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Archive for the ‘2017’ Category

 

Começamos a análise deste mês fazendo uma retrospectiva de algumas referências em meses anteriores. O mês de Setembro foi extremamente desafiante do ponto de vista colectivo, e na análise astrológica desse mês referia-me desta forma com relação ao movimento retrógrado de Plutão em Capricórnio:

«Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. (…) Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre… Durante este período parece que Re-gredimos a estados de Consciência mais básicos, quer coletivamente quer individualmente. Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. (…) Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado… (…)»

(www.ascendentt.wordpress.com)

 

E se voltarmos um pouco mais atrás no tempo, podemos ler o seguinte acerca de Úrano retrógrado em Carneiro na análise do mês de Agosto:

«Úrano em Carneiro inicia movimento retrógrado no dia 3 de Agosto passando a directo apenas a 2 de Janeiro de 2018 (por essa altura já Saturno ingressou em Capricórnio a 20 de Dezembro de 2017). Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade.  Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em Democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum.  Como sabemos tudo depende do nosso nível de Consciência, a manifestação do que é bom e mau…. (…)» 

(www.ascendentt.wordpress.com)

 

O motivo pelo qual retrocedo no tempo antes de iniciar a análise para o mês de Outubro deve-se ao facto de que, desde o dia 3 de Agosto até ao dia 20 de Setembro, Quíron, Úrano, Neptuno e Plutão estiveram em movimento retrógrado em simultâneo. Úrano, Neptuno e Plutão estão fora da nossa esfera de acção ou poder pessoal porque eles representam os princípios primordiais, o fluxo energético da inteligência do Universo que transcende (por isso são Trans-pessoais) as pequenas vontades dos homens. A sua função é actualizar o compasso do Homem perante o compasso do Universo. O movimento retrógrado destes 3 planetas em simultâneo força-nos a submergir e a Re-ver de forma extra-ordinária o nível de desconexão, ilusão e abuso de poder com que temos vivido as nossas vidas.   Estes planetas regem princípios e energias que afectam toda a Humanidade e por esse motivo o impacto produzido pelo movimento retrógrado sobre a Consciência Colectiva é muito intenso. Quíron remexe nas feridas provocadas pela Ilusão de separatividade. Aquilo que sentimos como um aparente retrocesso nas nossas vidas é apenas fase de um processo que pretende a entrada de novas formas de viver da Vida na Terra.  Nunca antes, na memória da nossa curta existência, vivenciámos tantos terramotos, furacões e tempestades  em simultâneo em tão curto espaço de tempo. Ou vivemos tempos que nos fazem duvidar das mudanças que julgávamos já ter conquistado como Liberdade e Democracia. O impacto de Quíron e Neptuno retrógrado, e em especial pelo contacto que efectuaram com a Lua Cheia em Peixes (no dia 6 de Setembro) e com a Lua Nova em Virgem (no dia 20 de Setembro), acrescentam uma espécie de impotência perante a “força mais ou menos destrutiva das circunstâncias”. Sentimo-nos talvez feridos e até abandonados pela “providência Divina” sem encontrar sentido ou explicação para tamanha, e repentina, Destruição. Pela dificuldade e mesmo impossibilidade em controlar e evitar a força das circunstâncias, sentimo-nos vitimas do caos em se encontram as nossas vidas.

No mês de Outubro, dos três planetas transpessoais, apenas Plutão retoma o movimento directo (desde o dia 28 de Setembro). Estão fortes as energias de Balança trazendo a oportunidade de harmonização, equilíbrio e ponderação, a um cenário energético que tem sido de extremos conflicto e instabilidade. O exemplo dos acontecimentos colectivos, em especial os vividos através da Catalunha, remetem para a última oposição entre Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro e para a tensão provocada pelo movimento retrógrado de Úrano e Plutão.  O Sol em Balança faz quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 8 e 12, sextil Saturno em Sagitário de 15 a 19 e oposição a Úrano em Carneiro de 18 a 22.  Ingressa em Escorpião no dia 23 de Outubro e entre o dia 24 e 29 encontra-se com Júpiter. A energia que o Sol irradia sobre a Terra através do signo de Balança pretende que despertemos para a necessidade de tomarmos consciência das forças opostas que ainda existem em nós, e por conseguinte, na Humanidade. Ao conseguirmos estabelecer um centro entre estas forças teremos a capacidade de estabelecer entre elas relação e, por conseguinte, desenvolver o processo de síntese que leva, após o seu ingresso em Escorpião, à capacidade de resolução do conflicto que significa a transformação das partes que não contribuem para o desenvolvimento pessoal e colectivo. Até que essa consciência seja alcançada, medimos forças e desequilibramos os pratos da Balança. Devemos transpor para a nossa vida pessoal esta reflexão. Os aspectos difíceis ao Sol tornam o processo muito mais intenso, violento e instável.

Mercúrio transita pelo signo de Balança até ao dia 17 de Outubro. A mente está focada na necessidade de analisar os dois lados das circunstâncias com o objectivo de compreender o que tem mais peso perante aquilo que estamos a viver. Pensamos em formas de relacionar princípios, pessoas e circunstâncias, em compreender como podemos organizar a vida de forma a reequilibrar todas as partes e em estabelecer pontes entre factos e ideias que se aparentam isolados. Em Balança faz conjunção ao Sol entre o dia 6 e 11 de Outubro, quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 8 e 10, sextil a Saturno em Sagitário de 11 a 14, e oposição a Úrano em Carneiro de 14 a 16. Encontramos bastantes desafios à necessidade de resolver conflictos através do diálogo, mas a verdade é que torna-se importante analisar o caminho que estamos a percorrer para poder pesar bem as perdas e os ganhos antes de podermos introduzir mudanças. Esta forma de pensamento facilita a resolução dos problemas e obstáculos e a partilha de ideias e o diálogo permitem ultrapassar barreiras apenas porque não conseguíamos “ver” o outro lado da questão. Mercúrio ingressa em Escorpião no dia 17 de Outubro e faz conjunção a Júpiter entre o dia 17 e 19, trígono a Neptuno em Peixes entre 23 e 26 de Outubro e sextil a Plutão em Capricórnio entre o dia 27 e 30. Mercúrio tem bastante afinidade com o signo de Escorpião, já que representa a energia de 4º raio de Harmonia através do Conflicto e é regente hierárquico deste signo.  Durante este trânsito, e pelos aspectos que realiza, temos a oportunidade de ter grandes benefícios resultantes da partilha de ideias. Teremos que estar disponíveis para pensar de forma honesta acerca das nossas intenções e motivações, para que possamos objectivar os nossos conflictos internos que dificultam a harmonização individual e que se reflectem na realidade de cada um. Precisamos de abordar e aprofundar assuntos que, apesar de intensos e difíceis são fundamentais para a resolução dos problemas. Teremos que olhar para temas e assuntos que até agora teriam sido evitados pelo desconforto que produzem.

Vénus em Virgem faz trígono a Plutão em Capricórnio entre o dia 2 e 5, quadratura a Saturno em Sagitário entre o dia 7 e 10 de Outubro e quincôncio a Úrano em Carneiro de 10 a 13. Do ponto de vista da personalidade este é considerado um posicionamento difícil para Vénus (em queda). Isto deve-se essencialmente à natureza separativa da mente inferior dificultando a intenção do principio venusiano que é a união através do amor. Traduzido para a nossa realidade, podemos viver períodos de maior dificuldade em conseguirmos o entendimento pela forma separativa e discriminativa como pensamos. Desta forma todo o detalhe ou imperfeição torna-se num grande problema, um verdadeiro peso do qual não nos conseguimos libertar apenas porque estamos a valorizar apenas parte do problema. Ou podemos aproveitar a oportunidade para servir mais que ser servido e para aperfeiçoar a forma como nos relacionamos com os outros e para procurar compreender em que estado de “saúde” se encontra a nossa democracia. Procuramos construir algo que seja verdadeiramente útil e possa resolver mais do que complicar. Os recursos parecem que não esticam, pelo contrario, estão bastante limitados, mas também aqui temos a oportunidade de reavaliar a natureza do nosso desejo, de que forma aquilo que valorizamos contribui para o nosso aperfeiçoamento ou apenas a expressão de um capricho. Depois de ingressar em Balança no dia 14 de Outubro Vénus faz quadratura a Plutão em Capricórnio entre o dia 27 e 29. Desejamos Paz, e como desejamos… este posicionamento de Vénus, em domicilio, remete para a força energética que exerce perante a necessidade de nos respeitarmos e de construirmos pontes que nos coloquem em “correctas relações humanas”. Tudo isto parece tão difícil perante o poder destrutivo de determinados governos e estruturas sociais. Precisamos de novas formas de acordo e parceria mesmo que isso signifique um conflicto com outro tipo de interesses. Teremos igualmente que perceber o que estamos dispostos a perder para nos libertarmos de algum peso e podermos atingir o equilíbrio que desejamos.

Antes de ingressar em Balança no dia 22 de Outubro, Marte em Virgem faz trígono a Plutão em Capricórnio de 1 a 5 de Outubro, A quadratura a Saturno em Sagitário de 8 a 15 e o quincôncio a Úrano em Carneiro de 14 a 20 de Outubro mostra uma dificuldade em agir perante a pressão por parte das circunstâncias. Redução na liberdade de acção exigindo ponderação e uma forma mais inteligente na forma como lutamos pelos nossos objectivos.

Júpiter ingressa em Escorpião no dia 10 de Outubro onde vai permanecer até ao dia 8 de Novembro de 2018. Se pensarmos nas suas qualidades como planeta das oportunidades, inicia-se um período de extra-ordinária renovação. O tema de Júpiter em Escorpião será desenvolvido pela altura do seu ingresso.

Bom trabalho para Outubro.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Cheia a 13º53′ no signo de Peixes

Tivemos duas luas novas em Leão, 2 ciclos acompanhados por eclipse lunar e solar, colocando grande ênfase no desenvolvimento individual , na consolidação da nossa Identidade, através de crises existenciais que podem ter permitido a revelação do que esta Identidade representa.

Passamos de uma energia Yang para uma de Recolhimento, uma transição intensa tendo em conta a concentração de energia que tivemos no signo de Leão desde o ciclo anterior. Esta “nova” Identidade, pelo menos nova na nossa Consciência, pode agora (começar) germinar em Virgem (signo regido por Mercúrio). Virgem representa a Mãe, aquele que recebe e nutre a semente do Cristo, a que podemos chamar de Consciência da Alma que é Amor-Sabedoria. A astrologia esotérica refere que Sol e Mercúrio são um só. Astronomicamente Mercúrio não se afasta do Sol mais que 48º, no máximo uma semi—quadratura, estando sempre muito próximos um do outro. Esta simbologia estabelece uma relação muito estreita entre a mente e o desenvolvimento da Consciência. Conforme nos ensina a astrologia esotérica através de Alice Bailey, Mercúrio no primeiro estágio de desenvolvimento pretende mediar entre a vida da personalidade e da Alma de forma a conduzir-nos à “Harmonia através do Conflicto” (energia de 4º raio representada por Mercúrio) entre estes dois níveis de Consciência. Quando o individuo se permitiu a Humildade para aceitar submeter-se à vida da Alma, então Mercúrio não é mais um mediador mas sim o verdadeiro “mensageiro dos deuses” permitindo a capacidade de entrar na matéria sem se desconectar da Consciência da Alma. E isto mostra como é tanto o Trabalho (uma verdadeira qualidade do signo de Virgem) que ainda temos pela frente.

Talvez esta Lua Cheia passe ainda, e primeiramente, por conseguir reconhecer e descriminar que sentimentos ainda deturpam o melhor de nós mesmos, e que conflictos ainda impedem esta união entre a Alma e a personalidade. O que pretendemos com o Sol em Virgem é iluminar a inteligência discriminativa que permite sintetizar a experiência individual e apurar os aspectos (da personalidade) que precisam de ser trabalhados para que o sentimento de unificação seja real. Tomarmos Consciência do que em nós precisa de ser renunciado e sacrificado de forma a nos libertarmos desses apegos e ilusões.

 Talvez este possa ser um momento (como tantos que a vida, felizmente, nos presenteia) para definirmos alguma ordem perante o caos e confusão em que se encontra a Humanidade e, porque dela fazemos parte e somos várias partes de um todo assim nos ensina o signo de Virgem com a sua consciência discriminativa, perante o caos e confusão em que cada um de nós se encontra.

Tendo em conta que saímos de energias tão fortes de Leão (como já foi referido), que o Sol em Virgem possa permitir à Humanidade a humildade, a objectividade e a introspecção critica, de auto-análise que possibilite a redução de excessos de protagonismo e de exibições de poder. É a força desta Consciência que permite trabalhar a hipersensibilidade da Lua em Peixes que sozinha permite todo o tipo de ilusões e equívocos. Trabalhamos, com os pés assentes na Terra, para que essa semente de Amor-Sabedoria possa crescer. Como podemos fazer algo de verdadeiramente útil com aquilo que sentimos ter de especial em nós e como isso se reflecte na forma como cuidamos e trabalhamos da dor e do sofrimento, nosso e do outro.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

 

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Desta vez começo a análise do movimento planetário para este mês de Setembro pelo fim. E o “fim” tem tanto (ou tudo) a ver com Plutão… Plutão inicia movimento directo a 28 de Setembro a 16º51’ de Capricórnio depois de ter estado retrógrado desde o dia 20 de Abril. Em termos colectivos, é como se voltássemos atrás no tempo no que respeita a forma como usamos o poder, como ainda somos dominados por aspectos mais sombrios da nossa personalidade quando se trata de alcançarmos as nossas ambições e preservar a nossa imagem ou status social em detrimento do bem colectivo. Porque Capricórnio está relacionado com culminação, o movimento retrógrado de Plutão permite-nos aprofundar o conhecimento que precisamos de desenvolver acerca do que realmente chegou a um fim. E antes que esse “fim” chegue, teremos ainda que lidar com a resistência em aceitar que nada dura para sempre… Durante este período parece que Re-gredimos a estados de Consciência mais básicos, quer coletivamente quer individualmente. Sentimo-nos sem poder perante o poder mais ou menos destrutivo das circunstâncias. Quando Plutão passa a movimento directo, temos a oportunidade de provocar as transformações que reflectem esse acréscimo de Consciência ou simplesmente que reflectem esse equívoco e ilusão. A temática de Plutão em Capricórnio parece estar esquecida perante a passagem do tempo, desgastada e substituída ou amenizada pelo ingresso dos outros planetas em signos diferentes. Mas é importante relembrar, de tempos a tempos, que a temática de Saturno está cá para durar, já que irá ingressar em Capricórnio (signo de sua regência) a 20 de Dezembro deste ano e Plutão ainda estará em Capricórnio até 2025. Atrevo-me a dizer que a sociedade e o mundo como o conhecíamos será, literalmente, algo do passado…

Mas vamos manter-nos, por enquanto, no mês de Setembro deste ano de 2017. Ainda retrógrado em Leão, Mercúrio faz conjunção a Marte de 1 a 5 de Setembro e trígono a Úrano em Carneiro entre o dia 1 e 10. Este é um período que potencia o verdadeiro “idiota” em nós, em que a reflexão interna permite o emergir de novas ideias e formas de pensar e compreender a realidade de forma mais criativa e pensarmos no que realmente nos define e como lidamos com a realidade. O movimento retrógrado de Mercúrio pelo signo de Leão força-nos a Re-pensar acerca destas imagens mentais e como podemos Re-criar a realidade no nosso pensamento. Como nos projectamos ao nível da comunicação, os nossos reveses e dificuldades, o que pensamos acerca de conceitos como liderança e afirmação da nossa vontade ou poder pessoal. Ao iniciar o movimento directo a 5 de Setembro a 28º26’ de Leão, Mercúrio traz consigo os problemas e as soluções que foram possíveis encontrar durante a fase retrógrada. Ingressa em Virgem a 10 de Setembro onde faz conjunção a Marte de 15 a 19, oposição a Neptuno em Peixes de 19 a 21, trígono a Plutão em Capricórnio de 21 a 23, quadratura a Saturno em Sagitário de 24 a 26 e quincôncio a Úrano em Carneiro de 28 a 30. Já novamente em domicílio e com os contactos que estabelece, a mente procura organizar as ideias, e em pensar em formas concretas de as tornar uma realidade. Pretende-se que trabalhemos a nossa capacidade de autoanálise e em novas ferramentas que permitam colocar em prática as ideias mais criativas bem como aprofundar e aperfeiçoar o que inicialmente foi apenas uma ideia ajustando-a à realidade das circunstâncias. Teremos que lidar com bloqueios aos nossos esquemas mentais, com as dificuldades e limitações que surgem entre a nossa capacidade de interpretar os factos e a realidade e a nossa necessidade de expansão. Dar mais tempo para amadurecer ideias, pensar em novas formas de resolver os problemas, trabalhar a nossa capacidade de comunicação mantendo em mente os detalhes e os pormenores mais práticos sem perder de vista o ideal que desejamos alcançar. Temos a oportunidade de usar o pensamento para pensar em novas formas de Servir, quer na nossa esfera pessoal quer colectiva. Será uma boa oportunidade para que a mente colectiva possa pensar em novas ideias para resolver os problemas actuais da Humanidade, como são o caso dos conflictos internacionais, é(t)nicos e do caos ambiental em que se encontra o planeta Terra porque ainda são muitos os que continuam a viver a ilusão de que os problemas não existem.

Vénus em Leão faz trígono a Saturno em Sagitário de 11 a 14, sextil a Júpiter em Balança de 13 a 18 e trígono a Úrano em Carneiro de 16 a 18. Teremos boas oportunidades para consolidar investimentos, expandir parcerias e construir novas formas de expressão. Período de maior abertura relacional. Ingressa em Virgem no dia 20 de Setembro e inicia a oposição a Neptuno em Peixes entre o dia 28 e 30. Oportunidade para separar e a discriminar o que verdadeiramente tem valor para nós, sem deslumbramentos ou luxos excessivos, procurando resolver as nossas expectativas relacionais. Na prática o que trazemos para as relações e como trabalhamos as nossas parcerias. Importa-nos a simplicidade e precisamos de perceber que são as pequenas coisas que importam e têm valor.

Marte ingressa em Virgem a 5 de Setembro e faz oposição a Neptuno em Peixes de 22 a 27 de Setembro. Talvez seja importante abrandar o modo como “disparamos” energia e agir de forma mais objectiva e precisa. Menos espectáculo nas atitudes que tomamos e mais humildade nos processos de tomada de decisão.

Durante este mês transitamos de fortes energias em Leão, para passar para uma energia mais realista e menos dramática. Passámos por uma forte ampliação de poder pessoal que, em alguns casos, resultou em períodos de forte desenvolvimento criativo e, para outros, um período para grandes equívocos e crises de identidade com uma excessiva necessidade de afirmação pessoal e deturpação do que significa autoridade. É urgente deixarmo-nos de excessos de importância individual para trabalharmos a nossa capacidade de autoanálise de forma a tornar real o melhor de nós mesmos. E este é sem dúvida um mês de Trabalho, com todos os planetas pessoais a ingressarem e a transitarem pelo signo de Virgem, incluindo o domicílio de Mercúrio e o ciclo de lunação no eixo Virgem / Peixes. Sol em Virgem faz oposição a Neptuno em Peixes de 3 a 7 de Setembro, trígono a Plutão em Capricórnio de 9 a 11, quadratura a Saturno em Sagitário de 12 a 16 e quincôncio a Úrano em Carneiro de 18 a 22. Somos forçados a lidar com as nossas imperfeições, reflectidas através da realidade que nos circunda e das nossas relações, ao mesmo tempo que trabalhamos para cuidar do “estado de saúde” em que se encontram as nossas vidas. Precisamos simultaneamente de fortalecer a nossa consciência de serviço para podermos questionar de forma objectiva de que forma contribuímos para o bem comum, se aquilo que somos serve o colectivo sem que isso fira o nosso orgulho. Escolher bem onde vale a pena gastar energia com plena consciência dos limites e limitações à expressão da nossa vontade. Parece-me que estaremos mais focados na resolução de problemas, na “lavagem de roupa suja”, até ao seu ingresso em Balança, a 22 de Setembro.

De 20 a 30 de Setembro Júpiter faz a última oposição a Úrano em Carneiro antes de ingressar em Escorpião no dia 10 de Outubro. Durante esta fase, e após as várias oposições entre ambos, criámos o desapego suficiente ao nosso sistema de crenças para que seja agora mais claro compreender que caminho queremos fazer. Com o que é que nos queremos comprometer, que parecerias desejamos expandir e reflectem esta nossa necessidade de mudança. Colectivamente (e apesar disto parecer um pouco fatalista relevem a limitação do discurso) esgotámos as oportunidades de rever e mudar a forma como expressamos a nossa necessidade de Liberdade e compreendermos que essa Liberdade está dependente da capacidade de respeitar as Leis que nos colocam em correctas relações humanas. A capacidade de expandir o nosso entendimento sobre a Lei da Correspondência irá permitir compreender que todas as mudanças que pretendemos implementar terão reflexo em tudo o que nos rodeia porque estamos em permanente estado de relação. Portanto esta é a fase para o “entendimento final” entre diplomatas e radicais, optarmos pelo caminho da diplomacia e do diálogo de forma a encontrar um entendimento e um ponto comum de ligação e respeitar acima de tudo a paz e a harmonia entre cada um, ou romper definitivamente com estes princípios.

Bom trabalho para Setembro.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Nova em Leão (28º53’) 

Eclipse Solar Total

O eclipse solar que ocorre no dia 21 deste mês a 28º53’ do signo de Leão tem dado que falar. Deixo-vos a minha reflexão. Começamos por compreender o que significa um eclipse Solar. Em termos astronómicos, significa sempre que o Sol encontra-se conjunto à Lua quando visto a partir da Terra. Mas durante o eclipse há a particularidade de existir um alinhamento entre o plano orbital da Lua com relação à Terra e desta com o Sol, de tal maneira que, da Terra, ficamos privados de ver o Sol. A Lua fica posicionada entre a Terra e o Sol (no meio) de tal forma que o Sol eclipsa-se… No que respeita à leitura e interpretação destes eventos, desde a antiguidade, os eclipses estão sempre associados a perdas. Como reside em nós, enquanto seres humanos, o medo de perder (faz parte do instinto de sobrevivência preservar as formas de vida que julgamos essenciais para nós) é fácil compreender porque os eclipses estão (ainda hoje) conotados como algo de negativo e preocupante. Os eclipses correspondem a sínteses do processo que existe entre o efeito do sol e da lua na humanidade, aquilo a que podemos chamar de aquisição de consciência e libertação de hábitos e padrões de comportamento. Periodicamente, ciclicamente, há como que uma actualização entre a experiência e o propósito, entre forma e energia. E como em qualquer processo de síntese, há necessariamente perdas e transformações, a passagem de algo isolado para algo composto, a que podemos chamar de Consciência. De acordo com a filosofia, síntese corresponde a uma composição ou reunião das diversas partes de um todo em algo único; Unificação.

Portanto seja pela ciência, pela filosofia ou pela astrologia, integrar o principio de um eclipse é ter a capacidade de encontrar uma síntese entre aquilo que é a nossa Força e Vontade e aquilo que ainda nos enfraquece e fragiliza, e passarmos desses elementos isolados e presentes em nós para o todo, das causas para as consequências. Como somos essencialmente infantis pensamos ou temos muito receio de lidar com as consequências, que neste caso podemos associar às manifestações negativas que a Humanidade atribui aos eclipses. Porque, verdade seja dita, ninguém é perfeito… e à semelhança do que acontece astronomicamente, quando estes três astros se alinham, todo o nosso “desalinhamento” com a Consciência espiritual, através das nossas escolhas e atitudes, tornam-se reais e evidentes. Eclipsa-se o que “não é real” do ponto de vista do desenvolvimento espiritual, o que não contribui para o processo de Unificação, de síntese.

Podemos ler o seguinte, com relação ao eclipse solar total do dia 21, no artigo da Visão do dia 7 de Agosto:

«Apesar de não existir nenhuma evidência de que o evento produza impacto em nós, ao nível físico, não se pode dizer o mesmo no campo psicológico. E não é de agora. A diferença é que os sacrifícios humanos que se faziam nestas alturas entraram em desuso nas sociedades ditas civilizadas. Os avanços científicos contribuíram para isso. Porém, não obscurecem completamente os medos e as fantasias sobre o que ainda é desconhecido e, como tal, matéria prima para ficção e muito agito, especialmente se tiver o rótulo – ou o título – de “total”.»

O medo ou a apreciação negativa que acompanham os eclipses deve-se ao facto de que a nossa noção de existência está ainda essencialmente associada ao plano físico e ao que é cientificamente provado. Queremos provar com os mesmos instrumentos de análise fenómenos que acontecem em planos diferentes. E esta noção de existência, este paradigma existencial, é um tema essencial quando se trata de reflectirmos acerca de, não um mas dois (este acompanhado por um eclipse), ciclos de lunação em Leão, um signo que está associado a Identidade, à noção de existência individual. Qual a nossa Consciência Existencial?

Desejavelmente queremos evoluir do medo para a consciência, com a capacidade de compreender que as possíveis manifestações negativas do eclipse estão associados, são síncronos e proporcionais com a nossa realidade interna. Teremos que passar da necessidade de meramente compreender o impacto físico e psicológico para a necessidade de compreender o impacto que este (e qualquer outro evento astrológico) tenha no nosso desenvolvimento espiritual. Caso contrário não evoluímos assim tanto na nossa sociedade dita civilizada. É verdade que hoje em dia não fazemos os mesmos sacrifícios humanos de antigamente, mas era importante perceber que Sacrifícios continuam a ser fundamentais, mesmo nos tempos de hoje. De tempos a tempos a nossa vida passa por processos de síntese voluntárias ou involuntárias até que passemos, simbolicamente, da Lua para o Sol. E isto, é um acto Heróico, que exige grandes Sacrifícios para que consigamos emergir triunfantes sobre a nossa natureza inferior, lunar. Seguindo a simbologia da terminologia, no eclipse solar aquilo que se eclipsa é a consciência que tínhamos até então acerca de nós próprios e das circunstâncias. Somos de certa forma forçados a abordar os problemas e a vida através de um novo entendimento. E porque neste caso é a Lua que bloqueia a energia do Sol, trata-se de compreendermos que aspectos da nossa psique bloqueiam a Luz da Consciência. Podemos abordar este eclipse como a necessidade de compreender o que ainda nos domina ao nível instintivo e remove vitalidade. Por isso nos eclipses solares, quando a influencia lunar é mais forte no individuo, o bloqueio da energia vital é muito forte estando associado a um enfraquecimento da força vital. Uma vez que o eclipse solar é uma conjunção entre o Sol e a Lua com as particularidades já descritas anteriormente, trata-se de um inicio de ciclo em que para que possamos realmente começar há que primeiro perder… Somos forçados a lidar com a força do passado, com as partes de nós que por norma não temos consciência para que possamos existir de outra forma, mais autêntica. Uma vez que este eclipse solar foi precedido por um eclipse lunar (no dia 7 de agosto em aquário – ler o artigo Lua Cheia em Aquário), tivemos a oportunidade para libertar padrões e velhas formas de Ser para agora começar de novo, com uma nova Consciência.

Relembrando, os eclipses sintetizam as energias que operam no individuo e no colectivo entre aquilo que são os seus instintos e natureza inferior, e aquilo que é Consciência adquirida, Luz e Iluminação, para que o processo possa ser continuamente reavaliado e o homem possa evoluir a partir do ponto em que se encontra. Os efeitos negativos ou positivos de um eclipse são nada mais que as manifestações dessa síntese individual e colectiva.

Ao nível pessoal, cada um deve procurar reflectir acerca destas necessidades. Numa análise mais focada no seu mapa cada um pode procurar em que eixo de casas ocorre o eclipse e se existe contacto por conjunção, oposição ou quadratura com planetas natais ou eixos do mapa (isso intensifica o efeito). Os planetas que recebem o eclipse manifestam a energia ainda instintiva porque é a energia do Sol que se eclipsa. São-nos revelados padrões e reacções que ainda nos fazem perder o controlo consciente da energia representada pelo signo e planeta que recebe o eclipse. Nessa temática somos convidados a começar de novo na forma como integramos os seus princípios. Emergem os problemas que interferem na correcta aplicação da energia, e com isso emerge igualmente um grande potencial revelador e de transformação.

Recomendo a consulta do artigo publicado em Julho acerca de primeira Lua Nova em Leão deste ano que ocorreu no dia 23 desse mês, para aprofundar e acrescentar significado a esta simbologia.

 

 A reflexão acerca do eclipse solar em Leão através do mapa de Donald Trump

E é tão tentador falar acerca da relação que este eclipse (e mesmo o anterior) tem com o mapa de Donald Trump que acredito que poucos sejam os astrólogos que não tivessem efectuado alguma análise ou reflexão acerca do assunto.

Os eclipses são eventos que provocam grande impacto na evolução da Humanidade, por isso trabalham a energia colectiva de forma significativa com vista a produzir perdas e transformações que permitam uma “limpeza” energética. Tendo em conta que as responsabilidades de Donald Trump para com o colectivo são enormes, é natural que a análise do seu mapa individual com relação a este evento tenha um interesse colectivo, mesmo que disso o próprio não tenha (nem nós tenhamos) consciência.

O eclipse solar total ocorre na Casa XII e faz conjunção ao Asc a 29º52’ de Leão e a Marte a 26º47’ em Leão (na XII). Isto aponta para a necessidade de transformação no que respeita à suas atitudes e iniciativas, a falta de Consciência com relação aos seus impulsos e atitudes egocêntricas. Como se se “eclipsasse” essa capacidade de agir e a energia deixasse de fluir. Quando pretendemos fazer uma síntese entre as motivações da personalidade e da Alma, as atitudes, a forma como definimos os nossos objectivos e aquilo pelo qual lutamos, eclipsa-se o que não É. Se o que temos que perder for muito, então, nesse caso, perdemos energia, capacidade de decisão, de iniciativa, autonomia. Agir como se fossemos uma ilha, por impulso ao que é apenas importante para nós, como se tudo fosse um atentado ao nosso orgulho, de forma dramática e sem capacidade de compreender as consequências que isso terá para os outros, é bem diferente de agir com amor-sabedoria (a energia de 2º raio do signo de Leão através do Sol) liderando o colectivo no caminho da Luz, servindo como exemplo. Como Marte na XII o individuo não consciente julga estar permanentemente a combater “inimigos ocultos” que são senão a manifestação do seu próprio inconsciente profundamente negado e de difícil acesso à Consciência. Como lidar de forma diferente perante assuntos que transcendem a sua esfera de controle e que forçam o próprio a refrear decisões que ao invés de beneficiar o colectivo prejudicam-no. Pelo facto de ser uma conjunção trata-se sempre de um contacto forte, mas este assume maior importância porque, para além do eclipse ter impacto sobre os eixos do seu mapa (conjunção ao Asc/Dsc, quadratura ao FC/MC), Marte em Leão rege o FC em Escorpião. O facto do eclipse ter impacto em todos os eixos do seu mapa revela a intensidade que o processo tem em toda a estrutura do seu ser (mesmo que isso não seja do conhecimento público). O FC remete para os contextos familiares (pessoais), e para as fundações psicológicas e emocionais do individuo, mas é igualmente representante da família enquanto pátria, nação.

Marte rege igualmente a casa IX em Carneiro interferindo com a sua imagem internacional, com a sua capacidade de afirmação perante o resto do mundo, perante as leis e a justiça.

Em simultâneo, Saturno em transito a 21º de Sagitário na casa IV faz conjunção exacta à sua Lua natal em Sagitário e oposição (1º orbe) ao seu Nodo Norte e ao Sol em Gémeos, ambos na casa X, sendo que o Sol é regente do mapa e de Marte em Leão que recebe a conjunção do eclipse. Under pressure… Saturno remete para a necessidade de amadurecimento e uma actualização no tempo no que se refere aos seus apegos e fanatismos religiosos, étnicos ou filosóficos, e a um sentimento de engrandecimento excessivo. Como a Lua representa as “massas”, a passagem de Saturno pode representar as limitações individuais em conseguir gerir os problemas da sua “casa” (país), a uma maior pressão por parte do povo sendo forçado a compreender os seus próprios limites e limitações individuais no que respeita à capacidade de diálogo e de verdadeira vontade de contribuir para o bem do colectivo (Sol e Nodo Norte em Gémeos na Casa X). Portanto Saturno acrescenta à simbologia de Marte com relação ao FC.

Plutão em transito a 17º de Capricórnio na casa V faz quadratura exacta a Júpiter em Balança na casa II e quincuncio a Úrano em Gémeos na casa X. A quadratura a Júpiter intensifica os processos de Plutão na V já que Júpiter é regente da Casa V (que abre com Sagitário). Isto intensifica os conflictos étnicos e religiosos de que já tanto nos habituou, mas traz igualmente ao de cima o lado mais negativo da sua visão materialista presente na expansão das relações que trazem apenas vantagens economicistas e exige profunda transformação desses princípios sob pena de se destruir (e ao resto do mundo). Pede uma reestruturação com relação à sua noção de justiça e diplomacia.

(muito mais há a explorar acerca destes trânsitos pelo que, quem assim desejar, poderá contribuir para a ampliação da sua análise).

Por se tratar do Sol que se eclipsa, em Leão, torna-se essencial perder excessos de zelo pelo nosso “pequeno eu” e permitirmo-nos sentir para lá do nosso orgulho e excesso de importância individual. Tendo em conta a energia manifestada pela pessoa em análise, é necessário um grande acto de heroísmo (Leão) admitir e reflectir sobre tantos padrões comportamentais, aceitar perder tanto de si para poder começar de novo. E será que o mesmo não se passará em cada um de nós?

É muito importante não perdermos enquadramento com relação a estes acontecimentos astrológicos, e compreendê-los como ligados entre si, a compor partes de uma mesma sinfonia. Este (e o anterior) eclipse, intensificam as energias deste mês de Agosto uma vez que remete para a necessidade de Existirmos de forma mais Honesta e conseguirmos contribuir para um mundo melhor. Um dos principais eventos astrológicos deste mês de Agosto é o inicio do movimento retrógrado de Úrano a 3 de Agosto. Uma vez que Úrano rege o principio oposto e complementar de Leão (por ser regente de Aquário), e à semelhança da análise para a Lua Nova em Leão do dia 23 de Julho, o movimento retrógrado de Úrano tem grande influência neste temática do eclipse (consultar “Agosto Astrológico”). Durante a análise dos trânsitos planetários reflectiamos desta forma com relação ao movimento de Úrano:

«Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade. Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum. (…) Influencia esta temática a energia de Marte em Leão durante este mês de Agosto uma vez que é regente de Úrano retrógrado em Carneiro. O posicionamento de Marte remete para a forma como lutamos por essa Liberdade, o que nos motiva, favorece e condiciona a nossa afirmação pessoal. Mas também o que precisa de ser descondicionado. (…) A temática da liderança é algo que será certamente bastante importante na vida de Donald Trump e em especial no exercício de funções como presidente dos Estados Unidos da América (cujo mapa natal tem Ascendente em Leão). O movimento retrógrado pode forçar a revisão de assuntos do passado que lançavam dúvidas com relação à clareza e legitimidade do seu processo de eleição, questionando novamente o seu direito a ser líder das ideologias democráticas do seu país e o impacto que têm sobre o resto do mundo.» (https://ascendentt.wordpress.com/2017/08/02/2214/).

Com o movimento retrógrado parece que voltámos ao passado conforme pudemos constatar através dos acontecimentos em Charlottesville (no dia 12 de Agosto), com manifestações de racismo e com princípios ideológicos “retrógrados”. Somos forçados a Re-mexer em assuntos aparentemente controlados e sanados. O movimento retrógrado permite-nos perceber o que ainda não está resolvido numa sociedade supostamente democrática, num mundo supostamente Livre.

Mais do que sermos apenas espectadores das suas “Trampas”, estes eventos e acontecimentos são apenas um exemplo (entre tantos) da necessidade de reflectir, enquanto Humanidade, no nosso sentido de Liberdade e onde, em cada um de nós, existe um “movimento retrógrado” nesse sentido. Esta relação entre Úrano e Sol, Aquário e Leão, tornam este eclipse (e o anterior com a Lua Cheia em Aquário) tão importante com relação à necessidade de melhorarmos significativamente enquanto indivíduos ao mesmo tempo que nos vamos indignando enquanto sociedade… enquanto indivíduos… que vamos conseguindo sintetizar estas duas realidades e Unificar aquilo que somos com aquilo que (ainda) não somos… enquanto indivíduos… enquanto sociedade…

Que se eclipsem as pequenas vontades dos homens, e que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra (A Grande Invocação)

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Lua Cheia com eclipse lunar parcial

7 de Agosto de 2017 | 15º de Aquário

Começo esta reflexão por esta idéia: somos um bicho d’hábitos! Meu Deus, e como somos… por isso temos que passar permanentemente por processos de Desaprendizagem. Desaprender automatismos, desaprender, desaprender, desaprender, até que… não existe mais nada… e tudo Existe. A isso chama-se vulgarmente, e de forma tão repetitiva hoje em dia que até já se tornou um hábito!, de Consciência. Ou, em astrologia, significa passar da Lua para o Sol. E diariamente andamos nesta “dança e contradança” com o ciclo de lunação. E para que despertemos deste automatismo existencial, inclusivamente no que respeita à leitura destes textos, é importante relembrar que aquilo que mais importa, a única aliás, é que tudo isto que aqui se escreve e lê apenas serve se for para ajudar a Desaprender e a Construir um pouco mais de Consciência.

E quando temos uma lua cheia com eclipse lunar, desaprender é essencial…

Com este pico de ciclo lunar em Leão, reflectimos acerca das formas de viver a vida na nossa mente que necessitam de ser transmutadas para que o nosso Coração possa abrir. Sentir onde nos encontramos divididos e fragmentados, onde sentimos que a vida foge, corre e como nos sentimos neste mundo. A força dos eclipses permite o aprofundamento de padrões e energias das quais frequentemente não temos Consciência. Este ciclo é particularmente forte tendo em conta que Úrano (regente da Lua em Aquário) encontra-se retrógrado (consultar “Agosto Astrológico 2017“). Na análise da lua nova deste ciclo (ler o texto integral aqui) referia o seguinte:

«E é, quando essa Autenticidade é real, que existe em nós um brilho natural que tudo ilumina. Esse Brilho é o da Luz da Consciência que representa, no fundo, Amor. Ao lançarmos Luz sobre o nosso lado lunar (o processo desenvolvido no signo anterior), a todas as partes que ainda necessitam do nosso cuidado, estamos a desenvolver Consciência. Sabemos que, para sabermos quem Somos, precisamos dessa Honestidade e desse Amor porque ao longo do processo de nos auto-descobrirmos iremos com certeza ver em nós aspectos dos quais não temos assim tanto orgulho. Com esta Vontade de ir além dos padrões e instintos estamos a Criar novas formas de Ser. Que lugar extraordinário o mundo seria (para além do que já é, claro) se cada um de nós fosse Leal e Honesto neste processo. Estaríamos na presença da verdadeira sociedade Aquariana, representada pelo signo oposto e complementar a Leão – Aquário – que representa o Servidor do Mundo.»

Esta Lua Cheia em Aquário com eclipse lunar parcial é o momento em que podemos reflectir de forma mais objectiva, com maior clareza, sobre a nossa necessidade de Honestidade sobre a oposição entre aquilo que verdadeiramente desejamos Ser e aquilo que ainda sentimos desviar-nos dessa Consciência. Como Sou e como isso se reflecte perante os outros. São processos intensos e extremamente transformadores pelo potencial de revelação. Reflectimos fortemente acerca do passado e de como projectámos para o futuro. E principalmente como esse futuro parece já não ser tão actual perante a nossa Vontade presente.
Portanto, temos uma lua cheia acompanhada de um eclipse lunar parcial e com Úrano retrógrado. Trata-se de uma forte reviravolta existencial, critica na vida de muitos, principalmente nos que possuem planetas e eixos do mapa até 2º de orbe do eclipse nos signos de Touro, Leão, Escorpião e Aquário. Teremos que lidar com fortes paradigmas existenciais (individuais e colectivos) que não reflectem a Liberdade de Expressão Individual e, fundamentalmente, não reflectem o que de melhor existe nos nossos Corações. Trata-se, de uma forma geral, de questionarmos os nossos padrões e automatismos enquanto sociedade, e como nos sentimos reflectidos por essa identidade colectiva. Honestamente, se alguma “coisa” no sistema tem que eclipsar este é o momento ideal… Com esta energia podemos fazer a ponte entre a nossa Criatividade e formas mais Livres de servir os outros e o colectivo, de contribuir para um grupo, sistema ou associação que melhor reflicta esta nova Consciência. Onde e de que forma temos que acordar e parar de seguir um caminho adormecido e sem verdadeiro futuro… Trata-se de pôr fim a formas de pensar fora de tempo, com as quais não existe mais Identificação e, principalmente, não existe Amor. Desaprender, para Ser sem hábitos, e só assim poder Ligar-me a tudo o resto, de forma diferente, mais Autentica, Real.
 

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Úrano em Carneiro inicia movimento retrógrado no dia 3 de Agosto passando a directo apenas a 2 de Janeiro de 2018 (por essa altura já Saturno ingressou em Capricórnio a 20 de Dezembro de 2017). Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade.  Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano  representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum.  Como sabemos tudo depende do nosso nível de Consciência, a manifestação do que é bom e mau… Tendo em consideração a qualidade destas energias de Carneiro e Úrano, o movimento retrógrado requer  uma grande dose de força de carácter para lidar com algo que foi naturalmente feito para agir a alta velocidade e tem agora que retroceder a energia que o motiva. Influencia esta temática a energia de Marte em Leão durante este mês de Agosto uma vez que é regente de Úrano retrógrado em Carneiro. O posicionamento de Marte remete para a forma como lutamos por essa Liberdade, o que nos motiva, favorece e condiciona a nossa afirmação pessoal.  Mas também o que precisa de ser descondicionado. Rever a nossa capacidade de liderança. A temática da liderança é algo que será certamente bastante importante na vida de Donald Trump e em especial no exercício de funções como presidente dos Estados Unidos da América (cujo mapa natal tem Ascendente em Leão). O movimento retrógrado pode forçar a revisão de assuntos do passado que lançavam dúvidas com relação à clareza e legitimidade do seu processo de eleição, questionando novamente o seu direito a ser líder das ideologias democráticas do seu país e o impacto que têm sobre o resto do mundo. E este exemplo pode ser estendido a outros líderes e sistemas sociais. Como cada um destes indivíduos (Leão) contribuem para a mudança que o mundo quer e precisa, para a sociedade da nova era (Úrano). O ciclo de lunação em que nos encontramos é leonino, e durante este mês de Agosto, no dia 7, teremos a Lua Cheia a 15º25’ de Aquário (Úrano) com eclipse lunar parcial, e teremos novamente, no dia 21 de Agosto, uma Lua Nova a 28º53’ de Leão (a segunda) mas esta regista igualmente um eclipse solar total. Esta Lua Nova faz conjunção ao Ascendente de Donald Trump, a 29º57 de Leão e a Marte a 26º46’ também de Leão. Todas estas energias em Leão (pelos motivos já referidos no artigo da lua nova do dia 23 de Junho) trazem especial enfoque à nossa resposta, enquanto sociedade, dos e aos líderes de todo o mundo. Os temas sobre este ciclo lunar que ocorre no mês de Agosto serão desenvolvidos e aprofundados aquando da sua ocorrência. E durante este mês, Marte em Leão faz quincôncio a Neptuno em Peixes entre o dia 7 e 13, quincôncio a Plutão em Capricórnio de 13 a 19 de Agosto. O Sol antecipa os aspectos de Marte efectuando os mesmos contactos em períodos diferentes. Em Leão, o Sol faz conjunção Marte de 1 a 4 de Agosto (na sequência da Lua Nova do dia 23), quincôncio a Neptuno em Peixes entre o dia 4 e 8, quincôncio a Plutão em Capricórnio de 8 a 12 de Agosto. Em astrologia, estes aspectos formam uma configuração a que se dá o nome de YOD e requer um grande e que requer grande esforço por parte da nossa Consciência para integrar os ajustes necessários entre a nossa necessidade de agir, a nossa determinação e necessidade de afirmação pessoal, e a sensação de falta de “consistência” das circunstâncias. Pela negativa este pode ser um período de grande confusão e tensão, com particular desgaste energético e desvitalização, por ilusões da força e poder individual. É como se tivéssemos primeiro que tomar Consciência de como nos posicionamos como indivíduos perante o colectivo, como esse mesmo colectivo nos afecta, condiciona e molda para depois agirmos da melhor maneira (mais Solar, consciente), contribuindo da melhor forma, a que podemos, sem ilusões, escapismos ou subterfúgios.

Júpiter mantém-se ainda no signo de Balança até Outubro deste ano, dia 10, data em que ingressa em Escorpião. Em Agosto faz quadratura a Plutão em Capricórnio na primeira metade do mês, até ao dia 16 (e para isso talvez seja útil reler o artigo “Março Astrológico” e “Abril Astrológico” em que esta temática foi amplamente explicada) e sextil a Saturno em Sagitário na segunda metade (a partir do dia 16 até ao dia 31). Tendo em conta que Júpiter já efectuou estes aspectos ao longo da sua passagem por Balança (desde Setembro do ano passado), desejavelmente tivemos mais que oportunidade para tomar consciência do que precisa de urgência em ser transmutado com relação à forma como orientamos a nossa vida, os valores que regem a sociedade para que seja mais justa e clara nos seus princípios. E sinceramente a quadratura a Plutão em Capricórnio acrescenta tensão à temática associada ao movimento retrógrado de Úrano, eclipses, ciclo de lunação e ao posicionamento de Marte em Leão. O sextil a Saturno é a oportunidade para reestruturarmos e consolidarmos mudanças com relação a estes temas, já que, ao fim de 4 meses e meio (desde o dia 6 de Abril), Saturno a 21º de Sagitário, passa a movimento directo no dia 25 de Agosto.

Mercúrio inicia movimento retrógrado no dia 13 de Agosto a 11º de Virgem, passando a movimento directo no dia 5 de Setembro a 28º de Leão. É um período para rever como organizamos a nossa vida, para repensar como a mente interpreta e avalia a realidade, porque no fundo todo o entorpecimento, atrasos e reveses do movimento retrógrado de Mercúrio (principalmente em Virgem, o seu domicilio) pretende essencialmente e na sua génese colocar-nos frente a frente com as nossas maquetes mentais e suas limitações. Podemos (e devemos) aproveitar, porque Tudo são oportunidades, para aprofundar detalhes e pensar, a partir de uma nova perspectiva, sobre o que é necessário refazer de forma a aperfeiçoar o nosso modo de pensar e, por conseguinte, a nossa vida.

Na notícia publicada pelo Diário de Notícias podemos ler:

«Hoje, 2 de agosto, a humanidade esgota os recursos do planeta disponíveis para este ano e começa a consumir a crédito. Pode parecer só mais uma data, mas desde que estas contas começaram a ser feitas, em 1970, este é o ano em que se atinge mais cedo o esgotamento dos recursos, para além do que a natureza pode repor, diz a organização internacional Global Footprint Network, que faz as estimativas.

É, portanto, um novo recorde, mas não será o último, se a tendência de antecipação da data, que se tem mantido contínua e persistente desde há quase cinco décadas, não sofrer nenhuma alteração de fundo. Este ano, por exemplo, a data cai seis dias mais cedo em relação ao ano passado, em que o último dia do ano para o planeta chegou a 8 de agosto, ou ainda 11 dias mais cedo do que em 2015, em que essa marca foi atingida a 13 de agosto – e assim sucessivamente. Só nos últimos 10 anos houve uma antecipação em 54 dias desta marca de insustentabilidade para a Terra.»

E porque falar de movimento retrógrado é remeter para “trás”, talvez faça sentido reler o artigo publicado em Agosto do ano passado que pretendia fazer uma análise e reflexão acerca destas mesmas temáticas de Mercúrio retrógrado (igualmente) em Virgem – “Reorganizar para Renascer por entre as cinzas. Durante o mês de Agosto, Mercúrio faz apenas contacto com Vénus em Caranguejo, em sextil, entre o dia 8 e 12. Talvez possamos pensar em formas mais harmoniosas de viver, mais construtivas e equilibradas. Pensar e ter Gratidão, fazendo uso prático dos recursos que verdadeiramente necessitamos, apenas isso.

O Sol faz sextil a Júpiter em Balança entre o dia 7 e 13, trígono a Saturno em Sagitário entre o dia 12 e 16 e trígono a Úrano em Carneiro de 19 a 23 de Agosto. Marte em Leão repete os mesmos contactos a Júpiter entre o dia 16 e 25 e a Saturno entre o dia 19 e 26. Permite um período de maior clareza e agir no sentido de reequilibrar o nosso modo de viver utilizando soluções mais criativas e responsáveis.

Antes de ingressar em Leão, a 26 de Agosto, Vénus em Caranguejo faz trígono a Neptuno em Peixes de 10 a 14, oposição Plutão em Capricórnio de 13 a 17, quadratura a Júpiter em Balança entre o dia 16 e 19, quincôncio a Saturno em Sagitário de 17 a 21 e quadratura a Úrano em Carneiro entre o dia 23 e 27 de Agosto. Parece ser um período extremamente exigente e desafiante para a integração dos princípios de Vénus. Período de maior instabilidade financeira, com necessidade de rever investimentos, parcerias e contratos. Somos testados com relação ao que realmente tem valor para nós, o que requer o nosso cuidado e procurar dar valor às pequenas coisas. Passamos por um período de maior sensibilidade relacional e como nos relacionamos com aquilo que nos é mais familiar e pessoal. Recuperarmos onde perdemos a nossa Humanidade. Quais os nossos recursos emocionais e que pontes fazemos entre o passado e a nossa necessidade de mudança e reestruturação.

Bom trabalho para Agosto

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Lua Nova 

23 de julho de 2017 | 00º44’ Leão

Frequentemente lemos ou ouvimos, que viver a energia de Leão (e através do Sol, seu regente) significa sermos, por exemplo, autênticos. E de um modo geral, a forma como a maioria de nós experiencia este sentido de autenticidade, passa pela exacerbação daquelas características da personalidade que nos fazem sentir especiais, importantes e que procuramos proteger porque é isso que nos define. Muitas delas, algumas negativas no impacto que têm sobre a nossa vida, são motivo de extremo orgulho. E enquanto nos identificamos com estes traços de personalidade, muitos deles estruturados em profundas carências mal resolvidas, projectamos o nosso pequeno “rei na barriga” sobre o mundo e sobre os outros, lançamos o melhor de nós mas também as nossas “fúrias” partindo do principio que, assim sim, estamos a ser autênticos. Nessa ilusão, a da personalidade, vivemos um autêntico egocentrismo, a fazer das “tripas” (lua — 2° chakra) o lugar do “Coração” (representado pelo Sol, regente do signo de Leão).

 

Do ponto de vista do desenvolvimento da Consciência, enquadrado na dimensão espiritual do Homem, procurar Ser verdadeiramente Autêntico, pressupõe vencer algumas dessas pequenas batalhas pessoais e por isso dispensa a necessidade de um excesso de afirmação pessoal. Sem máscaras e artifícios para consigo mesmo, livre de orgulho, de ferida narcísica, “síndromes de rei”, assim, simplesmente, Autênticos. E isto de se Ser Autêntico requer Lealdade, Honestidade, Reconhecimento, todas estas qualidades frequentemente atribuídas ao signo de Leão. O que me parece por vezes ser difícil compreender na interpretação deste signo é que todas estas qualidades referem-se essencialmente a este processo individual, pessoal e intransmissível de nos descobrirmos por completo, e não simplesmente atributos de personalidade que os outros podem apreciar. Compreender a energia de Leão, pressupõe igualmente integrar o principio da Lealdade para desenvolvermos o nosso próprio trabalho de aperfeiçoamento (o signo seguinte – Virgem), sem rejeitar mas antes Reconhecendo com Honestidade onde ainda somos frágeis e vulneráveis (o signo anterior, Caranguejo) para abraçar tudo o que em nós existe e desta forma Criar algo mais Autêntico. Sentir onde “quebrámos a ligação” para que possamos resgatar a nossa Identidade (ler artigo acerca da Lua Nova em Caranguejo do dia 24 de Junho de 2017). A Autenticidade que procuramos em Leão vem da Identificação com a presença espiritual que existe (em grande parte) adormecida em nós. Essa Lealdade e Honestidade são fundamentais para que não desistamos das lutas que temos que travar ao longo dos desafios e experiências da nossa vida. O processo de sabermos quem Somos é uma jornada Heróica, que requer muito da nossa Vontade e capacidade de Liderança. E é, quando essa Autenticidade é real, que existe em nós um brilho natural que tudo ilumina. Esse Brilho é o da Luz da Consciência que representa, no fundo, Amor. Ao lançarmos Luz sobre o nosso lado lunar (o processo desenvolvido no signo anterior), a todas as partes que ainda necessitam do nosso cuidado, estamos a desenvolver Consciência. Sabemos que, para sabermos quem Somos, precisamos dessa Honestidade e desse Amor porque ao longo do processo de nos auto-descobrirmos iremos com certeza ver em nós aspectos dos quais não temos assim tanto orgulho. Com esta Vontade de ir além dos padrões e instintos estamos a Criar novas formas de Ser. Que lugar extraordinário o mundo seria (para além do que já é, claro) se cada um de nós fosse Leal e Honesto neste processo. Estaríamos na presença da verdadeira sociedade Aquariana, representada pelo signo oposto e complementar a Leão – Aquário – que representa o Servidor do Mundo.

Podemos aproveitar esta Lua Nova em Leão para despertar a semente que vai liderar cada um de nós para este processo de Reconhecimento. Onde precisamos de ser Honestos e Leais, onde precisamos de trazer e fazer Luz para que nos possamos ver e Ser por inteiro. O que requer a nossa força e Poder pessoal para que possamos assumir a Liderança que sentimos faltar, para recuperar ou fortalecer a nossa Alegria de Viver. Recordo que podemos e devemos ampliar as nossas intenções para a esfera colectiva. Podemos desejar que a Humanidade desperte para esta energia Criativa e consiga ver como continua a repetir a história dos seus antepassados. Infelizmente, ainda continuamos a resolver grande parte dos problemas da mesma maneira, como há séculos, seguindo lideres autoritários e narcísicos, que reflectem senão a nossa covardia individual em Sermos por inteiro. Temos Poder para viver de forma diferente! É preciso a Vontade para que isso aconteça e a Honestidade para vermos onde continuamos a errar… Porque me identifico com estes pensamentos, crenças, opiniões, sentimentos, desejos, vontades, inseguranças, ambições, ….????….???? O que me define? Quem Sou Eu? Quem somos nós? Façam a vocês mesmos as perguntas certas para o vosso próprio processo de se auto-descobrirem e permitam-se o Silêncio para deixar as respostas surgirem. E tenham Honestidade nesse Reconhecimento.

Este e o anterior ciclo de lunação são fortes e intensos. A lua Cheia em Capricórnio (referente ao ciclo de caranguejo) fez conjunção a Plutão no dia 9 de julho e a Lua Nova em Leão que acontece no dia 23 de julho faz conjunção a Marte. Esta é uma relação importante uma vez que o Sol encontra a sua exaltação em Carneiro, signo regido por Marte. Esta afinidade entre os dois planetas promove a Coragem para nos assumirmos por completo, para iniciar um novo caminho de auto-descoberta e desenvolvimento pessoal. Pela negativa esta energia pode intensificar a afirmação pessoal excessiva e egocêntrica que pretende apenas servir o seu desejo e ambição pessoal (o 3º chakra em hiper funcionamento sem a abertura do chakra do coração). Uma vez que o signo de Leão está associado a Liderança, esta é uma energia particularmente ressonante com os líderes de todo o mundo. Foquemos por isso a nossa energia nas intenções para este novo ciclo de lunação de forma a desejar que a Luz desça à Terra.

 

«Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma Luz na escuridão da mera existência.» (Carl Gustav Jung)

 

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