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A MORTE CHEGA CEDO

A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida. 


O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.

E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.

Fernando Pessoa, in ‘Cancioneiro’

O fim da vitalidade das formas é o anunciar do nascimento de algo novo. Finda-se aquilo que parecia perene porque apenas a Alma é eterna e o veículo é perecível. Mudam-se as formas para que a Alma possa expressar-se livremente.

Eclipsam-se as falsas seguranças, as âncoras e o lodo que puxam o barco para o fundo. Mas para remover o peso é preciso ir ao fundo. E por muito que o medo nos iniba de lá ir, a podridão das águas estagnadas é de tal forma debilitante que a Alma, o principal passageiro deste “barco”, é Vontade Maior para o mergulho profundo. Durante o mergulho vamos sentir falta de ar, querer desistir, vamos tentar controlar a situação para evitar descer mais e mais e mais…

É fundamental continuar para poder sair da estagnação, para recordar o que em nós está adormecido, esquecido – a Divindade.

Que áreas da nossa Vida estão sem vitalidade?

O que precisamos de fazer circular para criarmos um novo inicio?

Com o inicio há sempre a promessa de algo melhor. É o encontro com o que escondíamos da superfície, limpeza dos complexos, tabus, medos, obsessões, compulsões  … porque no fundo das águas encontram-se grandes tesouros!

Morre a forma sem Essência, renasce-se com uma nova Essência formada.

© Ana Paula Pestana, All Rights Reserved | ap_pestana@hotmail.com

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