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Lua Nova em Leão (28º53’) 

Eclipse Solar Total

O eclipse solar que ocorre no dia 21 deste mês a 28º53’ do signo de Leão tem dado que falar. Deixo-vos a minha reflexão. Começamos por compreender o que significa um eclipse Solar. Em termos astronómicos, significa sempre que o Sol encontra-se conjunto à Lua quando visto a partir da Terra. Mas durante o eclipse há a particularidade de existir um alinhamento entre o plano orbital da Lua com relação à Terra e desta com o Sol, de tal maneira que, da Terra, ficamos privados de ver o Sol. A Lua fica posicionada entre a Terra e o Sol (no meio) de tal forma que o Sol eclipsa-se… No que respeita à leitura e interpretação destes eventos, desde a antiguidade, os eclipses estão sempre associados a perdas. Como reside em nós, enquanto seres humanos, o medo de perder (faz parte do instinto de sobrevivência preservar as formas de vida que julgamos essenciais para nós) é fácil compreender porque os eclipses estão (ainda hoje) conotados como algo de negativo e preocupante. Os eclipses correspondem a sínteses do processo que existe entre o efeito do sol e da lua na humanidade, aquilo a que podemos chamar de aquisição de consciência e libertação de hábitos e padrões de comportamento. Periodicamente, ciclicamente, há como que uma actualização entre a experiência e o propósito, entre forma e energia. E como em qualquer processo de síntese, há necessariamente perdas e transformações, a passagem de algo isolado para algo composto, a que podemos chamar de Consciência. De acordo com a filosofia, síntese corresponde a uma composição ou reunião das diversas partes de um todo em algo único; Unificação.

Portanto seja pela ciência, pela filosofia ou pela astrologia, integrar o principio de um eclipse é ter a capacidade de encontrar uma síntese entre aquilo que é a nossa Força e Vontade e aquilo que ainda nos enfraquece e fragiliza, e passarmos desses elementos isolados e presentes em nós para o todo, das causas para as consequências. Como somos essencialmente infantis pensamos ou temos muito receio de lidar com as consequências, que neste caso podemos associar às manifestações negativas que a Humanidade atribui aos eclipses. Porque, verdade seja dita, ninguém é perfeito… e à semelhança do que acontece astronomicamente, quando estes três astros se alinham, todo o nosso “desalinhamento” com a Consciência espiritual, através das nossas escolhas e atitudes, tornam-se reais e evidentes. Eclipsa-se o que “não é real” do ponto de vista do desenvolvimento espiritual, o que não contribui para o processo de Unificação, de síntese.

Podemos ler o seguinte, com relação ao eclipse solar total do dia 21, no artigo da Visão do dia 7 de Agosto:

«Apesar de não existir nenhuma evidência de que o evento produza impacto em nós, ao nível físico, não se pode dizer o mesmo no campo psicológico. E não é de agora. A diferença é que os sacrifícios humanos que se faziam nestas alturas entraram em desuso nas sociedades ditas civilizadas. Os avanços científicos contribuíram para isso. Porém, não obscurecem completamente os medos e as fantasias sobre o que ainda é desconhecido e, como tal, matéria prima para ficção e muito agito, especialmente se tiver o rótulo – ou o título – de “total”.»

O medo ou a apreciação negativa que acompanham os eclipses deve-se ao facto de que a nossa noção de existência está ainda essencialmente associada ao plano físico e ao que é cientificamente provado. Queremos provar com os mesmos instrumentos de análise fenómenos que acontecem em planos diferentes. E esta noção de existência, este paradigma existencial, é um tema essencial quando se trata de reflectirmos acerca de, não um mas dois (este acompanhado por um eclipse), ciclos de lunação em Leão, um signo que está associado a Identidade, à noção de existência individual. Qual a nossa Consciência Existencial?

Desejavelmente queremos evoluir do medo para a consciência, com a capacidade de compreender que as possíveis manifestações negativas do eclipse estão associados, são síncronos e proporcionais com a nossa realidade interna. Teremos que passar da necessidade de meramente compreender o impacto físico e psicológico para a necessidade de compreender o impacto que este (e qualquer outro evento astrológico) tenha no nosso desenvolvimento espiritual. Caso contrário não evoluímos assim tanto na nossa sociedade dita civilizada. É verdade que hoje em dia não fazemos os mesmos sacrifícios humanos de antigamente, mas era importante perceber que Sacrifícios continuam a ser fundamentais, mesmo nos tempos de hoje. De tempos a tempos a nossa vida passa por processos de síntese voluntárias ou involuntárias até que passemos, simbolicamente, da Lua para o Sol. E isto, é um acto Heróico, que exige grandes Sacrifícios para que consigamos emergir triunfantes sobre a nossa natureza inferior, lunar. Seguindo a simbologia da terminologia, no eclipse solar aquilo que se eclipsa é a consciência que tínhamos até então acerca de nós próprios e das circunstâncias. Somos de certa forma forçados a abordar os problemas e a vida através de um novo entendimento. E porque neste caso é a Lua que bloqueia a energia do Sol, trata-se de compreendermos que aspectos da nossa psique bloqueiam a Luz da Consciência. Podemos abordar este eclipse como a necessidade de compreender o que ainda nos domina ao nível instintivo e remove vitalidade. Por isso nos eclipses solares, quando a influencia lunar é mais forte no individuo, o bloqueio da energia vital é muito forte estando associado a um enfraquecimento da força vital. Uma vez que o eclipse solar é uma conjunção entre o Sol e a Lua com as particularidades já descritas anteriormente, trata-se de um inicio de ciclo em que para que possamos realmente começar há que primeiro perder… Somos forçados a lidar com a força do passado, com as partes de nós que por norma não temos consciência para que possamos existir de outra forma, mais autêntica. Uma vez que este eclipse solar foi precedido por um eclipse lunar (no dia 7 de agosto em aquário – ler o artigo Lua Cheia em Aquário), tivemos a oportunidade para libertar padrões e velhas formas de Ser para agora começar de novo, com uma nova Consciência.

Relembrando, os eclipses sintetizam as energias que operam no individuo e no colectivo entre aquilo que são os seus instintos e natureza inferior, e aquilo que é Consciência adquirida, Luz e Iluminação, para que o processo possa ser continuamente reavaliado e o homem possa evoluir a partir do ponto em que se encontra. Os efeitos negativos ou positivos de um eclipse são nada mais que as manifestações dessa síntese individual e colectiva.

Ao nível pessoal, cada um deve procurar reflectir acerca destas necessidades. Numa análise mais focada no seu mapa cada um pode procurar em que eixo de casas ocorre o eclipse e se existe contacto por conjunção, oposição ou quadratura com planetas natais ou eixos do mapa (isso intensifica o efeito). Os planetas que recebem o eclipse manifestam a energia ainda instintiva porque é a energia do Sol que se eclipsa. São-nos revelados padrões e reacções que ainda nos fazem perder o controlo consciente da energia representada pelo signo e planeta que recebe o eclipse. Nessa temática somos convidados a começar de novo na forma como integramos os seus princípios. Emergem os problemas que interferem na correcta aplicação da energia, e com isso emerge igualmente um grande potencial revelador e de transformação.

Recomendo a consulta do artigo publicado em Julho acerca de primeira Lua Nova em Leão deste ano que ocorreu no dia 23 desse mês, para aprofundar e acrescentar significado a esta simbologia.

 

 A reflexão acerca do eclipse solar em Leão através do mapa de Donald Trump

E é tão tentador falar acerca da relação que este eclipse (e mesmo o anterior) tem com o mapa de Donald Trump que acredito que poucos sejam os astrólogos que não tivessem efectuado alguma análise ou reflexão acerca do assunto.

Os eclipses são eventos que provocam grande impacto na evolução da Humanidade, por isso trabalham a energia colectiva de forma significativa com vista a produzir perdas e transformações que permitam uma “limpeza” energética. Tendo em conta que as responsabilidades de Donald Trump para com o colectivo são enormes, é natural que a análise do seu mapa individual com relação a este evento tenha um interesse colectivo, mesmo que disso o próprio não tenha (nem nós tenhamos) consciência.

O eclipse solar total ocorre na Casa XII e faz conjunção ao Asc a 29º52’ de Leão e a Marte a 26º47’ em Leão (na XII). Isto aponta para a necessidade de transformação no que respeita à suas atitudes e iniciativas, a falta de Consciência com relação aos seus impulsos e atitudes egocêntricas. Como se se “eclipsasse” essa capacidade de agir e a energia deixasse de fluir. Quando pretendemos fazer uma síntese entre as motivações da personalidade e da Alma, as atitudes, a forma como definimos os nossos objectivos e aquilo pelo qual lutamos, eclipsa-se o que não É. Se o que temos que perder for muito, então, nesse caso, perdemos energia, capacidade de decisão, de iniciativa, autonomia. Agir como se fossemos uma ilha, por impulso ao que é apenas importante para nós, como se tudo fosse um atentado ao nosso orgulho, de forma dramática e sem capacidade de compreender as consequências que isso terá para os outros, é bem diferente de agir com amor-sabedoria (a energia de 2º raio do signo de Leão através do Sol) liderando o colectivo no caminho da Luz, servindo como exemplo. Como Marte na XII o individuo não consciente julga estar permanentemente a combater “inimigos ocultos” que são senão a manifestação do seu próprio inconsciente profundamente negado e de difícil acesso à Consciência. Como lidar de forma diferente perante assuntos que transcendem a sua esfera de controle e que forçam o próprio a refrear decisões que ao invés de beneficiar o colectivo prejudicam-no. Pelo facto de ser uma conjunção trata-se sempre de um contacto forte, mas este assume maior importância porque, para além do eclipse ter impacto sobre os eixos do seu mapa (conjunção ao Asc/Dsc, quadratura ao FC/MC), Marte em Leão rege o FC em Escorpião. O facto do eclipse ter impacto em todos os eixos do seu mapa revela a intensidade que o processo tem em toda a estrutura do seu ser (mesmo que isso não seja do conhecimento público). O FC remete para os contextos familiares (pessoais), e para as fundações psicológicas e emocionais do individuo, mas é igualmente representante da família enquanto pátria, nação.

Marte rege igualmente a casa IX em Carneiro interferindo com a sua imagem internacional, com a sua capacidade de afirmação perante o resto do mundo, perante as leis e a justiça.

Em simultâneo, Saturno em transito a 21º de Sagitário na casa IV faz conjunção exacta à sua Lua natal em Sagitário e oposição (1º orbe) ao seu Nodo Norte e ao Sol em Gémeos, ambos na casa X, sendo que o Sol é regente do mapa e de Marte em Leão que recebe a conjunção do eclipse. Under pressure… Saturno remete para a necessidade de amadurecimento e uma actualização no tempo no que se refere aos seus apegos e fanatismos religiosos, étnicos ou filosóficos, e a um sentimento de engrandecimento excessivo. Como a Lua representa as “massas”, a passagem de Saturno pode representar as limitações individuais em conseguir gerir os problemas da sua “casa” (país), a uma maior pressão por parte do povo sendo forçado a compreender os seus próprios limites e limitações individuais no que respeita à capacidade de diálogo e de verdadeira vontade de contribuir para o bem do colectivo (Sol e Nodo Norte em Gémeos na Casa X). Portanto Saturno acrescenta à simbologia de Marte com relação ao FC.

Plutão em transito a 17º de Capricórnio na casa V faz quadratura exacta a Júpiter em Balança na casa II e quincuncio a Úrano em Gémeos na casa X. A quadratura a Júpiter intensifica os processos de Plutão na V já que Júpiter é regente da Casa V (que abre com Sagitário). Isto intensifica os conflictos étnicos e religiosos de que já tanto nos habituou, mas traz igualmente ao de cima o lado mais negativo da sua visão materialista presente na expansão das relações que trazem apenas vantagens economicistas e exige profunda transformação desses princípios sob pena de se destruir (e ao resto do mundo). Pede uma reestruturação com relação à sua noção de justiça e diplomacia.

(muito mais há a explorar acerca destes trânsitos pelo que, quem assim desejar, poderá contribuir para a ampliação da sua análise).

Por se tratar do Sol que se eclipsa, em Leão, torna-se essencial perder excessos de zelo pelo nosso “pequeno eu” e permitirmo-nos sentir para lá do nosso orgulho e excesso de importância individual. Tendo em conta a energia manifestada pela pessoa em análise, é necessário um grande acto de heroísmo (Leão) admitir e reflectir sobre tantos padrões comportamentais, aceitar perder tanto de si para poder começar de novo. E será que o mesmo não se passará em cada um de nós?

É muito importante não perdermos enquadramento com relação a estes acontecimentos astrológicos, e compreendê-los como ligados entre si, a compor partes de uma mesma sinfonia. Este (e o anterior) eclipse, intensificam as energias deste mês de Agosto uma vez que remete para a necessidade de Existirmos de forma mais Honesta e conseguirmos contribuir para um mundo melhor. Um dos principais eventos astrológicos deste mês de Agosto é o inicio do movimento retrógrado de Úrano a 3 de Agosto. Uma vez que Úrano rege o principio oposto e complementar de Leão (por ser regente de Aquário), e à semelhança da análise para a Lua Nova em Leão do dia 23 de Julho, o movimento retrógrado de Úrano tem grande influência neste temática do eclipse (consultar “Agosto Astrológico”). Durante a análise dos trânsitos planetários reflectiamos desta forma com relação ao movimento de Úrano:

«Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade. Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum. (…) Influencia esta temática a energia de Marte em Leão durante este mês de Agosto uma vez que é regente de Úrano retrógrado em Carneiro. O posicionamento de Marte remete para a forma como lutamos por essa Liberdade, o que nos motiva, favorece e condiciona a nossa afirmação pessoal. Mas também o que precisa de ser descondicionado. (…) A temática da liderança é algo que será certamente bastante importante na vida de Donald Trump e em especial no exercício de funções como presidente dos Estados Unidos da América (cujo mapa natal tem Ascendente em Leão). O movimento retrógrado pode forçar a revisão de assuntos do passado que lançavam dúvidas com relação à clareza e legitimidade do seu processo de eleição, questionando novamente o seu direito a ser líder das ideologias democráticas do seu país e o impacto que têm sobre o resto do mundo.» (https://ascendentt.wordpress.com/2017/08/02/2214/).

Com o movimento retrógrado parece que voltámos ao passado conforme pudemos constatar através dos acontecimentos em Charlottesville (no dia 12 de Agosto), com manifestações de racismo e com princípios ideológicos “retrógrados”. Somos forçados a Re-mexer em assuntos aparentemente controlados e sanados. O movimento retrógrado permite-nos perceber o que ainda não está resolvido numa sociedade supostamente democrática, num mundo supostamente Livre.

Mais do que sermos apenas espectadores das suas “Trampas”, estes eventos e acontecimentos são apenas um exemplo (entre tantos) da necessidade de reflectir, enquanto Humanidade, no nosso sentido de Liberdade e onde, em cada um de nós, existe um “movimento retrógrado” nesse sentido. Esta relação entre Úrano e Sol, Aquário e Leão, tornam este eclipse (e o anterior com a Lua Cheia em Aquário) tão importante com relação à necessidade de melhorarmos significativamente enquanto indivíduos ao mesmo tempo que nos vamos indignando enquanto sociedade… enquanto indivíduos… que vamos conseguindo sintetizar estas duas realidades e Unificar aquilo que somos com aquilo que (ainda) não somos… enquanto indivíduos… enquanto sociedade…

Que se eclipsem as pequenas vontades dos homens, e que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra (A Grande Invocação)

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Cheia com eclipse lunar parcial

7 de Agosto de 2017 | 15º de Aquário

Começo esta reflexão por esta idéia: somos um bicho d’hábitos! Meu Deus, e como somos… por isso temos que passar permanentemente por processos de Desaprendizagem. Desaprender automatismos, desaprender, desaprender, desaprender, até que… não existe mais nada… e tudo Existe. A isso chama-se vulgarmente, e de forma tão repetitiva hoje em dia que até já se tornou um hábito!, de Consciência. Ou, em astrologia, significa passar da Lua para o Sol. E diariamente andamos nesta “dança e contradança” com o ciclo de lunação. E para que despertemos deste automatismo existencial, inclusivamente no que respeita à leitura destes textos, é importante relembrar que aquilo que mais importa, a única aliás, é que tudo isto que aqui se escreve e lê apenas serve se for para ajudar a Desaprender e a Construir um pouco mais de Consciência.

E quando temos uma lua cheia com eclipse lunar, desaprender é essencial…

Com este pico de ciclo lunar em Leão, reflectimos acerca das formas de viver a vida na nossa mente que necessitam de ser transmutadas para que o nosso Coração possa abrir. Sentir onde nos encontramos divididos e fragmentados, onde sentimos que a vida foge, corre e como nos sentimos neste mundo. A força dos eclipses permite o aprofundamento de padrões e energias das quais frequentemente não temos Consciência. Este ciclo é particularmente forte tendo em conta que Úrano (regente da Lua em Aquário) encontra-se retrógrado (consultar “Agosto Astrológico 2017“). Na análise da lua nova deste ciclo (ler o texto integral aqui) referia o seguinte:

«E é, quando essa Autenticidade é real, que existe em nós um brilho natural que tudo ilumina. Esse Brilho é o da Luz da Consciência que representa, no fundo, Amor. Ao lançarmos Luz sobre o nosso lado lunar (o processo desenvolvido no signo anterior), a todas as partes que ainda necessitam do nosso cuidado, estamos a desenvolver Consciência. Sabemos que, para sabermos quem Somos, precisamos dessa Honestidade e desse Amor porque ao longo do processo de nos auto-descobrirmos iremos com certeza ver em nós aspectos dos quais não temos assim tanto orgulho. Com esta Vontade de ir além dos padrões e instintos estamos a Criar novas formas de Ser. Que lugar extraordinário o mundo seria (para além do que já é, claro) se cada um de nós fosse Leal e Honesto neste processo. Estaríamos na presença da verdadeira sociedade Aquariana, representada pelo signo oposto e complementar a Leão – Aquário – que representa o Servidor do Mundo.»

Esta Lua Cheia em Aquário com eclipse lunar parcial é o momento em que podemos reflectir de forma mais objectiva, com maior clareza, sobre a nossa necessidade de Honestidade sobre a oposição entre aquilo que verdadeiramente desejamos Ser e aquilo que ainda sentimos desviar-nos dessa Consciência. Como Sou e como isso se reflecte perante os outros. São processos intensos e extremamente transformadores pelo potencial de revelação. Reflectimos fortemente acerca do passado e de como projectámos para o futuro. E principalmente como esse futuro parece já não ser tão actual perante a nossa Vontade presente.
Portanto, temos uma lua cheia acompanhada de um eclipse lunar parcial e com Úrano retrógrado. Trata-se de uma forte reviravolta existencial, critica na vida de muitos, principalmente nos que possuem planetas e eixos do mapa até 2º de orbe do eclipse nos signos de Touro, Leão, Escorpião e Aquário. Teremos que lidar com fortes paradigmas existenciais (individuais e colectivos) que não reflectem a Liberdade de Expressão Individual e, fundamentalmente, não reflectem o que de melhor existe nos nossos Corações. Trata-se, de uma forma geral, de questionarmos os nossos padrões e automatismos enquanto sociedade, e como nos sentimos reflectidos por essa identidade colectiva. Honestamente, se alguma “coisa” no sistema tem que eclipsar este é o momento ideal… Com esta energia podemos fazer a ponte entre a nossa Criatividade e formas mais Livres de servir os outros e o colectivo, de contribuir para um grupo, sistema ou associação que melhor reflicta esta nova Consciência. Onde e de que forma temos que acordar e parar de seguir um caminho adormecido e sem verdadeiro futuro… Trata-se de pôr fim a formas de pensar fora de tempo, com as quais não existe mais Identificação e, principalmente, não existe Amor. Desaprender, para Ser sem hábitos, e só assim poder Ligar-me a tudo o resto, de forma diferente, mais Autentica, Real.
 

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Úrano em Carneiro inicia movimento retrógrado no dia 3 de Agosto passando a directo apenas a 2 de Janeiro de 2018 (por essa altura já Saturno ingressou em Capricórnio a 20 de Dezembro de 2017). Durante este período revemos aquilo que para nós era importante mudar e reavaliamos o nosso conceito de Liberdade.  Eventualmente, as condições externas não favorecem a liberdade de expressão e precisamos de encontrar formas mais inteligentes de nos afirmarmos que não sejam agressivas e intempestivas. Ao nível social e colectivo, o principio de Úrano  representa as ideologias que formam uma sociedade e relacionam os indivíduos entre si para que funcionem como um grupo, como uma identidade colectiva. O movimento retrógrado propõe a revisão das ideologias de uma nação, o que significa vivermos realmente em democracia por exemplo, e como precisamos de rever a forma como essas ideologias e princípios são aplicados ao bem comum.  Como sabemos tudo depende do nosso nível de Consciência, a manifestação do que é bom e mau… Tendo em consideração a qualidade destas energias de Carneiro e Úrano, o movimento retrógrado requer  uma grande dose de força de carácter para lidar com algo que foi naturalmente feito para agir a alta velocidade e tem agora que retroceder a energia que o motiva. Influencia esta temática a energia de Marte em Leão durante este mês de Agosto uma vez que é regente de Úrano retrógrado em Carneiro. O posicionamento de Marte remete para a forma como lutamos por essa Liberdade, o que nos motiva, favorece e condiciona a nossa afirmação pessoal.  Mas também o que precisa de ser descondicionado. Rever a nossa capacidade de liderança. A temática da liderança é algo que será certamente bastante importante na vida de Donald Trump e em especial no exercício de funções como presidente dos Estados Unidos da América (cujo mapa natal tem Ascendente em Leão). O movimento retrógrado pode forçar a revisão de assuntos do passado que lançavam dúvidas com relação à clareza e legitimidade do seu processo de eleição, questionando novamente o seu direito a ser líder das ideologias democráticas do seu país e o impacto que têm sobre o resto do mundo. E este exemplo pode ser estendido a outros líderes e sistemas sociais. Como cada um destes indivíduos (Leão) contribuem para a mudança que o mundo quer e precisa, para a sociedade da nova era (Úrano). O ciclo de lunação em que nos encontramos é leonino, e durante este mês de Agosto, no dia 7, teremos a Lua Cheia a 15º25’ de Aquário (Úrano) com eclipse lunar parcial, e teremos novamente, no dia 21 de Agosto, uma Lua Nova a 28º53’ de Leão (a segunda) mas esta regista igualmente um eclipse solar total. Esta Lua Nova faz conjunção ao Ascendente de Donald Trump, a 29º57 de Leão e a Marte a 26º46’ também de Leão. Todas estas energias em Leão (pelos motivos já referidos no artigo da lua nova do dia 23 de Junho) trazem especial enfoque à nossa resposta, enquanto sociedade, dos e aos líderes de todo o mundo. Os temas sobre este ciclo lunar que ocorre no mês de Agosto serão desenvolvidos e aprofundados aquando da sua ocorrência. E durante este mês, Marte em Leão faz quincôncio a Neptuno em Peixes entre o dia 7 e 13, quincôncio a Plutão em Capricórnio de 13 a 19 de Agosto. O Sol antecipa os aspectos de Marte efectuando os mesmos contactos em períodos diferentes. Em Leão, o Sol faz conjunção Marte de 1 a 4 de Agosto (na sequência da Lua Nova do dia 23), quincôncio a Neptuno em Peixes entre o dia 4 e 8, quincôncio a Plutão em Capricórnio de 8 a 12 de Agosto. Em astrologia, estes aspectos formam uma configuração a que se dá o nome de YOD e requer um grande e que requer grande esforço por parte da nossa Consciência para integrar os ajustes necessários entre a nossa necessidade de agir, a nossa determinação e necessidade de afirmação pessoal, e a sensação de falta de “consistência” das circunstâncias. Pela negativa este pode ser um período de grande confusão e tensão, com particular desgaste energético e desvitalização, por ilusões da força e poder individual. É como se tivéssemos primeiro que tomar Consciência de como nos posicionamos como indivíduos perante o colectivo, como esse mesmo colectivo nos afecta, condiciona e molda para depois agirmos da melhor maneira (mais Solar, consciente), contribuindo da melhor forma, a que podemos, sem ilusões, escapismos ou subterfúgios.

Júpiter mantém-se ainda no signo de Balança até Outubro deste ano, dia 10, data em que ingressa em Escorpião. Em Agosto faz quadratura a Plutão em Capricórnio na primeira metade do mês, até ao dia 16 (e para isso talvez seja útil reler o artigo “Março Astrológico” e “Abril Astrológico” em que esta temática foi amplamente explicada) e sextil a Saturno em Sagitário na segunda metade (a partir do dia 16 até ao dia 31). Tendo em conta que Júpiter já efectuou estes aspectos ao longo da sua passagem por Balança (desde Setembro do ano passado), desejavelmente tivemos mais que oportunidade para tomar consciência do que precisa de urgência em ser transmutado com relação à forma como orientamos a nossa vida, os valores que regem a sociedade para que seja mais justa e clara nos seus princípios. E sinceramente a quadratura a Plutão em Capricórnio acrescenta tensão à temática associada ao movimento retrógrado de Úrano, eclipses, ciclo de lunação e ao posicionamento de Marte em Leão. O sextil a Saturno é a oportunidade para reestruturarmos e consolidarmos mudanças com relação a estes temas, já que, ao fim de 4 meses e meio (desde o dia 6 de Abril), Saturno a 21º de Sagitário, passa a movimento directo no dia 25 de Agosto.

Mercúrio inicia movimento retrógrado no dia 13 de Agosto a 11º de Virgem, passando a movimento directo no dia 5 de Setembro a 28º de Leão. É um período para rever como organizamos a nossa vida, para repensar como a mente interpreta e avalia a realidade, porque no fundo todo o entorpecimento, atrasos e reveses do movimento retrógrado de Mercúrio (principalmente em Virgem, o seu domicilio) pretende essencialmente e na sua génese colocar-nos frente a frente com as nossas maquetes mentais e suas limitações. Podemos (e devemos) aproveitar, porque Tudo são oportunidades, para aprofundar detalhes e pensar, a partir de uma nova perspectiva, sobre o que é necessário refazer de forma a aperfeiçoar o nosso modo de pensar e, por conseguinte, a nossa vida.

Na notícia publicada pelo Diário de Notícias podemos ler:

«Hoje, 2 de agosto, a humanidade esgota os recursos do planeta disponíveis para este ano e começa a consumir a crédito. Pode parecer só mais uma data, mas desde que estas contas começaram a ser feitas, em 1970, este é o ano em que se atinge mais cedo o esgotamento dos recursos, para além do que a natureza pode repor, diz a organização internacional Global Footprint Network, que faz as estimativas.

É, portanto, um novo recorde, mas não será o último, se a tendência de antecipação da data, que se tem mantido contínua e persistente desde há quase cinco décadas, não sofrer nenhuma alteração de fundo. Este ano, por exemplo, a data cai seis dias mais cedo em relação ao ano passado, em que o último dia do ano para o planeta chegou a 8 de agosto, ou ainda 11 dias mais cedo do que em 2015, em que essa marca foi atingida a 13 de agosto – e assim sucessivamente. Só nos últimos 10 anos houve uma antecipação em 54 dias desta marca de insustentabilidade para a Terra.»

E porque falar de movimento retrógrado é remeter para “trás”, talvez faça sentido reler o artigo publicado em Agosto do ano passado que pretendia fazer uma análise e reflexão acerca destas mesmas temáticas de Mercúrio retrógrado (igualmente) em Virgem – “Reorganizar para Renascer por entre as cinzas. Durante o mês de Agosto, Mercúrio faz apenas contacto com Vénus em Caranguejo, em sextil, entre o dia 8 e 12. Talvez possamos pensar em formas mais harmoniosas de viver, mais construtivas e equilibradas. Pensar e ter Gratidão, fazendo uso prático dos recursos que verdadeiramente necessitamos, apenas isso.

O Sol faz sextil a Júpiter em Balança entre o dia 7 e 13, trígono a Saturno em Sagitário entre o dia 12 e 16 e trígono a Úrano em Carneiro de 19 a 23 de Agosto. Marte em Leão repete os mesmos contactos a Júpiter entre o dia 16 e 25 e a Saturno entre o dia 19 e 26. Permite um período de maior clareza e agir no sentido de reequilibrar o nosso modo de viver utilizando soluções mais criativas e responsáveis.

Antes de ingressar em Leão, a 26 de Agosto, Vénus em Caranguejo faz trígono a Neptuno em Peixes de 10 a 14, oposição Plutão em Capricórnio de 13 a 17, quadratura a Júpiter em Balança entre o dia 16 e 19, quincôncio a Saturno em Sagitário de 17 a 21 e quadratura a Úrano em Carneiro entre o dia 23 e 27 de Agosto. Parece ser um período extremamente exigente e desafiante para a integração dos princípios de Vénus. Período de maior instabilidade financeira, com necessidade de rever investimentos, parcerias e contratos. Somos testados com relação ao que realmente tem valor para nós, o que requer o nosso cuidado e procurar dar valor às pequenas coisas. Passamos por um período de maior sensibilidade relacional e como nos relacionamos com aquilo que nos é mais familiar e pessoal. Recuperarmos onde perdemos a nossa Humanidade. Quais os nossos recursos emocionais e que pontes fazemos entre o passado e a nossa necessidade de mudança e reestruturação.

Bom trabalho para Agosto

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Nova 

23 de julho de 2017 | 00º44’ Leão

Frequentemente lemos ou ouvimos, que viver a energia de Leão (e através do Sol, seu regente) significa sermos, por exemplo, autênticos. E de um modo geral, a forma como a maioria de nós experiencia este sentido de autenticidade, passa pela exacerbação daquelas características da personalidade que nos fazem sentir especiais, importantes e que procuramos proteger porque é isso que nos define. Muitas delas, algumas negativas no impacto que têm sobre a nossa vida, são motivo de extremo orgulho. E enquanto nos identificamos com estes traços de personalidade, muitos deles estruturados em profundas carências mal resolvidas, projectamos o nosso pequeno “rei na barriga” sobre o mundo e sobre os outros, lançamos o melhor de nós mas também as nossas “fúrias” partindo do principio que, assim sim, estamos a ser autênticos. Nessa ilusão, a da personalidade, vivemos um autêntico egocentrismo, a fazer das “tripas” (lua — 2° chakra) o lugar do “Coração” (representado pelo Sol, regente do signo de Leão).

 

Do ponto de vista do desenvolvimento da Consciência, enquadrado na dimensão espiritual do Homem, procurar Ser verdadeiramente Autêntico, pressupõe vencer algumas dessas pequenas batalhas pessoais e por isso dispensa a necessidade de um excesso de afirmação pessoal. Sem máscaras e artifícios para consigo mesmo, livre de orgulho, de ferida narcísica, “síndromes de rei”, assim, simplesmente, Autênticos. E isto de se Ser Autêntico requer Lealdade, Honestidade, Reconhecimento, todas estas qualidades frequentemente atribuídas ao signo de Leão. O que me parece por vezes ser difícil compreender na interpretação deste signo é que todas estas qualidades referem-se essencialmente a este processo individual, pessoal e intransmissível de nos descobrirmos por completo, e não simplesmente atributos de personalidade que os outros podem apreciar. Compreender a energia de Leão, pressupõe igualmente integrar o principio da Lealdade para desenvolvermos o nosso próprio trabalho de aperfeiçoamento (o signo seguinte – Virgem), sem rejeitar mas antes Reconhecendo com Honestidade onde ainda somos frágeis e vulneráveis (o signo anterior, Caranguejo) para abraçar tudo o que em nós existe e desta forma Criar algo mais Autêntico. Sentir onde “quebrámos a ligação” para que possamos resgatar a nossa Identidade (ler artigo acerca da Lua Nova em Caranguejo do dia 24 de Junho de 2017). A Autenticidade que procuramos em Leão vem da Identificação com a presença espiritual que existe (em grande parte) adormecida em nós. Essa Lealdade e Honestidade são fundamentais para que não desistamos das lutas que temos que travar ao longo dos desafios e experiências da nossa vida. O processo de sabermos quem Somos é uma jornada Heróica, que requer muito da nossa Vontade e capacidade de Liderança. E é, quando essa Autenticidade é real, que existe em nós um brilho natural que tudo ilumina. Esse Brilho é o da Luz da Consciência que representa, no fundo, Amor. Ao lançarmos Luz sobre o nosso lado lunar (o processo desenvolvido no signo anterior), a todas as partes que ainda necessitam do nosso cuidado, estamos a desenvolver Consciência. Sabemos que, para sabermos quem Somos, precisamos dessa Honestidade e desse Amor porque ao longo do processo de nos auto-descobrirmos iremos com certeza ver em nós aspectos dos quais não temos assim tanto orgulho. Com esta Vontade de ir além dos padrões e instintos estamos a Criar novas formas de Ser. Que lugar extraordinário o mundo seria (para além do que já é, claro) se cada um de nós fosse Leal e Honesto neste processo. Estaríamos na presença da verdadeira sociedade Aquariana, representada pelo signo oposto e complementar a Leão – Aquário – que representa o Servidor do Mundo.

Podemos aproveitar esta Lua Nova em Leão para despertar a semente que vai liderar cada um de nós para este processo de Reconhecimento. Onde precisamos de ser Honestos e Leais, onde precisamos de trazer e fazer Luz para que nos possamos ver e Ser por inteiro. O que requer a nossa força e Poder pessoal para que possamos assumir a Liderança que sentimos faltar, para recuperar ou fortalecer a nossa Alegria de Viver. Recordo que podemos e devemos ampliar as nossas intenções para a esfera colectiva. Podemos desejar que a Humanidade desperte para esta energia Criativa e consiga ver como continua a repetir a história dos seus antepassados. Infelizmente, ainda continuamos a resolver grande parte dos problemas da mesma maneira, como há séculos, seguindo lideres autoritários e narcísicos, que reflectem senão a nossa covardia individual em Sermos por inteiro. Temos Poder para viver de forma diferente! É preciso a Vontade para que isso aconteça e a Honestidade para vermos onde continuamos a errar… Porque me identifico com estes pensamentos, crenças, opiniões, sentimentos, desejos, vontades, inseguranças, ambições, ….????….???? O que me define? Quem Sou Eu? Quem somos nós? Façam a vocês mesmos as perguntas certas para o vosso próprio processo de se auto-descobrirem e permitam-se o Silêncio para deixar as respostas surgirem. E tenham Honestidade nesse Reconhecimento.

Este e o anterior ciclo de lunação são fortes e intensos. A lua Cheia em Capricórnio (referente ao ciclo de caranguejo) fez conjunção a Plutão no dia 9 de julho e a Lua Nova em Leão que acontece no dia 23 de julho faz conjunção a Marte. Esta é uma relação importante uma vez que o Sol encontra a sua exaltação em Carneiro, signo regido por Marte. Esta afinidade entre os dois planetas promove a Coragem para nos assumirmos por completo, para iniciar um novo caminho de auto-descoberta e desenvolvimento pessoal. Pela negativa esta energia pode intensificar a afirmação pessoal excessiva e egocêntrica que pretende apenas servir o seu desejo e ambição pessoal (o 3º chakra em hiper funcionamento sem a abertura do chakra do coração). Uma vez que o signo de Leão está associado a Liderança, esta é uma energia particularmente ressonante com os líderes de todo o mundo. Foquemos por isso a nossa energia nas intenções para este novo ciclo de lunação de forma a desejar que a Luz desça à Terra.

 

«Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma Luz na escuridão da mera existência.» (Carl Gustav Jung)

 

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Começamos a análise do mês de Julho relembrando a análise astrológica para o mês de Junho, onde podemos ler:

«Em Caranguejo, Mercúrio, remete as nossas preocupações e pensamento para os assuntos familiares, para a organização da nossa “casa”. (…) À escala colectiva, Caranguejo está associado à pátria e à nação. É importante cuidar e olhar para a nossa realidade interna de forma a organizar a nossa “casa”.»

Foi sem dúvida um mês de emoções fortes (Caranguejo) em que vivemos uma tragédia que destrui a casa e a vida pessoal (Caranguejo) de tantos e nos fez pensar porque é que todos os anos cometemos os mesmos erros com relação à nossa “casa” colectiva, o nosso país. Todos os anos teimamos em des-cuidar. Estávamos longe de imaginar que estas energias pudessem assumir estas formas concretas de manifestação.  Em contra-partida tivemos igualmente a oportunidade de perceber como temos Alma de cuidadores

Mas estas energias que nos ligam à pátria e à nação continuam fortes durante o mês de Julho. Queremos pertencer a algo, acreditamos que pertencemos a um lugar específico, nosso, a que chamamos casa. Começamos pela nossa casa “pessoal”, e podemos expandir essa Consciência até ao nosso País. O nosso povo, a nossa nação. E apesar de tudo, esta ainda é uma noção limitada de Família. É esta limitação que motivam tantas guerras e conflictos. Queremos preservar o que “é nosso”… E porque sim, é necessário Cuidar, devemos perguntar-nos o que é que queremos verdadeiramente preservar…

Sol mantém-se em Caranguejo até ao dia 22 de Julho, data em que ingressa no signo de Leão. Até transitar de signo faz quadratura a Júpiter em Balança trígono a Neptuno entre o dia 4 e 9 de Julho.  De 8 a 13 de Julho Sol em Caranguejo faz oposição a Plutão em Capricórnio. Durante este período, ocorre a 9 de Julho Lua Cheia em Capricórnio. A Lua faz conjunção a Plutão e transporta consigo neste fase do ciclo a simbologia do seu princípio (mais será desenvolvido aquando da Lua Cheia). Os desafios continuam, sendo que do dia 13 ao dia 17 o Sol faz quincuncio a Saturno ainda retrógrado em Sagitário quadratura a Úrano entre os dias 19 e 23Marte acompanha alguns dos trânsitos do Sol pelo signo de Caranguejo, em datas diferentes. Este é o signo em que Marte está em queda, dificultando a maturidade no uso da força individual. Amplia o instinto territorial e de defesa pelo ataque. Durante este posicionamento, Marte faz oposição a Plutão em Capricórnio de 1 a 6 de Julho, quincuncio a Saturno entre o dia 7 e 12 e quadratura a Úrano entre os dias 15 e 21. Estes são períodos susceptíveis a fortes conflictos. À escala global, porque o planeta é a nossa Família, confesso que estas energias podem ser preocupantes pela tensão que se criam entre si, e são coincidentes com a Cimeira dos G20 que acontece este dia 7 e 8 de Julho. Uma espécie de bomba reactiva, impulsiva, com dificuldade em compreender a consequência dos próprios actos e o impacto que isso terá no mundo. Tudo para “preservar” o que é nosso… Dificuldade de diálogo e de diplomacia que potencia excessos de autoridade. É importante compreendermos o que podemos fazer pela nossa casa universal, tomarmos consciência de como a gestão da casa de cada um afecta o resto do mundo, e conseguir encontrar um ponto de equilíbrio entre cada necessidade, tendo capacidade de autoanálise sem interpretar tudo de forma “pessoal”. Ainda na análise astrológica do mês de Junho foi feita referência a estas energias em Caranguejo,

«Mas se o excesso de sensibilidade faz com fechemos as nossas portas ao resto do mundo, estas energias podem expressar-se de forma separativa, conduzindo o pensamento a defender os interesses pessoais e nacionais em detrimento do bem colectivo. Isto potencia a activação de manifestações contra e em oposição às estruturas sociais, podendo ser um período de mais reboliço nas temáticas internacionais.»

Mercúrio ingressa em Leão a 6 de JulhoAinda no signo de Caranguejode 4 a 6 de Julho faz quadratura a Úrano em Carneiro. A tensão entre Mercúrio e Úrano apela à necessidade de pensar com o coração para poder efectuar mudanças conscientes, mas está igualmente presente a dificuldade entre produzir mudanças reais com ideias do passado ou querer espaço e liberdade sem pensar realmente no que é necessário fazer para que a mudança ocorra não só externamente mas internamente.  em Leão, faz sextil Vénus em Gémeos entre o dia 6 e 10, sêxtil Júpiter em Balança de 13 a 16 de Julho, trígono a Saturno em Sagitário de 18 a 21 e trígono a Úrano em Carneiro do dia 23 a 26. Sabemos que todos estes aspectos entre planetas estão interligados e dependentes da qualidade do trabalho realizado em cada um deles. Os efeitos deste ingresso de Mercúrio em Leão estão dependentes da passagem pelo signo de Caranguejo (no mínimo). Na melhor das hipóteses é a oportunidade de pensarmos de forma original e criativa, permitindo a expressão de uma comunicação mais autêntica e generosa, que contribua para a expansão do bem de todos, que expanda as nossas relações, que favoreça alianças e compromissos justos. Se pelo contrário, não nos libertámos da ideia do “clã” e pensamos apenas na nossa “fome de comer”, este pode ser o momento em que pensamos literalmente ainda como se tivéssemos “o rei (leão) na barriga (caranguejo) ”.

25 de Julho Mercúrio ingressa no signo de Virgem. Em domicílio, Mercúrio potencia a capacidade de análise e de organização. É uma fase de operacionalizar as novas ideias e lidar com os aspectos práticos necessários às mudanças. Pensarmos de forma objectiva, pragmática e com maior atenção nos detalhes.

No dia 5 de Julho Vénus ingressa no signo de Gémeos. Durante este trânsito, faz quadratura a Neptuno em Peixes de 16 a 20, entre o dia 17 e 21 faz trígono a Júpiter em Balança (regido por Vénus), oposição a Saturno em Sagitário de 23 a 27 de Julho e sextil Úrano em Carneiro a partir do dia 28 até ao final de Julho. Traz a proposta de dinamizar as relações de permitir flexibilidade com relação ao que esperamos dos outros de forma a valorizar mais o diálogo que o preconceito. O risco deste aspecto é a forte dispersão que pode atrasar a capacidade de estruturar o entendimento entre todas as partes e a dificuldade inicial em definir limites e hierarquizar prioridades para a distribuição dos nossos recursos.

Vénus ingressa em Caranguejo a 31 de Julho.

Já em Leão, entre os dias 22 e 31, o Sol encontra-se com Marte, no grau 1 deste signo, sendo este o período em que ocorre a Lua Nova em Leão (23 de Julho). Este novo ciclo de lunação transporta consigo a simbologia e os princípios de Marte. Este será um tema desenvolvido por altura da Lua Nova.

 

Bom trabalho para Julho.

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Lua Nova

24 Junho 2017 | 2º47’ Caranguejo

A Consciência de Caranguejo é a de acordar, de despertar para a necessidade de Ligação. Primeiro signo de Água, elemento cuja principal qualidade é Unir, Ligar, trazer Coesão entre todas as partes soltas e fragmentadas (função do signo anterior, Gémeos, em que desenvolvemos a percepção da dualidade presente na vida da personalidade), é a qualidade que permite despertar a Alma em todas as formas. Estas qualidades (e quando falamos de “qualidade” implica viver o signo pelo potencial arquetípico) são fundamentais para que a Vida nasça… E por toda esta simbologia, Caranguejo – a Lua – está igualmente associado à função materna. Aquela que cuida, nutre, sustém, suporta, ampara, recebe, acolhe, ama, nos liga à vida. A um nível macro cósmico, falamos de Akasha, a Mãe que dá forma à Vida.

Desenvolver esta energia permite-nos descobrir onde, como e porquê nos des-Ligámos e como podemos voltar a estabelecer a Ligação. E isso, esse elo quebrado, é algo de muito pessoal… outra qualidade deste signo.

 Na análise astrológica deste mês de Junho escrevíamos o seguinte com relação ao ingresso de Mercúrio em Caranguejo:

«Em Caranguejo, Mercúrio, remete as nossas preocupações e pensamento para os assuntos familiares, para a organização da nossa “casa”. (…) À escala colectiva, Caranguejo está associado à pátria e à nação. É importante cuidar e olhar para a nossa realidade interna de forma a organizar a nossa “casa”.»

(em “Junho Astrológico 2017” | www.ascendentt.wordpress.com)

 

Esta Lua Nova vem Caranguejo inter-relaciona-se e a sua simbologia é reforçada com o ingresso de Mercúrio neste signo. Remeter a Consciência para a nossa “casa” interna é fundamental para que possamos compreender a Origem das nossas próprias motivações, e de desenvolver Consciência acerca do impacto interno que as circunstâncias externas (o ciclo anterior, Gémeos) tiveram (ou ainda têm) sobre nós. Como nos sentimos? A(l)mados ou DesA(l)mados? Por se tratar de um signo Yin, com esta Lua Nova em Caranguejo, recolhemo-nos para tomar Consciência da nossa fragilidade, onde reside a nossa vulnerabilidade, onde falhámos em cuidar e onde ainda precisamos de Crescer. Analisar e desenvolvermos Consciência do que verdadeiramente nos falta para podermos cuidar dessas partes de nós que estão frágeis e carecem da nossa atenção. Qual o nosso nível de infantilização, onde permanecemos em estado de dependência, carentes e inseguros. Ampliarmos a nossa Receptividade à vida para que possamos acolher todas as “frentes”, trazer coesão a todas as partes que nos “habitam”, e assim, arrumar a “nossa casa” (individual e colectiva, real e simbólica). Esta sensibilidade ao que verdadeiramente necessitamos permite-nos nutrir e alimentar a nossa “criança interior” para que essas partes de nós que pararam no tempo possam crescer e amadurecer, ao mesmo tempo que inicia em nós o movimento crescente de querer cuidar mais que ser cuidado.

É mais uma oportunidade para tomar Consciência do que nos faz “sentir em casa”, onde está a nossa “verdadeira casa”, e, enquanto habitamos o planeta Terra, que tipo de relação temos com a nossa “casa universal”. E isto faz-me fazer referência às propostas de trabalho com o ingresso de Vénus em Touro durante este mês de Junho e que são síncronas com as necessidades desta Lua Nova:

«A partir do dia 6 de Junho Vénus ingressa em Touro (…). Apela ao nosso Amor pela Vida, pela Terra, à Gratidão pelo que podemos usufruir, que, por incrível que pareça precisamos Dela para viver, e que as preocupações ambientais são algo bastante real e concreto.»

(em “Junho Astrológico 2017” | http://www.ascendentt.wordpress.com)

 

Este ciclo lunar que inicia em Caranguejo espera-se muito forte e intenso. Por razões óbvias, porque ele precede uma tragédia “nacional” que nos chocou, e ainda nos choca, os incêndios que tanto vitimizaram e destruíram. O segundo motivo, astrológico, é que a Lua Cheia em Capricórnio, referente a este ciclo, faz conjunção a Plutão em Capricórnio. A Lua Cheia em Capricórnio (o pico deste processo) irá forçar-nos a assumir as consequências por toda e qualquer des-responsabilização (tema a ser desenvolvido por altura desta Lua Cheia que ocorre a 9 de Julho).

Que as intenções desta Lua Nova possam ser igualmente focalizadas para a Consciência Maternal que existe em cada um de nós, para que saibamos cuidar mais que ser cuidados, para que nos possamos Ligar a esta Consciência, para nos sentirmos como uma Família, para bem do nosso Planeta.

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O ciclo de lunação é um processo fundamental de alinhamento entre a Terra e as energias arquetípicas de cada signo para que as mesmas sejam integradas na Consciência da Humanidade. E estas oportunidades acontecem com frequência, todos os meses. A Lua Cheia a 18º53 do signo de Sagitário do dia 9 de Junho tem uma relação especial com os desafios que temos vivido através do trânsito planetário que se faz sentir pelos signos mutáveis (Gémeos, Virgem, Sagitário e Peixes), principalmente desde o ingresso de Saturno em Sagitário a Dezembro de 2014. A uma escala mais colectiva, esses desafios têm chegado até nós através dos conflictos internacionais, das relações entre líderes, dos conflictos é(n)ticos e culturais que tanto nos têm forçado a pensar na forma como definimos os limites que separam cada nação (e por conseguinte pensarmos no que nos une). Em pequenos passinhos, esperamos que se dê uma abertura de Consciência que permita objectivar um novo Caminho a seguir.

A energia mutável durante esta lunação é muito forte. Para além do que foi referido inicialmente, Mercúrio em trânsito encontra-se actualmente no signo de Gémeos (até ao dia 21 deste mês). Por estar em domicílio a sua expressão torna-se mais forte e podemos beneficiar do que melhor esta Lua Cheia pode oferecer. Mercúrio, por ser representante do princípio de 4º raio, tem como função permitir a circulação de informação por entre a dualidade das circunstâncias de forma a termos a abertura mental para trazer a resolução dos nossos conflictos existenciais. Amplia a nossa capacidade de diálogo, de conversação, de negociação. Mas para isso precisamos de objectivar a nossa ligação a crenças e dogmas. Com o Sol em Gémeos tomamos Consciência de como chegámos a este ponto, em que a nossa memória e subjectividade existencial nos colou a tantos princípios que impedem ou dificultam a nossa capacidade de Pensar. Pensar porque é que acreditamos e nos deixamos guiar por determinados valores. Reflectir sobre o que é sabedoria ou pura “estupidez” sem deixar que a nossa susceptibilidade interfira na análise. E esta curiosidade natural, esta vontade de questionar a forma como vivemos a vida permite ampliar a nossa Consciência. A mutabilidade desta Lunação apela à nossa “ginástica mental” de forma a aceitar que a “nossa verdade” é ainda muito “relativa” e tem (quase) sempre um lado lunar… Repito que Isto é tão importante nos tempos de hoje porque, apesar de toda a evolução da humanidade, continuamos muito infantis, a opormo-nos e impor-nos uns aos outros guiados pelas mesmas deformações filosóficas que há 1000 anos atrás (cálculos grosseiros).

«Eu acredito que a única verdadeira religião consiste em ter um Bom Coração» (Dalai Lama)

Com esta Lua Cheia em Sagitário é importante reflectir acerca das actualizações necessárias ou urgentes à forma como vemos a vida e as dúvidas que emergem desta tomada de Consciência. Atingimos nesta fase o pico deste processo e por isso mesmo podemos objectivar melhor em que medida aquilo que pensamos é oposto áquilo em que acreditamos ou acreditávamos. Tomar decisões que possam reflectir-se em formas mais justas e honestas de ver e viver a vida.

Esta Lua Cheia é síncrona com as eleições desta quinta-feira no Reino Unido. Vamos a votos?

«Os britânicos vão a votos esta quinta-feira para decidir a formação do próximo Governo, que terá entre mãos as negociações com a Europa para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE): o Brexit. São, por isso, eleições de grande importância em que, inesperadamente, reina a incerteza sobre o resultado final.» (fonte: Renascença)

A relação (ampla) a Neptuno traz alguma confusão aos que ficam e aos que saem, ou mesmo alguma indefinição perante as circunstâncias. A saída do Reino Unido da União Europeia acaba por trazer muitas dúvidas e alguma desorientação tendo em conta ao que acreditávamos estar instituído, mas força-nos a ver o outro lado da moeda, o que de novo tem forçosamente que emergir de forma a reorientarmos e reflectirmos sobre a Ordem (ou des-Ordem) desta União. Pensar na “União” com outros olhos… A uma escala individual, façamos a mesma reflexão.

 

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