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Lua Nova em Carneiro – 7º37′

Que ansiedade por esta Lua Nova em Carneiro! Verdade? Este signo tem o dom de nos ajudar a sentir estas “coisas”. Estas “coisas” a que chamamos impulso para vida, energia, actividade, alegria de viver, ansia por avançar, decisão sem hesitação.

Carneiro é a energia de manifestação pura e simples. Os cornos que saem da cabeça e apontam para o chão são indicadores da intenção deste signo em trazer para a realidade terrena as energias do espírito que se manifestam através do pensamento (Mercúrio rege esotericamente o signo de Carneiro). Simbolicamente estas energias correspondem às sementes que se depositam na nossa Consciência e que, tal qual a Primavera, preparam-se para ser lançadas e criar novas formas de desenvolvimento individual e espiritual. Quando dizemos que “tudo começa no pensamento”, ou que “a energia segue o pensamento” estamos simbolicamente a referir-nos à energia de Marte (acção, iniciativa) combinada com a energia de Mercúrio (a mente, o pensamento)…  Por isso o signo do Carneiro é muito mais do que força bruta, assim coloquemos a sua coragem e a energia ao serviço da Consciência. Talvez seja importante perguntar, internamente, de que substância são constituídas as sementes que queremos, corajosamente, lançar na nossa vida? De onde surge o impulso, de onde surge a iniciativa, qual a origem da motivação para as nossas acções? Para conseguirmos ter uma clara noção para onde queremos apontar a nossa “cabeça”, é necessário que tenhamos feito a limpeza e o silêncio descrito nos ciclos anteriores, e em especial no último ciclo de Lunação em Peixes, para conseguirmos ouvir a Voz do pensamento que irá guiar a nossa Acção. Frequentemente, há uma certa ingenuidade associada ao Carneiro, afinal é o primeiro signo do Zodíaco, a energia por onde tudo começa. E a nossa maior ingenuidade é pensar que a Lua Nova neste signo implica despedirmo-nos de tudo, e começarmos de novo como se nada fosse. O que lá vai lá vai, são “águas passadas”, atiramos fora o “bébé com a água do banho” e nada mais nos pode prender. E felizmente que há fases da nossa vida em que muitos dos contextos que vivíamos não fazem mais sentido para o nosso desenvolvimento pessoal, afinal a vida é para a frente e não para trás. Mas isto apenas significa que são as formas que ficam para trás e não a aprendizagem que retirámos das experiências. Ficamos sempre com o “bébé”. Se assim não for, estaremos tão-somente a usar a energia da Lua Nova em Carneiro para fugir da dor e do sofrimento ao invés de ter a Coragem para os enfrentar. Ao fazer isto, mesmo sem sabermos ou termos Consciência, estamos a agir a partir da nossa confusão interna (resultante de uma pobre limpeza interna durante o ciclo anterior, Peixes). Reagimos à Primavera e semeamos sem saber bem, mais tarde, quais os frutos que iremos colher da árvore que terá crescido. É como se semeássemos pereiras à espera de colher maçãs.

Então sobre que intenções podemos reflectir para este início de ciclo, que por ser em Carneiro vem a dobrar? Terminámos a análise do ciclo anterior, a Lua Cheia em Virgem, da seguinte forma:

«É nessa consciência silenciosa que podemos contemplar todos os detalhes presentes na nossa vida. Perdemos a necessidade de nos ligarmos apenas ao que é perfeito e (aparentemente) tão organizado. Ficamos com campo aberto para podermos começar de novo, sem limitarmos a nossa Consciência a esses sentimentos de perfeição e, simbólica e literalmente, ganharmos a inspiração que guia a motivação para nos lançarmos à vida que renasce na Lua Nova em Carneiro. Aí damos início a mais um ciclo de manifestação da Consciência.» 

O Zodíaco não é uma linha recta, é uma linha circular, por isso o que começa agora tem sempre ligação ao que foi processado ao longo dos ciclos anteriores até chegarmos ao signo de Peixes, onde a semente que cresceu e deu o seu máximo encontra o seu fim.  Durante este processo passa por Escorpião onde todas as nossas intenções ingénuas (porque promoviam apenas o prazer, satisfação e gratificação pessoal) caem sobre a alçada da inquisição Divina (se é que se pode chamar assim ao conjunto das Leis Universais que tão bem nos mantém em ordem). Para não “morrermos” (Escorpião) antes de chegarmos à “praia” (Peixes) procurem lançar as sementes “certas” porque sobre elas recaem as energias do próximo ciclo de 12 meses. Supostamente, porque nada começa ao acaso (o mesmo para o Carneiro), teremos conseguido no ciclo anterior, a limpeza e o Silêncio necessários para que agora, mais fácil e naturalmente, saibamos por onde começar. Pedirmos a força e a coragem para enfrentar os desafios do que quer que seja que esteja para ser. Estejamos mais ou menos dispersos, confusos ou já plenos de visão e inspiração, esta lua nova em carneiro é uma oportunidade para pedir a Coragem que nos falta para enfrentar os desafios da vida com a certeza de que tudo o que possa vir a acontecer há-de sempre ser pelo nosso melhor. Uma Lua Nova dedicada ao início de novos projectos, todos eles enquadrados dentro do projecto maior, o do nosso desenvolvimento pessoal. Por isso pensem (Mercúrio rege esotericamente o Carneiro) o que podem fazer (Carneiro) para que em termos individuais e colectivos possamos ser pessoas melhores mesmo que ainda não exista nada concreto no vosso pensamento sobre como fazê-lo. A energia desta Lua Nova em Carneiro é a oportunidade para começar de novo tendo em conta o ponto em que ficámos, e é essencialmente a alegria, a ousadia, de o podermos fazer.

«Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode recomeçar para fazer um novo fim» Xico Xavier

Nada é puro acaso… tudo tem uma razão para existir. Neste Lua Nova em Carneiro semeemos as nossas razões para Existir!

Bom inicio de ciclo.

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Lua Cheia em Virgem | 22º13’ | 12 de Março

Com relação ao inicio deste ciclo, na Lua Nova em Peixes do dia 26 de fevereiro, falámos acerca da necessidade de desenvolver uma atitude contemplativa da própria vida, e como o processo de aí chegarmos pode ser confuso e trazer-nos a sensação de que estamos, em certa medida, perdidos. Experimentamos uma espécie de desordem que acompanha aquilo a que podemos comparar à fase em que estamos a minutos, segundos, de acordar de um son(h)o que poderia bem ser a “nossa vida” e ainda não conseguimos perceber ,daquilo em que estamos a viver, que parte é sonho e que parte é realidade. Acompanha-nos uma espécie de nostalgia para a qual não encontramos uma explicação lógica ou racional. Sentimos um restício de ligação a realidades de vida obsoletas que nos trouxeram uma espécie de organização psicológica, em oposição a uma vontade de simplesmente deixar ir porque podemos Ser de qualquer forma e em qualquer lado.

Podemos objectivar onde ainda nos sentimos imperfeitos, e iluminar esse detalhe que dificulta a Consciência contemplativa, e sem julgar, em Silêncio, compreende—lo, amá—lo, porque isso também nos pertence, é uma parte de nós, e é essa parte que nos permite expandir e ampliar a consciência, porque o processo de reconhecermos quem Somos não tem fim. Resta-nos manter a consciência de que há detalhes que transcendem a nossa capacidade de análise mental e que antes requerem fé, muita fé…  acreditar que tudo está enquadrado num plano maior.

Aperceber-nos, despojados das nossas ilusões e deturpações da realidade, que o que importa é simplesmente vivermos a vida como ela é, perfeita na sua (ainda) imperfeição. É esta Consciência que nos irá permitir encontrar a inspiração em cada detalhe da vida. Arrumamos “a nossa casa” para acolher o que quer que seja que a vida traga… É neste pico de ciclo que, simbólica ou literalmente, decidimos por formas de vida assentes na simplicidade e pretendemos que esta nova semente se reflicta na nossa vida prática.  Com esta Lua Cheia, podemos sentir, a partir deste ponto de Luz, aquilo de que verdadeiramente necessitamos, sem excessos, e sem tentarmos inconscientemente fugir do reconhecimento das utopias que criamos sobre nós mesmos e sobre a nossa vida porque temos bem presente em nós a Consciência de que todas as formas sobre as quais a vida se organiza são perenes e reflectem a impermanência do ser.

«Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objectivo é observar, crescer, amar… depois disso voltamos para casa.»

(provérbio aborígene)

Esta Lua Cheia faz quincuncio exacto a Úrano em Carneiro, pelo que parece que temos que aprender a lidar rapidamente com estas dinâmicas. Mostra como o processo de nos libertarmos desses automatismos organizacionais pode ser difícil e como podemos correr o risco de cortarmos com realidades de vida não porque estejamos verdadeiramente à procura de nos aperfeiçoarmos, mas antes por sentimentos de inadequação que reflectem partes do nosso ser que preferimos não reconhecer pela dor e sofrimento que nos causam. Neste caso ainda somos muito sensíveis e demasiado ligados aos factos e circunstâncias sem conseguir reconhecer o potencial de desenvolvimento que encerram, como nos reflectem por inteiro, sem darmos tempo para meditar sobre essas formas rotineiras de viver a vida.

Por outro lado, esta pode ser uma fase em que, de um momento para o outro, conseguimos operacionalizar mudanças radicais que dão suporte a esse novo estado de Consciência.

«A Perfeição é atingida quando o esforço para a alcançar é desprovido de esforço, e a dimensão infinita do ser é alcançada»

Patanjali

É nessa consciência silenciosa que podemos contemplar todos os detalhes presentes na nossa vida. Perdemos a necessidade de nos ligarmos apenas ao que é perfeito e (aparentemente) tão organizado. Ficamos com campo aberto para podermos começar de novo, sem limitarmos a nossa Consciência a esses sentimentos de perfeição e, simbólica e literalmente, ganharmos a inspiração que guia a motivação para nos lançarmos à vida que renasce na Lua Nova em Carneiro. Aí damos inicio a mais um ciclo de manifestação da Consciência.

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Durante o mês de março, devido ao movimento retrógrado de Júpiter em Balança, mantém-se a tensão com Úrano em Carneiro (oposição) entre o dia 1 e 18, e Plutão em Capricórnio (quadratura) entre o dia 12 e 31. Continuamos com o clima de instabilidade politica, radicalismos na lide dos assuntos internacionais e na forma de abordagem às diferenças interculturais.  Necessidades de mudança que chocam com princípios éticos básicos que definem a relação entre os vários cantos do mundo, que rompem com acordos legais que mantinham a estabilidade entre nações e que apenas reflectem como ainda estamos tão longe de conseguir a tão desejada paz e harmonia, e como ainda vivemos tão separados dentro desta casa universal. Durante esta fase, Plutão torna-se o midpoint entre Júpiter e Úrano, e durante este período este conflicto poderá assumir maior intensidade e profundidade. Desde 2016, ano em que começou a desfazer-se a quadratura entre Plutão em Capricórnio e Úrano em Carneiro, que começámos progressivamente a desviar o focus da nossa atenção para outras análises. No entanto, mesmo que assim seja, não se desfazem os simbolismos da sua passagem por Capricórnio, e talvez seja importante não esquecer que aquilo que aparentemente é uma guerra entre hábitos culturais, religiosos ou filosóficos, esconde motivos muito mais profundos. Uma das qualidades de Plutão, é ajudar-nos a perceber que as coisas são sempre mais do que aquilo que aparentam à superfície. Os conflictos do mundo assentam essencialmente sobre a morte e falência de um sistema económico que teima em subsistir e prevalecer a qualquer custo. A verdade fica oculta por detrás de falsos dogmas que concentram o “inimigo” naquele que é diferente de nós, no que pensa e acredita. E ainda assim, tudo isto são senão aparências… Cabe-nos a nós, pequenas peças, peões dos grandes (des)governantes, fazer um esforço para reflectir ao invés de reagir a tudo o que ouvimos e nos é “impingido” (se assim o deixarmos) pelos mais diversos meios de difusão da comunicação (o esforço que Saturno em Sagitário tem trazido como proposta de desenvolvimento). Até que ponto as nossas crenças existem para alimentar os nossos medos, justificar as nossas atitudes e perdoar as nossas limitações.

A energia de Marte em Carneiro, conjunto a Úrano e oposto a Júpiter no inicio deste mês, e trígono a Saturno em Sagitário até ao dia 10, pode ser utilizada para lutar por valores obsoletos que justificam a violência e promovem a anarquia, ou para impulsionar novos caminhos que reorientam a aplicação da nossa força em algo mais construtivo e que nos coloque em maior posição de equilíbrio com a vida. Podemos escolher impor a lei da nossa vontade, ou lutar por nos alinharmos com as Leis da vida. E com relação a este último, o trígono com Saturno acaba por ser a recompensa pelo esforço e o trabalho realizados nesse caminho. Marte ingressa em Touro no dia 10 de Março e a partir desta data procuramos agir com maior paciência e perseverança para conseguir dar forma a este novo caminho, e a concentrar a nossa energia nos recursos que vão permitir a construção dos nossos objectivos.  Entretanto, Vénus encontra-se em movimento retrógrado em Carneiro desde o dia 4 de Março até ao dia 15 de Abril (já em Peixes). Este movimento retrógrado remete para a necessidade de reavaliarmos os nossos valores, aquilo em que aplicamos os nossos recursos. Serão focus de atenção temas como harmonia, estabilidade, segurança, conforto, quer na esfera financeira quer na esfera relacional. Que reformas se revelam necessárias fazer com relação ao modo como conduzimos e aplicamos a nossa energia, para que seja possível conquistar a paz que desejamos para a nossa vida sem perdermos a noção da realidade. Fazemos uma retrospectiva acerca das nossas metas e motivações, e comparamos essa reavaliação com aquilo que desejamos construir daqui para a frente. Ponderamos acerca dos nossos investimentos financeiros e relacionais (contratuais).

Marte e Vénus fazem um binómio muito forte e intenso durante este mês de Março. Estão em recepção mutua e ambos encontram-se em signos que são opostos à sua regência (estão em exílio). A outra razão pela qual insisto tanto na análise da relação entre Marte e Vénus durante o mês de Março é que todos os restantes planetas (de forma mais directa ou indirecta) estão dispostos por este par:

– Mercúrio em Peixes (disposto por Júpiter em Balança), ingressa em Carneiro a 13 de Março e em Touro no dia 31

– Sol em Peixes (disposto por Júpiter em Balança), ingressa em Carneiro a 20 de Março

– Júpiter mantém-se em Balança (regente de Saturno em Sagitário e Neptuno em Peixes)

Por estes motivos, grande parte da nossa energia está direccionada para a tomada de Consciência desta dinâmica energética, Marte/Vénus. Compreendê-las através das experiências que a vida nos traz facilitará tudo o resto. Torna-se impossível agir sem ponderar no efeito que isso terá ao nível prático. Somos forçados a reflectir sobre a relação que existe entre as nossas atitudes e o que atraímos para a nossa vida, qual a qualidade das nossas metas e objectivos, e que tipo de autoimagem construímos. Sentimos que, ao mesmo tempo que lutamos por alguma estabilidade e segurança que nos permitam a construção de um novo caminho, apercebemo-nos que ainda precisamos de reflectir por onde devemos começar. Se enquadrarmos estes trânsitos no ciclo de lunação que teve inicio na Lua Nova em Peixes do dia 26 de fevereiro, talvez possamos usar toda esta energia para nos libertarmos de determinadas formas de vida, e rever o que consideramos ser importante para começar a construir uma vida mais autónoma e com maior independência.

Antes de ingressarem em Carneiro, Mercúrio e o Sol fazem quadratura a Saturno em Sagitário (de 11 a 13 e de 16 a 26 de Março, respectivamente). Durante esta fase podemos encontrar maior dificuldade na organização das nossas rotinas, e uma maior dispersão da nossa energia vital. Essas limitações reflectem o conflicto entre o nosso idealismo excessivo e a necessidade de lidar com as circunstâncias exactamente como se apresentam. Ao invés de fazermos de tudo um bicho de sete cabeças é fundamental focar-nos no panorama geral, pensarmos nos sacrifícios que escolhemos fazer, e ter em mente que há ideias que talvez precisem de mais tempo para amadurecer até que possam ser realizáveis. Trabalhar a via do Silêncio para que a confusão seja mínima (consultar Lua Nova em Peixes do dia 26 de fevereiro).

Bom trabalho para Março.

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Eclipse Solar | 8º12’ de Peixes | 26 fevereiro 2017

Confesso que sinto com frequência uma  certa dificuldade em explicar a simbologia do signo de Peixes, e sinto também que nem sempre é de fácil compreensão. Esta espécie de resistência reflecte a forma particular como devemos de preparar a nossa Consciência, ou talvez melhor ainda, as “melhorias” e “refinamentos” a que tivemos que submeter o nosso ser, para podermos compreender a dimensão deste arquétipo. Chega a ser um contracenso queremos dizer algo sobre aquele que é tão bem conhecido pelo signo do Silêncio.

Talvez seja mais útil lermos tudo o que possa ser escrito sobre o signo de Peixes como uma forma de acordar em nós a necessidade de viver esse Silêncio. A compreensão advém da experiência, e a mente não possui o vocabulário certo e completo para o definir.

Ao longo das análises do ciclo de lunação (e mesmo dos relatórios astrológicos mensais), procuro relembrar que nenhum destes acontecimentos está isolado na sua interpretação. Apesar de se tratar de uma Lua Nova, tudo o que foi desenvolvido nos ciclos anteriores influencia e tem importância nas manifestações e processos desenvolvidos ao longo deste novo ciclo. E todos os ciclos vividos desde Carneiro até Aquário são como pequenos rios que, eventualmente, desaguam no mar. Literalmente e simbolicamente, Peixes é o signo do grande oceano. Tudo o que somos, vivemos e tomámos consciência desagua no mar e é aí que todas as formas se dissolvem e se misturam. O processo de Libertação, que corresponde à desidentificação com essas “formas de ser” realizado até ao signo de Aquário, permite a purificação das “águas” internas (os nossos sentimos e desejos), e é isso que define a qualidade das águas dos pequenos rios. Durante este processo de nos Libertarmos das nossas ilusões existenciais tornamo-nos mais “vazios”, menos tóxicos, mais Silenciosos.  A partir deste ponto de desenvolvimento conseguimos contemplar a vida e a nós mesmos em completo desapego. Sem esta Consciência de desapego este “mergulho” pode ser aflitivo, porque perdemos a capacidade para objectivar as correntes psiquicas em que nos movimentamos, apegamo-nos aos sonhos de como iremos escapar de tudo o que nos causa dor e sofrimento e alimentamos a ilusão de que as formas de ideal que criámos são de facto a realidade.

«Porque a Consciência está em conseguirmos Ser sem apegos ou identificações pessoais a qualquer forma de expressão, (…) temos a oportunidade para ver como crescemos individualmente e como ainda precisamos de reflectir (qualidade essencial de uma lua cheia) acerca dos sentimentos de orgulho que ainda eclipsam a centelha divina que existe em cada um de nós, e funcionam como obstáculo à nossa Liberdade. Desejavelmente, este processo (…) pretende que o contrário seja a realidade, que se eclipsem todas as formas de “não Ser” (…). Dentro da Consciência da mudança eclipsam—se formas de vida às quais estávamos ligados e com as quais mantínhamos uma identificação muito próxima. (…) Esta Lua Cheia em Leão (com eclipse lunar penumbral) é sem dúvida mais um culminar no desenvolvimento da nossa Consciência, em que avaliamos “o que somos e não somos” porque no fundo Essa é que é a Questão.» (Lua Cheia em Leão, http://www.ascendentt.wordpress.com)

“Desaguar” em Peixes implica sacrificar de boa-vontade todas as formas de ser, sem ter medo de não ser. O medo impede e bloqueia a mais elevada expressão deste signo, apenas possível após termos conseguido o Silêncio, que permite a compaixão, o perdão, a expressão sem esforço do Amor altruístico. O que pretendemos silenciar são todas as formas de pensar e sentir que criam apego, e estão na origem da separatividade. O medo de “não ser” é vulgarmente conhecido como instinto de sobrevivência. Significa remar contra a maré, quando aquilo que devíamos de fazer seria apenas seguir a corrente e deixarmo-nos navegar (Peixes é signo Yin, uma energia de receptividade). Tudo o que se escreve na areia é apagado pelo mar. Tudo o que “somos” são senão castelos na areia…

«Quando o homem se chama a si mesmo de indiano ou muçulmano, cristão ou europeu, ou outra coisa qualquer, está a ser violento. Conseguem perceber porquê? Porque ao fazê-lo está a separar-se do resto do mundo. Quando o homem se separa pelas suas crenças, nacionalidade, tradição, isso gera violência. Por isso o homem que procura entender o que é a violência sabe que não pertence a nenhum país, religião, ou partido político. Ele preocupa-se com a compreensão da humanidade como um todo.» Jiddu Krishnamurti

Que intenções podemos semear nesta Lua Nova em Peixes?

A energia deste ciclo pretende eclipsar com as ilusões que temos acerca do que somos e abraçarmos a vida na sua totalidade. Sintam-se sem ilusões e vitimizações, totalmente disponíveis para que, em Silêncio, possam contemplar mais do que emitir opiniões e entreguem-se de boa-vontade ao que o “mar” pretende apagar. Sintam-se abençoados pela vida, despidos de falsas expectativas ou da necessidade de obter qualquer tipo de recompensa pelo que julgam merecer. Afinal ainda sofremos por acreditarmos em todas essas ilusões. Inspirem-se a cada inspiração por reconhecerem que o milagre acontece após cada expiração. Semeiem o Vazio interno, o espaço onde Tudo acontece, porque o milagre da vida é a própria vida, desprovida de formas ou pré-conceitos. Com esta semente estamos disponíveis para nos sentirmos com o resto do mundo e a ilusão das diferenças que nos colocam em conflicto serão dissolvidas. Germina no lugar do Silêncio a semente da Paz.

A conjunção entre esta Lua Nova, com eclipse solar, e Neptuno faz com que a energia manifesta seja muito forte do ponto de vista emocional e psíquico. Se considerarmos a Humanidade no ponto em que se encontra actualmente, extremamente apegada e devota a tantas formas de ser, a semente deste novo ciclo pode ser uma de muita dor e sofrimento.

Mercúrio rege Virgem, signo oposto e complementar ao signo onde ocorre esta lua nova, ingressa em Peixes no dia 25 de fevereiro, signo onde encontra o seu exilio. Isto sugere, ao nível da personalidade, uma maior dificuldade em objectivar e analisar com clareza a nossa realidade e promove uma maior confusão na comunicação e interpretação das ideias e pensamentos. Mente tóxica e alimentada por sentimentos separatistas. Ao nível espiritual (quando os processos de aperfeiçoamento individual são reais), este pode ser um ciclo de profunda inspiração, meditativo e contemplativo, em que colocamos a energia mental no sentido de trabalhar para criar o Silêncio em nós.

«O Silêncio pode ser difícil e trabalhoso, é algo com o qual não se deve brincar. Não é algo que pode ser experienciado através da leitura de um livro, ou por ouvir alguém falar sobre, ou por estar junto a alguém, ou por se isolar num mosteiro. Receio que nenhum destes possa fazer-vos perceber o que significa o Silêncio. Este Silêncio exige um trabalho psicológico intenso. Implica que o homem tem que estar muito consciente do seu orgulho, dos seus medos, das suas ansiedades, do seu sentimento de culpa. E apenas após ter morrido para tudo isso é que surge a beleza do Silêncio.» Jiddu Krishnamurti

(Para aprofundamento da simbologia desta lua nova, recomendo a leitura de “Carta dos Deuses, parte 1 – Neptuno em Peixes“)

Bom inicio de ciclo

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Eclipse Lunar Penumbral | 22º28 Leão

Tenho noção que em muitos dos meus textos repito várias vezes algumas coisas, mas há coisas nunca são a mais. A quantidades de “informação astrológica” pode provocar uma verdadeira indigestação se não for processada correctamente (como tudo)… Por isso insisto, que não esqueçamos de que a manifestação destes acontecimentos celestes está inevitavelmente dependente do nível de consciência de cada um de nós e daquilo que é suposto cada um atrair para a sua vida. É a Consciência que permite a correcta “digestão” destes conteúdos… “Esta” é a “coisa” principal a ser relembrada e repetida para que possamos realmente “fazer um bom proveito” disto tudo.

Atingimos com a Lua Cheia o culminar do que para mim é um dos grandes temas deste ciclo, o Desapego, das nossas mais recentes projecções dos pequenos “eus” ou mini “mins”. Com última quero referir—me a esta pequena parte (14 dias sensivelmente) do nosso processo de desenvolvimento no caminho de nós tornarmos um pouco mais Livres. Se o ciclo do Desapego até correu bem, podemos culminar este processo com um maior sentimento de autenticidade e com a vontade de nos ligarmos a algo por Amor. Porque a Consciência está em conseguirmos Ser sem apegos ou identificações pessoais a qualquer forma de expressão, e quando assim é, novas formas mais criativas têm a oportunidade de surgir, temos a oportunidade para ver como crescemos individualmente e como ainda precisamos de reflectir (qualidade essencial de uma lua cheia) acerca dos sentimentos de orgulho que ainda eclipsam a centelha divina que existe em cada um de nós, e funcionam como obstáculo à nossa Liberdade. Desejavelmente, este processo vivido desde a lua nova em aquário até esta lua cheia em Leão pretende que o contrário seja a realidade, que se eclipsem todas as formas de “não ser”, para que possamos verdadeiramente brilhar, e alimentar os outros com a nossa Luz. Dentro da Consciência da mudança eclipsam—se formas de vida às quais estávamos ligados e com as quais mantínhamos uma identificação muito próxima. Proximidade que será, com o eclipse, coisa do passado. Aquelas formas de vida com as quais me importava visceralmente, das quais me orgulhava e me faziam sentir único e especial já deram o que tinham a dar com esta lua tão cheia de “mística”. Fica o sentimento de genuína alegria pelo que conseguimos fazer, conscientemente, para nos libertarmos um pouco mais. Sem esta Consciência, expressada numa forma de ser mais madura na relação com a vida, podemos continuar a achar que são os outros que se opõem à nossa Liberdade e fazer disso um grande drama, por considerar que as nossas necessidades (tão especiais) lhes são indiferentes. Sairemos de orgulho ferido…

Esta é uma Lua Cheia de “mística” porque temos em simultâneo um trígono a Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro (por sua vez igualmente opostos entre si). Em astrologia, esta é uma configuração planetária a que damos por nome; “rectângulo místico”. Muito resumidamente, a tensão expressa através da oposição entre Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro encontra um gatilho de expressão através desta Lua Cheia e, simultaneamente um catalisador para a expressão desta temática, que já foi tão largamente explorada em outras análises astrológicas mensais. Esta configuração pode favorecer a tomada de consciência e uma importante transformação nas circunstâncias da nossa vida que nos permitam mudanças significativas e permitir a bênção de novas oportunidades, numa forma de vida mais justa, mais equilibrada, porque seja qual for o caminho, estamos livres para nos recriarmos.

Do ponto de vista social este pode ser um eclipse importante no que respeitam as relações entre o poder de cada nação, entre as suas organizações e sistemas democráticos (ou não), uma oposição literal entre os líderes de cada país, entre o líder e aqueles que o seguem. Pode ser um gatilho para a expressão dos conflictos pelo “orgulho ferido” ou catalisador para a resolução dos mesmos, assim consigamos arrefecer os impulsos e os ânimos.

Esta Lua Cheia em Leão (com eclipse lunar penumbral) é sem dúvida mais um culminar no desenvolvimento da nossa Consciência, em que avaliamos “o que somos e não somos” porque no fundo Essa é que é a Questão.

«A essência do Ser é o não ser, e para “ver” a totalidade do não-ser, deve o homem libertar-se do desejo de vir-a-ser»

Jiddu Krishnamurti

Bom culminar de ciclo ❤

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A oposição entre Júpiter e Úrano mantém-se durante este mês de Fevereiro , tornando-se exacta no fim do mês devido ao movimento retrógrado de Júpiter. Este aspecto foi largamente desenvolvido na análise em Janeiro Astrológico, pelo que recomendo a sua leitura. O movimento retrógrado de Júpiter por Balança que se inicia no dia 6 de Fevereiro pretende que reavaliemos o caminho estamos a tomar em direcção à Paz e Harmonia connosco e como isso encontra correspondência nas nossas Relações com a vida. Socialmente fazemos uma retrospectiva sobre a forma como temos integrado e vivido estes desafios ét(n)icos, filosóficos, reavaliam-se acordos internacionais, e as Leis que estão na base da estrutura social, os princípios de justiça, respeito mutuo, diplomacia interna e além-fronteiras, se estamos verdadeiramente e honestamente a tentar entender os dois lados da Balança, e se conseguimos encontrar um denominador comum por entre as divergências legais, de princípios e interesses.
Júpiter apoia-se em sextil com Saturno em Sagitário (sem ser em aspecto exacto) de 1 a 15 de Fevereiro. Isto representa a possibilidade de estruturarmos novas oportunidades de crescimento  e de definir novos caminhos através da compreensão  dos principios  de partilha, compromisso, cooperação  e através da honestidade quando ponderamos acerca da qualidade de todos os aspectos da nossa vida quando os clocamos em cada prato da Balança. Quais são os aspectos que estão em desarmonia e como isso tem reflexo no (des)equilibrio que se manifesta na minha relação com a vida. Esta relação entre Júpiter e Saturno começou em Novembro de 2016, tema que foi largamente explorado em Novembro Astrológico (2016).

Marte já se encontra em Carneiro desde o dia 28 de Janeiro e aí permanece até ao dia 28 deste mês. Encontra-se no signo da sua regência e por essa razão a sua expressão torna-se forte e intensa. A necessidade de agir e tomar iniciativas novas favorece a coragem para abrir novos caminhos e gerar a energia necessária para sair da indecisão. No ciclo anterior, de Janeiro, falámos de inspiração, de sacrifício e de como precisávamos de reflectir acerca da qualidade dos nossos desejos e motivações.  Com Marte em Carneiro, e a Vénus a ingressar neste signo a partir do dia 3, queremos fazer nascer e permitir a manifestação do produto dessas reflexões. Energia que traz vida, que procura oportunidade, que nos impulsiona , que encoraja a nossa vontade, que anima a inspiração à qual nos entregámos durante a sua passagem pelo signo de Peixes. Podemos ser abençoados pela força do guerreiro que, focado na inspiração, marca os objectivos a alcançar e avança com força e coragem, com a certeza de que a sua energia será aplicada na conquista de um bem maior. Todo o guerreiro precisa de uma causa pela qual lutar. Marte é uma força que precisa de orientação mental, para ser canalizada para algo de positivo e que contribua para a construção da paz e da harmonia, a sua integração com o signo da Balança (oposto e complementar). A sua inspiração pode ser baseada no instinto ou na mente iluminada (Mercúrio rege esotericamente o Carneiro). É ele que permite o inicio da diferenciação que tem por objectivo trazer Ordem ao Caos (representado pelo signo de Peixes, onde todas as formas e estruturas se dissolvem, onde não existe diferenciação). Marte representa o ponto a partir do qual tudo tem o seu inicio.

A sua condição astrológica durante este mês de Fevereiro exige, por parte de todos nós, um esforço acrescido para trazer consciência ao tipo de energia e objectivos que damos a Marte em Carneiro. Aquele que tem perfeita noção (ou pelo menos sabe que é fundamental estar atento e vigilante) das dinâmicas da sua dimensão inferior  tem  a possibilidade de fazer deste posicionamento uma oportunidade fabulosa ou, no caso de vivermos reféns das circunstâncias mundanas, um completo desastre. Decidimos escolher alimentar o guerreiro ou a fera. A negatividade atribuída a Marte, principalmente em Carneiro, tem por base aquilo que o inspira a formular os seus objectivos, inspiração esta que trazemos (simbolicamente) do signo anterior, Peixes.  Marte vai encontrar-se com Plutão em Capricórnio em quadratura de 19 a 25, conjunção a Úrano de 23 a 28 e oposição a Júpiter em Balança de 25 a 28 de Fevereiro.

Agora vamos olhar para o estado do mundo actual e da sua energia colectiva. Qual será a energia que inspira Marte em Carneiro? Quais as intenções, o que irá emergir e manifestar-se? Os acontecimentos e energias manifestadas que temos tido oportunidade de acompanhar pelos diferentes meios de comunicação social trazem alguma preocupação e apreensão com relação às possibilidades. Do ponto de vista da personalidade este pode ser um período muito agitado, com tomadas de decisão radicais que estimulam o conflicto, de decisões e atitudes inconsequentes baseadas na defesa de território em que os fins justificam os meios, inspirados em séculos de equivoco como “olho por olho” e “dente por dente”, a chamada “Lei do mais forte”.  É importante educar a “fera” que se sente encurralada. Poderemos ter a vontade de agir radicalmente sem olhar para trás, como se o tempo não nos pudesse parar, mas ainda a ter no entanto, que lutar com aspectos mais negativos da nossa vida, da nossa natureza, e a sentir-mo-nos ainda bloqueados pelo poder negativo que as circunstâncias têm sobre a nossa vontade. A facilidade em reagir de forma agressiva e impulsiva às exigências e circunstâncias desestabilizadoras da nossa vida potencia a manifestação de acidentes.  Para além disso o exílio de Vénus em Carneiro, do ponto de vista da personalidade, dificulta as qualidades de ponderação e de respeito entre as partes. Se estivermos suficientemente Des-apegados das nossas pequenas conquistas e necessidades de afirmação pessoal, ao invés de dar “murros em ponta de faca”, teremos a inteligência suficiente para Ver antes de (re)agir.

Ao longo deste mês de Fevereiro, Sol e Mercúrio em Aquário oferecem boas oportunidades para trabalhar esta temática do Desapego (para aprofundar este tema recomendo a leitura da Lua Nova em Aquário). Mercúrio está em sextil com Vénus e Marte em Carneiro de 8 a 13 e de 14 a 19, respectivamente. Ambos , Sol e Mercúrio, farão trígono a Júpiter em Balança de 10 a 14 e de 20 a 23, sextil Úrano em Carneiro de 8 a 12 e de 20 a 22, e sextil Saturno em Sagitário de 12 a 16 e de 23 a 25. Podemos chamar a tudo isto, uma boa oportunidade para pensar “fora da caixinha”, para organizar a vida de forma mais livre e com menos condicionamentos. No entanto é fundamental uma correcta integração de tudo o que foi referido para Marte e Vénus em Carneiro, para que não tenhamos a impulsividade para atirar tudo o que está “dentro da caixinha” para o lixo, apenas porque tivemos um ataque de loucura e precisamos muito, mesmo muito, de Ser livres…

Com esta distribuição planetária, o nosso “pacto de estabilidade” com a vida será revisto e transformado para que possamos criar o desequilíbrio que permite um novo movimento, do Caos para a Ordem.

Bom trabalho para Fevereiro ❤

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freedom

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Uma das principais qualidades atribuídas ao signo de Capricórnio pela astrologia esotérica, é a capacidade de Escolha. É aqui, no ponto mais alto do Zodíaco, no topo da montanha, que detemos a visão clara e desimpedida que nos permite fazer as nossas decisões e escolher. Mas o mais difícil, e sem dúvida o mais importante, é o Caminho que percorremos até achegar ao “topo da montanha”. Apenas uma atenção plena (Sati no Budismo) às experiências que acontecem ao longo Caminho permite desenvolver uma plena consciência de tudo aquilo que nos acontece, e assim desenvolver o melhor que existe em nós mesmos. Este Caminho corresponde a todos os processos e contextos da nossa vida, e a todas as Escolhas que fazemos para fazer face aos desafios, aos testes e às dificuldades pelas quais temos inevitavelmente que viver para fazer cumprir o propósito da nossa aprendizagem. Chegar ao topo da montanha é apenas a consequência gerada pela Sabedoria obtida a cada Escolha efectuada ao longo do Caminho, a consequência a que chamamos de Liberdade.
Em astrologia, o signo que nos ensina sobre a importância do Caminho é o signo da Balança, onde Saturno encontra a sua exaltação e Úrano a sua regência esotérica. Eu associo a esta qualidade integrada entre Balança/Saturno/Úrano aquilo que o Budismo define como Upekkhâ, ou Equanimidade. Upekkhâ é uma das sete qualidades essenciais para o desenvolvimento da Iluminação. Ela representa a abertura da mente e do coração para receber o que de agradável e desagradável a vida nos trás, equanimemente. Tudo isto nada tem a ver com indiferença ou igualdade na forma como atribuimos valor às experiências. Este é o ponto em que simbolicamente desenvolvemos a sabedoria sobre a utilização correcta do poder de atração, a qualidade que atraimos para a nossa vida é síncrono com a qualidade das nossas escolhas.

E faço referência a todos estes pontos porque a Lua Nova do dia 28 de Janeiro acontece num signo regido por Saturno e Úrano, o signo de Aquário. E isto pode parecer irrelevante, mas a Liberdade que pretendemos alcançar em Aquário está intimamente dependente, é irrevogavelmente condicionada, pela qualidade das nossas Escolhas… por Saturno… pela nossa capacidade de integrar os princípios de Capricórnio (signo que antecede Aquário). A última Lua Cheia, que ocorreu no dia 12 de janeiro, activou o eixo Capricórnio / Caranguejo e o envolvimento de Úrano em Carneiro, ajudou a criar as condições necessárias para as intenções a desenvolver durante esta Lua Nova. Úrano em Carneiro e Júpiter em Balança, formaram uma Cruz Cósmica com o Sol e a Lua, produzindo uma forte tensão que tem como intenção denunciar aquilo que posso resumir numa única palavra – APEGO. O contacto entre a Lua e Úrano (uma quadratura neste caso) é bastante desafiador porque representam princípios que, na perspectiva da personalidade, são antagónicos e incompatíveis, o Apego e o Des-apego. Desafiador principalmente porque falamos da Lua (e neste caso em particular, posicionada em domicilio, no signo de caranguejo), cuja função psicológica principal é procurar as condições ideais de segurança e apegar-se a elas. E insisto tanto nesta relação aquando da lua cheia porque ela acaba por representar os preparativos para a lua nova em aquário, regida pelo princípio de Úrano (e Saturno). Aquilo que escolhemos comer, e o estômago que os recebe, são do domínio da Lua (Caranguejo). Mas os processos de digestão e excreção do alimento são do domínio de Virgem e Escorpião (os intestinos e os órgãos de excreção). Virgem separa o “trigo do joio” permitindo ao organismo absorver o que de bom e melhor o alimento tem, e Escorpião transforma e expulsa o que não tem utilidade. No fundo o que estamos a associar a esta simbologia refere-se à qualidade das nossas emoções, memórias, o poder que o passado tem sobre o presente, e ademais impressões pessoais e subjectivas que fomos fazendo acerca das experiências e como isso construiu um modelo do que seria uma vida boa e segura para nós, onde as circunstâncias não mudariam e assim estaríamos (desejavelmente “para sempre”) protegidos. E em função disto, que tipo de alimento nos sacia (ou não) diariamente, se conseguimos alimentar-nos “sozinhos”, e se conseguimos digerir bem tudo o que recebemos e já se encontra no nosso “estômago”. Quando Úrano entra em contacto com a Lua, começamos a perceber que há coisas para as quais já não há “estômago” que aguente e que, por muito que tentemos empurrar, já não conseguimos “papar” tudo… Somos surpreendidos por emoções, hábitos, padrões que julgávamos já não ter, e o objectivo é reconhecê-los para transmutá-los e assim podermos fazer escolhas conscientes – Saturno e o propósito do Sol em Capricórnio da Lua Cheia. Mas nada disto tem a ver com, ou é culpa de, “os outros”, mas antes algo que é realmente nosso, um “problema” cá dentro. Úrano pretende denunciar aqueles ingredientes e nutrientes presentes no alimento que escolhemos ingerir que ainda representam APEGO. Se eles fizerem parte do grosso do que comemos então podemos imaginar que o processo de digestão vai ser tudo menos pacífico… Mas talvez o segredo para que o processo corra bem não está apenas na consciência da escolha do alimento que pretendemos ingerir, está na forma como o processamos, digerimos e excretamos, ou dizendo de outra forma, como processamos e digerimos as circunstâncias da vida, e como excretamos determinados padrões de comportamento. E durante estes últimos cerca de 14 dias, o tempo que medeia entre cada fase crescente e minguante do ciclo lunar, com certeza que muitos de nós viveu esta “gastroenterite”, que simboliza senão uma espécie de crise ou reacção de resistência que pode anteceder qualquer processo de purificação, purgação e finalmente, … Libertação. Acalmadas as Fúrias da região umbilical, o 2º chakra (entre muitas mais coisas, responsável pelo corpo emocional e onde se concentram os registos subjectivos e pessoais que cada um dá às suas experiências, centro do “sinto-me bem/sinto-me mal”) estamos em condições de – conscientemente – formularmos as nossas intenções de Desapego para esta Lua Nova em Aquário, o signo onde aprendemos a desenvolver a Libertação e a compreender o “quanto custou a Liberdade”.
Um dos princípios de Saturno está associado aos limites e barreiras (ou muros). É o nosso nível de Desapego que define a extensão da nossa Liberdade por entre os muros da nossa Consciência. Há muros que têm que cair para que a Consciência possa expandir, e outros precisam de ser edificados para que a insatisfação da personalidade não possa crescer.

Como sugestão para as intenções desta Lua Nova em Aquário:
“Que eu tenha a capacidade de desapegar-me o suficiente das minhas idéias, opiniões, sensações, impressões, avaliações, expectativas, para poder estar Livre internamente para abraçar o que quer que a vida traga e tenha para me oferecer, sem rejeitar as experiências e mudanças necessárias ao meu desenvolvimento pessoal. Que eu esteja em Upekkhâ com a Vida.”  E se assim o entendermos podemos estender estas intenções para toda a humanidade.

É esta falta de Liberdade, provocada pela insatisfação da personalidade, que está na origem de todas as guerras do mundo, e o grande bloqueio no Caminho para a Paz.
Desejamos com estas intenções, enraizadas na nossa Consciência e projectadas para o terreno fértil do Cosmos, tornar-mo-nos mais Livres para viver a vida sem estar à espera de recompensas, com capacidade para digerir as circunstâncias da vida sem apego, e ainda assim totalmente envolvidos, decididos a trabalhar duramente para ultrapassarmos as nossas próprias limitações, e já sem estarmos focados nas “dores da barriga” (lua e o 2º chakra), plenamente conscientes acerca da origem da nossa “fome”.

«A prisão não são as grades e a Liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e homens livres na prisão. Liberdade é uma questão de Consciência»

Mahatma Gandhi

Com muito Amor, bom inicio de ciclo… ❤

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Ano novo e desejamos sempre vida nova. Desejamos sempre que algo mude e que a vida aconteça de forma diferente naquelas áreas em que sentimos que estamos “parados”. No entanto, há paragens que são de extrema importância pois forçam-nos a desenvolver uma atenção plena sobre as circunstâncias da nossa vida antes que possamos avançar para uma mudança efectiva dos nossos hábitos e padrões de comportamento. Em 2017, permanecemos “parados”, com Júpiter em Balança (até Outubro), Saturno em Sagitário, Neptuno em Peixes, Úrano em Carneiro e Plutão em Capricórnio. Continuaremos a passar por profundas transformações sociais, politicas e económicas, a termos que trabalhar o nosso sentido de honestidade, de verdade e rectidão pela forma como vivemos as nossas vidas e em libertarmo-nos dos condicionamentos éticos e filosóficos que estão na origem da dor e sofrimento da humanidade.

Mas antes de avançarmos um pouco mais nas reflexões para este mês de Janeiro, sinto que nunca é demais pensarmos na forma como lemos ou interiorizamos estes textos. Não serão de qualquer utilidade se o fizermos com a intenção de “estar à espera” do que os astros nos “vão fazer”, quer seja para justificar a nossa inoperância com relação ao nosso desenvolvimento pessoal e “fugir” para “evitar” que determinados acontecimentos nos apanhem desprevenidos, quer seja para nos prepararmos para aproveitar ao máximo as oportunidades que de certeza vamos ter porque Vénus faz trígono a Úrano e Plutão e certamente que seremos presenteados com algo inesperado e que vai mudar para sempre as nossas vidas, para melhor (claro). Este tem sido a meu ver uma das grandes dificuldades em conseguir que a astrologia seja usada e trabalhada para expandir a Consciência do homem e ajudá-lo a Identificar-se com a vida do Cosmos e não de reduzir as energias do Cosmos à sua pequena vida, como se os planetas vivessem de pequenas conspirações contra (e de vez em quando a favor) (d)a humanidade. Por isso, em função do que escolhermos fazer, podemos optar por nos focarmos nas forças exotéricas dos movimentos planetários, ou na força e dinâmica esotérica das suas energias. A primeira retira-nos a capacidade de compreender o significado e o valor acrescentado das experiências, basicamente reagimos às circunstâncias. A segunda, permite-nos ver para além da ilusão, permite-nos verdadeiramente trabalhar com as energias em movimento e agir de forma consciente sobre as circunstâncias. Mas infelizmente grande parte da humanidade ainda vibra e identifica-se mais com as formas do que com a inteligência das energias cósmicas e por isso mesmo, quando falamos por exemplo em trânsitos difíceis ou desafiantes temos a noção de que as suas manifestações estão ainda dependentes deste nível de consciência e os resultados dessas limitações podem ser muito negativos. A minha sugestão é que tentemos compreender os equívocos que estão por detrás do caos em que ainda vive a humanidade, expressos aquando dos trânsitos difíceis, e fazermos um esforço real e individual para trabalhar com estes desafios de forma inteligente e útil ao nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoal.

Apesar dos momentos em que podemos beneficiar de algumas oportunidades resultantes da fluidez energética dos planetas, como aconteceu por exemplo durante o mês de Dezembro de 2016, a verdade é que o pano de fundo continua a ser marcado essencialmente por uma grande instabilidade e agitação. Temos um início de ano com fortes tensões planetárias. Mantém-se ao longo deste mês (apesar de já não ser em aspecto exacto) a oposição entre Júpiter em Balança e Úrano em Carneiro. Na astrologia esotérica, a Lua é vista como a que encobre Vulcano e Úrano. No caso dos indivíduos espiritualmente mais desenvolvidos, que estão em relação com a vida a partir da Alma (ou no caminho), quem opera é Úrano porque nesse caso ele encontra-se realmente livre e não mais condicionado pelos seus impulsos, pelo passado, pelas memórias pessoais e subjectivas, pela necessidade de segurança. Aqui, à semelhança do que acontece no plano físico, já houve o corte umbilical com as dinâmicas do plano astral (lunar). No individuo essencialmente guiado pelas dinâmicas da personalidade, a força que o domina é essencialmente lunar. Este é o grupo de pessoas que forma uma grande parte da humanidade, por isso quando pensamos nas dinâmicas de Úrano em Carneiro, pensamos num deformado conceito de liberdade, aquele que é confundido como uma necessidade visceral e natural de quem quer sobreviver e garantir que nada limita a sua necessidade de conquista pessoal, uma liberdade obtida a qualquer custo e literalmente “a ferro e fogo”. Por isso, quando reflectimos acerca da Consciência das massas, como a que ainda temos ao nível mundial, podemos talvez pensar que esperam-nos (infelizmente) um pouco mais do mesmo. Radicalismos religiosos, revoltas étnicas e forte instabilidade nos acordos e relações internacionais, manifestações de uma necessidade de liberdade mal compreendida, lunar, entendida como ruptura com tudo que é visto como ameaçador às nossas necessidades de segurança, e guiada por falsos valores de paz e liberdade. Mas para que isto não seja algo que apenas vemos acontecer aos outros enquanto espreitamos pela “janela mágica”, aqueles “outros” que são “loucos” e que vivem no país ao lado ou do outro lado do mundo, procuremos também nós reflectir sobre como fazer novos avanços no nosso desenvolvimento pessoal, respeitando os valores mais altos de paz, com que hábitos e padrões comportamentais (lunares) podemos e devemos romper para permitir a expansão do Amor, do beneficio para ambas as partes, sem nos esquecermos que o que importa é sermos honestos quando colocamos nos dois pratos da balança as nossas qualidades e defeitos (não os dos outros…), e dedicar-mo-nos à Libertação das crenças e dogmas que nos fazem crer que “se não estás comigo estás contra mim”…

Vénus (regente de Júpiter) e Marte  (regente de Úrano)  encontram-se no signo de Peixes durante este mês (o primeiro ingressa no dia 3 de Janeiro e o segundo mantém-se neste signo até ao dia 28, data em que ingressa em Carneiro). Ambos fazem sextil Plutão em Capricórnio de 9 a 14 e de 18 a 23 de Janeiro, conjunção Quiron em Peixes de 14 a 20 e de 23 a 27 de Janeiroquadratura a Saturno em Sagitário de 15 a 21 e de 26 a 30 de Janeiro, respectivamente. Vénus tem a particularidade de estar em recepção mútua com Júpiter e ambos fazerem um quincuncio de 24 a 29 de Janeiro. Isto pode acrescentar confusão ao que referimos anteriormente, um período de maior desespero e desordem social. Mas Vénus encontra a sua exaltação em Peixes e, desejavelmente, podemos aprender a refinar a natureza dos nossos desejos, daquilo a que atribuímos valor, a lutar pela construção da união das Almas, do Amor desinteressado (ou altruístico), de permitir o acordo entre todas as estruturas filosóficas, étnicas e religiosas através da dissolvição das barreiras mentais que provocam a separação entre a humanidade. Um período em que estaremos mais permeáveis à dor e ao sofrimento e isto irá exigir da nossa parte uma maior capacidade de nos sentirmos na pele do outro, agindo em seu beneficio sem que tenhamos qualquer tipo de recompensa externa e visível pelas nossas iniciativas. Ao agirmos e relacionar-nos desta forma curamo-nos a nós mesmos da ilusão de separatividade. Sentir-nos-emos progressivamente menos abandonados ou esquecidos, e com a capacidade de encontrar o sentido e a oportunidade de crescimento existente por detrás das experiências de dor e sofrimento. Fazer um esforço para baixar as nossas defesas e conseguir ver onde a inspiração está em falta na nossa vida. Pode parecer ainda utópico (e concerteza que será), mas qualquer princípio é sempre melhor que nada fazer. Teremos que fazer um esforço para continuar a ter que estar disponíveis para sacrificar algumas das nossas metas e objectivos caso ainda não estejamos a construir o caminho certo, tentando perceber o que é que é de real valor independentemente daquilo em que passámos grande parte do tempo a acreditar. Que parte do meu sistema de crenças e valores bloqueia e restringe a minha capacidade de me sentir em paz comigo e com a vida.

Antes de ingressar em Aquário no dia 19 de Janeiro, o Sol faz conjunção a Plutão de 6 a 10, e quadratura a Úrano e a Júpiter de 9 a 13 e de 11 a 14 (respectivamente), e este pode ser um período francamente difícil. O desafio está em não nos identificarmos com a natureza inferior e tomar consciência se as nossas ambições nos colocam no caminho certo, se respeitam as correctas relações humanas e se os esforços que fazemos são no sentido de nos libertarmos dos aspectos negativos da nossa personalidade e permitir a manifestação de novas formas de vida, mais autenticas.

Mercúrio inicia movimento directo ainda em Sagitário no dia 8 de Janeiro, e ingressa novamente em Capricórnio no dia 12. Procuramos actualizar e organizar os assuntos que ficaram pendentes ou foram objecto de revisão durante o movimento retrógrado. Durante este mês volta a fazer sextil Neptuno em Peixes de 22 a 26 e conjunção Plutão em Capricórnio de 28 a 31 (consultar Dezembro Astrológico para saber mais acerca destes contactos).

«a vida apresenta-nos todos os dias novos arranjos, uma nova disposição das coisas, novas relações de forças, portanto, novos problemas para resolver; e se ontem a solução foi recorrer à sabedoria, hoje talvez seja o amor, ou a vontade, ou a paciência, que será eficaz. Existe sempre uma solução, mas, de cada vez, é preciso esforçar-se por procurá-la» 

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Bom trabalho para Janeiro.

 

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Lua Nova em Capricórnio | 29 Dezembro 2016 | grau 8 (7º59′) | conjunção Mercúrio retrógrado | sextil Marte e Neptuno.

Gosto sempre de relembrar que estes ciclos de lunação devem ser integrados na simbologia dos ciclos anteriores e dos restantes trânsitos planetários. Se formos um pouco atrás na sequência do Zodíaco podemos compreender melhor que a fase actual acrescenta significado às fases anteriores (signos). Focando-nos no principal objectivo da nossa vida na terra, o auto-aperfeiçoamento, regressemos um pouco até Virgem. Nesta etapa do desenvolvimento da Consciência as principais tarefas consistem em fazermos uma auto-análise e rastreio de todos os aspectos da nossa personalidade; em Balança colocamos em cada prato os aspectos negativos e os aspectos positivos; e em Escorpião enfrentamos esses aspectos negativos e aceitamos a sua transmutação para renascer com nova Identidade em Sagitário, com uma Consciência mais ampliada e com intenção de uma nova busca para esta nova Vida, a da Alma renascida em nós, no espaço em que “morreu” um pouco mais da personalidade. No ciclo anterior, referente à Lua Nova em Sagitário, tivemos a oportunidade de ampliar a nossa visão de, e sobre a vida. Tivemos que redireccionar para expandir, procurar significado por entre as crises para renascer com outra Identidade, uma mais sintonizada com o Sentido que queremos dar à nossa Vida, um período em que fomos convidados a viver a vida em Verdade (com tudo o que isso implica). E Verdade é igualmente algo importante de esclarecer, porque a principal verdade que devemos exigir é aquela que permite conhecer quem (verdadeiramente) somos. Sagitário precede Escorpião, por isso Essa Verdade inclui assumir os aspectos negativos da nossa personalidade e que, por conveniência pessoal, ocultamos da nossa Consciência. E tudo isto obviamente implicou o confronto com os nossos conflictos internos, e a entrega aos processos de transformação que o ciclo de Escorpião proporcionou (recomendo a leitura dos ciclos de lunação anteriores para permitir uma melhor integração desta nova lunação). Por fim, em Capricórnio, propo-mo-nos a fazer realmente o Caminho, aquele que nos leva ao aperfeiçoamento pessoal (Capricórnio faz trígono natural a Virgem).

Esta Lua Nova em Capricórnio traz-nos a oportunidade de testar as nossas teorias e visões. Teremos necessariamente que estar receptivos às limitações que surgem à nossa necessidade de expansão. Em Capricórnio o conhecimento pode ser transformado em sabedoria pela capacidade de darmos tempo ao tempo para reflectir sobre as circunstâncias e como as experiências acrescentam tanto ao nosso auto-conhecimento. É aqui que, ao percorrermos essa nova parte da montanha, na dureza do nosso próprio caminho, teremos que deixar para traz o que eram excessos e fazer as nossas escolhas em função do que a realidade nos impõem.

Este novo ciclo é a oportunidade para cristalizar novas formas de expressão, de introduzir nas nossas estruturas de vida novos conceitos, de ajustar a realidade das nossas vidas aos princípios que queremos seguir. Invocamos as intenções de responsabilidade, disciplina, seriedade para conseguirmos trazer ordem às nossas intenções e validar se aquilo que idealizámos no ciclo anterior se enquadra no sentido que o nosso caminho deve tomar. Por isso exige iniciativas práticas e a capacidade de endurance para lidar com as dificuldades e obstáculos que possam surgir.

Seremos pessoas de verdadeiro sucesso quanto maior for a nossa capacidade de superar os nossos medos, e que são essencialmente a nossa primeira barreira e obstáculo quando pretendemos lidar com a vida em perfeita honestidade. E a noção de Sucesso tem relação intima com A Verdade de que falámos anteriormente. A um nível mais profundo (o chamado desenvolvimento Espiritual), ter sucesso não significa ser melhor, o primeiro, por entre os demais, significa sermos melhores pessoas do que formos ontem, ante-ontem, na semana passada, no ano passado e ademais passado. Significa ter conseguido ultrapassar as nossas imperfeições individuais, aquelas que representam o verdadeiro obstáculo ao nosso Crescimento e Expansão do Amor em nós. E por isso mesmo é aqui, em Capricórnio, que somos forçados a lidar com a realidade das nossas limitações a esta Verdade que é o Amor. É aqui que desenvolvemos a Consciência Social e nos responsabilizamos por tudo o que na nossa vida acontece e é consequência das nossas escolhas, é aqui também que, depois de nos termos aperfeiçoado, desejamos contribuir para construir um mundo melhor. E a vontade por um mundo melhor é algo que devemos igualmente incluir nas nossas intenções neste Lua Nova.

Ao efectuar conjunção com Mercúrio (que iniciou movimento retrógrado no dia 19 de Dezembro) e sextil a Marte e Neptuno as propostas deste novo ciclo transportam consigo a simbologia destes contactos (ler Dezembro Astrológico para ampliar esta interpretação). Acompanha-nos neste novo ciclo, os conflictos comunicacionais e as opiniões que tomamos como certas sobre o funcionamento do mundo. Como precisamos de rever a forma como damos e recebemos informação. Os aspectos favoráveis que Saturno em Sagitário (regente de Capricórnio) estabelece com outros planetas sugerem uma harmonia entre disciplina (Capricórnio/Saturno), mente (Mercúrio) e significado (Sagitário). Representa a possibilidade de aproveitarmos este novo ciclo para não nos aprisionarmos nas ideologias, crenças e juízos de valor que limitam o nosso desenvolvimento, mas antes permitir uma mente que está aberta e atenta às circunstâncias e focada na aprendizagem que pode obter a partir das mesmas. E aprendizagem é aquilo que mais necessitamos nos Tempos de hoje, uma humanidade perdida na contra-informação, no diz que disse, no que prefere acreditar para manter vivos os seus “bichos-papão”, porque só assim olha menos para si própria e vive na ilusão de que o mal do mundo não é da sua conta…

«Disciplina não significa repressão ou controle, nem tão pouco a adaptação a uma ideologia ou modelo. Significa ter uma mente que vê “o que é” e aprende sobre “o que foi”.» 

Jiddu Krishnamurti

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White king chess piece facing opposition on chess board

No dia 14 de Dezembro atingimos mais um pico neste novo processo de gerar Consciência que iniciou na Lua Nova em Sagitário. Enquadrada nesta temática do mês de Dezembro (consultar Dezembro astrológico), esta Lua Cheia em Gémeos vem permitir o culminar de processos de vida dos quais precisamos de tomar consciência para permitir a entrada das dinâmicas e propostas de mudança que estão fortemente em movimento durante este mês. Apesar de não se relacionar em aspecto exacto com os restantes planetas, esta Lua Cheia permite ainda assim a activação das energias em Ar e Fogo que formam configurações com elevado potencial criativo e activo. A passagem da Lua pelo signo de gémeos permite a formação de um kyte e de um rectângulo místico entre os planetas posicionados nestes elementos.

Idealmente, por este momento, conseguimos já ter desenvolvido em nós uma visão mais clara do caminho que precisamos tomar, e muito da nossa energia foi já investida no sentido de fazer crescer essa intenção nas nossas vidas.  Nesta Lua Cheia, reflectimos sobre a dualidade das nossas emoções e sentimentos quando procuramos dar forma aos processos mentais que dêem suporte a essa nova orientação e busca. Onde precisamos de clarificar a nossa mente, as nossas ideias, o nosso pensamento para que seja possível a expansão da nossa Consciência. Esta Lua Cheia, pelas particularidades já referidas apresenta-se como um excelente período de tomada de decisão no que respeita a algumas “emergências” na nossa vida. As circunstâncias podem apresentar-se com inúmeras possibilidades e é importante estarmos receptivos à nossa capacidade de comunicação, de diálogo, disponíveis para reflectir sobre a forma como ainda nos sentimos divididos e apegados a certas formas de pensamento. Qual a falta de diálogo interno que ainda não nos permite reconhecer toda a verdade sobre os nossos próprios processos de tomada de Consciência. Isto pode produzir uma forte dispersão e ansiedade pela variabilidade dos factos e circunstâncias e que reflecte uma maior sensibilidade às opiniões e maior volatilidade no que se refere aos nossos estados emocionais. Mas ajudará se mantivermos esta receptividade ao mesmo tempo que estamos conscientes dos ideais, dos valores e dos princípios que queremos manter. É esta Consciência sobre a Verdade que queremos para a nossa vida que irá permitir estarmos emocionalmente disponíveis para discutir e considerar outras formas de estar na vida sem perdermos o Norte. Por outro lado, podemos beneficiar de uma maior objectividade emocional para pensarmos sobre a nossa própria concepção da verdade sem cairmos em excessos e fanatismos, permitindo-nos algum ajuste entre a realidade dos factos e as nossas projecções teóricas. É um importante período em que devemos de tomar consciência do que ainda precisa de ser discutido, conversado e analisado, em oposição ao que é realmente verdade e sobre o qual não podem existir dúvidas. Isto é especialmente importante tendo em conta a velocidade com que tudo à nossa volta acontece e sentimos uma dualidade entre a necessidade de seguir a intuição e dar um salto de fé e a necessidade de alimentar algumas ideias antes de tomar alguma decisão.

O facto de Mercúrio se encontrar em Capricórnio exige que esta tomada de Consciência seja traduzida em questões mais práticas e estruturantes da nossa vida, de organização e ordem de importância em função do que consideramos segurança. Tendo em consideração que Mercúrio aproxima-se de Plutão durante esta Lua Cheia  e por isso da quadratura com Júpiter e Úrano, este pode ser um período especialmente difícil ao nível social, pelo conflito entre o que é legal ou não fazer, o que corrompe os direitos da liberdade de expressão, de pensamento e da verdade.

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dezembro-astrologico

Durante todo o mês de Dezembro, Júpiter em Balança está em sextil com Saturno em Sagitário (tema já tratado em Novembro Astrológico), e Saturno em Sagitário em trígono com Úrano em Carneiro. Este último aspecto constitui um bom suporte de fundo para as dinâmicas de exploração e mudança que surgem durante este mês.

Depois da “limpeza” pela qual Vénus passou em Novembro quando se encontrou com Plutão e Úrano, podemos dizer que o mês de Dezembro é bem mais gratificante depois de ingressar em Aquário no dia 7 de Dezembro. Numa breve introdução mais técnica, Marte e Vénus fazem exactamente as mesmas configurações em períodos diferentes (entre 1 a 10 de Dezembro e entre 23 e 27 de Dezembro, respectivamente). Eles activam o sextil entre Júpiter e Saturno e o trígono entre Úrano e Saturno. No caso da Vénus tudo isto torna-se exacto no grau 20, no dia 25 de Dezembro, o que, permitam-me dizer, é um belo presente de Natal. Marte e Vénus fazem sextil a Úrano e Saturno (seus regentes, e Vénus mantém uma “recepção mutua” com Saturno e Marte com Úrano – regem-se mutuamente) e trígono a Júpiter (disposto por Vénus) e com estas relações obtemos 2 configurações planetárias que em astrologia se denomina de “minor grand trine”.


martevenus

 Estas são configurações em signos yang (Ar e Fogo), e por esse motivo extremamente dinâmicas, de grande aceleração, e com forte energia de realização, de impulso para novos projectos, através das quais podemo-nos dar a oportunidade de sermos (pelo menos) um pouco radicais, e esperar pelo inesperado com tudo o que isso representa de impacto na natureza humana (que se caracteriza essencialmente pela tendência para o apego e para o “hábito”). Durante a passagem de Marte podemo-nos sentir mais compelidos a inovar, renovar e mudar, mas com maior capacidade de consolidar essas intenções, no sentido de lutar por algo diferente e conseguir maior liberdade na nossa vida. Com esta configuração temos a coragem, a inspiração, a certeza e a ousadia! Se existem na vida aqueles momentos em que esperamos pela oportunidade de tomar decisões que nos “des-habituem”, e por isso mesmo denominadas de “radicais”, e que nos abram caminho, este é sem dúvida um desses momentos. Aqui podemos beneficiar de uma atitude mais idealista e ideológica perante a vida, onde agimos em função do que acreditamos ser o futuro que idealizamos. Para os que possam ser mais adeptos da estabilidade, da segurança e de um estilo de vida rotineiro e sem grandes sobressaltos, este será sem sombra de dúvidas aquele momento na vida em que somos surpreendidos pelo “furacão” e desejávamos ter conseguido fugir a tempo para nos fechar e abrigar no “bunker” (refiro-me essencialmente, e de uma forma geral, aos que têm energias em signos de água – caranguejo, escorpião e peixes – e terra – touro, virgem e capricórnio). Podemos sempre escolher correr a favor do vento, contra o vento, ou ainda ficar parado e escolher nada fazer. A passagem de Vénus pela configuração activa e movimenta contratos, parcerias, aumenta a possibilidade de nos vermos com pessoas diferentes, de consolidar e renovar a nossa rede de contactos, bem como novas oportunidades de desenvolvimento financeiro. Novas formas de aplicar os nossos recursos, investindo a pensar num futuro melhor. É importante perceber as áreas de vida (no mapa natal de cada um) onde se desenham estas configurações. Essas serão as áreas onde poderemos beneficiar das oportunidades, principalmente se tivermos planetas ou ângulos em relação com estes graus.

Em termos colectivos e mundiais isto pode representar um maior impacto no avanço de medidas relacionadas com os direitos humanos, na luta pela paz naqueles cantos do mundo que tanto carecem dessa igualdade de oportunidades e de viver uma vida em harmonia e em liberdade. Apesar de alguns períodos de oportunidades de sanação dos problemas que continuam a assolar a humanidade, Júpiter, Úrano e Plutão continuam numa relação explosiva e a evidenciar o verdadeiro atentado ao respeito pela vida, a expor de  forma nua e crua a forma como aterrorizamos o mundo com o poder vestido de “boa-vontade” e como usamos a bomba como defensora dos direitos humanos. Verdades escondidas que dificilmente se conseguem manter longe do olhar comum e que provocam uma sensação de revolta e impotência. A transitar ainda pelo signo de Sagitário, o Sol faz sextil a Júpiter de 7 a 12, conjunção Saturno de 8 a 13 e trígono a Úrano de 10 a 14. Continuamos com o acréscimo de vitalidade e com a autoconfiança para escolher expressar livremente a nossa criatividade, mas a trazer igualmente a necessidade de tomarmos Consciência de correctos valores humanos, éticos e morais, e desejosos pela verdade nua e crua.

Mercúrio ingressa em Capricórnio no dia 2 de Dezembro e a energia do pensamento passa a estar mais voltada para as questões práticas. Pensamos em formas de estruturar as nossas ideias, em testar o que antes eram apenas teorias. Pensamos mais atentamente na realidade dos factos e das circunstâncias, de forma mais séria, no sentido de redimensionar a nossa vida e enquadrá-la nos limites das nossas (novas) possibilidades. Durante este período, faz sextil a Neptuno de 9 a 13 e de 25 a 29, e conjunção Plutão de 16 a 22 e estes contactos podem ajudar a compreender melhor e mais profundamente o “onde” e o “quê” nas nossas vidas que podemos e devemos sacrificar para conseguirmos estruturar as novas propostas. No dia 19 inicia movimento retrógrado no grau 15 (permanecendo assim até ao dia 8 de Janeiro de 2017). Durante este período, repensamos nas nossas responsabilidades e como podemos efectivamente optimizar a forma como a nossa vida está organizada. Remetemos novamente para o que foi dito no início deste artigo com relação à harmonia que se forma ao longo deste mês entre os planetas nos signos de fogo e ar, e dos quais faz parte Saturno. Como regente de Capricórnio, onde se encontra Mercúrio, esta condição harmoniosa favorece a resolução dos problemas e a consolidação das intenções para que as mesmas sejam realidade manifesta. Com toda a proposta de expansão, de oportunidades, de mudança que temos durante este mês de Dezembro, esta condição de Mercúrio pode ser sentida de forma antagónica, mas somente se estivermos com o pensamento mais focado nos problemas e não tanto numa forma prática de obter soluções para resolver os problemas e deixar a vida avançar com confiança que o que está para vir será pelo melhor. As circunstâncias à nossa volta acontecem de forma mais rápida do que talvez consigamos dar resposta. O segredo está em deixar fluir e tratar cada coisa a seu Tempo (Saturno). Talvez tenhamos que arriscar avançar para uma nova fase de vida ao mesmo tempo que ainda procuramos resolver assuntos e compromissos do passado. Tempos de vida a acontecer em simultâneo, mas como nos ensinou Einstein, o tempo é relativo. Por isso deixemo-nos movimentar por entre as linhas do Tempo, para trás, para a frente, em linha recta ou curva, sem nos esquecermos que tudo acontece no Tempo certo…

Bom trabalho para Dezembro.

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Começamos um novo ciclo no caminho de desenvolver consciência com a Lua Nova a 7º43’ de Sagitário no dia 29 de Novembro. Tendo em consideração a elevada frequência com que assistimos a estes eventos, antes de avançarmos para algumas reflexões acerca desta lunação, é importante relembrar o que representa esta relação entre a Lua e o Sol. Se tornarmos o ciclo de lunação um evento vulgar ao nosso olhar, corremos o risco de banalizar estas leituras como se se tratassem de receitas, ou bulas, que descrevem os efeitos que devo estar à espera que me aconteçam durante estes períodos. E isto é viver e reagir apenas às circunstâncias (lua) sem sermos beneficiados pela consciência (Sol) que pode ser gerada através das experiências. Sem essa Consciência é provável que apenas esperemos e nada aconteça (porque a nova vida que nasce é interna)… Por isso, para que o potencial implícito nestes ciclos tão frequentes possa ser manifestado, é preciso desenvolver o nosso lado activo do processo (solar) que requer intenção, compreensão e vontade para o trabalho a desenvolver. Para que a vida aconteça, existe um princípio activo e outro passivo (yang e yin), a energia criativa que activa (o Sol) e a energia que recebe o potencial, que alimenta e traz coesão às formas (Lua) que essa intenção criativa pode assumir. Por isso o ciclo de lunação é mais uma oportunidade de gerar (Lua) Consciência (Sol) e não estar à espera que “ela” aconteça. E são ciclos tão frequentes que podemos fazê-lo em pequenas doses, vamos despertando devagarinho para o processo de Iluminarmos (Sol) todas as células dos nossos corpos (Lua), com o poder do Espirito (Sol) vamos libertando as impurezas psíquicas que densificam a nossa vida (Lua). Para que isto possa acontecer é preciso activar os dois princípios, Solar e Lunar, o Espirito e a Matéria. Trata-se de estarmos receptivos e simultaneamente invocarmos o poder da vontade (Sol) para activar e trazer energia à semente que queremos ver germinar durante este novo ciclo, para podermos agir sobre a matéria de forma consciente. O ciclo de Lunação é a nossa oportunidade de fazer magia. Como podemos compreender e desenvolver esta consciência sagitariana (neste caso) através das diversas formas que a nossa vida assume ao longo deste ciclo, através da minha percepção individual e subjectiva das circunstâncias, e como posso moldar a realidade da minha vida através deste princípio.

Então, que princípios devemos semear e alimentar neste novo ciclo de consciência em Sagitário?

Este é um ciclo que remete para a necessidade de desenvolver compreensão sobre as experiências pelas quais passámos no ciclo anterior, o ciclo de Escorpião. Depois de termos estado envolvidos nas nossas próprias batalhas, de termos descido abaixo da superfície, procuramos agora emergir para conseguir obter uma visão mais ampla e alargada das circunstâncias. Saímos um pouco do envolvimento intenso e emocional das experiências para conseguirmos elevar-nos acima do conflicto e procurar uma nova orientação a dar à nossa vida.

Compreender que aquilo que perdemos, terminou, acabou (ou onde a “bomba” explodiu) é agora terra livre, onde podemos explorar uma nova forma de ver a vida, onde podemos trazer significado onde antes existia cegueira, medo, e muita dúvida. Procuramos o poder da fé, da intenção que nos move através da esperança e da crença de que há sempre uma bênção por detrás de cada crise, e isso liberta-nos do medo e da dúvida que nos mantinha “cegos”…

Este novo ciclo permite-nos acreditar que existe luz para lá da escuridão em que vivíamos, permite-nos compreender que existe vida depois da “morte”, que continuamos a viver mas apenas de “outra forma”, e isso devolve-nos uma nova consciência, mais ampliada. E com essa fé procuramos ver a vida e as circunstâncias já sem medo de “morrer”, procuramos agora ver-nos em outras formas de vida. Desejavelmente as crises transformam-se em oportunidades e sentimos que podemos crescer com as experiências. E também por esta razão é igualmente uma oportunidade para semearmos algo de novo no nosso sistema de crenças porque aquilo em que acreditamos é actualizado com as nossas crises. A vida ganha novo valor, novo sentido, novo significado. Procuramos algo que nos inspire, entusiasme e nos faça avançar por terreno desconhecido.

Nesse “novo mundo” (para nós), tomamos consciência das Leis que irão trazem uma nova ordem à nossa vida (ou pequenas partes dela). Esta Lua Nova faz quadratura ao Nodo Norte (8º Virgem) e a Neptuno (9º Peixes), transportando para este ciclo a necessidade de tomar consciência do que, ao nível das nossas crenças, do nosso conhecimento, do nosso entendimento das leis, ainda bloqueia o caminho que temos a tomar. O que é que ainda nos falta compreender, de que forma aquilo em que acreditamos se torna lei e define o “caos” ou a “organização” que damos à nossa vida.

A altura do nosso voo vai depender da leveza da nossa estrutura (física, emocional, mental), a amplitude das nossas asas da força da nossa fé, o alcance da nossa visão da sabedoria que adquirimos através crises.

«a verdade não pode ser trazida para baixo, é o individuo que deve fazer o esforço de ascender até ela»

Jiddu Krishnamurti

Bons voos para este novo ciclo que se inicia em Sagitário.

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Neste dia 14 de novembro, no grau 22 de Touro, chegamos ao culminar de um ciclo que iniciou na Lua Nova de Escorpião do dia 30 de outubro. Este é um ciclo de muita intensidade e que pretende potenciar a nossa consciência para o que precisa de ser renovado, transformado e transmutado. Relembro que esta semente transportava consigo a energia de Mercúrio pela conjunção que se fez no momento da Lua Nova.

Tivemos a oportunidade de ver, por via destas eleições dos Estados Unidos, a manifestação desta conjunção de Mercúrio. Como as opiniões emergiram através do voto de cada americano, o que ainda estava oculto nas intenções da humanidade, e como essas escolhas reflectiram o conflicto interno em que ainda vivemos. Como isso nos chocou e destruiu a nossa ideia do que seriam os resultados finais para a cura da humanidade. Talvez seja ainda necessário compreendermos que (por enquanto) toda a campanha tem sempre oculta uma verdade bem mais cabeluda que a simples mensagem que pretende comunicar e transmitir, que aquilo que pretendemos “vender” não representa por inteiro a verdade “nua e crua” das nossas intenções e interesses, mas é antes de mais um esquema de manipulação que pretende ocultar estas intenções e interesses, para se poder eleger por entre as ilusões dos que votam, sejam eles republicanos ou democratas. E é ainda, também, uma tendência natural do ser humano querer encontrar “bodes” que expiem a sombra da humanidade, e elegemos esses “bodes” sem pensarmos que no fundo eles, de uma forma pessoal, vivem e espelham a consciência colectiva. Mas no meio do rebanho não existem apenas “ovelhas negras”, existem também “lobos com pele de cordeiro”, porque “de boas intenções está o inferno cheio”. Tudo isto ainda é “Maya”, tudo isto ainda é Escorpião vivido através das pequenas vontades da personalidade. Tudo isto é ainda a oportunidade de Consciência do ciclo da Lua Nova iniciado em Escorpião no dia 30 de Outubro…

Este culminar do ciclo de Escorpião é o culminar desta ilusão. Sejamos práticos e procuremos os recursos que estão ao nosso alcance para nos reconstruirmos desta ilusão, para encontrar a paz e a harmonia dentro de nós e ver como as escolhas do colectivo espelham o nosso estado interno, as nossas ilusões internas e pessoais. Ao invés de nos focarmos no “bode expiatório” ou na “ovelha negra”, procuremos encontrar em nós uma forma concreta e real, de trazer paz às nossas vidas. O que de construtivo devemos retirar das crises individuais, o que fica de valor, que novas formas queremos gerar no espaço livre que ficou, em que recursos nos vamos concentrar e alimentar para termos maior qualidade de vida e a paz que tanto almejamos. É tempo de transformar o “estrume” em adubo, de perceber a fertilidade do nosso terreno. Não se trata de rejeitar e expulsar o “bode expiatório” da aldeia, mas antes de o reconhecermos (e a nós) nos seus tabus e, com Amor, reconciliar a “Bela e o Monstro”.

Fazemos um balanço do que perdemos e do que ganhamos, e a um nível mais ligado ao plano da matéria, fazemos “contas à vida”, os recursos que perdemos e os recursos que acumulamos, e quais as batalhas pelas quais consideramos valer a pena lutar para obtermos o que desejamos. Onde e de que forma podemos gerar solidez mantendo esta Consciência do que ainda temos de conseguir abrir mão, de deixar ir o que não nos pertence. Apenas sentirmos Gratidão pelo que temos na vida. Como “Gratidão gera Abundância” (e a Lua exalta-se em Touro), esta qualidade da Alma resolve muita da insatisfação gerada pela personalidade. Com a Vénus (regente de Touro) a poucos dias de fazer conjunção Plutão, quadratura a Úrano e a Júpiter (a partir do dia 23 até ao final do mês – ver Novembro astrológico), é caso para se dizer que “vão-se os anéis e ficam os dedos”.

Afinal, este era um ciclo em que precisávamos de “transportar a Consciência da Harmonia através do Conflicto” (Lua Nova de Escorpião, 30 de Outubro) e é aqui, dia 14 de Novembro, que o Conflicto atinge o máximo da sua expressão. Cabe-nos a tarefa, nesta Lua Cheia em Touro, de encontrar os recursos internos para vencer e terminar esta “batalha” (pelo menos a deste ciclo) e começar a construir a tão desejada Harmonia que desejamos ver no mundo.

“Que a Luz, o Amor e o Poder, restabeleçam o Plano na Terra.”

(A Grande Invocação)

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reconciliation

Durante o mês de Novembro o Sol permanece em Escorpião até ao dia 21, data em que ingressa em Sagitário. Até esta data ele proporciona-nos a fluidez energética com um trígono a Neptuno (de 1 a 4), sextil Plutão (de 5 a 9) e trígono a Quíron (de 11 a 15). Estes aspectos trazem o potencial de cura e transformação através da Consciência dos processos já descritos na Lua Nova em Escorpião (que ocorreu no dia 30 de Outubro – ler mais aqui), e que encontram apoio e contribuem para a Identidade Universal através do sacrifício das pequenas vontades da personalidade que estão na origem das guerras e comportamentos destrutivos. Permite o aprofundamento necessário para transcender as ilusões de separatividade e a oportunidade para reconhecermos os nossos tabus e complexos psíquicos para que seja possível unificarmos todas as partes de nós, o que rejeitamos ou sentíamos que era rejeitado, e desenvolvermos a fé que nos ajuda a navegar, a ultrapassar e a compreender as crises vividas através das perdas. O quincôncio a Úrano em Carneiro (de 11 a 15) remete para a dificuldade em encontrarmos uma forma mais livre de nos expressarmos e, na incapacidade de nos dedicarmos ao processo anterior, o risco de procurarmos essa liberdade através dos equívocos psíquicos que ainda acumulamos. Com isto quero dizer, através de mais luta, guerra e destruição (tanto Escorpião com Carneiro regidos por Marte) porque pretendemos a liberdade não por meio da aceitação dos processos de transformação internos mas através da revolta pela resistência em fazê-lo.

Júpiter continua a avançar pelo signo de Balança e em muito podemos beneficiar das suas qualidades para trazer a presença do Ar que ajuda a clarificar as energias tão fortes e intensas que acabámos de abordar. Júpiter relaciona-se em sêxtil com Saturno em Sagitário de 11 a 30 de Novembro. Esta é uma comunicação bem diferente da que estabeleceram aquando da passagem de Júpiter em Virgem, período durante o qual mantiveram uma tensão (quadratura) que em muito contribuiu para a desaceleração do crescimento pessoal e cujo propósito era promover a compreensão dos nossos próprios limites e (limitações), bloquear a abertura de horizontes e de oportunidades para que fosse possível (antes de nos “lançarmos ao mundo”) uma expansão interna, ao nível do autoconhecimento e do aperfeiçoamento individual. Durante esta tensão Júpiter/Saturno, aqueles que mais se focaram nas dificuldades externas manifestas através desta relação, perderam a oportunidade de crescimento (Júpiter) que estava (e sempre está) implícita em qualquer experiência de vida. Para estes com maior dificuldade em “Acreditar” que é possível sentir Gratidão e ter esperança no futuro perante realidade tão sombria (e compreende-se perfeitamente até porque Júpiter estava em exilio no signo de Virgem…) Júpiter foi provavelmente muito pouco benéfico, e na realidade um verdadeiro “chato” ampliando tão-somente os detalhes enfadonhos e as imperfeições da nossa vida. Resta conseguir compreender que os únicos “benefícios” de que devíamos estar à espera (afinal Júpiter é o Grande benéfico), são tão-somente os frutos dos nossos esforços, trabalho e dedicação. Então, os benefícios conquistam-se e determinam a nossa “sorte” ou “azar”…

Júpiter em Balança vem ampliar a Consciência de nós próprios através da compreensão do que são «correctas relações humanas» (Djwal Khul). Os benefícios que as relações nos “trazem” não são ao nível lunar, das nossas necessidades egocêntricas, mas antes os benefícios que ambos têm como resultado da partilha adulta, madura, responsável, humilde e com real necessidade de aperfeiçoamento (Júpiter esteve em Virgem…). Por isso podemos beneficiar das oportunidades que Júpiter proporciona através das parcerias, relações, sinergias e partilha de esforços para encontrarmos o Caminho (outra função de Júpiter) para este trabalho de aperfeiçoamento. Como regente de Sagitário, o sextil com Saturno torna o contacto ainda mais forte e importante (e ainda podemos acrescentar que Saturno exalta-se em Balança). O sextil é um aspecto de entreajuda e um aspecto que facilita a contribuição mutua entre aquilo que cada função planetária representa. Neste caso, por exemplo, as estruturas legais e os valores morais sobre os quais uma sociedade assenta (Saturno) serão tão mais justas, equilibradas e éticas quanto maior for o respeito e o entendimento do que são «correctas relações humanas» (Júpiter). O respeito pelo próximo, a verdadeira cooperação, os acordos justos e a diplomacia são fundamentais para que as estruturas que construímos sejam fundadas na qualidade das nossas relações com a vida e não no desejo egocêntrico de vencer a todo o custo. Se cada um de nós oferecer um pouco do que de melhor há em si ao invés de procurar ir retirar do outro o que ele tem de melhor para seu beneficio pessoal, estaríamos no caminho certo para construir uma sociedade baseada em «correctas relações humanas». Saturno rege Plutão que ainda permanece em Capricórnio, pelo que este período será importante para que possam ser desenvolvidas leis nacionais e internacionais de interajuda, novos acordos diplomáticos que visem o bem comum e o desenvolvimento de uma sociedade mais preocupada com os “direitos humanos”, leis mais justas e equilibradas e até no que respeita à forma como vemos o “casamento”.

Esta relação entre Júpiter e Saturno marca grande parte do mês (20 dias, de 11 a 30 de Novembro), e funcionará como o grande pano de fundo para o desenvolvimento das restantes temáticas planetárias. Durante este período, Marte ingressa no signo de aquário a 9 de Novembro e faz trígono a Júpiter em Balança no dia 29 e 30 (sendo que este contacto será ampliado em Dezembro com o sextil a Saturno). Aqui teremos a energia de activação que permite a tomada de iniciativas que sejam mais humanitárias com necessidade de lutar pela diferença, pela mudança que traga uma maior Liberdade de acção nas nossas vidas. Podemos sentir-nos menos condicionados e com maior optimismo para lutar pelas ideologias e filosofias de vida que permitam ter esperança por um futuro melhor. Apoiado por Júpiter em Balança, é um bom período para aproveitar as oportunidades que permitem estas iniciativas.

O posicionamento de Vénus em trânsito por Capricórnio a partir do dia 12 traz tensão a esta temática pela quadratura a Júpiter em Balança (disposto por Vénus) e conjunção a Plutão em Capricórnio, ambos de 23 a 28 de Novembro, e por fim quadratura a Úrano em Carneiro de 28 a 30 de Novembro. Isto fala da necessidade de abordarmos os padrões relacionais que ainda bloqueiam a expansão desta boa vontade, de percebermos que valores mais materialistas se sobrepõem, oprimem e bloqueiam a expressão desta boa vontade, da verdade, da honestidade, dos valores éticos e morais. Que interesses pessoais corrompem o Caminho do Bem, do Amor, da Paz, da Harmonia e da Justiça. Mas representa simultaneamente, a necessidade de lidarmos com as dificuldades que emergem das nossas relações, contractos, parcerias bem como dos nossos recursos materiais, e como a atenção a tudo isto pode ser desviada para uma excessiva busca de prazer e bem-estar. O sextil a Neptuno de 18 a 22 de Novembro é a oportunidade de dirigirmos estas intenções para a dissolvição das parcerias que não são em benefício do colectivo.

Mercúrio ingressa em Sagitário a 12 de Novembro e pensamos mais em termos de conceitos e filosofias do que de forma lógica, racional e imparcial e com tendência a tomar os factos pela verdade (posicionamento de exilio). A quadratura a Neptuno de 17 a 20 é uma fase que acrescenta alguma confusão a esta capacidade de raciocínio lógico e que pode trazer grandes equívocos ao nível da comunicação baseado em ideias fanáticas que promovem mais a confusão que o esclarecimento. Mas de 21 a 24 Mercúrio faz sextil a Júpiter, de 22 a 25 faz conjunção a Saturno e de 25 a 28 trígono a Úrano. Depois da “lavagem cerebral” do contacto anterior, durante este período a comunicação está mais voltada mais para a compreensão dos factos e circunstâncias e podemos aproveitar para expandir as nossas ideias e inovar alguns aspectos das nossas rotinas e estruturas mentais de organização, para pensarmos além-fronteiras de forma mais ordenada e estruturada.

Bom trabalho para Novembro.

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«Trick or Treat»…

Iniciamos este novo ciclo de Consciência abaixo da superfície… Se no ciclo anterior (Balança) tratava-se de tomarmos Consciência dos Reflexos e do que atraímos por Correspondência ampliando a nossa Identidade através do que nos devolvem as Relações, com a Lua Nova em Escorpião há que tomar Consciência da Ressonância que o exterior produz internamente e das batalhas com as quais ainda encontra Correspondência.

Com esta Lua Nova, concentramos energia para intensificar e aprofundar estas Relações, tornando-nos mais “íntimos” com a vida despindo-nos de preconceitos e aceitando perder algo de nós mesmos para que da união de “recursos” possamos nos reconhecer por inteiro. E isto implica compreender tudo o que deixámos crescer por debaixo da superfície, o que durante todo este tempo escolhemos alimentar, e com esta Consciência reconhecer em nós o que ainda é destrutivo ou reconstrutivo…

Aproveitamos a oportunidade para dedicar todo um ciclo à necessidade de exorcizar os fantasmas que ainda nos atormentam, mas também para aprofundar o que merece a nossa atenção. Trazer intensidade e poder ao que merece a nossa concentração, e deixar partir o que expirou prazo de validade. É a oportunidade para terminar, por um fim, ao que já não é produtivo e não tem qualidade. Colhemos os frutos do ciclo e aceitamos as perdas. Reciclamos os nossos recursos e transformamos o que está obsoleto em aprendizagem, porque nada se perde, tudo se transforma… Aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes, basta compreendermos que a morte faz parte da vida porque sem ela não se criam os espaços necessários para que uma nova semente possa germinar. Tudo o que nasce para a luz teve antes a sua origem na escuridão. Os melhores tesouros estão escondidos nos locais mais profundos e guardados em segredo, até que sejamos capazes de enfrentar os perigos e as tormentas para lá chegar. E a partir desse momento apercebemo-nos de que, caso nunca nos tivéssemos dado ao trabalho e assumido a coragem (afinal Escorpião também é regido por Marte) de enfrentar as mais duras batalhas para lá chegar, nunca teríamos feito tamanha descoberta e perderíamos tamanha riqueza, o Ouro da Consciência.

A nossa Lua Nova de Escorpião (que os céus nos permitam a intimidade), ao contrário do que aconteceu na Lua Cheia de Carneiro, oferece-nos uma harmoniosa geometria entre Mercúrio e Neptuno. No dia 30 de Outubro, a 7º44’ de Escorpião, esta Lua Nova faz conjunção a Mercúrio e trígono a Neptuno em Peixes.

A conjunção a Mercúrio traz-nos as qualidades de psique-análise, de comunicação e as ferramentas de trabalho para fazer deste início de ciclo a oportunidade para objectivar e tomar consciência das mensagens internas que precisam de ser clarificadas e conscientizadas. Planeta com a energia de 4º raio (a Harmonia através do Conflicto) e regente hierárquico de Escorpião, esta conjunção potencia o processo de desconstrução de todas as formas de pensamento que dominam a realidade de cada um (a “Energia segue o Pensamento”) e que estão na origem da dor e sofrimento da Humanidade. Vivido ao nível da personalidade significa gastarmos as energias deste ciclo a pensar nas inúmeras formas de destruir o que (e quem) nos incomoda, e que impede a realização dos nossos desejos pessoais (vistos como a única forma de garantir a “paz” que precisamos para a nossa vida).

O trígono a Neptuno confere-nos as qualidades de compaixão pelo que de pior possamos ver em nós e no mundo, a fé de que todos os conflictos têm resolução, e que passa em primeiro lugar por reconhecer que “ele” (o conflicto) existe e, no Silêncio da batalha, esperar por “ela” (a resolução). Assim ensinava Krishnamurti:

“Se realmente entendermos o problema a resposta virá dele, porque a resposta não está separada do problema.”

Esta ligação harmoniosa e tão fluida com Neptuno permite-nos transcender a prepotência da personalidade, responsável pela origem dos nossos conflictos (e do mundo), e simplesmente mergulharmos na Consciência colectiva de onde tudo teve a sua Origem, onde todo o caos se dissolve, onde todas as partes se Unificam a cada nova reconstrução… Faz-nos desejar, na mais nobre das suas devoções, a cura de toda a dor e sofrimento de que padece a Humanidade. Uma Humanidade com um comportamento essencialmente escorpiónico (no que se refere à sombra deste signo), que ainda consome os recursos do planeta de forma tão destrutiva e com uma lamentável ilusão de poder e impunidade sobre as circunstâncias.

Precisamos de transportar para este novo ciclo a Consciência da Harmonia através do Conflicto.

Bom trabalho para esta Lua Nova, em véspera de Halloween…

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Esta lua cheia no grau 23 de Carneiro tem a particularidade de fazer conjunção a Úrano, o que faz da sua expressão energética uma caixinha de oportunidades. Para além disso Plutão encontra-se no ponto médio entre estes 3 corpos celestes em oposição representando o foco sobre o qual se concentra este conflicto. (consultar Outubro Astrológico para ler mais acerca deste trânsito).

Este é o culminar de um ciclo em que literalmente reflectimos sobre o que a nossa Consciência nos mostra acerca do impacto que as nossas decisões e motivações pessoais têm sobre os outros e sobre tudo e todos com os quais nos relacionamos (começando por nós mesmos). Esta tomada de Consciência implica uma profunda necessidade de desapego, de libertação, de reconhecimento real, profundo acerca de todos os padrões inconscientes que ainda condicionam o nosso compromisso consciente com a vida. Ocorre uma necessidade visceral por esta liberdade, sem dúvida, mas ela tem necessariamente que reflectir (afinal trata-se de uma Lua Cheia) o propósito de Criar única e exclusivamente um estado de harmonia interna que terá objectivamente reflexos no exterior e nas nossas relações. Afinal é sobre isso que o eixo Carneiro / Balança nos pretende fazer reflectir, que a vida é tão, e somente, um Reflexo… Não existe nenhum acto isolado em si mesmo, ele encontra sempre o seu par no exterior. Todas as nossas iniciativas atraem energia correspondente que por sua vez definem a qualidade das pontes e do caminho que vamos construindo.

Com esta Consciência de que a vida é uma “casa de espelhos”, conseguimos no culminar da experiência, estar receptivos às mudanças que internamente teremos que abraçar para que o verdadeiro casamento (aquele que ocorre entre a Alma e a personalidade) seja cada vez mais uma realidade. Rompem-se necessariamente todos os “casamentos” onde não mais existe o Amor, onde não encontramos mais forma de evoluir e progredir no nosso desenvolvimento, porque no fundo nos “des-Alm-amos”, porque essencialmente “A” projectámos no outro a quem chamámos de “Alma gémea”. Este é o momento certo para que se “fale agora ou se cale para sempre”. E, com esta Lua Cheia, “para sempre” é algo que nos apercebemos que não existe, e está longe de representar a estabilidade, paz, harmonia e equilíbrio que por tanto almejamos. E porque temos Úrano e Plutão envolvidos neste “matrimónio” a coisa “ou vai ou racha”.

A sugestão (porque nunca se trata mais, do que somente isso) é aceitar, literalmente, o Desafio. Não procurar possuir mas sim usufruir do que a vida nos traz por correspondência connosco mesmo. Romper com todos os cordões umbilicais que ainda projectamos em todas as nossas relações, sem que para isso tenhamos que fingir uma falsa liberdade, porque essa mantém-se separada de nós mesmos… por medo. Amar sem apego, porque apenas o Desapego, aquele que é verdadeiramente sentido e não somente pensado, nos permite ter Gratidão pelo que da vida recebemos, em “espelho”, por Correspondência, e nos faz querer partilhar os frutos das nossas conquistas com os outros sem nunca nos sentirmos “dividos” mas antes “multiplicados”. Não nos esqueçamos de que todas as Balanças precisam de ser calibradas de tempos-a-tempos porque o nosso ponto de Equilíbrio entre a dualidade da vida e das circunstâncias, entre o que gosto e não gosto, dá prazer e não dá prazer, varia e está directamente associado ao nosso nível de Consciência. Por isso, talvez este seja o culminar de uma etapa das nossas vidas em que é necessária alguma forma de Coragem para gerar as mudanças urgentes à libertação de peso que acumulámos em cada prato da Balança e assim vivermos numa relação mais Autêntica connosco mesmos e com a vida. Sair da indecisão para reencontrar a verdadeira Paz, Harmonia e Equilíbrio que tanto desejamos. Esta Lua Cheia em Carneiro propõe que arrisquemos abraçar estes sentimentos mais revolucionários sem no entanto nos podermos dissociar da voz da Consciência que nos diz que; depois de definirmos as nossas metas o que importa não é se as conseguimos alcançar a qualquer custo, mas antes a qualidade do caminho que construímos até lá.

Úrano é regente hierárquico de Carneiro, e quando conseguimos alinhar a nossa Alma com esta intenção tão elevada, tudo o que sentimos que devemos fazer, todas as nossas metas, objectivos e motivações pessoais servem única e exclusivamente para que a Paz se faça sentir em nós e em todos os cantos do Mundo. Estas são as verdadeiras sementes da abundância, aquelas que encerram em si mesmas a Consciência de que tudo o que desejo de prosperidade para mim que seja multiplicado para o outro. Estas intenções teriam o efeito de potencial regenerador e alquímico expresso através de Plutão em Capricórnio como ponto médio onde esta oposição encontra o seu foco.

Bom trabalho para esta Lua Cheia.

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“Não há bem que para sempre dure, nem mal que nunca se acabe”. Começo desta forma porque uma das principais mudanças que ocorre durante este mês de Outubro é o enfraquecimento da quadratura entre Saturno em Sagitário e Neptuno em Peixes. As únicas “contas” a fazer, é que aquilo que verdadeiramente conta, fica e é mensurável, são os nossos Esforços. Como nos esforçámos para corrigir os nossos erros, falhas, para ultrapassar os nossos medos, superar obstáculos, e que aprendizagem ficou de tanto Sacrifício. Sei bem que por muitas vezes faço referência, e repito, esta necessidade de compreendermos a importância que têm os nossos esforços porque, é apenas através deles que seremos bem-sucedidos por entre os insucessos (recomendo a leitura do artigo “O que contam são os nossos Esforços”). Os trânsitos planetários marcam pequenas partes de processos que são longos. Marcam períodos concretos na nossa vida, mas a aprendizagem resultante das experiências que proporcionam durante esses períodos transcende os timings dos trânsitos. E por essa razão, mais do que nos preocuparmos em lançar foguetes porque finalmente vamo-nos ver livres da quadratura Saturno/Neptuno (até porque isso seria uma ilusão), trata-se de nos esforçarmos (novamente) por integrar na nossa Consciência os ensinamentos que proporcionaram.

Conforme tínhamos visto, já durante o mês de Setembro, verifica-se uma redução da mutabilidade e uma maior concentração de planetas em signos cardeais e fixos (nomeadamente Balança, Escorpião e Capricórnio). A energia cardeal estimula a iniciativa e o foco da energia passa a estar direccionado para as motivações que estão na base de novas decisões. Por isso passamos de uma energia mais dispersa, para outra mais objectiva e motivacional.

Esta alteração afecta igualmente o posicionamento de Saturno em Sagitário e Neptuno em Peixes (ambos em signos mutáveis) uma vez que temos Júpiter, regente de ambos os planetas, a transitar desde o dia 9 de setembro pelo signo da Balança.  Ao longo de muitos meses, à medida que ingressavam em Gémeos e Virgem, os planetas pessoais activaram de forma muito intensa a tensão vivida entre Saturno e Neptuno, e muitos de nós sentiram na pele o esforço que isto representou, a desordem e a confusão nas suas vidas.

O último planeta a transitar por Virgem é Mercúrio. Após um longo período em domicilio, por onde transitou retrógrado até ao dia 22 de Setembro, ingressa em Balança a 7 de Outubro onde permanece até ao dia 24. Até ao dia 22 teremos 3 planetas em Balança – Mercúrio, Sol e Júpiter – a trazerem-nos a oportunidade de nos abrirmos aos outros, e de, através do encontro empático com a vida, respirar um pouco de paz e harmonia. Durante o posicionamento em Virgem preocupámo-nos em trabalhar falhas, em procurar encontrar alguma ordem por entre o caos, em desenvolver métodos e ferramentas que ajudassem a aprimorar e a aperfeiçoar o nosso modo de viver, a optimizar e a rentabilizar os nossos recursos dentro das limitações que (mesmo sem disso termos consciência) criámos nas nossas próprias vidas. Com a passagem por Balança pensamos agora em procurar algum equilíbrio, em compreender o que para nós tem valor, queremos e podemos partilhar com os outros. Entrar no pensamento qualificado, aquele que permite atribuir valor às experiências que atraímos e apreciar a beleza existente na vida. Procuramos partilhar os frutos do nosso trabalho e procuramos gerar, através do nosso pensamento, a força de atração que nos permite fazer pontes com o ambiente que nos rodeia. Estamos mentalmente mais despertos para pensarmos em espelho, com maior atenção à qualidade das nossas palavras, da nossa comunicação porque a qualidade de tudo isto terá reflexos em tudo com o qual estabelecemos relação. Mercúrio faz conjunção a Júpiter de 10 a 13 de Outubro, ampliando o nosso entendimento sobre os dois lados da balança, que em muito beneficiaremos se conseguirmos negociar e receber as opiniões e inputs dos outros. Talvez tenhamos que pensar além-fronteiras, de pensarmos de forma justa e equilibrada, e encontrarmos um denominador comum através do qual nos possamos entender mutuamente, por entre crenças, dogmas e orientações filosóficas. A partir do dia 18 de Outubro Vénus ingressa em Sagitário estabelecendo uma Recepção Mútua com Júpiter em Balança com o qual faz sextil entre o dia 24 e 29. Esta é uma relação que intensifica os benefícios que podem advir das parcerias e da partilha, permite igualmente expandir aquilo que damos e recebemos nas nossas relações, acreditar na nossa sorte e aventurarmo-nos e explorarmos a nossa fé no outro. Simultaneamente Vénus faz quadratura a Neptuno em Peixes, trazendo uma dificuldade em avaliar e distinguir de forma clara e objectiva as verdadeiras intenções implícitas em ambas as partes. Logo a seguir Vénus faz conjunção a Saturno (de 29 a 1 de Novembro) e caímos na real, apercebemo-nos que com os benefícios vêm as responsabilidades, e tomamos noção que existem limites ao que desejamos obter através do outro.

Mas esta procura por encontrar um pouco de equilíbrio ente as exigências e os benefícios terá muitos desafios ao longo do mês de Outubro. Esta Consciência e formas de pensar mais diplomáticas e sinérgicas entram em conflicto com a necessidade de romper radicalmente com qualquer tipo de limitação e restrição, e teremos que usar muito da nossa capacidade de análise e diálogo para ponderar e conseguir colocar em cada prato da balança aquilo que queremos manter e aquilo que teremos, inevitavelmente, de perder (Sol e Mercúrio em Balança fazem oposição a Úrano em Carneiro de 13 a 17 e de 19 a 21, respectivamente, e quadratura a Plutão em Capricórnio de 5 a 9 e de 15 a 17, respectivamente). Seremos forçados a decidir que compromissos queremos assumir e que parcerias queremos quebrar. Plutão em Capricórnio será o Apex deste T-square entre a oposição que Úrano em Carneiro faz com o Sol em Balança no dia 15, e com Mercúrio em Balança no dia 20. Isto quer dizer que estará exactamente no ponto médio da oposição nestas 2 datas. Nele ir-se-á concentrar a dificuldade entre romper radicalmente através da guerra, ou ponderar e negociar os interesses de ambas as partes de forma diplomática. Na pior das hipóteses abdicamos de ceder em alguma parte, mantendo uma obsessão cega por garantir o controle das circunstâncias, destruindo qualquer hipótese do acordo que permite a introdução de pequenas mudanças que sejam mais justas e equilibradas. Pela positiva, é a energia por excelência da “reforma”, a que permite aprofundar o melhor que pode existir quando pomos mais que uma cabeça a pensar e libertamo-nos do medo que essas mudanças podem provocar, até porque “duas cabeças pensam melhor que uma”. Se estivermos dispostos a isso, vemos que afinal não morremos por sair da nossa rigidez autoritária, e assim permitimo-nos pensar no lugar do outro partilhando as nossas ideias e, em conjunto, encontrarmos formas alternativas para resolver os problemas. Afinal, “é a conversar que a gente se entende”. Só assim teremos o verdadeiro poder de reestruturar as nossas prioridades na vida e hierarquizar o que precisa de mudança urgente.

Marte continua a transitar pelo signo de Capricórnio contribuindo para a tensão e o conflicto atrás descritos. Durante esta passagem faz conjunção a Plutão de 17 a 23 e quadratura a Úrano de 27 a 21. Procuramos agir para manter a autoridade e, na dificuldade em integrar a tensão, existe algo de implacável e austero na forma como o podemos fazer. Motivados pelo medo, agimos criando os obstáculos necessários à asfixia da boa vontade, impondo a ordem por meio da força e da violência.

O ciclo de lunação deste mês ocorre igualmente neste eixo cardeal com a Lua Nova do dia 1 de Outubro a 8º de Balança a fazer conjunção a Júpiter, e a Lua Cheia do dia 16 de Outubro a 23º de Carneiro a fazer conjunção a Úrano. Esta última acrescenta impacto a toda a tensão descrita anteriormente, sendo aqui que o conflicto atinge o seu pico e a tomada de Consciência é urgente.

A partir de 24 de Outubro, já o Sol e Mercúrio se encontram em Escorpião, e transitam conjuntos até ao final do mês. Aqui é altura para pensar nas “maçãs podres” que ainda contaminam a fruta do nosso pomar. Mas também permite-nos pensar em formas mais profundas de resolver os conflictos, em comunicar o que verdadeiramente nos preocupa e aflige a nossa Consciência. Desejavelmente temos a oportunidade de tomar Consciência das Mensagens que emergem, vindas do nosso inconsciente. Mas sobre este trânsito mais será desenvolvido em Novembro.

Entretanto, bom trabalho para Outubro.

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Durante o mês de Setembro, ainda se mantém a quadratura entre Saturno em Sagitário e Neptuno em Peixes (afectando essencialmente os que possuem planetas e ângulos do mapa entre os graus 8 e 13 dos signos mutáveis). Durante a sua passagem pelo signo de Virgem, é o Sol quem vai activar esta tensão durante os primeiros 5 dias do mês, com a particularidade de formar um eclipse Solar no dia 1 de Setembro a 9º. Este eclipse, faz quadratura com Saturno em Sagitário e oposição a Neptuno em Peixes, o que o torna especialmente importante. Força-nos a rever ainda mais todos os padrões que atrasam o desenvolvimento da nossa Consciência. Implica sempre perda, destruição, libertação de velhos hábitos e, principalmente, da imagem que tínhamos da Vida e de nós mesmos. Mas pelos aspectos tensos a Saturno e a Neptuno, a expressão deste eclipse transporta consigo uma elevada carga que poderá ter expressões muito profundas a um nível pessoal e colectivo. As ilusões e medos fanáticos terão como que, ser canalizados através deste ponto, a 9º de Virgem para que a “imagem que tínhamos da Vida e de nós mesmos” se eclipse e possamos organizar a vida a partir de outro ponto. Mas por ser uma tensão, antes que isso seja possível, muito do que considerávamos ser ordem na nossa vida terá que sofrer uma desordem. Isto ajuda-nos a trazer focus para as coisas mais pequenas da vida, para as questões mais simples e práticas. Eclipsam-se esquemas mentais para que a mente se liberte das imagens que ilusoriamente criou sobre o que seria um mundo “perfeito”.

Ao contrário do que aconteceu em Agosto, o mês de Setembro apresenta uma grande presença de planetas em Ar com Júpiter (a partir do dia 9), Vénus (até ao dia 23) e o Sol (a partir do dia 22) a transitarem por Balança. O Ar traz-nos as qualidades de inter-relacionar, comunicar, objectivar, racionalizar, colocar tudo em relação para que possamos compreender e trazer compreensão. Uma vez que a Vénus se encontra no seu domicílio, as suas qualidades ficam mais ampliadas assim como a necessidade de diplomacia, de partilhar esforços, recursos, de formar alianças, de pacificar, harmonizar, de nos encontrarmos através de um denominador comum que depende essencialmente da capacidade de compreendermos o lado do outro. Durante este mês, Vénus em Balança faz quadratura a Plutão entre os dias 10 e 15, e posteriormente oposição a Úrano entre os dias 17 e 20. Mas no dia 18, Plutão estará equidistante ente os dois, formando o mid-point entre Vénus e Úrano (podemos simbolicamente associar ao que em astrologia definimos como sendo o Apex do T-Square). Isto pode significar que, durante este período, o conflicto entre a necessidade de efectivar as mudanças que nos tragam maior Liberdade e a necessidade de construir paz e harmonia pode converter-se numa mistura explosiva, através da qual emergem os mais estranhos esqueletos que tínhamos fechados a sete chaves no armário. Mas em astrologia também aprendemos que é através do Apex (neste caso o mid-point em Plutão), que se resolve o conflicto. Então o segredo não está em usar o poder para obter liberdade ou para forçar a paz e a harmonia, mas antes aprender a aplicar as qualidades de Plutão para que tanto a Vénus como Úrano se possam expressar em equilíbrio. Esta será portanto uma fase em que teremos que aprender a assumir o único poder possível, aquele que emerge do nosso Centro quando aceitamos o que em nós ainda nos assusta, amedronta, pelo qual ainda vivemos obcecados, para que possamos transmutar. Fazemos essa transmutação através da capacidade de deixar morrer todas as estruturas sobre as quais edificámos a nossa segurança, e cujos alicerces não têm como resistir à força do Tempo… Ao fazermos isso sentir-nos-emos um pouco mais renovados e verdadeiramente livres para novos caminhos e novas relações (ou pelo menos para renovar as que já existem). Vamos ter 2 sextis como que a “balizar” esta tensão entre Vénus, Úrano e Plutão, um antes e outro após. O sextil de Vénus com Saturno em Sagitário de 5 a 9, traz excelentes oportunidades para estruturar e hierarquizar (eximia qualidade de Saturno) as nossas prioridades, o que para nós tem maior valor, aquilo que colocaríamos no topo da nossa lista, estabelecermos as parcerias que mais se adequam à nossa estrutura de crenças, e assumir os compromissos necessários (e mais sérios) que acrescentam solidez à nossa necessidade de expansão e das nossas relações. Isto irá permitir entrar com maior solidez no processo de libertação e transformação inicialmente descrito. Por outro lado, o sextil entre Vénus e Marte em Sagitário de 16 a 23 de Setembro já ocorre mais à posteriori e em simultâneo com o trígono entre Marte e Úrano (em Carneiro) de 14 a 21 de Setembro. Durante este período temos a oportunidade de ver estas novas parcerias, relações, contractos, partilhas a ganharem pernas e a andarem.

Entretanto, Júpiter, conforme já foi mencionado, abandona o signo de Virgem por onde transitou durante 1 ano, e ingressa no signo de Balança a 9 de Setembro. Esta é uma mudança muito importante porque Júpiter é regente de Saturno e Neptuno, com os quais manteve uma relação muito tensa e difícil durante o período em que esteve em Virgem. Isto sugere que muito da resolução e dos temas afectados por este conflicto entre Saturno e Neptuno passam agora pela compreensão e integração dos princípios associados ao signo da Balança. A 9 de Setembro ele sai do seu exilio e ingressa num signo cujas qualidades facilitam a expressão dos seus princípios. E durante esta passagem por Balança, aquele que é vulgarmente conhecido como o “Grande Benéfico” é “recebido por Vénus (o “pequeno benéfico”) e está em condição de nos ajudar a explorar grandes oportunidades para encontrarmos um maior equilíbrio na nossa vida, para estabelecermos novas ou melhores trocas e compromissos, para compreendermos como encontrar e desenvolver uma verdadeira Harmonia entre as energias que habitam em cada um de nós para que as manifestações do mundo externo possam Espelhar esse estado interno (e o efeito “Espelho” é uma das maiores dádivas do signo de Balança). Esse estado interno foi (supostamente) desenvolvido em Virgem… Por isso Júpiter é o Grande Benéfico “qb”… os Benefícios vêm com o Trabalho desenvolvido.  Compreendermos que nada do que atraímos para a nossa vida acontece por acaso ou foi um erro do destino, até porque a Justiça é “cega e surda”. Mas este é um tema que irá ser explorado durante um ano porque Júpiter permanece em Balança até 10 de Outubro de 2017, data em que ingressa em Escorpião. Mais sobre as propostas que o trânsito de Júpiter nos trazem pelo signo de Balança será publicado num artigo mais detalhado durante a primeira semana de Setembro.

Mercúrio permanece em Virgem durante todo o mês, mas inicia movimento directo a partir do dia 22 de Setembro (consultar artigo publicado em Agosto sobre Mercúrio retrógrado – Reorganizar para Renascer por entre as cinzas). Após esta data torna-se mais natural trazer para o dia-a-dia as ideias reformuladas durante este período de modo a optimizar o nosso dia-a-dia e formas de aperfeiçoar as nossas ferramentas de trabalho e de melhor podermos prestar Serviço. Até lé, permanecemos, com Mercúrio em domicílio, mais focados no detalhe, a pensarmos de forma mais “pequena” para que possamos atentar aos pormenores que na nossa vida ainda precisam de ser trabalhados. De 1 a 5, de 12 a 14, e de 16 a 27 de Setembro, Mercúrio encontra-se com Júpiter, Sol e faz trígono a Plutão (respectivamente) permitindo a abertura da mente e a tomada de Consciência destes processos e em explorar formas de sermos mais produtivos. É uma fase de maior actividade e enfoque de energia na capacidade de análise e (literalmente) no regresso ao trabalho. Estas qualidades, bem aplicadas, facilitam as transformações necessárias para reestruturar a vida (nem que seja em pequenos detalhes).

A partir do dia 22 de Setembro começamos a ver uma redução de energias nos signos mutáveis (apesar da quadratura entre Saturno e Neptuno ainda se manter até Outubro, e Mercúrio ainda transitar Virgem). O Sol ingressa em Balança a 22 de Setembro e Marte em Capricórnio no dia 27 de Setembro. Passamos progressivamente para energias menos dispersas, que potenciam a iniciativa, mais direccionadas para metas e objectivos. O ingresso do Sol marca o Equinócio de Outono, o momento do ano em que a noite e o dia voltam a ter a mesma duração, em que se Equilibram os polos Yin e Yang. O Sol é esta Consciência de Totalidade através da compreensão da Relação entre todas as partes. Marte traz a necessidade de agir em função de objectivos mais concretos e reais, de tomar iniciativas mais responsáveis, de lutar por sucesso e por conquistar algo através dos nossos esforços. Passamos de uma energia de agir em liberdade, para uma de maior restrição. A relação que Marte irá efectuar com os restantes planetas irá determinar a qualidade destas batalhas (a explorar para o mês de Outubro). Entretanto, Vénus ingressa em Escorpião a 23 de Setembro, tornando esta relação tudo menos ligeira. Aprofundam-se e intensificam-se as partilhas, as parcerias, os contractos, e com isto apercebemo-nos dos conflictos que ainda transportamos em nós e projectamos para os outros. E é aqui que percebemos a nossa necessidade de domínio para que a “paz” se mantenha ou sentimos que somos dominados. Escorpião é o signo onde Vénus encontra o seu exilio, o que significa que “não há bela sem senão”… Onde anteriormente tudo eram rosas, começam a surgir os espinhos e é fundamental perceber que, ambos compõem a flor. Se os ignorarmos seremos feridos (ou podemos ferir), e se apenas nos focarmos nos espinhos iremos perder o desabrochar da rosa. Com a Vénus em Escorpião percebemos que é unindo recursos que conseguimos formar um ramalhete… O ingresso quase que simultâneo do Sol em Balança permite esta Consciência entre todas as partes…

 

Bom trabalho para Setembro

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Agosto foi um mês com energias essencialmente em Fogo e em Terra, com ausência de planetas em Ar e apenas Neptuno e Quíron em signo do elemento Água. O Fogo e a Terra vibram em níveis de energia muito diferentes e opostos na sua subtileza. Mas esta diferença nas suas formas de expressão não reduz a importância de um em detrimento do outro, até porque “Tudo o que existe no Universo é uma manifestação de Energia” (Lei do TAO). O Fogo simboliza a energia criativa, elemento de activação, é um princípio alquímico. O elemento Terra é apenas e tão somente a última forma de expressão desta energia criativa, a sua manifestação num elemento mais denso, onde se consegue a sua condensação e materialização. O fogo, por ser a Origem de tudo, a Consciência, é a energia que nunca se perde, apenas muda de forma, porque ele representa este principio criativo por excelência. Por isso, de tempos a tempos, as formas morrem para que níveis mais subtis e criativos de expressão possam surgir… em novas formas. Assim como acontece com a libertação da nossa Alma aquando da morte do nosso corpo físico e regressa ao Espirito (Fogo). E isto assemelha-se ao processo de Renascimento representado pela Phóenix. O Fogo que consome o “corpo” (a forma), que se transforma em cinzas para daí renascer em uma nova forma de vida. Quando não conseguimos estabelecer uma relação equilibrada entre estes dois planos, podemos ficar demasiado presos às formas e limitados às suas expressões no plano físico, e que se manifesta vulgarmente pelo medo da perda ou medo da morte (o elemento Terra), criando resistência a este processo de transmutação. Ou então, demasiado irrealistas, com uma dispersão de energia sem capacidade de contenção. Quando a nossa relação com estes dois princípios acontece de forma desequilibrada, transitamos de um oposto para o outro de forma extremista, ora demasiado contidos, ora demasiado ígneos, com dificuldade em introduzir mudanças progressivas nas nossas “formas” de vida. E se voltarmos à análise astrológica, este foi sem dúvida um mês com fortes quadraturas entre Virgem (Terra) e Sagitário (Fogo), mas com a particularidade de que, por altura do início deste “Inferno na terra” que foram os incêndios, Marte já transitava este último signo de fogo (ingresso a 2 de Agosto) e, como já foi referido, abundavam as energias nestes 2 elementos. Como regente do signo de Escorpião, Marte representa o princípio que activa o processo de destruição das formas, enquanto que Plutão (co—regente de Escorpião) assume a função de regeneração necessária ao processo de renascimento. Quando vivemos estas energias a partir do Coração, em Amor, estes são verdadeiros processos alquímicos que permitem uma enorme libertação de energia e que catapultam o indivíduo para níveis mais refinados de Consciência. Quando vivemos estas energias a partir do plexo solar ou da nossa natureza inferior, tanto as energias de Marte como de Plutão, tornam—se destrutivas e muito frequentemente expressas através das cíclicas crises vividas pela Humanidade. Aí temos o fogo que queima ao invés do fogo que vivifica. Ambos libertam energia, no entanto, o primeiro propaga-se de forma descontrolada, o segundo consome apenas as impurezas de forma a eliminá-las e a purificar a matéria. Ao transitar por Sagitário, um signo de Fogo, Marte activa este processo através deste elemento, e que simbolicamente podemos associar ao fogo físico (extremamente expansivo e com dificuldades de ser circunscrito). Neptuno em Peixes em aspecto difícil com os planetas que transitam estes dois signos (Virgem e Sagitário) acrescenta o caos, o desespero e a confusão (temática que tem vindo a ser desenvolvida em outros artigos desde que Neptuno e Saturno formaram quadratura entre si), sendo muito difícil definir limites a esta expressão ígnea e de conseguir uma actuação atempada e organizada. Este caos e estas confusões neptunianas representam as emoções, o elemento Água, onde se depositam todos os desejos da nossa personalidade e do colectivo, os mais e os menos refinados. São esses desejos e emoções que alimentam o nosso “Fogo” (a nossa vontade), e que será aquele vivifica e cria ou aquele que incendeia e destrói. Sem dúvida que este foi um mês durante o qual o Fogo lavrou a Terra, e apenas me proponho a rever estes acontecimentos para que deles possamos retirar algum valor acrescentado através da sua interpretação astrológica, sem apenas os considerar infortúnios de um Verão quente e consequência de poucas medidas de prevenção. Um grande azar com muitos danos, alguns deles, irreparáveis. O que se pretende com esta leitura astrológica é compreendermos a Lei da Correspondência… Estas correspondências reflectem toda a condição humana, os seus desejos, anseios e bloqueios, que se expressa através de todas estas circunstâncias, porque mesmo que não tenhamos sido directamente afectados por elas, a dor e o sofrimento produzido através delas pretende uma reflexão por parte de toda a humanidade acerca destas temáticas. E isto não significa que não sejam tomadas medidas e apuradas responsabilidades, mas podemos ir um pouco mais além na compreensão dos acontecimentos.

É tão importante falar sobre tudo isto antes de avançar para a interpretação sobre o movimento retrógrado de Mercúrio em Virgem porque as suas simbologias estão profundamente relacionadas. Depois de tantos estragos e destruição resultantes do Fogo que consumiu a Terra (de forma real e simbólica para todos nós) contabilizam-se as perdas, analisam-se os danos causados e procura-se Re-ver as falhas, Re-analisar detalhes (e ao detalhe), vamos Re-pescar os antigos planos de trabalho para Re-pensar naquele aspecto ou pormenor, compreender uma forma de nos Re-organizarmos para aperfeiçoar o nosso “modus operandi”. Mas este (Virgem) é um signo Yin, por isso mesmo que apliquemos a sua energia sobre o ambiente externo, ele remete para a vida interior, para a vigilância dos nossos processos internos de modo a objectivar as imperfeições da nossa personalidade e trabalharmos sobre a melhor forma de aperfeiçoar o sistema. Assim como as nossas florestas necessitam de Vigilância, de cuidado e de limpeza, também nós necessitamos de vigiar, cuidar e limpar o nosso “terreno” interno. O Fogo de que falámos, a energia de activação e criação, é alimentado pelos nossos recursos internos (atitudes, emoções e pensamentos). A limpeza (purificação) do nosso terreno interno traduz a qualidade dos nossos recursos, que por sua vez vai determinar o carácter destrutivo ou reconstrutivo, do nosso “Fogo”. Este é o verdadeiro significado de “Trabalho” associado ao signo de Virgem.

Ainda assim, obviamente que este é um trabalho que terá necessariamente reflexos no exterior, mas o processo começa internamente. Portanto, com Mercúrio retrógrado, Re-analisamos métodos, e metodologias para evitar desperdícios e gastos desnecessários, quer de tempo quer de recursos. Afinal, Virgem faz parte da Tríade que compõem o elemento Terra, o signo que medeia o processo entre os recursos que temos à nossa disposição (Touro) e o sucesso que através deles, e com eles, conseguimos obter (Capricórnio). Como utilizar esses recursos de forma eficiente, qual a forma de melhor servir através deles e assim conseguir estruturar de modo eficaz a vida (pessoal e colectiva, social). Principalmente depois de tanta perda de recursos (Touro), estas Re-avaliações (Virgem) tornam-se essenciais para hierarquizar prioridades e ultrapassar obstáculos e dificuldades (Capricórnio) A notícia publicada no dia 8 de Agosto desperta-nos igualmente para o desenvolvimento de outras qualidades durante o trânsito de Mercúrio em Virgem, e para Re-pensarmos na nossa relação com o elemento Terra durante o seu movimento retrógrado:
«Em 221 dias, a humanidade esgotou o orçamento ecológico anual que a Terra garante, isto é, a partir de hoje estaremos a consumir mais recursos que aqueles que o planeta consegue renovar num ano. (…) “Emitimos mais dióxido de carbono para a atmosfera do que aquilo que os nossos oceanos e florestas podem absorver. Pescamos e colhemos mais e mais rapidamente do que aquilo que conseguimos reproduzir e fazer reflorescer”. (…) Se a pegada ecológica da humanidade seguisse a tendência australiana nem cinco planetas iguais à Terra seriam suficientes para nos sustentar. Se seguíssemos o exemplo da Índia, ser-nos-ia, contudo, mais do que suficiente um único globo terrestre. Em geral, ao ritmo atualmente adotado, a população mundial exige quase duas Terras» comunicado da Global Footprint Network (CFN)

O signo de Virgem fala igualmente de humildade, que é muito diferente de “pobreza” ou “escassez”, significa tão-somente saber viver com a consciência de usar apenas os recursos de que verdadeiramente necessitamos, sem excessos nem desperdícios. Com referência a Saturno em Sagitário, significa que teremos que perceber que existem limites Reais à nossa necessidade de expansão, e nesse sentido, é imperioso Re-ver a forma como o fazemos. Esta Consciência (Fogo), requer novas formas de viver a vida (Terra). O entorpecimento que o nosso dia-a-dia, as nossas rotinas, o nosso trabalho e agendas possam ter durante o tempo em que Mercúrio transita retrógrado, reflectem o abrandamento necessário para que voltemos atrás e Re-analisemos estes processos. Quer analisemos com referência à nossa micro ou macro realidade, esta é uma oportunidade para Re-vermos a utilização que damos aos nossos recursos, seja qual for a sua natureza, como os estamos (e nos estamos) a consumir. A nossa concepção mental sobre a forma como a vida está e deve ser organizada deve ser objecto de Re-apreciação com apelo ao sentido de crítica construtiva. Re-fazer algo permite sempre aprofundar um pouco mais o que inicalmente tinha sido feito, permite-nos voltar atrás para que não avancemos sobre o mesmo erro ou falha. Por todo o potencial que sempre está implicito na astrologia (e com isto quero dizer na utilização da sua simbologia para compreender as experiências que a vida nos traz) faço questão de relembrar que mais do que pensarmos nas formas de fugir aos incómodos que possam surgir deste movimento Retrógrado (até porque isso é uma ilusão), é pensarmos nas suas potencialidades para que todo o “mal” se converta em “bem”.

Re-pensemos nisto.

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horizonte

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É muito difícil começar a análise deste mês de Agosto sem mencionar as vitórias que Portugal alcançou através das mais diversas modalidades e áreas de conhecimento e relacioná-las brevemente com a sua simbologia representada nos trânsitos de que falámos para o mês de Julho. Referi para o mês de Julho que seria “um mês com enfoque principal no signo de Caranguejo e no elemento Água, pelo menos até ao dia 22”, que “é tempo de sentir”, “de iluminar os recantos da casa de cada um, de cada pátria, de cada nação”, “mantermo-nos coesos internamente, ligados a todas as partes de nós mesmos, unidos”.

Vivemos uma espécie de “orgulho nacional” (Sol em Caranguejo) por descobrirmos que afinal temos pessoas de “valor cá dentro” (Vénus em Caranguejo), nas mais “diversas áreas de conhecimento e modalidades” (Mercúrio em Caranguejo). Vivemos uma espécie de “coragem colectiva” e de que “afinal somos capazes” (trígonos a Marte), uma espécie de “despertar da memória patriótica que une a todos através deste sonho que nos permite ser mais do que pensávamos”, e por momentos relembramos que “em tempos já fomos grandes” e aí mistura-se “o passado, com o presente, com o futuro” numa fé imensa de que “podemos curar o orgulho ferido” (trígonos a Neptuno e Quíron) como se todos os dias da nossa vida fossem vividos sem que por um segundo duvidássemos de que quaisquer que sejam as tempestades provocadas pelos ciclos do Tempo, “Eu construo uma casa iluminada e nela habito”… Condecorámos os nossos “Heróis” e sentimo-nos como que abençoados no meio de todo o Caos pelo qual o mundo (ainda) vive…

E a Água realmente tem destas coisas, junta-se tudo muito bem, unem-se as qualidades de todos os “ingredientes” e no final teremos o “bolo” depois de tudo muito bem misturado e envolvido numa massa uniforme, bem coesa… E por momentos (talvez alguns dias) sentimo-nos “ingredientes” de um mesmo “bolo”, não existem diferenças entre cada um de nós, tanto é presidente, embaixador, jogador, ou “zé-povinho”, dissolvem-se os estratos sociais, as distâncias entre sortudo e desgraçado, as inconstâncias entre alegrias e frustrações. Amamos o nosso país e uns aos outros como já de há tempos não tínhamos memória porque nesta casa iluminada, “para onde quer que a vida me leve, há sempre um espaço onde o Sol brilha, onde me sinto abrigado e onde nunca falta “comida na mesa”, o Amor” (ainda estamos a relembrar as nossas impressões dos trânsitos referentes a Julho, falamos de Caranguejo e há sempre mais uma memória para arrancar do baú). E é verdade, não se pode negar, que tudo isto tocou o mundo, mas aos portugueses tocou de forma muito pessoal, afinal somos um país com Identidade Peixes (Sol) e Ascendente em Caranguejo, assim é a Alma Portuguesa… e é esta memória que na Alma ainda reside (dos portugueses e do mundo) que deve ser despertada, a única que permite a verdadeira União Amorosa que não distingue entre “clubes” e “pátrias” mas que a todos abre as portas da “sua casa iluminada” para abrigar, alimentar, confortar quem quer que dela necessite. Porque passada a febre da glória e das medalhas, voltamos para o mundo real em que ainda existem crimes e atentados à Alma de todos nós. Esquecem-se as diferenças e sentimo-nos mutuamente na verdadeira dor e sofrimento.

Bom, mas da memória já ninguém nos tira a “Glória”, e é tempo de deixar para trás o passado e pensar no que podemos fazer a partir de agora. Passemos ao mês de Agosto.

Durante este mês de Julho ouvi a seguinte declaração do Papa Francisco: «o mundo vive em guerra, mas não é uma “guerra de religião”. Há guerra de interesses, há guerra por dinheiro, há guerra pelos recursos da natureza há guerra pelo domínio dos povos. Nós de todas as religiões queremos a Paz.» E nesta frase vemos novamente a quadratura Neptuno em Peixes com Saturno em Sagitário que se intensifica ao longo deste mês e que, como já foi referido nos relatórios de outros meses, mantém-se até Outubro. Mostra a ilusão que ainda existe por detrás das nossas crenças, de que são os de determinada religião que espalham o terror pela terra. É preciso refinar a forma como vemos e interpretamos as informações e os factos. Há um problema real mas a causa não é tão superficial como aparenta. Só assim conseguiremos agir de forma diferente que no passado e reescrever a história das nossas batalhas. A própria palavra “religião” significa “religar a Deus”, porque a verdadeira intenção de qualquer credo é o Amor. É a índole de cada um de nós que deforma ou activa o princípio de cada religião. É a real fonte das nossas devoções que dá forma ao nosso terço. É tempo de darmos mais uns passinhos no sentido de sairmos da cegueira e da ilusão de acreditarmos que é a religião que faz a guerra… Porque o caos resulta exactamente deste medo que ainda temos dificuldade em objectivar, e que reside numa memória colectiva que remonta à época das Cruzadas (e mais atrás), período durante o qual cometeram-se os mesmos equívocos por meios diferentes. Esta quadratura reflecte igualmente um caos que se instala pela falta de fé, pelo desespero. Ainda julgamos que rendermo-nos à vida significa abdicarmos das nossas responsabilidades (a primeira permite aceitar e dar seguimento ao trabalho para mudar a nossa vida, a segunda corresponde à vitimização que boicota qualquer iniciativa a essa mesma mudança).

E por falar em guerras e batalhas, Marte ingressa em Sagitário no dia 2 de Agosto, depois de um longo período retrógrado e no signo de Escorpião. Esta vai ser uma passagem que requer da Humanidade um esforço acrescido para que o caos não aumente. Será um período de enorme tensão com Marte a fazer quadratura a Vénus (de 5 a 9), conjunção a Saturno (de 19 a 28) e quadratura a Neptuno (de 21 a 30). Em trânsito Marte funciona como “gatilho”, ele activa as energias presentes na tensão entre estes planetas manifestando exactamente a forma pela qual ela é filtrada pela nossa Consciência. É neste último ponto que reside a chave que vai definir a qualidade das energias manifestas (e que tem ligação ao que falámos anteriormente). Ao tocar esta configuração, Marte pretende que tomemos uma decisão sobre o sentido que queremos seguir. Desejavelmente este posicionamento permite-nos a oportunidade de “sair do buraco” e de dar novos voos, de tomar iniciativas mais visionárias para que possamos encontrar um novo rumo dentro da confusão e do caos que está instaurado. Agir de forma a estruturar uma Consciência colectiva de maior União, lutar por uma estrutura social mais inclusiva e consciente das suas ilusões separatistas. Afinal, Marte reingressa em Sagitário após a sua estadia em Escorpião durante o movimento retrógrado. É suposto termos feito a nossa purga e conseguirmos agir de forma mais descondicionada.

Pela negativa, é como se nunca tivéssemos emergido das águas de Escorpião e o risco aqui é transportar todo o equívoco de sobrevivência e filtrá-lo pelo fogo do Sagitário. Torna-se na acção cega guiada pelo fanatismo que ataca tudo o que se opõem às necessidades de domínio e conquista. É entrar em guerra sem termos a noção das consequências e sem conseguir definir os limites para um tipo de devoção tóxica e auto-destrutiva.

Teremos de ser capazes de lutar contra os nossos próprios vícios, desenvolvendo a disciplina que nos permite sacrificar e transcender os desejos da nossa personalidade, que nos prejudicam individualmente e aos outros.

O Sol ainda permanece em Leão até 22 de Agosto, mas Vénus ingressa em Virgem a 5 de Agosto e Mercúrio permanece em domicílio durante todo o mês iniciando movimento retrógrado a partir do dia 30 a 29º de Virgem (tema a ser desenvolvido por essa altura).

Durante a primeira semana de Agosto Sol e Vénus fazem trígono a Saturno, e de 15 a 19 Sol faz trígono a Úrano permitindo uma facilidade em consolidar novas parcerias, projectos pessoais, e estar atento àquela oportunidade para reinventar algo nas nossas relações e em nós mesmos. Assumirmos responsabilidade por simplesmente nos assumirmos na nossa diferença e deixarmo-nos surpreender pelas mudanças que essas decisões possam trazer. Aumento da confiança individual, do poder pessoal e o à vontade para liderar a nossa vida. Trazer Consciência sobre o passado e o que queremos para o futuro, criando uma ponte fluída entre estes dois momentos.

E apesar de Júpiter já se encontrar afastado do T-Square entre Saturno e Neptuno, Vénus e Mercúrio vão transitar estes pontos durante o mês de Agosto. Mercúrio faz quadratura a Saturno de 5 a 8 de Agosto e Vénus entre 12 e 15. Mercúrio faz oposição a Neptuno de 6 a 9 e Vénus de 13 a 17. Vamo-nos ver forçados a objectivar e a organizar a vida apesar da confusão em que tudo se desenrola. Esta será uma energia que restringe e traz constrangimentos à expressão de Marte em Sagitário, obrigando a uma maior análise, ponderação, atenção aos detalhes para aperfeiçoarmos o sistema em que vivemos. Sentiremos o impulso para agir sem coordenadas, à confiança e sem um rumo certo, apenas ávidos por explorar e nos afirmarmos nesse novo caminho que queremos percorrer, mas seremos forçados a lidar com a realidade dos factos. Podemos ver-nos a abrir novas áreas de conhecimento que ampliem a nossa capacidade de trabalho e ao nível colectivo podemos mesmo falar de novas leis que pretendem trazer a ordem ao caos instaurado (desejavelmente). De 19 a 31 de Agosto Mercúrio encontra-se com Júpiter em Virgem, com Vénus entre 27 e 31 e tanto Mercúrio como Vénus fazem trígono a Plutão de 9 a 13 e de 17 a 20 (respectivamente), e estes contactos podem abençoar a nossa capacidade de vermos soluções práticas para optimizar os nossos recursos e para aperfeiçoar as nossas relações pessoais e sociais. Pode igualmente favorecer a verdadeira intenção de prestar serviço aos que mais necessitam, usando a força de Marte em Sagitário para arriscar por novos caminhos (o guerreiro missionário), a energia de Saturno para consolidar essas ideias na estrutura de cada um e na estrutura social, a inspiração de Neptuno para dissolver as diferenças, para percebermos que tudo o que fazemos num ponto tem efeito no mundo inteiro e trabalhar em direcção à União. Pela negativa pode aumentar o sentido de crítica e de separatividade, relacionando-nos com os outros a partir da mente analítica, agindo de forma a construir maiores estruturas de defesa e ataque por devoção aos medos da personalidade, lutando pelas suas crenças e ideologias, promovendo ainda mais o isolamento.

Estas relações planetárias pretendem reforçar a necessidade de deitar por terra as nossas defesas para que possamos colocar-nos em causa e ter a humildade de ver (com recurso a lupa porque Júpiter ainda está lá para expandir os detalhes) onde é que a vida ainda não funciona e porquê! Mas se acreditarmos que somos apenas vítimas da confusão o foco da análise não está ainda direccionado para o sítio certo, porque continuaremos a lutar com inimigos imaginários, porque na realidade não nos apercebemos que ele está dentro de nós e somos nós mesmos disfarçados através das nossas “boas intenções”, certezas, verdades e preconceitos. Ajuda ao desenvolvimento do processo, esquecer o que acreditávamos e pura e simplesmente olhar para o interior de nós mesmos sem julgamentos e atitudes defensivas para que possamos trabalhar sobre as nossas “peças estragadas”.

Vamos experimentar começar de novo…

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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É impossível (acredito eu) entrar neste mês de Julho sem nos sentirmos ainda atordoados depois de toda a confusão pela qual (certamente) a maior parte de nós passou. Mas existe Ordem dentro do Caos, a instabilidade antecede sempre um novo ciclo porque para que algo novo se inicie, algo do que já existe precisa de sofrer um processo de “desordem” aparente que tem como propósito desencadear determinados efeitos de mudança num futuro próximo. Não foi por acaso que em “Junho Astrológico” me foquei no simbolismo da energia de “Shiva” e a associei à mutabilidade e às configurações planetárias que marcaram o mês que passou. Recordo que associei a energia de “Shiva” aos ciclos planetários desse mês, aos processos de destruição a que obriga qualquer processo de transição (a energia mutável). E durante este processo “mutável” ou de “digestão”, o Caos é inevitável. Acontecimento que simboliza isto na perfeição foi a saída do Reino Unido da União Europeia e como esta decisão provocou o Caos dentro dum sistema com uma forma aparentemente organizada. Este Caos nunca irá permitir que a “forma” seja a mesma. Ela nunca será… E inevitavelmente algo novo terá que ser criado, uma nova Europa terá que nascer deste elo partido. Mas a própria Teoria do Caos assenta no pressuposto de que há um padrão nessa aparente desordem e que, apesar da sensação aleatória na manifestação dos eventos, nada é feito ao acaso. E a uma escala mais micro quase que aposto que na vida de cada um de nós deu-se aquele elo partido, instalou-se aquele pequeno caos que vai desencadear os processos necessários de transição, reformulação e descondicionamento para um novo ciclo. Na vida de cada um de nós teve que existir igualmente um “referendo” que nos obrigou a escolher o que fica e o que vai, o que ainda é separação em mim ou estado de União.

E é claro que contribuiu, e foi factor principal, para esta temática a quadratura Saturno / Neptuno, a marca por excelência do Caos. Se há coisa que Neptuno adora é trazer Caos a Saturno. Tudo parecia tão certinho, tão em Ordem… mas era tudo uma Ilusão… E o Caos manter-se-á até Outubro deste ano, mas porque temos que avançar para as propostas que o mês de Julho nos oferece recomendo a leitura de “Junho Astrológico” e “O que contam são os nossos Esforços” para relembrar a simbologia da relação entre estes dois arquétipos.

E por falarmos de início, de nascimento, este é um mês com enfoque principal no signo de Caranguejo e no elemento Água, pelo menos até ao dia 22. Mantém-se neste signo Vénus até ao dia 12, Mercúrio até ao dia 14 e o Sol até ao dia 22. E durante este período, à excepção de Úrano em Carneiro e Saturno em Sagitário todos os restantes planetas (sem considerarmos a Lua que percorre todos os signos durante o mês), a energia é essencialmente Yin (mais receptiva e introspectiva). Ao fim de tanta “opinião” e “referendo” é tempo de sentir o que dizem “os inquilinos” internos, de iluminar os recantos da casa de cada um, de cada pátria, de cada nação.

E ao longo deste mês de Julho (até ao dia 20), Vénus, Mercúrio e Sol desenvolvem um grande trígono com Marte em Escorpião e Neptuno e Quíron em Peixes. Um grande trígono é uma configuração entre aspectos que sugere uma comunicação perfeita entre cada uma das partes envolvidas, através do qual as energias fluem sem atrito, sem bloqueios, e onde a circulação é permanente. Em grande parte por este motivo, os trígonos podem ser extraordinariamente passivos e por isso mesmo requerem um maior esforço para deles tirar maior proveito. A Água é (entre muito mais do que aqui vou descrever) o elemento que representa todo o conjunto das nossas emoções, sentimentos e memórias. Com este grande trígono é como se abríssemos as comportas das nossas barragens internas e deixássemos circular todo o tipo de correntes. Podemos ser surpreendidos por tsunamis, pequenos ribeiros, por águas turbulentas ou serenas. O objectivo do grande trígono em elemento água é promover uma comunicação fluída entre todos os nossos estados emocionais, sentimentos e reservatório de memórias, integrá-los na nossa Consciência e manter a vida interior a circular. Mantermo-nos coesos internamente, ligados a todas as partes de nós mesmos, unidos. A água tem igualmente o dom da limpeza e da purificação, mas onde há águas paradas não há vida, apenas um apodrecimento progressivo que leva à degradação. Marte em Escorpião iniciou movimento directo no dia 29 de Junho, trazendo o impulso necessário para colocar as águas em movimento e a força para tomar as iniciativas que pareciam presas. Parece que nos é devolvida a coragem para agir e, mesmo no meio da confusão, conseguir definir mais claramente as metas que queremos alcançar. Mas este avanço pressupõe uma reformulação de intenções, pressupõe a determinação para enfrentar os conflictos que ainda impedem a livre circulação das águas, a coragem para por fim ao que já não contribui para o desenvolvimento da minha Consciência sem que disso possamos continuar a fugir. Afinal, durante o período em que esteve retrógrado a sua intenção era exactamente guiar-nos numa expedição aos recônditos mais sombrios da nossa psique, locais que há muito tempo não viam a luz do Sol e onde depositámos todo o tipo de material indesejado e que provocam incomodo. Tudo isto para reconhecermos a sua existência, o seu poder e como ainda condicionam o nosso desenvolvimento (consultar análises mensais anteriores). Talvez faça sentido para mim dizer que agora o guerreiro em nós sente-se capaz de iniciar as batalhas internas no sentido de produzir as transformações necessárias para que possamos abrir novos caminhos. Marte mantem-se em quincôncio a Úrano até 24 de Julho por isso a ansiedade ainda perdura pela enorme disparidade que existe entre a aceleração dos acontecimentos externos e a necessidade de agir de forma mais profunda e concentrada em determinados pontos da nossa vida. Em alguns momentos sentir-nos-emos como que sacudidos pelas circunstâncias, surpreendidos pela rapidez com tudo acontece, e ao mesmo tempo a sensação de que ainda não conseguimos acompanhar a mudança por haver ainda muito que trabalhar internamente. Se activarmos correctamente o grande trígono de água teremos ao nosso alcance os recursos de que necessitamos para compreender onde é que ainda estamos bloqueados, onde ainda não somos Livres e só assim agir em concordância para atingir esse objectivo. Caso contrário agiremos no sentido contrário, de manter e reforçar as nossas obsessões, agindo de forma anárquica e destrutiva, revoltados com a vida que não é senão um reflexo das nossas escolhas. Ao invés de uma transformação acabaremos por sucumbir no buraco que nós próprios escavámos.

E como é natural, toda esta simbologia tem efeito numa esfera individual, nacional e mundial.

E como há sempre “ordem dentro do caos”, estes planetas em Caranguejo fazem, em simultâneo com o trígono a Marte em Escorpião, sextil a Júpiter em Virgem de 1 a 12 de Julho. É a oportunidade de utilizar estas qualidades já mencionadas para ampliar a auto-análise que permite detectar as falhas internas que estão na origem do “caos”. Todo o “caos” externo reflecte um “caos” interno, nada é feito ao acaso… Olhar para dentro permite redireccionar o foco da análise para o cerne da questão, onde é que internamente ainda sou a reprodução inconsciente de um passado, de medos, de instintos, e de que forma posso reconhecer esse padrão e trabalhar de forma pró-activa para o desmontar e mudar. No entanto, se optarmos por trazer focos às nossas inseguranças e alimentar “sentimentos patrióticos” que provocam o isolamento, vamos com certeza pensar de forma egocêntrica e pessoal, e estas energias contribuirão apenas para expandir ainda mais a energia de separação e discriminação, criticando o mundo inteiro à nossa volta simplesmente porque temos dificuldade em controlar a nossa hipersensibilidade.

Vénus, Mercúrio e Sol fazem progressivamente quadratura a Úrano e oposição a Plutão de 1 a 19 de Julho. É a capacidade de desenvolver a Consciência do que em nós nos habita que vai determinar a qualidade e o aproveitamento que este encontro planetário irá produzir na vida de cada um de nós e no mundo. Porque se “Eu construo uma casa iluminada e nela habito”, eu aceito tudo o que externamente não controlo e é destruído e arrancado durante a tempestade porque, para onde quer que a vida me leve, há sempre um espaço onde o Sol brilha, onde me sinto abrigado e onde nunca falta “comida na mesa”, o Amor. Mas esta “casa iluminada” é construída a partir dos materiais que cada um possui internamente. Por isso uns conseguem construir verdadeiros castelos, verdadeiros palácios, enquanto que outros fogem de si mesmos. Para aqueles que fogem de si mesmos estas tensões com Úrano e Plutão vão destruir e romper com tudo o que para si representa segurança externa e os sentimentos de insegurança, de abandono e de incompreensão serão profundos. Para quem consegue abrigar-se na sua casa interna contempla a tempestade (sem dela fugir) como uma oportunidade para se auto-analisar, para melhorar os seus padrões de relação, de comunicação, para melhor se conhecer, e para formar maior coesão interna que permite a reconstrução da sua “casa”.

A Lua Nova que ocorre no dia 4 de Julho a 12º54’ de Caranguejo reforça o trabalho necessário para o desenvolvimento desta Consciência ao longo do mês (e sobre isto mais será desenvolvido no dia 4 de Julho).

Vénus, Mercúrio e o Sol ingressam em Leão a 12, 14 e 22 (respectivamente) e passamos progressivamente para uma energia de manifestação, de exteriorização, de Criação. A partir do dia 18 até ao fim do mês, Mercúrio e Vénus fazem trígono a Saturno em Sagitário e Úrano em Carneiro e esta é mais uma oportunidade magnífica para por em circulação a energia criativa que expande, abre novos horizontes, amplia e ajuda a consolidar uma forma mais autêntica e descondicionada de comunicação e de relacionação. Maior possibilidade de fazer fluir e estruturar novas ideias, novas formas de pensar, de procurar e atrair relações mais autênticas.

Que durante este mês de Julho consigamos estabelecer alguma Ordem dentro do Caos.

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lua nova em gemeos

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Esta Lua Nova em Gémeos que ocorre no dia 5 de Junho às 03:59 (Portugal), apesar dos contactos que faz durante a sua passagem, está carregada de oportunidade:

(1) activa na perfeição a Cruz Cósmica em signos Mutáveis (esta lua nova completa a configuração entre Saturno, Neptuno e Júpiter)

(2) faz uma conjunção exacta com Vénus (que por sua vez está em recepção mútua com Mercúrio – regente desta Lua Nova)

Como sabemos uma Lua Nova é a união entre o principio Receptivo e o principio Criativo, a Gestação da Consciência. Neste caso especifico ela vai Receber (Lua) a energia do conflicto já conhecido entre Saturno, Neptuno e Júpiter, mas vai também trazer a possibilidade de deixar nesta Semente uma Consciência (Sol) que permita a resolução desse mesmo conflicto. Pelo menos, no minimo, de para lá caminharmos, de conseguirmos ver alguma Luz (Sol) ao fundo do túnel.

Lua Nova em Gémeos…

…semente de Iluminação do plano mental que produz entendimento ente cada um de nós, entre o mundo

…semente de Amor cuja Luz irradia por entre as nossas estruturas mentais

…semente de diálogo que nos coloca em “denomindor comum” com os outros

…semente de novas ideias e pensamentos que podem ajudar a ultrapassar os obstáculos e dificuldades, principalmente aqueles criados pelas nossas crenças e dogmas

…semente de comunicação e entendimento que permite transpor as barreiras filosóficas que provocam separação

…semente “Mensageira” que permite a passagem de informação e a comunicação eficaz entre todas as tensões presentes.

Foquemo-nos nesta última frase. Imaginemos simbolicamente o efeito que pode produzir: Saturno, porque está quadratura a Neptuno (aspecto de 90º), não o consegue compreender. Da posição em que se encontra parte da mensagem que Neptuno pretende transmitir está bloqueada… mas Gémeos consegue viajar entre os 2 lados sem que corra o risco de tomar qualquer partido! E podemos aplicar esta simbologia para as restantes tensões presentes nesta Cruz Cósmica (quadraturas e oposições). Se a Semente deixada for forte, durante o seu crescimento terá a capacidade de “ajudar” os restantes planetas que fazem parte desta configuração a se entenderem…

A qualidade desta semente vai traduzir a qualidade do nosso pensamento e esse pensamento será responsável por trazer alguma resolução ou entendimento do conflicto que ocorre no microcosmos de cada um de nós. Sem estarmos receptivos a estas qualidades, a oportunidade bem pode estar lá que pouco ou nada iremos conseguir aproveitar. Aí sim, viveremos “cruxificados” nesta tensão que o próprio nome faz juz, a semear ideias conflictantes e muito pouco apaziguadoras…

E como poderei eu, durante a formulação das minhas intenções nesta Lua Nova em Gémeos, produzir efeito no resto do mundo? Estamos todos ligados… Nós podemos pedir ou formular intenções para o nosso desenvolvimento pessoal mas é fundamental termos a consciência de que o nosso caminho é como um rio que desagua no Mar… É por isso importante invocar força e poder para o plano mental para que possam daí ser geradas formas de pensamento mais luminosas, para que daí surja aquela “ideia brilhante”! Abençoar a nossa capacidade de diálogo e comunicação para que o que quer que seja que queiramos apresentar ao mundo possa contribuir para a Paz e para a Harmonia de todos. A qualidade do que quero “vender” aos outros e ao mundo vai estar dependente da qualidade dos meus valores pessoais (não esquecer que Touro antecede Gémeos).

Então, temos com esta lunação a benção do planeta Vénus e a formação daquela que é considerada em astrologia uma das mais fortes tensões energéticas – a Cruz Cósmica. Conseguir ver nesta “Cruz” uma Oportunidade é também uma qualidade da energia de Gémeos, ou seja a capacidade de ver que existem sempre 2 lados, o “bom” e “mau” (apesar de que Gémeos não os qualifica, isso já será tarefa de Balança, o segundo signo de Ar. Gémeos certifica-se de que Existem os 2 lados) e que se escolhermos ignorar um deles perdemos a oportunidade de nos tornarmos Unos.

No dia 5 de Junho de 2016: que na Mente dos Homens seja depositada uma Semente de Paz, Amor, Compaixão, Harmonia, Gratidão, Benevolência, Justiça. E que o Homem consiga compreender que ele e o resto do mundo compõem as duas faces da mesma moeda…

Aconselho vivamente a leitura de Junho Astrológico porque esta Lua Nova está inserida na temática deste mês – a Mutabilidade – e por isso mesmo a sua simbologia ganha maior significado.

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indecisão

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Ao analisar os trânsitos dos planetas durante este mês de Junho surgiu-me a memória do período durante o qual a tensão entre Úrano / Plutão, e durante menos tempo com Saturno, desafiavam ferozmente aqueles que possuíam nos seus mapas natais planetas ou eixos em signos cardeais (Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio). Foi entre 2011 e 2015. Actualmente Úrano e Plutão ainda se encontram nos mesmos signos mas sem formarem aspecto entre si. Sim, é verdade que continuam a ter sua influência na cruz cardeal mas sem um efeito em conjunto, algo muito mais pausado, como se pudéssemos tratar de “cada coisa a seu tempo”.

Mas desde 2015 o grande enfoque da tensão muda para a relação entre Saturno / Neptuno / Júpiter, e passa a ter lugar em signos mutáveis. E por isso não passa um mês desde então que não tenhamos que abordar este tema. Para aqueles que possuem nos seus mapas natais planetas ou eixos nestes signos (Gémeos, Virgem, Sagitário e Peixes) estes trânsitos estão a activar a já existente tensão natural que existe na vossa vida. No caso dos que não possuem energias em signos mutáveis é uma excelente oportunidade para integrarem uma qualidade para a qual não possuem uma afinidade natural.

Mas apesar do mapa natal de cada um expressar de forma individual estas tensões induzidas pelos trânsitos planetários, a verdade é que de forma mais ou menos intensa todos estaremos a sentir o efeito destas tensões que ocorrem em signos mutáveis. E foquei-me desde o início nesta temática porque este mês de Junho terá fortes posicionamentos nestes signos formando ao longo do mês aquilo que denominamos em astrologia de “Cruz Cósmica”. Isto significa que teremos planetas a transitar todos os signos mutáveis e a formarem aspectos entre si em simultâneo. Isto requer uma maior maestria na capacidade para distribuir as energias de modo equilibrado sem que enlouqueçamos por entre toda a dispersão. O segredo para passar pelo desafio com um upgrade na Consciência talvez consista em perceber exactamente o que pretendem as energias mutáveis. Não se trata de iniciar (cardeal), nem concentrar (fixo), mas sim em conseguir distribuir a energia de forma a retirar o melhor proveito das circunstâncias (mutável). Trata-se muito mais de conseguir fluir do que propriamente focarmo-nos em algo por muito tempo, fixarmo-nos ou concentrar nisso muita energia. Em astrologia chamamos-lhes as “Qualidades” – Cardeal, Fixa, Mutável – na natureza são os 3 meses de cada “estação do ano”; no hinduísmo corresponde a “Trimurti” – Brahma (Criação), Vishnu (Conservação) e Shiva (Destruição). Então poderíamos dizer que a qualidade Mutável tem a energia de Shiva (o deus da destruição das formas). E poderíamos fazer muitas mais associações porque a Sabedoria encontra-se repetida e dispersa nas mais diferentes “formas” de conhecimento. Todas se validam. E isto (o conhecimento) também é algo peculiar da energia Mutável – destruídas as formas (Shiva) o que resta? Corresponde à aprendizagem resultante da experiência para podermos passar para um novo ciclo. A qualidade mutável é uma energia de Transição, por isso trata-se de conseguir perceber o que é que transita para a “estação” seguinte (ou seja para o novo ciclo). O que é que aprendemos e queremos transmitir? O que é informação útil e serve para o meu aperfeiçoamento? O que é que acrescenta Significado à minha vida e me expande? O que é que me devolve à Unidade? Gémeos… Virgem… Sagitário… Peixes

Desde o início deste mês, Júpiter começa a desfazer a quadratura com Saturno e a oposição a Neptuno. No entanto, a tensão entre Saturno / Neptuno acentua-se e é permanente durante todo o mês de Junho (temos a quadratura exacta entre estes dois entre os dias 4 a 18, a 12 graus). Para além disso, ambos já estarão retrógrados a partir do dia 13 (Neptuno entra em movimento retrógrado a 13 de Junho). Este é o segundo contacto entre estes dois planetas, o terceiro ocorrerá em Outubro deste ano. Esta é daquelas tensões que exige o melhor de nós mesmos. Vem mostrar as ilusões com relação ao que considerámos ser verdade para que possamos estruturar uma realidade verdadeiramente espiritual. Esta quadratura pretende provocar o conflicto interno que denuncia todos os falsos dogmas e fanatismos individuais. Se efectivamente, a nossa estrutura estiver desactualizada, o que sentiremos é uma dissolvição e uma sensação de perda de consolidação e desorientação para que possamos baixar todas as nossas defesas que impedem o reconhecimento da Verdade e para que possamos perceber quanto da nossa vida mundana nos afastou da vida da Alma. Talvez tenhamos vontade de escapar a tanta responsabilidade e trabalho e pura e simplesmente desintegrar. Na Verdade Neptuno pede para transcender as nossas limitações, neste caso filosóficas e de saber, para que possamos dar estrutura e trazer para a matéria um conhecimento mais subtil, mais refinado, que ultrapassa o que a mente consegue explicar e para o qual fomos ensinados a acreditar. Por outro lado Saturno pede que estruturemos uma nova visão que consolide esta nova vida e nos ajude a não nos perdermos em escapismos, utopias, derrotismos e vitimizações. Uma estrutura que nos oriente e nos ajude a decidir que Caminho desejamos percorrer, mas que simultaneamente não nos ilibe da responsabilidade de lidar com as limitações resultantes das nossas escolhas.

E como já percebemos, este é um mês particularmente “Mutável”. Vénus e Sol mantêm-se em Gémeos até 17 e 20 de Junho respectivamente, e Mercúrio ingressa a 12 de Junho permanecendo em domicílio até ao dia 29. Todos estes trânsitos vão ser responsáveis pela formação gradual ao longo do mês da já referida “Cruz Cósmica”. É uma configuração planetária de grande tensão e que está relacionada com os princípios de que já falámos no início deste texto. Mas existe algo de muito benéfico que pode ser aproveitado no meio de todas estas quadraturas e oposições. Estes posicionamentos no signo de Gémeos trazem a oportunidade de compreender o stress, a tensão e os problemas através de outra perspectiva. Trazem as qualidades de raciocínio lógico, de análise imparcial da informação, de compreender os “dois lados da moeda” (ou pelo menos ver que existe o outro lado da moeda), a leveza para procurar outras abordagens e pontos de vista, a “ingenuidade” mental que não está viciada em crenças pré-definidas, dogmas ou pré-conceitos que bloqueiam a capacidade de procurar a solução noutros locais e permitir a abertura do caminho pelo qual tantos de nós anseiam. Gémeos é o primeiro signo da cruz mutável, por isso são trânsitos num signo que não reporta ao conhecimento que resulta da cumulação de experiência, mas antes aquele que traz a oportunidade para começar um novo ciclo de distribuição de energia na nossa vida, de olhar para a vida e para as circunstâncias (as melhores e as piores) com os olhos de uma criança… afinal Mercúrio, e em especial como regente do signo de Gémeos, é o Puer da astrologia… E por falar em início de ciclo, temos a reforçar e a abençoar esta proposta, a Lua Nova que ocorre a 5 de Junho a 14º53’ de Gémeos (ver mais). Talvez ajude não esquecer que todas as Formas que damos à nossa Vida tiveram primeiro origem no nosso Pensamento e por isso esta é uma excelente oportunidade para analisar a qualidade dos nossos pensamentos e como podemos ampliar a qualidade das nossas escolhas se compreendermos o seu poder. O Sol estará conjunto a Vénus até ao dia 13 Junho criando a força da atracção necessária para esta ampliação de Consciência. Existindo a nossa disponibilidade interna para aceitar esta energia, existe a probabilidade de grandes benefícios no que respeita a novas oportunidades de aprendizagem e de estabelecer novas pontes com o ambiente envolvente.

Então, isto traz todas estas oportunidades se quisermos e estivermos disponíveis para abrir a mente e deixar a nossa curiosidade fazer o seu papel ou, um período de grande confusão e propício a uma série de mal-entendidos se nos mantivermos presos nas estruturas dogmáticas e vitimizantes que a nossa vida leva até então, se estivermos muito resistentes a simplesmente conversar ou ouvir outras opiniões e pontos de vista. Como já vimos Mercúrio estará no seu domicílio entre 12 e 29 de Junho trazendo grande agitação durante este período e grande activação destas qualidades.

Entretanto Marte mantém-se retrógrado no signo de Escorpião até ao dia 29 altura em que passa a movimento directo no grau 23. Vale a pena referir que durante praticamente todo o mês Marte faz quincôncio a Úrano e trígono a Quíron. Isto pode gerar muita irritabilidade bem como explosões de raiva repentinas como consequência da acumulação de frustração resultante da necessidade de fazer algo novo mas de ainda não conseguir (os efeitos do movimento retrógrado de Marte é um tema já desenvolvido em Maio Astrológico e do qual recomendo leitura). Mas como “aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes” (já dizia Friedrich Nietzsche) o trígono a Quíron é essa oportunidade de sarar as feridas e de transformarmos o veneno na própria cura. Ao relacionarmos este trânsito de Marte com toda a energia mutável do mês de Junho faz-me sentido pensar que se trata essencialmente de um mês em que é necessário distribuir de forma correcta a nossa energia e reter o “néctar” resultante da “safra” para que possamos levar apenas a sabedoria da experiência, de abrirmos a nossa mente para novas abordagens e formas de ver a vida abraçando a agitação das inúmeras variáveis que nela entram através da capacidade de manter a flexibilidade e a adaptabilidade. No entanto o ímpeto para agir de forma descondicionada está ainda travado.

A 17 de junho Vénus ingressa em Caranguejo, seguindo-se o Sol a dia 20, e por fim Mercúrio a 29 de junho. Começamos a transitar para uma energia completamente diferente que apela para uma Consciência dos estados internos. Passamos de uma estado mais mental para um mais subjectivo, emocional e pessoal. É tempo de fazer ressoar a experiência exterior com a nossa dimensão interior e celular. Começarmos a estabelecer ligação com as novas experiências (uma faculdade fundamental do Caranguejo) e a perceber de que forma é que o passado e as memórias que transportamos influenciam a nossa vida. É um signo Cardeal e trata-se da necessidade de agir em função do que sentimos. Mas esta será uma temática a ser fortemente desenvolvida em Julho Astrológico.

Por agora deixo-vos com bastante informação para digerir. Afinal a energia Mutável é forte durante o mês de Junho e não convém criar mais dispersão 😉

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Inicia-se amanhã, 6 de Maio de 2016, mais um ciclo de consciência. É a Lua nova no grau 16 de Touro.

Este é um vídeo que pretende fazer reflectir sobre as intenções para este novo ciclo Lua/Sol.

Para saber mais acerca dos trânsitos de Maio veja: Maio Astrológico.

 

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maio

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Para mim, a única forma de fazer com que estas análises mensais façam algum sentido é manter sempre uma visão jupiteriana das mesmas (simbolicamente e sem referência a qualquer posicionamento especifico de Júpiter ou no signo de sagitário e peixes). Com isto quero dizer que a análise de cada novo mês pretende acrescentar significado aos meses anteriores porque existe um fio condutor que liga todos os significadores astrológicos. É como se fosse uma novela cósmica com novos episódios mensais.

E como toda a novela, temos igualmente presente um tema que marca a temporada, e temos igualmente pequenos enredos que, através das suas acções particulares contribuem para o desenvolvimento do tema principal. A grande diferença é que a novela cósmica não tem um fim definido (pelo menos que dele tenhamos conhecimento) porque o objectivo é o desenvolvimento da Consciência! E ainda assim tudo isto assume um significado particular quando filtrado pelo mapa natal de cada individuo.

O mês de Maio começa com uma Lua Nova no dia 6 a 16º de Touro. Esta lunação tem a particularidade de fazer trígono a Plutão em Capricórnio o que significa que esta nova semente de Consciência germina com intensidade e poder de transformação (e sobre isto mais será desenvolvido no dia 6 de Maio).

E com referência ao que falámos inicialmente, volta a ser tema durante este mês um dos contactos planetários mais importantes que nos acompanha desde há bastante tempo, a tensão Júpiter/Saturno. O movimento retrógrado faz com que estes dois se aproximem progressivamente de Neptuno marcando mais ainda o T-Square entre estes três astros, sendo que Júpiter/Saturno fazem uma quadratura exacta a 26 de Maio (13º) e ambos oposição e quadratura (respectivamente) com 2º de orbe do aspecto exacto com Neptuno (a 11º Peixes). Isto acrescenta complexidade à tensão vivida através da ligação entre Júpiter e Saturno (um conflicto cuja simbologia já foi explorada no mês de Abril – veja “Abril Astrológico”). A oposição de Neptuno a Júpiter e quadratura a Saturno propõem-nos compreender a vida real, os seus testes e desafios sem esquecer que tudo faz parte de um plano Maior, que todas as visões contribuem para o todo, que há visões que confundem mais do que orientam e que a Salvação está na capacidade de compreender que são as nossas imperfeições que nos bloqueiam e limitam a nossa compreensão das Leis e da Verdade. Enfim, não podemos compreender a vida na Terra sem estarmos ligados ao Céu (Júpiter oposto a Neptuno) e por muito que esteja difícil não podemos escapar à encarnação (Saturno quadratura a Neptuno), nem deixar que o medo nos bloqueie a visão e impeça o trabalho necessário para aperfeiçoar as nossas falhas (Saturno quadratura a Júpiter).

Nos dias 22 e 23 de Maio a Lua faz conjunção a Saturno activando a tensão do T-Square. A um nível individual, cada um de nós estará mais sensível e receptivo às manifestações deste conflicto nas suas vidas pessoais (principalmente se existirem planetas natais a serem activados por esta configuração). A Lua dará forma às limitações (Saturno) que existem na nossa vida com relação ao sistema de crenças que nos orientam e de como devemos de nos responsabilizar (Saturno) para fazer os Sacrifícios (Neptuno) necessários para que possamos viver a vida em Verdade e no Caminho do Aperfeiçoamento (Júpiter). Se a nossa Consciência não estiver sintonizada com os arquétipos, estaremos receptivos ao medo colectivo e a todos os equívocos ideológicos e filosóficos que nos permitem a vitimização e consequente desresponsabilização perante a vida. Ainda em termos colectivos, isto pode testemunhar a manifestação de mais equívoco mundial na esfera religiosa/étnica e política internacional.

Este trânsito acontece no dia seguinte à Lua Cheia (a de Gémeos / Sagitário) que ocorre a 21 de Maio e que é activada por Marte ainda retrógrado em Sagitário. Esta é uma oportunidade de tomada de Consciência de como as nossas atitudes e impulsos mais instintivos condicionam as nossas escolhas. O Sol ingressa em Gémeos no dia 20, propondo iluminação da mente para que possamos perceber que existem sempre dois lados da moeda, e que a nossa condição existencial ainda é dual! Mas a escolha pela Luz apenas poderá acontecer se conseguirmos o distanciamento necessário para tomarmos Consciência através de outra perspectiva para ver o problema. O Ar trás ao panorama geral as qualidades de leveza, versatilidade e objectividade que em muito pode beneficiar a capacidade de diálogo, de análise e de desidentificação instintiva com a nossa verdade. Vénus já em Gémeos () faz igualmente oposição a Marte nos dias 24 e 25 de Maio, aumentando mais ainda a necessidade de movimento oposto ao que habitualmente faríamos (Marte está retrogrado…) se quisermos acrescentar valor e significado à nossa vida e às nossas relações.

De facto, este mês de Maio tem uma maior concentração de energias em Terra e Ar. Até ao dia 20 de Maio Mercúrio, Sol e Vénus em Touro farão grandes trígonos com Júpiter e Plutão. Sol e Vénus (ainda em Touro) fazem sextil a Neptuno e Quíron em Peixes e a permitirem a oportunidade de transcender a nossa visão mais materialista da relação com a vida.

Júpiter e Mercúrio passam a movimento directo ainda este mês (9 e 22 de Maio, grau 13 e 14 respectivamente) e para mim são fundamentais porque são os regentes naturais da Cruz Cósmica em signos Mutáveis (Mercúrio de Gémeos e Virgem, Júpiter de Sagitário e Peixes) que se desenvolve ao longo do mês de Maio e torna-se a energia predominante a partir do dia 20. Assim muito resumidamente é como se pudéssemos começar a avançar um pouco para a frente na resolução de alguns dos problemas de que temos vindo a falar ligados a esta temática (e que assumem contextos mais específicos em função das casas astrológicas do mapa natal nas quais se manifesta esta tensão). Ainda é um avançar pequenino, como se estivéssemos a aprender a gatinhar. Podemos dizer que talvez tenhamos melhor noção das oportunidades porque a energia ainda está muito dispersa.

Marte por sua vez mantém movimento retrógrado e ingressa em Escorpião no dia 27 de Maio forçando-nos a mergulhar nas camadas mais profundas da nossa psique que ainda comandam as nossas acções, onde ainda actuamos por sobrevivência, onde ainda agimos de forma destrutiva. Obriga-nos a agir no sentido disso tomarmos consciência de forma a reduzir o impacto destrutivo que os nossos desejos têm na nossa vida e na vida daqueles que nos rodeiam. O domicílio de Marte vai tornar a experiência muito intensa, obrigando-nos a um flashback de atitudes e objectivos de vida que não mais podem seguir no novo caminho que queremos tomar, e por isso poderemos ter a sensação de que voltámos a “cair no buraco” ou que estamos a caminhar para trás. Isto porque é possível que durante este movimento por Escorpião se intensifiquem padrões destrutivos e agressivos que julgávamos já ter ultrapassado, mas que no fundo estavam lá… Isto pode parecer negativo, mas acumulando significado com tudo o que foi referido (principalmente porque ocorre na última semana do mês), é também uma oportunidade para desenvolver a coragem de mudar e transformar o que na nossa vida não permite a entrada de novas perspectivas, novos caminhos e nova orientação. Traz a força da energia fixa de aprofundamento quando tanto nos puxa para a dispersão.

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O mês de março foi fortemente marcado pela tensão (quadratura) entre Júpiter e Saturno e, apesar de durante o mês de abril estes dois não se encontrarem em aspecto exacto, não estão assim tão afastados um do outro. O processo desencadeado no primeiro contacto entre estes dois continuará a ser tema. Do ponto de vista social e mundial esta tensão reflecte os conflictos que tão bem conhecemos relativamente à politica mundial e especialmente à temática dos emigrantes e das nossas “relações internacionais e estrangeiras”. A um nível individual isto obriga-nos a digerir as nossas próprias filosofias e crenças sobre a “saúde” da nossa sociedade actual, sobre o paradigma no qual estamos inseridos e que tipo de orientação deveríamos de tomar para resolver os problemas sociais que nos afectam a todos e a cada um. E ainda a uma escala mais micro (a nossa, mesmo nossa… vida) podemos (continuar a) sentir uma dificuldade em saber exactamente que caminho seguir e sentirmo-nos bloqueados na forma como orientamos ou orientávamos a nossa vida até estas duas entidades se terem (en)quadrado. Avançar (Júpiter) sem resolver os obstáculos (Saturno) é mantermo-nos presos no caminho. E como se apregoa sabiamente nos dizeres populares; “depressa e bem não há quem”, a paragem que podemos estar a sentir (uns mais do que outros porque a vida flui de modo diferente para todos) é por bem… Serve para atentar ao detalhe que bloqueia a visão maior, serve para testar as nossas crenças e para amadurecer o sentido que estamos a dar à nossa vida, serve para aprender como Ser-se grande num espaço pequeno e limitado, serve para ver a realidade do nosso tamanho… (para quem estiver interessado em ampliar a visão sobre os trânsitos de Júpiter saiba aqui como se inscrever no webinar que se realizará a 19 de Abril). Esta temática está inserida numa ainda maior definida por Úrano, Neptuno e Plutão que apenas relembro porque muito já foi dito acerca disso (desde 2008…).

Os trânsitos dos planetas pessoais prometem derivações e acrescentos a esta malha de planetas que garantem o padrão de fundo do paradigma em que vivemos. Apesar desta sensação de atraso e bloqueio ainda temos a transitar o signo de Carneiro; Mercúrio (até 5 de Abril), o Sol (até ao dia 19 de Abril) e a Vénus (de 5 a 30 de Abril). Há sempre algo que pode nascer dentro de um cenário que pouco parece permitir. Estes novos começos preconizam a capacidade de redireccionar a nossa bussola (Júpiter) e aprender a viver dentro dos limites da realidade em que nos encontramos (Saturno). O Sol faz quadratura com Plutão e conjunção a Úrano entre 6 e 9 de Abril antecedendo a necessidade de romper com traços mais difíceis da nossa identidade que obstruem e encobrem aquilo que consideramos ser o nosso propósito de vida e impedem o despertar do nosso “Herói interno”. Mas a tensão destes contactos sugerem que a “perda de pele” implica a tomada de Consciência de processos destrutivos que obscurecem a nossa identidade.

A passagem de Vénus do signo de Peixes para Carneiro permite-nos mais focus e a coragem necessária para mais facilmente tomarmos determinadas decisões com relação a qualquer compromisso que tenhamos e/ou consolidar parcerias ou novos acordos (principalmente no dia 11 de Abril com trígono a Marte e nos dias 18 e 19 de Abril com trígono a Saturno). O Sol (ainda em Carneiro) fará os mesmos contactos antes, a 5 e 6 de abril.

Este posicionamento da Vénus é particular porque a mesma encontra-se em exilio dificultando a expressão mais genuína do seu simbolismo como a diplomacia, a ponderação, o equilíbrio entre as partes, o compromisso que optimiza a concretização de objectivos mútuos, a construção da paz e da harmonia tão desejada por este arquétipo. A quadratura com Plutão no dia 19 e 20 de Abril e a conjunção com Úrano no dia 21 e 22 de Abril reforçam as dificuldades anteriores, sugerindo que a paz e a harmonia com tudo o que connosco está em relação está inevitavelmente dependente duma necessidade de enfrentar os conflictos de modo a transmutar padrões de relação para que mais mudança se possa manifestar a este nível. E isto para mim facilita a exposição do que habitualmente chamamos de “paz podre” (na relação connosco mesmos e com os outros). Com estes contactos é caso para se dizer que “vão-se os anéis e ficam os dedos” e que “mais vale só que mal acompanhado”. Tanto do ponto de vista individual como colectivo estes são contactos que sugerem a manifestação de qualquer resíduo de violência e instabilidade que possa romper ou destruir o amor, o afecto ou o respeito mutuo, e que estão na base da Paz.

Estes trânsitos de Vénus são particularmente importantes para quem tem fortes energias em Touro e/ou Balança (incluindo os ângulos do mapa, especialmente o ascendente). Apesar de Vénus ser um planeta relativamente rápido, e por isso mesmo igualmente a duração dos seus contactos, os deste mês de Abril são (a meu ver) interessantes porque forçam a situações de desconforto mas igualmente de forte oportunidade para sair do ponto de equilíbrio que não provocava problemas mas também não acrescentava nada de novo, era apenas um ponto estável.

Durante esta fase Marte e Plutão já estão em movimento retrógrado (a 17 e 18 de Abril respectivamente) reduzindo a externalização de energia e permitindo rever a forma como usamos a nossa energia, como gerimos os impulsos e o nosso poder pessoal.

Durante o mês de Abril as energias mais fortes serão fogo e terra ao contrário do mês de Março que se destacava pela predominância de fogo e água. Esta diferença atribui-se essencialmente ao ingresso do Sol e de Mercúrio em Touro (a 5 e 19 de Abril respectivamente) que permitem uma maior objectividade. O ingresso de Mercúrio em Touro traz uma maior necessidade de pensar em criar estabilidade e em formas de reunir os recursos que permitam materializar as novas intenções. Ambos os planetas (Sol e Mercúrio) são dispostos por Vénus em Carneiro e isso sugere que é necessário um ajuste entre a necessidade de desacelerar a energia e a necessidade de agir sem que nada nos limite. Isto traz também a oportunidade de manter a vivacidade e o entusiasmo para abraçar o impulso, assim como a mente e a consciência do lado mais prático e real das circunstâncias. Esta facilidade de pensamento lógico e de conseguir ver oportunidades para a resolução de problemas práticos é mais intensa de 14 a 17 de Abril quando Mercúrio faz trígono a Júpiter (do qual é dispositor) e Plutão. Durante esta fase a mente encontra-se receptiva e em perfeita sintonia com a necessidade de trazer ideias construtivas que possam beneficiar a tensão referida inicialmente (entre Júpiter e Saturno), pensar no que realmente tem valor e merece ser estimado e onde devemos concentrar a nossa atenção. Permite pensar em ideias mais concretas de tornar real algumas transformações mais urgentes nas nossas estruturas de vida e, durante esta fase, aquilo que estava bloqueado ou estagnado, pode encontrar uma oportunidade de resolução.

Mercúrio inicia movimento retrógrado a 28 de Abril (passando a directo a 22 de Maio) e esta é uma oportunidade para rever como temos lidado até agora com as questões mais materiais e práticas da vida, como organizamos os nossos recursos e o que pensávamos ser segurança. Esta fase permite rever ideias fixas e formas mais sensoriais de pensamento e procurar entender o valor que acrescentam à nossa vida actual. Esta fase não invalida a oportunidade gerada anteriormente, pelo contrário, permite-nos um flashback com relação a tudo isto mas já com a mente aberta para novas possibilidades. É como se, para avançarmos com estas ideias, tivéssemos que nos confrontar primeiro com as velhas formas de pensamento.

E este mês, como em todos os dias, horas, minutos…, os trânsitos não estão cá para nos “fazer coisas”, eles apenas validam o nosso estado interno e propõem-nos ir mais além. Podemos apenas reagir à sua passagem ou podemos compreender as suas mensagens e integrar as suas propostas na nossa Consciência.

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paraiso

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Todos os anos, durante o mês de Março, o Sol transita pelo signo de Peixes. É assim desde sempre, mas é apenas desde 2011 (e a cada 165 anos) que o Sol se encontra com Neptuno em domicílio. E como sabemos, os trânsitos representam apenas oportunidades e responsabilização (por isso dá a sensação que fazem com que “certas coisas aconteçam”) por isso é um privilégio e uma grande responsabilidade a passagem deste Sol em Peixes conjunto a Neptuno porque a simbologia do arquétipo fica ampliada bem como as suas formas de expressão (a sua luz e a nossa sombra). No início de Março abandona o grau exacto da conjunção (9º30’) transportando consigo a semente desta união. Consciência da nossa Identidade Unificada e dos resíduos emocionais e psíquicos que ainda causam fricção e sofrimento, a dor da Separação, de termos deixado algo tão perfeito que não existe nenhum local na terra que o possa reproduzir. Elemento Yin que pretende reverter o estado de Consciência para a esfera interna, para a última água do Zodíaco para onde todo o sentir flui, por isso mesmo ficamos mais expostos a toda a dimensão emocional e psíquica cuja qualidade e pureza irá variar em função do nível de refinamento individual. Oportunidade de limpeza (qualidade extraordinária da água) e de busca de Inspiração Divina para o novo ciclo de Consciência que se inicia a 20 de Março quando o Sol ingressa em Carneiro.

Ainda antes desta data o Sol (ainda em Peixes) faz quadratura exacta com Saturno a 6 de Março. E se a energia abranda num signo Yin, ainda mais quando se encontra com Saturno. É aqui que sentiremos com maior intensidade o desconforto que as nossas inseguranças filosóficas provocam no desenvolvimento da nossa Consciência. Consciência de quanto dos nossos dogmas estão na origem de todo o sofrimento (nosso e do mundo).

Após este encontro com Saturno, o Sol faz oposição a Júpiter em Virgem (regente deste Sol em Peixes) entre o dia 8 e o dia 10 no grau 18, criando a oportunidade de integrar na Consciência aquele detalhe ou pormenor que retirava a visão maior da situação, que provoca a tal fricção e sofrimento, responsável pela imperfeição que recusávamos aceitar. Talvez permita a Consciência do que ainda precisa de ser perdoado para seguirmos verdadeiramente em frente e em verdade connosco mesmo. No dia do aspecto exacto entre estes dois astros, temos um eclipse total do Sol que intensifica este processo de rendição e entrega incondicional à dimensão mais imperfeita de nós mesmos, sem vitimizações e falsas humildades. O eclipse marca a necessidade de transmutar e refinar a Consciência a este nível. E porque a oportunidade é imensa (mesmo que dela não tenhamos Consciência, pois assim ficaremos mais susceptíveis às correntes inconscientes da nossa psique e do que nos rodeia), temos Quiron logo ao lado, a 20º de Peixes a permitir o encontro real com esta ferida, que são todas as ilusões que criámos sobre a nossa Identidade e sobre o Sentido da Vida… ninguém nos abandonou ou de nós se esqueceu. Nós é que estamos um pouco perdidos e com dificuldade em reencontrar o Caminho…

E apesar deste ser um mês particularmente exigente tendo em conta os aspectos que o Sol faz durante a passagem pelo signo de Peixes, a passagem para o signo de Carneiro conta já com Marte em Sagitário. Este posicionamento de Marte (que ingressa em Sagitário a 6 de Março) enquanto o Sol ainda está em Peixes amplia a nossa capacidade de tomar decisões mas a qualidade das mesmas irá depender da Consciência que nos motiva, e que corresponde a tudo o que foi referido até agora. Lutaremos pela divisão ou pela União (Júpiter rege este Marte e está em Virgem, signo oposto ao Sol em Peixes). Que valores mais altos guiarão este Marte?

O mês de Março é rico em água e fogo com todos os planetas pessoais (sem considerar a lua tendo em conta a rapidez do seu movimento) com Sol, Mercúrio, Vénus e Marte distribuídos por estes elementos a partir do dia 12. A conjugação destes elementos pode corresponder a grandes excessos movidos por grandes equívocos ou a uma grande iluminação e compreensão dos eventos a um nível mais profundo. Um fervilhar de emoções ou uma alquimia celular.

Será Júpiter em Terra (regente de todos este posicionamentos) a garantir que tenhamos alguma objectividade, cautela e capacidade de análise antes de agirmos ou tomarmos decisões precipitadas. A 18 de Março acentua-se o conflicto entre aquilo que ainda nos limita e a nossa necessidade de expansão, com a quadratura de Júpiter com Saturno. Este impasse força-nos a assumir responsabilidade sobre a direcção que estamos a dar à nossa vida e a lidar com a moralidade, verdade e ética das nossas escolhas. O horizonte estará tão mais limitado quanto maior for o desfasamento entre a nossa “vida teórica” e a nossa “vida real”. Esta tensão é permanente de 4 a 31 de março e durante esta fase Vénus e Mercúrio irão funcionar como pontos de canalização deste mesmo conflicto pelo seu posicionamento no signo de Peixes. A direcção que damos às nossas relações e à nossa mente precisa de assumir um enquadramento mais responsável. E aqui novamente, sem vitimizações e falsas humildades de forma a compreendermos as limitações que ainda existem na nossa forma de amar e comunicar.

Saturno inicia movimento retrógrado no dia 25 e apela para uma revisão mais profunda sobre a forma como estruturamos a nossa vida e sobre a validade das nossas crenças e filosofias.

E vamos desejar que conseguimos compreender a mensagem dos arquétipos até que o Sol ingresse em Carneiro. Mercúrio transita o mesmo signo 2 dias depois e a conjugação destes dois astros traz a oportunidade de manifestação. Estes posicionamentos permitem trazer maior capacidade de decisão e focus, ao contrário da energia de dispersão vivida até aqui. A dinâmica da energia torna-se mais extrovertida com o regente destes dois em Sagitário permitindo uma melhor reorientação de objectivos. Mas já percebemos que a qualidade das nossas batalhas irá depender do refinamento da nossa Consciência e toda a mutabilidade vivida até ao dia 20 terá permitido a já referida lavagem em água benta da nossa Alma ou o afogamento da mesma nos dramas da personalidade, que desfocam o alinhamento Espiritual e fazem com que a energia do arquétipo de Carneiro dispare muito, para todo o lado, sem alvo certo…

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Lua Nova CapricornioAs intenções e os efeitos produzidos por esta Lua Nova terão maior impacto na área de vida correspondente à casa astrológica do mapa natal que contém o grau 19 de Capricórnio.

Para saber mais sobre o trânsito de Mercúrio retrogrado em Capricórnio consultar aqui.

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mercurio retrogrado em aquario

Enquanto transita o signo de Aquário Mercúrio retrógrado propõem que reflictamos sobre os nossos conceitos de Liberdade, Igualdade, novos projectos e como pensamos sobre o Futuro. Mercúrio permanece muito pouco tempo retrógrado em Aquário, apenas até ao dia 8. Deste dia até 25 de Janeiro esta inversão aparente do seu movimento será pelo signo de Capricórnio. É um período para pensarmos e reflectirmos sobre as consequências das nossas escolhas, para olharmos para trás e rever as prioridades que temos estruturado na nossa vida. Quanto das nossas escolhas permitem tudo o que o Aquário representa… Capricórnio condensa, materializa, torna reais as nossas escolhas… elas são sempre em função da nossa visão, crenças, valores (Sagitário antecede Capricórnio)… não será tempo para filosofias e ideias abstractas mas para practicidade e realismo. Rever e analisar as nossas limitações, repensar sobre as nossas dificuldades e resolver assuntos práticos que limitam e restringem a nossa liberdade de expressão, a abertura do nosso pensamento e bloqueiam um diálogo mais aberto e livre. Pensar nas nossas responsabilidades e com responsabilidade, no que significa ter “sucesso” e rever a qualidade do Caminho que temos trilhado na nossa vida.

A 22 de Janeiro Mercúrio faz conjunção a Plutão em Capricórnio e quadratura a Úrano em Carneiro intensificando o processo de imersão mental e até mesmo de repescagem de informação oculta, inconsciente, para que fiquemos a par de todo o detalhe que, num dia comum, nos passaria desapercebido. Reflectir sobre assuntos tabu, conversar sobre conflictos não resolvidos e criar novas estruturas de pensamento, novas ideias, sem dúvida ajudar a repensar novas formas de resolver este conflicto que nos acompanha desde 2012 (Úrano quadratura a Plutão). Esta passagem de Mercúrio pode ser uma oportunidade (talvez não mudará o mundo mas são as pequenas oportunidades que criam a mudança) para dialogar sobre assuntos já esquecidos, repescar (como referi anteriormente) informação dos “arquivos”. Talvez consigamos aproveitar este momento para ver os problemas (ou qualquer outro assunto) por outra perspectiva… estes não serão trânsitos fáceis de Mercúrio com Úrano e Plutão, por isso mesmo há que aproveitar a oportunidade que o trânsito anterior permite (o de dia 15 de janeiro), para a integração de valores mais elevados e ampliação de visão, para que as tomadas de decisão sejam justas, éticas e em verdade (trígono a Júpiter em Virgem e conjunção ao Sol em Capricórnio). Que o encontro com Júpiter possa apontar uma saída mais luminosa para o turbilhão e arritmia mental que resultará do encontro entre Mercúrio, Plutão e Úrano e perceber que a qualidade do Caminho está nos pequenos detalhes. Mas será preciso uma abordagem humilde e pragmática (afinal trata-se dos signos de Virgem e Capricórnio). A casa por onde transita Mercúrio e tem Gémeos e Virgem na cúspide serão as áreas de vida mais influenciadas por este trânsito.

Mas aproveito para reforçar que os trânsitos não garantem saídas. Eles passam e há que estar atentos e sincronizar a nossa dinâmica com a sua passagem. O trabalho é nosso… Se perdermos a passagem de Júpiter as oportunidades que o acompanham ficarão para outra altura… e o mesmo para qualquer outro planeta.

Bom, não tenho por hábito preocupar-me com os “cuidados” a ter com Mercúrio retrógrado (nem será agora que irei fazer uma lista sobre “o que evitar quando mercúrio está em movimento retrogrado…”), prefiro pensar na melhor maneira de tirar proveito da sua simbologia. Mas confesso que estou muito curiosa (e expectante) com o desenrolar das nossas eleições e candidaturas presidenciais que encerram a 24 de Janeiro! Não sou de agoirar, mas tendo em conta o que Mercúrio representa e a sua passagem em Capricórnio (um signo colectivo, que remete para as estruturas sociais e politicas, para os organismos de estado!) será que isto irá correr bem (se é que alguma vez correu…)? Teremos surpresas, comunicações inesperadas? Certo porém é que talvez tenhamos a sensação que estamos a ver o filme todo outra vez, uma repetição de discursos e frases feitas, envelhecidas pelo tempo mas que ao ouvirmos de forma repetida nos fazem reflectir sobre a escolha a fazer no momento de votar sobre o que pensamos ser uma sociedade justa. Que o trígono a Júpiter amplie as nossas antenas e consigamos perceber que estamos a ouvir as mesmas mentiras, as mesmas falsas promessas, enfim, uma repetição, mais do mesmo…

É sem dúvida um movimento retrogrado importante de um planeta considerado rápido. Que tenhamos a inteligência de intuir as suas mensagens.

Bom colapso mental, montanha russa neuronal, avalanche sináptica!

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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Diapositivo1

“Nasci da relação entre a Terra (Gaia) e o Céu (Ouranus) e por isso Sou Eu quem garante que se viva «Assim na Terra como no Céu». Eu Sou a Sabedoria que se forma a partir da compreensão que existe na relação entre estas duas realidades. Mas a vossa imaturidade espiritual não permite ainda que estejam no Centro destes dois planos, que estejam equidistantes entre a Terra e o Céu.  Queríamos que compreendessem as Leis do Céu na Terra, através da vossa relação com a Natureza mas vocês identificaram-se progressivamente mais com as formas do que com a Essência. O elemento que passou a dominar foi a Terra. E este foi um dos motivos pelos quais reduziram a minha Essência a este elemento. E durante muitos séculos eu fui o guardião do sistema solar aos vossos olhos. Eu fui o máximo que conseguiam ver e saber porque grande parte da vossa existência na Terra foi o reflexo da vossa densidade interior. É o que acontece à Terra sem o Céu, densifica, torna-se opaca e sem Vida. Infértil… preocupavam-vos e motivavam-vos essencialmente os assuntos terrenos, claro está. E ninguém diria que já passaram milénios… parece que foi ontem! Grande parte de vós continua a estar mais preocupado com as mesmas formas…

Recordo-vos que durante o meu Tempo, fui responsável pela Idade do Ouro. Ouro como significador de Consciência e não como significador de valor material! Essa é a vossa maior limitação, procuram a riqueza no sítio errado… o que Eu quero dizer é que havia Paz e Harmonia porque o Homem respeitava as Leis e por isso funcionava em perfeito equilíbrio com o ambiente que o rodeava, a relação com a Terra era respeitosa. Usávamos apenas o que dela necessitávamos. Imagino que deve ser difícil reconhecerem esta minha qualidade porque ainda não possuem a maturidade necessária para que vos possa passar essa Sabedoria. A Humanidade não morre de amores por Mim. «Viver apenas com o que necessitamos, oh não! Isso é muito limitador… Nós queremos viver com aquilo que desejamos!». Mas Eu compreendo, para vocês Sou apenas aquele que castrou o Pai, Sou o Senhor do Umbral (ou do Karma, como lhe quiserem chamar), comia os meus próprios filhos e portanto compreendo os medos que motivaram a imagem criada. Já pintaram quadros horríveis sobre Mim. Mas essa sombra que vêem em Mim é o vosso reflexo quando não integram a minha Essência!

Eu Sou aquilo que de mais real existe no vosso mundo. Já deviam de saber que comigo colhem exactamente o que semeiam, por isso pensem bem na qualidade da vossa sementeira ao longo de todo o vosso Tempo de existência aqui na Terra… Semeiam ventos, colhem tempestades. Semeiam Amor, colhem Abundância… de entres estes dois quais os frutos que mais têm colhido? À Humanidade foi concedido um dos maiores presentes, o da Liberdade de escolha. Mas vocês têm muita dificuldade em entender este conceito: Liberdade! O livre arbítrio é um conceito que vocês tão bem converteram em anarquia. Julgam que ser livre significa fazerem o desejam. Mas vocês são essencialmente lunares, comportam-se como crianças. São egocêntricos, agem sem pensar nas Consequências das vossas escolhas e quando a vida vos corre mal culpam os outros pelas vossas falhas e erros. Bom e como qualquer criança também vocês têm que ter limites. O que vocês ainda não entenderam é que Eu tenho a dura tarefa de vos ajudar a ultrapassarem as vossas limitações, mas Eu não Sou «A Limitação». Quem vos limita é a vossa Ignorância (ou ausência de Consciência, ou ausência de Amor, como quiserem). É ela quem define os limites da vossa Consciência e as Limitações que atraem para a vossa vida. E essa parte final da frase Sou Eu quem garante que acontece (vocês chamam-me «Senhor do Karma»). Não posso permitir que usufruam de algo mais do que aquilo que a vossa Consciência permite, apenas aquilo que merecem. Vocês têm que compreender os vossos Limites! Mas posso exigir mais do que aquilo que conseguem ser… Porque vocês podem, ou melhor, vocês São muito mais… Já é Tempo para saberem isso… bastava que aprendessem com os erros do passado. Parece fácil, mas sei bem que não é. É que acumularam tantos erros… é tanto o “passado” que ainda vos faz sombra… Mas Eu Sou um bom Pai porque devolvo-vos continuamente a Responsabilidade de lidarem com a consequência das vossas escolhas. E se está mau, não se queixem! Trabalhem-se para que os testes e os obstáculos sejam progressivamente menores. Até que encontrem o paraíso na Terra, o Céu na Terra… e vocês dizem-me, «mas eu trabalho! Muito!». Sim, parecem autênticos formigueiros. Não há pedaço de Terra no mundo onde não se note a vossa presença. Mas o vosso trabalho é mais do mesmo… E vocês cada vez são mais e os recursos (a Terra) são cada vez menos. A vós foi-vos concedida a Terra para que semeassem Amor mas usaram-na para tudo menos isso… E ao invés de perceberem os sinais continuam a insistir… Não perceberam que esse Tempo acabou?

Então como é que vamos por esta vossa casa em Ordem? Desde que Hades (Plutão) ingressou em Capricórnio a purgação do lixo acumulado é tanta que ainda não conseguimos muito espaço com ar puro e respirável para ver algo realmente novo nascer. Mas porque vocês só aprendem através da vivência e da experiência Eu tenho a obrigação de materializar as energias que correspondem exactamente ao vosso nível de Consciência. Eu Sou responsável, em primeiro lugar, por um signo de Terra. Sou Yin… Eu actuo de dentro para fora. Tu estás desordenado internamente… Por muito que lutes por organizar a matéria à tua volta não vais ter sucesso. E gostava que entendessem o que significa ter “Sucesso”. Vocês têm Sucesso quando as vossas escolhas reflectem o Céu na Terra. Eu estou no ponto mais alto a que os astrólogos chamam de «Meio-do-Céu» e Sou Eu quem inicia a quarta parte da vossa Consciência – o Colectivo. Eu Sou a estrutura que garante que cada uma das partes interage harmoniosamente entre si de modo a formar um Sistema coeso (Aquário). Tudo o que Eu faço é para o interesse do Colectivo, é para benefício de todos os indivíduos. Mas para que vocês desenvolvam esta Identidade Social, é necessário cumprir as Regras e obedecer às Leis Universais para que a Ordem exista.

Desde Dezembro de 2014 comecei o meu trabalho em Sagitário. Sou Eu quem vos educa sobre a Lei e a Verdade. E tudo se pode resumir a uma única Lei, a do Amor…. Ela é a única que vos torna colectivos e traz coesão. É a fundação onde se erguem os princípios que cada um dos arquétipos (de Carneiro a Peixes) representa. Mas vocês reduziram a minha simbologia às vossas fraquezas e estruturaram uma Sociedade baseada e fundada em princípios e leis que em nada se relacionam com o que Vos queremos Ensinar. Quem rege o vosso mundo é a lei da avareza, da sobrevivência, do mais forte, das armas, da ganância… vocês inverteram os meus fundamentos e usam os recursos do colectivo para beneficiar os interesses individuais de poucos. Usam-me sem Alma (Sentir, Água) nem Coração (Espirito, Fogo). E isso não Sou Eu… Por isso actualmente estão a viver numa Terra sem Céu, que passa por cima do Amor para chegar à sua ilusão de poder. Uma espécie de Inferno. Internamente têm ânsia de chegar ao Céu, mas usam as qualidades de Zeus para se expandirem exteriormente. Desenvolveram o conhecimento que vospermite construir torres e edifícios altíssimos para expandirem a vossa noção de ligação ao Céu, para se sentirem lá ”no Alto”… Mas não são os arranha-céus, nem os aviões ou as naves espaciais que vos levarão lá. São todos demasiado frágeis por isso a vossa queda tem sido tão grande e dolorosa. Estão a subir e a expandir da forma errada. Isso que desenvolveram ao longo do Tempo é apenas conhecimento, não é Sabedoria.

Vocês reduzem-me às vossas limitações e não vêm que Eu posso ser muito mais… Eu Sou o topo das montanhas. Há algo mais sólido do que isso na Terra? Porque é que procuram por mim pelas vias erradas? Porque vocês querem subir rápido, não é? E vale tudo para chegarem ao topo! Tudo! Não percebem que é a Consciência do Caminho que vos fortalece. Comparem o tempo que leva alguém que usa um elevador para subir até ao último andar de um arranha-céus (até o nome é curioso…) com o de um alpinista que faz todo o seu caminho até ao topo da montanha. Qual deles acham que chegou ao topo com um pouco mais de Sabedoria? Mas poucos são os que conseguem fazer o Caminho até Mim. Comparem a quantidade de pessoas que já usaram um elevador e o número de alpinistas que caminharam até ao topo de uma montanha. E tudo isto é simbólico para vos mostrar que são muito poucos os que conseguem Ver sem qualquer Limitação…

Mas vamos recordar ao longo do tempo como viveram as questões da fé, da religião, como se relacionaram com o resto do mundo e qual o vosso entendimento sobre as leis. Ao longo dos Tempos enviei-vos representantes do Céu à Terra mas a maior parte deles queimaste-os vivos, crucificaste-os, chamaste-os de bruxas e hereges. Foi apenas de há pouco mais de 100 anos para cá que começais a reconhecer os seus ensinamentos e a chamá-los de Mestres. Bom, é verdade que passastes tanto Tempo dissociados do Céu que o desespero levou a que confundissem alguns humanos com falsos gurus, mas isso faz parte da vossa aprendizagem… Isto coincide com a entrada da Humanidade na Era de Aquário e o entendimento daquilo que Sou torna-se urgente… Até Eu passei de Grande Maléfico para Mestre, Sábio, Sénex… Grandes mudanças, reconheço. Mas durante séculos preocuparam-se mais em dar tantos nomes à vossa fé que acabaram por se esquecer dos princípios espirituais que vos orientavam. E como estão desorientados… A Humanidade vive uma tremenda crise de valores. E não me refiro ao dinheiro que vos começa a faltar, refiro-me ao valor que a vida tem para vós. Têm as prioridades desOrdenadas. Só podem ter! Ninguém no seu perfeito Juízo (Consciência) quebra a primeira Lei Universal: Não Matarás! Não importa a tua espécie, nacionalidade, estatuto social, fé, religião, etnia, nada disso importa. Não é para ler: «Não matarás humanos/mulheres/católicos/muçulmanos/ricos/…! Percebem as Leis a que me refiro? Aquilo a que cada um chama de «sistema legal” é uma deficiente representação do que é a Lei! O vosso «sistema religioso» é muito limitado! Entendem? Claro que não… Por isso estão como estão! Sempre em guerra. Cada país tem o seu «sistema de leis» e cada povo o seu «sistema religioso» e só isso já mostra como não conseguem viver em Ordem. Cada um tem um entendimento diferente do que é ético, moral, permitido e penalizado… Vocês são confusos e complicados… Simplifiquem… Usem todos a mesma Lei, a do Amor! Porque onde existe Amor, não há espaço para o medo…  Somente o Amor compreende os Limites que devem ser respeitados. Para o medo não há limites para garantir a sobrevivência. Até pode matar… E quando ficam dominados por ele não vos assola o medo de perder a Dignidade, de perder a Alma? Percebem porquê os Limites são importantes? Porque é que Eu Sou importante? 

 Venho mostrar-vos quão limitados ainda estão no que acreditam ser verdade. E como funciono em sincronicidade com Hades (Plutão em Capricórnio!) as experiências vão ser intensas e profundas. É que chegaram a um extremo tal que não tenho outra forma de vos fazer ver. É tanta a vossa ignorância… depois manipulam as massas limitando a sua visão sobre a verdade. Alguns ainda ouvem as notícias e acreditam em tudo o que lhes contam. Estórias de terror onde existe sempre um que é mau (a quem vamos atribuir as culpas), as vitimas (que não têm culpa, e todas acreditam estar na hora errada e no local errado), os vilões (que manipulam os ignorantes e levam a melhor de ambos os lados) e o herói (que deveria de eliminar os maus, salvar as vitimas e prender os vilões). E de entre as Reais vitimas que perecem sobre a força da vossa prepotência não sei quem fica pior, se as que partem se as que ficam a ter que lidar com a consequência das suas escolhas ignorantes, com a ausência de Amor nas suas Vidas.

Vocês expandem-se a uma velocidade impressionante, Mas fazem-no sem Amor, sem Consciência na forma como usam os próprios recursos da Terra. Não sabem os limites… E muitos de vós são já terra infértil… 

Reconhecem-se já “pequenos grupos rebeldes”, gente a abrir um Caminho diferente. Mas as massas estão ainda muito adormecidas e tudo isto vai levar muito Tempo até que a mudança ganhe corpo. No Universo tudo vive em perfeita homeostase e Eu marco o Tempo em que o equilíbrio se restabelece na Terra (afinal Eu exalto-me em Balança porque é isso que Eu faço de melhor e quando o faço a vida está em Ordem). Eu posso ajudar-vos, mas a escolha é vossa. Procurem usar as minhas qualidades da seguinte forma:

Disciplinem, limitem e restrinjam a actividade da vossa natureza inferior. Não a deixem livre e anárquica porque torna-se perigosa. Vão encontrar muitos obstáculos mas nunca poderão ceder. Quando experimentarem insatisfação sintam a Gratidão; quando pensarem em infringir uma Lei Universal reflictam sobre as suas Consequências. Responsabilizem-se por fazer a vossa parte para que o mundo seja um lugar melhor para se viver. Imaginem-se sempre vigilantes no topo da Montanha donde conseguem ter uma visão completa de tudo o que se passa nos vossos níveis inferiores. Ditem as Leis da vossa vida com Amor para que não se deixem dominar pelo medo e serão a Paz que procuram no Mundo.

Agora sim, são a Terra pronta a receber o Céu, pronta para ser fertilizada… são um Ser completo, com Corpo, Alma e Coração bem alinhados. Estão em Ordem.

Acredito que a minha carta não seja tão poética como a de Poseidon, mas Sou Cronos… não pretendo negar a minha Natureza.

Bom Trabalho.“

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© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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