orgulho e excesso de importância individual. Tendo em conta a energia manifestada pela pessoa em análise, é necessário um grande acto de heroísmo (Leão) admitir e reflectir sobre tantos padrões comportamentais, aceitar perder tanto de si para poder começar de novo. E será que o mesmo não se passará em cada um de nós?

É muito importante não perdermos enquadramento com relação a estes acontecimentos astrológicos, e compreendê-los como ligados entre si, a compor partes de uma mesma sinfonia. Este (e o anterior) eclipse, intensificam as energias deste mês de Agosto uma vez que remete para a necessidade de Existirmos de forma mais Honesta e conseguirmos contribuir para um mundo melhor. Um dos principais eventos astrológicos deste mês de Agosto é o inicio do movimento retrógrado de Úrano a 3 de Agosto. Uma vez que Úrano rege o principio oposto e complementar de Leão (por ser regente de Aquário), e à semelhança da análise para a Lua Nova em Leão do dia 23 de Julho, o movimento retrógrado de Úrano tem grande influência neste temática do eclipse (consultar “Agosto Astrológico”). Durante a análise dos trânsitos planetários reflectiamos desta forma com relação ao movimento de Úrano:

«Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade. Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum. (…) Influencia esta temática a energia de Marte em Leão durante este mês de Agosto uma vez que é regente de Úrano retrógrado em Carneiro. O posicionamento de Marte remete para a forma como lutamos por essa Liberdade, o que nos motiva, favorece e condiciona a nossa afirmação pessoal. Mas também o que precisa de ser descondicionado. (…) A temática da liderança é algo que será certamente bastante importante na vida de Donald Trump e em especial no exercício de funções como presidente dos Estados Unidos da América (cujo mapa natal tem Ascendente em Leão). O movimento retrógrado pode forçar a revisão de assuntos do passado que lançavam dúvidas com relação à clareza e legitimidade do seu processo de eleição, questionando novamente o seu direito a ser líder das ideologias democráticas do seu país e o impacto que têm sobre o resto do mundo.» (https://ascendentt.wordpress.com/2017/08/02/2214/).

Com o movimento retrógrado parece que voltámos ao passado conforme pudemos constatar através dos acontecimentos em Charlottesville (no dia 12 de Agosto), com manifestações de racismo e com princípios ideológicos “retrógrados”. Somos forçados a Re-mexer em assuntos aparentemente controlados e sanados. O movimento retrógrado permite-nos perceber o que ainda não está resolvido numa sociedade supostamente democrática, num mundo supostamente Livre.

Mais do que sermos apenas espectadores das suas “Trampas”, estes eventos e acontecimentos são apenas um exemplo (entre tantos) da necessidade de reflectir, enquanto Humanidade, no nosso sentido de Liberdade e onde, em cada um de nós, existe um “movimento retrógrado” nesse sentido. Esta relação entre Úrano e Sol, Aquário e Leão, tornam este eclipse (e o anterior com a Lua Cheia em Aquário) tão importante com relação à necessidade de melhorarmos significativamente enquanto indivíduos ao mesmo tempo que nos vamos indignando enquanto sociedade… enquanto indivíduos… que vamos conseguindo sintetizar estas duas realidades e Unificar aquilo que somos com aquilo que (ainda) não somos… enquanto indivíduos… enquanto sociedade…

Que se eclipsem as pequenas vontades dos homens, e que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra (A Grande Invocação)

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Cheia com eclipse lunar parcial

7 de Agosto de 2017 | 15º de Aquário

Começo esta reflexão por esta idéia: somos um bicho d’hábitos! Meu Deus, e como somos… por isso temos que passar permanentemente por processos de Desaprendizagem. Desaprender automatismos, desaprender, desaprender, desaprender, até que… não existe mais nada… e tudo Existe. A isso chama-se vulgarmente, e de forma tão repetitiva hoje em dia que até já se tornou um hábito!, de Consciência. Ou, em astrologia, significa passar da Lua para o Sol. E diariamente andamos nesta “dança e contradança” com o ciclo de lunação. E para que despertemos deste automatismo existencial, inclusivamente no que respeita à leitura destes textos, é importante relembrar que aquilo que mais importa, a única aliás, é que tudo isto que aqui se escreve e lê apenas serve se for para ajudar a Desaprender e a Construir um pouco mais de Consciência.

E quando temos uma lua cheia com eclipse lunar, desaprender é essencial…

Com este pico de ciclo lunar em Leão, reflectimos acerca das formas de viver a vida na nossa mente que necessitam de ser transmutadas para que o nosso Coração possa abrir. Sentir onde nos encontramos divididos e fragmentados, onde sentimos que a vida foge, corre e como nos sentimos neste mundo. A força dos eclipses permite o aprofundamento de padrões e energias das quais frequentemente não temos Consciência. Este ciclo é particularmente forte tendo em conta que Úrano (regente da Lua em Aquário) encontra-se retrógrado (consultar “Agosto Astrológico 2017“). Na análise da lua nova deste ciclo (ler o texto integral aqui) referia o seguinte:

«E é, quando essa Autenticidade é real, que existe em nós um brilho natural que tudo ilumina. Esse Brilho é o da Luz da Consciência que representa, no fundo, Amor. Ao lançarmos Luz sobre o nosso lado lunar (o processo desenvolvido no signo anterior), a todas as partes que ainda necessitam do nosso cuidado, estamos a desenvolver Consciência. Sabemos que, para sabermos quem Somos, precisamos dessa Honestidade e desse Amor porque ao longo do processo de nos auto-descobrirmos iremos com certeza ver em nós aspectos dos quais não temos assim tanto orgulho. Com esta Vontade de ir além dos padrões e instintos estamos a Criar novas formas de Ser. Que lugar extraordinário o mundo seria (para além do que já é, claro) se cada um de nós fosse Leal e Honesto neste processo. Estaríamos na presença da verdadeira sociedade Aquariana, representada pelo signo oposto e complementar a Leão – Aquário – que representa o Servidor do Mundo.»

Esta Lua Cheia em Aquário com eclipse lunar parcial é o momento em que podemos reflectir de forma mais objectiva, com maior clareza, sobre a nossa necessidade de Honestidade sobre a oposição entre aquilo que verdadeiramente desejamos Ser e aquilo que ainda sentimos desviar-nos dessa Consciência. Como Sou e como isso se reflecte perante os outros. São processos intensos e extremamente transformadores pelo potencial de revelação. Reflectimos fortemente acerca do passado e de como projectámos para o futuro. E principalmente como esse futuro parece já não ser tão actual perante a nossa Vontade presente.
Portanto, temos uma lua cheia acompanhada de um eclipse lunar parcial e com Úrano retrógrado. Trata-se de uma forte reviravolta existencial, critica na vida de muitos, principalmente nos que possuem planetas e eixos do mapa até 2º de orbe do eclipse nos signos de Touro, Leão, Escorpião e Aquário. Teremos que lidar com fortes paradigmas existenciais (individuais e colectivos) que não reflectem a Liberdade de Expressão Individual e, fundamentalmente, não reflectem o que de melhor existe nos nossos Corações. Trata-se, de uma forma geral, de questionarmos os nossos padrões e automatismos enquanto sociedade, e como nos sentimos reflectidos por essa identidade colectiva. Honestamente, se alguma “coisa” no sistema tem que eclipsar este é o momento ideal… Com esta energia podemos fazer a ponte entre a nossa Criatividade e formas mais Livres de servir os outros e o colectivo, de contribuir para um grupo, sistema ou associação que melhor reflicta esta nova Consciência. Onde e de que forma temos que acordar e parar de seguir um caminho adormecido e sem verdadeiro futuro… Trata-se de pôr fim a formas de pensar fora de tempo, com as quais não existe mais Identificação e, principalmente, não existe Amor. Desaprender, para Ser sem hábitos, e só assim poder Ligar-me a tudo o resto, de forma diferente, mais Autentica, Real.
 

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Úrano em Carneiro inicia movimento retrógrado no dia 3 de Agosto passando a directo apenas a 2 de Janeiro de 2018 (por essa altura já Saturno ingressou em Capricórnio a 20 de Dezembro de 2017). Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade.  Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano  representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum.  Como sabemos tudo depende do nosso nível de Consciência, a manifestação do que é bom e mau… Tendo em consideração a qualidade destas energias de Carneiro e Úrano, o movimento retrógrado requer  uma grande dose de força de carácter para lidar com algo que foi naturalmente feito para agir a alta velocidade e tem agora que retroceder a energia que o motiva. Influencia esta temática a energia de Marte em Leão durante este mês de Agosto uma vez que é regente de Úrano retrógrado em Carneiro. O posicionamento de Marte remete para a forma como lutamos por essa Liberdade, o que nos motiva, favorece e condiciona a nossa afirmação pessoal.  Mas também o que precisa de ser descondicionado. Rever a nossa capacidade de liderança. A temática da liderança é algo que será certamente bastante importante na vida de Donald Trump e em especial no exercício de funções como presidente dos Estados Unidos da América (cujo mapa natal tem Ascendente em Leão). O movimento retrógrado pode forçar a revisão de assuntos do passado que lançavam dúvidas com relação à clareza e legitimidade do seu processo de eleição, questionando novamente o seu direito a ser líder das ideologias democráticas do seu país e o impacto que têm sobre o resto do mundo. E este exemplo pode ser estendido a outros líderes e sistemas sociais. Como cada um destes indivíduos (Leão) contribuem para a mudança que o mundo quer e precisa, para a sociedade da nova era (Úrano). O ciclo de lunação em que nos encontramos é leonino, e durante este mês de Agosto, no dia 7, teremos a Lua Cheia a 15º25’ de Aquário (Úrano) com eclipse lunar parcial, e teremos novamente, no dia 21 de Agosto, uma Lua Nova a 28º53’ de Leão (a segunda) mas esta regista igualmente um eclipse solar total. Esta Lua Nova faz conjunção ao Ascendente de Donald Trump, a 29º57 de Leão e a Marte a 26º46’ também de Leão. Todas estas energias em Leão (pelos motivos já referidos no artigo da lua nova do dia 23 de Junho) trazem especial enfoque à nossa resposta, enquanto sociedade, dos e aos líderes de todo o mundo. Os temas sobre este ciclo lunar que ocorre no mês de Agosto serão desenvolvidos e aprofundados aquando da sua ocorrência. E durante este mês, Marte em Leão faz quincôncio a Neptuno em Peixes entre o dia 7 e 13, quincôncio a Plutão em Capricórnio de 13 a 19 de Agosto. O Sol antecipa os aspectos de Marte efectuando os mesmos contactos em períodos diferentes. Em Leão, o Sol faz conjunção Marte de 1 a 4 de Agosto (na sequência da Lua Nova do dia 23), quincôncio a Neptuno em Peixes entre o dia 4 e 8, quincôncio a Plutão em Capricórnio de 8 a 12 de Agosto. Em astrologia, estes aspectos formam uma configuração a que se dá o nome de YOD e requer um grande e que requer grande esforço por parte da nossa Consciência para integrar os ajustes necessários entre a nossa necessidade de agir, a nossa determinação e necessidade de afirmação pessoal, e a sensação de falta de “consistência” das circunstâncias. Pela negativa este pode ser um período de grande confusão e tensão, com particular desgaste energético e desvitalização, por ilusões da força e poder individual. É como se tivéssemos primeiro que tomar Consciência de como nos posicionamos como indivíduos perante o colectivo, como esse mesmo colectivo nos afecta, condiciona e molda para depois agirmos da melhor maneira (mais Solar, consciente), contribuindo da melhor forma, a que podemos, sem ilusões, escapismos ou subterfúgios.

Júpiter mantém-se ainda no signo de Balança até Outubro deste ano, dia 10, data em que ingressa em Escorpião. Em Agosto faz quadratura a Plutão em Capricórnio na primeira metade do mês, até ao dia 16 (e para isso talvez seja útil reler o artigo “Março Astrológico” e “Abril Astrológico” em que esta temática foi amplamente explicada) e sextil a Saturno em Sagitário na segunda metade (a partir do dia 16 até ao dia 31). Tendo em conta que Júpiter já efectuou estes aspectos ao longo da sua passagem por Balança (desde Setembro do ano passado), desejavelmente tivemos mais que oportunidade para tomar consciência do que precisa de urgência em ser transmutado com relação à forma como orientamos a nossa vida, os valores que regem a sociedade para que seja mais justa e clara nos seus princípios. E sinceramente a quadratura a Plutão em Capricórnio acrescenta tensão à temática associada ao movimento retrógrado de Úrano, eclipses, ciclo de lunação e ao posicionamento de Marte em Leão. O sextil a Saturno é a oportunidade para reestruturarmos e consolidarmos mudanças com relação a estes temas, já que, ao fim de 4 meses e meio (desde o dia 6 de Abril), Saturno a 21º de Sagitário, passa a movimento directo no dia 25 de Agosto.

Mercúrio inicia movimento retrógrado no dia 13 de Agosto a 11º de Virgem, passando a movimento directo no dia 5 de Setembro a 28º de Leão. É um período para rever como organizamos a nossa vida, para repensar como a mente interpreta e avalia a realidade, porque no fundo todo o entorpecimento, atrasos e reveses do movimento retrógrado de Mercúrio (principalmente em Virgem, o seu domicilio) pretende essencialmente e na sua génese colocar-nos frente a frente com as nossas maquetes mentais e suas limitações. Podemos (e devemos) aproveitar, porque Tudo são oportunidades, para aprofundar detalhes e pensar, a partir de uma nova perspectiva, sobre o que é necessário refazer de forma a aperfeiçoar o nosso modo de pensar e, por conseguinte, a nossa vida.

Na notícia publicada pelo Diário de Notícias podemos ler:

«Hoje, 2 de agosto, a humanidade esgota os recursos do planeta disponíveis para este ano e começa a consumir a crédito. Pode parecer só mais uma data, mas desde que estas contas começaram a ser feitas, em 1970, este é o ano em que se atinge mais cedo o esgotamento dos recursos, para além do que a natureza pode repor, diz a organização internacional Global Footprint Network, que faz as estimativas.

É, portanto, um novo recorde, mas não será o último, se a tendência de antecipação da data, que se tem mantido contínua e persistente desde há quase cinco décadas, não sofrer nenhuma alteração de fundo. Este ano, por exemplo, a data cai seis dias mais cedo em relação ao ano passado, em que o último dia do ano para o planeta chegou a 8 de agosto, ou ainda 11 dias mais cedo do que em 2015, em que essa marca foi atingida a 13 de agosto – e assim sucessivamente. Só nos últimos 10 anos houve uma antecipação em 54 dias desta marca de insustentabilidade para a Terra.»

E porque falar de movimento retrógrado é remeter para “trás”, talvez faça sentido reler o artigo publicado em Agosto do ano passado que pretendia fazer uma análise e reflexão acerca destas mesmas temáticas de Mercúrio retrógrado (igualmente) em Virgem – “Reorganizar para Renascer por entre as cinzas. Durante o mês de Agosto, Mercúrio faz apenas contacto com Vénus em Caranguejo, em sextil, entre o dia 8 e 12. Talvez possamos pensar em formas mais harmoniosas de viver, mais construtivas e equilibradas. Pensar e ter Gratidão, fazendo uso prático dos recursos que verdadeiramente necessitamos, apenas isso.

O Sol faz sextil a Júpiter em Balança entre o dia 7 e 13, trígono a Saturno em Sagitário entre o dia 12 e 16 e trígono a Úrano em Carneiro de 19 a 23 de Agosto. Marte em Leão repete os mesmos contactos a Júpiter entre o dia 16 e 25 e a Saturno entre o dia 19 e 26. Permite um período de maior clareza e agir no sentido de reequilibrar o nosso modo de viver utilizando soluções mais criativas e responsáveis.

Antes de ingressar em Leão, a 26 de Agosto, Vénus em Caranguejo faz trígono a Neptuno em Peixes de 10 a 14, oposição Plutão em Capricórnio de 13 a 17, quadratura a Júpiter em Balança entre o dia 16 e 19, quincôncio a Saturno em Sagitário de 17 a 21 e quadratura a Úrano em Carneiro entre o dia 23 e 27 de Agosto. Parece ser um período extremamente exigente e desafiante para a integração dos princípios de Vénus. Período de maior instabilidade financeira, com necessidade de rever investimentos, parcerias e contratos. Somos testados com relação ao que realmente tem valor para nós, o que requer o nosso cuidado e procurar dar valor às pequenas coisas. Passamos por um período de maior sensibilidade relacional e como nos relacionamos com aquilo que nos é mais familiar e pessoal. Recuperarmos onde perdemos a nossa Humanidade. Quais os nossos recursos emocionais e que pontes fazemos entre o passado e a nossa necessidade de mudança e reestruturação.

Bom trabalho para Agosto

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Lua Nova 

23 de julho de 2017 | 00º44’ Leão

Frequentemente lemos ou ouvimos, que viver a energia de Leão (e através do Sol, seu regente) significa sermos, por exemplo, autênticos. E de um modo geral, a forma como a maioria de nós experiencia este sentido de autenticidade, passa pela exacerbação daquelas características da personalidade que nos fazem sentir especiais, importantes e que procuramos proteger porque é isso que nos define. Muitas delas, algumas negativas no impacto que têm sobre a nossa vida, são motivo de extremo orgulho. E enquanto nos identificamos com estes traços de personalidade, muitos deles estruturados em profundas carências mal resolvidas, projectamos o nosso pequeno “rei na barriga” sobre o mundo e sobre os outros, lançamos o melhor de nós mas também as nossas “fúrias” partindo do principio que, assim sim, estamos a ser autênticos. Nessa ilusão, a da personalidade, vivemos um autêntico egocentrismo, a fazer das “tripas” (lua — 2° chakra) o lugar do “Coração” (representado pelo Sol, regente do signo de Leão).

 

Do ponto de vista do desenvolvimento da Consciência, enquadrado na dimensão espiritual do Homem, procurar Ser verdadeiramente Autêntico, pressupõe vencer algumas dessas pequenas batalhas pessoais e por isso dispensa a necessidade de um excesso de afirmação pessoal. Sem máscaras e artifícios para consigo mesmo, livre de orgulho, de ferida narcísica, “síndromes de rei”, assim, simplesmente, Autênticos. E isto de se Ser Autêntico requer Lealdade, Honestidade, Reconhecimento, todas estas qualidades frequentemente atribuídas ao signo de Leão. O que me parece por vezes ser difícil compreender na interpretação deste signo é que todas estas qualidades referem-se essencialmente a este processo individual, pessoal e intransmissível de nos descobrirmos por completo, e não simplesmente atributos de personalidade que os outros podem apreciar. Compreender a energia de Leão, pressupõe igualmente integrar o principio da Lealdade para desenvolvermos o nosso próprio trabalho de aperfeiçoamento (o signo seguinte – Virgem), sem rejeitar mas antes Reconhecendo com Honestidade onde ainda somos frágeis e vulneráveis (o signo anterior, Caranguejo) para abraçar tudo o que em nós existe e desta forma Criar algo mais Autêntico. Sentir onde “quebrámos a ligação” para que possamos resgatar a nossa Identidade (ler artigo acerca da Lua Nova em Caranguejo do dia 24 de Junho de 2017). A Autenticidade que procuramos em Leão vem da Identificação com a presença espiritual que existe (em grande parte) adormecida em nós. Essa Lealdade e Honestidade são fundamentais para que não desistamos das lutas que temos que travar ao longo dos desafios e experiências da nossa vida. O processo de sabermos quem Somos é uma jornada Heróica, que requer muito da nossa Vontade e capacidade de Liderança. E é, quando essa Autenticidade é real, que existe em nós um brilho natural que tudo ilumina. Esse Brilho é o da Luz da Consciência que representa, no fundo, Amor. Ao lançarmos Luz sobre o nosso lado lunar (o processo desenvolvido no signo anterior), a todas as partes que ainda necessitam do nosso cuidado, estamos a desenvolver Consciência. Sabemos que, para sabermos quem Somos, precisamos dessa Honestidade e desse Amor porque ao longo do processo de nos auto-descobrirmos iremos com certeza ver em nós aspectos dos quais não temos assim tanto orgulho. Com esta Vontade de ir além dos padrões e instintos estamos a Criar novas formas de Ser. Que lugar extraordinário o mundo seria (para além do que já é, claro) se cada um de nós fosse Leal e Honesto neste processo. Estaríamos na presença da verdadeira sociedade Aquariana, representada pelo signo oposto e complementar a Leão – Aquário – que representa o Servidor do Mundo.

Podemos aproveitar esta Lua Nova em Leão para despertar a semente que vai liderar cada um de nós para este processo de Reconhecimento. Onde precisamos de ser Honestos e Leais, onde precisamos de trazer e fazer Luz para que nos possamos ver e Ser por inteiro. O que requer a nossa força e Poder pessoal para que possamos assumir a Liderança que sentimos faltar, para recuperar ou fortalecer a nossa Alegria de Viver. Recordo que podemos e devemos ampliar as nossas intenções para a esfera colectiva. Podemos desejar que a Humanidade desperte para esta energia Criativa e consiga ver como continua a repetir a história dos seus antepassados. Infelizmente, ainda continuamos a resolver grande parte dos problemas da mesma maneira, como há séculos, seguindo lideres autoritários e narcísicos, que reflectem senão a nossa covardia individual em Sermos por inteiro. Temos Poder para viver de forma diferente! É preciso a Vontade para que isso aconteça e a Honestidade para vermos onde continuamos a errar… Porque me identifico com estes pensamentos, crenças, opiniões, sentimentos, desejos, vontades, inseguranças, ambições, ….????….???? O que me define? Quem Sou Eu? Quem somos nós? Façam a vocês mesmos as perguntas certas para o vosso próprio processo de se auto-descobrirem e permitam-se o Silêncio para deixar as respostas surgirem. E tenham Honestidade nesse Reconhecimento.

Este e o anterior ciclo de lunação são fortes e intensos. A lua Cheia em Capricórnio (referente ao ciclo de caranguejo) fez conjunção a Plutão no dia 9 de julho e a Lua Nova em Leão que acontece no dia 23 de julho faz conjunção a Marte. Esta é uma relação importante uma vez que o Sol encontra a sua exaltação em Carneiro, signo regido por Marte. Esta afinidade entre os dois planetas promove a Coragem para nos assumirmos por completo, para iniciar um novo caminho de auto-descoberta e desenvolvimento pessoal. Pela negativa esta energia pode intensificar a afirmação pessoal excessiva e egocêntrica que pretende apenas servir o seu desejo e ambição pessoal (o 3º chakra em hiper funcionamento sem a abertura do chakra do coração). Uma vez que o signo de Leão está associado a Liderança, esta é uma energia particularmente ressonante com os líderes de todo o mundo. Foquemos por isso a nossa energia nas intenções para este novo ciclo de lunação de forma a desejar que a Luz desça à Terra.

 

«Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma Luz na escuridão da mera existência.» (Carl Gustav Jung)

 

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Começamos a análise do mês de Julho relembrando a análise astrológica para o mês de Junho, onde podemos ler:

«Em Caranguejo, Mercúrio, remete as nossas preocupações e pensamento para os assuntos familiares, para a organização da nossa “casa”. (…) À escala colectiva, Caranguejo está associado à pátria e à nação. É importante cuidar e olhar para a nossa realidade interna de forma a organizar a nossa “casa”.»

Foi sem dúvida um mês de emoções fortes (Caranguejo) em que vivemos uma tragédia que destrui a casa e a vida pessoal (Caranguejo) de tantos e nos fez pensar porque é que todos os anos cometemos os mesmos erros com relação à nossa “casa” colectiva, o nosso país. Todos os anos teimamos em des-cuidar. Estávamos longe de imaginar que estas energias pudessem assumir estas formas concretas de manifestação.  Em contra-partida tivemos igualmente a oportunidade de perceber como temos Alma de cuidadores

Mas estas energias que nos ligam à pátria e à nação continuam fortes durante o mês de Julho. Queremos pertencer a algo, acreditamos que pertencemos a um lugar específico, nosso, a que chamamos casa. Começamos pela nossa casa “pessoal”, e podemos expandir essa Consciência até ao nosso País. O nosso povo, a nossa nação. E apesar de tudo, esta ainda é uma noção limitada de Família. É esta limitação que motivam tantas guerras e conflictos. Queremos preservar o que “é nosso”… E porque sim, é necessário Cuidar, devemos perguntar-nos o que é que queremos verdadeiramente preservar…

Sol mantém-se em Caranguejo até ao dia 22 de Julho, data em que ingressa no signo de Leão. Até transitar de signo faz quadratura a Júpiter em Balança trígono a Neptuno entre o dia 4 e 9 de Julho.  De 8 a 13 de Julho Sol em Caranguejo faz oposição a Plutão em Capricórnio. Durante este período, ocorre a 9 de Julho Lua Cheia em Capricórnio. A Lua faz conjunção a Plutão e transporta consigo neste fase do ciclo a simbologia do seu princípio (mais será desenvolvido aquando da Lua Cheia). Os desafios continuam, sendo que do dia 13 ao dia 17 o Sol faz quincuncio a Saturno ainda retrógrado em Sagitário quadratura a Úrano entre os dias 19 e 23Marte acompanha alguns dos trânsitos do Sol pelo signo de Caranguejo, em datas diferentes. Este é o signo em que Marte está em queda, dificultando a maturidade no uso da força individual. Amplia o instinto territorial e de defesa pelo ataque. Durante este posicionamento, Marte faz oposição a Plutão em Capricórnio de 1 a 6 de Julho, quincuncio a Saturno entre o dia 7 e 12 e quadratura a Úrano entre os dias 15 e 21. Estes são períodos susceptíveis a fortes conflictos. À escala global, porque o planeta é a nossa Família, confesso que estas energias podem ser preocupantes pela tensão que se criam entre si, e são coincidentes com a Cimeira dos G20 que acontece este dia 7 e 8 de Julho. Uma espécie de bomba reactiva, impulsiva, com dificuldade em compreender a consequência dos próprios actos e o impacto que isso terá no mundo. Tudo para “preservar” o que é nosso… Dificuldade de diálogo e de diplomacia que potencia excessos de autoridade. É importante compreendermos o que podemos fazer pela nossa casa universal, tomarmos consciência de como a gestão da casa de cada um afecta o resto do mundo, e conseguir encontrar um ponto de equilíbrio entre cada necessidade, tendo capacidade de autoanálise sem interpretar tudo de forma “pessoal”. Ainda na análise astrológica do mês de Junho foi feita referência a estas energias em Caranguejo,

«Mas se o excesso de sensibilidade faz com fechemos as nossas portas ao resto do mundo, estas energias podem expressar-se de forma separativa, conduzindo o pensamento a defender os interesses pessoais e nacionais em detrimento do bem colectivo. Isto potencia a activação de manifestações contra e em oposição às estruturas sociais, podendo ser um período de mais reboliço nas temáticas internacionais.»

Mercúrio ingressa em Leão a 6 de JulhoAinda no signo de Caranguejode 4 a 6 de Julho faz quadratura a Úrano em Carneiro. A tensão entre Mercúrio e Úrano apela à necessidade de pensar com o coração para poder efectuar mudanças conscientes, mas está igualmente presente a dificuldade entre produzir mudanças reais com ideias do passado ou querer espaço e liberdade sem pensar realmente no que é necessário fazer para que a mudança ocorra não só externamente mas internamente.  em Leão, faz sextil Vénus em Gémeos entre o dia 6 e 10, sêxtil Júpiter em Balança de 13 a 16 de Julho, trígono a Saturno em Sagitário de 18 a 21 e trígono a Úrano em Carneiro do dia 23 a 26. Sabemos que todos estes aspectos entre planetas estão interligados e dependentes da qualidade do trabalho realizado em cada um deles. Os efeitos deste ingresso de Mercúrio em Leão estão dependentes da passagem pelo signo de Caranguejo (no mínimo). Na melhor das hipóteses é a oportunidade de pensarmos de forma original e criativa, permitindo a expressão de uma comunicação mais autêntica e generosa, que contribua para a expansão do bem de todos, que expanda as nossas relações, que favoreça alianças e compromissos justos. Se pelo contrário, não nos libertámos da ideia do “clã” e pensamos apenas na nossa “fome de comer”, este pode ser o momento em que pensamos literalmente ainda como se tivéssemos “o rei (leão) na barriga (caranguejo) ”.

25 de Julho Mercúrio ingressa no signo de Virgem. Em domicílio, Mercúrio potencia a capacidade de análise e de organização. É uma fase de operacionalizar as novas ideias e lidar com os aspectos práticos necessários às mudanças. Pensarmos de forma objectiva, pragmática e com maior atenção nos detalhes.

No dia 5 de Julho Vénus ingressa no signo de Gémeos. Durante este trânsito, faz quadratura a Neptuno em Peixes de 16 a 20, entre o dia 17 e 21 faz trígono a Júpiter em Balança (regido por Vénus), oposição a Saturno em Sagitário de 23 a 27 de Julho e sextil Úrano em Carneiro a partir do dia 28 até ao final de Julho. Traz a proposta de dinamizar as relações de permitir flexibilidade com relação ao que esperamos dos outros de forma a valorizar mais o diálogo que o preconceito. O risco deste aspecto é a forte dispersão que pode atrasar a capacidade de estruturar o entendimento entre todas as partes e a dificuldade inicial em definir limites e hierarquizar prioridades para a distribuição dos nossos recursos.

Vénus ingressa em Caranguejo a 31 de Julho.

Já em Leão, entre os dias 22 e 31, o Sol encontra-se com Marte, no grau 1 deste signo, sendo este o período em que ocorre a Lua Nova em Leão (23 de Julho). Este novo ciclo de lunação transporta consigo a simbologia e os princípios de Marte. Este será um tema desenvolvido por altura da Lua Nova.

 

Bom trabalho para Julho.

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Lua Nova

24 Junho 2017 | 2º47’ Caranguejo

A Consciência de Caranguejo é a de acordar, de despertar para a necessidade de Ligação. Primeiro signo de Água, elemento cuja principal qualidade é Unir, Ligar, trazer Coesão entre todas as partes soltas e fragmentadas (função do signo anterior, Gémeos, em que desenvolvemos a percepção da dualidade presente na vida da personalidade), é a qualidade que permite despertar a Alma em todas as formas. Estas qualidades (e quando falamos de “qualidade” implica viver o signo pelo potencial arquetípico) são fundamentais para que a Vida nasça… E por toda esta simbologia, Caranguejo – a Lua – está igualmente associado à função materna. Aquela que cuida, nutre, sustém, suporta, ampara, recebe, acolhe, ama, nos liga à vida. A um nível macro cósmico, falamos de Akasha, a Mãe que dá forma à Vida.

Desenvolver esta energia permite-nos descobrir onde, como e porquê nos des-Ligámos e como podemos voltar a estabelecer a Ligação. E isso, esse elo quebrado, é algo de muito pessoal… outra qualidade deste signo.

 Na análise astrológica deste mês de Junho escrevíamos o seguinte com relação ao ingresso de Mercúrio em Caranguejo:

«Em Caranguejo, Mercúrio, remete as nossas preocupações e pensamento para os assuntos familiares, para a organização da nossa “casa”. (…) À escala colectiva, Caranguejo está associado à pátria e à nação. É importante cuidar e olhar para a nossa realidade interna de forma a organizar a nossa “casa”.»

(em “Junho Astrológico 2017” | www.ascendentt.wordpress.com)

 

Esta Lua Nova vem Caranguejo inter-relaciona-se e a sua simbologia é reforçada com o ingresso de Mercúrio neste signo. Remeter a Consciência para a nossa “casa” interna é fundamental para que possamos compreender a Origem das nossas próprias motivações, e de desenvolver Consciência acerca do impacto interno que as circunstâncias externas (o ciclo anterior, Gémeos) tiveram (ou ainda têm) sobre nós. Como nos sentimos? A(l)mados ou DesA(l)mados? Por se tratar de um signo Yin, com esta Lua Nova em Caranguejo, recolhemo-nos para tomar Consciência da nossa fragilidade, onde reside a nossa vulnerabilidade, onde falhámos em cuidar e onde ainda precisamos de Crescer. Analisar e desenvolvermos Consciência do que verdadeiramente nos falta para podermos cuidar dessas partes de nós que estão frágeis e carecem da nossa atenção. Qual o nosso nível de infantilização, onde permanecemos em estado de dependência, carentes e inseguros. Ampliarmos a nossa Receptividade à vida para que possamos acolher todas as “frentes”, trazer coesão a todas as partes que nos “habitam”, e assim, arrumar a “nossa casa” (individual e colectiva, real e simbólica). Esta sensibilidade ao que verdadeiramente necessitamos permite-nos nutrir e alimentar a nossa “criança interior” para que essas partes de nós que pararam no tempo possam crescer e amadurecer, ao mesmo tempo que inicia em nós o movimento crescente de querer cuidar mais que ser cuidado.

É mais uma oportunidade para tomar Consciência do que nos faz “sentir em casa”, onde está a nossa “verdadeira casa”, e, enquanto habitamos o planeta Terra, que tipo de relação temos com a nossa “casa universal”. E isto faz-me fazer referência às propostas de trabalho com o ingresso de Vénus em Touro durante este mês de Junho e que são síncronas com as necessidades desta Lua Nova:

«A partir do dia 6 de Junho Vénus ingressa em Touro (…). Apela ao nosso Amor pela Vida, pela Terra, à Gratidão pelo que podemos usufruir, que, por incrível que pareça precisamos Dela para viver, e que as preocupações ambientais são algo bastante real e concreto.»

(em “Junho Astrológico 2017” | http://www.ascendentt.wordpress.com)

 

Este ciclo lunar que inicia em Caranguejo espera-se muito forte e intenso. Por razões óbvias, porque ele precede uma tragédia “nacional” que nos chocou, e ainda nos choca, os incêndios que tanto vitimizaram e destruíram. O segundo motivo, astrológico, é que a Lua Cheia em Capricórnio, referente a este ciclo, faz conjunção a Plutão em Capricórnio. A Lua Cheia em Capricórnio (o pico deste processo) irá forçar-nos a assumir as consequências por toda e qualquer des-responsabilização (tema a ser desenvolvido por altura desta Lua Cheia que ocorre a 9 de Julho).

Que as intenções desta Lua Nova possam ser igualmente focalizadas para a Consciência Maternal que existe em cada um de nós, para que saibamos cuidar mais que ser cuidados, para que nos possamos Ligar a esta Consciência, para nos sentirmos como uma Família, para bem do nosso Planeta.

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O ciclo de lunação é um processo fundamental de alinhamento entre a Terra e as energias arquetípicas de cada signo para que as mesmas sejam integradas na Consciência da Humanidade. E estas oportunidades acontecem com frequência, todos os meses. A Lua Cheia a 18º53 do signo de Sagitário do dia 9 de Junho tem uma relação especial com os desafios que temos vivido através do trânsito planetário que se faz sentir pelos signos mutáveis (Gémeos, Virgem, Sagitário e Peixes), principalmente desde o ingresso de Saturno em Sagitário a Dezembro de 2014. A uma escala mais colectiva, esses desafios têm chegado até nós através dos conflictos internacionais, das relações entre líderes, dos conflictos é(n)ticos e culturais que tanto nos têm forçado a pensar na forma como definimos os limites que separam cada nação (e por conseguinte pensarmos no que nos une). Em pequenos passinhos, esperamos que se dê uma abertura de Consciência que permita objectivar um novo Caminho a seguir.

A energia mutável durante esta lunação é muito forte. Para além do que foi referido inicialmente, Mercúrio em trânsito encontra-se actualmente no signo de Gémeos (até ao dia 21 deste mês). Por estar em domicílio a sua expressão torna-se mais forte e podemos beneficiar do que melhor esta Lua Cheia pode oferecer. Mercúrio, por ser representante do princípio de 4º raio, tem como função permitir a circulação de informação por entre a dualidade das circunstâncias de forma a termos a abertura mental para trazer a resolução dos nossos conflictos existenciais. Amplia a nossa capacidade de diálogo, de conversação, de negociação. Mas para isso precisamos de objectivar a nossa ligação a crenças e dogmas. Com o Sol em Gémeos tomamos Consciência de como chegámos a este ponto, em que a nossa memória e subjectividade existencial nos colou a tantos princípios que impedem ou dificultam a nossa capacidade de Pensar. Pensar porque é que acreditamos e nos deixamos guiar por determinados valores. Reflectir sobre o que é sabedoria ou pura “estupidez” sem deixar que a nossa susceptibilidade interfira na análise. E esta curiosidade natural, esta vontade de questionar a forma como vivemos a vida permite ampliar a nossa Consciência. A mutabilidade desta Lunação apela à nossa “ginástica mental” de forma a aceitar que a “nossa verdade” é ainda muito “relativa” e tem (quase) sempre um lado lunar… Repito que Isto é tão importante nos tempos de hoje porque, apesar de toda a evolução da humanidade, continuamos muito infantis, a opormo-nos e impor-nos uns aos outros guiados pelas mesmas deformações filosóficas que há 1000 anos atrás (cálculos grosseiros).

«Eu acredito que a única verdadeira religião consiste em ter um Bom Coração» (Dalai Lama)

Com esta Lua Cheia em Sagitário é importante reflectir acerca das actualizações necessárias ou urgentes à forma como vemos a vida e as dúvidas que emergem desta tomada de Consciência. Atingimos nesta fase o pico deste processo e por isso mesmo podemos objectivar melhor em que medida aquilo que pensamos é oposto áquilo em que acreditamos ou acreditávamos. Tomar decisões que possam reflectir-se em formas mais justas e honestas de ver e viver a vida.

Esta Lua Cheia é síncrona com as eleições desta quinta-feira no Reino Unido. Vamos a votos?

«Os britânicos vão a votos esta quinta-feira para decidir a formação do próximo Governo, que terá entre mãos as negociações com a Europa para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE): o Brexit. São, por isso, eleições de grande importância em que, inesperadamente, reina a incerteza sobre o resultado final.» (fonte: Renascença)

A relação (ampla) a Neptuno traz alguma confusão aos que ficam e aos que saem, ou mesmo alguma indefinição perante as circunstâncias. A saída do Reino Unido da União Europeia acaba por trazer muitas dúvidas e alguma desorientação tendo em conta ao que acreditávamos estar instituído, mas força-nos a ver o outro lado da moeda, o que de novo tem forçosamente que emergir de forma a reorientarmos e reflectirmos sobre a Ordem (ou des-Ordem) desta União. Pensar na “União” com outros olhos… A uma escala individual, façamos a mesma reflexão.

 

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Junho Astrológico 2017

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Desde a última análise mensal sobre os trânsitos planetários (Abril), a força do movimento retrógrado encontrou o seu efeito por estes lados, e não foi possível deixar-vos as reflexões referentes ao mês de Maio. Foi um tempo de muito trabalho e de alguns Reveses que forçaram a esta breve ausência.

Durante este mês Júpiter Retrógrado em Balança passa a movimento Directo a 9 de Junho. Foram cerca de 4 meses, mais propriamente desde o dia 6 de Fevereiro, que Júpiter esteve nesta condição. Júpiter é um planeta cujos princípios estão fortemente associados às qualidades de Expansão. A simbologia astrológica pode ter vários níveis de interpretação. Podemos associar o princípio da Expansão de Júpiter à realidade permitida pelos nossos 5 sentidos com todos os excessos que essa busca representa, mas aquilo que é fundamental compreender na sua simbologia é a Expansão de Consciência. Tornarmo-nos Grandes, Maiores, que aquilo que os nossos 5 sentidos nos permitem ser. Talvez a intenção principal, ao passar a movimento Directo, é trazer para a nossa Consciência o que nos desvia (ou desviou) desta necessidade de Expansão e Orientarmo-nos no sentido de vivermos cada vez mais em “correctas relações humanas” (mestre Djwhal Khul). Esta é a Lei da Correspondência, de Causa-Efeito trazida até nós pela energia do signo da Balança. Ao longo da sua passagem por este signo, e principalmente da relação que tem feito com Úrano em Carneiro e Plutão em Capricórnio, temos presenciado e vivido um verdadeiro “terrorismo” mundial no que respeita aos “atentados” a esta Lei fundamental, cuja compreensão é essencial para que possamos viver em plena Harmonia com a Vida. Os aspectos de tensão (falamos essencialmente de quadraturas e oposições) exprimem as dificuldades inerentes à integração dos seus princípios; a quebra de Leis que possibilitam o equilíbrio entre as pessoas, países e o mundo inteiro; uma anarquia existencial que traz ao de cima o “complexo de Zeus”; a prepotência presente na ilusão de que podemos expandir (até onde os 5 sentidos permitem) sozinhos, sem ter noção dos próprios limites, a prepotência que promove os excessos políticos que destroem o bem colectivo, a Humanidade como um todo. Mas tudo funciona em “espelho”, por “correspondência” (Balança) por isso por tudo devemos assumir responsabilidade, devemos de fazer um esforço para reconhecer alguma necessidade de aperfeiçoamento individual para que as nossas relações com ou outros reflictam melhorias. Porque muito sobre este tema foi já desenvolvido em análises anteriores, era importante Relembrar o que foi referido acerca da sua simbologia e dos seus princípios (consultar as reflexões desde Fevereiro Astrológico).

A partir do dia 6 de Junho Vénus ingressa em Touro. Esta alteração na condição de Vénus, de exílio para domicílio, permite a construção e a busca de estabilidade depois da “tempestade” enquanto transitou pelo signo de Carneiro (e em movimento retrógrado). Como regente do signo da Balança, esta condição de Vénus teve (e ainda tem) profunda influência na temática de Júpiter, contribuindo para o clima de instabilidade sentido na vida pessoal de cada um e das relações internacionais. Relacionamo-nos de espada em punho, reagindo a cada “ataque”, atacando… (ler “Vénus Retrograda em Carneiro e as pontes em risco de ruir“). O furacão passou, tudo tinha que acontecer rápido e à velocidade da luz, período em que tínhamos que nos libertar (depressa e bem) dos recursos que tínhamos a mais, em que tivemos a oportunidade de dinamizar as nossas relações, parcerias e contractos, enfim, começar de novo. No início deste mês, Vénus ainda em Carneiro faz trígono a Saturno e conjunção a Úrano (de 1 a 4, e de 2 a 6, respectivamente) trazendo a fluidez energética para concluir estes processos. E como depois da tempestade vem sempre a bonança, este posicionamento da Vénus traz maior foco à concentração de energia para dar forma e construir o que nasceu com a “tempestade”. Que possamos beneficiar da paciência que tão escassa parece ter sido aquando da sua passagem por Carneiro. Apela ao nosso Amor pela Vida, pela Terra, à Gratidão pelo que podemos usufruir, que, por incrível que pareça precisamos dela para viver, e que as preocupações ambientais são algo bastante real e concreto. Entre o dia 18 e 21 Vénus em Touro faz quincôncio a Júpiter em Balança e a Saturno em Sagitário entre o dia 27 e 30. Baseado em que valores edificámos a sociedade dos nossos tempos e que recursos temos à nossa disposição para construir um novo Caminho e como lidamos com as dificuldades apresentadas pelas circunstâncias? Durante este período a concretização das nossas vontades e desejos encontra igualmente limitações que requerem a necessidade de ajustes. Entre 19 e 22 de Junho, e entre 22 e 26, Venus faz sextil a Neptuno e trigono a Plutão respectivamente. Por entre as dificuldades, termos a capacidade de tirar o melhor proveito das circunstâncias, optimizar recursos e fortalecer a nossa auto—confiança.

Por outro lado, Saturno em Sagitário mantém o seu movimento Retrógrado durante este mês, passando a Directo apenas no dia 25 de Agosto (como já foi referido na análise anterior – Abril Astrológico – e em Saturno Retrógrado em Sagitário – no Sapo LifeStyle).

Mercúrio ingressa em Gémeos a 6 de Junho mantendo-se neste signo até ao dia 21, momento em que transita para o signo de Caranguejo em simultâneo com o Sol (em conjunção de 20 a 23 de Junho). Enquanto em domicílio, Mercúrio reforça o que foi activado no dia 25 de Maio com a Lua Nova em Gémeos (Ler artigo aqui). Durante esta passagem Sol e Mercúrio em Gémeos, efectuam trígono a Júpiter em Balança (de 2 a 6 e de 13 a 15), oposição a Saturno em Sagitário (de 13 a 18 e de 18 a 20), sextil a Úrano em Carneiro (de 16 a 21 e de 19 a 21) e quadratura a Neptuno em Peixes (de 3 a 7 e de 13 a 15).
Discussões não vão faltar. Desejavelmente estas energias pelo signo de gémeos potenciam a capacidade de diálogo de forma a conversar sobre os problemas e permitirmo—nos pensar fora da “caixinha”. A quadratura a Neptuno acrescenta alguma confusão e desilusão pelas expectativas criadas à volta da realidade.
Mercúrio e Sol ao ingressarem em Caranguejo, fazem um apelo à nossa capacidade de sermos sensíveis ao invés de apenas abordarmos os problemas e as questões do ponto de vista mental. Um pouco mais de sensibilidade e de consciência emocional. Como “colamos” todos os factos e opiniões? Como nos sentimos? A partir desta data os signos yin são mais presentes apelando a uma inversão da energia, mais receptivos.
Em Caranguejo, Mercúrio, remete as nossas preocupações e pensamento para os assuntos familiares, para a organização da nossa “casa”. Já no final do mês, de 29 a 30, faz ainda oposição a Plutão em Capricórnio. Marte ingressa em Caranguejo a 4 de Junho e acompanha o movimento de Mercúrio, encontrando-se ambos em conjunção entre o dia 27 e 30, e ambos efectuam quadratura a Júpiter em Balança de 22 a 28 de Junho. À escala colectiva, Caranguejo está associado à pátria e à nação. É importante cuidar e olhar para a nossa realidade interna de forma a organizar a nossa “casa”. Mas se o excesso de sensibilidade faz com fechemos as nossas portas ao resto do mundo, estas energias podem expressar-se de forma separativa, conduzindo o pensamento a defender os interesses pessoais e nacionais em detrimento do bem colectivo.
Isto potencia a activação de manifestações contra e em oposição às estruturas sociais, podendo ser um período de mais reboliço nas temáticas internacionais.

Bom trabalho para Junho

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Lua Nova Gémeos

4º47’ | 25 Maio 2017 | 21:46

O que mais desejamos, ao longo da nossa existência, é conseguir compreender a vida e o mundo. E ao longo desse processo passamos por muitas fases. Chegamos a achar que já sabemos tudo, temos inúmeras opiniões sobre o funcionamento da vida e sobre nós mesmos, e passamos por outras fases em que a nossa perceção mental da vida e das circunstâncias são senão uma série de equívocos e falhas de interpretação. E vivemos basicamente nesta Dualidade… até que se faça Luz! E Ela acaba sempre por surgir…

Na análise da última Lua Cheia em Escorpião (correspondente ao ciclo anterior da Lua Nova em Touro), refletimos sobre o seguinte:

«Tudo o que tem um início tem igualmente um fim.» (Buddha) 

São as duas faces que compõem a mesma moeda, a cara e a coroa. Apenas podemos viver se conseguirmos conviver com a nossa (ainda) dualidade existencial, uma circulação energética entre a vida e a morte, entre a inspiração e a expiração… Se eliminarmos uma destas correntes deixaremos de Respirar. Ambos os processos permitem o transporte, o aporte, e as trocas de recursos extremamente importantes para a vida do nosso corpo.

Em sintonização com esta Lua Nova em Gémeos, façamos um esforço Consciente para despertar esta semente dentro de nós. Aqui podemos despertar a compreensão do que foi descrito no processo anterior (ler Lua Cheia em Escorpião) e activar a inteligência mental favorecida por Mercúrio (planeta de 4º raio, a Harmonia através do Conflicto) para conseguirmos comunicar com todas as partes de nós, e da nossa vida, que ainda estão em conflicto. A Lua Cheia em Escorpião favoreceu o reconhecimento desses conflictos internos que bloqueiam a nossa capacidade de nos sentirmos em Paz e Harmonia. Durante esta Lua Nova em Gémeos podemos esforçar—nos para estabelecer uma comunicação entre essa dualidade interna e procurar movimentar os nossos “recursos” (a Consciência do ciclo anterior) de forma a transferimos a energia para onde há a necessidade. Objectivamos a realidade (Touro) e mantemos a capacidade de compreender o que ela encerra de oculto (Escorpião), perceber e, principalmente, ter a curiosidade de querer saber aquilo que existe por detrás da realidade aparente ou visível. Oportunidade para estabelecermos comunicação entre a “Bela e o Monstro” e, resolvido o conflicto entre os dois, possamos comunicar com a nossa Alma e trazer mais qualidade às mensagens que pretendemos transmitir e receber.

Se refletirmos acerca dos conflictos que decorreram no mundo desde que ocorreu esta Lua Cheia em Escorpião (10 de Maio 2017), grande é a necessidade de Iluminar a mente dos Homens para que desperte nas suas Consciências a necessidade de comunicarem entre si de forma a resolverem os conflictos e as guerras entre a humanidade. Compreender o que tanto temos em comum, e o que tanto ainda nos separa… esta é uma oportunidade para olharmos para a vida e para as circunstâncias com um novo olhar, o que melhor se assemelha ao de uma criança, sem preconceitos e simplesmente disponível para “vermo—nos” uns aos outros pela primeira vez…

Na nossa vida “real”, a energia desta lua nova favorece a interacção com o ambiente que nos rodeia e a capacidade de olharmos para os factos e circunstâncias da nossa vida através destes princípios. Onde devemos olhar para a nossa vida com o olhar de uma criança, o que precisa de uma nova aprendizagem, da nossa mente observadora, onde precisamos de “transportar” recursos e em que áreas precisamos de ativar a comunicação permitindo assim que a energia circule. Apercebemo—nos como conseguimos Criar novas realidades através desta “ginástica mental”.

Talvez faça sentido dizer que esta Lua Nova em Gémeos é a necessidade de desenvolver esta Consciência sobre como Respiramos na nossa vida e sobre como fazemos a gestão das trocas energéticas entre nós e o mundo para que a vida circule, para que o prana circule. Esta Consciência das “trocas” em Gémeos é o inicio de um processo que atinge o seu culminar no sigo da Balança (regido por Vénus que por sua vez rege Gémeos esotericamente).

Bom início de ciclo

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Lua Cheia em Escorpião – 20º24′

No Ciclo referente a esta Lua nova em Touro do dia 26 de Abril, focámos especial atenção na temática dos recursos e, principalmente, sobre a necessidade de desenvolver Consciência acerca da nossa relação com a matéria, e como o sentimento de Abundância está intimamente relacionado com a nossa capacidade de nos sentirmos em Gratidão pelo simples facto de existirmos. Como esse sentimento de Paz expande a quantidade de “recursos” que se colocam à nossa disposição para construirmos uma vida mais harmoniosa e estável. A oposição do Sol em Touro com a Lua em Escorpião permite-nos aprofundar este processo porque esta é a fase em que iluminamos os “buracos” existentes na nossa vida, onde ainda precisamos de levar Luz, e é o momento em que temos a oportunidade de reconhecer aquilo que ainda destrói a Paz e estabilidade do nosso corpo físico, emocional e mental. Esta lua cheia está associada ao festival de Wesak, à comemoração do nascimento, iluminação e morte do Buda. A iluminação é um estado de Consciência que apenas é possível de ser obtido quando superamos as batalhas internas que nos privam da vida da Alma e da união com o Espírito. Superamos os conflictos entre a Alma e a personalidade, e nesse momento morremos para um estado de Consciência e renascemos para outro mais refinado, até que tenhamos atingido a Libertação e termine o processo de encarnação. O eixo Touro-Escorpião representa esse portal para o caminho da Iluminação, em que o ser encontra a Paz absoluta através da capacidade de se envolver profundamente no reconhecimento e cura dos “vícios” da sua dimensão inferior, e encontra a tão desejada “Harmonia através do Conflicto”.

«Tudo o que tem um início tem igualmente um fim. Constrói a tua Paz com base nesse princípio e tudo estará bem.» Buddha

Igualmente com esta Lua que se enche em Escorpião no dia 10 de Maio chegámos ao pico deste ciclo em que, simbólica e literalmente, fazemos “contas à vida”. Teremos que chegar a um acordo entre aquilo que é a nossa Vontade, as nossas intenções iniciais, e aquilo que, ao longo deste ciclo se foi revelando como impossível de ser “construído”. Clarifica-se o que vale e o que não vale, e por essa ordem de “valor”, temos maior clareza para decidir onde escolhemos investir os nossos recursos, tomamos consciência do que aquilo que temos em nossa posse nos permite (ou não) construir e onde, por isso mesmo, ainda reside insatisfação e se torna tão necessário tomar Consciência sobre o efeito negativo que isso ainda tem sobre a nossa vida.

Esta Lua Cheia tem a particularidade de fazer contacto com Plutão em Capricórnio, e tem estreita relação com este ciclo por ser regente do signo de Escorpião. A fluidez do contacto (trígono ao Sol e sextil à Lua) facilita a tomada de decisão com relação ao que tem sido abordado, de tomar decisões sobre aqueles aspectos da nossa vida que precisam de reformas imediatas. Nesta fase talvez seja mais fácil ver (qualidade da Lua Cheia) exactamente para onde precisamos de conduzir os nossos recursos de forma a conseguirmos atrair melhor qualidade de vida, e onde podemos ter maior sensibilidade para compreender, por entre as escolhas que teremos que fazer, o que ganhamos e o que perdemos. Permite-nos igualmente tirar o melhor proveito dos recursos que temos à nossa disposição, e inclusivamente descobrir outros que nos eram “ocultos”.

Sem esta Consciência taurina minimamente desenvolvida (consultar Lua Nova em Touro), este pode ser um período emocionalmente profundo em que, na ausência de Consciência, a vida decida por nós, e acabemos por atrair circunstâncias que pretendem destruir o nosso apego excessivo ao mundo dos sentidos, e à Identificação “possessiva” com o que consideramos conforto e segurança, para que possamos reconhecer as ilusões que construímos sobre nós próprios.

O que este, e todos os acontecimentos astrológicos, permitem, é um alinhamento entre o Homem e as energias cósmicas para que o Homem possa ter a oportunidade de as receber na sua Consciência.

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Ao contrário do signo de Carneiro, Touro tem os chifres voltados para o céu. Touro pretende sacralizar os impulsos e iniciativas (Carneiro). Ele representa a receptividade à inspiração divina que procura encontrar uma forma concreta de manifestação. Saibamos nós compreender o significado “O que está em baixo é o reflexo do que está em cima”, e teremos a capacidade de compreender que todas as formas presentes no plano da terra são o suporte de níveis de Consciência, e para que a evolução da Consciência encontre novos suportes de manifestação, as formas terão necessariamente que circular e sofrer mudanças para estados progressivamente mais refinados, mais belos e harmoniosos assim a nossa Consciência o permita. Este simbolismo não é assim tão hermético. Nós somos o melhor exemplo para compreender esse significado. A nossa Alma habita na Terra numa determinada forma, o nosso corpo. Esse corpo foi “construído” com materiais e recursos especificos, que são determinados em função da Consciência que o habita. Cumprida a sua função na Terra, a Alma separa-se do corpo quando termina o propósito para a sua existência neste plano. Esta compreensão que a vida não está presa na matéria, apenas a utiliza como veículo de expressão, permite passarmos da necessidade de possuir para a satisfação de apenas usufruir dos recursos que temos à nossa disposição neste plano.

Esta Lua Nova em Touro (6º27’) pode ser um período em que procuramos atrair essa inspiração divina que nos ajuda a compreender a (nossa) vida na terra e a construir realidades progressivamente mais próximas do plano divino. Tomo Consciência do que desejo e do que consigo atrair pelo simples facto de estar grato. Experimentem nesta Lua Nova, em Silêncio, em meditação, repetir com Vontade, Verdade e Sentimento: Gratidão Gratidão Gratidão pela Vida. Repitam esta frase até sentirem que são o que dizem, Gratos. No lugar da insatisfação cresce a Gratidão e começamos a viver um sentimento de Amor que traz Paz, Harmonia, Segurança e Estabilidade. É este Amor que gera esta energia interna de nos sentirmos em Abundância. Gratidão gera poder e abundância internamente… este é o verdadeiro “segredo”. A realidade externa será um reflexo deste estado de Ser.

Queremos agora que o que eram essencialmente iniciativas comecem a ganhar forma e que as sementes comecem a vir à superfície. Sabemos que no ciclo natural da vida, nem todas as sementes vingam. Nem todas encontram as condições necessárias para se fortalecerem, os recursos e a segurança que garantam um crescimento forte e próspero. Pretende-se agora que comecemos a ganhar consciência dos aspectos práticos e dos recursos que temos à nossa disposição para dar forma a todos estes “impulsos” (Carneiro), e perceber, por entre todas as nossas intenções de iniciar um novo caminho quais as que mais valorizamos e, por isso mesmo, escolhemos “investir”. Sendo Touro o signo do Construtor (na sua essência, da realidade do Céu na Terra), com esta Lua Nova em Touro somos convidados a construir a Paz interna que nos permite sentir em Gratidão com e pela vida, Gratidão pelo simples facto de existirmos (Carneiro). Vénus, regente exotérico de Touro, encontra a sua regência esotérica em Gémeos, representando na integra o principio “A energia segue o pensamento”. Isto significa que a realidade começa primeiro no pensamento. Através dele geramos o poder de atrair as realidades da nossa vida. Mudamos o pensamento, mudamos a nossa realidade e a do mundo. Por isso, em tempos actualmente tão difíceis, podemos expandir as intenções desta semente para a Consciência da Humanidade através do nosso pensamento. Que possam ser plantadas sementes de Amor onde antes existia ódio, para que o Homem possa harmonizar-se e construir um pouco mais de Paz em si mesmo e no mundo. Que a Terra e os seus recursos sejam respeitados para que todos possam usufruir da sua abundância ao invés de ficarem na posse de tão poucos.
Cada um de nós em pontos diferentes do planeta, cada um de nós abençoados pelo mesmo céu.

«Não existe nenhum caminho para a Paz. A Paz é o Caminho.»

(Mahatma Ghandi)

Em Gratidão ❤

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21º33’ de Balança | 11 de Abril | quadratura Plutão em Capricórnio

Tem existido sem dúvida uma grande activação energética no sentido de comerçarmos de novo. Independentemente dos “começos” de cada um, o que a lua nova em Carneiro do dia 28 de Março nos propõem é, pelo menos e no mínimo, uma actualização dos nossos objectivos de vida e em que ponto se encontra a nossa força de viver, o nosso entusiasmo pela vida e o (im)pulso da nossa Vontade. E este é o período em que reflectimos sobre em que fase estamos nesse processo. Se tomarmos em consideração o movimento planetário durante este mês de Abril (em “Abril Astrológico 2017”), esta Lua Cheia pretende trazer muito do passado para o presente antes de podermos realmente pensar em consolidar os nossos objectivos. Teremos muitos planetas retrógrados e isto pode acrescentar uma sensação de frustração pela forma antagónica como sentimos e como a realidade se apresenta. Esta Lua Cheia pretende que tomemos Consciência onde nos encontramos ainda emocionalmente divididos, onde ainda existem dúvidas com relação ao caminho que pretendemos seguir e, neste caso, teremos mesmo que procurar escolher com Coragem de forma a conseguirmos sentir alguma Paz dentro de nós. Simultaneamente poderemos tomar Consciência que assumir a nossa própria força e vontade não nos afasta dos outros, pelo contrário, permite-nos atrair relações mais gratificantes e em maior sincronicidade com esta nossa nova parte de Ser.

Este é um culminar de ciclo que traz intensidade e profunda oportunidade de transformação igualmente pela quadratura a Plutão a 19º do signo de Capricórnio. Durante esta Lua Cheia a tomada de Consciência de tudo isto inclui a compreensão das responsabilidades que assumimos ao longo do tempo e o peso que representam no momento presente, inclui a necessidade de assumir os medos ocultos que podem minar e destruir estes novos objectivos e os impulsos de agir no sentido da mudança. Este será o nosso fim, ou o fim do que ainda nos mantém no impasse… Onde ainda sentimos que devemos “agradar” à custa do nosso próprio desagrado. Como nos sentimos com os outros e como nos reconhecemos sozinhos. E neste processo de nos reconhecermos “sozinhos” não significa propriamente ausência de Relação, ou de ligação aos outros / com os outros. Este culminar de ciclo implica ter a Coragem de saber onde nós nos encontramos para permitir um melhor encontro com os outros. Tendo em conta os conflictos mundiais, esta Lua Cheia em Balança representa uma excelente oportunidade para refletirmos como o mundo inteiro carece de Amor, para sentirmos como temos destruído este sentimento de Paz e Harmonia, e como é urgente começar de novo. Logo a seguir a esta data, o Sol fará uma conjunção a Úrano (de 12 a 16 de Abril) a trazer uma energia extra de forma a tornar a mudança uma realidade. Recomendo a leitura de “Abril Astrológico 2017” para uma melhor integração desta lunação.

A casa onde acontece a Lua Cheia revela as circunstâncias, os assuntos e as áreas de vida em que seremos convidados a tomar Consciência desta temática. A casa onde se encontra Plutão em Capricórnio corresponde à área de vida, e às circunstância de lançam “a bomba” que pretende quebrar a harmonia e acender o conflicto entre estas necessidades opostas.

Esta será uma Lua Cheia emocionalmente intensa e “explosiva”, pelo que teremos que redobrar a nossa Coragem e Tolerância.

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Durante este mês de abril teremos muitos planetas em movimento retrógrado, alguns mantém este estado – Vénus e Júpiter – e outros iniciam – Mercúrio, Saturno e Plutão. E talvez seja importante reflectirmos sobre esta temática do “movimento retrógrado”, já que tão facilmente retira a paz de muitos e gera tanta apreensão a tantos mais. Como canta Ney Matogrosso “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”; portanto… não é por aí… mas talvez ajude compreender a mais valia presente no movimento retrógrado e “enfrentar o bicho de frente”. Em reflexão:

O movimento Directo está relacionado com o movimento de cronos, é a facilidade em exteriorizar a energia, em aplicá-la nos assuntos da vida mundana que estão directamente associados com a energia do arquétipo ou da função em causa. A aprendizagem ocorre na mesma mas os conteúdos das experiências estão, de certa forma, mais facilmente “manobráveis” e a sua simbologia é trabalhada através do exterior.

O movimento Retrógrado pretende fazer-nos regressar àquela parte da experiência que ficou incompreendida e armazenada algures no nosso inconsciente. É um movimento que pretende trabalhar a simbologia do arquétipo através do interior, pretende Remexer em conteúdo mais subjectivo que objectivo. Ele Transcende o mundo de Cronos (Saturno).

Poderíamos colocar as coisas desta maneira, o movimento directo mostra-nos um dos lados da vida, aquela que acontece fora, e o movimento retrogrado o outro lado, aquela que acontece dentro, os processos internos que estão na origem da vida “real”. Portanto, esta que acontece dentro é a que marca o que acontece fora. E se durante o movimento retrógrado tudo corre mal fora, ou menos bem, é porque alguma coisa tem que ser Revista dentro… Já a grande Lei do TAO nos diz: “tudo o que existe no Universo é uma manifestação de energia”.

Na verdade, passamos mais tempo focados na qualidade do que se passa em “Directo”, no exterior, na manifestação da energia e menos na sua Origem. Infelizmente é nesta ilusão de realidade que temos maior tendência a nos preocupar e valorizar em demasia procurando “fugir” ou “fingir” que o tempo em que os planetas estão retrógrados não existe e que eles irão passar depressa, basta conseguir contornar os prováveis infortúnios que possam ocorrer no mundo físico. Parece que passamos mais tempo a querer fugir deste volte-face, que é o mesmo que dizer, a querer fugir de nós mesmos, e a arranjar mil e uma maneiras para escapar ao nosso Re-flexo…e talvez seja à conta disto, exactamente, que precisamos de Re-encarnar inúmeras vezes para que possamos Rever as experiências das quais escolhemos fugir. E sem nos apercebermos, ou disso termos Consciência, mantemos a nossa Alma em movimento Retrógrado para Ruminar o que foi “mal digerido” em tantas encarnações. Revemos, Re-aprendemos para que, finalmente, um dia, passemos De-finitivamente, a Directo…

Como mensagem final antes de passarmos para a análise dos trânsitos deste mês: Não fugir dos Retrógrados (até porque pensar que isso é possível é uma ilusão). Permaneceremos divididos… Isto requer um esforço consciente para não nos fixarmos no medo (mais ligeiro ou profundo) da instabilidade externa que possa ocorrer durante o seu movimento. É bom termos a oportunidade de poder Ver com outra perspectiva, uma mais profunda e Real. O que deixou de “funcionar” externamente terá que ter explicação interna. Conseguir entender isso é aprender a compreender a vida a partir de dentro. Quando regressarem ao movimento Directo já teremos connosco a riqueza e a compreensão obtida durante o movimento Retrógrado para que, aí sim, possamos agir de forma mais Consciente no mundo de Cronos.

O movimento Retrogrado e Directo é o movimento Dentro e Fora, Yin e Yang, a forma dual através da qual chegamos à Unidade, os dois lados da mesma moeda…

E passando à realidade dos acontecimentos… Vénus estará retrograda em Carneiro até ao dia 3 deste mês, data em que ingressa em Peixes onde inicia movimento directo no dia 15 de abril e volta a entrar em Carneiro no dia 28 deste mesmo mês. Júpiter mantém igualmente o movimento retrógrado e apenas retoma o movimento directo a 9 de Junho no grau 13 de Balança. A simbologia de ambos foi já amplamente desenvolvida nos seguintes artigos: “Vénus retrógrada em Carneiro e as Pontes (Vénus) em risco de ruir, e em “Fevereiro Astrológico”.

A quadratura entre Júpiter retrógrado em Balança e Plutão em Capricórnio mantém-se até ao dia 17 deste mês. O que talvez esperávamos de Júpiter em Balança tem sido um tanto ao quanto destruído e desestabilizado por Plutão e Úrano. As crises e os conflictos que ainda se fazem sentir (pessoais e colectivos) parecem não permitir uma expressão tão evidente daquele que é tão bem conhecido como o “grande benéfico” e até nos custa a acreditar que a tão desejada Paz seja uma realidade nos dias de hoje. Custa-nos acreditar num mundo mais equilibrado, justo, em correctas relações humanas, quando tanto mal ainda “explode” pelos sete cantos do mundo. A verdade (Júpiter) é que não se “fazem omeletes sem ovos”… E como Júpiter quer que tenhamos apenas a verdade, verdadinha, o que ainda estamos a provar são as “maçãs envenenadas” que durante tanto tempo teimámos em cultivar. Vamos tentar compreender através deste exemplo: Úrano em Carneiro quer uma nova sementeira, de qualidade diferente da que tínhamos até agora para que possamos colher novos frutos. Mas deixámos crescer tantas macieiras em terreno envenenado que até que consigamos regenerar os nossos recursos para acolher a nova sementeira vai levar algum tempo… Plutão em Capricórnio trata de garantir que, apesar das longas raízes, nenhuma das “macieiras envenenadas” ficará de pé… é que nem uma… E isto, aos olhos da nossa personalidade, tem um custo imensurável… preocupa-nos quanto vamos perder, quer do que já investimos em macieiras quer do que ainda iriamos receber e por isso ainda somos movidos pelo instinto de defender aquilo que, do ponto de vista espiritual, tem os dias contados. E muita energia, muita Vida, tem sido perdida nessa luta. E é aqui que Júpiter em Balança surge para nos ajudar. Primeiro há que Acreditar que tudo acontece é para o nosso bem. Pesamos bem nas nossas “Balanças” tudo o que conseguimos colher até agora, aproveitamos os frutos regenerados e tomamos consciência dos restantes que temos que deixar ir. Acima de tudo, para que possamos seguir um novo caminho daqui para a frente, é fundamental compreendermos o Significado de tudo o que “cai” e “revolve” na nossa vida. Júpiter em Balança indica que toda a reestruturação a ser feita ao nível dos nossos recursos e estruturas de vida (pessoais e colectivas) precisa de incluir os seus princípios. A quadratura com Plutão mostra que a sua integração não se dá de forma fácil e harmoniosa. Ainda existe muita macieira em terreno envenenado e até que toda essa energia seja desocupada mantém-se o conflicto com a vontade de termos uma vida mais equilibrada, um mundo diferente, um mundo mais justo e harmonioso (uma dificuldade que temos tão amplamente visto e vivido através desta guerra – Plutão – diplomática e internacional – Júpiter, um verdadeiro atentado ao que consideramos justo e correcto). Talvez seja importante uma boa dose de Honestidade para que possam identificar as vossas “maçãs envenenadas” porque a Boa-venturança tem um preço, o da Verdade (recomendo a consulta de “Março Astrológico” sobre Júpiter / Plutão).

Saturno em Sagitário inicia movimento retrógrado no dia 6 de Abril a 27º48’ mantendo-se assim até ao dia 25 de Agosto. Revemos as escolhas que fizemos ao longo do tempo, bem como falhas e erros a que não demos a devida atenção. Reavaliamos as nossas responsabilidades na vida e qual o impacto interno que as nossas ambições produzem. Para mais sobre esta simbologia, consultar o artigo: http://lifestyle.sapo.pt/astral/astrologia/artigos/saturno-retrogrado-em-sagitario-e-esta-lua-cheia-pela-paz.

Mercúrio ingressa em Touro ainda a 31 de Março e passa a movimento retrógrado no grau 4º51’ no dia 9 de abril. A nossa mente passa a estar mais focada nos recursos e em conseguir descriminar aquilo que para nós tem mais valor. Em movimento retrógrado revemos os planos que mentalmente tínhamos definido e ajustamos à realidade prática. Reavaliamos os recursos que temos à nossa disposição e somos convidados a re-analisar os investimentos que pretendemos fazer. Reflectimos sobre a nossa estabilidade e como as questões materiais influenciam a nossa capacidade de nos sentirmos em paz e em segurança. Assuntos passados, aparentemente já resolvidos, sobre esta temática podem regressar à mesa. Tentamos fixar a nossa atenção em determinada ideia ou pensamento, mas o posicionamento actual da Vénus retrógrada em Carneiro não facilita a estabilidade pretendida. Pensamos em como reconstruir a nossa realidade actual tendo em conta a incerteza das circunstâncias, e todos os reveses no plano material servem para testar a nossa paciência e a nossa capacidade de manter a mente objectiva e focada no que realmente tem valor. Antes de passar a directo no dia 3 de Maio, Mercúrio ingressa em Carneiro a 20 de abril. Durante este período faz trígono a Saturno em Sagitário – grau 27 – (de 21 a 29 de Abril) e trígono a Úrano – grau 25 – (de 24 a 30 de Abril). Teremos durante esta fase a oportunidade de repensar os nossos objectivos e por onde pretendemos começar. Trazendo consigo a reflexão durante o movimento retrógrado por Touro, teremos maior facilidade em descriminar melhor os nossos impulsos para que possamos investir no que verdadeiramente importa e tem valor. Deste processo de auto-análise e introspecção, podem surgir ideias muito mais produtivas, com maior probabilidade de sucesso e de contribuir para a mudança.

Marte em Touro faz quincúncio a Saturno em Sagitário entre o dia 15 e 21 de Abril (27º) e durante este período sentiremos de forma mais intensa a nossa dificuldade em ajustar os nossos impulsos no sentido de lutar por algo sólido e concreto e a necessidade de abrandar e lidar com os limites e constrangimentos das circunstâncias. O nível de frustração sentida durante este período reflecte o desajuste entre as nossas estruturas filosóficas ou legais e aquilo que pretendemos fazer. Peço desculpa pela expressão usada mas, insistirmos em bater com a cabeça na parede enquanto nos recusamos a ver a parede, de nada valerá o investimento. Cautela sem perder a energia para avançar, amadurecer os impulsos usando as dificuldades para aprender e conseguirmos agir de forma mais determinada sem desperdiçar a energia em falsas teimosias até porque tudo tem limites…

Plutão fica retrógrado a 19º24’ de Capricórnio no dia 20 de Abril. Este movimento vai forçar-nos a reflectir sobre o que verdadeiramente boicota a nossa mudança e desenvolvimento pessoal. Revolvemos nos tabus que edificámos sobre nós próprios, como isso contribuiu para a construção da nossa estrutura psicológica e emocional e como, a partir desses medos mais profundos, construímos as nossas imagens idealizadas. Qual o poder que as estruturas mais conservadoras têm sobre nós e como tudo isto retirou e nos privou do nosso próprio poder. Como lidamos com as nossas falhas individuais e como nos tornámos obcecados em construir uma espécie de sucesso que não corresponde à realidade interna.

Antes de ingressar em Touro a 19 de Abril, o Sol ainda em Carneiro faz oposição a Júpiter em Balança de 5 a 9 de Abril (18º), quadratura a Plutão em Capricórnio do dia 7 a 11 (19º), conjunção a Úrano de 12 a 16 de Abril (24º), trígono a Saturno em Sagitário do dia 14 ao dia 19 (27º). Este é um período de grande revolução e oportunidade para consolidar novos projectos. Temos a oportunidade de assumir novos papéis ou responsabilidades que nos ajudem a crescer e a desenvolver a nossa criatividade. Este é o momento em que as circunstâncias parecem favorecer a tomada de Consciência das mudanças que precisamos fazer, bem como a energia e a vontade em assumir essa escolha. Quero escolher algo que traga uma mudança positiva na minha vida e que se reflicta nos meus princípios relacionais, que possa revolucionar a forma como me expresso e permitir ir ao encontro das tão desejadas “correctas relações humanas”. Esta tomada de Consciência pretende trazer maior verdade às minhas relações e parcerias, as que fazem sentido (ou não) no meu novo caminho. Desejamos por um Herói (Sol) que possa lutar contra o sistema e combater a paz podre que se faz tão visível por este mundo fora (e quiçá nas nossas vidas pessoais) e que está presente na inércia em tomar decisões radicais que terminem com tanta hipocrisia.

Bom trabalho para Abril!

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Lua Nova em Carneiro – 7º37′

Que ansiedade por esta Lua Nova em Carneiro! Verdade? Este signo tem o dom de nos ajudar a sentir estas “coisas”. Estas “coisas” a que chamamos impulso para vida, energia, actividade, alegria de viver, ansia por avançar, decisão sem hesitação.

Carneiro é a energia de manifestação pura e simples. Os cornos que saem da cabeça e apontam para o chão são indicadores da intenção deste signo em trazer para a realidade terrena as energias do espírito que se manifestam através do pensamento (Mercúrio rege esotericamente o signo de Carneiro). Simbolicamente estas energias correspondem às sementes que se depositam na nossa Consciência e que, tal qual a Primavera, preparam-se para ser lançadas e criar novas formas de desenvolvimento individual e espiritual. Quando dizemos que “tudo começa no pensamento”, ou que “a energia segue o pensamento” estamos simbolicamente a referir-nos à energia de Marte (acção, iniciativa) combinada com a energia de Mercúrio (a mente, o pensamento)…  Por isso o signo do Carneiro é muito mais do que força bruta, assim coloquemos a sua coragem e a energia ao serviço da Consciência. Talvez seja importante perguntar, internamente, de que substância são constituídas as sementes que queremos, corajosamente, lançar na nossa vida? De onde surge o impulso, de onde surge a iniciativa, qual a origem da motivação para as nossas acções? Para conseguirmos ter uma clara noção para onde queremos apontar a nossa “cabeça”, é necessário que tenhamos feito a limpeza e o silêncio descrito nos ciclos anteriores, e em especial no último ciclo de Lunação em Peixes, para conseguirmos ouvir a Voz do pensamento que irá guiar a nossa Acção. Frequentemente, há uma certa ingenuidade associada ao Carneiro, afinal é o primeiro signo do Zodíaco, a energia por onde tudo começa. E a nossa maior ingenuidade é pensar que a Lua Nova neste signo implica despedirmo-nos de tudo, e começarmos de novo como se nada fosse. O que lá vai lá vai, são “águas passadas”, atiramos fora o “bébé com a água do banho” e nada mais nos pode prender. E felizmente que há fases da nossa vida em que muitos dos contextos que vivíamos não fazem mais sentido para o nosso desenvolvimento pessoal, afinal a vida é para a frente e não para trás. Mas isto apenas significa que são as formas que ficam para trás e não a aprendizagem que retirámos das experiências. Ficamos sempre com o “bébé”. Se assim não for, estaremos tão-somente a usar a energia da Lua Nova em Carneiro para fugir da dor e do sofrimento ao invés de ter a Coragem para os enfrentar. Ao fazer isto, mesmo sem sabermos ou termos Consciência, estamos a agir a partir da nossa confusão interna (resultante de uma pobre limpeza interna durante o ciclo anterior, Peixes). Reagimos à Primavera e semeamos sem saber bem, mais tarde, quais os frutos que iremos colher da árvore que terá crescido. É como se semeássemos pereiras à espera de colher maçãs.

Então sobre que intenções podemos reflectir para este início de ciclo, que por ser em Carneiro vem a dobrar? Terminámos a análise do ciclo anterior, a Lua Cheia em Virgem, da seguinte forma:

«É nessa consciência silenciosa que podemos contemplar todos os detalhes presentes na nossa vida. Perdemos a necessidade de nos ligarmos apenas ao que é perfeito e (aparentemente) tão organizado. Ficamos com campo aberto para podermos começar de novo, sem limitarmos a nossa Consciência a esses sentimentos de perfeição e, simbólica e literalmente, ganharmos a inspiração que guia a motivação para nos lançarmos à vida que renasce na Lua Nova em Carneiro. Aí damos início a mais um ciclo de manifestação da Consciência.» 

O Zodíaco não é uma linha recta, é uma linha circular, por isso o que começa agora tem sempre ligação ao que foi processado ao longo dos ciclos anteriores até chegarmos ao signo de Peixes, onde a semente que cresceu e deu o seu máximo encontra o seu fim.  Durante este processo passa por Escorpião onde todas as nossas intenções ingénuas (porque promoviam apenas o prazer, satisfação e gratificação pessoal) caem sobre a alçada da inquisição Divina (se é que se pode chamar assim ao conjunto das Leis Universais que tão bem nos mantém em ordem). Para não “morrermos” (Escorpião) antes de chegarmos à “praia” (Peixes) procurem lançar as sementes “certas” porque sobre elas recaem as energias do próximo ciclo de 12 meses. Supostamente, porque nada começa ao acaso (o mesmo para o Carneiro), teremos conseguido no ciclo anterior, a limpeza e o Silêncio necessários para que agora, mais fácil e naturalmente, saibamos por onde começar. Pedirmos a força e a coragem para enfrentar os desafios do que quer que seja que esteja para ser. Estejamos mais ou menos dispersos, confusos ou já plenos de visão e inspiração, esta lua nova em carneiro é uma oportunidade para pedir a Coragem que nos falta para enfrentar os desafios da vida com a certeza de que tudo o que possa vir a acontecer há-de sempre ser pelo nosso melhor. Uma Lua Nova dedicada ao início de novos projectos, todos eles enquadrados dentro do projecto maior, o do nosso desenvolvimento pessoal. Por isso pensem (Mercúrio rege esotericamente o Carneiro) o que podem fazer (Carneiro) para que em termos individuais e colectivos possamos ser pessoas melhores mesmo que ainda não exista nada concreto no vosso pensamento sobre como fazê-lo. A energia desta Lua Nova em Carneiro é a oportunidade para começar de novo tendo em conta o ponto em que ficámos, e é essencialmente a alegria, a ousadia, de o podermos fazer.

«Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode recomeçar para fazer um novo fim» Xico Xavier

Nada é puro acaso… tudo tem uma razão para existir. Neste Lua Nova em Carneiro semeemos as nossas razões para Existir!

Bom inicio de ciclo.

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Lua Cheia em Virgem | 22º13’ | 12 de Março

Com relação ao inicio deste ciclo, na Lua Nova em Peixes do dia 26 de fevereiro, falámos acerca da necessidade de desenvolver uma atitude contemplativa da própria vida, e como o processo de aí chegarmos pode ser confuso e trazer-nos a sensação de que estamos, em certa medida, perdidos. Experimentamos uma espécie de desordem que acompanha aquilo a que podemos comparar à fase em que estamos a minutos, segundos, de acordar de um son(h)o que poderia bem ser a “nossa vida” e ainda não conseguimos perceber ,daquilo em que estamos a viver, que parte é sonho e que parte é realidade. Acompanha-nos uma espécie de nostalgia para a qual não encontramos uma explicação lógica ou racional. Sentimos um restício de ligação a realidades de vida obsoletas que nos trouxeram uma espécie de organização psicológica, em oposição a uma vontade de simplesmente deixar ir porque podemos Ser de qualquer forma e em qualquer lado.

Podemos objectivar onde ainda nos sentimos imperfeitos, e iluminar esse detalhe que dificulta a Consciência contemplativa, e sem julgar, em Silêncio, compreende—lo, amá—lo, porque isso também nos pertence, é uma parte de nós, e é essa parte que nos permite expandir e ampliar a consciência, porque o processo de reconhecermos quem Somos não tem fim. Resta-nos manter a consciência de que há detalhes que transcendem a nossa capacidade de análise mental e que antes requerem fé, muita fé…  acreditar que tudo está enquadrado num plano maior.

Aperceber-nos, despojados das nossas ilusões e deturpações da realidade, que o que importa é simplesmente vivermos a vida como ela é, perfeita na sua (ainda) imperfeição. É esta Consciência que nos irá permitir encontrar a inspiração em cada detalhe da vida. Arrumamos “a nossa casa” para acolher o que quer que seja que a vida traga… É neste pico de ciclo que, simbólica ou literalmente, decidimos por formas de vida assentes na simplicidade e pretendemos que esta nova semente se reflicta na nossa vida prática.  Com esta Lua Cheia, podemos sentir, a partir deste ponto de Luz, aquilo de que verdadeiramente necessitamos, sem excessos, e sem tentarmos inconscientemente fugir do reconhecimento das utopias que criamos sobre nós mesmos e sobre a nossa vida porque temos bem presente em nós a Consciência de que todas as formas sobre as quais a vida se organiza são perenes e reflectem a impermanência do ser.

«Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objectivo é observar, crescer, amar… depois disso voltamos para casa.»

(provérbio aborígene)

Esta Lua Cheia faz quincuncio exacto a Úrano em Carneiro, pelo que parece que temos que aprender a lidar rapidamente com estas dinâmicas. Mostra como o processo de nos libertarmos desses automatismos organizacionais pode ser difícil e como podemos correr o risco de cortarmos com realidades de vida não porque estejamos verdadeiramente à procura de nos aperfeiçoarmos, mas antes por sentimentos de inadequação que reflectem partes do nosso ser que preferimos não reconhecer pela dor e sofrimento que nos causam. Neste caso ainda somos muito sensíveis e demasiado ligados aos factos e circunstâncias sem conseguir reconhecer o potencial de desenvolvimento que encerram, como nos reflectem por inteiro, sem darmos tempo para meditar sobre essas formas rotineiras de viver a vida.

Por outro lado, esta pode ser uma fase em que, de um momento para o outro, conseguimos operacionalizar mudanças radicais que dão suporte a esse novo estado de Consciência.

«A Perfeição é atingida quando o esforço para a alcançar é desprovido de esforço, e a dimensão infinita do ser é alcançada»

Patanjali

É nessa consciência silenciosa que podemos contemplar todos os detalhes presentes na nossa vida. Perdemos a necessidade de nos ligarmos apenas ao que é perfeito e (aparentemente) tão organizado. Ficamos com campo aberto para podermos começar de novo, sem limitarmos a nossa Consciência a esses sentimentos de perfeição e, simbólica e literalmente, ganharmos a inspiração que guia a motivação para nos lançarmos à vida que renasce na Lua Nova em Carneiro. Aí damos inicio a mais um ciclo de manifestação da Consciência.

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Durante o mês de março, devido ao movimento retrógrado de Júpiter em Balança, mantém-se a tensão com Úrano em Carneiro (oposição) entre o dia 1 e 18, e Plutão em Capricórnio (quadratura) entre o dia 12 e 31. Continuamos com o clima de instabilidade politica, radicalismos na lide dos assuntos internacionais e na forma de abordagem às diferenças interculturais.  Necessidades de mudança que chocam com princípios éticos básicos que definem a relação entre os vários cantos do mundo, que rompem com acordos legais que mantinham a estabilidade entre nações e que apenas reflectem como ainda estamos tão longe de conseguir a tão desejada paz e harmonia, e como ainda vivemos tão separados dentro desta casa universal. Durante esta fase, Plutão torna-se o midpoint entre Júpiter e Úrano, e durante este período este conflicto poderá assumir maior intensidade e profundidade. Desde 2016, ano em que começou a desfazer-se a quadratura entre Plutão em Capricórnio e Úrano em Carneiro, que começámos progressivamente a desviar o focus da nossa atenção para outras análises. No entanto, mesmo que assim seja, não se desfazem os simbolismos da sua passagem por Capricórnio, e talvez seja importante não esquecer que aquilo que aparentemente é uma guerra entre hábitos culturais, religiosos ou filosóficos, esconde motivos muito mais profundos. Uma das qualidades de Plutão, é ajudar-nos a perceber que as coisas são sempre mais do que aquilo que aparentam à superfície. Os conflictos do mundo assentam essencialmente sobre a morte e falência de um sistema económico que teima em subsistir e prevalecer a qualquer custo. A verdade fica oculta por detrás de falsos dogmas que concentram o “inimigo” naquele que é diferente de nós, no que pensa e acredita. E ainda assim, tudo isto são senão aparências… Cabe-nos a nós, pequenas peças, peões dos grandes (des)governantes, fazer um esforço para reflectir ao invés de reagir a tudo o que ouvimos e nos é “impingido” (se assim o deixarmos) pelos mais diversos meios de difusão da comunicação (o esforço que Saturno em Sagitário tem trazido como proposta de desenvolvimento). Até que ponto as nossas crenças existem para alimentar os nossos medos, justificar as nossas atitudes e perdoar as nossas limitações.

A energia de Marte em Carneiro, conjunto a Úrano e oposto a Júpiter no inicio deste mês, e trígono a Saturno em Sagitário até ao dia 10, pode ser utilizada para lutar por valores obsoletos que justificam a violência e promovem a anarquia, ou para impulsionar novos caminhos que reorientam a aplicação da nossa força em algo mais construtivo e que nos coloque em maior posição de equilíbrio com a vida. Podemos escolher impor a lei da nossa vontade, ou lutar por nos alinharmos com as Leis da vida. E com relação a este último, o trígono com Saturno acaba por ser a recompensa pelo esforço e o trabalho realizados nesse caminho. Marte ingressa em Touro no dia 10 de Março e a partir desta data procuramos agir com maior paciência e perseverança para conseguir dar forma a este novo caminho, e a concentrar a nossa energia nos recursos que vão permitir a construção dos nossos objectivos.  Entretanto, Vénus encontra-se em movimento retrógrado em Carneiro desde o dia 4 de Março até ao dia 15 de Abril (já em Peixes). Este movimento retrógrado remete para a necessidade de reavaliarmos os nossos valores, aquilo em que aplicamos os nossos recursos. Serão focus de atenção temas como harmonia, estabilidade, segurança, conforto, quer na esfera financeira quer na esfera relacional. Que reformas se revelam necessárias fazer com relação ao modo como conduzimos e aplicamos a nossa energia, para que seja possível conquistar a paz que desejamos para a nossa vida sem perdermos a noção da realidade. Fazemos uma retrospectiva acerca das nossas metas e motivações, e comparamos essa reavaliação com aquilo que desejamos construir daqui para a frente. Ponderamos acerca dos nossos investimentos financeiros e relacionais (contratuais).

Marte e Vénus fazem um binómio muito forte e intenso durante este mês de Março. Estão em recepção mutua e ambos encontram-se em signos que são opostos à sua regência (estão em exílio). A outra razão pela qual insisto tanto na análise da relação entre Marte e Vénus durante o mês de Março é que todos os restantes planetas (de forma mais directa ou indirecta) estão dispostos por este par:

– Mercúrio em Peixes (disposto por Júpiter em Balança), ingressa em Carneiro a 13 de Março e em Touro no dia 31

– Sol em Peixes (disposto por Júpiter em Balança), ingressa em Carneiro a 20 de Março

– Júpiter mantém-se em Balança (regente de Saturno em Sagitário e Neptuno em Peixes)

Por estes motivos, grande parte da nossa energia está direccionada para a tomada de Consciência desta dinâmica energética, Marte/Vénus. Compreendê-las através das experiências que a vida nos traz facilitará tudo o resto. Torna-se impossível agir sem ponderar no efeito que isso terá ao nível prático. Somos forçados a reflectir sobre a relação que existe entre as nossas atitudes e o que atraímos para a nossa vida, qual a qualidade das nossas metas e objectivos, e que tipo de autoimagem construímos. Sentimos que, ao mesmo tempo que lutamos por alguma estabilidade e segurança que nos permitam a construção de um novo caminho, apercebemo-nos que ainda precisamos de reflectir por onde devemos começar. Se enquadrarmos estes trânsitos no ciclo de lunação que teve inicio na Lua Nova em Peixes do dia 26 de fevereiro, talvez possamos usar toda esta energia para nos libertarmos de determinadas formas de vida, e rever o que consideramos ser importante para começar a construir uma vida mais autónoma e com maior independência.

Antes de ingressarem em Carneiro, Mercúrio e o Sol fazem quadratura a Saturno em Sagitário (de 11 a 13 e de 16 a 26 de Março, respectivamente). Durante esta fase podemos encontrar maior dificuldade na organização das nossas rotinas, e uma maior dispersão da nossa energia vital. Essas limitações reflectem o conflicto entre o nosso idealismo excessivo e a necessidade de lidar com as circunstâncias exactamente como se apresentam. Ao invés de fazermos de tudo um bicho de sete cabeças é fundamental focar-nos no panorama geral, pensarmos nos sacrifícios que escolhemos fazer, e ter em mente que há ideias que talvez precisem de mais tempo para amadurecer até que possam ser realizáveis. Trabalhar a via do Silêncio para que a confusão seja mínima (consultar Lua Nova em Peixes do dia 26 de fevereiro).

Bom trabalho para Março.

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Eclipse Solar | 8º12’ de Peixes | 26 fevereiro 2017

Confesso que sinto com frequência uma  certa dificuldade em explicar a simbologia do signo de Peixes, e sinto também que nem sempre é de fácil compreensão. Esta espécie de resistência reflecte a forma particular como devemos de preparar a nossa Consciência, ou talvez melhor ainda, as “melhorias” e “refinamentos” a que tivemos que submeter o nosso ser, para podermos compreender a dimensão deste arquétipo. Chega a ser um contracenso queremos dizer algo sobre aquele que é tão bem conhecido pelo signo do Silêncio.

Talvez seja mais útil lermos tudo o que possa ser escrito sobre o signo de Peixes como uma forma de acordar em nós a necessidade de viver esse Silêncio. A compreensão advém da experiência, e a mente não possui o vocabulário certo e completo para o definir.

Ao longo das análises do ciclo de lunação (e mesmo dos relatórios astrológicos mensais), procuro relembrar que nenhum destes acontecimentos está isolado na sua interpretação. Apesar de se tratar de uma Lua Nova, tudo o que foi desenvolvido nos ciclos anteriores influencia e tem importância nas manifestações e processos desenvolvidos ao longo deste novo ciclo. E todos os ciclos vividos desde Carneiro até Aquário são como pequenos rios que, eventualmente, desaguam no mar. Literalmente e simbolicamente, Peixes é o signo do grande oceano. Tudo o que somos, vivemos e tomámos consciência desagua no mar e é aí que todas as formas se dissolvem e se misturam. O processo de Libertação, que corresponde à desidentificação com essas “formas de ser” realizado até ao signo de Aquário, permite a purificação das “águas” internas (os nossos sentimos e desejos), e é isso que define a qualidade das águas dos pequenos rios. Durante este processo de nos Libertarmos das nossas ilusões existenciais tornamo-nos mais “vazios”, menos tóxicos, mais Silenciosos.  A partir deste ponto de desenvolvimento conseguimos contemplar a vida e a nós mesmos em completo desapego. Sem esta Consciência de desapego este “mergulho” pode ser aflitivo, porque perdemos a capacidade para objectivar as correntes psiquicas em que nos movimentamos, apegamo-nos aos sonhos de como iremos escapar de tudo o que nos causa dor e sofrimento e alimentamos a ilusão de que as formas de ideal que criámos são de facto a realidade.

«Porque a Consciência está em conseguirmos Ser sem apegos ou identificações pessoais a qualquer forma de expressão, (…) temos a oportunidade para ver como crescemos individualmente e como ainda precisamos de reflectir (qualidade essencial de uma lua cheia) acerca dos sentimentos de orgulho que ainda eclipsam a centelha divina que existe em cada um de nós, e funcionam como obstáculo à nossa Liberdade. Desejavelmente, este processo (…) pretende que o contrário seja a realidade, que se eclipsem todas as formas de “não Ser” (…). Dentro da Consciência da mudança eclipsam—se formas de vida às quais estávamos ligados e com as quais mantínhamos uma identificação muito próxima. (…) Esta Lua Cheia em Leão (com eclipse lunar penumbral) é sem dúvida mais um culminar no desenvolvimento da nossa Consciência, em que avaliamos “o que somos e não somos” porque no fundo Essa é que é a Questão.» (Lua Cheia em Leão, http://www.ascendentt.wordpress.com)

“Desaguar” em Peixes implica sacrificar de boa-vontade todas as formas de ser, sem ter medo de não ser. O medo impede e bloqueia a mais elevada expressão deste signo, apenas possível após termos conseguido o Silêncio, que permite a compaixão, o perdão, a expressão sem esforço do Amor altruístico. O que pretendemos silenciar são todas as formas de pensar e sentir que criam apego, e estão na origem da separatividade. O medo de “não ser” é vulgarmente conhecido como instinto de sobrevivência. Significa remar contra a maré, quando aquilo que devíamos de fazer seria apenas seguir a corrente e deixarmo-nos navegar (Peixes é signo Yin, uma energia de receptividade). Tudo o que se escreve na areia é apagado pelo mar. Tudo o que “somos” são senão castelos na areia…

«Quando o homem se chama a si mesmo de indiano ou muçulmano, cristão ou europeu, ou outra coisa qualquer, está a ser violento. Conseguem perceber porquê? Porque ao fazê-lo está a separar-se do resto do mundo. Quando o homem se separa pelas suas crenças, nacionalidade, tradição, isso gera violência. Por isso o homem que procura entender o que é a violência sabe que não pertence a nenhum país, religião, ou partido político. Ele preocupa-se com a compreensão da humanidade como um todo.» Jiddu Krishnamurti

Que intenções podemos semear nesta Lua Nova em Peixes?

A energia deste ciclo pretende eclipsar com as ilusões que temos acerca do que somos e abraçarmos a vida na sua totalidade. Sintam-se sem ilusões e vitimizações, totalmente disponíveis para que, em Silêncio, possam contemplar mais do que emitir opiniões e entreguem-se de boa-vontade ao que o “mar” pretende apagar. Sintam-se abençoados pela vida, despidos de falsas expectativas ou da necessidade de obter qualquer tipo de recompensa pelo que julgam merecer. Afinal ainda sofremos por acreditarmos em todas essas ilusões. Inspirem-se a cada inspiração por reconhecerem que o milagre acontece após cada expiração. Semeiem o Vazio interno, o espaço onde Tudo acontece, porque o milagre da vida é a própria vida, desprovida de formas ou pré-conceitos. Com esta semente estamos disponíveis para nos sentirmos com o resto do mundo e a ilusão das diferenças que nos colocam em conflicto serão dissolvidas. Germina no lugar do Silêncio a semente da Paz.

A conjunção entre esta Lua Nova, com eclipse solar, e Neptuno faz com que a energia manifesta seja muito forte do ponto de vista emocional e psíquico. Se considerarmos a Humanidade no ponto em que se encontra actualmente, extremamente apegada e devota a tantas formas de ser, a semente deste novo ciclo pode ser uma de muita dor e sofrimento.

Mercúrio rege Virgem, signo oposto e complementar ao signo onde ocorre esta lua nova, ingressa em Peixes no dia 25 de fevereiro, signo onde encontra o seu exilio. Isto sugere, ao nível da personalidade, uma maior dificuldade em objectivar e analisar com clareza a nossa realidade e promove uma maior confusão na comunicação e interpretação das ideias e pensamentos. Mente tóxica e alimentada por sentimentos separatistas. Ao nível espiritual (quando os processos de aperfeiçoamento individual são reais), este pode ser um ciclo de profunda inspiração, meditativo e contemplativo, em que colocamos a energia mental no sentido de trabalhar para criar o Silêncio em nós.

«O Silêncio pode ser difícil e trabalhoso, é algo com o qual não se deve brincar. Não é algo que pode ser experienciado através da leitura de um livro, ou por ouvir alguém falar sobre, ou por estar junto a alguém, ou por se isolar num mosteiro. Receio que nenhum destes possa fazer-vos perceber o que significa o Silêncio. Este Silêncio exige um trabalho psicológico intenso. Implica que o homem tem que estar muito consciente do seu orgulho, dos seus medos, das suas ansiedades, do seu sentimento de culpa. E apenas após ter morrido para tudo isso é que surge a beleza do Silêncio.» Jiddu Krishnamurti

(Para aprofundamento da simbologia desta lua nova, recomendo a leitura de “Carta dos Deuses, parte 1 – Neptuno em Peixes“)

Bom inicio de ciclo

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Eclipse Lunar Penumbral | 22º28 Leão

Tenho noção que em muitos dos meus textos repito várias vezes algumas coisas, mas há coisas nunca são a mais. A quantidades de “informação astrológica” pode provocar uma verdadeira indigestação se não for processada correctamente (como tudo)… Por isso insisto, que não esqueçamos de que a manifestação destes acontecimentos celestes está inevitavelmente dependente do nível de consciência de cada um de nós e daquilo que é suposto cada um atrair para a sua vida. É a Consciência que permite a correcta “digestão” destes conteúdos… “Esta” é a “coisa” principal a ser relembrada e repetida para que possamos realmente “fazer um bom proveito” disto tudo.

Atingimos com a Lua Cheia o culminar do que para mim é um dos grandes temas deste ciclo, o Desapego, das nossas mais recentes projecções dos pequenos “eus” ou mini “mins”. Com última quero referir—me a esta pequena parte (14 dias sensivelmente) do nosso processo de desenvolvimento no caminho de nós tornarmos um pouco mais Livres. Se o ciclo do Desapego até correu bem, podemos culminar este processo com um maior sentimento de autenticidade e com a vontade de nos ligarmos a algo por Amor. Porque a Consciência está em conseguirmos Ser sem apegos ou identificações pessoais a qualquer forma de expressão, e quando assim é, novas formas mais criativas têm a oportunidade de surgir, temos a oportunidade para ver como crescemos individualmente e como ainda precisamos de reflectir (qualidade essencial de uma lua cheia) acerca dos sentimentos de orgulho que ainda eclipsam a centelha divina que existe em cada um de nós, e funcionam como obstáculo à nossa Liberdade. Desejavelmente, este processo vivido desde a lua nova em aquário até esta lua cheia em Leão pretende que o contrário seja a realidade, que se eclipsem todas as formas de “não ser”, para que possamos verdadeiramente brilhar, e alimentar os outros com a nossa Luz. Dentro da Consciência da mudança eclipsam—se formas de vida às quais estávamos ligados e com as quais mantínhamos uma identificação muito próxima. Proximidade que será, com o eclipse, coisa do passado. Aquelas formas de vida com as quais me importava visceralmente, das quais me orgulhava e me faziam sentir único e especial já deram o que tinham a dar com esta lua tão cheia de “mística”. Fica o sentimento de genuína alegria pelo que conseguimos fazer, conscientemente, para nos libertarmos um pouco mais. Sem esta Consciência, expressada numa forma de ser mais madura na relação com a vida, podemos continuar a achar que são os outros que se opõem à nossa Liberdade e fazer disso um grande drama, por considerar que as nossas necessidades (tão especiais) lhes são indiferentes. Sairemos de orgulho ferido…

Esta é uma Lua Cheia de “mística” porque temos em simultâneo um trígono a Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro (por sua vez igualmente opostos entre si). Em astrologia, esta é uma configuração planetária a que damos por nome; “rectângulo místico”. Muito resumidamente, a tensão expressa através da oposição entre Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro encontra um gatilho de expressão através desta Lua Cheia e, simultaneamente um catalisador para a expressão desta temática, que já foi tão largamente explorada em outras análises astrológicas mensais. Esta configuração pode favorecer a tomada de consciência e uma importante transformação nas circunstâncias da nossa vida que nos permitam mudanças significativas e permitir a bênção de novas oportunidades, numa forma de vida mais justa, mais equilibrada, porque seja qual for o caminho, estamos livres para nos recriarmos.

Do ponto de vista social este pode ser um eclipse importante no que respeitam as relações entre o poder de cada nação, entre as suas organizações e sistemas democráticos (ou não), uma oposição literal entre os líderes de cada país, entre o líder e aqueles que o seguem. Pode ser um gatilho para a expressão dos conflictos pelo “orgulho ferido” ou catalisador para a resolução dos mesmos, assim consigamos arrefecer os impulsos e os ânimos.

Esta Lua Cheia em Leão (com eclipse lunar penumbral) é sem dúvida mais um culminar no desenvolvimento da nossa Consciência, em que avaliamos “o que somos e não somos” porque no fundo Essa é que é a Questão.

«A essência do Ser é o não ser, e para “ver” a totalidade do não-ser, deve o homem libertar-se do desejo de vir-a-ser»

Jiddu Krishnamurti

Bom culminar de ciclo ❤

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thunderstorm-main*

A oposição entre Júpiter e Úrano mantém-se durante este mês de Fevereiro , tornando-se exacta no fim do mês devido ao movimento retrógrado de Júpiter. Este aspecto foi largamente desenvolvido na análise em Janeiro Astrológico, pelo que recomendo a sua leitura. O movimento retrógrado de Júpiter por Balança que se inicia no dia 6 de Fevereiro pretende que reavaliemos o caminho estamos a tomar em direcção à Paz e Harmonia connosco e como isso encontra correspondência nas nossas Relações com a vida. Socialmente fazemos uma retrospectiva sobre a forma como temos integrado e vivido estes desafios ét(n)icos, filosóficos, reavaliam-se acordos internacionais, e as Leis que estão na base da estrutura social, os princípios de justiça, respeito mutuo, diplomacia interna e além-fronteiras, se estamos verdadeiramente e honestamente a tentar entender os dois lados da Balança, e se conseguimos encontrar um denominador comum por entre as divergências legais, de princípios e interesses.
Júpiter apoia-se em sextil com Saturno em Sagitário (sem ser em aspecto exacto) de 1 a 15 de Fevereiro. Isto representa a possibilidade de estruturarmos novas oportunidades de crescimento  e de definir novos caminhos através da compreensão  dos principios  de partilha, compromisso, cooperação  e através da honestidade quando ponderamos acerca da qualidade de todos os aspectos da nossa vida quando os clocamos em cada prato da Balança. Quais são os aspectos que estão em desarmonia e como isso tem reflexo no (des)equilibrio que se manifesta na minha relação com a vida. Esta relação entre Júpiter e Saturno começou em Novembro de 2016, tema que foi largamente explorado em Novembro Astrológico (2016).

Marte já se encontra em Carneiro desde o dia 28 de Janeiro e aí permanece até ao dia 28 deste mês. Encontra-se no signo da sua regência e por essa razão a sua expressão torna-se forte e intensa. A necessidade de agir e tomar iniciativas novas favorece a coragem para abrir novos caminhos e gerar a energia necessária para sair da indecisão. No ciclo anterior, de Janeiro, falámos de inspiração, de sacrifício e de como precisávamos de reflectir acerca da qualidade dos nossos desejos e motivações.  Com Marte em Carneiro, e a Vénus a ingressar neste signo a partir do dia 3, queremos fazer nascer e permitir a manifestação do produto dessas reflexões. Energia que traz vida, que procura oportunidade, que nos impulsiona , que encoraja a nossa vontade, que anima a inspiração à qual nos entregámos durante a sua passagem pelo signo de Peixes. Podemos ser abençoados pela força do guerreiro que, focado na inspiração, marca os objectivos a alcançar e avança com força e coragem, com a certeza de que a sua energia será aplicada na conquista de um bem maior. Todo o guerreiro precisa de uma causa pela qual lutar. Marte é uma força que precisa de orientação mental, para ser canalizada para algo de positivo e que contribua para a construção da paz e da harmonia, a sua integração com o signo da Balança (oposto e complementar). A sua inspiração pode ser baseada no instinto ou na mente iluminada (Mercúrio rege esotericamente o Carneiro). É ele que permite o inicio da diferenciação que tem por objectivo trazer Ordem ao Caos (representado pelo signo de Peixes, onde todas as formas e estruturas se dissolvem, onde não existe diferenciação). Marte representa o ponto a partir do qual tudo tem o seu inicio.

A sua condição astrológica durante este mês de Fevereiro exige, por parte de todos nós, um esforço acrescido para trazer consciência ao tipo de energia e objectivos que damos a Marte em Carneiro. Aquele que tem perfeita noção (ou pelo menos sabe que é fundamental estar atento e vigilante) das dinâmicas da sua dimensão inferior  tem  a possibilidade de fazer deste posicionamento uma oportunidade fabulosa ou, no caso de vivermos reféns das circunstâncias mundanas, um completo desastre. Decidimos escolher alimentar o guerreiro ou a fera. A negatividade atribuída a Marte, principalmente em Carneiro, tem por base aquilo que o inspira a formular os seus objectivos, inspiração esta que trazemos (simbolicamente) do signo anterior, Peixes.  Marte vai encontrar-se com Plutão em Capricórnio em quadratura de 19 a 25, conjunção a Úrano de 23 a 28 e oposição a Júpiter em Balança de 25 a 28 de Fevereiro.

Agora vamos olhar para o estado do mundo actual e da sua energia colectiva. Qual será a energia que inspira Marte em Carneiro? Quais as intenções, o que irá emergir e manifestar-se? Os acontecimentos e energias manifestadas que temos tido oportunidade de acompanhar pelos diferentes meios de comunicação social trazem alguma preocupação e apreensão com relação às possibilidades. Do ponto de vista da personalidade este pode ser um período muito agitado, com tomadas de decisão radicais que estimulam o conflicto, de decisões e atitudes inconsequentes baseadas na defesa de território em que os fins justificam os meios, inspirados em séculos de equivoco como “olho por olho” e “dente por dente”, a chamada “Lei do mais forte”.  É importante educar a “fera” que se sente encurralada. Poderemos ter a vontade de agir radicalmente sem olhar para trás, como se o tempo não nos pudesse parar, mas ainda a ter no entanto, que lutar com aspectos mais negativos da nossa vida, da nossa natureza, e a sentir-mo-nos ainda bloqueados pelo poder negativo que as circunstâncias têm sobre a nossa vontade. A facilidade em reagir de forma agressiva e impulsiva às exigências e circunstâncias desestabilizadoras da nossa vida potencia a manifestação de acidentes.  Para além disso o exílio de Vénus em Carneiro, do ponto de vista da personalidade, dificulta as qualidades de ponderação e de respeito entre as partes. Se estivermos suficientemente Des-apegados das nossas pequenas conquistas e necessidades de afirmação pessoal, ao invés de dar “murros em ponta de faca”, teremos a inteligência suficiente para Ver antes de (re)agir.

Ao longo deste mês de Fevereiro, Sol e Mercúrio em Aquário oferecem boas oportunidades para trabalhar esta temática do Desapego (para aprofundar este tema recomendo a leitura da Lua Nova em Aquário). Mercúrio está em sextil com Vénus e Marte em Carneiro de 8 a 13 e de 14 a 19, respectivamente. Ambos , Sol e Mercúrio, farão trígono a Júpiter em Balança de 10 a 14 e de 20 a 23, sextil Úrano em Carneiro de 8 a 12 e de 20 a 22, e sextil Saturno em Sagitário de 12 a 16 e de 23 a 25. Podemos chamar a tudo isto, uma boa oportunidade para pensar “fora da caixinha”, para organizar a vida de forma mais livre e com menos condicionamentos. No entanto é fundamental uma correcta integração de tudo o que foi referido para Marte e Vénus em Carneiro, para que não tenhamos a impulsividade para atirar tudo o que está “dentro da caixinha” para o lixo, apenas porque tivemos um ataque de loucura e precisamos muito, mesmo muito, de Ser livres…

Com esta distribuição planetária, o nosso “pacto de estabilidade” com a vida será revisto e transformado para que possamos criar o desequilíbrio que permite um novo movimento, do Caos para a Ordem.

Bom trabalho para Fevereiro ❤

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freedom

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Uma das principais qualidades atribuídas ao signo de Capricórnio pela astrologia esotérica, é a capacidade de Escolha. É aqui, no ponto mais alto do Zodíaco, no topo da montanha, que detemos a visão clara e desimpedida que nos permite fazer as nossas decisões e escolher. Mas o mais difícil, e sem dúvida o mais importante, é o Caminho que percorremos até achegar ao “topo da montanha”. Apenas uma atenção plena (Sati no Budismo) às experiências que acontecem ao longo Caminho permite desenvolver uma plena consciência de tudo aquilo que nos acontece, e assim desenvolver o melhor que existe em nós mesmos. Este Caminho corresponde a todos os processos e contextos da nossa vida, e a todas as Escolhas que fazemos para fazer face aos desafios, aos testes e às dificuldades pelas quais temos inevitavelmente que viver para fazer cumprir o propósito da nossa aprendizagem. Chegar ao topo da montanha é apenas a consequência gerada pela Sabedoria obtida a cada Escolha efectuada ao longo do Caminho, a consequência a que chamamos de Liberdade.
Em astrologia, o signo que nos ensina sobre a importância do Caminho é o signo da Balança, onde Saturno encontra a sua exaltação e Úrano a sua regência esotérica. Eu associo a esta qualidade integrada entre Balança/Saturno/Úrano aquilo que o Budismo define como Upekkhâ, ou Equanimidade. Upekkhâ é uma das sete qualidades essenciais para o desenvolvimento da Iluminação. Ela representa a abertura da mente e do coração para receber o que de agradável e desagradável a vida nos trás, equanimemente. Tudo isto nada tem a ver com indiferença ou igualdade na forma como atribuimos valor às experiências. Este é o ponto em que simbolicamente desenvolvemos a sabedoria sobre a utilização correcta do poder de atração, a qualidade que atraimos para a nossa vida é síncrono com a qualidade das nossas escolhas.

E faço referência a todos estes pontos porque a Lua Nova do dia 28 de Janeiro acontece num signo regido por Saturno e Úrano, o signo de Aquário. E isto pode parecer irrelevante, mas a Liberdade que pretendemos alcançar em Aquário está intimamente dependente, é irrevogavelmente condicionada, pela qualidade das nossas Escolhas… por Saturno… pela nossa capacidade de integrar os princípios de Capricórnio (signo que antecede Aquário). A última Lua Cheia, que ocorreu no dia 12 de janeiro, activou o eixo Capricórnio / Caranguejo e o envolvimento de Úrano em Carneiro, ajudou a criar as condições necessárias para as intenções a desenvolver durante esta Lua Nova. Úrano em Carneiro e Júpiter em Balança, formaram uma Cruz Cósmica com o Sol e a Lua, produzindo uma forte tensão que tem como intenção denunciar aquilo que posso resumir numa única palavra – APEGO. O contacto entre a Lua e Úrano (uma quadratura neste caso) é bastante desafiador porque representam princípios que, na perspectiva da personalidade, são antagónicos e incompatíveis, o Apego e o Des-apego. Desafiador principalmente porque falamos da Lua (e neste caso em particular, posicionada em domicilio, no signo de caranguejo), cuja função psicológica principal é procurar as condições ideais de segurança e apegar-se a elas. E insisto tanto nesta relação aquando da lua cheia porque ela acaba por representar os preparativos para a lua nova em aquário, regida pelo princípio de Úrano (e Saturno). Aquilo que escolhemos comer, e o estômago que os recebe, são do domínio da Lua (Caranguejo). Mas os processos de digestão e excreção do alimento são do domínio de Virgem e Escorpião (os intestinos e os órgãos de excreção). Virgem separa o “trigo do joio” permitindo ao organismo absorver o que de bom e melhor o alimento tem, e Escorpião transforma e expulsa o que não tem utilidade. No fundo o que estamos a associar a esta simbologia refere-se à qualidade das nossas emoções, memórias, o poder que o passado tem sobre o presente, e ademais impressões pessoais e subjectivas que fomos fazendo acerca das experiências e como isso construiu um modelo do que seria uma vida boa e segura para nós, onde as circunstâncias não mudariam e assim estaríamos (desejavelmente “para sempre”) protegidos. E em função disto, que tipo de alimento nos sacia (ou não) diariamente, se conseguimos alimentar-nos “sozinhos”, e se conseguimos digerir bem tudo o que recebemos e já se encontra no nosso “estômago”. Quando Úrano entra em contacto com a Lua, começamos a perceber que há coisas para as quais já não há “estômago” que aguente e que, por muito que tentemos empurrar, já não conseguimos “papar” tudo… Somos surpreendidos por emoções, hábitos, padrões que julgávamos já não ter, e o objectivo é reconhecê-los para transmutá-los e assim podermos fazer escolhas conscientes – Saturno e o propósito do Sol em Capricórnio da Lua Cheia. Mas nada disto tem a ver com, ou é culpa de, “os outros”, mas antes algo que é realmente nosso, um “problema” cá dentro. Úrano pretende denunciar aqueles ingredientes e nutrientes presentes no alimento que escolhemos ingerir que ainda representam APEGO. Se eles fizerem parte do grosso do que comemos então podemos imaginar que o processo de digestão vai ser tudo menos pacífico… Mas talvez o segredo para que o processo corra bem não está apenas na consciência da escolha do alimento que pretendemos ingerir, está na forma como o processamos, digerimos e excretamos, ou dizendo de outra forma, como processamos e digerimos as circunstâncias da vida, e como excretamos determinados padrões de comportamento. E durante estes últimos cerca de 14 dias, o tempo que medeia entre cada fase crescente e minguante do ciclo lunar, com certeza que muitos de nós viveu esta “gastroenterite”, que simboliza senão uma espécie de crise ou reacção de resistência que pode anteceder qualquer processo de purificação, purgação e finalmente, … Libertação. Acalmadas as Fúrias da região umbilical, o 2º chakra (entre muitas mais coisas, responsável pelo corpo emocional e onde se concentram os registos subjectivos e pessoais que cada um dá às suas experiências, centro do “sinto-me bem/sinto-me mal”) estamos em condições de – conscientemente – formularmos as nossas intenções de Desapego para esta Lua Nova em Aquário, o signo onde aprendemos a desenvolver a Libertação e a compreender o “quanto custou a Liberdade”.
Um dos princípios de Saturno está associado aos limites e barreiras (ou muros). É o nosso nível de Desapego que define a extensão da nossa Liberdade por entre os muros da nossa Consciência. Há muros que têm que cair para que a Consciência possa expandir, e outros precisam de ser edificados para que a insatisfação da personalidade não possa crescer.

Como sugestão para as intenções desta Lua Nova em Aquário:
“Que eu tenha a capacidade de desapegar-me o suficiente das minhas idéias, opiniões, sensações, impressões, avaliações, expectativas, para poder estar Livre internamente para abraçar o que quer que a vida traga e tenha para me oferecer, sem rejeitar as experiências e mudanças necessárias ao meu desenvolvimento pessoal. Que eu esteja em Upekkhâ com a Vida.”  E se assim o entendermos podemos estender estas intenções para toda a humanidade.

É esta falta de Liberdade, provocada pela insatisfação da personalidade, que está na origem de todas as guerras do mundo, e o grande bloqueio no Caminho para a Paz.
Desejamos com estas intenções, enraizadas na nossa Consciência e projectadas para o terreno fértil do Cosmos, tornar-mo-nos mais Livres para viver a vida sem estar à espera de recompensas, com capacidade para digerir as circunstâncias da vida sem apego, e ainda assim totalmente envolvidos, decididos a trabalhar duramente para ultrapassarmos as nossas próprias limitações, e já sem estarmos focados nas “dores da barriga” (lua e o 2º chakra), plenamente conscientes acerca da origem da nossa “fome”.

«A prisão não são as grades e a Liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e homens livres na prisão. Liberdade é uma questão de Consciência»

Mahatma Gandhi

Com muito Amor, bom inicio de ciclo… ❤

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Ano novo e desejamos sempre vida nova. Desejamos sempre que algo mude e que a vida aconteça de forma diferente naquelas áreas em que sentimos que estamos “parados”. No entanto, há paragens que são de extrema importância pois forçam-nos a desenvolver uma atenção plena sobre as circunstâncias da nossa vida antes que possamos avançar para uma mudança efectiva dos nossos hábitos e padrões de comportamento. Em 2017, permanecemos “parados”, com Júpiter em Balança (até Outubro), Saturno em Sagitário, Neptuno em Peixes, Úrano em Carneiro e Plutão em Capricórnio. Continuaremos a passar por profundas transformações sociais, politicas e económicas, a termos que trabalhar o nosso sentido de honestidade, de verdade e rectidão pela forma como vivemos as nossas vidas e em libertarmo-nos dos condicionamentos éticos e filosóficos que estão na origem da dor e sofrimento da humanidade.

Mas antes de avançarmos um pouco mais nas reflexões para este mês de Janeiro, sinto que nunca é demais pensarmos na forma como lemos ou interiorizamos estes textos. Não serão de qualquer utilidade se o fizermos com a intenção de “estar à espera” do que os astros nos “vão fazer”, quer seja para justificar a nossa inoperância com relação ao nosso desenvolvimento pessoal e “fugir” para “evitar” que determinados acontecimentos nos apanhem desprevenidos, quer seja para nos prepararmos para aproveitar ao máximo as oportunidades que de certeza vamos ter porque Vénus faz trígono a Úrano e Plutão e certamente que seremos presenteados com algo inesperado e que vai mudar para sempre as nossas vidas, para melhor (claro). Este tem sido a meu ver uma das grandes dificuldades em conseguir que a astrologia seja usada e trabalhada para expandir a Consciência do homem e ajudá-lo a Identificar-se com a vida do Cosmos e não de reduzir as energias do Cosmos à sua pequena vida, como se os planetas vivessem de pequenas conspirações contra (e de vez em quando a favor) (d)a humanidade. Por isso, em função do que escolhermos fazer, podemos optar por nos focarmos nas forças exotéricas dos movimentos planetários, ou na força e dinâmica esotérica das suas energias. A primeira retira-nos a capacidade de compreender o significado e o valor acrescentado das experiências, basicamente reagimos às circunstâncias. A segunda, permite-nos ver para além da ilusão, permite-nos verdadeiramente trabalhar com as energias em movimento e agir de forma consciente sobre as circunstâncias. Mas infelizmente grande parte da humanidade ainda vibra e identifica-se mais com as formas do que com a inteligência das energias cósmicas e por isso mesmo, quando falamos por exemplo em trânsitos difíceis ou desafiantes temos a noção de que as suas manifestações estão ainda dependentes deste nível de consciência e os resultados dessas limitações podem ser muito negativos. A minha sugestão é que tentemos compreender os equívocos que estão por detrás do caos em que ainda vive a humanidade, expressos aquando dos trânsitos difíceis, e fazermos um esforço real e individual para trabalhar com estes desafios de forma inteligente e útil ao nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoal.

Apesar dos momentos em que podemos beneficiar de algumas oportunidades resultantes da fluidez energética dos planetas, como aconteceu por exemplo durante o mês de Dezembro de 2016, a verdade é que o pano de fundo continua a ser marcado essencialmente por uma grande instabilidade e agitação. Temos um início de ano com fortes tensões planetárias. Mantém-se ao longo deste mês (apesar de já não ser em aspecto exacto) a oposição entre Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro. Na astrologia esotérica, a Lua é vista como a que encobre Vulcano e Úrano. No caso dos indivíduos espiritualmente mais desenvolvidos, que estão em relação com a vida a partir da Alma (ou no caminho), quem opera é Úrano porque nesse caso ele encontra-se realmente livre e não mais condicionado pelos seus impulsos, pelo passado, pelas memórias pessoais e subjectivas, pela necessidade de segurança. Aqui, à semelhança do que acontece no plano físico, já houve o corte umbilical com as dinâmicas do plano astral (lunar). No individuo essencialmente guiado pelas dinâmicas da personalidade, a força que o domina é essencialmente lunar. Este é o grupo de pessoas que forma uma grande parte da humanidade, por isso quando pensamos nas dinâmicas de Úrano em Carneiro, pensamos num deformado conceito de liberdade, aquele que é confundido como uma necessidade visceral e natural de quem quer sobreviver e garantir que nada limita a sua necessidade de conquista pessoal, uma liberdade obtida a qualquer custo e literalmente “a ferro e fogo”. Por isso, quando reflectimos acerca da Consciência das massas, como a que ainda temos ao nível mundial, podemos talvez pensar que esperam-nos (infelizmente) um pouco mais do mesmo. Radicalismos religiosos, revoltas étnicas e forte instabilidade nos acordos e relações internacionais, manifestações de uma necessidade de liberdade mal compreendida, lunar, entendida como ruptura com tudo que é visto como ameaçador às nossas necessidades de segurança, e guiada por falsos valores de paz e liberdade. Mas para que isto não seja algo que apenas vemos acontecer aos outros enquanto espreitamos pela “janela mágica”, aqueles “outros” que são “loucos” e que vivem no país ao lado ou do outro lado do mundo, procuremos também nós reflectir sobre como fazer novos avanços no nosso desenvolvimento pessoal, respeitando os valores mais altos de paz, com que hábitos e padrões comportamentais (lunares) podemos e devemos romper para permitir a expansão do Amor, do beneficio para ambas as partes, sem nos esquecermos que o que importa é sermos honestos quando colocamos nos dois pratos da balança as nossas qualidades e defeitos (não os dos outros…), e dedicar-mo-nos à Libertação das crenças e dogmas que nos fazem crer que “se não estás comigo estás contra mim”…

Vénus (regente de Júpiter) e Marte  (regente de Úrano)  encontram-se no signo de Peixes durante este mês (o primeiro ingressa no dia 3 de Janeiro e o segundo mantém-se neste signo até ao dia 28, data em que ingressa em Carneiro). Ambos fazem sextil Plutão em Capricórnio de 9 a 14 e de 18 a 23 de Janeiro, conjunção Quiron em Peixes de 14 a 20 e de 23 a 27 de Janeiroquadratura a Saturno em Sagitário de 15 a 21 e de 26 a 30 de Janeiro, respectivamente. Vénus tem a particularidade de estar em recepção mútua com Júpiter e ambos fazerem um quincuncio de 24 a 29 de Janeiro. Isto pode acrescentar confusão ao que referimos anteriormente, um período de maior desespero e desordem social. Mas Vénus encontra a sua exaltação em Peixes e, desejavelmente, podemos aprender a refinar a natureza dos nossos desejos, daquilo a que atribuímos valor, a lutar pela construção da união das Almas, do Amor desinteressado (ou altruístico), de permitir o acordo entre todas as estruturas filosóficas, étnicas e religiosas através da dissolvição das barreiras mentais que provocam a separação entre a humanidade. Um período em que estaremos mais permeáveis à dor e ao sofrimento e isto irá exigir da nossa parte uma maior capacidade de nos sentirmos na pele do outro, agindo em seu beneficio sem que tenhamos qualquer tipo de recompensa externa e visível pelas nossas iniciativas. Ao agirmos e relacionar-nos desta forma curamo-nos a nós mesmos da ilusão de separatividade. Sentir-nos-emos progressivamente menos abandonados ou esquecidos, e com a capacidade de encontrar o sentido e a oportunidade de crescimento existente por detrás das experiências de dor e sofrimento. Fazer um esforço para baixar as nossas defesas e conseguir ver onde a inspiração está em falta na nossa vida. Pode parecer ainda utópico (e concerteza que será), mas qualquer princípio é sempre melhor que nada fazer. Teremos que fazer um esforço para continuar a ter que estar disponíveis para sacrificar algumas das nossas metas e objectivos caso ainda não estejamos a construir o caminho certo, tentando perceber o que é que é de real valor independentemente daquilo em que passámos grande parte do tempo a acreditar. Que parte do meu sistema de crenças e valores bloqueia e restringe a minha capacidade de me sentir em paz comigo e com a vida.

Antes de ingressar em Aquário no dia 19 de Janeiro, o Sol faz conjunção a Plutão de 6 a 10, e quadratura a Úrano e a Júpiter de 9 a 13 e de 11 a 14 (respectivamente), e este pode ser um período francamente difícil. O desafio está em não nos identificarmos com a natureza inferior e tomar consciência se as nossas ambições nos colocam no caminho certo, se respeitam as correctas relações humanas e se os esforços que fazemos são no sentido de nos libertarmos dos aspectos negativos da nossa personalidade e permitir a manifestação de novas formas de vida, mais autenticas.

Mercúrio inicia movimento directo ainda em Sagitário no dia 8 de Janeiro, e ingressa novamente em Capricórnio no dia 12. Procuramos actualizar e organizar os assuntos que ficaram pendentes ou foram objecto de revisão durante o movimento retrógrado. Durante este mês volta a fazer sextil Neptuno em Peixes de 22 a 26 e conjunção Plutão em Capricórnio de 28 a 31 (consultar Dezembro Astrológico para saber mais acerca destes contactos).

«a vida apresenta-nos todos os dias novos arranjos, uma nova disposição das coisas, novas relações de forças, portanto, novos problemas para resolver; e se ontem a solução foi recorrer à sabedoria, hoje talvez seja o amor, ou a vontade, ou a paciência, que será eficaz. Existe sempre uma solução, mas, de cada vez, é preciso esforçar-se por procurá-la» 

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Bom trabalho para Janeiro.

 

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