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Lua Nova Gémeos

4º47’ | 25 Maio 2017 | 21:46

O que mais desejamos, ao longo da nossa existência, é conseguir compreender a vida e o mundo. E ao longo desse processo passamos por muitas fases. Chegamos a achar que já sabemos tudo, temos inúmeras opiniões sobre o funcionamento da vida e sobre nós mesmos, e passamos por outras fases em que a nossa perceção mental da vida e das circunstâncias são senão uma série de equívocos e falhas de interpretação. E vivemos basicamente nesta Dualidade… até que se faça Luz! E Ela acaba sempre por surgir…

Na análise da última Lua Cheia em Escorpião (correspondente ao ciclo anterior da Lua Nova em Touro), refletimos sobre o seguinte:

«Tudo o que tem um início tem igualmente um fim.» (Buddha) 

São as duas faces que compõem a mesma moeda, a cara e a coroa. Apenas podemos viver se conseguirmos conviver com a nossa (ainda) dualidade existencial, uma circulação energética entre a vida e a morte, entre a inspiração e a expiração… Se eliminarmos uma destas correntes deixaremos de Respirar. Ambos os processos permitem o transporte, o aporte, e as trocas de recursos extremamente importantes para a vida do nosso corpo.

Em sintonização com esta Lua Nova em Gémeos, façamos um esforço Consciente para despertar esta semente dentro de nós. Aqui podemos despertar a compreensão do que foi descrito no processo anterior (ler Lua Cheia em Escorpião) e activar a inteligência mental favorecida por Mercúrio (planeta de 4º raio, a Harmonia através do Conflicto) para conseguirmos comunicar com todas as partes de nós, e da nossa vida, que ainda estão em conflicto. A Lua Cheia em Escorpião favoreceu o reconhecimento desses conflictos internos que bloqueiam a nossa capacidade de nos sentirmos em Paz e Harmonia. Durante esta Lua Nova em Gémeos podemos esforçar—nos para estabelecer uma comunicação entre essa dualidade interna e procurar movimentar os nossos “recursos” (a Consciência do ciclo anterior) de forma a transferimos a energia para onde há a necessidade. Objectivamos a realidade (Touro) e mantemos a capacidade de compreender o que ela encerra de oculto (Escorpião), perceber e, principalmente, ter a curiosidade de querer saber aquilo que existe por detrás da realidade aparente ou visível. Oportunidade para estabelecermos comunicação entre a “Bela e o Monstro” e, resolvido o conflicto entre os dois, possamos comunicar com a nossa Alma e trazer mais qualidade às mensagens que pretendemos transmitir e receber.

Se refletirmos acerca dos conflictos que decorreram no mundo desde que ocorreu esta Lua Cheia em Escorpião (10 de Maio 2017), grande é a necessidade de Iluminar a mente dos Homens para que desperte nas suas Consciências a necessidade de comunicarem entre si de forma a resolverem os conflictos e as guerras entre a humanidade. Compreender o que tanto temos em comum, e o que tanto ainda nos separa… esta é uma oportunidade para olharmos para a vida e para as circunstâncias com um novo olhar, o que melhor se assemelha ao de uma criança, sem preconceitos e simplesmente disponível para “vermo—nos” uns aos outros pela primeira vez…

Na nossa vida “real”, a energia desta lua nova favorece a interacção com o ambiente que nos rodeia e a capacidade de olharmos para os factos e circunstâncias da nossa vida através destes princípios. Onde devemos olhar para a nossa vida com o olhar de uma criança, o que precisa de uma nova aprendizagem, da nossa mente observadora, onde precisamos de “transportar” recursos e em que áreas precisamos de ativar a comunicação permitindo assim que a energia circule. Apercebemo—nos como conseguimos Criar novas realidades através desta “ginástica mental”.

Talvez faça sentido dizer que esta Lua Nova em Gémeos é a necessidade de desenvolver esta Consciência sobre como Respiramos na nossa vida e sobre como fazemos a gestão das trocas energéticas entre nós e o mundo para que a vida circule, para que o prana circule. Esta Consciência das “trocas” em Gémeos é o inicio de um processo que atinge o seu culminar no sigo da Balança (regido por Vénus que por sua vez rege Gémeos esotericamente).

Bom início de ciclo

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Cheia em Escorpião – 20º24′

No Ciclo referente a esta Lua nova em Touro do dia 26 de Abril, focámos especial atenção na temática dos recursos e, principalmente, sobre a necessidade de desenvolver Consciência acerca da nossa relação com a matéria, e como o sentimento de Abundância está intimamente relacionado com a nossa capacidade de nos sentirmos em Gratidão pelo simples facto de existirmos. Como esse sentimento de Paz expande a quantidade de “recursos” que se colocam à nossa disposição para construirmos uma vida mais harmoniosa e estável. A oposição do Sol em Touro com a Lua em Escorpião permite-nos aprofundar este processo porque esta é a fase em que iluminamos os “buracos” existentes na nossa vida, onde ainda precisamos de levar Luz, e é o momento em que temos a oportunidade de reconhecer aquilo que ainda destrói a Paz e estabilidade do nosso corpo físico, emocional e mental. Esta lua cheia está associada ao festival de Wesak, à comemoração do nascimento, iluminação e morte do Buda. A iluminação é um estado de Consciência que apenas é possível de ser obtido quando superamos as batalhas internas que nos privam da vida da Alma e da união com o Espírito. Superamos os conflictos entre a Alma e a personalidade, e nesse momento morremos para um estado de Consciência e renascemos para outro mais refinado, até que tenhamos atingido a Libertação e termine o processo de encarnação. O eixo Touro-Escorpião representa esse portal para o caminho da Iluminação, em que o ser encontra a Paz absoluta através da capacidade de se envolver profundamente no reconhecimento e cura dos “vícios” da sua dimensão inferior, e encontra a tão desejada “Harmonia através do Conflicto”.

«Tudo o que tem um início tem igualmente um fim. Constrói a tua Paz com base nesse princípio e tudo estará bem.» Buddha

Igualmente com esta Lua que se enche em Escorpião no dia 10 de Maio chegámos ao pico deste ciclo em que, simbólica e literalmente, fazemos “contas à vida”. Teremos que chegar a um acordo entre aquilo que é a nossa Vontade, as nossas intenções iniciais, e aquilo que, ao longo deste ciclo se foi revelando como impossível de ser “construído”. Clarifica-se o que vale e o que não vale, e por essa ordem de “valor”, temos maior clareza para decidir onde escolhemos investir os nossos recursos, tomamos consciência do que aquilo que temos em nossa posse nos permite (ou não) construir e onde, por isso mesmo, ainda reside insatisfação e se torna tão necessário tomar Consciência sobre o efeito negativo que isso ainda tem sobre a nossa vida.

Esta Lua Cheia tem a particularidade de fazer contacto com Plutão em Capricórnio, e tem estreita relação com este ciclo por ser regente do signo de Escorpião. A fluidez do contacto (trígono ao Sol e sextil à Lua) facilita a tomada de decisão com relação ao que tem sido abordado, de tomar decisões sobre aqueles aspectos da nossa vida que precisam de reformas imediatas. Nesta fase talvez seja mais fácil ver (qualidade da Lua Cheia) exactamente para onde precisamos de conduzir os nossos recursos de forma a conseguirmos atrair melhor qualidade de vida, e onde podemos ter maior sensibilidade para compreender, por entre as escolhas que teremos que fazer, o que ganhamos e o que perdemos. Permite-nos igualmente tirar o melhor proveito dos recursos que temos à nossa disposição, e inclusivamente descobrir outros que nos eram “ocultos”.

Sem esta Consciência taurina minimamente desenvolvida (consultar Lua Nova em Touro), este pode ser um período emocionalmente profundo em que, na ausência de Consciência, a vida decida por nós, e acabemos por atrair circunstâncias que pretendem destruir o nosso apego excessivo ao mundo dos sentidos, e à Identificação “possessiva” com o que consideramos conforto e segurança, para que possamos reconhecer as ilusões que construímos sobre nós próprios.

O que este, e todos os acontecimentos astrológicos, permitem, é um alinhamento entre o Homem e as energias cósmicas para que o Homem possa ter a oportunidade de as receber na sua Consciência.

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Ao contrário do signo de Carneiro, Touro tem os chifres voltados para o céu. Touro pretende sacralizar os impulsos e iniciativas (Carneiro). Ele representa a receptividade à inspiração divina que procura encontrar uma forma concreta de manifestação. Saibamos nós compreender o significado “O que está em baixo é o reflexo do que está em cima”, e teremos a capacidade de compreender que todas as formas presentes no plano da terra são o suporte de níveis de Consciência, e para que a evolução da Consciência encontre novos suportes de manifestação, as formas terão necessariamente que circular e sofrer mudanças para estados progressivamente mais refinados, mais belos e harmoniosos assim a nossa Consciência o permita. Este simbolismo não é assim tão hermético. Nós somos o melhor exemplo para compreender esse significado. A nossa Alma habita na Terra numa determinada forma, o nosso corpo. Esse corpo foi “construído” com materiais e recursos especificos, que são determinados em função da Consciência que o habita. Cumprida a sua função na Terra, a Alma separa-se do corpo quando termina o propósito para a sua existência neste plano. Esta compreensão que a vida não está presa na matéria, apenas a utiliza como veículo de expressão, permite passarmos da necessidade de possuir para a satisfação de apenas usufruir dos recursos que temos à nossa disposição neste plano.

Esta Lua Nova em Touro (6º27’) pode ser um período em que procuramos atrair essa inspiração divina que nos ajuda a compreender a (nossa) vida na terra e a construir realidades progressivamente mais próximas do plano divino. Tomo Consciência do que desejo e do que consigo atrair pelo simples facto de estar grato. Experimentem nesta Lua Nova, em Silêncio, em meditação, repetir com Vontade, Verdade e Sentimento: Gratidão Gratidão Gratidão pela Vida. Repitam esta frase até sentirem que são o que dizem, Gratos. No lugar da insatisfação cresce a Gratidão e começamos a viver um sentimento de Amor que traz Paz, Harmonia, Segurança e Estabilidade. É este Amor que gera esta energia interna de nos sentirmos em Abundância. Gratidão gera poder e abundância internamente… este é o verdadeiro “segredo”. A realidade externa será um reflexo deste estado de Ser.

Queremos agora que o que eram essencialmente iniciativas comecem a ganhar forma e que as sementes comecem a vir à superfície. Sabemos que no ciclo natural da vida, nem todas as sementes vingam. Nem todas encontram as condições necessárias para se fortalecerem, os recursos e a segurança que garantam um crescimento forte e próspero. Pretende-se agora que comecemos a ganhar consciência dos aspectos práticos e dos recursos que temos à nossa disposição para dar forma a todos estes “impulsos” (Carneiro), e perceber, por entre todas as nossas intenções de iniciar um novo caminho quais as que mais valorizamos e, por isso mesmo, escolhemos “investir”. Sendo Touro o signo do Construtor (na sua essência, da realidade do Céu na Terra), com esta Lua Nova em Touro somos convidados a construir a Paz interna que nos permite sentir em Gratidão com e pela vida, Gratidão pelo simples facto de existirmos (Carneiro). Vénus, regente exotérico de Touro, encontra a sua regência esotérica em Gémeos, representando na integra o principio “A energia segue o pensamento”. Isto significa que a realidade começa primeiro no pensamento. Através dele geramos o poder de atrair as realidades da nossa vida. Mudamos o pensamento, mudamos a nossa realidade e a do mundo. Por isso, em tempos actualmente tão difíceis, podemos expandir as intenções desta semente para a Consciência da Humanidade através do nosso pensamento. Que possam ser plantadas sementes de Amor onde antes existia ódio, para que o Homem possa harmonizar-se e construir um pouco mais de Paz em si mesmo e no mundo. Que a Terra e os seus recursos sejam respeitados para que todos possam usufruir da sua abundância ao invés de ficarem na posse de tão poucos.
Cada um de nós em pontos diferentes do planeta, cada um de nós abençoados pelo mesmo céu.

«Não existe nenhum caminho para a Paz. A Paz é o Caminho.»

(Mahatma Ghandi)

Em Gratidão ❤

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21º33’ de Balança | 11 de Abril | quadratura Plutão em Capricórnio

Tem existido sem dúvida uma grande activação energética no sentido de comerçarmos de novo. Independentemente dos “começos” de cada um, o que a lua nova em Carneiro do dia 28 de Março nos propõem é, pelo menos e no mínimo, uma actualização dos nossos objectivos de vida e em que ponto se encontra a nossa força de viver, o nosso entusiasmo pela vida e o (im)pulso da nossa Vontade. E este é o período em que reflectimos sobre em que fase estamos nesse processo. Se tomarmos em consideração o movimento planetário durante este mês de Abril (em “Abril Astrológico 2017”), esta Lua Cheia pretende trazer muito do passado para o presente antes de podermos realmente pensar em consolidar os nossos objectivos. Teremos muitos planetas retrógrados e isto pode acrescentar uma sensação de frustração pela forma antagónica como sentimos e como a realidade se apresenta. Esta Lua Cheia pretende que tomemos Consciência onde nos encontramos ainda emocionalmente divididos, onde ainda existem dúvidas com relação ao caminho que pretendemos seguir e, neste caso, teremos mesmo que procurar escolher com Coragem de forma a conseguirmos sentir alguma Paz dentro de nós. Simultaneamente poderemos tomar Consciência que assumir a nossa própria força e vontade não nos afasta dos outros, pelo contrário, permite-nos atrair relações mais gratificantes e em maior sincronicidade com esta nossa nova parte de Ser.

Este é um culminar de ciclo que traz intensidade e profunda oportunidade de transformação igualmente pela quadratura a Plutão a 19º do signo de Capricórnio. Durante esta Lua Cheia a tomada de Consciência de tudo isto inclui a compreensão das responsabilidades que assumimos ao longo do tempo e o peso que representam no momento presente, inclui a necessidade de assumir os medos ocultos que podem minar e destruir estes novos objectivos e os impulsos de agir no sentido da mudança. Este será o nosso fim, ou o fim do que ainda nos mantém no impasse… Onde ainda sentimos que devemos “agradar” à custa do nosso próprio desagrado. Como nos sentimos com os outros e como nos reconhecemos sozinhos. E neste processo de nos reconhecermos “sozinhos” não significa propriamente ausência de Relação, ou de ligação aos outros / com os outros. Este culminar de ciclo implica ter a Coragem de saber onde nós nos encontramos para permitir um melhor encontro com os outros. Tendo em conta os conflictos mundiais, esta Lua Cheia em Balança representa uma excelente oportunidade para refletirmos como o mundo inteiro carece de Amor, para sentirmos como temos destruído este sentimento de Paz e Harmonia, e como é urgente começar de novo. Logo a seguir a esta data, o Sol fará uma conjunção a Úrano (de 12 a 16 de Abril) a trazer uma energia extra de forma a tornar a mudança uma realidade. Recomendo a leitura de “Abril Astrológico 2017” para uma melhor integração desta lunação.

A casa onde acontece a Lua Cheia revela as circunstâncias, os assuntos e as áreas de vida em que seremos convidados a tomar Consciência desta temática. A casa onde se encontra Plutão em Capricórnio corresponde à área de vida, e às circunstância de lançam “a bomba” que pretende quebrar a harmonia e acender o conflicto entre estas necessidades opostas.

Esta será uma Lua Cheia emocionalmente intensa e “explosiva”, pelo que teremos que redobrar a nossa Coragem e Tolerância.

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Durante este mês de abril teremos muitos planetas em movimento retrógrado, alguns mantém este estado – Vénus e Júpiter – e outros iniciam – Mercúrio, Saturno e Plutão. E talvez seja importante reflectirmos sobre esta temática do “movimento retrógrado”, já que tão facilmente retira a paz de muitos e gera tanta apreensão a tantos mais. Como canta Ney Matogrosso “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”; portanto… não é por aí… mas talvez ajude compreender a mais valia presente no movimento retrógrado e “enfrentar o bicho de frente”. Em reflexão:

O movimento Directo está relacionado com o movimento de cronos, é a facilidade em exteriorizar a energia, em aplicá-la nos assuntos da vida mundana que estão directamente associados com a energia do arquétipo ou da função em causa. A aprendizagem ocorre na mesma mas os conteúdos das experiências estão, de certa forma, mais facilmente “manobráveis” e a sua simbologia é trabalhada através do exterior.

O movimento Retrógrado pretende fazer-nos regressar àquela parte da experiência que ficou incompreendida e armazenada algures no nosso inconsciente. É um movimento que pretende trabalhar a simbologia do arquétipo através do interior, pretende Remexer em conteúdo mais subjectivo que objectivo. Ele Transcende o mundo de Cronos (Saturno).

Poderíamos colocar as coisas desta maneira, o movimento directo mostra-nos um dos lados da vida, aquela que acontece fora, e o movimento retrogrado o outro lado, aquela que acontece dentro, os processos internos que estão na origem da vida “real”. Portanto, esta que acontece dentro é a que marca o que acontece fora. E se durante o movimento retrógrado tudo corre mal fora, ou menos bem, é porque alguma coisa tem que ser Revista dentro… Já a grande Lei do TAO nos diz: “tudo o que existe no Universo é uma manifestação de energia”.

Na verdade, passamos mais tempo focados na qualidade do que se passa em “Directo”, no exterior, na manifestação da energia e menos na sua Origem. Infelizmente é nesta ilusão de realidade que temos maior tendência a nos preocupar e valorizar em demasia procurando “fugir” ou “fingir” que o tempo em que os planetas estão retrógrados não existe e que eles irão passar depressa, basta conseguir contornar os prováveis infortúnios que possam ocorrer no mundo físico. Parece que passamos mais tempo a querer fugir deste volte-face, que é o mesmo que dizer, a querer fugir de nós mesmos, e a arranjar mil e uma maneiras para escapar ao nosso Re-flexo…e talvez seja à conta disto, exactamente, que precisamos de Re-encarnar inúmeras vezes para que possamos Rever as experiências das quais escolhemos fugir. E sem nos apercebermos, ou disso termos Consciência, mantemos a nossa Alma em movimento Retrógrado para Ruminar o que foi “mal digerido” em tantas encarnações. Revemos, Re-aprendemos para que, finalmente, um dia, passemos De-finitivamente, a Directo…

Como mensagem final antes de passarmos para a análise dos trânsitos deste mês: Não fugir dos Retrógrados (até porque pensar que isso é possível é uma ilusão). Permaneceremos divididos… Isto requer um esforço consciente para não nos fixarmos no medo (mais ligeiro ou profundo) da instabilidade externa que possa ocorrer durante o seu movimento. É bom termos a oportunidade de poder Ver com outra perspectiva, uma mais profunda e Real. O que deixou de “funcionar” externamente terá que ter explicação interna. Conseguir entender isso é aprender a compreender a vida a partir de dentro. Quando regressarem ao movimento Directo já teremos connosco a riqueza e a compreensão obtida durante o movimento Retrógrado para que, aí sim, possamos agir de forma mais Consciente no mundo de Cronos.

O movimento Retrogrado e Directo é o movimento Dentro e Fora, Yin e Yang, a forma dual através da qual chegamos à Unidade, os dois lados da mesma moeda…

E passando à realidade dos acontecimentos… Vénus estará retrograda em Carneiro até ao dia 3 deste mês, data em que ingressa em Peixes onde inicia movimento directo no dia 15 de abril e volta a entrar em Carneiro no dia 28 deste mesmo mês. Júpiter mantém igualmente o movimento retrógrado e apenas retoma o movimento directo a 9 de Junho no grau 13 de Balança. A simbologia de ambos foi já amplamente desenvolvida nos seguintes artigos: “Vénus retrógrada em Carneiro e as Pontes (Vénus) em risco de ruir, e em “Fevereiro Astrológico”.

A quadratura entre Júpiter retrógrado em Balança e Plutão em Capricórnio mantém-se até ao dia 17 deste mês. O que talvez esperávamos de Júpiter em Balança tem sido um tanto ao quanto destruído e desestabilizado por Plutão e Úrano. As crises e os conflictos que ainda se fazem sentir (pessoais e colectivos) parecem não permitir uma expressão tão evidente daquele que é tão bem conhecido como o “grande benéfico” e até nos custa a acreditar que a tão desejada Paz seja uma realidade nos dias de hoje. Custa-nos acreditar num mundo mais equilibrado, justo, em correctas relações humanas, quando tanto mal ainda “explode” pelos sete cantos do mundo. A verdade (Júpiter) é que não se “fazem omeletes sem ovos”… E como Júpiter quer que tenhamos apenas a verdade, verdadinha, o que ainda estamos a provar são as “maçãs envenenadas” que durante tanto tempo teimámos em cultivar. Vamos tentar compreender através deste exemplo: Úrano em Carneiro quer uma nova sementeira, de qualidade diferente da que tínhamos até agora para que possamos colher novos frutos. Mas deixámos crescer tantas macieiras em terreno envenenado que até que consigamos regenerar os nossos recursos para acolher a nova sementeira vai levar algum tempo… Plutão em Capricórnio trata de garantir que, apesar das longas raízes, nenhuma das “macieiras envenenadas” ficará de pé… é que nem uma… E isto, aos olhos da nossa personalidade, tem um custo imensurável… preocupa-nos quanto vamos perder, quer do que já investimos em macieiras quer do que ainda iriamos receber e por isso ainda somos movidos pelo instinto de defender aquilo que, do ponto de vista espiritual, tem os dias contados. E muita energia, muita Vida, tem sido perdida nessa luta. E é aqui que Júpiter em Balança surge para nos ajudar. Primeiro há que Acreditar que tudo acontece é para o nosso bem. Pesamos bem nas nossas “Balanças” tudo o que conseguimos colher até agora, aproveitamos os frutos regenerados e tomamos consciência dos restantes que temos que deixar ir. Acima de tudo, para que possamos seguir um novo caminho daqui para a frente, é fundamental compreendermos o Significado de tudo o que “cai” e “revolve” na nossa vida. Júpiter em Balança indica que toda a reestruturação a ser feita ao nível dos nossos recursos e estruturas de vida (pessoais e colectivas) precisa de incluir os seus princípios. A quadratura com Plutão mostra que a sua integração não se dá de forma fácil e harmoniosa. Ainda existe muita macieira em terreno envenenado e até que toda essa energia seja desocupada mantém-se o conflicto com a vontade de termos uma vida mais equilibrada, um mundo diferente, um mundo mais justo e harmonioso (uma dificuldade que temos tão amplamente visto e vivido através desta guerra – Plutão – diplomática e internacional – Júpiter, um verdadeiro atentado ao que consideramos justo e correcto). Talvez seja importante uma boa dose de Honestidade para que possam identificar as vossas “maçãs envenenadas” porque a Boa-venturança tem um preço, o da Verdade (recomendo a consulta de “Março Astrológico” sobre Júpiter / Plutão).

Saturno em Sagitário inicia movimento retrógrado no dia 6 de Abril a 27º48’ mantendo-se assim até ao dia 25 de Agosto. Revemos as escolhas que fizemos ao longo do tempo, bem como falhas e erros a que não demos a devida atenção. Reavaliamos as nossas responsabilidades na vida e qual o impacto interno que as nossas ambições produzem. Para mais sobre esta simbologia, consultar o artigo: http://lifestyle.sapo.pt/astral/astrologia/artigos/saturno-retrogrado-em-sagitario-e-esta-lua-cheia-pela-paz.

Mercúrio ingressa em Touro ainda a 31 de Março e passa a movimento retrógrado no grau 4º51’ no dia 9 de abril. A nossa mente passa a estar mais focada nos recursos e em conseguir descriminar aquilo que para nós tem mais valor. Em movimento retrógrado revemos os planos que mentalmente tínhamos definido e ajustamos à realidade prática. Reavaliamos os recursos que temos à nossa disposição e somos convidados a re-analisar os investimentos que pretendemos fazer. Reflectimos sobre a nossa estabilidade e como as questões materiais influenciam a nossa capacidade de nos sentirmos em paz e em segurança. Assuntos passados, aparentemente já resolvidos, sobre esta temática podem regressar à mesa. Tentamos fixar a nossa atenção em determinada ideia ou pensamento, mas o posicionamento actual da Vénus retrógrada em Carneiro não facilita a estabilidade pretendida. Pensamos em como reconstruir a nossa realidade actual tendo em conta a incerteza das circunstâncias, e todos os reveses no plano material servem para testar a nossa paciência e a nossa capacidade de manter a mente objectiva e focada no que realmente tem valor. Antes de passar a directo no dia 3 de Maio, Mercúrio ingressa em Carneiro a 20 de abril. Durante este período faz trígono a Saturno em Sagitário – grau 27 – (de 21 a 29 de Abril) e trígono a Úrano – grau 25 – (de 24 a 30 de Abril). Teremos durante esta fase a oportunidade de repensar os nossos objectivos e por onde pretendemos começar. Trazendo consigo a reflexão durante o movimento retrógrado por Touro, teremos maior facilidade em descriminar melhor os nossos impulsos para que possamos investir no que verdadeiramente importa e tem valor. Deste processo de auto-análise e introspecção, podem surgir ideias muito mais produtivas, com maior probabilidade de sucesso e de contribuir para a mudança.

Marte em Touro faz quincúncio a Saturno em Sagitário entre o dia 15 e 21 de Abril (27º) e durante este período sentiremos de forma mais intensa a nossa dificuldade em ajustar os nossos impulsos no sentido de lutar por algo sólido e concreto e a necessidade de abrandar e lidar com os limites e constrangimentos das circunstâncias. O nível de frustração sentida durante este período reflecte o desajuste entre as nossas estruturas filosóficas ou legais e aquilo que pretendemos fazer. Peço desculpa pela expressão usada mas, insistirmos em bater com a cabeça na parede enquanto nos recusamos a ver a parede, de nada valerá o investimento. Cautela sem perder a energia para avançar, amadurecer os impulsos usando as dificuldades para aprender e conseguirmos agir de forma mais determinada sem desperdiçar a energia em falsas teimosias até porque tudo tem limites…

Plutão fica retrógrado a 19º24’ de Capricórnio no dia 20 de Abril. Este movimento vai forçar-nos a reflectir sobre o que verdadeiramente boicota a nossa mudança e desenvolvimento pessoal. Revolvemos nos tabus que edificámos sobre nós próprios, como isso contribuiu para a construção da nossa estrutura psicológica e emocional e como, a partir desses medos mais profundos, construímos as nossas imagens idealizadas. Qual o poder que as estruturas mais conservadoras têm sobre nós e como tudo isto retirou e nos privou do nosso próprio poder. Como lidamos com as nossas falhas individuais e como nos tornámos obcecados em construir uma espécie de sucesso que não corresponde à realidade interna.

Antes de ingressar em Touro a 19 de Abril, o Sol ainda em Carneiro faz oposição a Júpiter em Balança de 5 a 9 de Abril (18º), quadratura a Plutão em Capricórnio do dia 7 a 11 (19º), conjunção a Úrano de 12 a 16 de Abril (24º), trígono a Saturno em Sagitário do dia 14 ao dia 19 (27º). Este é um período de grande revolução e oportunidade para consolidar novos projectos. Temos a oportunidade de assumir novos papéis ou responsabilidades que nos ajudem a crescer e a desenvolver a nossa criatividade. Este é o momento em que as circunstâncias parecem favorecer a tomada de Consciência das mudanças que precisamos fazer, bem como a energia e a vontade em assumir essa escolha. Quero escolher algo que traga uma mudança positiva na minha vida e que se reflicta nos meus princípios relacionais, que possa revolucionar a forma como me expresso e permitir ir ao encontro das tão desejadas “correctas relações humanas”. Esta tomada de Consciência pretende trazer maior verdade às minhas relações e parcerias, as que fazem sentido (ou não) no meu novo caminho. Desejamos por um Herói (Sol) que possa lutar contra o sistema e combater a paz podre que se faz tão visível por este mundo fora (e quiçá nas nossas vidas pessoais) e que está presente na inércia em tomar decisões radicais que terminem com tanta hipocrisia.

Bom trabalho para Abril!

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Nova em Carneiro – 7º37′

Que ansiedade por esta Lua Nova em Carneiro! Verdade? Este signo tem o dom de nos ajudar a sentir estas “coisas”. Estas “coisas” a que chamamos impulso para vida, energia, actividade, alegria de viver, ansia por avançar, decisão sem hesitação.

Carneiro é a energia de manifestação pura e simples. Os cornos que saem da cabeça e apontam para o chão são indicadores da intenção deste signo em trazer para a realidade terrena as energias do espírito que se manifestam através do pensamento (Mercúrio rege esotericamente o signo de Carneiro). Simbolicamente estas energias correspondem às sementes que se depositam na nossa Consciência e que, tal qual a Primavera, preparam-se para ser lançadas e criar novas formas de desenvolvimento individual e espiritual. Quando dizemos que “tudo começa no pensamento”, ou que “a energia segue o pensamento” estamos simbolicamente a referir-nos à energia de Marte (acção, iniciativa) combinada com a energia de Mercúrio (a mente, o pensamento)…  Por isso o signo do Carneiro é muito mais do que força bruta, assim coloquemos a sua coragem e a energia ao serviço da Consciência. Talvez seja importante perguntar, internamente, de que substância são constituídas as sementes que queremos, corajosamente, lançar na nossa vida? De onde surge o impulso, de onde surge a iniciativa, qual a origem da motivação para as nossas acções? Para conseguirmos ter uma clara noção para onde queremos apontar a nossa “cabeça”, é necessário que tenhamos feito a limpeza e o silêncio descrito nos ciclos anteriores, e em especial no último ciclo de Lunação em Peixes, para conseguirmos ouvir a Voz do pensamento que irá guiar a nossa Acção. Frequentemente, há uma certa ingenuidade associada ao Carneiro, afinal é o primeiro signo do Zodíaco, a energia por onde tudo começa. E a nossa maior ingenuidade é pensar que a Lua Nova neste signo implica despedirmo-nos de tudo, e começarmos de novo como se nada fosse. O que lá vai lá vai, são “águas passadas”, atiramos fora o “bébé com a água do banho” e nada mais nos pode prender. E felizmente que há fases da nossa vida em que muitos dos contextos que vivíamos não fazem mais sentido para o nosso desenvolvimento pessoal, afinal a vida é para a frente e não para trás. Mas isto apenas significa que são as formas que ficam para trás e não a aprendizagem que retirámos das experiências. Ficamos sempre com o “bébé”. Se assim não for, estaremos tão-somente a usar a energia da Lua Nova em Carneiro para fugir da dor e do sofrimento ao invés de ter a Coragem para os enfrentar. Ao fazer isto, mesmo sem sabermos ou termos Consciência, estamos a agir a partir da nossa confusão interna (resultante de uma pobre limpeza interna durante o ciclo anterior, Peixes). Reagimos à Primavera e semeamos sem saber bem, mais tarde, quais os frutos que iremos colher da árvore que terá crescido. É como se semeássemos pereiras à espera de colher maçãs.

Então sobre que intenções podemos reflectir para este início de ciclo, que por ser em Carneiro vem a dobrar? Terminámos a análise do ciclo anterior, a Lua Cheia em Virgem, da seguinte forma:

«É nessa consciência silenciosa que podemos contemplar todos os detalhes presentes na nossa vida. Perdemos a necessidade de nos ligarmos apenas ao que é perfeito e (aparentemente) tão organizado. Ficamos com campo aberto para podermos começar de novo, sem limitarmos a nossa Consciência a esses sentimentos de perfeição e, simbólica e literalmente, ganharmos a inspiração que guia a motivação para nos lançarmos à vida que renasce na Lua Nova em Carneiro. Aí damos início a mais um ciclo de manifestação da Consciência.» 

O Zodíaco não é uma linha recta, é uma linha circular, por isso o que começa agora tem sempre ligação ao que foi processado ao longo dos ciclos anteriores até chegarmos ao signo de Peixes, onde a semente que cresceu e deu o seu máximo encontra o seu fim.  Durante este processo passa por Escorpião onde todas as nossas intenções ingénuas (porque promoviam apenas o prazer, satisfação e gratificação pessoal) caem sobre a alçada da inquisição Divina (se é que se pode chamar assim ao conjunto das Leis Universais que tão bem nos mantém em ordem). Para não “morrermos” (Escorpião) antes de chegarmos à “praia” (Peixes) procurem lançar as sementes “certas” porque sobre elas recaem as energias do próximo ciclo de 12 meses. Supostamente, porque nada começa ao acaso (o mesmo para o Carneiro), teremos conseguido no ciclo anterior, a limpeza e o Silêncio necessários para que agora, mais fácil e naturalmente, saibamos por onde começar. Pedirmos a força e a coragem para enfrentar os desafios do que quer que seja que esteja para ser. Estejamos mais ou menos dispersos, confusos ou já plenos de visão e inspiração, esta lua nova em carneiro é uma oportunidade para pedir a Coragem que nos falta para enfrentar os desafios da vida com a certeza de que tudo o que possa vir a acontecer há-de sempre ser pelo nosso melhor. Uma Lua Nova dedicada ao início de novos projectos, todos eles enquadrados dentro do projecto maior, o do nosso desenvolvimento pessoal. Por isso pensem (Mercúrio rege esotericamente o Carneiro) o que podem fazer (Carneiro) para que em termos individuais e colectivos possamos ser pessoas melhores mesmo que ainda não exista nada concreto no vosso pensamento sobre como fazê-lo. A energia desta Lua Nova em Carneiro é a oportunidade para começar de novo tendo em conta o ponto em que ficámos, e é essencialmente a alegria, a ousadia, de o podermos fazer.

«Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode recomeçar para fazer um novo fim» Xico Xavier

Nada é puro acaso… tudo tem uma razão para existir. Neste Lua Nova em Carneiro semeemos as nossas razões para Existir!

Bom inicio de ciclo.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Cheia em Virgem | 22º13’ | 12 de Março

Com relação ao inicio deste ciclo, na Lua Nova em Peixes do dia 26 de fevereiro, falámos acerca da necessidade de desenvolver uma atitude contemplativa da própria vida, e como o processo de aí chegarmos pode ser confuso e trazer-nos a sensação de que estamos, em certa medida, perdidos. Experimentamos uma espécie de desordem que acompanha aquilo a que podemos comparar à fase em que estamos a minutos, segundos, de acordar de um son(h)o que poderia bem ser a “nossa vida” e ainda não conseguimos perceber ,daquilo em que estamos a viver, que parte é sonho e que parte é realidade. Acompanha-nos uma espécie de nostalgia para a qual não encontramos uma explicação lógica ou racional. Sentimos um restício de ligação a realidades de vida obsoletas que nos trouxeram uma espécie de organização psicológica, em oposição a uma vontade de simplesmente deixar ir porque podemos Ser de qualquer forma e em qualquer lado.

Podemos objectivar onde ainda nos sentimos imperfeitos, e iluminar esse detalhe que dificulta a Consciência contemplativa, e sem julgar, em Silêncio, compreende—lo, amá—lo, porque isso também nos pertence, é uma parte de nós, e é essa parte que nos permite expandir e ampliar a consciência, porque o processo de reconhecermos quem Somos não tem fim. Resta-nos manter a consciência de que há detalhes que transcendem a nossa capacidade de análise mental e que antes requerem fé, muita fé…  acreditar que tudo está enquadrado num plano maior.

Aperceber-nos, despojados das nossas ilusões e deturpações da realidade, que o que importa é simplesmente vivermos a vida como ela é, perfeita na sua (ainda) imperfeição. É esta Consciência que nos irá permitir encontrar a inspiração em cada detalhe da vida. Arrumamos “a nossa casa” para acolher o que quer que seja que a vida traga… É neste pico de ciclo que, simbólica ou literalmente, decidimos por formas de vida assentes na simplicidade e pretendemos que esta nova semente se reflicta na nossa vida prática.  Com esta Lua Cheia, podemos sentir, a partir deste ponto de Luz, aquilo de que verdadeiramente necessitamos, sem excessos, e sem tentarmos inconscientemente fugir do reconhecimento das utopias que criamos sobre nós mesmos e sobre a nossa vida porque temos bem presente em nós a Consciência de que todas as formas sobre as quais a vida se organiza são perenes e reflectem a impermanência do ser.

«Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objectivo é observar, crescer, amar… depois disso voltamos para casa.»

(provérbio aborígene)

Esta Lua Cheia faz quincuncio exacto a Úrano em Carneiro, pelo que parece que temos que aprender a lidar rapidamente com estas dinâmicas. Mostra como o processo de nos libertarmos desses automatismos organizacionais pode ser difícil e como podemos correr o risco de cortarmos com realidades de vida não porque estejamos verdadeiramente à procura de nos aperfeiçoarmos, mas antes por sentimentos de inadequação que reflectem partes do nosso ser que preferimos não reconhecer pela dor e sofrimento que nos causam. Neste caso ainda somos muito sensíveis e demasiado ligados aos factos e circunstâncias sem conseguir reconhecer o potencial de desenvolvimento que encerram, como nos reflectem por inteiro, sem darmos tempo para meditar sobre essas formas rotineiras de viver a vida.

Por outro lado, esta pode ser uma fase em que, de um momento para o outro, conseguimos operacionalizar mudanças radicais que dão suporte a esse novo estado de Consciência.

«A Perfeição é atingida quando o esforço para a alcançar é desprovido de esforço, e a dimensão infinita do ser é alcançada»

Patanjali

É nessa consciência silenciosa que podemos contemplar todos os detalhes presentes na nossa vida. Perdemos a necessidade de nos ligarmos apenas ao que é perfeito e (aparentemente) tão organizado. Ficamos com campo aberto para podermos começar de novo, sem limitarmos a nossa Consciência a esses sentimentos de perfeição e, simbólica e literalmente, ganharmos a inspiração que guia a motivação para nos lançarmos à vida que renasce na Lua Nova em Carneiro. Aí damos inicio a mais um ciclo de manifestação da Consciência.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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